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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

REDENÇÃO




Tive dois sonhos bem parecidos. No primeiro deles eu conversava com um padre ou bispo (alguém do gênero). Não sei que assunto tratávamos quando o padre levantou-se rápido e saiu apressado. Já era quase hora da missa começar e, no que ele saiu, senti-me muito aflita, assustada, comecei a tremer e passar mal como se fosse desmaiar. Ainda precisava dizer-lhe algo muito importante, que não faço ideia do que seja, mas não consegui alcançá-lo, mesmo chamando-lhe pelo nome repetidamente. Algumas mulheres me acolheram, fizeram-me sentar e disseram que iam chamá-lo. Nisso apareceu um conhecido com seu namorado. A presença dele acalmou-me. Ele me chamou para irmos participar da missa e sentindo-me amparada e protegida, aceitei o convite. No que fomos sentar, quis ficar no meio dos dois. Não recordo direito, mas pouco depois eu estava beijando-o. Seu namorado não manifestou ciúmes e ficamos os três juntos assistindo a missa.

No segundo sonho eu estava noutro país com uma mulher conhecida. Era o ultimo dia em que eu estaria lá e tinha conhecido muito pouco do país. Fiquei com vontade de sair da igreja para explorar mais as redondezas, porém não sabia exatamente aonde ir e, quando pensei de perguntar isso, já havia perdido de vista a mulher. Andei dentro da igreja e achei o clima da sacristia pesado. Tinha a mesma sensação de estar perante um velório. Resolvi assistir uma parte da missa, mas a igreja estava muito lotada e tive que adentrar numa parte reservada para padres, bispos e convidados importantes envolvidos com a religião. Senti-me constrangida. Enquanto buscava ter acesso a parte do “povão”, um dos padres autorizou-me a sentar na sua frente num dos bancos vagos. Sentei-me imaginando estar atrapalhando a cerimônia. Interessante que eles não estavam vestidos a caráter, embora estivessem socialmente vestidos com terno e gravata. Logo depois começaram a tocar um hino e o pessoal levantou-se em festa e começou a fazer uma roda, estilo “trenzinho”, um segurando atrás do outro. Envergonhada esquivei-me de participar, mas nisso vi passar por mim o rapaz gay com seu namorado e outros amigos que estavam se divertindo todos bem a vontade. Num impulso agarrei-me nas costas de um deles e comecei a pular, cantar e dançar assim como eles, bem a vontade. Os dois sonhos são diferentes, mas envolvem exatamente os mesmos tipos de pessoas e um contexto peculiar. O que eles querem me dizer?








Mesmo que conheça um pouco de seu interesse religioso ou de prática místico-religiosa, desconheço sua relação com a Igreja Católica Apostólica Romana, o que pensa a respeito ou seus conceitos sobre a igreja, independente de suas práticas cristãs que me parece ser sua referência. Também desconheço o envolvimento e escolha religiosa da geração que te antecede. Considerando o desconhecimento de dados absolutamente significativos dentro de sua história, de sua formação sou obrigado a me ater aos limites do possível que possa extrair.

Ainda que haja conteúdos simbólicos coletivos, o sonho envolve sua dinâmica pessoal, que é única e singular posto que constituída a partir de suas origens e das escolhas e caminhos que optou seguir.

O início indica que participa de uma celebração religiosa dentro de uma igreja. Há imprecisão. Neste momento não se concluir se o templo é católico ou evangélico. Há mistura dos dois, indicação de celebração católica –missa e posteriormente indicação de ausência de vestuário sem Paramentos – evangélicos.

Há a indicação de celebração de missa e o que se pode detectar como incorporação ou presença de encosto, que pode ser associado com ocorrências de incorporação e encosto nas seções e práticas evangélicas.

Quero salientar a ambiguidade, ambivalência e possível presença de conflito entre caminhos religiosos, já que não sei do sei envolvimento com os evangélicos que podem aparecer no sonho apenas para referendar o espiritismo ou prática religiosa afro-brasileira, que reflete o sincretismo - amalgama de concepções diversas.

Essa primeira parte finaliza-se com o beijo. Que pode ser visto de forma variada.

O beijo:

. Profana O templo com o ato sexualizado;

. Celebra o matrimônio, ritualizado dentro da celebração religiosa;

. Consagra o caminho do afeto, da espiritualidade e da aceitação das diferenças;

. Consolida a presença do feminino entre conteúdos masculinos em processo de integração (enamoramento dos masculinos).

Há a indicação da busca de proteção afetiva ou demanda de carência, na religião (o padre) e no mundo profano (o amigo gay).

Há força na presença religiosa católica, como referência protetora.

Os sonhos anteriores já mostravam que o outro país pode ser indicativo de mudança de estado e de configuração de consciência. Renascimento e morte.

