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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

ARQUÉTIPO

crédito - Imagem recebida por e-mail de

Acima Darth Vader  Arquétipo Sombra -  referência do mal, passível de algum tipo de transformação a partir do afeto, a única possibilidade de limite no caminho do mal, à exceção da dissolução final como célula de vida. Na imagem retratado de forma socializada. e customizada, mitificado como simbolo do poder do mal, das sombras, que se contrapõe ao caminho da luz

Considerando a popularidade do termo. sua importânica e complexidade,  abaixo a abordagem  que me pareceu mais plausível para introdução ao conceito e à compreensão e que pode ser encontradada no livro "Dicionário Crítico de Análise Junguiana" de A. Samuels, B. Shorter e F. Plaut, publicado pela Imago Editora.

Bem! taí uma boa  identidade, gostar de um Café. Com licença, deixe-me ir saborear um capuchino...


ARQUÉTIPO

"A parte herdada da PSIQUE; padrões de estruturação do desempenho psicológico ligados ao INSTINTO; uma entidade hipotética irrepresentável em si mesma e evidente somente através de suas manifestações.

A teoria dos arquétipos, de Jung, desenvolveu-se em três estágios. Em 1912 ele escreveu sobre imagens primordiais que reconhecia na vida inconsciente de seus pacientes, como também em sua própria auto-análise. Essas imagens eram semelhantes a motivos repetidos em toda parte e por toda a história, porém seus aspectos principais eram sua numinosidade, inconsciência e autonomia (ver NUMINOSO). Na concepção de Jung, o INCONSCIENTE coletivo promove tais imagens. Por volta de 1917, escrevia sobre dominantes não-pessoais ou pontos nodais na psique, que atraem energia e influenciam o funcionamento de uma pessoa. Foi em 1919 que pela primeira vez fez uso do termo arquétipo, a fim de evitar qualquer sugestão de que era o conteúdo e não o esboço ou padrão inconsciente e irrepresentável que era fundamental. São feitas referências ao arquétipo per se para que fosse claramente distinguido de uma IMAGEM arquetípica compreensível (ou compreendida) pelo homem.

O arquétipo é um conceito psicossomático, unindo corpo e psique, instinto e imagem. Para Jung isso era importante, pois ele não considerava a psicologia e imagens como correlates ou reflexos de impulsos biológicos. Sua asserção de que as imagens evocam o objetivo dos instintos implica que elas merecem um lugar de igual importância.

Os arquétipos são percebidos em comportamentos externos, especialmente aqueles que se aglomeram em torno de experiências básicas e universais da vida, tais como nascimento, casamento, maternidade,morte e separação. Também se aderem à estrutura da própria psique humana e são observáveis na relação com a vida interior ou psíquica, revelando-se por meio de figuras tais como ANIMA, SOMBRA, PERSONA, e outras mais. Teoricamente, poderia existir qualquer número de arquétipos.

Padrões arquetípicos esperam o momento de se realizarem na personalidade, são capazes de uma variação infinita, são dependentes da expressão individual e exercem uma fascinação reforçada pela expectativa tradicional ou cultural; e, assim, portam uma forte carga de energia, potencialmente arrasadora a que é difícil de se resistir (a capacidade de fazê-lo é dependente do estágio de desenvolvimento e do estado de CONSCIÊNCIA). Os arquétipos suscitam o AFETO, cegam o indivíduo para a realidade e tomam posse da VONTADE.Viver arquetipicamente é viver sem limitações (INFLAÇÃO). Entretanto, dar expressão arquetípica a alguma coisa pode ser interagir conscientemente com a imagem COLETIVA, histórica, de forma tal a permitir oportunidade para o jogo de polaridades intrínsecas: passado e presente, pessoal e coletivo, típico e único (ver OPOSTOS).

Todas as imagens psíquicas compartilham, até certo ponto, do arquetípico. Esta a razão por que os sonhos e muitos outros fenômenos psíquicos possuem numinosidade. Comportamentos arquetípicos têm a maior evidência em tempos de crise, quando o EGO está vulnerável ao máximo. Qualidades arquetípicas são encontradas em SÍMBOLOS e isso, em parte, responde por sua fascinação, utilidade e recorrência. DEUSES são METÁFORAS de comportamentos arquetípicos e MITOS são ENCENAÇÕES arquetípicas. Os arquétipos não podem completamente ser integrados nem esgotados em forma humana. A análise implica uma conscientização crescente das dimensões arquetípicas da vida de uma pessoa.

O conceito do arquétipo, de Jung, está na tradição das Ideias Platónicas, presentes nas mentes dos deuses, e que servem como modelos para todas as entidades no reino humano. As categorias apriorísticas da percepção, de Kant, e os protótipos de Schopenhauer também são conceitos precursores.

Em 1934, Jung escreveu: Os princípios básicos, os archetypoi, do inconsciente são indescritíveis em virtude de sua riqueza de referência, muito embora recognoscíveis em si mesmos. O intelecto discriminador naturalmente prossegue tentando estabelecer-lhes significados únicos e, assim, perde o ponto essencial; pois aquilo que, antes de tudo, podemos estabelecer como compatível com sua natureza é seu significado múltiplo, sua quase ilimitada riqueza de referência, que torna impossível qualquer formulação unilateral ( CW 9i, parág.80)"

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SERPENTE E KUNDALINI


Laocoonte - El Greco (Domenikus Theotokopoulos)
Galeria Nacional de Arte - Washington - EUA


Sonhei que estava num supermercado e fui informada de que não podia sair pois havia uma cobra no rumo da entrada. Aproximei-me querendo vê-la e então deparei com um jacaré fino e comprido, parecia um filhote. Comentei que aquilo não era uma cobra e então me disseram que logo eu veria a cobra. Realmente, logo depois uma cobra de cor verde claro começou a sair de dentro do jacaré como se este tivesse uma bolsa nas costas. A cobra era enorme, muito comprida e, tanto engrossava quando afinava. Nisso ela começou a se dividir em várias e cada uma ia para uma direção causando transtorno no local. Quanto mais finas, mais elas conseguiam ficar na vertical e um delas subiu tanto que picou o meu dedão. Então segurei-a agarrada a ele e, embora chateada por aquilo estar acontecendo, não senti medo, pois de posse da cobra já morta eu podia ir até o hospital e conseguir mais garantidamente uma vacina de soro antiofídico.

Não foi um sonho muito agradável, pois embora possa haver a representação de algo ligado a sexualidade, fica em mim aquela sensação cultural de desconfiança ao associar cobra a intriga, inveja e perigo. Por outro lado, o verde da cobra também me pareceu associado ao verde de esperança. O que realmente significa esse sonho?


DINÂMICA PSIQUICA, TEMPO PASSADO E FUTURO

Pode parecer estranho, mas este era um sonho esperado. Não pelo cenário, é obvio, mas pelos eventos e símbolos que o constituem e pela dinâmica anunciada.

