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domingo, 14 de novembro de 2010

DESTINOS

Feed back:
Gosto muito de lidar com a terra. Desde criança aprendi a plantar com minha avó e ainda encontro muito prazer em dar vida as minhas plantinhas e receber vida destas. Gostar de lidar com a terra é algo familiar e a única que não gosta é minha irmã, pois diz não levar jeito e prefere cidade grande como São Paulo. O gosto é tamanho que eu e minha mãe, bem como minhas duas tias, possuímos nossos pedaços de terra. O sonho não retratava a chácara que tenho, pois parecia um local menor e diferente. Ter uma chácara com dois hectares, toda plantada, com casa, energia, água de mina e frutaria, parece ser maravilhoso, mas sempre me foi uma dor de cabeça por ficar a dezessete quilômetros de distância da cidade, por ficar praticamente abandonada e por cobrar de mim uma responsabilidade além das minhas capacidades, algo que nunca me agradou. Na época da seca é um poeirão e, na época da chuva, é lama e mato de um metro de altura. Para chegar lá é preciso pegar três ônibus e nisso gasta-se umas duas horas de cansativo trajeto e espera nos terminais. Não é nada fácil cuidar do local, ainda mais sendo a proprietária uma jovem que não sabe o que quer do futuro e não tem expectativas nenhuma além da própria sobrevivência. Eu teria coragem de morar lá, mas a vida toda escutei todos dizerem que é perigoso uma mulher morar sozinha num local como aquele. A vizinhança é boa, mas no meu anti-socialismo pouco adianta haver vizinhança.

O pior é que, além do gasto financeiro com a manutenção, algo que fica por conta da minha mãe, ainda existe a dificuldade de arrumar quem capina, quem faz isso e aquilo. Lá tem serviço para um batalhão de homens, já que para mulher a lida seria praticamente inviável. O local é uma lembrança, praticamente uma presença do meu pai, pois ele comprou e colocou no meu nome quando eu ainda era criança. Portanto, além de ser apaixonada com tudo o que lá foi investido, como frutas de tudo quanto é qualidade já produzindo, o local ainda guarda uma lembrança emocional fortíssima como uma herança familiar, até porque minha mãe não será eterna e também a encontro representada em cada pé de árvore lá plantado. É difícil ter um local como aquele e não poder usufruir. Lá tem um fartura imensa, mas nem temos condições de colher e trazer para a cidade. Já cogitamos muito de vender o local, mas fica só na conversa, pois a coragem míngua de ultima hora. Aquilo é uma dor de cabeça e uma bênção ao mesmo tempo. Aquilo é um pesar e uma esperança, dois pesos que ficam vacilando em lados opostos de uma mesma balança. Ser fazendeira seria ótimo, mas sozinha realmente acho impossível, pois não sinto ter estrutura para tal. Na prática manter uma chácara não é nada fácil e dá muita despesa, principalmente quando não se tira nenhum lucro comercial. Todos os concelhos, opiniões e sugestões alheias a respeito daquilo parece simples só na mente, pois na vida prática aquilo apenas é um problema sem solução. A vida toda me questiono se espero uma solução mágica cair do céu ou se me desapego de uma vez por todas do local e o vendo carregando o arrependimento para o resto da existência. Seria muita ousadia minha pensar na possibilidade de desenvolver-me a ponto de ter a capacidade de cuidar sozinha de um local como aquele...

 
 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

FEED BACK





feed back em ESTRANHOS CAMINHOS ONÍRICOS":


VOLTANDO PARA CASA

Gostaria que falasse mais a respeito do ultimo paragrafo que escreveu.

Desde criança nunca ficou muito claro perante as pessoas de quem eu sou filha. Minha irmã tinha treze anos quando eu nasci e, apesar da pouca idade para ser mãe, todos achavam que ela fosse a mãe e que meus pais fossem os avós. Minha mãe diz que ela se dispôs a cuidar de mim a fim de livrar-se do serviço da casa, algo que só enfezava minha mãe. Não sei o porquê, mas minha irmã sempre se sentiu responsável por mim como se ela de fato fosse a mãe e o pior da minha educação sempre ficou para ela. Minha mãe me ameaçava utilizando minha irmã, pois desta eu tinha medo. Enquanto minha mãe não 'dava conta de mim', tanto por falta de autoridade quanto por falta de coragem de me bater ou me subjugar, minha irmã com seu rompante arrogante, agressivo e intolerante não deixava nada passar desapercebido. Não quero com isso criticá-la, pois começo a perceber que me pareço mais com ela do que sempre imaginei. Difícil é aceitar essa semelhança. Sempre detestei o fato de minha mãe deixar e autorizar minha irmã mandar em mim e até me machucar em muitas situações das quais, enquanto criança, fazia algo errado. Sentia-me muito frágil, desrespeitada em meus gostos pessoais e inclusive desprezada. Daí o grande apego que sempre tive com meu pai e o fato de nunca ter reconhecido minha mãe como uma mãe. Só fui ter um relacionamento favorável com minha mãe depois do falecimento de meu pai e a saída de minha irmã de casa. Soa chato para mim dizer isso, mas a verdade é que sempre foi um alivio ter minha irmã longe, morando em... No princípio minha mãe ligava para ela e punha ela para me dar bronca por telefone. Minha mãe vivia reclamando de mim para minha irmã e eu não suportava nenhuma das duas, vivia dizendo que eram “farinha do mesmo saco”. Eu vivia em guerra dentro de casa e me sentia a pessoa mais sozinha e abandonada do mundo. Mesmo sem ter intimidade com meu pai, o via sofrer do mesmo mal que eu, embora não precisasse ser corrigido pela minha irmã. Embora parecesse neutro na minha educação, era ele quem se importava de me levar para passear, me acalentar, por vezes o via me defender e sentia-o como o único apoio e proteção que podia ter, tanto que sempre dizia para mim mesma que, se um dia ele e minha mãe se separassem, eu faria um escândalo para ficar com ele. Para dizer isso por certo presenciava muitas brigas entre ele e minha mãe, embora não lembre direito.

Tinha pena do meu pai do mesmo jeito que tinha pena de mim. Isso esclarece alguma coisa?

Sim! Em relação ao seu “pai” identidade no sofrimento, na exclusão, no tratamento recebido, etc. em relação ao feed back, definitivamente enriquece um pouco mais o conhecimento sobre a riqueza e complexidade de sua história e o entendimento da linguagem do seu inconsciente.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

FEED BACK



feed back:

Lembro de ser uma criança problemática, que até por volta dos seis anos de idade ia todos os dias para a diretoria da escola. Não sei ao certo dizer, mas imagino que deva ter sido birrenta, manipuladora, dominadora, impulsiva. Lembro que sentia dores de cabeça psicológica todas as vezes que era contrariada e minha mãe acabava deixando eu ficar sem tomar banho para não me ver reclamar incessante dor de cabeça. Recordo que eu tinha tendência de chamar a atenção através do ridículo e do comportamento errado. Minha mãe conta que não podia descuidar de mim que eu cortava o cabelo para colocar dentro das panelas de comida e uma vez coloquei detergente dentro do suco. Eu levantava durante a madrugada para fazer arte como amarrar os pés de meus pais na porta do guarda-roupa, amarrar sacola plastica nos pés da minha avó, ir para o quintal brincar com o cachorro que tínhamos na época, enfim, não sei porquê, mas com certeza eu era uma peste da pior espécie. Eu roubava os carimbos da professora na escola, bem como os lápis de colorir das “amiguinhas”. Tenho por mim que até determinada idade eu era o centro de todas as atenções, mas depois disso, não sei exatamente quando e nem o quê aconteceu, me tornei recolhida, tímida, defensiva e desconfiada. Acabei tendo um gênero submisso, aparentava ser tola, infantilizada e dependente ao extremo. Creio que me acomodei nesse papel de coitada, pois realmente me via como uma pobre coitada incapaz e recatada. Por algum motivo eu deixei de ser aquela que, embora teimosa e insuportável, era o ideal de mim mesma, àquela que conseguia ser o centro das atenções, àquela que conseguia tudo o que queria. Algo me bloqueou, mas não sei o que foi. Pensar que não gosto de crianças por inconscientemente lembrar ou sentir algo desagradável da minha infância faz total sentido. As crianças por certo devem refletir meu lado criança ainda rebelde, arteiro e, posteriormente, submisso e recuado.