Mudanças de dinâmica. A fila indica ordenação, organização, sequência. O processo indica mudança de humor ainda que o constrangimento assinale insegurança e rigidez de padrão compensando a necessidade de relaxamento devido à tensão que o envolvimento social lhe promove.

A dificuldade de envolvimento em situação social promove conflito entre o desejo de participar e a angústia e insegurança de não saber como participar, em decorrência da perda de controle por estar inserida em contexto onde não possui domínio ou controle de cenário, padrões, pessoas, ambientes, instituição.

Mesmo que haja facilitação e aceitação sua rigidez promove uma elevação de seu nível de tensão, produzindo desconforto, perda de referências em decorrência de severidade, julgamento, e até punição. Assim o que poderia aparentemente surgir como regressão e infantilidade é aflorado como compensação frente ao elevado nível de tensão.

A resultante pode ser considerada significativamente positiva, mesmo que surja como produto reativo ou impulsivo. Você aproveita a onda da ôla, do trenzinho e se lança qual desesperada que se afoga na perda de controle frente e mergulha na confusão social. Mas há esforço pessoal, fé, busca de solução para a eliminação da tensão, e presença de determinação. De certa forma o ceticismo, a desesperança, vem sendo superado.

Se há uma angústia ou ansiedade implícita não é como no passado que lhe impedia o movimento, a ação.

Mesmo que ainda existe diferenciação, não há como evitar este mergulho no coletivo, na doidice coletiva. É como se soubéssemos que para se libertar é preciso primeiro se permitir. Então porque não entrar de forma lúdica tirando proveito para diminuir a tensão.

Relaxai e regozijai. Sede lúdica antes de ser autoridade, mas sem endurecer o coração e sem esquecer que a chama do amor necessita de envolvimento afetivo e não apenas do interesse da chama do desejo e da satisfação de incluída social.

E para finalizar não ha como não citar a ocorrência em frente ao altar  associada a um ritual de sacrificio. O sacrificio de abrir mão de respostas utilizadas no passado e a aceitação de novas formas de lidar com o presente. Isto significa sobrevivência, Sobre Vivência, Redenção.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CAÇANDO BEIJOS, PESCANDO AFETO







Depois sonhei que eu estava vendo um rapaz que beijava uma jovem no pescoço e a abraçava. Embora distante eu podia sentir aquele afeto em mim, mas parecia pouco senti-lo apenas vendo a cena. Consciente de que estava sonhando e pensando que aqueles dois deveriam ser uma representação ou projeção de mim mesma, eu fui até eles, joguei a jovem longe com toda a minha força, para vê-la morta mesmo, e tomei-lhe seu lugar dizendo a ele que aquela era apenas uma parte de mim, mas que eu resolvera tomar meu lugar por completo. Ele aceitou e, abraçados, trocamos vários beijos no pescoço e nos ombros.

Eis um sonho que evidencia a sua mudança de atitude de Agente Passivo Submisso para Agente Pró Ativo.

Duas observações:

1. Há transformação em sua dinâmica psíquica. Mudança na dinâmica que rege sua singularidade diante do mundo, na atitude, na postura e comportamento. Não importa a justificativa que a leva a desencadear o seu movimento. A intenção se realiza.

2. Altera-se o padrão psíquico. O movimento anterior era para o interior, recuado e... Protegido no papel de vítima, carente e rejeitada.

Mesmo que, a princípio, a força para realizar o movimento possa ter sido excessiva, é preciso compreender que para romper a inércia, do submisso carente e recuado para o dinâmico proativo exige-se um processo de adequação para o movimento. Assim, a pulsão inicial pode ser "sem medida", excessiva por ter que colocar o corpo onírico em ação.

 Esse corpo onírico necessitada de sutileza, energia edominada, e a psique pode tê-lo acionado com uma pulsão que usa para despertar o corpo, promovendo a reação além dos limites.

Importante é que há o Intento. A energia é desbloqueada e liberada para a ação. O sujeito rompe as travas e realiza a intenção.

O RESULTADO:

A Tensão eleva-se rompendo com padrões e limites, até então, aceitáveis e o sujeito busca a realização do seu desejo.

Se anteriormente usava-se a manipulação do meio como vitima abandonada, e pobre coitada, para a realização do desejo, a dinâmica agora coloca o sujeito como responsável pela sua satisfação assumindo todos os riscos pela escolha que faz.

O sonho confrontando-a com a condição de abandonada e colocando apenas como assistente mobiliza a sua capacidade de responder, dando-lhe a oportunidade de escolher outras formas de respostas.

Mas para isso foi necessário romper com as defesas, conceitos morais, assumir o desejo e correr atrás de sua satisfação. Este é o primeiro movimento decorrente de suas transformações pessoais.

Naturalmente este ímpeto, essa tendência de movimento será projetado na sua realidade dando-lhe a chance de experimentar novas formas de responder aos acontecimentos no seu entorno.