Neste aspecto o sonho, para mim, se mostra duplamente interessante: pelo sentido estrito na sua vida e pelo fenômeno onírico que ele ocasiona.

Explico melhor:

Apesar do inconsciente ser inacessível, um oceano de mistérios, é possível, acompanhando sua dinâmica, vislumbrar os acontecimentos sequenciais de seu movimento no futuro. Ele anuncia a dinâmica, o movimento que se processa, e nós podemos, pelo menos quando sintonizados, antever essa dinâmica antes que seja anunciada em sonho.

Eu quero dizer que quando acompanhamos a dinâmica da psique através dos sonhos, em alguns casos podemos antecipar, prever, as indicações que surgirão da demanda psíquica.

Dessa forma podemos conhecer antecipadamente a dinâmica psicobiofísica do sujeito e antecipar alterações psíquicas e disfunções orgânicas antes que se estabeleçam como patologia.



  O olho do Hidrossauro Carnívoro

O SONHO

Super Mercado podemos traduzir por “Mercado”. E algumas variáveis podem favorecer a compreensão desse significado:

Mercado- sm (lat mercatu) 1 Lugar público onde se compram mercadorias postas à venda. 2 Ponto onde se faz o principal comércio de certos artigos. 3 Centro de comércio. 4 O comércio. 5 Esfera das relações econômicas de compra e venda, de cujo ajuste resulta o preço.

Na china eram considerados os lugares das trocas comerciais, das danças, dos intercâmbios matrimoniais, da busca de soluções divinas, local de encontro.

No conceito de certas sociedades secretas é a imagem de um estado espiritual ou de um estagio na escola esotérica e de iniciação.

No pensamento de algumas religiões, mercado é onde ocorre a convivência social, a relação profana, a vida coletiva. Lugar de trocas e do ganho da sobrevivência, de perigo e de tentações.

Pois bem, você está no mercado, na vida coletiva e não pode sair porque há uma cobra na entrada/saída.

Para se retirar do mercado o seu desafio é encarar a “Cobra”.

Se os símbolos são funções e signos da energia, a Serpente é Pulsão. Energia vital, Kundaline. Encarna a psiquê inferior, o psiquismo obscuro, o raro, incompreensivo, misterioso. A serpente encarna um complexo arquetípico, ligado à noite, às sombras e aos subterrâneos de nossas origens, todas as serpentes formam, juntas, um conteúdo primordial, indivisível, que não cessa na aspiral da vida, na dinâmica de nascer e morrer. Símbolo da energia da vida que serpenteia pelo universo.

Ou seja é por excelência um símbolo Arquetípico, tanto quanto mercado é símbolo das ações coletivas, do movimento originário do inconsciente coletivo.

Não há como passar por um processo de metamorfose da libido sem a transformação decorrente do confronto com as energias primitivas, originais, representadas pela imagem da cobra.

Se hoje sabemos que somos descendentes originários do Homem Africano, a nossa origem assim como a origem de qualquer outro animal advém da mesma fonte e da mesma fonte, da natureza da matéria.

Uma digressão para refletir:

Essa não é uma questão religiosa. Quero dizer, que Deus para mim antecede o mito da criação, ele é Deus antes da criação do homem. Ele é Deus a partir da criação do universo. Ainda que pensemos que o homem só pode pensar a deus a partir de sua existência com a aquisição da consciência, mas essa consciência já podia existir em outro formato e configuração.

A cobra é o animal “incontrolável”, a energia selvagem, primeva. A energia bruta voltada para si mesma.

O Jacaré, ou crocodilo é o “portador do mundo”, divindade lunar, portanto, noturna, senhor das águas primordiais, senhor dos mundos subterrâneos.

Ele ocupa o terreno de mediador entre os elementos Terra e Água. O que faz dele o elemento que simboliza as contradições. Possui o mesmo simbolismo do Dragão, daí a força negativa de sua presença, agressividade, ameaça originária do inconsciente coletivo.

Mas se dele saem cobras, as ameaças das pulsões incontroláveis originárias do inconsciente, a sua atitude vem para regular, administrar e controlar essas pulsões, essa força, essa energia.

O uso da consciência, como força, determinação e propósito, a protege e a liberta. Com a consciência você põe luz nas ameaças e transforma o primitivo, trazendo para fora do mundo sombrio, da-lhe civilidade, essa a transformação do primitivo em civilizado. Dando aos conteúdos a direção e o domínio da consciência para que assim possa incorporar essa força como instrumental que lhe permita se situar de forma positiva dentro do seu universo.


SERPENTE E KUNDALINI

   Deusa das Serpentes - Escultura
Museu de Candia, Creta - Grécia



KUNDALINI

Jung considerava que representações de transformação e renovação por intermédio de serpentes constituem um arquétipo amplamente registrado em culturas diversas, e que o Ureus egípcio era representação visível do Kundalini elevado ao nível superior.

Sempre que se pensa em desenvolvimento espiritual a partir dos chacras se pensa na possibilidade de ascensão da energia kundaline de níveis inferiores para os superiores. A isto se chama a subida da serpente.

Este estado é tanto mais seguro quanto maior o desenvolvimento e aprimoramento do sujeito, para que a energia ascendente não promova destruição na sua passagem pelos portais neurogenéticos.

E não há como realizar essa ascensão sem aprimoramento, ou se isso ocorre há o risco de liberar um dragão destrutivo que pode levar o sujeito à sua destruição. Por isso a importância da iniciação e da preparação.

O sonho indica que a energia foi mobilizada e que sairá de sua fonte arquetípica, caberá a você administrar esse afloramento, como uma guerreira que tem consciência dos desígnios de sua vida e da importância de uma atitude impecável diante da vida.

Este não é um acontecimento infeliz que cai no seu colo, ele é parte da dinâmica de desenvolvimento do ser humano e todos passam por este desafio. A maioria sucumbe, foge, desvia o olhar, evita o confronto, finge que não vê. Mas o desafio é imprescindível e define o destino de um individuo, respondendo ou não ao desafio.
No seu caso esse é o momento em que a impecabilidade é fundamental. No sonho você cumpriu o seu destino e encarou o confronto. Mostrou que é guerreira e corajosa, que possui verve para encarar o destino de sua vida. Na realidade é o que você deve esperar de si mesma.

O desconhecido pode ser ameaçador, mas passar por um estágio de transformação sem preparo é inadequação. É preciso enfrentar os conflitos, os dilemas e aprender a sair sem ser devastada. Precisamos aprender a lidar com essas pulsões interiores, inferiores ou não, para não sermos submetidos à suas mazelas e despreparo. Assim crescemos. Infelizmente não existem caminhos fáceis.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O OLHAR

  

Continuação...

