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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

NATUREZA DOS OPOSTOS



DINÃMICA DOS CONTRÁRIOS


Em terceiro eu estava numa casa com meu pai e havia várias garrafas de água enfileiradas numa prateleira acima da pia e na quina da parede. Tomei água de duas destas garrafas e notei que as mesmas estavam levemente geladas, mesmo permanecendo no ambiente natural. Ademais, uma vez recolocadas na prateleira, as mesmas se auto-completavam de água novamente. Era como se houvesse algum truque mágico, o qual não consegui identificar. Depois de aliviar a sede, sentei-me para desenhar e também tentava assistir a dois filmes que passavam em duas televisões. Num dado momento escutei cantarem as músicas religiosas iniciais de um trabalho de um centro espírita no qual ficara de visitar. Então chamei outra mulher que saiu na minha frente mostrando-me o caminho. Comentei que na pressa esquecera de pegar as chaves de casa e duas coisas poderiam me acontecer: uma seria meu pai deixar a porta aberta e eu entrar normalmente, outra seria meu pai não perceber meu esquecimento e fechar a porta. Nesse caso, para não acordá-lo, comentei que talvez precisasse dormir na casa dela. A princípio estávamos andando, mas depois começamos a ir muito rápido e notei que flutuava. Logo depois eu já passava pelos cômodos do local religioso estando pouco abaixo do teto, de forma que observava tudo do alto. Mas conforme fui me dando conta do que fazia, conforme o ampliar da consciência, passei a ter dificuldade de atravessar as paredes e cortinas. Então escutei uma voz me alertar da sutileza. Treinei até combinar o ponto exato de consciência e sutileza e, conseguindo penetrar a cabeça na parede que dava para o exterior do prédio, olhei naturalmente para baixo: era como se eu estivesse na varanda de um ultimo andar. Achei a vista maravilhosa, bem como a capacidade de estar fazendo aquilo. Havia várias pessoas na entrada lá embaixo e eu podia ver tudo transpondo a cabeça pela parede.

Resolvi descer para o piso daquele andar e notei os trabalhos de cura que ali eram realizados. Alguns médiuns demonstravam que me viam e então percebi que mentalmente e sutilmente eu podia ajudá-los. A sensação era fascinante. Eu podia mandar carinho aos pacientes mesmo permanecendo a certa distância. Já na saída do local vi um casal de japoneses irmãos. Então acenei para a jovem um beijo e apontei para o irmão dela que não podia me ver. Ela não entendeu direito e como se estranhasse o fato de seu irmão ser um conhecido meu, olhou-me com cara de dúvida enquanto recepcionava outra pessoa que não percebia o que se passava. Novamente beijei a ponta dos dedos e mandando o mesmo apontei para o irmão dela, o qual, trabalhando, se retirou apressado para outro cômodo depois de pegar alguns papeis. Sentindo que ela compreendera o recado, retirei-me de lá e instantaneamente já estava noutro local donde comentava com duas pessoas tudo o que acontecera, o quanto fora engraçados e fascinantes as experiências e aprendizados que tivera. Interessante que nesse momento eu me sentia mais homem do que mulher. Era como se eu não fosse nem uma coisa e nem outra, ou melhor, era como se eu fosse as duas coisas podendo, de acordo com os sentimentos, sentir-me mais feminina ou mais masculina.

Já foquei a questão dessa sede noturna, e a possibilidade da excessiva presença de sal em sua alimentação. Mas na falta de informações, continuo considerando a possibilidade de dificuldade respiratória, apneia, alergia a materiais sintéticos (fronhas, lençol, carpetes, etc.) e consequentemente bloqueio de vias aéreas que levem à inspiração pela boca causando ressecamento. Se houver uma das possibilidades acima procure um médico para aprofundar diagnóstico. Observe e verifique.

A sequência é interessante, e parece-me  manifestação de opostos.

Em dois tempos:

Há forte indicação de divisão, desvio consciência, de atenção, de objetivos, de presença, que a leva a perder o foco e a fortalecer a tendência à dispersão.

Tomei água de duas destas garrafas...

sentei-me para desenhar e...

também tentava assistir a dois filmes...

que passavam em duas televisões...

A seguir há a menção ao caminho indicado e o retorno pelo esquecimento, passado e futuro, e menção às “chaves de casa” e duas coisas poderiam acontecer. Porta aberta ou porta fechada.

Todas as indicações são de opostos, paradoxo, ambivalência, ambiguidade, conflito e divisão. E quando este tipo de funcionamento é reforçado o resultado é a dispersão, a perda do foco, dos objetivos, da força da ação que se pode empreender em sua vida.

