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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O SEGREDO REVELADO











Num segundo sonho eu estava trabalhando num local diferente e fui lanchar num pomar junto de algumas “colegas” que me levaram até um pé de jabuticaba que estava começando a dar frutas, mas estas ainda estavam levemente verdes. No que procurava uma jabuticaba madura, apareceu alguém me chamando a pedido de uma jovem que eu sabia não gostar de mim. Nervosa disse-lhe que eu tinha quinze minutos de intervalo para lanchar e que até poderia ir atender ao chamado, mas que eu retornaria para cumprir meu horário ao qual eu tinha direito. Depois de impor isso aceitei ir ver o que a jovem queria comigo e três das “colegas” acompanharam-me segurando em meus braços e dizendo que iam junto para me apoiar. Ao chegar perto de um dos departamentos do local, antes de adentrar nele, pedi para que me soltassem (já estava incomodada), pois eu precisava e queria liberdade para agir e me expressar. Era como se eu quisesse dizer que sabia e queria resolver a situação sozinha. Existia em mim um nervoso manifestado em atitude, mas ao mesmo tempo essa atitude se manifestou em forma de serenidade. Ao entrar a jovem começou a conversar comigo em tom desafiador enquanto usava o celular como se fosse um dedo em riste na minha cara. Calmamente, mas em tom enérgico, disse que ela não precisava de colocar aquele celular na minha cara para mostrar-me sua razão, pois ela podia fazê-lo usando sua moral, algo que eu sabia que ela tinha dentro de si para travar um diálogo civilizado. Eu não estava ali me defendendo, mas retirando-a da situação de vítima que ela mesma se colocara ao me fazer ser a vilã. Disse-lhe que cada um é responsável pelo que acontece consigo próprio, que cada pessoa tem a situação que procura e merece, que eu não tinha nada contra ela, que queria-a bem e, dentre outras coisas que não recordo, pedi-lhe desculpas (embora não houvesse um motivo específico para tal) buscando proximidade. Ela pareceu sensibilizada como se eu houvesse desestabilizado sua ira e desestruturado sua razão. Nos abraçamos e notei que as “colegas” que esperavam briga ficaram sem entender nada. Senti que nosso entendimento era sincero de ambas as partes e na sequencia ela disse que tinha um segredo para me mostrar (ao invés de contar). Poderia ser uma armadilha, mas eu confiei nas minhas próprias sensações de que estava tudo bem e corajosamente acompanhei-a. Chegando num outro local ela me mostrou um chuchu. Eu não entendi que segredo existia num chuchu. Como se estivesse sem coragem de dizer, ela pegou dois bonecos de pano e colocou o boneco menino na frente da menina. Somente então eu fiz a ligação do chuchu com o órgão sexual masculino e entendi a mensagem: ela em verdade era um homem e, naquele momento, sabia que eu não ia condená-lo.

Fiquei curiosa para saber o que esse sonho desvenda em relação ao meu lado anima e animus.



Podemos ver o princípio de realidade assimilado e incorporado através do conceito de trabalho. Ainda que seja também sinal de esforço e de nível elevado de tensão. Mas há equilíbrio já que o momento indicado é de “intervalo”, “repouso”, lanche.

Frutos indicam abundância, bons momentos, nova estação. Tempo de colher o resultado do trabalho.

Há algum tempo atrás me referi ao conceito de resignificação para ampliar a compreensão de certos mecanismos psy. Neste sonho podemos celebrar a transformação de atitudes e a sua diferenciação de conteúdos autônomos que anteriormente exerciam elevado grau de poder na definição de seu comportamento.

Onde antes havia reatividade, após a introdução e consolidação de novos conceitos e de sua resignificação em sintonia com sua idealização agora prepondera avaliação do momento, do cenário, diagnóstico. Onde existia reatividade compensando passividade e omissão agora se manifesta atitude adulta, tomada de posição. Onde preponderava o conflito e a agressividade agora a referência é de diálogo. Onde havia mistura agora surge a diferenciação.

O resultado na dinâmica psíquica é sensacional! Frente todas as dificuldades o resultado de suas mudanças agora incorporadas, visivelmente, através de atitudes e posturas, pela psique é esplêndido.

De um ano e meio para cá, parece-me que você deu um salto. E se até agora não percebeu isto no seu dia a dia, não tenha dúvidas de que saborearás essa conquista por longo tempo.

Já é possível ver que há uma coerência entre o que você pensa e sua atitude como sonhadora, seu espelho psíquico interior.

