Mostrando postagens com marcador bebê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bebê. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de abril de 2010

IMPREVISIBILIDADE I





      


Ch 42
 Novamente ao dormir, sonhei que eu estava com uma babá e havia um bebê e uma criança. Parece que eu era responsável pela criança e a babá pelo bebê, mas num determinado momento o bebê caiu da cama e literalmente se transformou num feto morto. Eu bem tinha visto que ele estava escorregando e fui ampará-lo, mas foi tudo muito rápido e não deu tempo. Não sei de quem eram as crianças. Outra vez um sonho de regressão física com criança/bebê. Fiquei tão impressionada que, ao olhar no espelho, meus lábios estavam trêmulos. Nisso minha irmã apareceu chamando-nos para jantar. Claro que eu estava completamente sem apetite mediante o ocorrido, mas além da babá eu era a única a lastimar o fato daquela morte. Quando fui sentar-me à mesa, alguém escorreu uma calda doce no arroz e eu recusei-me a comer aquela comida. Havia visita, mas não sei quem ou quantas pessoas eram. Estávamos aqui em casa, mas a disposição dos moveis era outra bem diferente, tanto que havia uma mesa grande na sala (na qual foi servido o jantar). Nisso minha irmã falou algo e eu respondi um tanto sem educação. Não lembro o assunto, mas era alguma coisa que não deveria ter dito na presença das visitas. Sempre detestei essas regras do que dizer ou não perante visitantes. Eu estava irritada e não estava disposta a medir palavras. Resolvi sair um pouco para dar uma volta. Estava frio e, não sei porque, eu estava nua ou tinha sensação disso. Passei por ruas desconhecidas da vida real donde havia uns bares, restaurantes e lojas. Num dos bares vários rapazes estavam com as mãos amaradas para trás e fiquei pensando que tipo de brincadeira seria aquela, pois só deveria ser uma brincadeira ou um desafio mental e psicológico qualquer. Segui adiante e passei por uma galeria. Não lembro muito bem, mas sei que pouco depois eu estava conversando com um desconhecido que parecia um drag queen. Nisso começou a chover e ele me chamou para ir com ele. Não lembro bem como foi o desenrolar dos fatos, mas sei que senti receio por desconhecê-lo, bem como vergonha por estar com ele fantasiado em pleno local público. Depois disso eu estava numa espécie de colégio interno. Um rapaz que, não sei se era o drag queen sem as fantasias, deixou-me numa sala donde um professor dava umas explicações para umas poucas pessoas e, dizendo para que eu o aguardasse lá, foi falar com outro professor. Tranqüila no ambiente, mesmo desconhecendo todos e não sendo aluna, eu notei que da janela da sala dava para se ver duas enormes piscinas. Havia umas crianças que nadavam como peixes mergulhando para o fundo da piscina que deveria ter muitos metros de profundidade. Havia vários professores de natação e os pais, embora preocupados, também pareciam confiantes e alegres com o desempenho de seus filhos. Encantada eu não perdi tempo e fui até lá dar uma nadada. Depois eu saí e fui para o quarto do rapaz. Comecei a arrumar minha mala, pois tinha que ir embora. O local estava uma super bagunça. Ele dividia o dormitório com uma jovem e uma mulher. Pensei que fossem sua irmã e mãe, mas não tive confirmação. Para meu espanto as minhas coisas estavam bastante esparramadas, mas, quando ele chegou, eu praticamente já tinha arrumado tudo na pequena mala. Ele me abraçou dizendo que estava com muita saudade e ficamos algum tempo abraçados num sentimento bem agradável. Falei que ele havia demorado e eu resolvera não esperá-lo indo até a piscina. Também disse que ia embora. Ele lamentou querendo que eu ficasse mais e expliquei que não podia, pois eu nem deveria ter me alojado ali com ele naquela noite. Depois disso ele acendeu um cigarro e chamei-o para um canto a fim de dizer-lhe que não aprovava de maneira alguma aquele vício. Entretanto, antes de repreendê-lo, o que eu pretendia fazer de modo afetuoso, eu vi que, ao lado da pia, a chama do forno do fogão (parecia industrial de tão grande) estava acessa. Ele foi tentar apagar, mas acabou acendendo outra chama e depois aquilo parecia emperrado.