Quanto ao meu trabalho, tenho-o realmente por questão de sobrevivência e por senso de utilidade ao coletivo, algo que me preenche sentimentalmente, que me confere paz de espírito. Sinto-me valorizada enquanto humana por exercer uma atividade de importância social-coletiva. Sou muito feliz por estar trabalhando e principalmente por ter gostado e estar gostando até hoje do que faço. Sinto-me realizada nesse sentido, mesmo sabendo que tudo é mutável, instável, e que a qualquer momento eu posso estar novamente desempregada. Depois de tantas tentativas desagradáveis, ao menos agora contarei com uma boa experiência em minha bagagem profissional, independente de quanto tempo eu permaneça nesse emprego. De resto certifico que o meio externo coletivo e social invade-me sempre, mas não sei definir o porquê. Não suporto locais muito movimentados, cheio de pessoas. Sempre fujo, custe o quanto for. Será que algum dia algum sonho poderá desvendar isso?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

FEED BACK


Feed back: Em mandatum novum do vobis" - lava mãos I


Minha impressão é de que o animus liberto provoca ou faz vir à tona a sensação do desejo afetivo, algo um tanto inoportuno e anormal. Os últimos sonhos demonstram essa compensação afetiva através da intimidade, algo que na vida real eu tanto assumo necessitar quanto assumo não conseguir suprir da forma desejada. No meu normal eu tento suprir essa 'deficiência' buscando outras fontes de prazer que possam diminuir a necessidade afetiva, entretanto, no momento de tal sonho, a sensação era de estar completamente tomada pela vontade de uma maior intimidade com alguém que pudesse suprir isso por mim. O sonho demonstra o fato de que me sinto incapaz de tocar-lhes as mãos, mas me deleito completamente com o abraço. Talvez a intenção questionada seja no sentido não assumido de desejar receber afeto mesmo sem conseguir promovê-lo. Uma vez que não consigo ser afetiva, não cobro e nem espero afeto de ninguém, entretanto, talvez possa haver intenções ocultas ou até então não percebidas conscientemente, esperando por esse afeto. Se meu animus fosse um homem externo eu diria que ele é um sujeito que não gosta de mendigar afeto, que pouco tenta se importar com isso, que gosta de estar quieto e tranquilo no seu canto, que prefere se ligar a alguém se sentir que esse alguém gosta dele e, ademais, só consegue se considerar amigo de quem quer que seja se houver afinidade e intimidade. Ele é rígido e não tolera atitudes erradas, sendo inclusive intolerante com as pessoas de uma maneira indireta: ele fica calado, mas recusa estar junto de quem julga ser irresponsável.


Obrigado pelo feed back.

Mesmo que muitos diferenciem a capacidade afetiva de homens e mulheres, e, naturalmente, capacidade implica em diferenciação, eu prefiro não distinguir, de forma genérica, diferenças na natureza afetiva de homens e de mulheres.

Para mim o afeto é natureza que não distingo com feminina ou masculina. É natureza universal da matéria e que envolve a constituição de homens e mulheres. Assim como o Afeto, a Negação do Afeto, o Não Afeto, determina, e determinará, de forma definitiva as características de homens e mulheres.

Se o Afeto significa a consagração do encontro e das relações entre indivíduos, no sentido emocional e sentimental, o outro significa o desencontro, o distanciamento, a dissociação das naturezas. Um significa sintonizar propriedades de expansão e o outro de contração, uma avança o outro retrocede. O afeto liberta porque comunga, o não afeto aprisiona porque isola.

Sendo assim, homens e mulheres estabelecem relações de afeto com o mundo ou relações egocentradas onde anunciam de forma clara que não tem o que partilhar, não tem o que trocar no sentido subjetivo e amoroso das proximidades relacionais.

No Blog http://www.aeternusfemininus.blogspot.com/ descrevi minhas percepções sobre a origem e formação das Sociopatias, e destaquei a origem e formação da natureza defensiva, reativa Não Afetiva dos Sociopatas. Neste caso psicopatológico o individuo fica tão focado na tentativa de superar sua inferioridade, devido à frustação sofrida, que estabelece relações de compromisso e de interesse para realizar seus objetivos. Distancia-se das relações afetivas e emocionais porque sua natureza e constituição são frágeis e opostas e não suporta o mínimo de frustração que ameaça e desestabiliza seu mundindo "blindado", sua personalidade, com a dissociação. É paradoxal, vive com sua natureza de contração, Buraco Negro, não afetiva, dentro de um sistema em expansão e pleno em afeto. Por isso cria uma máscara de força tentando se blindar do sofrimento, mesmo que seja capaz de promover a dor e o sofrimento alheio.

No seu caso, sua característica se difere, parece-me afetiva, pois carente e anseia por afeto. O carente anseia por aquilo que o acrescenta, que o supri, o alimenta, o enriquece. Ainda que existam sinais de dificuldades, de aproximação e de manifestação, característica de quem quer, mas teme, deseja, mas não manifesta o desejo. Falta de treinamento, de experimentação.

Você precisa ser arriscar a manifestar seu afeto de forma experimental, sem expectativas de retorno, não pelo outro, mas para se conhecer melhor, nesta que é uma das naturezas mais compensadoras da vida. Supere seus bloqueios e brinque de ser amorosa. Vai ser interessante sair da idealização, assim terás chances de se libertar no futuro desses desejos irrealizados.

domingo, 3 de outubro de 2010

FEED BACK - PATER NOSTRO



em AETERNUS FAMILIA



Meu pai era português e veio para o Brasil trabalhar com um amigo que morava no Rio de Janeiro. Ele era aposentado por invalidez por causa de um problema que teve na coluna e, uma vez que não conseguia trabalho lá, veio tentar a vida aqui. Depois esse amigo quis que ele montasse uma filial em Curitiba e foi aí que ele conheceu minha mãe. Parece-me que ele foi criado pela avó. Ele nunca me falou nada a respeito de sua família ou história de vida e aparentemente tinha um passado muito sofrido. Ao menos para mim, o refúgio dele no Brasil, deixando para trás a esposa e dois filhos, já aparentava um peso de sofrimento. Isso é tudo o que sei. Eu praticamente me considero uma pessoa sozinha no mundo, pois a família por parte de mãe é pequena e totalmente sem contato. Tenho uma irmã casada que vive em São Paulo e que não sou muito afim, tenho duas tias e primas que nem sei do paradeiro.

E o que aconteceu com seu  Pai ? Até quando esteve ao lado dele? E sua família em Portugal? Nunca se interessou por informações de sua vida em Portugal? E Seus familiares portugueses?

Não há como negar o passado, nossa ancestralidade, origens. Nossas origens definem o que somos, nossas identidades, nossos desígnios, nossos desafios. Cada origem tem sua carga, seu dever, seu compromisso. Nossos ancestrais definem nosso futuro. Sem eles somos folhas soltas no oceano primordial, o que pode tornar nossa tarefa, nossa jornada um desafio monumental, um preço elevado a ser pago. Quando penso em órfãos, penso em uma jornada difícil. Sem conhecermos nossas origens somos órfãos não apenas de pais mas de pais sem pátria, ainda que acolhidos pela identidade comum como brasileiros. 
Nossos ancestrais definem o nosso eixo, nosso futuro, mais do que possamos querer ou imaginar.

em NEGATIVO DE PAI :



Que eu saiba nunca sofri nenhum tipo de abuso... será que sofri e não lembro? Aliás, praticamente nada lembro da minha infância.

Incrível como estou sentindo esse amadurecimento. Coisas têm me acontecido e noto que minha postura e sentimentos são diferentes. É como se os sentimentos estivessem caminhando junto com a razão. A tal da resistência está fortalecendo-se e isso se faz visível quando sinto que estou no controle das minhas emoções e que estas não abalam minha auto-estima como antes. Mesmo que exista pesar ao aceitar alguma situação, não me diminuo por isso como fazia anteriormente, conseqüentemente, não sofro tanto e nem me deprimo na condição de vítima ou culpada.


Esse alinhamento, razão e emoção, é sinal de eixo, de referência e equilíbrio, de menos confusão e tormentos. Caminhar em uma direção, se voltando, voltada para outra pode sinalizar desassossego, divisão, conflito. Desconforto dos "Sem Rumo". São boas novas, deve estar se sentindo mais confortável, mais leve. O caminho é um Bom Caminho. By
 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

FEED BACK

  Justiceira, Castradora e Fálica


Pelo que entendi, independente do meu lado masculino ser submisso ao feminino, a verdade do problema é que minha força masculina está reprimida pela própria masculinidade interior e isso gera o comportamento masculino afeminado. Então, em verdade, sou submissa a força masculina que está disfarçadamente reprimida?

Você tem seus conteúdo masculino sob severa repressão, o que ocasiona uma relação turbulenta entre a sua natureza masculina e a sua natureza feminina. A repressão ao consegue o domínio absoluto da força do vulcão. O vulcão vaza como um dragão em fúria soltando fumaça pelas frestas e lava pelas fissuras, consequentemente a força do masculino se impõe e aparece como uma mulher dominadora e castradora, agressiva, instável emocionalmente, insatisfeita, inquieta. Em síntese: uma Mulher Yang, masculina. A força do masculino prepondera e reduz as manifestações femininas.

