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sábado, 27 de novembro de 2010

AO ACORDAR






Depois de acordar nesta manhã fria e chuvosa nas montanhas de Minas, uma suave neblina que me permite, de um lado da casa, uma visão de pouco mais do que uns cinco Km de montanhas, e do outro lado o aeroporto internacional em névoas, quando em dias normais minha visão se estende a quase cem kilômetros. Ligo o Ipod e escuto um saxofonista japonês, Terumasa Hino, tocando a música “Suavemente” do seu álbum "Spark".

Ao fim da execução e lembrando-me de Miles Davis, escuto “Round Midnight” no álbum Jazz Legends. Pulo para ouvir Jan Garbarek no álbum "Mágico" tocando “Silence” junto com Egberto Gismont ao piano. Bem... Aí fiquei quieto, ouvindo o álbum até o final com a maravilhosa “Palhaço”.

É bom iniciar o dia ouvindo músicos geniais, cheios de "Graça", depois de uma noite de sonhos instigantes.

A vida é estranha e magnífica e paradoxal. Quanto mais vou vivendo mais vou encontrando a paz escapando das armadilhas que sugam para o inferno dos tormentos.

Se para Sartre o inferno são os outros, eu penso que o Inferno não é um ou outro, mas são muitos outros infernos. E eles não estão lá, eles são criados na vida pessoal.

E uma grande tarefa em uma vida é ser inteligente o bastante para escapar dessas armadilhas para encontrar a harmonia, Não porque a harmonia seja melhor, mas porque ela permite que saboreemos com um pouco de sofisticação, satisfação e prazer, o gosto da vida, mesmo que a manhã seja de acordar dentro de nuvens ouvindo sax para elevar o moral do espírito.

Este sábado promete. Resta a minha parte para acrescentá-lo, preparar um peixe ao forno, uma truta ao molho de alcaparras, ou uma truta salmonada chilena,  e saboreá-lo acompanhando de um bom Champagne (é a única bebida que me permito).

Posso ser brasileiro e pobre, palhaço é que não sou,

E muito menos tolo.

Mas como diria o poeta Carlos Drumond:

Êta vida besta, meu Deus!



    


ACRÉSCIMO E PONTO.

Muitos podem acreditar que Alma é coisa que não existe. Na vida podemos acreditar até no que quisermos. Mas existem coisas nesta vida que não é questão de acreditar ou não acreditar, mas sim questão de "SENTIR". E para sentir precisamos refinar a sensibilidade, e para elevar a sensibilidade precisamos refinar, aprimorar e ampliar as funções do sistema neurológico, nosso fenomenal instrumento  de captação da realidade.

A alma existe, é real e tem tom, rítmo, frequência, uma vibração única. Em geral ela vibra em sintonia com a vibração natural do planeta terra. Ainda que sendo passionais, românticos, rebeldes, ou extravagantes quisessemos a alma em rítmo de tango, valsa, pop, rock ou moderninha no Funk, nenhum desses riímos toca a alma, mesmo que possam provocà-la.  

A alma tem uma vibração muito próxima do mantra "OM" e o SAX é o instrumento que mais se aproxima do SOUL.

Aproveito para indicar mais um álbum do extraordinário Jan Garbareck: "Officium". Para momentos em que a tranquilidade reina na alma escapando da euforia excitante desta pós-modernidade sem prumo.


 

terça-feira, 27 de julho de 2010

O RIO DA VIDA

        imagem do filme SONHOS (1990) de Akira Kurosawa
Carla 125

Essa noite sonhei que carregava um periquito no ombro. Ele tinha as asas inteiras e não voava porque realmente queria ficar comigo. Ele era branco rajado de cinza e bastante manso: eu passava a mão na cabecinha dele e ele se arrepiava todo remexendo as asas como se estivesse brincando comigo. No sonho de outrora vi uma mulher com um papagaio e neste a cena, um tanto diferente, foi outra vez com uma ave domesticada. Também sonhei novamente com fezes e dessa vez eu estava defecando no banheiro de casa. Foi um sonho bastante real, pois não houve nada diferente ou estranho na cena. Por ultimo eu estava flutuando sobre um rio que parecia um mar sem ondas e com água turva. Eu tanto estava no nível superior quanto me via lá dentro da água, era como se eu houvesse me dividido em duas. Eu não nadava, apenas me mantinha na superfície. Eis as poucas lembranças que conservei.