IMPREVISIBILIDADE II



fantasias - carnaval2010/Rio  

“Outra vez um sonho de regressão física com criança/bebê...” Não necessariamente regressão. A imagem da criança pode ser uma representação, mas não regressiva, mesmo porque não me parece que tenha ocorrência manifesta, expressa, de comportamento regredido. Prefiro pensar na criança, incorporando o significado, a representação, e o símbolo (uma imagem simboliza um objeto, mas pode representar uma sensação, um sentimento) como seu lado infantil, puro, ingênuo, lúdico.
O sonho evidência confronto, e nós temos a oportunidade de investigação do fenômeno. De imediato associo com um momento chave que existe entre o fato, o acontecimento (como estímulo), a sua percepção e o tipo de resposta que você emite. No sonho o fato é imediato e determinado na sua construção, vamos pontuar:
. Você surge com uma babá uma criança e um bebê.
. O bebê cai da cama (evento)
Você determina a queda do bebe pela sua pré-intenção? Receio, medo, cobrança, tensão?
O “incs.” determina a mobilização do acontecimento como pré-confronto a partir da sua intenção, ou o desenrolar dos acontecimentos já estavam determinados?
Muitos são os que acreditam que o sonho já está pré-construído, neste caso nós não definimos nenhum acontecimento no sonho.
Eu tendo a pensar no sonho como uma dinâmica viva, um fenômeno acontecendo, não apenas um filminho com mensagem que passa na noite escura da alma. Como dinâmica, nós, a partir de nossas ações e reações, determinamos, dentro de certos limites, e dentro dos limites individuais de consciência, o desenvolvimento ou fechamento da gestalt do sonho em que participamos.
Para mim somos, a cada noite, convidados a um desafio, desígnio. Solicitados a desvendar ou a contribuir para a dinâmica de desenvolvimento do nosso inconsciente, a partir de seu foco, onde o inconsciente tem algo a dizer e nós a responder ou a intervir. Somos como que chamados para uma relação em que, como indivíduos da dimensão do real, somos solicitados a participar e a contribuir na dinâmica de construção de um projeto de vida onde o alvo somos nós mesmos, a realização do nosso projeto.
Nós somos, enquanto sujeitos, aqueles que têm instrumental para associar, integrar e intervir de forma objetiva no nosso destino, realizar tudo isso dentro de uma dimensão de realidade palpável que nos permite referências concretas. O Inconsciente ao contrário tem conteúdo, histórico e arquetípico, mas não tem poder integrador, a força de associar e integrar, já que é o resultado, como reserva multi dimensional e instintiva, de uma memória da origem da espécie, e da nossa linhagem. Ele é como que resultado de múltiplos e inesgotáveis conteúdos dissociados e desintegrados que a nos cabe integrar, como seres com poder de intervir.
No sonho você ficou impressionada, lábios trêmulos. Sinal do impacto que o acontecimento lhe causa, do seu temor. Alguns pensariam em desejo. Como o desencadeador do fato. Eu não! Existe o temor, o medo, não necessariamente como desejo. Independente de termos desejos projetados como medos, ou medos que camuflam desejos, temos medos como projeção de instintos defensivos.
Neste sonho tenho limites para compreender o cenário dessa construção.  O sonho foi enviado em 30 de março de 2010, no dia 29/02/2008 ocorreu a morte de Isabela Nardoni e agora, dois anos após, o casal estava sendo julgado e condenado no dia 27/03/2010. São datas próximas de uma comoção que não sei como te mobilizou emocionalmente, os conceitos com os quais se relacionou com esses fatos podem ter sido decisivos, mas que parecem podem ter servido de estímulos para sua mobilização.
Chama-me atenção a presença de sua mãe e irmã, a presença do triângulo onde você se sente excluída. Como sua expectativa é a “atenção” que elas quase nunca focam em você (na intensidade em que quer), a morte do infante não é o bastante para mobilizá-las. Sua expectativa frustrada de afeto e atenção, sua carência e sua forma de responder se punindo e julgando-as por frustrarem suas expectativas.
Em outro aspecto sua expectativa voltada para o que os outros fazem não lhe favorece sua iniciativa, sua prontidão. Esse é o que considero o ponto chave do confronto, independente da pulsão que aciona o confronto. Sua imobilidade, a paralisia, a ausência de uma ação. Vemos apenas a lamentação, a surpresa e a imobilidade, você travada.
Neste aspecto o confronto mostra que a polarização de tensão ainda é significativa, e a ação assemelha-se a ação do individuo imaturo, dependente do “outro”.
A irritabilidade é sinal dessa energia apenas reativa que responde por pulsão e não sob sua intenção. Sua nudez exposta reaparece reafirmando a necessidade de se expor e do outro a de centralizar atenção, e sua ambivalência que aflora em forma de conceitos pré-concebidos, vergonha da fantasia, máscaras, do outro sem olhar para as suas próprias fantasias, produzindo a necessidade de reavaliar seus conceitos, se reeducar na sua forma de conduzir sua vida. Ao final o nível de tensão é diminuído abaixando a polarização através de relações afetivas, lúdicas e de lazer. As piscinas podem relacionar origem de nascimento, águas primordiais, conforto, prazer e equilíbrio das tensões. Que reaparecem levemente na sua necessidade de controle, domínio e julgamento do outro. É necessário a reeducação, reaprender ou desenvolver novas formas de se relacionara com o mundo e de lidar com suas energias, pulsões e impulsos, de forma lúdica e afetiva, permitindo que sua criança renasça. Focar sua maturação e correr atrás de seu prazer, abandonar a postura justiceira e corretiva, a repressão e relaxar... Nada é tão importante que mereça o ressentimento, a mágoa e a tensão, isso é andar prá frente olhando prá trás. Não vai dar certo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