Pessoalmente acredito numa grande mudança. Você se assumindo como mulher. Mulher adulta capaz de buscar a realização de seus desejos, sua satisfação. Seu prazer, suas necessidades.

Pode-se pensar que é apenas um sonho compensatório onde você compensa a incapacidade de realizar a ação assumindo posições mais positivas. É Possível.

Prefiro considerar que mudanças tão significativas tendem a correr primeiramente no interior para posteriormente serem projetadas na realidade, incorporando-se ao comportamento manifesto.

Há indicação de risco na indiferenciação: O estimulo lhe induz a reação, sua suscetibilidade está elevada. Mas essa indiferenciação pode estar associada a necessidade de satisfação do desejo, do encontro com o outro, sua necessidade de trocar carícias e atender à sua sexualidade de mulher adulta. Beijar na boca, abraçar, saciando a oralidade, a necessidade de carícias que o corpo nos exige e quem sabe chegar aos prazeres dos múltiplos orgasmos.



O Poder Feminino 
espelhado pelas poderosas, famintas e atormentadas
mulheres de New York
em Sex and the City


Nosso destino se realiza a partir de nossas escolhas e decisões. Certas questões na sociedade moderna exigem novos padrões de comportamento, não podem apenas serem desejadas, precisam ser caçadas, conquistas.

A mulher conquistou o direito de caçar, ir de encontro ao masculino, exercitar a “corte” tanto quanto o homem. Essa já não é mais uma questão fechada, exclusiva da masculinidade, é uma questão de direito pessoal, o direito de escolher, buscar, de se permitir ir de encontro à realização dos desejos pessoais.

Se no passado a posição feminina era a de esperar a corte, o presente exige que a mulher manifeste a sua intenção, o seu desejo, a sua escolha. São novos os rituais antropomórficos no estabelecimento das relações humanas. Os novos tempos abrem essa possibilidade de igualdade.

Estes são apenas jogos iniciais de um complexo envolvimento e entrelaçamento das vidas do masculino e do feminino, que definem os relacionamentos. Nada parecido ocorreu antes. Neste momento a vida exige essa maleabilidade para os que sentem a estranheza nas mudanças dos costumes e dos padrões de envolvimento entre homens e mulheres. Os novos tempos exigem novas formas na busca das interações e no estabelecimento de relações afeto-emocionais-econômicas. Os mais flexíveis e astutos se adaptarão com menos sofrimento.

Este é um detalhe arquetípico do sonho. Ele transcende o pessoal porque espelha a Mulher do nosso tempo. A mulher que busca seu espaço, conquista seu lugar e tem o direito de reivindicar o amor o direito à sexualidade plena, por que antes de tudo ela é dona de seu corpo, do seu destino e de suas escolhas.

As contradições, os malentendidos, os sofrimentos advindos desta busca, é uma outra questão, que só sera resolvida quando

 As mulheres romperem com os padrões históricos de submissão ao masculino.

E com o padrão masculino

De domínio do "outro".

Aquele padrãozinho machista

que elas não gostam de ver neles, mas adoram repetir.

Aí, estaremos mais preparados para viver o "poder" da Igualdade.

E neste aspecto, sinto dizer às meninas,

 uma linhagem masculina moderna,

Já está à frente no tempo e à frente das garotas.

Mas este é um outro papo.


sexta-feira, 16 de julho de 2010

CONTATO VISUAL E BEIJOS


Carla114
Em sétimo eu estava num local que não sei dizer o que era. Eu estava no andar superior estilo pé direito e de lá podia ver o segurança que sentado estava na porta de entrada principal. Parecíamos muito amigos. Mandei-lhe um beijo e ele devolveu-me outro. Ficamos um breve tempo na brincadeira de conversar por mímica a distância, até que tive de ir cumprir minhas obrigações e retirei-me do local. Interessante que esse segurança era o ator Lincoln Tornado, que possui a mesma idade minha e está fazendo o personagem Ezequiel na novela das seis horas, cujo papel é exatamente de segurança.

Você satisfaz o desejo de tê-lo como seu segurança, seu herói e protetor sob o seu comando. Ou essa representação de Ezequiel é apenas um chamariz que prende sua atenção e sua seletividade lhe empurrando para o alvo do sonho, o foco, o alerta da defesa que se lhe impõe a troca de carícias à distância.

Pensando a dinâmica: A relação vivida é até certo ponto infantil e lúdica. Você se mantém num nível superior à figura masculina ainda que ele represente sua proteção e segurança. Há avanços, pois se no passado a relação era de ameaça, hoje é de proteção.

A imagem lembra-me jogos de sedução ainda que infantis. Você realiza o jogo de sedução, ou jogo erótico, mas se mantém à uma certa distância, preservando a margem de segurança, e proteção.