A dualidade leva à um divisão do poder que o sujeito tem para empreender suas ações.

A consciência dividida é mais facilmente dispersiva, pouco focalizada; E o sonho lhe mostra isso: Mas conforme fui me dando conta do que fazia, conforme o ampliar da consciência, passei a ter dificuldade de atravessar as paredes e cortinas.

A divisão fragiliza, enfraquece, tira do sujeito a possibilidade de focar seus propósito e de realizar aquilo que se propõe. As barreiras ficam mais difíceis de serem rompidas, não porque os bloqueios estão mais fortes, mas porque a consciência está mais fraca, dividida.

Naturalmente não falo em fragmentação de consciência que é processo patológico, mas indico um mecanismo que atinge muitos em nosso tempo.

Um processo de divisão muito comum com a introdução da telefonia celular pode dar a noção de como as pessoas se induzem a estados de divisão: A pessoa que dirige um veicula e que fala através de um telefone celular produz uma divisão de consciência que eleva o nível de desgaste do organismo e o coloca em risco de acidente. Mas as pessoas se superestimam e subestimam o perigo. Num caso assim o individuo e capaz de se deslocar por centenas de metros e até quilômetros como se estivesse se deslocando sem campo de visão.

Hoje em dia as mulheres se superestimam desempenhando diversas atividades ao mesmo tempo, como se tivessem múltiplas consciências que lhes permitissem múltiplas ações, e aquilo que é um diferencial feminino na capacidade de atenção se fragmenta e se torna uma característica de desclassificação. O diferencial positivo se transforma em diferencial negativo.

Cuidado! Não se superestima. Foco o seus objetivos. Não se divida em múltiplas ações.

O fechamento do sonho indica outra tendência que é de manifestar o afeto dentro de condições de segurança sem precisar se arriscar. Mas, pelo menos Há o exercício de expressão do afeto.

A modernidade exige-nos esse tipo de atitude diante do mundo:

 “Interessante que nesse momento eu me sentia mais homem do que mulher. Era como se eu não fosse nem uma coisa e nem outra, ou melhor, era como se eu fosse as duas coisas podendo, de acordo com os sentimentos, sentir-me mais feminina ou mais masculina.”

Pode ser mais uma indicação da relação de opostos. Tanto as Mulheres quanto os Homens são exigidos não mais como modelos padrões de masculino e feminino, mas como pessoas capazes de se expressar com o melhor que possuem. O modelito padrão ficou para trás, no passado. O presente solicita homens masculinos que expressem o melhor de suas naturezas femininas herdadas de mulheres marcantes, e solicita mulheres femininas que expressem o melhor de suas naturezas masculinas. Homens fortes e ativos que tenham sensibilidade sem medo de expressar afetos e mulheres femininas que aprendam com suas naturezas masculinas a conquistarem a felicidade, a liberdade para que sejam plenas, seguras e independentes. Isso significa uma tendência coletiva no caminho de busca da síntese

FOQUE SEUS PROPÓSITOS

E ABANDONE A PRESUNÇÃO DA MULTIPLICIDADE, É ARMADILHA.

O sonho me leva à carta do Tarot O Enamorado, os comentadores sabem que essa lâmina remete à parábola de Hercules na encruzilhada entre o vício e a virtude, o caminho da alma que após o desencarne se defronta com a bifurcação entre o caminho da direita e da esquerda, sendo que este leva aos infernos e o outro conduz aos Campos Elíseos, o campo dos bem aventurados. Só existe um caminho que conduz ao equilíbrio e a harmonia, cabe a cada um fazer sua escolha.

Essa a questão fundamental, a síntese, a unificação, é a dialética fundamental de todo processo de aprimoramento da consciência se libertar dos conflitos, da dualidade para encontrar “o caminho”.

Ψ






quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

NATUREZA DOS OPOSTOS



OBSERVAÇÕES - este post antecede e completa a leitura do próximo sonho

A dualidade é estágio de desenvolvimento de consciência. A partir do nascimento da consciência a dualidade surge como referência Arquetipica, comparativa e associativa. A consciência se origina na dualidade. Mas a busca evolutiva é a busca da síntese da unificação. Nascemos da Mãe/Pai, com dois hemisférios cerebrais, duas naturezas Feminina/Masculina, nos alimentando em dois seios, num mundo do Dia/Noite, Dentro/Fora, Interior/exterior, Alto/Baixo, Frente/Costas, Direita/Esquerda, Sol/Lua, Razão/Emoção, Micro/Macro, Amor/Ódio, e dezenas de outras manifestações de duplicidade.

