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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

LEMBRANÇAS PICADAS





Tenho várias lembranças picadas de sonhos.

TRAVESSIA

Inicialmente lembro de nadar em várias piscinas conjugadas até que tive a sensação de ter atravessado todo o continente e saído noutro local bem diferente. Lá várias pessoas pareciam me conhecer e abraçavam-me com bastante afeto.

O esforço pessoal está evidenciado. Há Determinação, envolvimento e dedicação. Há mudança de cenários e pessoas, há o afeto que surge, agregamento e melhor aceitação.

O seu esforço pessoal determina o afeto que podes receber. Você supera a resistência da água, mas está dentro do seu elemento, ainda não é terra firme mas você já sabe nadar e romper distâncias, superar dificuldades. Mas pode ainda haver severidade esforço descomunal para conquistar o afeto dos outros.

Ψ


BANANACABEIRA OU JABUTICABANA

Também lembro de sonhar que colhia uma banana numa jabuticabeira. Será que algo em mim está inadequado?

Não necessariamente. Às vezes as frutas é que não são do jeito que lhe agrada, ou que gostaria ter criado e não lhe satisfazem a expectativa.

Há muita insatisfação? Seu nível de expectativa e elevado? Seu grau de severidade e de exigência impendem a satisfação? Você é insaciável?

A presença da bana pode ser indicativo de necessidade de potássio em sua constituição, portanto, em sua alimentação.

Estranhamente enquanto a jabuticaba pode travar a eliminação de resíduos, a banana pode favorecer. Há problema intestinal?

Talvez haja a necessidade de avaliar a alimentação para fazer troca de alimentos, de uns por outros. Avalie.

Ou será que sua percepção está alterada, vendo o que não existe?

Ψ

sábado, 1 de maio de 2010

O GRAN CANYON E O BREJO

Aquarela de Antoine de Saint-Exupéry
do livro "O Pequeno Principe"
CH57


“O amadurecer parece mais difícil do que imaginava a princípio.
 Essa noite sonhei que estava num local que identifiquei como cânion, mas ele era diferente, pois ao invés de ter pedras rochosas, todo o terreno era de barro. A parte baixa formava um brejal com valas fundas donde havia extensa e natural plantação de um bananal, mas era uma espécie de banana cujo pé não crescia muito e cujas folhas reluziam como se tivesse uma camada de verniz. Embora fosse um local turístico famoso, eu não gostei do mesmo e pensei comigo que se o terreno fosse meu, mandaria um trator acertar todo o solo e depois mandava replantar as bananeiras. Achei perigoso a permanência das pessoas naquele local. Alguém comentou comigo que só era possível estar ali na época da seca, pois somente em tal época a terra ficava compacta e sólida permitindo a caminhada naquela parte superior. Quando voltei para o hotel havia um beija-flor perto da porta do quarto e ele pousou na minha mão. Quis tirar uma foto dele e o levei para dentro do quarto, mas quando fui tirar a foto ele se transformou em um gato e então reparei que havia uma ninhada de gatinhos dentro de uma caixa bem ali perto. Encantada tirei várias fotos deles.

Outra vez volto a sonhar com bananeiras e gatos, essa repetição é sinal de que ainda não estabeleci progressos?”

A coisa parece mas não é tão simples. Vivemos em um universo em dinâmica de expansão, mas que sofre uma força da retração. Evoluímos enquanto forças em sentido contrário atuam e intervêm nessa expansão, ou regredimos enquanto forças atuam nos empurrando para a expansão, para o futuro. E nós? Bem... seguimos tentando escapar enquanto vivos, mantendo a saúde mental, para não sermos devastados ou devorados pelo devorador de almas: o tempo.

No sonho anterior abordamos a natureza da transição e do espaço e agora surge o beija-flor se metamorfoseado em gato. Nos sonhos os pássaros surgem como símbolos da personalidade do sonhador. Neste caso vemos uma representação de sua ambivalência como beija-flor e ninho de gatos. O pássaro mediador entre o céu e a terra, frágil, que paira no ar como quem resiste à força gravidade (lembra o sonho anterior?), mas que se metamorfoseia no gato animal tinhoso, seu preferido, dissimulado, egoísta do tipo que mantém relações por oportunismo, ainda que sejam ternos, mansos e escorregadios.