Mesmo que ele represente a sua “segurança”, essa segurança pode estar associada à defesa mantida pelo distanciamento.

O artifício é utilizado por pessoas que não querem se expor. Ao longe sinalizam envolvimento, mas não permitem a proximidade, por medo de exposição ou de envolvimento emocional que as tirem e seus “controles”. Mantêm vínculos afetivos platônicos, idealizados, relações que não se realizam ou ficam apenas nos jogos de sedução, típico de adolescentes.

Mas o envolvimento sinaliza uma dinâmica de  maturação significativa no seu processo de desenvolvimento:

 O estabelecimento de uma conexão com o masculino em evolução. As relações corporais são relações primarias que evoluem para a conversação, o diálogo elaborado e codificado através de simbolos e signos. Inicialmente os contatos são visuais ou envolvem o universo sensorial (cheiros, estética, quimica, energia de corpo, sons, etc.)  para em seguida estabelecer-se a conexão verbal.
Lembremos; o primeiro contato do bebe com a mãe se faz através do olhar, depois pelo toque das mãos e de lábios com seios, o reconhecimento do cheiro, e de voz.
No sonho o contato é visual e labial, tendendo a evoluir para a conversação. O diálogo acontece com a proximidade, no limite das condições físicas ou através de apoio instrumental, tecnológico. De qualquer forma é sinal de amadurecimento do desenvolvimento.


domingo, 27 de junho de 2010

CONTURBAÇÃO


CH98


Essa noite sonhei que caminhava tranquilamente por um parque muito agradável quando resolvi mudar de caminho passando pelo meio de um milharal seco já tombado. Eu peguei um caminho estreito, a esmo e meio deserto, mas acreditava que fosse sair no mesmo final da trilha de caminhada do parque. Havia vários caminhos paralelos seguindo na mesma direção por mim escolhida, mas ao invés de sair onde supunha (aonde sempre chegava conforme costume por seguir sempre no mesmo caminho), tive de atravessar varias linhas de trens que vinham com total velocidade. Vi-me no meio de um caos inesperado. Além dos trens também tinham muitas carretas e os trilhos se misturavam com a avenida ao lado. Fiquei no meio deles fugindo ora para um lado e ora para outro. Quando consegui atravessar fiquei incrédula de ainda estar viva. Depois eu já estava deitada de bruços no topo de uma construção e via as pessoas voarem, inclusive passando pelo meio das copas das árvores. Eu estava com medo de cair dali, pois achava que não conseguiria voar também. Era como se eu estivesse viva, ou seja, com um corpo mortal, fazendo uma visita a um plano espiritual. Embora o topo da construção não fosse muito alto e houvesse esse medo de cair, estar lá era como estar nas nuvens. Não lembro direito, mas houve um momento em que pedi o beijo de três meninos (deviam ter de quatro a cinco anos) que estavam com o pai. Minha única intenção era demonstrar meu carinho e recebê-lo também.

Este é um bom retrato da vida, quando pensamos que estamos trilhando caminhos tranquilos nos descobrimos no olho do furação, no meio do turbilhão. E se não ficarmos focados naquilo que a vida exige corremos o risco de sucumbir frente ao impacto devastador da realidade ou das realidades.

O sonho soa, para mim, como um retrato cruel da realidade em que vivemos. Poderia considerar como fuga, como escape da realidade ameaçadora, mas não me parece. Posso compreender que a sensibilidade leva os sensíveis ao comportamento de evitação, mas a realidade exige de todos precisão nas atitudes e nas escolhas para se desvencilhar dos perigos e das ameaças da vida.

Você é levada de um nível baixo de tensão para o mais elevado, aquele que envolve risco de vida. Do relax para a alta tensão que lhe exige PRONTIDÃO (atenção, resposta, percepção da realidade, agilidade). Certezas, nem sempre indicam segurança, podem indicar limites e favorecer o conformismo. Nada nos garante que viveremos amanhã aquilo que projetamos, ao contrário, mais certa é a possibilidade de que amanhã iremos nos descobrir em algum lugar que nunca imaginamos ou sonhamos.

Voar em geral é associado a fuga de realidade e suspensão. Mas ficar no alto olhando outros voarem é atitude de observador, que percebe o peso do corpo, o peso da realidade, das forças que atuam em você. E os beijos já indicam mudança de atitude no comportamento e nas relações e interações. O afeto espontâneo. Belo sinal de transformação e mudanças.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