Neste caso o feminino é contaminado e não aparece como coração, afeto, delicadeza, suavidade, espírito, intuição, magia. Vai encontrar dificuldades para manifestar sua essência. Deixará de caracterizar a mulher que estará visivelmente masculina, mulher guerreira, competitiva, agressiva, dominadora, controladora, supostamente racional.

“...a verdade do problema é que minha força masculina está reprimida pela própria masculinidade interior e isso gera o comportamento masculino afeminado.”

A força do masculino não está reprimida pela masculinidade. O Masculino, o conteúdo arquetípico é reprimido pela intenção consciente do indivíduo, como sujeito constituído, ego, superego, ou como quiser designar o que você é. Este conteúdo reprimido, fortalecido com a força aplicada para reduzi-lo, encontra brechas para se manifestar, canais onde possa se projetar. Dessa forma acaba contaminando a personalidade do sujeito e se impondo imperativamente. O conteúdo reprimido se manifesta através de desvios, deformado, impondo sua presença e como consequência reduz o espontâneo e a configuração original do sujeito.

“Então, em verdade, sou submissa a força masculina que está disfarçadamente reprimida?”

O Seu feminino estará subjugado pela força do masculino que se credita reprimido ou submisso.

É importante que entenda que a força da repressão que aplica sobre o conteúdo focado, alimenta este conteúdo que quer reduzir, fortalecendo-o. Quando pensas que aniquila o “monstro” você o fortalece.


  Ana Claudia Michells
Foto de Zee Nunes e André Katopodis

Na foto acima, a reprodução da feminilidade na sua essencia; Floral, suavidade, delicadeza, magia onírica, para contrapor a ideia da feminilidade subjugada pela força Yang do senhor da guerra.

Ah! Em geral a mulher castradora-dominadora se mostra uma mulher Fálica. Muito natural que essa mulher Yang, tenha como que um FALUS exposto de tamanho avantajado e uma sexualidade, consequente, à flor da pele. Também no sexo elas se mostram competitivas, ativas, imperativas e assustadoras. Muitos homens adoram e outros mais delicados ficam apavorados, talvez por medo de se tornarem  escravos sexuais, como mulheres possuídas. Mas este é outro assunto.

domingo, 19 de setembro de 2010

FEED BACK




Como são os sonhos premonitórios?

É como lhe falei, a natureza Psy é vasta e nós somos apenas uma variante dessa natureza. Uma variante importante, responsável pela manutenção, sobrevivência do nosso sistema e pela constituição da consciência que é experiência evolutiva da matéria e instrumento de aprimoramento da espécie.

Somos aparentemente um corpo, aparentemente já que não o constituímos e cujo funcionamento independe de nos. Mas um corpo inconsciente que propicia o surgimento de uma consciência que somos nós.

Quando pensamos há dois mil anos no passado ou no futuro, pensamos em nossa realidade como seres vivos, mas no tempo do universo dois mil anos estão ali a um segundo atrás ou à frente. O tempo do universo não é um tempo absoluto. Nossa vida é como um suspiro de um milésimo de segundo no vasto relógio do universo. Assim, a psiquê pode não estar à frente, mas apenas “está” e “sabe” o que para nós é ainda mistérios posto que prisioneiros de uma dimensão que se arrasta através do longo dia e da longa noite de movimento do sol, vivida em aparentemente longos anos mas que não passam de milésimos de segundo no tempo do universo.

De forma sintética, premonição é o pensamento ou o sonho, ou a visão, que antecipa o acontecimento futuro.

Quando trabalhamos a intuição, isto é, quando silenciamos a mente tagarela e passamos a nos escutar, passamos a perceber pensamentos que independem de nossa vontade. Eles sempre afloram, se os distinguimos aprendemos que eles são uma fonte permanente que nos adverte para perigos e antecipa acontecimentos em nossa vida.

Nossa natureza e espetacular!

Mas quando nos permitimos apressados, ansiosos, superestimados, deixamos de usufruir dessa capacidade fenomenal da natureza de ir alem do presente no qual estamos inseridos.

A vida se anuncia no seu trajeto. A psiquê percebe e adverte e nós escutamos ou não, compreendemos ou não, vemos ou não. Geralmente as pessoas não se escutam, não vêm e descreem naqueles que o fazem. Na verdade são meia bola, não desenvolvem as habilidades que a vida lhes agracia, não aprimoram a consciência e permanecem inconscientes, cegos para o esplendor da vida.

A visão tradicional da premonição já o diz: predizer, profetizar. O Indivíduo recebe a mensagem, ou viaja ao futuro para ver o acontecimento. São conceitos construídos dentro de paradigmas, já ultrapassados, da ciência que fragmentava o tempo absoluto e o ser humano.

Se pensarmos num tempo absoluto onde estamos inseridos, recebendo imputs de mudanças e realizando intervenções, a premonição pode ser entendida como a capacidade de sintonizar e perceber a dinâmica dos acontecimentos que se sucedem. Não há um passado ou um futuro estanque, mas a possibilidade de transitarmos indo ao futuro da mesma forma que recorremos ao passado.

Porque mesmo sem ser premonitórios, ainda assim meus sonhos vêm a me surpreender muito tempo depois?

Não sei dizer se são os sonhos que te surpreendem ou se a sua consciência que acionada, se liga e lhe adiciona insights.

A compreensão do mundo e da vida é pessoal depende da capacidade individual para percebê-los e do estágio de configuração do momento. Assim, indivíduos podem ter a mesma percepção de um fato e compreensões diversas diretamente proporcional à capacidade que possuem de processar informações, e banco de dados que possuem, o que determinará o resultado final do processamento.

Em geral, quando focamos nossa atenção sobre determinado evento, acionamos um complexo sistema de processamento de dados a partir das informações acumuladas contidas em nós, as experiências vividas, a capacidade de realizar associações de múltiplos eventos, etc. e esse processo pode durar segundos ou horas, dependendo do Hardware de cada um, da capacidade de processamento, ou do grau de integração do individuo.

Um acontecimento como este que cita me chama a atenção para: Você deve estar se escutando mais; Está mais vinculada aos sinais que seu corpo envia; Está mais centrada ou menos dispersa; há diminuição da conturbação mental.

Dessa forma a psique continua processando as informações que busca, como compreensão, emitindo os resultados e você está sendo capaz de percebê-las.

Sua Psyquê ativa lhe supre das informações que busca, enriquece seu universo de associações e de compreensão de suas vivências.

Um exemplo: Crianças com mesmo potencial de inteligência começam a diferenciar o desenvolvimento dependendo do nível de estimulação que são submetidas. Hoje em dia se fala muito na inteligência das crianças como um diferencial em relação ao passado, a inteligência possivelmente é a mesma, mas a profusão de informações com que elas, na atualidade, são submetidas lhes dá maior capacidade de resposta, a facilidade do diálogo lhes favorece a verbalização, e os estímulos despertam de forma geral melhor uso da capacidade mental.

Se desenvolvemos nossa consciência aumentamos nossas possibilidades de compreender melhor o sentido da vida, e aprendemos a usar melhor a nossa estrutura mental e os instrumentos fenomenais que ele nos proporciona. È tudo uma questão de escolha.

Enquanto tolos se permitem trogloditas, assassinos, medíocres e se contentam com o banal a lucidez nos propicia uma existência mais plena.

Parece-me que você está inserida num processo de despertar de um sono. Seja bem vida ao mundo desperto. Existem muitas formas de estar plugado: plugado nos filhos; no casamento; na cozinha; no sexo; do dinheiro; no poder; nas aparências; na política; no domínio; na ciência; na existência; em Deus; em tudo. A escolha é pessoal. Cada ligação nos permite um resultado. Escolha o seu! A existência é sua!
Ou será que estou fantasiando demais essa ligação dos sonhos com a realidade?

Prefiro pensar em fantasias, a atitude de fuga da realidade, aquela em que o individuo compensa suas frustrações construindo mundos imaginários.

Nosso universo já é, por demais, fantástico, precisamos compreender melhor nossa natureza e a natureza do nosso mundo para apreender de forma plena a realidade e termos mais chances de fazer escolhas mais inteligentes para a nossa vida.

O universo é UNO, somos todos uno.

sábado, 18 de setembro de 2010

FEED BACK




Quando diz que alguns sonhos de tensão estilo pesadelo proporciona o desenvolvimento de reações e condições mais maduras para lidarmos com fatos mais complexos do dia-a-dia, isso significa que o nosso inconsciente está em verdade nos alertando e nos fortalecendo para o futuro, pois sabe exatamente o que vai ocorrer no mesmo?