O gato é um predador. É felino. Não é um tigre, mas tem suas qualidades como caçador de primeira grandeza. No budismo o gato é aquele que não se comoveu com a morte do Buda (falta de afeto ou sabedoria de não envolvimento?). Na Cabala como no budismo é associado à serpente é indica o pecado, o abuso dos bens neste mundo.

“O Buda faz da Bananeira o símbolo da fragilidade, da instabilidade das coisas e que não merecem por conta disso absorver o interesse... “as construções mentais assemelham-se a uma bananeira”. É o símbolo da impermanência e da imprevisibilidade da vida.” Trecho de leitura anterior.

Se os abismos representam estados da existência sem forma definidas, o fundo sem fundo, lado das sombras, evocando o inconsciente, para Jung ele surge como uma indicação de uma natureza interior a ser explorada, para ser iluminada e conhecida. Uma aventura de libertação da alma para afastá-la de seus fantasmas, de suas sombras.

Nada mais natural que sua natureza seja de barro, de onde surgimos moldados do barro das origens divinas. Dei-lhe essas referências para que possa entender minha percepção:

Se este cânion é representação de seu inconsciente sua ação é uma tentativa de reconfigurá-lo,

“se o terreno fosse meu, mandaria um trator acertar todo o solo e depois mandava replantar as bananeiras.”

Eis a mão humana cumprindo o seu dever, realizando o que veio realizar, aprimorar aquilo que é aprimorável, mudar o moldável, iluminar as sombras, plantar para colher o frutificado.

Há bom senso na indicação de cautela com o terreno. É necessário cautela ao investigar, ao explorar, ao descobrir o desconhecido. Quando o solo não é firme, anda-se sobre terreno pantanoso, brejo, perigo, inconsistência, instabilidade. O terreno seco e firme é sólido e seguro. Se você em sonho andava em terreno sólido e seco e compacto a indicação é de que o caminho é um bom caminho de investigação. No fundo desconhecido a necessária cautela, no nível superior o terreno compacto de acesso aos níveis mais inacessíveis.

E aí, na volta o encontro com o beija flor e sua metamorfose em gato. Mas ele pousa na sua mão. Teu espírito tua alma pousa na tua mão, seu sopro de vida. De imediato, pensei na metamorfose, mas há um detalhe: O espírito a gente não fotografa, é inacessível ao registro posto que sutil, fugidio e sopro divino. Nem sua esperteza de querer fotografar foi tão veloz, já que consegue apenas registrar-se no espelho da lente transparente. Você sem o saber mergulha numa viagem às profundezas de sua alma, numa jornada Mítica e espiritual.

Lidar com o sagrado é assim, enquanto somos puxados para o acesso imediato na superficialidade e da materialidade, somos como que obnublados  da dimensão sagrada que vivemos e não conseguimos detectar as placas indicativas de nossa existência excepcional. Somos como prisioneiros de nossas ilusões e do que vemos fora de nós, e ficamos extasiados vendo afogados em êxtase girando ao redor de seus umbigos adornados de Ouro e riquezas, e deixamos de "ver" o essencial.
Bem o disse

 Antoine Exupéry em “O Pequeno Príncipe”:

“-Adeus – disse a raposa-
Eis o meu segredo.
É muito simples:
só se vê bem com o coração.
O essencial é invisível aos olhos.”

Eu acrescento:

O essencial é visível ao Olhar. Mas precisamos buscar esse essencial e direcionar o Olhar.

E aí?... Será que não estabeleceu progressos?