BEIJOS


CH90


Sonhei que estava na casa da mãe de um rapaz que era meu namorado (ou talvez um recém marido). Lá havia um pé de manga bem alto e de grande copa com muitas pencas de bananas ainda bem verdes. Achei interessantíssimo aquela novidade. Depois de admirar a arvore eu fui para dentro e estava escrevendo algumas coisas no computador quando o rapaz chegou. Estava com saudades dele e larguei o que fazia porque queria um beijo. Ele pareceu um tanto esquivo. Eu poderia pensar que ele não estava afim, mas preferi crer que ele estivesse constrangido. Na primeira tentativa de beijo ele disfarçou e me beijou no rosto, mas carinhosamente eu o beijei nos lábios. Embora eu pudesse inicialmente me sentir rejeitada ou super desconfiada, fiz opção de pensar que ele estava se sentindo inseguro. Depois do agradável beijo disse que ele podia colocar a mão no meu corpo, pois ele parecia ressabiado como se não estivesse acostumado ao envolvimento ou como se temesse o mesmo por causa da minha reação. Não me senti ousada por dizer aquilo como se estivesse a ensiná-lo, pois sentia ser positivo de minha parte dizer-lhe o que eu aceitava e confidenciar-lhe aquilo que me agradava. Talvez isso o constrangesse ainda mais ao invés de ajudar, mas foi a minha reação natural, não de cobrança, mas como um pedido indireto de que ele me tocasse, o que daria liberdade dele fazer se também fosse de sua vontade.

Eis um sonho que parece sair dos padrões de sonhos antigos: ao invés de esperar ou me frustrar (conforme muito já me aconteceu na realidade), eu tive a iniciativa de revelar minha vontade e tentar aumentar a segurança dele comigo. Creio que essa inação do rapaz seja um reflexo de mim mesma em muitas situações, algo que venho mudando aos poucos. Não lembro o resto dessa parte.

Veja a importância desse sonho! Há mudança significativa sua enquanto sujeito. Deixa de ser o foco do padrão para ver o desafio, o embaraço, projetado no outro, na figura masculina. Considero algumas possibilidades:

É o mesmo conteúdo apenas espelhado no outro (sua percepção);

É o mesmo conteúdo só que com a sua origem na repressão do masculino;

É o conteúdo reprimido projetado na autoridade do masculino;

Esquecendo as possibilidades de manifestação de sua linha de defesa, como sublimação ou deslocamento, parece-me que você projeta o outro como reprimido, o masculino como sujeito que incorpora a repressão; e você enquanto mulher rompe com a sua repressão para se transformar em agente promotor com poder de ação. O masculino é passivo e dominado.

É patente a mudança na dinâmica, considerando os sonhos anteriores neste último ano. Seria apenas para lhe mostrar o foco da repressão? Ou para lhe confrontar com a projeção de seu poder repressivo? Independente da resposta, prefiro evitar a precipitação apontando-lhe a “a mudança” mas continuar a focar o olhar na “Dinâmica”, que não é apenas funcional mas de tendência.

O sujeito é receptor de sua projeção, porque a sua postura repete a atitude de pensar para outro, com a diferença de que antes você pensava para o outro para justificar seu sentimento de rejeitada ou para aplicar suas defesas e suas repressões bloqueando atitudes pró-ativas. E agora você se defronta com a o outro “contido” e encontra a justificativa para agir pelo que conclui serem as dificuldades do outro.

Há diferença? Sim! No primeiro caso você se reprime, se anula, se paralisa. No segundo caso você age concluindo para o outro. É melhor! Há avanço! Pode ser melhor?

Pode! Parar de antecipar, na realidade, os acontecimentos para encontrar justificativas de comportamento. É como se sua seletividade funcionasse somente para agir quando têm controle do mundo. Antes de viver você racionaliza o mundo. Falta-lhe o tempo para permitir que a vida flua, que as coisas aconteçam, que a espontaneidade aflore.

Posso considerar como avanço a projeção da repressão no fora de si. Você não se enforca mas enforca o outro. Mas a atitude é praticamente a mesma, mesmo que não o seja e que haja mudança.

Por outro lado, o sonho é você e o outro é você. No primeiro caso a possibilidade do confronto levou-me a observações considerando a sua atitude em relação “ao mundo”. Mas agora vamos ver em relação a si mesma.

A ATITUDE

Esse é um aspecto  relevante: A presença da figura masculina reprimida. O elemento chave, símbolo daquilo que é referência e parâmetro e que define sua relação com a realidade. Este mesmo elemento que apareceu dezenas de vezes como a figura (masculina) ameaçadora (de arma em punho, agredindo, ameaçando, subjugando pela força física), agora se manifesta silencioso, e aparentemente contido. Mas toda a imagem do cenário foi construída por suas deduções, pelas suas conclusões precipitadas. Você conduz a situação, conduz o masculino sem lhe abrir espaço ou tempo de manifestação. E parece que assim você faz com seus conteúdos internos, age como uma autoridade repressora que não abre espaço/tempo para que este lado masculino se manifeste. Ou mais do que o lado masculino, a repressão atua em todo o seu contexto psíquico, sentimentos, emoções, pulsões, desejos, intenções,etc.