Este parece-me o espírito da coisa.

Em primeiro lugar, colocando o sujeito num cenário onírico que espelha uma realidade possível, dá ao individuo a chance de se preparar para o acontecimento dentro do real , esta dimensão com a qual interagimos, mostrando a Prontidão ou a ausência dela diante de ameaças. Esse tipo de situação também favorece a tomada de consciência para os limites pessoais e a importância de desenvolver respostas mais apropriadas. Além disso, induz um preparo biopsicofísico de resistência, aumentando o limiar de resistência mental do individuo para que, frente ao perigo, não se desmonte, como uma jaca que cai do pé, aumentando suas chances de sobrevivência.

Neste aspecto o sonho antecipa acontecimentos, que serão vivenciado para que o individuo se prepare para adversidades que se anunciam.

Primeiro se trabalha a favor da sobrevivência do organismo dando-lhe condições de resistir e sobreviver a dificuldades que se anunciam no horizonte.

“e nos fortalecendo para o futuro, pois sabe exatamente o que vai ocorrer no mesmo?”

Assim acredito. Só não falo em futuro porque o futuro é construção de realidade. E o sonho é uma construção extradimensional além dos nossos conceitos passado, presente e futuro. Uma construção que envolve outras realidades. Na dimensão onírica o tempo não existe, ou se existe, existe a partir da introdução da consciência que temos como consciência e que, portanto se situa em um “Espaço” e em um “Tempo” de consciência.

Na dimensão onírica o espaço existe como construção dentro de uma realidade singular, em tese uma realidade Bidimensional com regras biofísicas que transcendem nossos conceitos de mundo, realidade e universo.

E este “espaço” está associado a uma realidade específica nesta dimensão, com um “tempo” adequado a esta realidade.

Para compreensão: o tempo pode estar comprimido, assim a psiquê não estaria falando de um acontecimento futuro, mas de um acontecimento que já “É”. Para nós se torna futuro já que vivemos aprisionados no conceito pragmático de “Presente”, princípio de sobrevivência. Assim um “segundo” pode durar uma eternidade e a eternidade pode durar um segundo.

O Espaço pode estar limitado ou alongado. E tudo isso interfere em nossa capacidade de percepção, visual, sonora e proprioceptiva. Assim como interferimos nessa realidade como observadores e pensadores.


Percebo que simbolicamente os meus sonhos são quase premonitórios, mas infelizmente eu só consigo fazer a conexão de sentido depois que os fatos se tornam reais. Vejamos um exemplo:

estou com catapora há cinco dias. Nos primeiros dias vieram-me de imediato dois sonhos em mente:

primeiro o sonho donde apareceu tatuagens espontâneas pelo meu corpo. Nunca gostei de tatuagem, acho horrível e, embora respeite quem gosta e tem, eu não gosto e não tenho. A associação da catapora com aquela imagem do corpo todo tatuado foi imediata. Pessoalmente essa associação interna de catapora e tatuagem parece-me incrível, porém nada obvia para uma possível pré-dedução.

O segundo sonho foi aquele donde me coloco como filha de Omolu, o Orixá das doenças de pele. Hoje, uma vez que meu corpo já não coça mais e as bolhas ardem quando vou sentar ou deitar, lembrei-me do sonho donde um homem estava sendo queimado, pois a minha sensação física é como se estivesse com o corpo cheio de queimaduras.

Constantemente alguma situação real de vida me faz lembrar de algum sonho específico e, embora não tenha muito a ver, fico um tanto surpresa concatenando o quando pode ter a ver de maneira indireta, figurativa. Meus sonhos estão funcionando como uma espécie de dejá vù emocional. Não consigo definir o que vai me acontecer através dos meus sonhos, mas estou sentindo de uma maneira muito concreta o quanto eles possuem uma conexão sem fronteiras com a realidade, sem dimensão de tempo ou espaço. Vou continuar atenta, pois ainda tenho muito para constatar e aprender.

Natural que possamos ser profetas do acontecido.  e essas associações subsequentes podem ser valiosas para que aprende a distinguir a linguagem do seu corpo através dos sonhos. Veja que um sonho implica em várias possibilidades de leitura, por isso as associações são tão importantes. Assim, com maestria, podemos chegar em um foco, o que não implica que outros não sejam também possíveis de serem significativos. E conhecer as várias vertentes aumenta a possibilidade de aproximação da mensagem principal.

Suas observações mostram o porque de associações orgânicas serem importantes. Os sonhos são definitivamente um meio que o corpo se utiliza para nos comunicar sobre o funcionamento do seu sistema. Assim é possível detectar em sonhos sinais prévios de disfunções e de ocorrências somáticas agudas, crônicas, ou apenas a sintomatologica.

Este para mim já se mostra um das razões mais importantes para que aprendamos a prestar mais atenção no nosso corpo e nos sonhos, já que estes sinais podem nos preparar para intervir em dinâmicas somáticas com mais precisão. São alertas vindos do próprio corpo. O corpo comunicando suas alterações ou anunciando transformações e alterações que podemos promover em sua dinâmica.


continua...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FEED BACK




FEED BACK em SPECTRU E SCORPIONE":

Sim, existe essa preferência e fui criada numa família assim, donde existe a predominância do feminino sobre o masculino, ao menos nos relacionamentos conjugais externos. Minha avó mandava no meu avô, minhas tias em meus tios, minha mãe em meu pai e até minha irmã fala mais alto que meu cunhado. Dizem que o masculino sobrepõe ao feminino, mas isso parece contradizer o que sempre vivenciei em minha família, donde os homens parecem ser os submissos na história. Da minha parte, apesar dessa preferência, sempre existiu uma outra vontade que é àquela ligada a busca ilusória de um homem que tem poder, que pode proteger, enfim, isso já foi bem visível nos sonhos. É como se existisse um desejo de ser comodamente submissa (de ser a frágil) e uma postura de autoridade oculta. Isso parece uma contradição que não sei explicar. O fato do meu animus ser submisso ocasiona esse tipo de preferência por homens mais femininos? Creio que os homens de minha preferência sempre pareceram ou me proporcionaram uma projeção desse meu lado masculino. Buscar um homem afeminado é como afirmar a crença interior de que apenas um homem mais sensível saiba fazer feliz ou compreender uma mulher de fato. Por outro lado, a busca de um homem que não deixe de ser homem afirma a outra crença ilusória de que uma mulher precisa da proteção masculina, forte, ativa. Daí parece que acabo ficando no meio termo, mas sem dúvida a preferência é ligada aos valores e características femininas. Se o mundo é tão governado pela predominância do masculino no poder, porque no meu caso isso parece ser contrário e o masculino se faz passivo e empobrecido? O que ocasiona isso? Ah, quando digo que as mulheres da minha família possuem voz ativa sobre os homens, creio haver uma diferença delas para comigo: minha avó, tias e mãe realmente parecem ter um lado masculino interior predominante. Ao meu contrário, já não tenho essa fibra de impor, ordenar e decidir, a menos que esteja escondido de mim mesma. Uma vez tão feminina e inclusive tendo supostamente meu lado animus feminizado, fica essa sensação de precisar da proteção e atitude de um homem externo para garantir o equilibro, entretanto, a afinidade se dá numa projeção interna fazendo-me preferir os homens mais femininos. Meu raciocínio tem lógica?


terça-feira, 17 de agosto de 2010

FEED BACK




carla

Feed back em autonomia:



A interpretação faz total sentido e sinto que há uma criança carente dentro de mim que tem suas recusas de crescer e se libertar da dependência cômoda. Não sei por que razão me desmotivo julgando minhas atitudes como desimportantes, mas isso de fato ocorre e talvez esteja ligado ao sentimento de insignificância perante a vida ou o mundo. Não existe culpa relacionada à aborto, mas sim ao fato de não desejar ser mãe e julgar que isso é uma 'obrigação' na vida de toda mulher.

Se eu pudesse identificar um ponto comum aos brasileiros diria que é  Baixa Auto Estima, associada a um Complexo de Inferioridade coletivo que atinge a sociedade como um todo. Muitos que dizem por aí que não tem problemas com a auto estima, em geral apenas compensam a baixa estima com uma alto superestima. Uma compensação que não resolve o problema na essência, mas paenas na compensação.

O oposto pode ser encontrado na sociedade americana do norte. o Norte americano tambem apresenta problemas de auto estima, mas no caso deles pela presença do Complexo de Superioridade. Eles se superestimam, tanto que acabam se mostrando, no geral, mediocres. O que era de se esperar, já que aquele que se considera muito bom ou superior não precisa se superar, já se acredita maior.
No nosso caso, apenas com a maturação, como personalidade, individuo, socio-político, independência, podemos conseguir superar essa encrenca. É como viver fora do eixo tendo permanentemente que compensar o desvio.