Não se pode esquecer que o pássaro simboliza o espírito. Asas para voar e querer ficar. É salutar e de bom augúrio que o espírito santo, purificado e solar, esteja ao seu lado. A proximidade sinaliza associação e principalmente envolve afeto. Esta é a união pelo qual devemos trabalhar, e quando não acontece é a rejeição que devemos evitar ou com a qual devemos nos preocupar. Quando vivemos em harmonia com o nosso espírito nada é mais importante. Por isso quando o adulto se vê dominado pelo sofrimento ou pela dor da rejeição é hora de pensar se existe o abandono da alma? Uma pessoa sem alma, ou separada de seu espírito é verdadeiramente um indivíduo “desalmado”, abandonado, rejeitado pelo Divino, uma alma penada.

Mas se o espírito pousa feliz no seu ombro, há que rejubilar-se. Que rejeição, ou perda pode provocar dor, se o Espírito Santo mora ao seu lado e está casado com você?

O ato de eliminar os dejetos aqui aparece como uma eliminação do desnecessário, do refugo. O corpo funciona em equilíbrio, o sistema se alimenta e se purifica eliminando o que não é mais necessário. Veja que o foco é no ato de higiene, não na matéria densa.

Na profusão dos sonhos, no desencadear dos acontecimentos, no desenrolar da experiência, dinâmica e imputs, e respostas, ações, reações e proposições, não é estranho que sejamos como que lançados para dentro do sonho como sujeitos e, após, como observadores do lado de fora da ação. Não é muito diferente da realidade, funcionamos como observadores e no momento seguinte centralizamos ações, direcionamos acontecimentos, nos tornamos sujeitos com o poder de intervir, a partir de nossas escolhas ou da focalização de nosso Intento, da intenção que projetamos.

Você está no Rio de sua Vida. Ontem, mergulhada, hoje, por enquanto, sem nadar, se deixando ficar, suspensa. Será que ainda muito passiva? Ou apenas se situando na realidade de sua vida? A indicação é de Trânsito. O rio passa, segue seu curso. Você no meio, nem tão lá, nem tão cá, nem numa margem nem na outra, passando o rio, passando o Fluxo e... você se preparando para seguir. Onde chegará?



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

TECENDO NOVOS CAMINHOS




O que lembro do sonho dessa noite: sonhei que eu estava numa festa muito boa e divertida. Não lembro muito desta parte. Na hora em que saí da festa passei por uma mulher que estava com uma barraca cheia de artefatos de crochê e ela estava dando chapeis para quem se inscrevesse num curso para aprender a fazer aqueles artigos. Tinha um monte de vestidos e biquínis pendurados também, mas estes eram apenas para exposição. Eu queria um chapéu, mas não tinha condições de me inscrever no curso, pois não residia ali. Nisso um grupo de excursionistas começaram a ver os chapeis e a dizer que aquilo era arriscado para ela, pois poderia sair no prejuízo chamando a atenção das pessoas daquela maneira e enquanto o assunto decorria, observei que do lado havia um desenhista com uma prancheta cheia de desenhos de amostras. Ele desenhava rostos, pessoas, cenários e havia um desenho enorme de uma fera. Quando olhei para o desenho dessa fera ela pareceu ganhar vida e a rosnar fazendo rajadas de vento sair de suas narinas. Saindo de fininho eu fui para o aeroporto. Enquanto fazia o chek-in uma jovem perguntou se eu também viajara no vôo da festa de aniversário e disse que não. Aquilo me fez ficar desconfiada de que ia haver uma festa no vôo que eu estava prestes a tomar. Tirando a parte da fera que ganhou vida e passou-me um pouco de terror, o resto do sonho foi muito bom, animado e um pouco positivamente apreensivo.