SONHO IVANI ³




Eis o sonho que tive essa noite que achei muito esquisito: “Sonhei que olhava para uma lupa e ela refletia o que estava atrás de mim como um espelho, mas não era o que eu podia enxergar com os olhos, e sim o inexistente, como se em todo o meu redor houvesse uma outra dimensão sobreposta e invisível que era linda. Foi fenomenal o sonho, mas achei-o totalmente intrigante ao acordar. Pouco antes do dia amanhecer, também sonhei que estava num clube e segurava na mão de uma criança. Disse a ela que não precisava ter medo, pois aquilo era só um sonho e íamos fazer uma descoberta. Nisso entrei com ela por um alçapão e descemos uma escada rumo a um porão subterrâneo. Lá havia duas portas, uma fechada com uma corrente donde provavelmente haveria um cadeado do outro lado, e outra cuja chave daquelas bem antigas e grandes estava na fechadura. Quando fui abri a porta com a chave alguém começou a abrir a outra porta. Como não havia jeito de esconder, sentei com a criança num dos cantos do cômodo e ficamos imóveis. Um casal entrou pela porta e atrás deles um monte de crianças foram deixadas ali. Pensei que fossem todas sequestradas e imediatamente imaginei que ia soltá-las assim que o casal se retirasse. Aqui minha lembrança ficou interrompida. Depois disso eu estava sonolenta e me vi dormindo em vários ambientes e camas diferentes. Em um desses ambientes eu dormia acompanhada de um homem que parecia ser um namorado dentro do sonho, mas não sei ao certo. O sono era muito. Quando finalmente acordei e consegui sentir-me sem sono, verifiquei que estava numa casa desconhecida e lá havia várias pessoas. Aproximei-me de uma mulher que segurava seu filho no colo e colocou-o numa espécie de incubadora. O bebê era minúsculo. Um tanto perplexa com aquele pequeno ser, aproximei-me e tocando sua mãozinha ela agarrou-se ao meu dedo. Enquanto isso a mulher me explicava que houvera tido problema de entupimento do cordão umbilical, havia feito duas cirurgias ainda estando grávida e mesmo assim fora preciso retirar o bebê muito prematuro para ele não morrer. Nisso apareceu um médico para trocar o soro e tive que tirar aquela mãozinha minúscula do meu dedo. Ao sair fui arrumar minha mochila para ir embora daquele local. Não entendia porque aquele bebê estava ali e não num hospital. Alias não conseguia identificar que local exatamente era aquele. Sei que sonhei com outras coisas, mas só recordo isso”. O que acha?
Sinceramente? Sonho, a gente investiga! Olhava para uma lupa e ela refletia o que estava atrás de mim como um espelho, mas não era o que eu podia enxergar com os olhos, e sim o inexistente, como se em todo o meu redor houvesse uma outra dimensão sobreposta e invisível que era linda. Foi fenomenal o sonho. Se você usa uma lupa para aumentar a visão e vê seu passado realçado, aparecendo como outra dimensão “linda”, eu associo duas realidades: você está olhando para o seu passado com o olhar fantasioso; você tende a realçar aquilo que lhe interessa realçar. Duas armadilhas. O passado é inexiste, e a realidade deve ser encarada como ela é, não como gostaríamos que ela fosse, ainda mais a realidade passada. O risco? Viver valorizando o que ocorreu como especial, faz a pessoa perder o “Time” do presente, após o acontecido é que se acorda para a importância do momento.