PRECISAMOS ENCONTRAR O NOSSO TAMANHO,
PARA SERMOS DO TAMANHO QUE SOMOS. 
NEM MAIOR, NEM MENOR,
MAS DO NOSSO TAMANHO.


Mas como encontrar o tamanho que somos? Essa, para mim, é a grande questão da psicologia dos brasileiros, superar o Complexo de Inferioridade. O inicio do caminho é nunca abrir mão da cidadania, da dignidade, da verdade e o mais rápido abrir mão do orgulho, da vaidade, dos capichos.

 Mas é uma longa jornada de paciência.



domingo, 25 de julho de 2010

PSICOLOGIA E O FEED BACK


O FEED BACK
Abaixo  a avaliação de Carlotinha depois da leitura de 100 sonhos. 
Creio que não são os fatos em si que mudam uma pessoa, mas sim a maneira como ela os vê e consegue vivenciá-los. Algumas vezes sinto como se a vida fosse a mesma e eu fosse outra pessoa já mais amadurecida. Noutras vezes, sinto como se a vida houvesse mudado e eu fosse a mesma de sempre. Em verdade, acho que eu mudei e a vida também, pois nada é estático, ao menos não por muito tempo. Eu ganhei mais disposição para enfrentar meus conflitos internos e externos, para expor meus pontos de vista e ao menos tentar impor respeito sem ficar constrangida. Estou buscando a autoaceitação sem criticidade. Esforço-me a não ficar autocentrada demais. Estou compreendendo melhor meu lado sombra que precisa existir sem ser represado. Entendi que devo me expor sem medo da vulnerabilidade. Compreendi que sentimentos como carência ou ciúme são ilusórios, pois fazem parte do inconsciente coletivo, e que os caprichos nunca poderão ser supridos. Tenho buscado a simplicidade, tenho tentado ter mais autonomia para minhas decisões e iniciativas baseando-as no que eu sinto ou desejo e não colocando-as como consequência da postura alheia. Finalmente consegui dar valor a importância de ser autentica, mesmo que ainda tenha bastante dificuldade de ser espontânea, pois meu instinto é querer ter controle de tudo e preferencialmente de antemão. Tenho sentido diferença na minha autoestima, mesmo que ela ainda tenha seus momentos de recaída. Entendi que tenho arquétipos dentro de mim e muito dos conflitos externos são projeções de algo mal resolvido dentro de mim. Tudo isso, e com certeza muito mais que agora não me veio em mente, tomei conhecimento através dos sonhos e as análises dos mesmos. Como disse certa vez, se alguém me aconselhasse a efetuar essas mudanças eu talvez deixasse a opinião alheia de lado e ficasse até nervosa, mas através dos sonhos a flexibilidade de aceitação é maior. Eu sei que a análise deles não provém de uma mera opinião alheia a meu respeito, mas sim de um estudo de muitos anos a respeito da linguagem onírica, a qual tanto encantou-me, e sei que ainda pode me surpreender muito. Sempre fui resistente a tratamentos que lidam com o psicológico e com o lado emocional, pois não acreditava no efeito dos mesmos. Talvez eu ainda tenha essa mesma opinião, mas não com relação a psicologia Junguiana ou analítica. O autoconhecimento que isso me proporcionou realmente mudou meus conceitos, fez-me ter postura diferente com relação a detalhes do cotidiano. Percebi que sou mais do que imagino ser, tanto em termo positivo quanto negativo, e desejo descobrir isso cada vez mais a fundo, com cautela, claro. Quero continuar empenhando-me para ser mais ousada e menos fantasiosa. Desejo desvendar continuamente os mistérios do meu inconsciente e granjear aos poucos a construção da minha individualidade. Talvez eu leve uma vida para conseguir, mas o importante é nunca desistir. É isso. 
Obrigado pelo retorno e por sua sinceridade!
Seu processo de maturação se mostra perceptível, no discurso, na linguagem, na elaboração e na compreensão, além naturalmente, de suas percepções de mudança.
A PSICOLOGIA

Entre as ciências do homem, possivelmente no século vinte nenhuma outra ciência tenha contribuído para a saúde psíquica da humanidade como a Psicologia. Enquanto o mundo se desequilibra a Psicologia reconstrói. Um trabalho silencioso feito em pequenas salas espalhadas pelo mundo. Uma contribuição que enriquece a grande maioria das profissões, com conceitos, visões, referências, e principalmente que auxiliam a humanidade no momento desta transformação política, cultural, religiosa, na saúde e na Ecologia humana, como referência nessa grande transição da civilização humana.

Possivelmente, mais próximo de nossa experiência, apenas a sociedade renascentista e iluminista tenha vivido, na história humana, uma transformação tão paradigmática como a que hoje vivemos. Estes momentos são coletivamente “Sem Noção”, somos levados por uma transformação, por uma passagem, onde nos cabe apenas andar, seguir e realizar a travessia. Só o tempo filtrará o essencial e eliminará os excessos e inutilidades.

Neste momento coletivo onde somos como que empurrados, só nos resta na dimensão pessoal, cautela, referências seguras, aprimoramento e compromisso consigo mesmo, para cumprir seu destino, principalmente porque não sabemos quantas gerações viverão esta transição.

No mar bravio a impecabilidade é fundamental para que, se ainda vivos, rompamos os desafios com sanidade. Caminhar sozinho é prerrogativa de solitários, ou de arrogantes, prepotentes, presunçosos, e dos “Sem Opção”, mas contar com o conhecimento e com apoio alheio é mais do que inteligência e se fazer flexível para aprender com o outro e se permitir receber do espírito humano a benevolência a que todos temos direito como auxilio na missão para cumprir os nossos desígnios.

A Psicologia e os estudiosos mudaram a minha vida, assim como tenho certeza, a de milhões de pessoas. Os recursos estão aí para quem se dispor a usá-los. A psicologia, antes de ser profissão é uma ciência humana voltada para compreender nossa natureza e auxiliar nesta complexa travessia que é a vida.

A Psicologia, como Ciência Humana de ponta, posso considerá-la como uma dádiva da vida. Espertos são os que recorem ao seu saber através dos seus profissionais e estudiosos. Estou aproveitando esta oportunidade, porque ao longo de minha vida tenho escutado as dificuldades das pessoas de recorrerem aos Psicólogos. A Psicologia é um recurso excepcional, e um instrumento fantástico. Nascida através de grandes pensadores humanos vem se desenvolvendo como através da observação perspicaz de seus profissionais e sendo oferecida à humanidade. Nesses tempos modernos, cada vez mais, se mostra à frente de nosso tempo, nos dando, através dos Psicólogos, suporte humanístico, conceitual, afetivo, de proteção psíquica, terapêutico, reeducador, reconstrutor. É uma Referência excepcional neste momento conturbado da sociedade humana.

Eu, por enquanto, aqui vou seguindo, cumprindo meus desígnios, até que a missão pessoal possa se cumprir, e novos caminhos me levem a seguir.

Ah! Esse Blog é minha humilde tentativa de tambem partilhar, saber e percepções, com profissionais e estudiosos dedicados, muitas vezes solitários, e com iniciantes, nessa difícil tarefa de acompanhar terapeuticamente essa atormentada sociedade humana. Eles conhecem a pedreira que enfretamos em nossa jornada.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

FEED BACK - Menstruação e Purificação


No post Menstruação e Purificação, ao final levante uma hipotese que se mostrou inconsistente. Como estava esperando o retorno, acredito que se mais alguem estava interessado, já temos a resposta. Não ocorria interferencia negativa. Significa que o inconsciente não interfere na função corporal? Não! Ele não Interferiu negativamente, neste caso. Surpreendentemente, o quadro é oposto e absolutamente favorável, e facilitador como na intenção de lavar as roupas sujas. Para mim responde a minha questão e leva-me à reflexão. abaixo a Observação e o fed back: 


OBs.: Possível pela relação do masculino e sua disponibilidade com a realidade feminina. Esta questão me parece significativa e lhe peço informações sobre o seu estado pré-menstrual, já que se o quadro é de alteração, mudanças de humor,etc. é de se considerar que a incoimpatibilidade com o masculino pode permitir que ele se manifeste interferindo no humour como forma de retaliação, provocação ou confronto. Gostaria de ter essa informação. Obrigado!