Jung abordou o tema: Os opostos são as inerradicáveis e indispensáveis precondições de toda a vida psíquica (CW14, p206). Consciente e Inconsciente tendem ao equilíbrio e à harmonia no dinamismo psíquico tanto quanto no universo os sistemas buscam o equilíbrio das forças.

Quando a força de um dos lados prepondera gerando alteração de configuração e definindo o desequilíbrio, a natureza se adapta. Quando o sistema não consegue reencontra o equilíbrio em sua configuração original ele o encontrará na nova formatação, se equilibrará no desequilíbrio.

Para mim a doença é o sinal de que o corpo se adapta ao desequilíbrio, estabelecendo novas relações de harmonização. Naturalmente que o sujeito quando desconsidera esse equilíbrio promovendo ou impondo novos estados de adequação do corpo, se infligirá estados que podem ser significativamente desconfortáveis.

Quando ocorre a preponderância de um determinado conteúdo promovendo o desequilíbrio e a desarmonia, o distúrbio, a atualização se faz necessária através de compensação do sistema. O sistema se autoregula, se compensa promovendo equilíbrio no estado desequilibrado.

Na dinâmica de confronto entre os opostos, quando o elevado nível de tensão se torna insuportável, a natureza altera a configuração ou apresenta uma nova alteranativa, uma nova configuração. Uma solução para o conflito. Inicialmente surge a reconciliação e posteriormente a síntese, que transcende a dimensão da lógica e da escolha.

Isto fica claro no zen budimo. O mestre apresenta ao discípulo questões conflitantes que geram confronto mental produzindo uma elevação do nível de tensão cuja solução liberta o sujeito do aprisionamento mental. Veja um exemplo no link jornada da alma


O pensamento de Hermes Trimegistos expressado na Tábua de Esmeralda, vemos a lucidez de quem detectou essa característica da natureza dos opostos.
Click no link e veja o post no Jornada D’Alma


Ficar na dualidade é se perder nos limites das diferenças. É preciso buscar a síntese, a unificação dos contrários, para realizar a união dos opostos. Assim podemos encontrar a unicidade da individuação. E este é uma ardua batalha, é preciso seguir o caminho do equilibrio, trabalhar principios e harmonia, a verdade, o aprimoramento, para eliminar os vázios de consciência para que no tempo deciso a psique complete a alquimia  das trasmutações realizando a plenitude da individuação.


 Ψ

terça-feira, 10 de agosto de 2010

NATUREZAS OPOSTAS – FACES DE UMA MOEDA


Carla 139 - II

Diferente disso lembro que estava num local aguardando alguma coisa e haviam várias pessoas que não sei ao certo se eram conhecidas ou desconhecidas. Sei que haviam duas amigas minhas que por duas vezes começaram a se agredir. Houve um momento que uma delas puxou a outra pelo braço e depois de levá-la para um canto deu-lhe dois tapas tão fortes no rosto que fiquei chocada com aquilo. Era muita agressividade e humilhação, independente de quais fossem os motivos daquela briga. A que apanhava não se colocava como vítima e nem revidava, era como se ela entendesse a revolta e raiva da outra, mesmo que não fosse justo aquela reação tão pesada. Embora sem defender-se, ela parecia muito segura de si encarando a outra de frente, enquanto eu, na posição de espectadora, parecia sentir medo por ela, pois a outra poderia machucá-la muito daquele jeito ou até mesmo matá-la de repente. A postura da que apanhava parecia dizer por si mesma: 'a verdade é essa e estou aqui para encarar os fatos, mesmo que seja sendo agredida fisicamente'. Era como se ela assumisse não a culpa dos fatos, mas a culpa da irritabilidade provocada na outra. Fiquei observando a cena, achando aquilo uma insanidade e, ao mesmo tempo, curiosa, pensando no motivo que ocasionara tamanha agressividade. Era como se eu não pudesse acreditar que aquilo estivesse mesmo acontecendo.
Pouco depois fui chamada para comparecer numa sala e assim fiz junto de uma outra jovem (não lembro se entrou mais alguém). Haviam duas cadeiras: eu sentei numa delas e a jovem ao meu lado apoiou o joelho na outra cadeira ficando em pé. Em seguida entrou um homem e indiretamente demonstrou que queria sentar. Falei para ele usar a cadeira ao lado já que a jovem não estava sentada na mesma. Sendo mais direto ele disse que queria sentar no meu lugar. Então eu me levantei o ofereci o lugar para ele. Interessante que eu me senti um tanto honrada por isso. É como se ele não fosse um homem qualquer, ou como se a escolha dele valesse mais do que o mero interesse de sentar-se. Embora ele parecesse superior a mim de alguma forma, a cena do sonho o colocou num nível figurativamente abaixo e por vontade dele próprio. Ele não quis ficar lado a lado comigo em igualdade, mas quis tomar a minha frente, embora abaixo de mim. Ao menos essa foi a sensação que captei. Não sei qual assunto seria tratado ali, mas meu posicionamento de participação ficou diferente e não sei se isso significa algo bom ou mal. Se ele for uma representação interna talvez seja bom, mas se for externa, provavelmente seja ruim. Estou certa?
CONCEITOS PRIMÁRIOS, BÁSICOS,
SOBRE A ORIGEM DA VERDADE COMO ARQUÉTIPO,
ALÉM DO CONCEITO MORAL, RELIGIOSO OU ÉTICO.
O sonho sinaliza conflito entre dois conteúdos distintos ou princípio diviso em unificação, um conteúdo bipolarizado. Um conteúdo que não se unifica tem a tendência de manter uma tensão de quebra ou fragmentação, são eles:

  •  A verdade (a pulsão transformada); 

  •  A Força (a pulsão primária, instintiva).
A verdade como formação de principio nasce na configuração genética, como arquétipo já que é conteúdo que a partir do inconsciente serve de referência para vários outros princípios entre eles aquele que define a relação com a realidade. Quando o individuo não fortalece o "Principio", e em geral isso acontece quando por medo, necessidade de sobreviver em ambiente hostil, ou tendo que compensar desequilíbrios internos decorrentes da existência de figuras ou imagens ameaçadoras, desenvolve respostas de evitação, ele enfraquece o 'principio' e abre espaço para que a força, a configuração energética que sustenta o arquétipo promova a deformação de sua configuração, e isso acontece na geração de respostas instintivas e agressivas, geradas por conta da desestabilização do sistema.

O sistema enquanto não unificado é impermanente, portanto oscila, a variação da oscilação ou da instabilidade pode ocasionar a divisão, a perda da configuração original, obrigando a psiquê a se reordenar, a se rearranjar na forma que for possível, e pode levar o individuo a perder o rumo de seu eixo.
Alguma coisa assim, quando o sujeito sai de uma referência, uma linha reta, por um centimento em quilometros isso poderá significar um grande afastamento do eixo. Como enquanto vivo ele continua conectado, isto significará uma vida psiquica de muita instabilidade e pouca harmonia. A oscilação será de alta variação.

                                                 Variação harmônia e instável, fora do eixo


É importante que se entenda que “a verdade” é mais do que questão ética, moral ou religiosa. Ela é o arquétipo que referencia a relação saudável do sujeito frente à duas realidades: a realidade externa e a realidade interna.
  •  A realidade externa, o mundo, exigi-nos uma configuração de compreensão, compressão, que permite seu enquadramento dentro de parâmetros aceitáveis pela fragilidade psíquica para aprender a ver essa realidade de uma forma ordenada que a permita construir “um mundo” em que possa circular com certa segurança.
Daí nossos limites e filtros sensoriais como limite auditivo, frequência sonora, visual, limite do espectro de luz, Tátil, codificado entre o prazer e a dor, olfativo, codificado entre os aromas de prazer e de repulsão e Gustavo, acrescidos pelo sabor textura, etc.
Lembro-me agora do filme “Quem Somos Nós” quando o selvagem olha para o mar e não vê o navio, e o Paxá consegue distingui-lo no horizonte. O sujeito comum fica aprisionado na segurança da percepção do conhecido, enquanto o sujeito mais afeito ao desconhecido possui uma configuração que amplia a sua capacidade de percepção e o permite “Ver” além do comum.