Há a tomada de atitude, a colocação de limites e a escolha pela busca de solução do conflito. Não há escape, fuga, medo, desvio.

Mas como o sonho lhe confronta, lhe desafia naquilo em que era seu ponto de fragilidade, de indiferenciação e mistura, sua capacidade reativa, não podemos esquecer que o conteúdo do confronto contido na representação da “garota” ainda está presente.

Você pressente o perigo e a armadilha. É correto e adequado. É preciso vigiar até que este conteúdo seja dissolvido, como conteúdo autônomo e que possa ser incorporado como fonte de energia que liberada possa lhe servir de utilidade para a realização de seus propósitos. Você desconfia, mas confia em si mesma para enfrentar a proposição do “outro”.

Mas o “acordo” é indicativo de neste round você foi vitoriosa.

O Segundo confronto surge na aparente cumplicidade expressada e do segredo confiado.

domingo, 1 de agosto de 2010

JEEP, FRUTOS E RITUAIS


CARLA132

Tenho a relatar apenas o ultimo sonho que tive antes do despertar, pois foi o único que mantive em mente.

Eu estava com minha irmã num ambiente que não sei definir qual era. Houve uma espécie de terremoto muito rápido e o local encheu-se de frutas idênticas a tomates (do tipo tomate caqui) bem grandes e vermelhinhos. Provei-os e eles tinham um gosto muito semelhante ao do tomate, mas era um sabor levemente diferente e menos acentuado (diferente de qualquer coisa real que já tenha provado). Pensei em minha sobrinha, pois por algum motivo indefinido pensava que era para ela estar ali. Não sei se logo em seguida ou se houve mais alguma coisa depois disso, algo que eu não me lembre, aconteceu outro tremor geral e caiu um jipe (estilo Willys Militar) e uma infinidade dos mesmos tomates verdes e numa cor de meio-maduro. Provei das frutas tomates que não eram tomates e notei que elas eram saborosas mesmo estando verdes, ou seja, a cor não era da madurez, mas da espécie em si. Não sabíamos que frutas eram aquelas, mas eram boas e podíamos comer ilimitadamente, pois haviam tantas que quase podíamos ter a certeza de que nunca acabariam. Também quase podia crer que elas não apodreceriam. Interessante que minha irmã estava muito gentil e próxima comigo. Nisso notamos que minha sobrinha (que até então não constava na cena) estava saindo do carro e indo deitar-se na cama. Minha irmã comentou que aquele ritual milagroso significava o desenvolvimento dela, mas era algo complicado para eu entender, pois um fenômeno ritualístico externo não pode fazer criança alguma crescer interiormente. Ademais, como entender aquele feito e aquelas frutas vindas do nada? De todo modo, não duvidei, pois sabia que aquela série de acontecimentos extraordinários tinham uma razão no mínimo nobre e poderosa para estarem acontecendo naquele momento. No que minha sobrinha deitou-se na cama para dormir dizendo que estava com sono, minha irma me chamou e ficamos as duas deitadas debaixo da cama saboreando as frutas que haviam coberto o chão do local.

Estranho termos ficado debaixo da cama. Realmente esse é um sonho com uma simbologia que não sei definir do que se trata. Vale dizer que em momento algum senti medo ou tensão, pois como já foi visto nos sonhos anteriores, sou aberta a situações inéditas que agucem minha curiosidade e foquem minha atenção ao extraordinário.

Terremoto é movimento de terra, do interior para o visível, Terra é elemento passivo, a perfeição passiva que recebe a ação do principio ativo. Símbolo da fecundidade e regeneração dá luz, via, a todos os seres, alimenta-os e reincorpora-os ao fim do ciclo.

O movimento interno promove o afloramento dos frutos, a riqueza que alimenta e mantêm a vida. O elemento terra se movimenta, transforma em você.

O significado do carro poderia ser genérico como carro, mas aí ocorreria qualquer outro carro. Com a especificidade da imagem precisaria entender a sua relação com esse tipo de veículo, significados, conceitos, representação e história.


 
Eu considero e distingo o Jeep como um veículo especial na história do homem. É diferenciado de todas as outras marcas e participou como símbolo da transformação do mundo no último século, é para mim, um Ícone, um dos mais significativos símbolos da sociedade moderna e industrial.

