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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

NOVOS CENÁRIOS EXIGEM NOVAS RESPOSTAS


Num segundo sonho eu estava numa casa que dentro do sonho fora deixado por meu pai e minha mãe houvera mandado reformá-la. Ela ficara muito grande, todos os cômodos com moveis novos, ar condicionado e aparelhos de ultima tecnologia. Entretanto, senti-me péssima dentro daquele “luxo” e ainda conhecendo os novos cômodos da casa, saí da vista familiar e comecei a chorar desesperada. Um mal-estar sentimental muito grande e inexplicável tomou conta de mim. Eu não queria ter que morar ali. Aquela sofisticação me deixava figurativamente sem ar, me incomodava demais. Nisso encontrei um cômodo todo enfeitado que era um quarto de animal. Dentro dele havia uma barraca com vários brinquedos e apetrechos. O quarto saía para uma espécie de varanda e lá havia um cachorro e um gato filhotes. Passando por dentro da barraca – ela funcionou como uma passagem, um labirinto, um portal – fui ao encontro dos animais. Nisso alguém trouxe um pouco de comida própria para gato e começou a colocar na boca do gatinho. Disse a essa pessoa que não precisava colocar na boca dele daquele jeito, pois ele instintivamente já sabia comer sozinho. Naquele local que antes não fazia parte de casa, senti a presença paterna e isso aliviou o sentimento desagradável que outrora senti.



ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A SUSCETIBILIDADE EMOCIONAL

Ocorre um fenômeno interessante, vejamos se consigo lhe transmitir minha percepção:

Em geral a catarse reequilibra as tensões e polarizações do corpo e da psique. Mas em situações específicas, o inconsciente eleva o nível da sensibilidade pessoal e aflora a Suscetibilidade, as defesas morais e couraças são rompidas. A elevação da sensibilidade provoca uma descarga energética que se sobressai devido a suscetibilidade, ou seja, através da sensibilidade o individuo sofre o impacto do estímulo, o impacto aciona a reatividade, o individuo é dominado por uma inflação emocional, um carga de sensações e encantamentos e o fenômeno favorece uma reconfiguração psíquica e de defesas repolarizadas. Ele sai fortalecido em sua capacidade de resistência, o que aumenta o limiar de resistência aos impactos de realidades.

Este universo sensorial contem seus riscos.

Por exemplo: O choro como manifestação catártica que protege o individuo do impacto devastador de cenários descompensadores, em princípio é resposta a acontecimentos que promovem instabilidade no sistema pessoal e que poderiam ser devastadores. Acontecimentos como perdas afetivas, separações, ameaças à estabilidade, agressões, violência que promovem respostas emocionais reativas de choro podem levar o sujeito da dor ao prazer. Ou seja, a dor que promove o choro, pode ser em superada e o individuo passa a sentir prazer na resposta catártica produzida para protegê-lo.

Quando isto acontece, a armadilha se instala, o prazer pode se tornar a chave que mantém acionada a fragilidade emocional, paralisando o processo de desenvolvimento e maturação do indivíduo. O sujeito passa a se predispor como frágil e suscetível impedindo a consolidação da maturação de seu sistema psíquico.

O SONHO

O sonho, com algumas variáveis extras, parece-me catártico e reequilibra o elevado nível de tensão e a hipersensibilidade que às vezes você projeta.

Um lado

Há um desconforto implícito. Como se fora do eixo você estivesse. Você esta na casa que seu pai lhe deixou e se sente desconfortável frente às transformações realizadas por sua mãe.

Essa casa pode ser sua herança, seu lado de origem paterna. Lado transformado pela força da intervenção materna, pela predominância da mãe.

E o desconforto aflora quando não há espaço para que características de um lado se manifestem ou encontrem possibilidades de aflorar. Sinal de conflito.

Isto não é estranho, já que o trabalho do individuo é administrar essas duas heranças transformando-as num resultado único e original, pleno.

É interessante notar que no sonho anterior o tema já havia aparecia.

O desconforto a leva a buscar uma saída. Você atravessa o portal. Percebe que precisa de autonomia, que o movimento é de busca de autonomia. Apresenta a necessidade de limites ao indicar a importância de deixar o animal se alimentar por si mesmo. Recusa o tratamento regredido, de subestima, submissão, dependência.

Sente a presença paterna e o alívio da tensão. Você encontra a solução do enigma entrando no caminho da autonomia, encontra a leveza necessária para viver abrindo espaço para que seu lado originado de pai possa se manifestar.

Outro lado

O sonho é apenas catártico, anuncia o nível elevado de tensão, evidencia sua suscetibilidade, coloca-a em situação de desconforto que a obriga a procurar uma solução para o problema e atualiza seu sistema quando atravessa o portal e passa a agir de forma autônoma, mostrando sua visão ao outro, se manifestando.

De qualquer forma sinto que a casa nova é uma indicação de vida nova, de transformações se operando.