Achei estranho o sonho conter esse foco:

seria alguma mudança acontecendo dentro de mim?

Demostra algo mais do que a vontade de realizar isso na vida real?

É como se eu quisesse enxergar o outro e, ao mesmo tempo, pudesse me ver refletida nesse outro.

É como se eu, pelo olhar, exigisse o direito de ser eu mesma, única, com minhas características pessoais e, ao mesmo tempo, demonstrasse, pelo olhar, aceitação e respeito ao direito do outro de ser quem ele é, também único tanto quanto eu.

A sensação contida no sonho pareceu-me enigmática, pois embora houvesse um certo constrangimento (era como se eu estivesse olhando nos olhos dos outros pela primeira vez), também havia naturalidade, como se fosse uma brincadeira, uma postura de auto-aceitação, de auto-respeito, bem como de aceitação e respeito ao outro.

Era como se eu quisesse entrar dentro do outro usando o olho como porta. Era como se eu estivesse adentrando num mundo mágico e positivamente ou permitidamente vicioso.



Não há o que estranhar. Nada há de estranho. Como lhe disse no post anterior, definitivamente são mudanças se processando na configuração PSY, na forma como você responde ao mundo. E são mudanças resultantes de um processo iniciado por você anteriormente.

Em post anterior anunciei a possibilidade que temos de nos reconfigurar diante de nós mesmos e diante da vida.

A psiquê anuncia a necessidade dessa mudança, nos alerta através de pensamentos, sentimentos, emoções, flash, insights ou sonhos. Quando levamos em consideração esses sinais, iniciamos um processo que pode induzir essa transformação.

A transformação acontece a partir de algumas possíveis intervenções:

  • Mudanças de conceitos – O sujeito se reprograma conceitualmente realizando um processo de readaptação, se reposicionando no cenário em que está inserido através da resignificação de princípios, valores, etc.;
  • Mudanças de atitudes – O sujeito usando a consciência reprograma e altera seus padrões de escolha produzindo novas respostas diante das exigências da realidade;
  • Mudança do Tempo Psy – O sujeito altera o seu Tempo de processamento e de resposta frente aos acontecimentos e consequentemente impõe-se avaliação mais criteriosa de realidades e respostas mais estratégicas que favoreçam mais sucesso nos objetivos e propósitos.

Essas e outras possibilidades nascem a partir do individuo que mobiliza o seu poder de se transformar através da interferência de sua Vontade.

Estes Imputs de mudanças são incorporados e podem inclusive realizar alterações de configurações arquetípicas, naqueles arquétipos flexíveis que suportam alterações de programação.

Nos arquétipos coletivos essas mudanças não são possíveis porque demandam transformações de inconsciente coletivo que constituem a psiquê, envolvendo, portanto, transformações mais genéricas e de padrões da espécie.

Em noções básicas é o que acontece, portanto não são apenas mudanças. É reconfiguração que transformação a sua relação consigo mesma e com o mundo.


ADENDO:

As conquistas pessoais  permitem ao sujeito usufruir melhor qualidade na sua vida pessoal, melhor capacidade de adaptação ao meio competitivo  e aos cenários de mudanças que promovem inquietações e desconforto. E o melhor permite aos descendentes que avancem  em seus processos de aprimoramento favorecedo-lhes melhores condições de sucesso diante de realidades em que estão inseridos.





domingo, 21 de novembro de 2010

SÃO JORGE, DRAGÕES E MODERNIDADE.

A Luta de São Jorge contra o Dragão
Peter Paul Rubens
Museu do Prado, Madri


A FORMAÇÃO DO ARQUÉTIPO A PARTIR DO DESENVOLVIMENTO HUMANO



Este post completa o anterior “Ramalhete”. Deixei de escrever no post “Ramalhete” sobre as possibilidades do significado planta Espada de São Jorge, por acreditar na força dessa imagem e na significância de sua presença já que pode ser indicativo ou referência de Arquétipo Fundamental.

No alto da pagina, abrindo este Blog, a imagem do Guerreiro Medieval combatendo o Dragão nos remete à conteúdos arquetípicos primordiais que favoreceram a humanidade na elaboração simbólica de sua saída do tempo das trevas da inconsciência e da ignorância a que estava inserida no passado.

A representação pode ser do soldado guerreiro santificado, do herói primordial que salva a princesa ou a coletividade, a princesa que precisa ser protegida como o último espécime feminino que nos salva da extinção como espécie, pela sua capacidade reprodutiva, o símbolo da união entre o masculino e feminino, o encontro do amor, a perpetuação do coletivo, ou a vitoria do Bem sobre o Mal, entre outros.

 
Essa representação simbólica de São Jorge como arquétipo, é para mim a maior e possivelmente uma das mais importantes representações que a sociedade humana conseguiu configurar no inconsciente coletivo e incorpora toda a passagem, transformação e conquista humana no seu processo de contrução da civilidade e de aprimoramento da estrutura psíquica, pelo menos no mundo ocidental.

É a representação do homem social civilizado superando as adversidades e as ameaças primitivas da ancestralidade de homens das cavernas que carregamos. Independente de questões religiosas, ainda que a religiosidade ocidental tenha sido fundamental nesse processo de integração e formação de uma sociedade mais integrada e constituída em princípios coletivos. Ou seja, Assim como a a formação da mitologia religiosa ocidental, fundamental em nosso processo de construção social, houve um desenvolvimento psíquico sincronizado aos acontecimentos externos realizando a construção

Quando escolhi a imagem de São Jorge para ilustrar a cara deste Blog o fiz em decorrência de acreditar na importância coletiva que ele sua representação incorporou.A minha formação foi constituída dentro do mundo católico e por uma pequena alteração em meus caminhos, deixei de me tornar um Frade Franciscano, ainda que não tenha nunca abandonado essa referência em minha vida e hoje professe uma religiosidade mais Holística e plural já que tendo a congregar aquilo que considero o melhor de minha formação advinda de múltiplas origens religiosas. Tendo a me considerar com mais identidade franciscana mesmo tendo a consciência de que a representação de São Jorge possui configuração arquetípica.

No trabalho de ordenação dos conteúdos de inconsciente, dentro de uma funcionalidade conceitual, ao que Jung denominou o Arquétipo Sombra eu acrescento o desafio de transformação e integração desse arquétipo coletivo na vivência pessoal. Isto é: existe a manifestação do lado oposto, de sombras que se contrapõe ao lado da luz e da consciência.

Ordenação Funcional é a integração destes opostos e em decorrência desta tendência da natureza psíquica o desafio de realizar esta tarefa fundamental de integração é o encontro entre o mundo da luz e o das sombras representado pela batalha entre o santo guerreiro e o dragão originário das trevas da caverna do mundo primitivo.