Não por acaso, é a marca do veículo que possuo. Parece que não tem nada a ver? Pode ser e pode não ser. Digo-lhe não por acaso por que se esse tipo de veículo tem alguma associação na sua vida, temos um evento significativo e tiramos daí sua significação. Mas nem por isso podemos excluir sua simbologia como marca ou representação neste sonho, considerando que a referência do inconsciente também pode vir da representação que ele possui para mim.

Mesmo que eu nunca tenha feito nenhuma indicação da presença deste símbolo em minha vida, podemos considerar que o acaso não existe e que o inconsciente é mais abrangente vasto e inexplicável do que possamos imaginar.

Neste caso a imagem pode simbolizar a presença de um princípio ativo, associado a minha presença, como significado, em tua vida, em decorrência do diálogo que praticamos e da forma como essas leituras interferem de forma ativa e positiva no seu desenvolvimento, como elemento ativo. O símbolo da intervenção que promove o movimento de terra, o movimento do elemento passivo, você. A passagem desse encontro poderia ser uma passagem insignificante como muitas outras, mas pode ser decisiva no encaminhamento e no rumo do seu desenvolvimento.

Lembre-se de que para o inconsciente não existe distância, espaço como separação, tempo. E o sonho pode ser indicação desse poder. O acontecimento pode ser mais extraordinário do que somos capazes de imaginar.

Não se pode relevar a característica militar deste veículo. Pela designação de Jeep é relevante considerar a autoridade, ou o veículo de autoridade e a relação com o movimento que supera a “FORÇA” do Jeep. A força que movimenta a terra em você, sua fecundação, sua força despertando para realizar as transformações que se fazem necessárias no encaminhamento de seu destino.

“...podíamos comer ilimitadamente, pois haviam tantas que quase podíamos ter a certeza de que nunca acabariam.”

Esta afirmação merece uma reflexão: É uma avaliação equivocada, e naturalmente, pode estar associada à formação de conceitos que a levam a acreditar que existe alguma forma de manter o conforto dos cenários em que vive.

Nada é Permanente. Vivemos num sistema que a cada instante se transforma, se readapta. Um sistema impermanente que faz da vida um acontecimento imprevisível. Há o tempo da fartura e o tempo da carência, o tempo da presença e da ausência, da estabilidade e da instabilidade, das facilidades e das infelicidades, etc.

Uma estória zen: Dois monges, um jovem e outro mais maduro, estavam fazendo uma viagem para um templo distante. Na longa viagem sempre que aparecia uma ladeira o monge mais velho se alegrava enquanto o jovem reclava, e sempre que desciam o morro o jovem se exaltava das facilidades enquanto o mais velho se lamentava e chorava. Sem entender muito o jovem perguntou para o outro porque ele lamentava o caminho fácil e se alegrava pelo difícil, e o monge mais velho disse:

Sempre que enfrento uma ladeira eu me alegro porque sei que ao seu fim encontrarei um caminho mais fácil, e minha disposição me ajuda a enfrentar as dificuldades, mas sempre que encontro uma descida, o caminho fácil, me faz pressentir que logo à frente encontrarei dificuldades.

E seguiram os dois pela estrada afora.

Lembrei-me deste relato, pois os tempos bons e de fartura podem sinalizar a importância de darmos valor ao presente, e para nos prepararmos para os tempos de dificuldades, ou de provações que enfrentaremos à frente.

Reaparece a questão do Ritual.

“Minha irmã comentou que aquele ritual milagroso significava o desenvolvimento dela, mas era algo complicado para eu entender, pois um fenômeno ritualístico externo não pode fazer criança alguma crescer interiormente.”

O comentário chama a atenção para uma verdade essencial, Deus não negocia. O Ritual não pode ser o essencial, o fim. Ele é uma porta admirável, uma porta que aprendemos a abrir para realizar a conexão com o divino, um formato que nos prepara para a devoção, para a condição do encontro, mas não é o encontro. Vejo muitos que se entregam às práticas ritualísticas acreditando que desta forma encontram a salvação ou a conexão com o Divino. Não basta isso. Elas podem acabar no inferno como pessoas bem intencionadas. Você fica acreditando e se entregando aos pensamentos mágicos e indo prá debaixo da cama.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CORNUCÓPIA II