Disse a ela que não precisava ter medo, pois aquilo era só um sonho e íamos fazer uma descoberta. É verdade, não precisamos ter medo no que é sonho, nem no que não é sonho. Deve-se precaver, prevenir, proteger, ter estratégias para viver nesta sociedade desequilibrada e selvagem. Existe o ação preventiva que não pode ser chamado de medo e o medo que é ação de paralisia. Ao lado de uma criança, SOMOS A CRIANÇA EM NÓS, isto é, uma criança esta nascendo em você. Nisso entrei com ela por um alçapão e descemos uma escada rumo a um porão subterrâneo. Quando nos focamos no rumo do entendimento do ICS, descemos para o porão, para o nível de baixo. Não que literalmente seja em baixo. Para dentro, outra dimensão, outra realidade. Para o interior desconhecido, que por ser desconhecido “não è iluminado”, quando para lá nos dirigimos levamos consciência, luz. Para entrar você precisa ultrapassar portais, precisará de chaves que lhe abram as portas, encontrará realidades que muitas vezes evitamos encarar, ameaças que assustam. Então, ao entrar, cautela. Vá com calma. Aprenda a abrir os olhos, examinar, fazer escolhas bem refletidas para não entrar onde não se deve,desenvolva a disciplina, a integridade. E isso a gente começa a treinar nesta realidade, que vivemos, onde podemos ter mais controle de nossos propósitos. Caso contrario você encontrará os monstros que você criou pela vida.
Aproximei-me de uma mulher que segurava seu filho no colo e colocou-o numa espécie de incubadora. O bebê era minúsculo. Um tanto perplexa com aquele pequeno ser, aproximei-me e tocando sua mãozinha ela agarrou-se ao meu dedo. Enquanto isso a mulher me explicava que houvera tido problema de entupimento do cordão umbilical, havia feito duas cirurgias ainda estando grávida e mesmo assim fora preciso retirar o bebê muito prematuro para ele não morrer. Nisso apareceu um médico para trocar o soro e tive que tirar aquela mãozinha minúscula do meu dedo. Não sei sua idade e não tenho outros dados. Você teve alguma experiência de aborto recentemente? Ou no passado você teve a intenção abortada na busca de determinado sonho? E seu lado menina, criança? Está frágil, ameaçado? Quase morrendo? Novamente o indicativo de que há uma criança nascendo dentro de você, (se físico é gravidez) se na psique, é evidência do surgimento de um lado frágil, delicado mas puro como são as criancinhas, ou de que a sua criança quase morreu ( a que existe em você) Cuide desta criança pois ela exigirá cuidados mas lhe dará grandes conquistas. Este lado criança não é o manifesto, infantilóide que existe hoje por aí, mas aquele que precisamos nos reservar: O curioso, que busca, que se diverte, que ri, que pergunta, que dorme cedo, sem ansiedade a não ser como na abertura dos presentes ou no mergulho na água, que não se faz refratário. ?