CHAPÉU- Na maçonaria a cabeça coberta com chapéu é sinal de prerrogativas e superioridade. Pode corresponder ao simbolismo da coroa, signo de poder, soberania. Como o cabelo representa o instrumento receptador das influências celestes, a coroa de pontas simboliza as pontas do cabelo e a aba do chapéu, ou pontas pode ter a mesma representação. O chapéu ornamenta a cabeça do chefe e é sinal de identificação, representa os pensamentos e as ideias. Mudar de chapéu é mudar de ideias. E usar é assumir responsabilidades.
O sonho parece que continua te confrontando com seus limites, com a ideia de exclusão, de estar fora do ambiente do qual faz parte. Parece uma inadequação, de espaço, de tribo, de lugar. Novamente pode haver associação com a estima inadequada, e uma relação com o meio de inferiorização. As compensações ocorrem com os sinais de viagem, aeroporto, voar, festas (relaxamento dos níveis de tensão, atualização física e psíquica) mesmo que ameaça (a fera rosnando) surja como confronto e a sua resposta seja de sair de fininho. Negação da realidade? Desconfiança. Refazendo defesas?
A princípio me vem a necessidade de você fortalecer suas ideias, seus princípios, suas referências, como forma de se proteger das ameaças e de invasões inadequadas, isto favorecerá a formação de defesas constituídas em conceitos firmes e bem assentados. Essa história de ser levado pelas correntes, pelo fluxo em geral me parece mal entendido. Uma coisa é fazer parte do fluxo, do rio da vida e se deixar levar sem resistência pela força da vida. Outra coisa é não ter firmeza, conceitos bem assentados, referências bem constituídas e se permitir ser guiada por timoneiros inconsistentes. A NAU em que você navega você dita o ritmo e o rumo de sua vida, pode ser desastroso deixar que outros ditem o que fazer ou não fazer.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

