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domingo, 25 de abril de 2010

UMA ALQUIMIA II

François Boucher - 1747 -The Rape of Europe
Paris - Musée du Louvre 

Eis mais um sonho desafiador. Poderia neste momento levantar varias significações possíveis para o sonho mas focarei, independente de sua vasta simbologia, aqueles que considero como dois pontos mais significativos e relevantes:


  • A espada como ornamento passivo sendo transformada em instrumento de ameaça, arma para cumprir sua função real;

  • A transformação da ameaça em instrumento que abre portas ou portais: a chave.
Por partes:

1-O PRINCÍPIO:

este parece-me a entrada no intento do inconsciente: te leva por bosques harmoniosos equilibrando suas energias psíquicas, atualizando-as e lhe introduzindo num cenário onde suas emoções são mobilizadas a partir de um foco seletivo e de interesse pessoal, pela psiquê.

Eu penso que a partir do momento em que você se sentiu “totalmente fascinada” e encantada pelo acontecimento, você foi direcionada através da atenção Visual a viver e participar de um processo de transformação e de metamorfose. Esses momentos de transformação são como uma mobilização pelo fascínio, onde o eu é submetido a uma condição inexorável de mudança energética.

Essa vivências podem ser consideradas excepcionais pois de forma suave, enquanto nos preparam, processam em nós uma alquimia de transformação da libido.

2-A DINÂMICA:

O momento CRUCIAL é, o que parece-me, essa dinâmica, você inserida num cenário inesperado é levada a acompanhar, a interagir e a responder aos acontecimentos. Participa de um ritual (você o percebe) de imolação, flagelação, sacrifício involuntário, sem consciência de causa e propósito. Em geral quando a pessoa sofre de algum desarranjo emocional ou psíquico não sabe nem mesmo que sofre imolação ou que se flagela como consequência do desequilíbrio, sabe apenas que sofre sem saber por quê. Você tem consciência no sonho e diagnostica o sofrimento, o flagelo e a relação com o distúbio mental.

A espada, ornamento passivo, é mobilizada - pela consciência, pela ação humana, pelo conhecimento - é apossada, colocada em ação -se põe em movimento - é transformada em instrumento do ritual de mudança. Aparece como ameaça, arma para cumprir sua função real, e assusta. Mas usada com maestria e poder , O SABER, se transforma em mediador da transformação.

Primeiramente opera como bisturi,  ativando o centro de poder energético, acionando energias vitais, colocando em movimento a energia estagnada  pela rede do corpo. Neste caso a energia desce para acionar centros inferiores, sensoriais, sensacional (de sensações) que necessitam ser acionados (posteriormente, um dia, subirão já para acionar centros superiores ou chackas de energia) e parece-me que reconectando o corpo de cima com o corpo de baixo, integrando, unificando, o seu universo sensorial e o fluxo de energia de seu sistema nervoso.

“Nisso um tremendo bem-estar percorreu todo meu corpo. Um forte arrepio desceu a me envolver feito uma descarga de energia.”
“Sorrimos alegres.”



“Nisso a espada transformou-se numa chave gigante”

A transformação da espada no instrumento que abre as portas e portais; a chave. A espada já era chave antes de se mostrar. Mas o seu uso instrumental , cumprindo as etapas de devidas aciona a sua transformação, e a transformação se faz visível. A chave abre as portas para novos momentos em sua vida, novas formas de se relacionar com o mundo. Pelo menos internamente a dinâmica de mudança se anuncia.

“e outras jovens apareceram. Não sei por que, mas eu me senti uma deusa no meio de ninfas.”

3-A CONCLUSÃO

A festa, os festejos são indícios de celebração e conclusão do feito. O sonho fala por si, o significado salta para fora do sonho e se faz visível:

“O medo foi tomado pelo SENTIMENTO DE IMENSO PRAZER, ALIVIO E COMPLETUDE. Foi algo rápido e percebi a tolice do medo que houvera sentido, mas o qual irrefutavelmente tinha de existir e ser enfrentado. Percebi claramente no sonho que não há problema em ter medo, pois em verdade, o problema está em não ter coragem para enfrentá-lo.”

“Fiquei perto dos dois... masculinos... lindos, serenos e carismáticos por natureza, lembrei-me do meu jardim de infância. O TÃO GOSTOSO MOMENTO...”

A atualização concluida, a resignificação Afetiva é ativada na relação com o mundo, há indicios de reconstrução no estabelecimento de novas referências na relação de confiança com o meio, a energia liberada aflora em forma de sentimento e de elação. Os sinais são auspiciosos.