  • A realidade interna representada pelo inconsciente que é um conteúdo complexo, infinito e desconhecido. Se o externo se caracteriza pela expansão infinita para o macro, o interno pela expansão infinita para o microcosmo. E nos no meio, sem nem sabermos que somos nós.
Se não há distinção ou limites para o perceptível, a realidade externa se confunde com a interna produzindo um ser esquizofrênicos, psicótico, resultado de infinitos fragmentos de que não se associando, não permitem o surgimento de um núcleo composto que faça a conexão entre esses dois universos, distinguindo a realidade externa e a interna.
Isto tudo para dizer que a Verdade é princípio de configuração que nos permite dentro deste múltiplo universo, uma referência para distinguir de maneira segura a realidade, aumentando as nossas possibilidades de sobrevivência neste mundo.
Quando deixamos de nos referendar neste princípio, nesta “verdade” abrir como que uma caixa de Pandora onde a consequência imediata, mesmo que não perceptível, é a perda da ordenação e a reconstrução de realidades psicóticas, dissociadas, fragmentadas, dissolúveis, desconstruídas, e imaginária; a doença. Inicialmente como neurose que avança para estados mais complexos de distúrbios e dissociação.
Nossa natureza permitiu a existência de dois hemisférios cerebrais, mas nós somos quem os unifica.
Obs.: Esses conceitos não são Junguianos, eles são Pós-Junguianos. Quando os divulgo é para favorecer a comprensão de um sistema que precisa  de luz sobre ele. perdoe-me se não consigo torná-lo mais compreensível
O SONHO
Surge o confronto entre um conteúdo diviso que busca sistema em equilíbrio e integração, se o princípio que fortalece a conexão com a realidade fica frágil, a força prevalece ao simbólico.
A verdade aparece frágil, em processo de desenvolvimento, constituindo formação de configuração mental (referências de princípios de conduta constituídos na sociabilização e transformação de conteúdos de inconsciente).
A força aparece de forma reativa, como pulsão primitiva, agressiva, castradora. Principio destrutivo, núcleos de desconstrução, polarização e divisão; resistência; ausência de codificação social; Figura de autoridade imposta; transgressão.
No conflito entre opostos de mesma natureza de conteúdo, ou de natureza de conteúdos opostos, vemos a postura passiva e a atitude ativa, reativa. Você surge como mediadora observadora. Em princípio omissa. Observa as naturezas antagônicas. Percebe a irracionalidade, a insanidade, a força destrutiva dos conteúdos não desenvolvidos ou não amadurecidos.
A verdade frágil sofre impacto, apanha, se permite firme no propósito, aparenta resistência, mas se deixa vulnerável frente à força da pulsão destrutiva que ameaça sua integridade.
A pulsão sinaliza o fortalecimento reativo a partir da irritabilidade. Lembre-se que no sonho anterior falei do desgaste e do sintoma de irritabilidade que poderia aflorar. Esta irritabilidade, seja decorrente da liberação ou formação de conteúdos autônomos ou como sintoma da descompensação energética do corpo, tende a desestabilizar as funções psíquicas em decorrência de polarizações que é capaz de gerar (polarizações de sub- campos eletromagnéticos que passam a interferir na configuração cerebral).
Para compreender: Com a descompensação energética o cérebro tenta equilibrar suas funções liberando energias ou abrindo filtros de resistências e bloqueios mentais que estavam sob controle. As condições cerebrais propícias permitem que estes núcleos autônomos passem a circular e a ter poder de se manifestar. A consequência pode ser uma energia que o sujeito ainda não tem o poder de controlar e que se manifesta promovendo ações musculares, reação de alarme que alteram as funções orgânicas através da liberação de adrenalina, impostação de voz decorrente das alterações circulatórias e respiratórias, e em caso extremo, reações comportamentais agressivas projetadas no exterior como ação destrutivo-defensiva.
A força não tem razão, é uma energia que quando é liberada no corpo, precisa de um estímulo que a acione. O acontecimento aciona a resposta do individuo que promove a mobilização do comportamento.
No sonho o conflito pode ser entre o novo conteúdo (referência de princípios) que reordena as configurações conceituais, os limites, as atitudes, e os velhos conteúdos (atitudes defensivas, impulsivas, reativas) que anseiam por transformação, mas que precisam ser reeducados, reformados, transformados. Lados de uma mesma moeda.
Internamente não adianta se permitir ser conduzida. E mais sensato que não deixe de se conduzir, que interfira nas suas pulsões, faça escolhas sensatas, utilizando o “bom senso”e comande a sua vida aceitando riscos, pagando o preço e as consequências pelos seus atos.
É necessário que se referende em princípios, não importa qual, se moral, ético, religioso, científico, filosófico, ideológico. Mas tenha-o como referência. E seja firme no seu propósito. Quem não os tem são como tábuas abandonadas ao mar, levadas pelas correntes e forças marítimas, nunca sabem onde vão dar.
É de direito desconsiderar a referência interna, os sinais internos, de um sistema que busca estabilidade, mas o preço pode ser elevado. Existem processos, que promovem sofrimentos e lamentos desconfortáveis, que após serem desencadeados não permitem reconstruções.