Carlotinha elaborando
Não sou influenciável, mas sou flexível e algumas vezes dou crédito à opinião alheia, uma vez que não a vejo como errada, mas simplesmente como dessemelhante da minha. Eu sinto muito por mim mesma, mas sem autocomiseração, se sou mais de esperar do que de agir. Sinto-me uma folha solta ao vento, acreditando que esse vento é um sopro divino e sabe mais do que eu a ponto de levar-me ao paraíso das folhas. Tudo é muito mutável, até mesmo meus próprios sonhos. Começo a avaliar os limites, se são sensatos e bem constituídos como você disse. Perante meus sentimentos sim, mas racionalmente pensando seria egoísmo de minha parte. Quem não respeita limites são criaturas desajustadas e claro que minha situação não chega a tanto, pois creio que se eu impusesse mais respeito e limites aos familiares, eles deixariam de ficar impondo o que desejam e julgam ser o melhor para minha vida. Acho que comigo os limites nunca foram bem constituídos. Eu sei respeitar os limites e as regras do direito alheio e entendo que não preciso me sentir culpada se o outro comete este erro, mas a verdade é que sou omissa, não me manifesto abertamente apresentando minha opinião e pontos de vista, pois sempre acho que não vale a pena e que o outro não terá a mesma compreensão que eu tenho para analisar as necessidades e decisões individuais. Quando avançamos para constituir nossa maturação, não podemos ser simplistas, precisamos ir às ultimas conseqüências do nosso comprometimento como disse, e é isso o que me falta. como escreveu, a referência é a verdade e o respeito integralmente. Eu admiro isso plenamente, mas não vivo isso na prática. Entendo que individualidade é se constituir independente em todos os aspectos, para se responsabilizar por si mesmo. Questiono-me até que ponto eu conseguiria ser responsável integralmente por mim mesma e não consigo encontrar resposta. Talvez daí a sensação de culpa: adoro me escorar em alguém e chamar isso de companheirismo alegando para mim mesma que tudo está certo para ambas as partes, mas talvez nunca chegue a estar de fato. Vejo que a diferença é simples: pessoas de individualidades formadas se complementam e agregam valores, enquanto que, se uma dessas ou ambas tiver a individualidade falha, o relacionamento será de dependências e cobranças. Eu sei compreender as diferenças, aceitá-las e respeitá-las. Até suporto conviver com elas diariamente, mas daí já não consigo criar vínculos com a pessoa que possui tais diferenças. Chamo isso de falta de afinidade e não me forço de modo algum a esse tipo de convivência. Inclusive ‘fujo’ das pessoas ‘não afins’ sem problema algum e me julgo bastante radical nesse ponto. Talvez devesse fazer diferente, mas acho que meu instinto sempre predomina nessas situações. Pensando bem, acho que teria de mudar muito em mim para chegar a uma individualidade completa e fortemente solidificada. Espero um dia conseguir isso!
Não sou influenciável, mas sou flexível e algumas vezes dou crédito à opinião alheia, uma vez que não a vejo como errada, mas simplesmente como dessemelhante da minha. Eu sinto muito por mim mesma, mas sem autocomiseração, se sou mais de esperar do que de agir. Sinto-me uma folha solta ao vento, acreditando que esse vento é um sopro divino e sabe mais do que eu a ponto de levar-me ao paraíso das folhas. Tudo é muito mutável, até mesmo meus próprios sonhos. Começo a avaliar os limites, se são sensatos e bem constituídos como você disse. Perante meus sentimentos sim, mas racionalmente pensando seria egoísmo de minha parte. Quem não respeita limites são criaturas desajustadas e claro que minha situação não chega a tanto, pois creio que se eu impusesse mais respeito e limites aos familiares, eles deixariam de ficar impondo o que desejam e julgam ser o melhor para minha vida. Acho que comigo os limites nunca foram bem constituídos. Eu sei respeitar os limites e as regras do direito alheio e entendo que não preciso me sentir culpada se o outro comete este erro, mas a verdade é que sou omissa, não me manifesto abertamente apresentando minha opinião e pontos de vista, pois sempre acho que não vale a pena e que o outro não terá a mesma compreensão que eu tenho para analisar as necessidades e decisões individuais. Quando avançamos para constituir nossa maturação, não podemos ser simplistas, precisamos ir às ultimas conseqüências do nosso comprometimento como disse, e é isso o que me falta. como escreveu, a referência é a verdade e o respeito integralmente. Eu admiro isso plenamente, mas não vivo isso na prática. Entendo que individualidade é se constituir independente em todos os aspectos, para se responsabilizar por si mesmo. Questiono-me até que ponto eu conseguiria ser responsável integralmente por mim mesma e não consigo encontrar resposta. Talvez daí a sensação de culpa: adoro me escorar em alguém e chamar isso de companheirismo alegando para mim mesma que tudo está certo para ambas as partes, mas talvez nunca chegue a estar de fato. Vejo que a diferença é simples: pessoas de individualidades formadas se complementam e agregam valores, enquanto que, se uma dessas ou ambas tiver a individualidade falha, o relacionamento será de dependências e cobranças. Eu sei compreender as diferenças, aceitá-las e respeitá-las. Até suporto conviver com elas diariamente, mas daí já não consigo criar vínculos com a pessoa que possui tais diferenças. Chamo isso de falta de afinidade e não me forço de modo algum a esse tipo de convivência. Inclusive ‘fujo’ das pessoas ‘não afins’ sem problema algum e me julgo bastante radical nesse ponto. Talvez devesse fazer diferente, mas acho que meu instinto sempre predomina nessas situações. Pensando bem, acho que teria de mudar muito em mim para chegar a uma individualidade completa e fortemente solidificada. Espero um dia conseguir isso!
ADENDO:
"Como nossa mente cria personagens que não existem na realidade e nos faz viver algo em sonho como se fossemos super íntimos e afins desses mesmos personagens? No sonho eu parecia ter encontrado minha alma gêmea de tão emocionante e bom que foi o desfecho final. Isso é só um sonho compensatório? O que faz os sonhos terem características de uma história infantil? Será que tudo isso tem algum sentido perante minha vivência?"
A construção é a possível e dentro das representações que a psiquê possui para montar suas imagens. Tentando clarear: O registro mental é Imagem e Código, a psiquê usa este registro construido por você para montar sua mensagem. O príncipe já foi idealizado por voce, a imagem árquetípica é adequada ao nosso tempo. Convenha que o inconsciente poderia até representar a imagem de um Príncipe de contos de fadas, ou um principe de alguma dinastia moderna, mas acredito que isto poderia designar a intensidade e profundidade da representação. No seu caso, a imagem é de homem e apenas o símbolo é idealizado: O príncipe; o "Brad"; Mas a indicação ainda não é profunda e fora da realidade, está associada ao seu processo de idealização e não a um quadro patológico já constituido. Por outro lado estes conteúdo são seus. São intimos de sua construção, suas fantasias ainda que evidenciem uma reconciliação. Veja: Voce poderia ter as fantasias no passado (e ainda tê-las), mas a relação com seus conteúdos masculinos era de Embate e Conflito, principalmente pela repressão exercida sobre esses conteúdos, ou pela reatividade aplicada por eles sobre você. Neste momento os sinais são de União, conciliação, andar junto.
Suas outras questões parece-me que ja foram respondidas. Bye

