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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ROMPENDO PADRÕES, SUPERANDO OBSTÁCULOS



Sonhei muito e as lembranças não ficaram nítidas. Inicialmente recordo de ver minha mãe dentro de um carro com meu pai, o qual dirigia o veículo. Do lado de fora, no meio do mato e diante de uma subida íngreme, eu olhava meu pai tentando subir com o carro, mas esse afogava e, quando subia, parecia perder a força e voltava para baixo. No final havia um despenhadeiro e houve um momento que pensei terem caído nele, mas não dava para ver, pois haviam muitas árvores na encosta. Pensei comigo: “só falta meu pai matar minha mãe”. Nisso vi o carro outra vez tentando subir e notei que minha mãe havia machucado o rosto que sangrava. Não lembro o resto.

Veículos simbolizam o corpo, sua vida, e dentro de sua vida a presença do pai e da Mãe. O masculino dirige e comanda o veículo.

Geralmente podemos diferenciar os veículos que se movimentam sem o esforço pessoal, motorizados, dos que se utilizam de tração animal e daqueles que exigem esforço para movimentá-lo, bicicleta, por exemplo.

Neste caso o veículo é motorizado, mas exige um esforço para realizar sua subida, romper com o obstáculo, o motor parece fraco, não responde adequadamente às exigências.

Voltar significa regredir. Se não se sustenta a subida, desce-se, recua-se, regride-se. E esse recuar pode indicar perigo.

Na leitura tradicional o sonho pode representar o desejo reprimido, poder-se-ia pensar no desejo da morte simbólica da mãe para que possa haver avanço na conquista da autonomia e de independência. Mas é pouco.

Se pensarmos na relação entre pai e mãe, fica uma pergunta: Nessa relação houve um pai desconsiderado pela mãe, em um nível de gerar ressentimentos? Neste caso há a possibilidade de você ter incorporado ressentimentos e magoas contra a sua mãe em decorrência de ver o pai sofrendo maus tratos dela. Reflita e reavalie.

Na dinâmica psíquica há uma vertente que considero a mais interessante, me acompanhe:

Pai e mãe juntos no veiculo, numa proximidade de suas origens entre o masculino e o feminino.

Juntos eles avançam na subida da montanha, na ascensão, rumo à integração. Mas falta energia. Ainda existem forças que retrógadas puxam para baixo. forças que ameaçam a integridade, que colocam a união, a integração em risco.

O esforço ainda é pequeno, mas há determinação: “Nisso vi o carro outra vez tentando subir”. Há propósito definido, objetivos e Intento. O esforço não será em vão. Há resistência para superar os desafios.

Os bloqueios ainda precisam ser rompidos, mas agora pai e mãe estão juntos, masculino e feminino reconciliados trabalham em prol de um mesmo objetivo, superar seus desafios.

Que assim continuem.

Outra associação que faço e com o Mito de Sísifo. Tenho encontrado manifestações desse mito não apenas em seções psicoterapêuticas, mas visíveis no dia a dia das pessoas. Contrapondo uma necessidade coletiva que permeia por todos os grupos sociais, que é o desejo de prosperidade, a ânsia de prosperar em tempo reduzido e acelerado, a ânsia de prosperar para mergulhar no universo dos prazeres e de poderes dos que tudo podem. Como se essa prosperidade não implicasse o pagamento de um preço que por vezes pode acabar sendo muito elevado.

No sonho há o esforço da subida, a descida e novamente o esforço da subida. O esforço não supera a necessidade de realização, numa repetição eterna, na tentativa de realizar o irrealizável, aumentando a sensação de fracasso porque as tarefas não são realizadas, fechadas, findadas. Abrem-se as possibilidades, arrisca-se tudo, mas os resultados acabam sendo pífios. As pessoas acabam sendo machucadas e vivendo angústias permanentes, mergulhadas em tormentos e confusões e irrealizações.

Há repetição de padrões, impedimentos, tentativas e repetição de fracassos. Sinal de que existem Gestalt a serem fechadas.

A vida nem sempre é uma festa, ao contrário, muitas vezes ela se mostra uma pedreira que muito nos exige. É preciso determinação e propósito para superar estes obstáculos e paciência... Muita paciência, muita tolerância e perspicácia.

 
 

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CARGA PESADA


                              

Olá... Sonhei que estava num galpão e veio um caminhão pegar um monte de brinquedos infantis daqueles de festa, como escorregador, piscina de bolinhas, pula-pula, ferros de escalar, etc. Depois disso veio outro caminhão carregar não sei o que. De repente todos se assustaram, pois a carga era mais pesada do que o caminhão e havia levantado este. Não sei explicar porque é algo ilógico, mas o caminhão ficou suspenso no ar e poderia cair a qualquer momento e ia fazer um super estrago no local. Embora todos permanecessem olhando a cena, tratei de sair logo dali e aproveitei para despistar-me de duas pessoas que estavam me acompanhando. Foi um sonho bem desconfortável. O que poderia significar?

Olá!
Carro: Na China o carro é o símbolo do mundo. Símbolo do Ego; o carro só existe em função do conjunto de peças que o formam; assim como o ego é apenas uma designação funcional. O conjunto das forças cósmicas e psíquicas a conduzir; o condutor é o espírito que o dirige; representa a natureza física do Homem, seus apetites, seu instinto de sobrevivência e de destrutividade, suas paixões inferiores, seus poderes de ordem material sobre aquilo que é material; Como o veículo de uma alma em experiência, ele transporta essa alma pelo tempo que dura uma encarnação.

No Tarô o carro é a sétima carta e está ligada ao homem que superou as oposições e unificou as tendências contrárias através de sua força vontade. Neste caso, estamos no domínio da ação pessoal situada no espaço e no tempo. A Fatalidade foi ultrapassada.

Carro é símbolo do que somos, estamos sendo, como nos conduzimos e da ação que realizamos. Em geral é o que somos. Neste aspecto se o carro a representa, você está “pesada”, carregada de pesos. Pode ser referência de peso físico ou do peso de resíduos do passado, culpas, responsabilidades que você carrega. E este peso, considerando as leis lógicas da física, está te puxando para trás, não deixa você fluir no seu caminho, seguir na sua dinâmica de transformação, prosperidade, evolução, maturação. Os brinquedos podem estar ligados a comportamentos infantis, mágoas antigas, ressentimentos, autoestima não desenvolvida. Ao “estrago” podemos associar à capacidade destrutiva daquilo que não se realiza. Quando não realizamos o que temos que realizar, quando não avançamos como temos que avançar, as energias paralisadas ficam densas, pesadas, deixam de fluir e ficam em altas vibrações se tornando origens de instabilidades, comportamentos agressivos e neuróticos. Pense no sinal de alerta (todos se assustaram), Se prepare para lidar com a imprevisibilidade da vida.