FEED BACK
 Por incrível que pareça eu nunca senti alteração de humor decorrente do período menstrual. Sempre estranhei minha TPM, pois ela aparenta ser diferente. Geralmente nos dias que antecedem e algumas vezes até durante todo o período mentrual, eu fico com energia redobrada, muito animada, alerta, cheia de disposição, o que algumas vezes acaba criando uma dose de ansiedade, mas eu gosto disso pois prefiro sentir o que sinto do que outros sintomas como irritação, desanimo, tristeza, apatia, etc. Chego a me sentir com mais bem-estar. Sempre lidei de forma muito natural com meus períodos férteis, pois eles são bem tranquilos, tanto que, como disse, até me espanta. Nunca tive problemas maiores ligados ao fato, ao menos conscientemente.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

FEED BACK





Qual a significância desses sonhos? Desde já obrigada por alcançarmos 100 sonhos e suas tão importantes análises que tanto tem me ajudado...

Aproveito essa oportunidade para solicitar-lhe que relate e aprofunde um pouco mais a sua avaliação e percepção de mudanças ou transformações ocorridas na sua relação com o mundo e consigo mesmo, a partir das leituras e indicações realizadas aqui no Blog, já que as considera importantes de fonte de ajuda em tua vida. Essa avaliação pode ser significativa na escolha que farei e que determinará a continuidade ou não do Blog.

Neste momento estou tentando administrar o tempo que me favoreça a continuidade de jornada no blog.

Agradeço-lhe a compreensão e a disponibilidade.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

FEED BACK 19

 Dart Vader - Guerra nas Estrelas
representação do arquétipo Sombra

A troca dos papeis do sonho demonstra que eu não me exponho para não estarrecer minha mãe. É isso? Se for é uma boa verdade. Não consigo me expor ao coletivo na presença materna. Por outro lado, independente da figura materna, eu busco a exposição pois gosto dela, faz bem ao meu ego que quer ser evidenciado, mas, ao mesmo tempo, tenho medo e provoco a fuga. A busca por um parceiro e o desejo de casamento também são reais.

Muito Bem, garota! Essa é a leitura.

O que significa além do perfeccionismo ter um lado sombra configurado em um rato?

O rato pode ser representação simbólica de conteúdos arquetípicos da Sombra. O que representa? Animal furtivo, fugidio, esperto, oportunista. Divindade maléfica no antigo Egito, pestilento. Na idade média era associado ao demônio.

O perfeccionismo tenta esconder o rato, mas o rato furtivo aflora para desinflar, reduzir o perfeccionismo, a idealização, que suga o sujeito da realidade, levando-o para a terra do nunca, onde o aniquila como sujeito. O rato vem para espelhar a realidade e mostrar: veja! Você não é essa maravilha toda, veja a realidade, a verdade da sua natureza, você tem um lado que anseia por luz e pela transformação, limpe sua sujeira, transforme suas deformações, aprimore-se ao invés de ficar se acreditando Deus. Somos o belo, mas também somos o feio. Quando me faço apenas belo, o feio surge para equilibrar a relação, mostrando que não sou tão belo, e se quiser sê-lo é preciso aprimoração e lapidação, um trabalho árduo de metamorfose das sombras para a iluminação.

Não esconder o lado sombra seria o mesmo que não esconder os defeitos e tendências negativas que temos ou seria evidenciá-los conscientemente?

Tai, fico refletindo sobre a tarefa de esconder o lado sombra. Não há como. Ele é parte da dinâmica da vida, aflora, e de uma ou outra forma ela aparece. Também sinto que a questão não é soltar os bichos, abrir a caixa, mas reconhecer esse nosso lado e transformá-lo em conteúdo mais positivo, reordenado, construtivo. Por isso essa integração dos opostos é uma grande jornada pela vida. Se você tentar aprisioná-lo ele aflorará com força redobrada, se soltá-lo você pode abrir espaço para uma força poderosa e destrutiva. Transforme-o em algo positivo e terás uma fonte de energia poderosa que te auxiliará na sua caminhada.

Negar a noite? Engrandecer o dia? Ambos constituem a vida, Quando aprendemos a conhecer nosso lado sombra, desenvolvemos a humildade para nos reconhecer limitados, mas esse reconhecimento e essa aceitação nos permite incorporar o desconhecido em nós, iluminar o escondido e quem sabe descobrir tesouros.
Muito válido pensar que deixo os outros tomarem decisões por mim, sejam de forma direta ou indireta. Muitas vezes sinto a vida cobrar escolhas que não sei fazer. Por mais responsável que queira ser perante minhas decisões e atitudes, fico muito indecisa exatamente por não querer agir de modo imoral, porém parece que o limite da imoralidade está mais na minha cabeça do que nos fatos em si. Mesmo que eu me posicione, ainda assim fico sem saber se fiz o certo ou se fui apenas uma tola. Creio que minha maior severidade está nesse não saber que teme ousar para vir, a saber, tarde demais. Daí viria as fugas para o mundo da fantasia. Acho sim que me conturbo demais nessa busca de saber como agir com a perfeita certeza de que faço o que é perfeitamente certo. Desvencilhar-me disso parece tão difícil quase impossível por ser muito autônomo.

Essa certeza pode ser impossível conquistá-la. Por isso o perfeccionismo, serve para esconder sua dificuldade de se lançar, se aventurar, se expor. Reavalie a rigidez de seus conceitos morais. O excesso de moralidade pode ser perverso ou a tentativa de esconder uma natureza que é original. Mas quando esse moralismo busca negar o seu lado supostamente imoral, você será severamente confrontada e aquilo que seria natural tenderá a aflora deformado e pervertido colocando em cheque sua moralidade. Quando se consegue, mesmo assim, segurar essa força, ela pode explodir em forma de neurose ou outras patologias. Você precisa encontrar um caminho para viver os seus desejos, aos poucos de maneira suave aprendemos a administrar o sagrado e o profano sem precisar tingir de dejetos nossos princípios. Quando existem princípios podemos administrar nossos desejos, e até transformá-los. O caminho é o amor, a autenticidade, a verdade, o afeto, a coragem, o respeito por nós e pelos outros. Quando descobrimos nossa animalidade pensamos que podemos trancafiá-la no armário. Impossível. Ela se transforma em um monstro fora de controle. Mas quando aceitamos essa nossa natureza imperfeita, temos a chance de transformá-la e de aplacar seu primitivismo. Assim a vida fica fácil e os nossos princípios deixam de serem clausuras de perfeição para se tornarem um ensaio ético da generosidade e do afeto onde podemos nos refugiar vivendo a harmonia e o prazer.

As exigências da realidade seriam criações minhas perante o que me desagrada na vida? Creio que na maioria das situações sou sim indiferente ao coletivo por puro egoismo e exacerbada preocupação. Como mudar isso?

Reconhecer essa natureza é o primeiro passo.

A partir do reconhecimento cada novo momento lhe dará a chance de fazer novas escolhas: ser egoísta ou renunciar ao egoísmo? Partilhar? Mas agora existe a consciência. Ser dirigido por ela ou pela direção do passado? Ser guiado pelo desconhecimento, pela ignorância? Fingir que não reconhece ou identifica o seu comportamento egoísta?

A partir de agora é seu o poder de escolher qual caminho seguir, qual atitude tomar, como se comportar.

Depois que tomamos do vinho, reconhecemos o sabor do prazer. Beber o sangue pode ser um grande dissabor. A consciência nos permite essa escolha. Escolher o melhor.

Brindemos... Às boas escolhas!

terça-feira, 1 de junho de 2010

FEED BACK 18




REFLEXÕES SOBRE A NATUREZA NARCÍSICA


O narcisismo pode gerar prepotência, egoísmo e intolerância?

Poder de gerar não é a questão. Se considerarmos as características do narcisismo é fácil perceber que como são autocentrados, podemos pensar em Egocentrados, invariavelmente um individuo egocêntrico, voltado para o culto e idolatria à sua imagem tenderá a ser intolerante com o que não diz respeito a essa imagem, mesmo que mascare essa intolerância, não deixará de manifestá-la disfarçada em prepotência e penso na prepotência como manifestação reativa, como defesa.