Se na realidade a insegurança leva-lhe a antecipar a crítica ou o julgamento alheio, como forma de defesa, fazendo-a recuar nas relações sociais, em sua dinâmica interna você começa a aceitar a ocorrência de desejos e começa a mudar a forma como você se relaciona consigo mesma, diminuindo a severidade e se permitindo desejos e atos voltados para a sua satisfação.

Detalhes:

Pé de manga que dá banana. Abre suas possibilidades de frutificação; Será que há distorção da realidade?A imagem reforça o olhar sobre aquele seu lado seletivo de interessar-se pelo surpreendente, pode ser a pega do inconsciente para “chamar sua atenção”, o seu interesse pelo inusitado, te focar, te alinhar; Há dispersão? falta-lhe concentração? 

Abandonar o computador, o lado virtual, pela relação viva, presença física, envolvimento. Sinal e mudança de postura e de escolhas de foco na sua vida.

quarta-feira, 31 de março de 2010

BEIJO NA BOCA



    
CH40
Também lembro de ter sonhado algo bom. Eu estava acordando cedo para ir à escola e me perguntava como fora optar por isso. Só fui amante de acordar cedo em situações esporádicas e sofria na época da escola para levantar cedo da cama todo dia. Uma vez já formada em nível superior não entendia como voltara a estudar na parte da manhã, ou melhor, como tivera coragem para tal. Entretanto, depois de estar no local, acho que era uma universidade, já estava bem e feliz com os estudos. Eu tinha uma apostila bem grossa e enquanto o professor anotava alguns tópicos dela no quadro para prosseguir com a aula, eu lia um livro de literatura. Dois dos meus maiores prazeres sempre foram ler e estudar algo que seja do meu interesse. Ali eu estava fazendo as duas coisas juntas. A aula era sobre os olhos e verificávamos toda a estrutura da visão. Quando chegou o intervalo eu estava na sala dos professores e conversava com o professor cuja aula acabara de ter. Não lembro bem da conversa, mas com sinceridade eu procurava dizer tudo o que ele gostaria de escutar. Disse que ele precisava fazer o que fosse melhor para sua felicidade, mesmo que isso fosse deixar saudade em vários corações. Eu sabia que ele queria mudar da cidade, mas estava tendo dificuldades de conseguir transferência ou, talvez, houvesse algum outro motivo não revelado a segurá-lo ali. Ele me perguntou se eu mudaria mesmo de cidade se estivesse no lugar dele. Percebi que ele queria saber de maneira geral e não apenas se eu estivesse no lugar dele. Respondi que sim, que mudaria e residiria em qualquer cidade que eu viesse a gostar e donde eu pudesse me sentir mais feliz. Se ele não estava feliz em tal cidade, ele tinha sim que ir para onde se sentisse melhor. Transferindo isso para minha realidade: eu gosto muito do lugar donde morro e dou para trás todas as vezes que minha mãe fala de mudar de cidade. Ela muito já cogitou em morar em ............ e só ainda não foi por causa da minha avó que também mora aqui em.... Minha irmã fica falando da possibilidade de eu ir morar em São Paulo de futuro para ficar perto dela, mas eu detesto cidade muito grande e, além do mais, tenho minha amada chácara por aqui me esperando. No sonho eu fui clara em dizer que não tinha problema com uma mudança de cidade pois o contexto era de insinuação. Eu dizia sobre mudança deixando implícito, ao menos para mim mesma, que a faria com ou por alguém como ele. Ali eu não estava respondendo por base na minha vida real, mas com relação ao contexto onírico em si. Eu folheava um jornal tentando distrair-me e também para disfarçar meu olhar que se focava no professor remexendo em seus materiais. Ele devia ter uns trinta anos, com aparência entre jovial e madura. Tinha os cabelos curtos atrás, mas soltos em mechas na frente, dando um ar entre esportivo e despojado. De repente ele aproximou-se e me beijou. Embora eu estivesse com uma postura super simpática por causa de interesses ocultos, subestimei minhas capacidades de conseguir ter alguma chance de uma intimidade maior com aquele homem. Eu queria o beijo, mas pensava que não deveria aceitar aquilo, pois estaria entregando meus sentimentos. Eu queria fazer o charme dando uma de difícil, mas eu estava contente de mais para esquivar-me do beijo. Aquilo fora completamente além dos meus planos e eu fora pega de surpresa, mas estava adorando. Tentei sim me desvencilhar dele, até porque estávamos na sala dos professores e mais gente podia chegar a qualquer momento. Ali não era lugar para envolvimentos, muitíssimo menos de um professor com uma aluna. Quando ele parou de me beijar eu lhe pedi desculpas pelo acontecido, dizendo que agira imprudentemente aceitando aquele beijo ali, algo que poderia prejudicá-lo, mas expliquei que não conseguira resistir. Para contra-gosto eu acordei.
Tal sonho parece apenas uma porta de auto-conhecimento para mim. Não sei porque sempre subestimei tanto minha real pessoa. Muitos já se surpreenderam comigo e, de certa forma, eu também. Sou daquelas que joga verde para colher maduro nunca achando que vai conseguir de fato colher algo maduro quando a colheita é relacionada com relações humanas. Sou a moda mineira: comendo pelas beiradas... mas em geral acho que posso fome. Não tenho facilidade para conseguir as coisas, mas as consigo sempre que meu querer é motivador.
Para as coisas que o querer não impera eu me deixo levar sem muito forçar ou rejeitar, apenas crendo no dito popular: O QUE TIVER DE SER, ASSIM SERÁ.
O que você acha de tais sonhos?