Bye.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CORNUCÓPIA II




   
CH52 - leitura

Como já disse, o cachorro é o guia dos homens após a morte, psicopompo, guia dos que “não enxergam”, e aparece no sonho como uma solução alternativa para os que estão perdidos, mesmo que a escolha pareça ruim, levar o desconhecido para casa da namorada ao invés de deixá-lo seguir seu caminho, trazê-lo para dentro do caminho pessoal, ao invés de dizer não à interpelação, levá-lo para a intimidade agregando o desconhecido perdido. Arriscar-se por ingenuidade? Independente do dono ser “cego”, um está perdido e o outro não sabe onde ou se guia como “cego”.
Você transformar o cachorro no cunhado é como perceber seu cunhado como cachorro, não no sentido ou de forma pejorativa mas como o elemento submisso ao domínio do outro, de um dono.,e ele lhe arrumar um emprego é como compensar (possivelmente) sua visão crítica sobre o outro dando-lhe importância e relevância no encaminhamento de sua vida. A compensação amortece sua criticidade ou julgamento do outro te colocando na condição similar de desempregada subjugada. Não fixe o olhar critico da condição alheia sem olhar sua realidade, seu aleijão. O “emprego autônomo” é essa conquista da individualidade, da autonomia, superando o estado de submissão.
 “O assunto minguou e retirei-me indo até o espelho”. Singular, não! Ao se olhar no espelho você será capaz de se identificar como quem precisa superar o nível do cão, fiel mas submisso. Mas seus olhos estão cheios de remela:

VOCÊ NÃO ENXERGA E NÃO SE VÊ.

 Se percebe no meio do caos, sob controle, mas... no caos, e permanece na ambivalência. entre as necessidades pessoais de amadurecimento e o equivoco de avançar na linha de manutenção de uma imagem vendida para o outro, no moelito mediano da sociedade marketeira. Com vergonha não resolve o seu problema, lavar o rosto, mas disfarça, dissimula, se esconde bebendo a água da lavação, louvação.
“nem se preocupavam mantendo uma tranqüilidade quase mórbida como se estivessem acostumadas a situações conturbadas.” Fico pensando se isso é exatamente o que você faz.
Ao olhar para o lado, a jovem que me dera o copo estava aos beijos com um menino que teria idade para ser seu filho. Estranhei aquilo por causa da diferença de idade, mas o ambiente estava tão tranqüilo que me portei como as demais pessoas, ou seja, sem reparar a cena como uma anormalidade. ... (vale notar que meu foco foi o olhar por conta do problema dos meus próprios olhos) e, tinha um semblante de conquistador convencido.

Aqui fica mais evidente sua criticidade e seus pré conceitos, com a diferença de idade, com as escolhas do outro, e a justificativa de olhar para o outro apenas por conta de suas dificuldades. Essa “normalidade” “normal idade” “idade normal” adequada para que as coisas aconteçam não existe. Cada um tem o seu tempo e suas escolhas e isso é que precisa ser entendido e superado. Precisamos aceitar as diferenças e não nos esconder nelas. Você precisa trabalha esses conceitos.
O Buda faz da Bananeira o símbolo da fragilidade, da instabilidade das coisas e que não merecem por conta disso absorver o interesse... “as construções mentais assemelham-se a uma bananeira”. É o símbolo da impermanência e da imprevisibilidade da vida. Algumas possibilidades de significado por sair disso:
Somos indivíduos em transição em um universo transitório. Só posso nos conceber como um processo em andamento, uma dinâmica dentro da dinâmica da vida.  Como o umbigo da bananeira prenuncia o desenvolvimento da fruta, o bebedouro, Fonte, renovação, purificação, seu propósito original se transforma ou dá origem ao surgimento da fruta, regenera-se e aflora como fruta. À medida que suas mudanças pessoais mudarem o foco e sua vida “do outro” para si você se reconstrói, regenera-se, superará a cegueira causada pelos miasmas em forma de remela (escória) e deixara aflorar em você o nascimento do fruto carnudo, a cornucópia da vida. Mas não se esqueça:

    É preciso deixar de ser cão para se tornar banana,
melhor,
 amadurecer para  frutar

sf (lat cornucopia) 1 Vaso, em forma de corno, cheio de flores e frutos, e que antigamente era o símbolo mitológico da fortuna ou abundância e hoje simboliza a agricultura e o comércio; corno da abundância, corno de Amaltéia. 2 Qualquer fonte de riqueza ou felicidade. 3 Bot Planta solanácea (Datura cornucopia).

Adendo: Como suas atitudes vem sendo transformadas, sua relação com a natureza os seus fenomenos corporais caminha para se tornar mais harmoniosa. A mudançade seu "Pãnico" modifica o cenário do seu terror, a perda de controle, do medo da morte, da necessidade de acordar. Já que você vem aos poucos acordando de seu sono profundo de pouca consciência.

  Bye.