Obs.: considerando a espada como símbolo moderno de bissexualidade, prefiro não focar este lado, principalmente porque, em passado recente, você manifestou o desinteresses homossexual, e portanto não precisa ser focalizado. Prefiro pensar em dinâmica de integração de conteúdos femininos, e considerar a imagem da Deusa rodeada de Ninfas como projeção da imagem curativa de sua saude e reconstrução de equilibrio e harmonios entre naturezas múltiplas.
Se voce  colocar o I Ching a mensagem poderia ser:
O CAMINHO, É UM BOM CAMINHO.

BYE.
 

quarta-feira, 17 de março de 2010

TORMENTOS III



Something More -1989
 photo Tracey Moffatt - Austrália

“Novamente tive que enfrentar mais duas pessoas e, correndo risco de vida, mas sem matar nenhum dos dois, eu consegui rendê-los (também usando facas e facões) até a chegada da policia que, não sei como foi avisada, não demorou a cercar o local.”
Este acontecimento eu considero excepcional e absolutamente sutil: Nos sonhos o aumento da consciência na realidade favorece o aumento da consciência e do poder de resposta a desafios em sonho. Isso quer dizer que ganhamos em controle, disciplina, observação e resposta. Deixamos de ser apenas reativos para sermos também agentes. Quando ocorre uma energia mobilizada para nos confrontar ou quando o inconsciente mobiliza, aciona um FLUX de energia, (um Quantum ou Quanta) para determinar uma construção de realidade onírica (imagens sucessivas dentro do roteiro dos sonhos, às vezes completados com mobilização da memória dos sons), essa mobilização permanece dentro de um ciclo intermitente de repetição (como um redemoinho) e somente é desmobilizado quando uma tensão igual, contrária ou superior consegue dissolver essa mobilização.
Neste sonho, os desastres iniciais são fluxos constantes e poderosos de energia que mobilizados no inconsciente afluem aos sonhos e mostram sua desorganização e a necessidade de serem ordenados, para que deixem de interferir na condução de sua psykhé como conteúdos autônomos. Na sequência, eles pausam, como que favorecendo um refresco para a consciência pessoal (inserida no sonho), aliviam a tensão para não devastar essa consciência e retornam no ciclo de repetição do fluxo. Quando você encara e assume o confronto, você superar o desafio a que foi convocada e aí a tensão se desfaz. Neste momento uma parte dessa energia, ou toda ela, é incorporada pela consciência. Se toda essa energia for incorporada o individuo se prepara para novos desafios já que será blindado e fortalecido em sua estrutura. Se só uma parte, dessa energia, for incorporada você se livra temporariamente do confronto, já que parte da desordem permanece autônoma afluindo à consciência. E se o confronto não se realiza pela fuga empreendida pelo individuo ele será permanentemente atormentado e solicitado a agir, se posicionar, não se esconder na omissão para que a reconfiguração psíquica possa ser realizada.
Nesse sonho parece-me que quando você é desmascarada em seu esconderijo e enfrenta a ameaça, você supera a angústia, desmobiliza o nível elevado da tensão dos opostos, transforma e metamorfoseia a realidade psíquica. O fluxo é desmobilizado e reaparecem os sinais de reencontro com o eixo do mundo:
Depois disso eu caminhava com alguém que chamava de mãe, mas não se parecia com minha mãe, por um corredor cheio de variadas espécies de plantas. Tinha jeito de viveiro misturado com passagem de esconderijo secreto. No caminho, perto de uma parte que parecia uma gruta, encontramos dois sujeitos e um deles disse que me conhecia. Embora ele também me parecesse conhecido, eu tinha certeza de não conhecê-lo e desvencilhei-me com custo dele. Não estava nos planos encontrar ninguém ali e não sabia por que aqueles dois sujeitos passavam por ali. Ao final entramos numa espécie de laboratório de plantas e começamos misteriosamente a analisar e pegar algumas sementes. Entretanto, deixei minha mãe fazendo o serviço e fui analisar o local melhor. Saindo daqueles dois cômodos que eu conhecia bem, encontrei outros desconhecidos. Alguns cômodos pareciam abandonados, embora fossem amplos e de construção bem conservada, enquanto outros estavam bem mobiliados. O local era bonito e agradável, mas tudo ali parecia ser-me uma incógnita.
Já fora da tensão dos Opostos, do fluxo e da dinâmica caótica, você caminha com a “Mãe” por um corredor (passagem, transição) ornado com a força vida da natureza (plantas), origem variada (riqueza), passa pelo túnel, gruta, gênese e moradia ancestral, encontra dois homens, energia Yang (transmutada?) e segue para o laboratório de plantas, lugar de análise, origens, conhecimento, estudo e sementes (poder germinador, nascimento, renascimento, transformação, vida). E você navega pelos ambientes, descobrindo novos lugares, novos espaços, experimenta o agradável e o confortável sem ameaças, o belo e o desconhecido mistério da vida.
              Muito mais teríamos, mas... por hora ...                    Bye.