VOAR












 
Terceiro sonho: este foi pouco antes de levantar. Eu estava com um grupo religioso e cantávamos uma musica suave e alegre. Atravessamos uma ponte muito comprida toda de madeira. Passamos por ela com velocidade voando na vertical, era como se estivéssemos deslizando levitados. O rio ficava a uma profundidade bem grande abaixo da ponte, a qual estava no nível do solo. Olhar para o rio era como olhar para um abismo e passei olhando apenas para frente. Depois de atravessá-la continuamos o trajeto andando calmamente. Verifiquei que estava descalça e com um vestido longo branco. Havia muita paz e harmonia em tudo. em sequencia estava em casa quando as luzes apagaram e observando pelo portão da garagem avistei uma enorme nave de extraterrestres. Era um disco voador brilhoso e iluminava fortemente por onde passava. Ele desceu na rua de casa e corri para os fundos. Vi um dos alienígenas andando pelo quintal. Ele era ou estava vestido como um astronauta todo de branco amarelado, da mesma cor da nave. No sonho fiquei com muito medo, pois achei que eu fosse ser levada embora. Enquanto isso minha mãe fazia deboche. Logo depois eu estava numa espécie de universidade e aguardava numa fila de pessoas que pareciam ser conhecidas, mas não lembro ao certo quem eram. A maioria era mulher e estavam bem vestidas, alias pareciam vestidas de noiva. Enquanto isso eu estava de biquíni, mas me sentia bonita no meu traje e não importei do contraste. Não sabia ao certo o que fazia naquela fila e a mulher que estava atrás de mim disse para eu escolher fazer o curso com a Ana. Mas eu não sabia quem era essa tal de Ana. Quando fui dar meu nome completo o homem custou muito para entendê-lo e tive que repetir inúmeras vezes. Diferente das demais eu não pude dizer com quem desejava fazer o curso, pois ao dizer que desejava uma instrutora mulher, uma das auxiliares já informou que eu ia fazê-lo com a turma da Juliana. Também não conheço nenhuma pessoa com esse nome, nem em realidade como também no sonho. No que me uni à turma, perguntei se aquilo era uma espécie de curso. Ela me explicou rapidamente que sim, era um curso para sermos voluntárias em hospitais. Achei que íamos ser levadas a algum laboratório, mas nos encaminharam a um local estranhíssimo. Inicialmente um galpão enorme e vazio coberto com lona azul. Ao final desse galpão havia um terreno muito inclinado e cuja terra coberta de grama ressecada era toda de morrinho. No meio das plantas havia uma vala que cortava toda a extremidade do terreno, mas não soube se aquilo era uma nascente ou apenas um buraco cavado para passar cano ou algo de gênero. Ao longe eu avistei duas pessoas remexendo com uma massa que parecia cimento, mas tudo era muito sem sentindo e ali fiquei esperando junto à turma sem entender nada. Por fim eu estava vendo a área de lazer de um presídio e fiquei espantada ao ver a piscina no meio do jardim bem tratado. Pensei comigo mesma: ‘não sabia que existia cadeia com interior desse tipo, parece mais um hotel’. Isso foi tudo o que lembrei. Porque sonho tantas coisas distintas e misturadas? Será que alguma coisa disso tudo pode ser destacado com algum significado importante? A impressão que tenho ao escrever tanto sonho é que vivo mais dormindo do que acordada, pois a vida real é uma rotina e os sonhos sao sempre cheios de aventuras, misterios e situacoes jamais ousadas de serem vivenciadas no dia-a-dia. Desde já obrigada.

Você oscila entre a necessidade de relaxar, e a de fugir (iludir-se, fantasiar) e a conturbação. Novamente o sonho de vôo agora acrescido de nave espacial. Na recorrência de seus vôos aparece como uma necessidade de libertar-se da gravitação, da realidade na qual se arrasta, da rotina que já não te alimenta. Neste aspecto o rio fluxo da vida sinaliza uma tentativa apenas no imaginário de mudança de margem, de mudança de consciência, de mudança de estado de consciência. No entanto a mudança apenas no idealizado obriga-te a cair no “no sense”, no sem sentido de uma dia a dia onde você é empurrada para ações que pouco têm a ver com sua natureza e sensibilidade. E você perplexa sem nada entender, empurrada, só encontra alento quando envolvida na idealização. Você está misturada, indiferenciada e conturbada de informações e fantasias. Muitos prisioneiros encontram justificativas que os façam permanecer prisioneiros, até mesmo acreditar que a prisão é um hotel, outros acreditam que na profusão de sensações e informações encontram a satisfação quando apenas encontram inquietação. Há sinais de que você se deixa levar, ser conduzida, sem entender muito “o que” acontece, como se quisesse se desobrigar da responsabilidade de se conduzir, como se cansada até mesmo de se ouvir. Seu inconsciente vem dando mostras de conturbação e sinalizando com símbolos de preservação da psique, por outro lado a alegria e o prazer encontrados na religiosidade sinalizam a possibilidade da prática religiosa favorecer o conforto. A ponte longa sinaliza a grande distância as margens. Margens distanciadas; estados distanciados; distância entre o que você é e o que você pensa que é? Isto produz dissociação. Pratique mais o que você idealiza. Aquiete sua mente, seus pensamentos, para redirecionar sua vida. Venho tentando fazer essa leitura para sabermos com mais segurança o que seu inconsciente vem tentando te dizer. Neste cenário, há limites para leituras já que o diálogo é limitado. Por hora Reflexão e paciência!