   
CH52 - leitura

Como já disse, o cachorro é o guia dos homens após a morte, psicopompo, guia dos que “não enxergam”, e aparece no sonho como uma solução alternativa para os que estão perdidos, mesmo que a escolha pareça ruim, levar o desconhecido para casa da namorada ao invés de deixá-lo seguir seu caminho, trazê-lo para dentro do caminho pessoal, ao invés de dizer não à interpelação, levá-lo para a intimidade agregando o desconhecido perdido. Arriscar-se por ingenuidade? Independente do dono ser “cego”, um está perdido e o outro não sabe onde ou se guia como “cego”.
Você transformar o cachorro no cunhado é como perceber seu cunhado como cachorro, não no sentido ou de forma pejorativa mas como o elemento submisso ao domínio do outro, de um dono.,e ele lhe arrumar um emprego é como compensar (possivelmente) sua visão crítica sobre o outro dando-lhe importância e relevância no encaminhamento de sua vida. A compensação amortece sua criticidade ou julgamento do outro te colocando na condição similar de desempregada subjugada. Não fixe o olhar critico da condição alheia sem olhar sua realidade, seu aleijão. O “emprego autônomo” é essa conquista da individualidade, da autonomia, superando o estado de submissão.
 “O assunto minguou e retirei-me indo até o espelho”. Singular, não! Ao se olhar no espelho você será capaz de se identificar como quem precisa superar o nível do cão, fiel mas submisso. Mas seus olhos estão cheios de remela:

VOCÊ NÃO ENXERGA E NÃO SE VÊ.

 Se percebe no meio do caos, sob controle, mas... no caos, e permanece na ambivalência. entre as necessidades pessoais de amadurecimento e o equivoco de avançar na linha de manutenção de uma imagem vendida para o outro, no moelito mediano da sociedade marketeira. Com vergonha não resolve o seu problema, lavar o rosto, mas disfarça, dissimula, se esconde bebendo a água da lavação, louvação.
“nem se preocupavam mantendo uma tranqüilidade quase mórbida como se estivessem acostumadas a situações conturbadas.” Fico pensando se isso é exatamente o que você faz.
Ao olhar para o lado, a jovem que me dera o copo estava aos beijos com um menino que teria idade para ser seu filho. Estranhei aquilo por causa da diferença de idade, mas o ambiente estava tão tranqüilo que me portei como as demais pessoas, ou seja, sem reparar a cena como uma anormalidade. ... (vale notar que meu foco foi o olhar por conta do problema dos meus próprios olhos) e, tinha um semblante de conquistador convencido.

Aqui fica mais evidente sua criticidade e seus pré conceitos, com a diferença de idade, com as escolhas do outro, e a justificativa de olhar para o outro apenas por conta de suas dificuldades. Essa “normalidade” “normal idade” “idade normal” adequada para que as coisas aconteçam não existe. Cada um tem o seu tempo e suas escolhas e isso é que precisa ser entendido e superado. Precisamos aceitar as diferenças e não nos esconder nelas. Você precisa trabalha esses conceitos.
O Buda faz da Bananeira o símbolo da fragilidade, da instabilidade das coisas e que não merecem por conta disso absorver o interesse... “as construções mentais assemelham-se a uma bananeira”. É o símbolo da impermanência e da imprevisibilidade da vida. Algumas possibilidades de significado por sair disso:
Somos indivíduos em transição em um universo transitório. Só posso nos conceber como um processo em andamento, uma dinâmica dentro da dinâmica da vida.  Como o umbigo da bananeira prenuncia o desenvolvimento da fruta, o bebedouro, Fonte, renovação, purificação, seu propósito original se transforma ou dá origem ao surgimento da fruta, regenera-se e aflora como fruta. À medida que suas mudanças pessoais mudarem o foco e sua vida “do outro” para si você se reconstrói, regenera-se, superará a cegueira causada pelos miasmas em forma de remela (escória) e deixara aflorar em você o nascimento do fruto carnudo, a cornucópia da vida. Mas não se esqueça:

    É preciso deixar de ser cão para se tornar banana,
melhor,
 amadurecer para  frutar

sf (lat cornucopia) 1 Vaso, em forma de corno, cheio de flores e frutos, e que antigamente era o símbolo mitológico da fortuna ou abundância e hoje simboliza a agricultura e o comércio; corno da abundância, corno de Amaltéia. 2 Qualquer fonte de riqueza ou felicidade. 3 Bot Planta solanácea (Datura cornucopia).

Adendo: Como suas atitudes vem sendo transformadas, sua relação com a natureza os seus fenomenos corporais caminha para se tornar mais harmoniosa. A mudançade seu "Pãnico" modifica o cenário do seu terror, a perda de controle, do medo da morte, da necessidade de acordar. Já que você vem aos poucos acordando de seu sono profundo de pouca consciência.

  Bye.