Neste aspecto o São Jorge representa esta contenda, esta busca de superação, de Vitória do bem contra o mal, de preponderância da luz sobre as sombras.

Naturalmente, a modernidade não escapa a essa representação. E mesmo sendo ela genérica e coletiva, a batalha é pessoal. Cada um realiza a sua, e o Dragão é Camaleão possui denominações múltiplas, faces variadas, e diferentes tamanhos, cores, cheiros, força, poder.

No nosso tempo os dragões rodam a vida de todos. Não mais como fantasias e medos e assombrações de um mundo desconhecido, mas revestidos de tentações, seduções, encantamentos, prazeres, sabores, ilusões desejos fantasiosos. Podem aparecer transvestidos na sexualidade como mulheres libidinosas, promessas de prazeres inesgotáveis, prosperidade, materialismo, conforto, vícios, compulsões, poder, etc.

E se parece que o exterior é a fonte dos tormentos, se enganam. Os tormentos afloram do interior e projetados encontram suas identidades. As ameaças nascem no interior e se projetam para o exterior, com desejos incontroláveis, pulsões selvagens e animais, caprichos, tendências compulsivas, tormentos.

As jornadas externas foram consolidadas, não existem mais fronteiras desconhecidas no planeta que faça aflorar aventureiros e heróis míticos. A jornada para o desconhecido que se anuncia é a jornada para o interior de nós mesmos. Uma viagem inevitável.

Uma viagem que ainda quando o individuo se nega a realizar, continua a acontecer, a desafiá-lo, a exigir-lhe o seu melhor. E negar esse destino inevitável é fechar os olhos para os dragões que estão sedentos confrontando todos em armadilhas com as fraquezas humanas.

SÃO JORGE, DRAGÕES E MODERNIDADE.




São jorge e o Dragão - Uccello (Paolo di Dono)
National Gallery , Londres


A LENDA


Contam Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dá-lo à luz e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge possuia três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Sylén, uma cidade da Líbia.

Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.

Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa. Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.

O dragão, ao ver Jorge, sai da caverna, esbaforando alto como se o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egito não queria ver sua filha casada com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.

****

OUTRA VERSÃO

Jorge acampou com sua armada romana próximo a Salone, na Líbia. Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta. Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas. O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas. Com o intuito de manter a besta longe da cidade, a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas.

O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de quatorze anos. Vestida como se fosse para o seu próprio casamento, a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura. Jorge, o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou em seu cavalo branco e foi até o reino resgatá-la. Jorge foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súditos se converteriam ao cristianismo. Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do "dragão". Ao encontrar a fera, Jorge a atinge com sua lança, mas esta se despedaça ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge cai de seu cavalo. Ao cair, ele rola o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde fica protegido por ela do veneno do dragão até recuperar suas forças.

Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon. O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois. Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés. Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornam cristãs.

 
 
 

SÃO JORGE, DRAGÕES E MODERNIDADE.


  Arcanjo Miguel

São Miguel
Um correlato celeste de São Jorge, figura do guerreiro santificado, é o Arcanjo Miguel.

 No texto bíblico em Apocalipse 12:7

"Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com seus Anjos, mas foi derrotado, e não se encontrou mais um lugar para eles no céu."

A palavra Arcanjo é originário do latim archangé derivado do grego archánggelos composta de “arch” e “angel”.

O prefixo grego “arch” (ἀρχ) deriva de “arché” (ἀρχή) que se refere tanto a começo, ponto de partida, princípio, como suprema substância subjacente ou princípio supremo indemonstrável.

Arquétipo é modelo de seres criados, padrão, prototipo

Há relação entre esta cosntrução mítica do arcanjo que enfrenta os demônios e a representação humana do santo guerreiro que enfrenta o dragão, o mal, para como herói mítico libertar seu povo do aniquilamento e salvar o feminino subjugado.

O arcanjo, masculino e feminino, projetado é incorporado como arquétipo de imagem masculina, portanto derivação de animus, que surge para salvar o feminino, salvando o a constituição do ser.

Finalizando o sonho Ramalhete

O ramalhete que contem a espada de são jorge, pode simbólizar a conquista do instrumento que vem para consolidar o equilíbrio conquistado, a defesa. Mas não é apenas o instrumento mortal como espada, porque vem em forma de vegetal, de raiz, aspecto maternal, proteção, para blindar o indivíduo numa dimensão mais elaborada, menos reativa.





quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CAÇANDO BEIJOS, PESCANDO AFETO







Depois sonhei que eu estava vendo um rapaz que beijava uma jovem no pescoço e a abraçava. Embora distante eu podia sentir aquele afeto em mim, mas parecia pouco senti-lo apenas vendo a cena. Consciente de que estava sonhando e pensando que aqueles dois deveriam ser uma representação ou projeção de mim mesma, eu fui até eles, joguei a jovem longe com toda a minha força, para vê-la morta mesmo, e tomei-lhe seu lugar dizendo a ele que aquela era apenas uma parte de mim, mas que eu resolvera tomar meu lugar por completo. Ele aceitou e, abraçados, trocamos vários beijos no pescoço e nos ombros.

Eis um sonho que evidencia a sua mudança de atitude de Agente Passivo Submisso para Agente Pró Ativo.

Duas observações:

1. Há transformação em sua dinâmica psíquica. Mudança na dinâmica que rege sua singularidade diante do mundo, na atitude, na postura e comportamento. Não importa a justificativa que a leva a desencadear o seu movimento. A intenção se realiza.

2. Altera-se o padrão psíquico. O movimento anterior era para o interior, recuado e... Protegido no papel de vítima, carente e rejeitada.

Mesmo que, a princípio, a força para realizar o movimento possa ter sido excessiva, é preciso compreender que para romper a inércia, do submisso carente e recuado para o dinâmico proativo exige-se um processo de adequação para o movimento. Assim, a pulsão inicial pode ser "sem medida", excessiva por ter que colocar o corpo onírico em ação.

 Esse corpo onírico necessitada de sutileza, energia edominada, e a psique pode tê-lo acionado com uma pulsão que usa para despertar o corpo, promovendo a reação além dos limites.

Importante é que há o Intento. A energia é desbloqueada e liberada para a ação. O sujeito rompe as travas e realiza a intenção.

O RESULTADO:

A Tensão eleva-se rompendo com padrões e limites, até então, aceitáveis e o sujeito busca a realização do seu desejo.

Se anteriormente usava-se a manipulação do meio como vitima abandonada, e pobre coitada, para a realização do desejo, a dinâmica agora coloca o sujeito como responsável pela sua satisfação assumindo todos os riscos pela escolha que faz.

O sonho confrontando-a com a condição de abandonada e colocando apenas como assistente mobiliza a sua capacidade de responder, dando-lhe a oportunidade de escolher outras formas de respostas.