Você acha um bom sonho, eu o penso bom pela união entre masculino e feminino, você passeia nas sensações agradáveis ainda que apareçam confusões conceituais, morais, culpabilidade e de estratégia nesse encontro. Apesar da proximidade entre os opostos você ainda intervém de forma repressora. Você se referencia em “O QUE TIVER DE SER, ASSIM SERÁ”, forma em que constrói sua idealização para estabelecer a conexão, o vínculo, mas conduz a dinâmica de forma confusa, procura não se comprometer, evitando a exposição, como se isso fosse possível. Pode parecer confortável, você se esconde, brinca de esconde & esconde com o outro idealizando que a magia da relação acontecerá na sua omissão, no seu jogo, caindo do céu como um presente dos Deuses.
Garota, só por sorte! E mesmo que ela aconteça, não será o bastante para lhe permitir sustentar um relacionamento. Você inevitavelmente terá as portas abertas para a paixão mas lá dentro terá mais chances de se perder nas tramas do envolvimento.  “Sou daquelas que joga verde para colher maduro”; “comendo pelas beiradas... mas.. passo fome.” “subestimei minhas capacidades”.

O sonho fala em mudanças. Mudanças pessoais, de casa, de lugar, de cenário. “Respondi que sim, que mudaria e residiria em qualquer cidade que eu viesse a gostar e donde eu pudesse me sentir mais feliz.” Esta é a idéia: viver o que nos faz feliz. Esta é a referência pessoal.  Ao longo da vida podemos ter que adequar a realidade à necessidade pessoal no momento e com o que gostamos. Precisamos desta flexibilidade, mas o propósito de realizar o caminho pessoal não pode ser esquecido. Assim é básico escolher onde queremos morar, onde será a casa dos sonhos, aquele lugar que permita a felicidade acontecer, onde se respire felicidade.
Há pouco tempo atrás uma cliente se manifestava dizendo que se sentia feliz em New York, para poder descer à tarde e tomar um café na Broadway, e eu comentava que preferia ser feliz à beira de um lago silencioso, no alto das montanhas de Minas. Digo-lhe isto para que compreenda a importância de se comprometer com seus sonhos, seus propósitos, suas buscas e realizações, e as diferenças. Cada um no seu quadrado. Isto significa escolher. Escolher o que se quer viver, o que quer fazer e como fazer tudo isto no presente.

Agora... Você disse: “eu procurava dizer tudo o que ele gostaria de escutar.” Isto parece-me ser viver em cima da Idealização, daquilo que se considera o ideal, daquilo que satisfaz o anseio do outro. O que realmente pensas a respeito de mudanças e de realização de desejos? Você é capaz de promover mudanças para realizar sua felicidade? Pagas o preço? Arriscas?  Ou apenas diz para o outro o que ele quer ouvir, o que você idealiza como o ideal mas não realiza. E porque não parte para a realização? Pense!
O sonho fala nesta ambivalência entre a idealização e a realidade. E essa diferença é que produz um abismo te afastando de suas possibilidades de se realizar.
Tudo isto tem a ver também com o relacionamento a dois, homem X mulher. A ambivalência entre ser o que você é, expressando seus desejos, e a necessidade de seduzir e conquistar, se fazendo disponível para que o outro te descubra e te conquiste. Eu quero o outro, mas  demonstro que não tenho interesse, me escondo, para que ele  manifeste seu desejo para que possamos nos encontrar. Eu quero um beijo mas não posso aceitar, pois entrego o meus sentimentos Eu faço charme, me faço de difícil, tento me desvencilhar... mas estou adorando o beijo e ser beijada, domada.
STOP! Pare tudo! Vamos começar tudo de novo. Vamos abandonar os velhos hábitos, as velhas artimanhas, os joguinhos de esconde, de não quero quando quero. É hora de recomeçar. E recomeçar para quem não sabe como, é EXPERIMENTAR. Descobrir o caminho experimentando.
O mais fantástico da modernidade é a igualdade de direitos entre homens e mulheres. E neste mundo quando as mulheres funcionam como suas avós, a coisa tende a não funcionar. É quase como querer tocar CD em toca disco... Há inadequação. É necessário se permitir experimentar, reconhecer o mundo no qual vives, decodificar os códigos com os quais os jovens de seu tempo vivem, mas principalmente compreender que você pode ter uma atitude PRÓ ATIVA, responsável pela realização de seus desejos. Uma atitude de escolher a partir de seus desejos e se manifestar com clareza, transparência. Antes de valorizar o outro, você se valoriza como produto pessoal. Antes de correr atrás do coelho é despertar no outro o desejo como coelho de correr atrás de você. Assim você escolhe quem lhe interessar. Agora... se o outro é coelho e lhe interessa, mostre-se, experimente, exercite-se manifestando-se sem medo de ser renegada.