Na casa nova não há sentido em agir como na velha casa. É o que digo às pessoas:


NOVOS CENÁRIOS EXIGEM  RESPOSTAS NOVAS
 
Quando apresentamos as velhas respostas em novas realidades, elas sempre se mostram inadequadas.
Reflita.


ADENDO: Quando digo novas respostas não descarto a experiência conquistada na lida da vida. Essa experiência pessoal, ao contrário, é instrumental importantissimo para que possamos criar novas respostas nesses novos cenários. Quero dizer que  em cada novo cenário que entramos, precisamos avaliar a realidade, detectar o "momentun", estudar entraves e bloqueios que porventura possam nos impedir ações e avanços, definir o que a realidade nos exige, e desenvolver respostas específicas para esse novo momento. Assim deixamos de ser simplistas usando velhos instrumentos dentro de novos realidades.




 

terça-feira, 27 de julho de 2010

O RIO DA VIDA

        imagem do filme SONHOS (1990) de Akira Kurosawa
Carla 125

Essa noite sonhei que carregava um periquito no ombro. Ele tinha as asas inteiras e não voava porque realmente queria ficar comigo. Ele era branco rajado de cinza e bastante manso: eu passava a mão na cabecinha dele e ele se arrepiava todo remexendo as asas como se estivesse brincando comigo. No sonho de outrora vi uma mulher com um papagaio e neste a cena, um tanto diferente, foi outra vez com uma ave domesticada. Também sonhei novamente com fezes e dessa vez eu estava defecando no banheiro de casa. Foi um sonho bastante real, pois não houve nada diferente ou estranho na cena. Por ultimo eu estava flutuando sobre um rio que parecia um mar sem ondas e com água turva. Eu tanto estava no nível superior quanto me via lá dentro da água, era como se eu houvesse me dividido em duas. Eu não nadava, apenas me mantinha na superfície. Eis as poucas lembranças que conservei.

Não se pode esquecer que o pássaro simboliza o espírito. Asas para voar e querer ficar. É salutar e de bom augúrio que o espírito santo, purificado e solar, esteja ao seu lado. A proximidade sinaliza associação e principalmente envolve afeto. Esta é a união pelo qual devemos trabalhar, e quando não acontece é a rejeição que devemos evitar ou com a qual devemos nos preocupar. Quando vivemos em harmonia com o nosso espírito nada é mais importante. Por isso quando o adulto se vê dominado pelo sofrimento ou pela dor da rejeição é hora de pensar se existe o abandono da alma? Uma pessoa sem alma, ou separada de seu espírito é verdadeiramente um indivíduo “desalmado”, abandonado, rejeitado pelo Divino, uma alma penada.

Mas se o espírito pousa feliz no seu ombro, há que rejubilar-se. Que rejeição, ou perda pode provocar dor, se o Espírito Santo mora ao seu lado e está casado com você?

O ato de eliminar os dejetos aqui aparece como uma eliminação do desnecessário, do refugo. O corpo funciona em equilíbrio, o sistema se alimenta e se purifica eliminando o que não é mais necessário. Veja que o foco é no ato de higiene, não na matéria densa.

Na profusão dos sonhos, no desencadear dos acontecimentos, no desenrolar da experiência, dinâmica e imputs, e respostas, ações, reações e proposições, não é estranho que sejamos como que lançados para dentro do sonho como sujeitos e, após, como observadores do lado de fora da ação. Não é muito diferente da realidade, funcionamos como observadores e no momento seguinte centralizamos ações, direcionamos acontecimentos, nos tornamos sujeitos com o poder de intervir, a partir de nossas escolhas ou da focalização de nosso Intento, da intenção que projetamos.

Você está no Rio de sua Vida. Ontem, mergulhada, hoje, por enquanto, sem nadar, se deixando ficar, suspensa. Será que ainda muito passiva? Ou apenas se situando na realidade de sua vida? A indicação é de Trânsito. O rio passa, segue seu curso. Você no meio, nem tão lá, nem tão cá, nem numa margem nem na outra, passando o rio, passando o Fluxo e... você se preparando para seguir. Onde chegará?