Mas para isso foi necessário romper com as defesas, conceitos morais, assumir o desejo e correr atrás de sua satisfação. Este é o primeiro movimento decorrente de suas transformações pessoais.

Naturalmente este ímpeto, essa tendência de movimento será projetado na sua realidade dando-lhe a chance de experimentar novas formas de responder aos acontecimentos no seu entorno.

Pessoalmente acredito numa grande mudança. Você se assumindo como mulher. Mulher adulta capaz de buscar a realização de seus desejos, sua satisfação. Seu prazer, suas necessidades.

Pode-se pensar que é apenas um sonho compensatório onde você compensa a incapacidade de realizar a ação assumindo posições mais positivas. É Possível.

Prefiro considerar que mudanças tão significativas tendem a correr primeiramente no interior para posteriormente serem projetadas na realidade, incorporando-se ao comportamento manifesto.

Há indicação de risco na indiferenciação: O estimulo lhe induz a reação, sua suscetibilidade está elevada. Mas essa indiferenciação pode estar associada a necessidade de satisfação do desejo, do encontro com o outro, sua necessidade de trocar carícias e atender à sua sexualidade de mulher adulta. Beijar na boca, abraçar, saciando a oralidade, a necessidade de carícias que o corpo nos exige e quem sabe chegar aos prazeres dos múltiplos orgasmos.



O Poder Feminino 
espelhado pelas poderosas, famintas e atormentadas
mulheres de New York
em Sex and the City


Nosso destino se realiza a partir de nossas escolhas e decisões. Certas questões na sociedade moderna exigem novos padrões de comportamento, não podem apenas serem desejadas, precisam ser caçadas, conquistas.

A mulher conquistou o direito de caçar, ir de encontro ao masculino, exercitar a “corte” tanto quanto o homem. Essa já não é mais uma questão fechada, exclusiva da masculinidade, é uma questão de direito pessoal, o direito de escolher, buscar, de se permitir ir de encontro à realização dos desejos pessoais.

Se no passado a posição feminina era a de esperar a corte, o presente exige que a mulher manifeste a sua intenção, o seu desejo, a sua escolha. São novos os rituais antropomórficos no estabelecimento das relações humanas. Os novos tempos abrem essa possibilidade de igualdade.

Estes são apenas jogos iniciais de um complexo envolvimento e entrelaçamento das vidas do masculino e do feminino, que definem os relacionamentos. Nada parecido ocorreu antes. Neste momento a vida exige essa maleabilidade para os que sentem a estranheza nas mudanças dos costumes e dos padrões de envolvimento entre homens e mulheres. Os novos tempos exigem novas formas na busca das interações e no estabelecimento de relações afeto-emocionais-econômicas. Os mais flexíveis e astutos se adaptarão com menos sofrimento.

Este é um detalhe arquetípico do sonho. Ele transcende o pessoal porque espelha a Mulher do nosso tempo. A mulher que busca seu espaço, conquista seu lugar e tem o direito de reivindicar o amor o direito à sexualidade plena, por que antes de tudo ela é dona de seu corpo, do seu destino e de suas escolhas.

As contradições, os malentendidos, os sofrimentos advindos desta busca, é uma outra questão, que só sera resolvida quando

 As mulheres romperem com os padrões históricos de submissão ao masculino.

E com o padrão masculino

De domínio do "outro".

Aquele padrãozinho machista

que elas não gostam de ver neles, mas adoram repetir.

Aí, estaremos mais preparados para viver o "poder" da Igualdade.

E neste aspecto, sinto dizer às meninas,

 uma linhagem masculina moderna,

Já está à frente no tempo e à frente das garotas.

Mas este é um outro papo.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ARQUÉTIPOS

   Meu raciocínio tem lógica?


Hoje, ao longo do dia,  farei outras postagens para tentar responder as questões do post anterior. Vamos tentar ordenar e compreender o significado de suas questões.

Iniciemos pelo fim. Você finaliza sua reflexão com a questão Meu raciocínio tem lógica? Bem... Se, tem lógica é conteúdo de “animus”, como principio masculino e como princípio de ordenação. Porque o princípio masculino é referência de realidade, e a lógica é a ordenação que nos permite navegar nessa realidade na qual estamos inseridos e eu lidamos.

O animus é o espírito masculino na mulher, a figura do animus, atuando na mulher, é uma imagem psíquica, uma configuração que emana de uma estrutura arquetípica básica. Como componente psíquico é subliminar e se manifesta a partir do inconsciente. Como conteúdo atua influindo sobre o princípio psíquico dominante e não como contraparte psicológica contrassexual feminina.

O animus é um conteúdo que se manifesta no individuo determinando ação, movimento, comportamento, resposta. Se manifesta em forma de crenças, inspiração, disposição de comprometimento. É um canal que permite ao sujeito tomar consciência de sua natureza, e daquilo que é espontâneo e significativo para a vida psíquica.

Esse canal funciona como uma conexão que permite que através de uma configuração original, ocorra fluxos de impulsos, que promovam uma condição ideal que permite ao individuo formar um estado de consciência que lhe favoreça responder a si mesmo e à realidade de forma referendada em sua natureza, em sua tendência, ou a partir daquilo que é constituído e que foi herdado.

A parte herdada da Psique é o arquétipo, os padrões de estruturação do psicológico, ligados aos instintos. Considere como uma entidade hipotética, ainda difícil de ser representada, que se faz visível através de suas manifestações. É um conteúdo que une o corpo e a psique, instinto e imagem. Jung não considerava a psicologia do individuo e imagens como correlatos ou reflexos de impulsos biológicos. Para ele imagens evocam o objetivo dos instintos e precisam ser considerados no mesmo grau de importância nessa diferenciação.

Os arquétipos são perceptíveis nas experiências externas que coletivamente reproduzimos, nas vivencias básicas e universais, como casamento, maternidade, nascimento e morte, união e separação. E nas vivências internas definindo tendências, comportamentos e se manifestando por meio de figuras como Anima/Animus, Sombra, Persona, etc. Teoricamente podem existir um número indefinido de arquétipos.