    ESCOLHA E... CORRA ATRÁS DA REALIZAÇÃO DE SEUS DESEJOS.

Minha cara, a vida passa muito rápido, não fique aprisionada em artimanhas, corra atrás de sua satisfação, de suas realizações.
E... Não se esqueça do básico:
COLHE,  QUEM PLANTA!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

BEIJO


Tenho aqui mais um sonho: Não lembro o que sonhei inicialmente, mas pouco antes de acordar eu estava numa casa bonita, mas bem diferente. Não sei de quem era, mas eu parecia tranqüila lá dentro até o momento em que entrei por uma espécie de cômodos secretos cujas portas de levantar estavam um pouco emperradas e eu tinha que agachar para passar. Achei interessante aquilo e não me importei, mas na volta, quando estava indo embora, percebi que a passagem da escada, a qual impressionantemente era feita de tecido, estava despregando a costura e não dava para pular, de forma que eu fiquei presa sem ter como sair. Mas eu estava disposta a dar um jeito e sair dali de qualquer maneira. Não seio que sucedeu, mas depois disso eu estava noutro cômodo, não sei se na mesma casa, e troquei vários beijos com um homem de uma forma muito intensa e até lasciva. Senti inveja de mim mesma naquele beijo como se soubesse que aquilo era só um sonho. Havia outro casal que se preparava para tomar banho e eu me sentia bastante natural e à vontade. Quando o homem com quem eu trocava beijos foi embora ou foi buscar algo, não sei, eu procurei água para beber, mas daí eu notei que só havia um ultimo copo de água filtrada. Não quis tomar, pois eu me sentia como uma visitante e não tinha tal liberdade. Também não sei o que aconteceu nesse meio tempo de sonho, mas na seqüência eu fui à padaria acompanhando alguma pessoa que não sei definir quem era. Essa pessoa, que era uma mulher, comprou algumas quitandas e na volta ofereceu-me um café e eu aceitei. O café ali saia da maquina de graça e por isso, muitas pessoas faziam o lanche no próprio lugar. Apesar de termos tomado o café, ela disse que iríamos comer em casa. No que terminei de tomar meu café percebi que havia perdido um pé do meu chinelo e já era o segundo par que perdia ali, sinal de que era a segunda vez que ia naquela padaria. Nisso ela me mostrou uma caixa de achados e perdidos e lá encontrei tanto o pé do chinelo com que estava quanto o outro par perdido outrora. Fiquei feliz por encontrá-los e poder pegá-los de volta, só que, enquanto tentava guardar o chinelo que perdera outrora na bolsa e me retirava da padaria, a mulher que estava comigo já havia ido embora e, apesar de saber que já tinha ido ali outra vez, não lembrava o caminho de volta para a casa dela. Fiquei olhando para a rua inclinada. Tinha impressão que o caminho era descendo, mas também tinha a sensação de que deveria ser subindo e não conseguia de forma alguma saber para onde ir e nem entender porque ela não me esperara. Nisso acordei.

Neste sonho aparecem alguns sinais interessantes, mesmo que possam sinalizar representações aparentemente simples. A casa parece-me o reencontro com sua casa, mesmo que ainda não a identifique como sua, mas já surgem sinais de afeto (reconciliação afetiva com o masculino, ainda que a aproximação seja carregada de energia sexual). Tudo bem, o beijo você o sente como excepcional, e mesmo que ele seja compensatório de carência (afetiva, emocional ou sexual), ou compensação por estar, na realidade, beijando alguém que não faz a sua cabeça, ele sinaliza uma reconciliação com o masculino que transpassa a distância, a resistência e defesas anunciada anteriormente em sonhos. Outro sinal afetivo: partilha de alimentos. Associo o encontro do chinelo com o reencontro do caminho da humildade. Foi perdido e parece-me que está sendo rencontrado, ou a necessidade de reencontrar esse caminho para calçar e proteger sua caminhada. Como o momento é de transição, nada mais natural poder descer como poder subir, mesmo que a passagem, a escada, a transição, ainda seja um caminho delicado e frágil. O movimento esta sendo feito e a dinâmica favorece a volta para casa, para você mesma.