Agora, pensando na prepotência como expressão de poder, é possível que sua origem esteja  na natureza narcísica, já que desta forma o sujeito pode projetar na realidade a sua idealização de realidade e de mundo e se iludir com a sensação do mundo girando ao redor de seu umbigo.
Também é possível que tenha origem em núcleos autônomos localizados no inconsciente e formados ao longo do processo de gestação. Esses núcleos dissociados, renegam a realidade do parto e atuam na busca de saciação dos desejos, mantendo simbolicamente desta forma a ilusão de permanência do vínculo simbiótico no útero materno. Como núcleos autônomos (complexos) interferem e fragilizam o individuo como forma de manterem o nível de energia que possuem armazenada.
A psiquê fragilizada e com baixo limiar de resistência à frustração leva o sujeito a se proteger de eventos que o façam sentir o impacto das pressões ou a querer manipular o cenário externo como forma de ter poder para controlar a origem dos estímulos que possam provocar desconfortos ou espelhar a inferioridade que carregam. Neste cenário compreenda o individuo como submetido à forças internas  e à pressão externa que o encantoa, obrigando-os a comportamentos limites de defesa. Dessa forma o narcísico é apenas um sujeito frágil e angustiado se protegendo de um mundo ameaçador que se faz reativo e agressivo.  Assim vemos crianças que se comportam de forma tirânica e fascista, como superiores e dominadores, sendo absolutamente insignificantes como pessoas. Elas precisam ser mais saciadas no afeto, serem amadas, para estabelecerem vínculos afetivos e sociais consolidados e consistentes. Como na modernidade falta esse amor, as relações são mais distanciadas, a tendência é que os narcisicos cresçam em número no mundo.
Nesse sentido os narcísicos buscariam permanentemente a auto-suficiência e o individualismo crendo que os outros não o merecem por conta das diferenças existentes?

Buscam para compensar a inferioridade que carregam nas costas e que não suportam. Uma inferioridade frente a insignificância que representa no universo, ou na realidade em que se exclui. Mas há diferenças nesta busca. Aqueles, como diz, que buscam esse individualismo podem fazê-lo também pela dificuldade de interagir ou porque gostariam de ser mais paparicados e focalizados como “importantes”, e isso pode ser sinal de carência, de ser aceito, de ser incluído, aí pode também estar relacionado a outros tipos de dificuldades.

Se isso que chama de individualismo é egocentrado, faz sentido, já que implica em ensimesmamento, quando o espelho é interno, auto centrado. E os outros... Bem os outros são insignificantes, o outro não existe na realidade do narcísico, a não ser como assessório para ser usado oportunamente e para alimentar o seu jogo erótico e masturbatório.

O fato dos outros não ser como ele o faz se fechar no seu próprio jeito de ser tornando-se um auto-apaixonado que ressalta a si mesmo seu ego envaidecido?

“...Se fechar...” implica em sair do aberto para o fechado. Isto não ocorre. O fecho não se abriu para se fechar, ele se fez natureza fechada, intransponível, social mas insociável, interage a partir de armaduras e defesas refratárias, as relações ocorrem por que a psiquê não é fragmentada, esquizo phrênos, o espírito mantêm-se integrado, se compensa e se realiza nesse jogo auto erótico enquanto relaciona-se com o mundo, com “a coisa” externa, aquela que existe fora dele e que serve apenas para municiá-lo e compor seu mundo, aquele que criou projetado na realidade.

Veja que ele é apaixonado pela imagem de si, seja aquela vista no espelho externo ou aquela construída, idealizada no espelho interno.

Considere que há dezenas de graus de inserção neste plasma gosmento. Penso numa escala de 0 a 100. Onde:

• 0...25 – Narcísicos Românticos – Mantém relações sociais e manifestam capacidade de vinculação afetiva, interesse ou algum tipo de tendência a vínculos emocionais. Que os levam a procurar e a desejar algum tipo de vinculação afetiva, mesmo que seja para manter a imagem de “especiais” e sociáveis. Mas permite o exercício afetivo. Pouco ou nada destrutivos se aninham na vaidade e se contentam com aplausos. Ainda que a vaidade seja insaciável e que seu limiar de saciação aumente, o sujeito mudará de classe, mas terá tempo para direcionar sua vida para relações mais consistentes e tempo para desenvolver vínculos afetivos, que em geral podem representar a salvação desta areia movediça, ou seja podem regredir o narcisismo ou agravá-lo com o tempo;

• 25...75 Narcísicos Sociopatas - É o biótipo que mais cresce na sociedade moderna. Podem ser encontrados com baixo nível de destrutividade e até nas fronteiras com a psicopatia. Em geral é um biótipo narcísico por excelência que mantém sua reatividade destrutiva sob controle, mas com o passar do tempo se são muito frustrados tendem a aumentar o grau de destrutividade podendo avançar para psicose ou para estados mais severos de psicopatias, depende da deformação do caráter;

• 75...100 Narcisicos Psicopatas – Predadores – auto grau de destrutividade, o limiar de resistência a frustração é reduzido o que os transforma em reativos destrutivos por excelência, são os narcisistas mais nefastos.

Obs.: considere esses comentários dentro de um contexto pedagógico.

Quando é dito que o homossexualismo dos sonhos pode representar característica narcisista, seria nesse sentido?

A idéia é que é mais fácil se relacionar com um igual do que lidar com as diferenças. As relações homossexuais favorecem essa identidade e permitem ao individuo a criação, dentro de limites simbólicos, emocionais e afetivos, de laços afetivos. Se os laços são possíveis eles mantém o individuo como que ligados por um cordão umbilical com o mundo. O egoísmo existe, mas em níveis administráveis e favorecem a existência de concessões, como devem ocorrer nas relações interpessoais.

Nos sonho pode aparecer como compensação do desejo reprimido, neste caso a tendência homossexual ou como manifestação da dificuldade de lidar com as diferenças ou da dificuldade de ser atraído para o diferente.

Pensemos: Mesmo que as identidades favoreçam a construção e a permanência das relações afetivas e que as diferenças de identidade afastem os individuos, nos completamos com o oposto. A vinculação com o igual é essencialmente narcísica, não apenas pela identificação, mas pelo espelho que o outro representa.

A pessoa estaria sonhando consigo mesma em duas dimensões? Pergunto isso pois tais sonhos me passam essa sensação de duplicação, de estar muito fechada em mim mesma, auto-casada. Isso faz algum sentido?

Desculpe-me, não consegui compreender a associação ou a sua forma de elaborar sua dúvida. Mas se esta preocupada com uma dupla personalidade, acalme-se. Estar fechada em si mesma não quer dizer dupla personalidade. Mesmo que tenha desejos de relação com outras meninas e mantenha seus desejos mascarados ou reprimidos isto não quer dizer que existam duas pessoas dentro de você, uma que anseia e outra que negue. Em principio, isso pode anunciar a existência de um conflito. O embate de duas forças contrárias. Uma que empurra e outra que segura, uma que deseja e outra que condena. A existência do conflito, necessariamente, não a transforma em homossexual enrustida.

No dia em que preparei o post “Meu Espelho Eu” me sentia bem lúcido, click no link e confira:  

sábado, 29 de maio de 2010

FEED BACK 17



 
Feed Back 17

Algumas perguntas para reforçar meu entendimento no assunto:

Através dos sonhos nos autoconhecemos a um nível inconsciente?

O inconsciente são as águas primordiais, o oceano da vida, de onde se origina a nossa vida, é como a reserva e a conexão com a essência do universo, portanto inacessível, mas como bem o disse Jung: “anseia por luz”. E este é o propósito: considerá-lo, não perdê-lo de foco, para iluminar aquilo que for possível ou passível de iluminação.

Os sonhos como produto do inconsciente nos permite conectar e conhecer uma tendência de sua dinâmica, ou uma mensagem que ele queira nos comunicar. Quando abrimos as portas para compreender esta linguagem abrimos a possibilidade de integrarmos à consciência, e portanto à nossa vida, conteúdos e energia resguardos, representados e vivos neste universo desconhecido.

Seria como ter acesso ao ponto primordial de todas as nossas crenças, conceitos, bloqueios, temores, etc., tanto de forma individual quanto coletiva?

Mais do que conceitos, crenças ou medos. Muito mais.

O sonho é esse acesso, permite nos conectar a essa raiz primordial de nossa gênese. Como quando nos conectamos, através do cordão umbilical, com a fonte da vida, a mãe. O inconsciente é a conexão com o oceano primordial, como a Mãe Divina. E os sonhos é uma de nossas possibilidades de nos conectar com os conteúdos de inconsciente que precisam ser considerados.

São conteúdos que são carregados de simbolismo, portanto de referências, dados, princípios, conceitos, que indicam a gênese e que buscam a integração, ou um canal de comunicação, relação com o universo como o conhecemos. (ver considerações em CH69).

Não nascemos do nada, mas a partir de uma matriz genética, que além das informações que permitiram a constituição e formação do SER, o produto, recheia este produto com dados, configurações de funcionamento e informações que servem como referência para que ele tenha um mínimo de possibilidades de se gerir como indivíduo autônomo e como extensão da natureza para avançar no projeto básico da evolução dessa matéria.

Alem dos conteúdos herdados, novos se formam e se constituem se tornando fatores determinantes no processo de desenvolvimento, regularização, ordenação e atualização deste novo ser que também será transformado em matriz, na dinâmica de preservação e perpetuação da espécie.