Há poucas postagens atrás fiz explanação sobre a importâncias de certos conteúdos e imagens que merecem ser revistos.
  • Naturezas Opostas - faces de uma moeda
  • Viagem a Paris

continua...

sexta-feira, 5 de março de 2010

ORDENAÇÃO


 

Acabei de acordar de um sonho meio futurista e bastante pueril. Ele começou comigo dentro de um trem. Eu sabia que era trem, mas ele parecia um ônibus por dentro e também por não andar sobre trilhos, mas sim flutuando acima do chão. Ele tinha janelas enormes (que estavam fechadas) e andava incrivelmente rápido. A distancia entre as poltronas era muito pequena e, incrivelmente maravilhada com a visão que apontava do lado de fora enquanto o dia amanhecia (nesse momento andávamos sobre uma ponte imensamente alta), pedi ao casal dos bancos da frente para tirarem a inclinação dos assentos, pois eu estava me sentindo muito apertada. Achei divertido notar que eu estava falando inglês, mesmo que com certa dificuldade e tendo até de fazer mímica com as mãos para explicar melhor o que queria. Eles atenderam meu pedido e seguimos viagem. Nisso chegamos num local incrível, tipo um paraíso de outro planeta. Era um local muito limpo, com construções muito simétricas de mesmo tom e havia muitos carros todos amarelos que levantavam vôos e depois voltavam para o chão. O trem parou em frente uma praça redonda grande com um enorme chafariz no centro e vários bancos ao redor dele. Não havia muitas plantas, apenas algumas poucas árvores. Desci do trem com a turma. Estávamos muito empolgados com o lugar. Dando seqüência a rotatória da praça e seguindo reto na rua que surgia adiante, havia uma praça cujo letreiro grande numa construção de fundo dizia ‘Praça Colombo’ e abaixo outra escrita com o nome do edifício que não lembro qual era. A rua era bastante larga e tinha dos dois lados pequenos chafarizes próximos do chão que espirravam água amarela para cima. Tantas coisas amarelas me fascinavam e me perguntava por que alguém havia escolhido aquela cor para dar destaque em tudo. Era um lugar paradisíaco e nesse momento eu tive uma preocupação, precisava anotar o sonho. Daí eu me vi dormindo numa cama de casal entre lençóis de seda (nada a ver com minha caminha de solteiro) de uma casa elegante e enorme, dessas que é possível se perder dentro delas. Estava de dia e eu podia escutar minha filha (no sonho eu sabia que tinha uma filha) tocando piano no quarto dela junto com o irmão e um primo. Eu queria continuar o sonho anotando o mesmo enquanto dormia como se fosse uma sonâmbula, pois tinha certeza de que ia fazer uma excursão longa e incrível. Fiz a difícil tentativa. Comecei a escrever e voltei para o lugar do sonho tornando a dormir, ou seja, me vi no local do sonho escrevendo os pontos principais do mesmo com uma caneta amarela (fora do sonho ela não era amarela). Quis conferir se fora do sonho eu estava escrevendo também, mas quando retornei em mim mesma dormindo, notei que não tinha força suficiente para escrever fora e dentro do sonho ao mesmo tempo, ou seja, eu estava escrevendo apenas dentro dele. No meio da peleja acabei acordando de verdade. O que pode ser esse sonho tão diferente além de legal e tolo ao mesmo tempo?
Conflito é singularmente é uma bipolaridade, biotensão entre duas polaridades. Como já lhe disse o sonho é um mecanismo psíquico em que ele atualiza regulando as funções do organismo, em todas as naturezas, bio-psiquico ou bio-físico-quimico, ou mental, emocional e psicomotor.
O dia de vida pode parecer banal, mas você está se equilibrando em cima de um planeta que gira a uma velocidade de aproximadamente 30 km/segundo, 1800 km/minuto, 108.000 km/hora. Só para manter-se em equilíbrio o corpo faz um exercício excepcional de atualização de movimento, distensões, tensões, relaxamento. Se quiser fazer um exercício simples para verificar isso, fique em pé e feche os olhos e mantenha-se assim por alguns minutos e perceberás as atualizações de equilíbrio corporal.
À noite, em repouso, o trabalho de atualização se mantém. O corpo entre em baixa atividade, frequência, ritmos e inicia-se o processo de regulação dos comando cerebrais e psíquicos, e o os sonhos também funcionam para esta atualização.
Vejamos: O Trem é composição que anda no limite dos trilhos, em suspensão é paradoxo. Considere a representação simbólica, já que na realidade o domínio dos campos eletromagnéticos já nos permite considerar a elevação, suspensão do trem; Janelas grandes mas Fechadas; dificuldade de fala verbalização em inglês; Sonhar, abandono, e escrever, registrar realidade;  O que eu percebo são esses extremos. E o corpo no meio regulando o nível de tensão de acordo com a realidade que se lhe apresenta.
“O trem parou em frente uma praça redonda grande com um enorme chafariz no centro”.
            “Trem dos sonhos é a imagem da vida coletiva, da vida social, do destino que nos carregam, evoca o veículo da evolução que dificilmente tomamos na direção certa ou errada, ou que perdemos; simboliza uma evolução psíquica, uma tomada de consciência que prepara a uma nova vida”
Praça Redonda - A imagem é arquetípica e utilizada para realizar a restauração do equilíbrio psíquico, ordenação, reconfiguração ou mantê-la quando já existe. É uma representação Mandálica. A mandala é uma imagem do mundo, de ordenação do mundo, uma configuração espacial, representação e atualização das potencias divinas. É uma imagem psicagógica, o termo é grego e designa o guia da alma pelo melhor caminho. A mandala é também uma imagem Sintética e dinamogênica, que representa e tende a superar as oposições do múltiplo e do uno, do decomposto e do integrado, do diferenciado e do indiferenciado, do exterior e do interior, do difuso e do concentrado, do visível aparente ao invisível real, do espaço-temporal ao intemporal e extra espacial.
O amarelo é ctoniano, energia, solar  emerge do negro, rompe o espaço está no centro o universo, é cor do imperador e da iluminação.
Observe este sonhos eu apresento dois caminhos:
·         Entrada pela vertendo do símbolo;
·         Entrada pela repetição dos símbolos como mensagem.
O significado dos símbolos reforça o conceito de leitura da mensagem.  Quando se pensa que os sonhos podem apresentar dificuldades em sua elucidação, eu percebo que a intenção do inconsciente é uma busca permanente para se fazer entender, seja através do símbolos ou seja através da mensagem subjacente e intrínseca de ocorrências dos fatos, repetições. Existe uma mensagem intrínseca que supera o significado dos símbolos. Os símbolos podem servir para reforçar a leitura da mensagem, como referência de que a leitura não esta equivocada. 
                                               OK?  BYE.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PATER NOSTRO

  

CH32
Essa noite sonhei com meu pai e tenho nítida certeza disso, mas não lembro do sonho em si. Entretanto, lembrar dele e pensar no sonho anterior aqui relatado, fez-me refletir o seguinte: minha parte animus enquanto inconscientemente uma projeção advinda da figura paterna, mantem-se presa as características que achava do meu pai (mesmo que só agora esteja me conscientizando a assumindo isso a mim mesma): alguém sensível, carente, indefeso,calado (por se julgar incompreendido), submisso (e consequentemente um tanto covarde), cheio de autopiedade, se sentindo constantemente desgastado e sem forças quando era impelido a se defender. é util tentar reavaliar o lado paterno que em mim ficou? isso me ajudaria a fortalecer-me para não ter essas caracteristicas negativas citadas acima? como de fato conseguir dar equilibrio e estabilidade a minha personalidade?
Vamos  refletir, a imagem abaixo é apenas para mostrar a ponta do iceberg da complexidade do tema. Você tem origem em:



Ou seja, seu conteúdo masculino arquetípico é constituído da dominância do masculino de Pai e do conteúdo masculino contido na origem materna.
Na união as dominâncias herdadas se revelam e redefinem o novo sujeito na constituição biológica, mas na dimensão psíquica esses conteúdos iniciam um movimento de integração que pode durar todo o processo de  maturação ao longo das etapas de desenvolvimento do individuo e dependendo da forma como lida consigo mesmo ele poderá não conseguir essa primeira fase de integração, e consequentemente não atingirá a segunda etapa que é a integração de masculino e feminino num momento único de unificação dos opostos.
O Pai é Símbolo da geração, da posse, da dominação, do valor, da autoridade. Neste sentido é pode representar uma figura inibidora; castradora. Como representação de autoridade pode simbolizar o Chefe, Patrão, Mestre, Deus. Como pai pode representar  a dominância superior que produz  dependência, subjuga, limita, priva, comanda, determina. Ele é a consciência lógica, racional, diante das pulsões instintivas e dos desejos manifestos do inconsciente. É a tradição conservadora, diante da impermanência.
A formação do animus tem origem arquetípica mas recebe intervenções do cenário de formação e desenvolvimento do individuo que pode ser determinação na configuração do arquétipo. Alem disso conteúdos incorporados autônomos podem se revestir e se mascarar de representações simbólicas e imagens. Intervindo na consciência, transvestido como conteúdo arquetípico sem sê-lo.
é util tentar reavaliar o lado paterno que em mim ficou? isso me ajudaria a fortalecer-me para não ter essas caracteristicas negativas citadas acima? como de fato conseguir dar equilibrio e estabilidade a minha personalidade?
 È mais do que útil, é essencial. Você não é apenas filha de uma mãe mas também de um pai. Ele é parte de sua constituição e de sua gênese. Independente do que ele representou como pai, como homem, como indivíduo, ele está definitivamente na sua constituição e nos enigmas que terás que solucionar no seu processo de maturação. Não há como negar a força de sua representação em sua vida. Você o repetirá, e terá que superar o que ele não superou ou então pagará o preço repetindo-o. Você trabalhará na identificação dele em você, dele contido em ti, e a partir do que identificar romper o que ele não superou e incorporar os aspectos positivos de sua natureza.


No livro "Viva Eu Viva Tu, Viva o Rabo do Tatu" Roberto Freire nos brinda com uma pérola escrita por um jovem poeta, à época com 18 anos e estudante de psicologia - David Calderoni -1976 :

 "hoje encontrei com meu pai
E dói pensar
O quanto ainda sou filho.
É preciso matar meu pai
Teu, nossos pais.
Mas sobretudo é preciso
Sabê-los morrer
Para não cometer suicídio."

 ...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

TERRA E FOGO


“Tive um sonho muito estranho essa noite e gostaria de uma opinião. Primeiro eu estava numa espécie de shopping subindo escadas rolantes, mas estas não tinham degraus, de forma que para subir era preciso posicionar-se na esteira como se fosse engatinhar. Tinha uns bandidos querendo me dar um golpe, mas parece que um deles queria me ajudar. Não lembro ao certo, mas troquei alguns anéis com esse bom rapaz que fingia de mal no meio dos demais. Dei três anéis muito bonitos de bijuteria, mas que pareciam jóias, para ele e recebi um que realmente era uma jóia. Não sei por que ele me ajudou, mas agiu como se houvesse ficado apaixonado por mim. Depois eu estava andando com algumas amigas conhecidas apenas dentro do sonho e saímos por uma rua cheia de mercados até que paramos na porta de um estabelecimento. Fiquei a conversar com a dona atendente do local e relatei a ela minhas dificuldades de relacionamento e vivencia social. Ela confessou que tinha ou já tivera o mesmo problema que eu. Quis conversar mais com ela, porém nisso chegou fregueses e ela adentrou para o estabelecimento. As amigas que me acompanhavam saíram para dar uma olhada nas lojas ali perto e uma delas disse que eu podia ficar tranqüila, pois elas iam esperar-me. Adentrei no estabelecimento também e verifiquei que era uma espécie de boteco. Ao fundo deste havia um corredor coberto de palhas e sobre estas haviam círculos de terra rodeados com pedrinhas e no interior de cada circulo uma vela branca normal queimando. Havia uma mulher que estava acendendo sua vela no exato momento. Nisso a dona do local pegou alguns dados meus e me trouxe uma caixa dizendo que era um telefone brinde. Não queria aquilo, mas como era brinde fiquei sem jeito de recusar. Abri a caixa um pouco contrariada e dentro havia uma espécie de caderno cuja capa tinha um maquinário muito diferente. Dei uma folheada no caderno e havia varias escritas rascunhadas donde identifiquei a letra de minha irmã. Não entendi o que era aquilo, mas fiquei quieta, pois estava mais interessada de saber sobre as velas. Quando a dona do local retornou para conversar comigo e fui perguntar a ela o que eram aquelas velas, eis que minha mãe me acordou. O que tudo isso pode significar?”