quinta-feira, 15 de abril de 2010

A SERVA DO SERVO


Gustav Klimt, Danae - 1907/1908
Oil on Canvas - Private Collection

  
CH48

Depois sonhei que estava dentro de um ônibus quando uma moça entrou acompanhada do namorado. Ela parecia bastante cansada e ele atencioso. Fiquei a observar a cena imaginando como seria se eu estivesse naquela situação.
O sonho lembrado foi só esse, mas deixou alguns pontos reflexivos. Nunca me imaginei namorar um homem que não tivesse condições suficientes para ao menos ter um carro. Algumas vezes até tentei namorar rapazes de condições precárias, mas minha mãe criticava tanto que eu no final acabava dando razão para ela de que não valia à pena. Claro que na verdade não existia amor de fato nas tentativas iniciais de relacionamento, pois caso contrário eu pressuponho que não deixaria de viver um amor com alguém por uma justificativa tal banal. Entretanto, sempre fiquei com a idéia pré-concebida do tipo de homem que podia estar dentro das minhas expectativas e necessidades. Há algum tempo venho tentando deixar isso cair por terra. Sei que o valor de uma pessoa está em sua moral, na índole de suas atitudes, mas na prática apenas isso nunca me foi suficiente pelo interesse de encontrar alguém que preencha aquilo que não tenho vontade de ser ou ter pessoalmente, mas que tenho vontade de vivenciar através de outra pessoa. Pior é que já tive experiências desgastantes por conta disso, mas o ego parece uma máquina de fabricar ilusões convincentes e expectativas de que o improvável pode um dia se tornar real.
Voltando ao sonho, o carro é um exemplo básico de exigência do ego: não sei dirigir e nem tenho vontade de aprender, muito menos de ter um carro. Entretanto gosto (e gostaria) de usufruir disso através de outro alguém. A profissão bem sucedida é outro grande exemplo. Enfim, é quase a necessidade de estar com alguém que eu admire por ter e fazer aquilo que não tenho e não faço e nem pretendo ter ou fazer, mas que por vezes me cobiça o ego.
Há um tempo atrás eu jamais olharia para um casal de namorados dentro de um ônibus e ficaria me imaginando em tal situação, entretanto, em tal sonho, (não sei se na realidade aconteceria o mesmo), eu provoquei em mim uma espécie de reflexão da minha própria situação, dos meus condicionamentos limitadores. Estou tentando ver as coisas por outro nível de análise e daí eu fico pensando que talvez eu possa me sentir muito melhor com alguém como eu, mesmo que isso possa gerar uma vida de privações materiais, do que me limitar a ilusões que, realizáveis ou não, serão sempre ilusões.
Estou tentando acordar sozinha para a simplicidade da vida e deixar de ser uma branca de neve a espera de ser acordada através de um príncipe encantado.
 O sonho seria um indicio dessa necessidade de modificar meu condicionamento frente aos relacionamentos ou será que já é uma demonstração do início dessa mudança?

Sua reflexão está feita. Mas é necessário que reavalie seus conceitos e sua forma de conduzir sua vida. Vejo equívocos que prejudicam seus vôos, suas liberdade e que a levam direto para o século passado, para a submissão ao macho. Mal-entendido expresso. A vida no presente exige-lhe que assuma, antes de tudo, compromisso com suas realizações, pré-requisito básico para escapar da submissão, da dependência do outro. Quando você deixa de realizar aquilo que significará sua independência, material, de sobrevivência, econômica, você deixa ao outro a responsabilidade da sua manutenção e passa a se submeter à vontade do outro, ou pensas em dominar quem lhe provê o sustento?
Tudo bem que você possa se entregar ao rico, ou ao plebeu, sonhando com o príncipe, mas antes dessa entrega você precisa investir na segurança de suas realizações e conquistas, para não ficar na submissão da presença subjetiva do outro.
A vida moderna exige de todos nós esta conquista, e exige mais das mulheres que se fazem servas dos desejos masculinos. E mais, o esforço de sobrevivência exige um comprometimento do casal, nas conquistas, nas divisões das tarefas, na prosperidade que os dois conquistam, na realização dos sonhos, no crescimento.
A independência nasce quando nos voltamos para construir nosso destino independente do outro.
Aprenda a dirigir sua vida, aprenda a dirigir seu carro, conquiste sua moradia, aprenda a se sustentar, a se cuidar, adquira seu veículo, conduza-o. Procure se desenvolver, aprimorar, aprender uma profissão. Conquiste uma profissão, forme-se, realize-se em alguma ação, algum trabalho. Ganhe seu salário, economize, gaste, aprenda a lidar e a gastar o seu dinheiro, conquista do seu esforço. Não abra mão de sonhar e de realizar o sonho que sonhar independente da presença (acréscimo) de alguém em tua vida.
  Tudo isso acima É BÁSICO
A vida moderna exige parceria, ser parceiro do outro que se faz nosso parceiro, assim encontramos identidades com o outro e a jornada fica mais suave e mais satisfatória para todos.

APRENDA PRIMEIRO A ADMIRAR SUAS REALIZAÇÕES,
CONQUISTAS E SUPERAÇÕES.
ANTES DE FICAR ENCANTADA COM A REALIZAÇÃO ALHEIA.

Esse biotipo de mulher que se permite dependente de um homem, paga um preço alto para ir para o inferno, o inferno de sua aniquilação como individualidade.
Naturalmente dentro de um acasalamento existem momentos que o casal pode optar por um retorno de um dos pares para cuidar das responsabilidades da manutenção da vida familiar e criação dos filhos, mas este é um outro momento.

ACORDA!!!!!!!!!
Vá a LUTA!!!!!!
QUE O TEMPO TÁ PASSANDO NA JANELA.