Os conhecimentos acumulados pela humanidade, já nos permitem compreender a vida como um constructo de ordenação envolvido por um universo aparentemente caótico, e a vida já pode ser melhor compreendida além da visão abstrata, mágica ou religiosa do passado.
Sem esquecer que a religiosidade é configuração básica para a formação de respeitabilidade pré-requisito para a conexão, assim como a ciência pelo espírito ordenado nos permite evitar cair em armadilhas fantasiosas do pensamento mágico, se mostrando, cada vez importante nessa caminhada em busca de compreensão. Neste aspecto a ciência assume uma configuração que a religião tambem ocupa, como formato de religiosidade. O pensamento lógico é conquista da ciência e referência de investigação. Sem a consciência ficamos mergulhados no oceano primordial.

A dinâmica interna de mudança decorre dessa liberação de emoções do inconsciente levadas à atenção da mente consciente, a qual nos faz mudar a própria personalidade para manter a estabilidade mental e emocional?

Existe uma tendência natural de preservação. Quando o sujeito se acredita determinante e deixa de considerar essa força interior, ele como se coloca em contraposição a essa força. Neste momento, ao cometer este equívoco, ele se torna alvo do imponderável, de uma força, ou de múltiplos núcleos de força, que a partir de seu interior, podem invadir a consciência e até aniquilá-la, caso de distúrbios mentais, comportamentos destrutivos e autodestrutivos, já como manifesto patológico, como sinal de desordenação, desregulação, caos.

A consciência pode iluminar este universo desconhecido, transformar, metamorfosear e incorporar conteúdos originários desta dimensão interna, tanto como configurações mentais de consciência podem favorecer conexões e configurações apropriadas para que transformações de consciência possam ocorrer. Esse processo acontece de forma continua num ciclo permanente de trocas e interações entre o inconsciente ligado ao universo, pelo interior e a consciência, ligada à nossa realidade no universo, pelo exterior.

Quando o sujeito a partir de seus comportamentos e referendado na consciência estabelece uma interação bem constituída com a realidade, em parâmetros internos modelados ao longo da formação da civilização humana, paradigma do nascimento e surgimento da consciência, ele caracteriza os princípios de sua relação com sua natureza interior e passa a ser regido a partir de sua formação de consciência e de seus conteúdos de origem inconsciente que penetram e o direcionam a partir da câmara do pensamento.

Hoje sabemos que a partir da matriz genética somos como que ordenados por conteúdos arquetípicos que precisam ser considerados por nós, já que eles indicam referências de princípios que foram incorporados na constituição da sociabilidade humana. Princípios que envolvem parâmetros como justiça, base de troca, valores, relação com o divino, valores éticos, hierarquia, etc. Configurações que preservam a natureza da espécie humana sua relação com o mundo e com o universo.

Obs.:

Bem... Os temas são complexos e por mais que eu tenha a intenção de repassá-los já mastigados, não deixam de serem conteúdos de psicologia profunda que precisam de paciência para ser compreendidos em sua vastidão. Estou tentando respondê-la não com conteúdos históricos ou conceitos de grandes teóricos do passado, mas como conhecimento de ponta, como no presente consigo pensar a construção humana, dentro de conhecimentos humanos acumulados que nos permitem compreender ou tentar compreender um pouco mais dos mistérios de nossa natureza. Se não consigo respondê-la, perdoe-me a incapacidade.


terça-feira, 25 de maio de 2010

FEED BACK16

Walt Disney - Cinderela do conto de Charles Perrault


Feed Back


Faz muito sentido a questão de eu viver a viuvez de minha mãe junto com ela. Acho que sou mais solidária a solidão dela do que medrosa de viver o mesmo. Acho que me vejo por vezes como uma Gata Borralheira. A proposito, minha sobrinha (adotiva) tem tres anos.Vou refletir a respeito das variantes.

Tres anos! Esta é a referência regressiva. Quando se fala: a pessoa está regredida, se faz referência  genérica. Mas quando ocorre o recuo psíquico, seja por cautela, proteção do sistema psiquico, comportamentos manipulativos, jogos de domínio, castração, sedução, ameaças e perigo iminente, é fundamental que possamos nos referenciar no período da regressão, para que haja a possibilidade de resgatar lembranças e buscar compreender melhor a fonte que desencadeou a formação traumática ou impeditiva na história pessoal. Neste caso, parece-me que a indicação é a de  recuo para estados mentais, respostas emocionais, comportamento, ou defesa reativa  para os seus três anos de idade. Fique atenta!

A Cinderela retrata o ideal arquetípico que sinaliza o intento psiquico de se realizar em forma do desejo de ser reconhecida como um individuo singular e que realiza seus anseios de ascensão material e espiritual. A imperatriz é neste aspecto o propósito definido de seus anseios, a gata que se casa com o príncipe.
Bom... Enquanto seu Brad não passa montado num cavalo é melhor correr atrás da realização de seu sonho pessoal, se o ele passar, ótimo. Se não passar, você não fica submetida ao dissabor de ser a Eterna Gata Borralheira deprimida, entupida de lexotan, infeliz e fracassada.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

DEUS NÃO JOGA DADOS


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Mais uma pergunta:

Minha mãe sempre comentou que foi castigada, pois todas as coisas que criticava e detestava na postura de minha avó (sua mãe) e do meu pai, enquanto ela estava grávida de mim, nasceram comigo.

Todas as vezes que escutava isso eu achava um absurdo ela me colocar como um objeto de martírio e dizia-lhe que Deus seria injusto por fazer um filho sofrer os defeitos dos parentes ou antepassados apenas porque a mãe revoltou-se contra os mesmos durante o período de gravidez.

Por acaso isso seria possível?

Bem, parece-me que são duas visões:

• Sua mãe se sentia castigada:

• Você injustiçada.

Sua mãe se sentia castigada por ver a filha repetindo o que condenava na mãe. Os fantasmas nos perseguem. Quanto mais a gente foge das assombrações mais elas nos aparecem.

A natureza em sua ordenação se repete. É o inferno do Sansara, o tormento da repetição. É a vida nos covidando a mudarmos, nos transformamos. Caso contrário àquilo que condenamos seremos condenados a repetir. O grande risco e castigo de sua mãe, se não superou sua avó, se não se renovou, será repetir a sua avó na sua velhice, e ver em você o que nela não suporta. Neste caso sua mãe repete sua avó e você repete sua mãe, e... Sua filha repetirá... Você.

Esse é o principio: se não nos amadurecemos diante da vida, repetiremos nossos pais, num eterno ciclo de retorno.

Seu sentimento de injustiça faz sentido quando ela joga a culpa em cima de você. Você não deixa de ser responsável na repetição, quando não supera o código de repetição, mas inicialmente é uma dura e árdua tarefa superar a repetição de nossos pais. Antes de superarmos precisamos identificar como eles existem em nós. E eles existem, em nós, nas boas conquistas que realizaram e nas incômodas mazelas que repetimos.



A configuração de gênese repete o formado no tempo em que a fecundação ocorreu. Naquele momento mágico em que a fecundação ocorre, quando os gametas masculinos e femininos se encontram eles reproduzem a configuração Psíquica daquele “instante” do gerador e da fecundada. Além deste espelho, eventos podem ocorrer que podem reconfigurar, independente da proteção excepcional que está submetido o feto, o estado do ser gerado.

Vejamos alguns exemplos:

Estados de tormento da mulher podem definir uma gravidez conturbada que consequentemente submeterá o feto às condições que determinarão sua configuração vibracional, neste caso, alterações, inquietações, angústias, suscetibilidades, fragilidades, que poderão se manifestar após o nascimento;

Mulheres fumantes gerarão filhos abaixo do peso, e até filhos com tendências mais suscetíveis às compulsões e dependências químicas;

São dois exemplos básicos. Não é pela revolta ou crítica, das vivências maternas, que Deus a formou para confrontá-la. Ela gestou características que existiam nela e que não foram superadas ou possivelmente foram apenas mascaradas.

Deus para mim está além do bem e do mal, da justiça ou da injustiça. Em um nível mais próximo de nossa dimensão existencial, a natureza já oscila entre polaridades vibracionais, mais leves ou mais densas, mais transparentes ou mais opacas, mais carregadas ou menos polarizadas, que definem o grau de vibração em que nos inserimos neste cenário cósmico.

Se aprendermos a lidar com este universo energético e vibracional teremos mais possibilidades de escolher as frequências em que quisermos viver. Neste aspecto a natureza nos convida a fazer as nossas escolhas, as nossas apostas. Deus não joga dados, mas humanos se deliciam em jogar como se deuses fossem. E neste aspecto a vida é absolutamente justa, você escolhe como quer seguir o seu caminho e assim será. Nós decidimos os caminhos quando escolhemos ou abandonamos escolhas.