Para fazer a leitura de um sonho a primeira coisa que conta é a comunicação de inconsciente para inconsciente, como não a temos te darei sinais para que o seu inconsciente possa saber que estamos abrindo um canal de comunicação assim ele poderá através de outros sonhos lhe dar o rumo do ele que quer comunicar. Em, segundo lugar não possuo dados que são importantes na sua dinâmica de vida, como: Sua idade, o que você faz, sua relação com sua irmã e o que ela representa. Portanto, considere apenas como uma leitura de sinais que poderão acionar sonhos seqüência que poderão esclarecer a dinâmica daquilo que o inconsciente quer lhe comunicar. Em sua narrativa você não faz nenhuma referência a sentimento e emoções. Você era apenas uma observadora sem sensações? Possivelmente você estava como sujeito na ação. Se não relatou pela inexistência é problema se não, considere suas reações pois são referencias de suas possibilidades de resposta às exigência da vida.
1º - O sonho é um sonho pessoal mesmo que tenha conteúdos arquetípicos de inconsciente coletivo: Fogo, Mandalas de Terra, Animus.
2º - Para lhe facilitar tentarei em princípio pontuar o sonho. Sigamos a seqüência:
2.1 - Subindo escadas rolantes, sem degraus e engatinhando. Existe um propósito de mudar de nível, subir em escala. O inconsciente te confronta retirando degraus e obrigando-a a subir de engatinhar (existe o engatinhar de quatro, como qualquer bebe faz ou o de arrastro, onde o bebe sentado no chão com o tronco ereto se arrasta). Há evidências de regressão para acender ou talvez você se sinta obrigada a se humilhar para subir. Neste aspecto não há como o definir subida já que pode ser: subir de padrão social, de nível econômico, de estado de consciência, etc. Mas o inconsciente pode estar realçando que você Esta precisando ser mais humilde para Avançar para o andar de cima OU está se submetendo à condições que a fazem regredir para conseguir atingir seus objetivos. Possivelmente, sua alto-estima está em processo de instabilidade. O que pode ser evidência de uma necessidade de crescer e uma recusa em assumir atitudes de adulta (repetindo padrões infantis). Há conflito.
Neste aspecto a imagem do sonho evidência a existência de um problema. Uma mudança de andar num Shopping, coisa fácil, onde basta que subamos na escada que se eleva mecanicamente, se torna uma ação dificultada e até impeditiva. O fácil se torna difícil. Sua caminhada está sendo dificultada, possivelmente porque você mesma está se boicotando, ou porque você está se utilizando de mecanismos antigos que já não funcionam no seu cenário atual.
2.2- Tinham bandidos ameaçando e um ajudando. Você novamente diante da ambivalência: Figura masculina que ameaça e que protege. AMEAÇA, PERIGO, CONFORTO, APOIO.
2.3- Dei três anéis muito bonitos de bijuteria, mas que pareciam jóias, para ele e recebi um que realmente era uma jóia. Você subestima os Homens? Dá em quantidade o que nada vale para receber em troca o valioso? Pode ser que você funcione inflamando a sua função sedutora. Em geral o sedutor tende a subestimar o outro. Mas cuidado os níveis de sedução quando muito elevados podem nos colocar em perigos e ameaças. Há ameaças que exigem atenção para que não caiamos em armadilhas. E suas relações de partilha? Você dá no nível em que recebe, ou dá de menos para receber mais. Muitas vezes o individualismo pode nos remeter ao egocentrismo. Pessoas ego centradas sempre encontram justificativas para suas atitudes e custam a entender a lei da vida que é à base da troca. Os caminhos podem ser impedidos ou boicotados porque estamos querendo receber mais do que somos capazes de dar, o que torna a subida muito mais difícil.
2.4- Não sei por que ele me ajudou, mas agiu como se houvesse ficado apaixonado por mim. Esse rapaz que finge ser mau entre os maus, mas que vc percebeu como bom, que recebe Biju, dá Jóia e que se mostra apaixonado dá a dimensão de uma mistura geral no seu caldeirão. O perigo de subestimar uma figura (masculina ou feminina) na vida real pode nós levar a subestimar conteúdos pessoas relacionados à nossa origem. Somos originados de pai e mãe, (masculino e feminino) e carregamos esses conteúdos na nossa vida. Quando nos formamos a gênese fez a primeira união das naturezas opostos e depois de nascidos nos resta avançar nessa unificação dessas naturezas. Se é verdade que você subestima o masculino externamente, a atitude é projetiva e isso pode ser decorrência de você lidar mau com os seus conteúdos masculinos internos. Neste caso você precisa olhar com novo olhar o seu principio masculino o seu princípio de realidade, e aprender a lidar melhor com a sua natureza masculina. A paixão do moço bom é sinal de que o seu lado masculino busca se integrar à sua natureza feminina.
2.5 - ...e relatei a ela minhas dificuldades de relacionamento – essas dificuldade de relacionamento podem estar relacionadas à sua dificuldade de conciliar suas naturezas opostas. E quando as dificuldades ocorrem na realidade, não deixam de ser manifestações projetadas das suas dificuldades internas e pessoais. Antes de aprender a conviver com os outros e necessário aprender a conviver com nossas próprias diferenças. Quando aprendemos a ser tolerantes com nossas questões internas nos tornamos mais tolerantes com o “outro”.
2.6- um corredor coberto de palhas e sobre estas haviam círculos de terra rodeados com pedrinhas e no interior de cada circulo uma vela branca normal queimando... um telefone brinde.
O telefone é o que é: Comunicação, se o seu inconsciente lhe dá um aparelho de telefone, ele esta lhe dando um instrumento para comunicação. Ele diz que você precisa DE NOVO INSTRUMENTO PARA SE RELACIONAR, que seus meios de comunicação estão precários. Não sei se ele diz entre ele e você, você não esta se considerando, não está considerando os caminhos que ele te indica, os sinais que ele lhe envia ou se você esta se comunicando mal com o mundo. Eu prefiro considerar as duas possibilidades. Sua comunicação com o mundo precisa ser aprimorada e você precisa se escutar mais, não relevar os sinais internos.
Quanto aos círculos mandálicos me chamam a atenção que sejam de Terra, principio de realidade, mesmo que seja um principio de origem materna... Mãe Terra. Não sei quantos apareceram, o número seria importante. As mandalas podem aparecer para compensar as situações ameaçadoras ou de desordem psiquica. Possibilidades evidenciam uma necessidade de ficar mais ao chão, mais a terra, a necessidade de equilíbrio entre o elemento Fogo no centrum e a Terra. A existência de uma mulher forte e que trabalha a favor do seu equilíbrio, sua origem pode designar força interior para uma ação como Guia. Se você tiver mais de 27 anos pode designar mudança de centro de poder arquetípico na psiquê. Pode ser importante como dinâmica interna e uma referencia pessoal o que reforça o sinal de que você precisa se escutar mais, ouvir mais o que vem de dentro de você.
VELA- uma vela acesa num circulo de terra sob um piso de palha. A base de palha é preocupante porque é sinal de risco, palha pega fogo facilmente. A horizontalidade que é o circulo de terra e a verticalidade que é a vela. Dois planos. A vela é constituída de cera, pavio (eixo), Fogo, Ar, fixada à Terra e constituindo a chama que arde. A chama pode ser forte mas pode ser frágil ou instável (um sopro pode apagar a vida), portanto precisa ser protegida como símbolo do SELF. Em síntese: Se proteja, proteja seu espírito, sua alma, as armadilhas podem ser muitas e a vida é curta, não se perca, não se esqueça, não perca a referencia do seu coração.
CAIXA – representa o inconsciente, símbolo feminino e materno. A caixa guarda segredos, protege o precioso, o frágil, ou esconde o ameaçador. Um sinal em evidencia, você segura a caixa, mas a vela rouba sua atenção. Se você for extrovertida, você precisa compensar focando mais sua atenção no interno, aproveitar a sua natureza expansiva para fortalecer seus propósitos, mas focar o interior para superar suas dificuldades de eixo pessoal. Se você for introvertida seu foco no exterior pode aparecer como forma de compensar estados de inferioridade aí se torna necessário investir no foco interior para fortalecer sua harmonia pessoal. Ficar mais centrada e com a consciência mais focada. Perdoe-me os limites da situação e BOA SORTE!