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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MULHER JOVEM, PROCURA




Eu cuidava de um bebê, mas ao mesmo tempo em que era um bebê humano, era também um bebê gato. Achei legal a maneira como lidava com aquilo, eu o ninava e o mimava como se fosse uma mãe e já tivesse prática para tal. Acabei dormindo com ele nos braços e quando acordei estava noutro ambiente.

Levantei e notei estar no meio de uma turma de estudantes. Por certo devo ter tomado banho, mas minha recordação maior é de tirar a toalha dos cabelos molhados e penteá-los. Eu estava junto de duas jovens e uma delas se ofereceu para cuidar dos meus cabelos quando houvesse uma oportunidade, e eu aceitei. Por gostar muito da atividade de cabeleireira, ela já se oferecera para fazer isso na outra jovem, mas esta não quisera. Ao terminar de pentear os cabelos disse-lhes que tinha de ir tomar o café da manha, pois eu já estava um tanto atrasada e quase todas já o haviam tomado.

Não lembro de comer em si, mas lembro de ter ido em seguida para uma sala de aula de canto. Nisso entrou um professor de antropologia que me deu aula na universidade (em 2002). Lembrando que naquela semana eu tinha aula de estatística ao invés de canto, saí do ambiente enquanto o professor dava algum recado que nem fiz questão de escutar. Já estava chegando na outra sala quando escutei o professor falar meu nome pela segunda ou terceira vez. Pensei que ele estava me usando como exemplo, querendo saber onde eu fora ou então me procurando para conversar algo. Como eu já estava atrasada para a aula de estatística, a principio não importei-me, mas num segundo momento, ao olhar para trás e verificar que o professor estava com todo o grupo fora da sala, resolvi ver o que queriam comigo ou o quê falavam de mim. Estavam indo fazer uma visita numa comunidade indígena e eu estava convidada para ir se quisesse. Não tive dúvidas de que queria ir, mesmo que fosse ficar com falta na aula de estatística. Preocupada com as faltas, que por certo deveriam ser muitas, comentei que eu sempre esquecia que tinha aula de estatística ao invés de canto, pois para mim cantar era muito mais agradável do que fazer cálculos. Entramos numa espécie de elevador, mas o mesmo era feito de tubos (canos) plásticos e não havia fundo. Ele era fino (pequeno) de modo que precisávamos escalar nele para cabermos. Ajeitei-me e sem nenhum medo, como se já estivesse acostumada aquele aparelho incomum, começamos a subir.

Num momento da subida o elevador foi enfraquecendo até quase parar e alguém comentou que ele não ia suportar o peso. Outro alguém lhe respondeu que era daquele jeito mesmo (eu já sabia disso) e logo depois o elevador deu um baque (era como se ele houvesse parado para se energizar) e continuou subindo. Pouco depois as paredes laterais sumiram e começamos a subir no meio do nada. Estávamos infinitamente longe da terra.

Interessante que eu continuava não sentindo medo, o problema foi que meus óculos começaram a cair do rosto com a força do vento. Mesmo tendo de me segurar com apenas uma mão, ajeitei várias vezes os óculos no rosto. Eu queria ficar com os olhos abertos a fim de ver o cenário, mas o vento foi ficando tão forte que precisei fecha-los. Fiz isso e fiquei quieta com a cabeça para os óculos não caírem. Fiquei tanto tempo quieta que quando abri os olhos eu estava numa espécie de balanço sobre terra firme. Nisso meus óculos finalmente caíram e ao tocarem o chão se transformaram em óculos de sol. Mesmo sentada dei um impulso no balanço e peguei os óculos, os quais naquele momento senti serem do meu pai (talvez por parecer com um que ele teve em vida). Fiquei esperando para continuar a subida até que me dei conta de que aquele balanço realmente não era mais o elevador.

Senti-me tola ao perceber que estava sozinha ali. Saindo do balando passei a mão na cabeça e notei que não estava com nenhum lenço (em todo caso eu não estava de lenço antes). Intrigada me perguntei quem teria pego o lenço português (estilo xale) que minha mãe me emprestara. Em compensação eu estava com um colar de penduricalho nas cores vermelho, verde e branco (lembrou-me a bandeira da Itália). Saindo do balanço retirei o colar e fiquei olhando para minhas mãos: de um lado aquele colar diferente que não sabia de onde viera e, na outra, o óculos escuro que também parecia não ser meu.

Passei os olhos pela região e concluí que já estava na comunidade indígena. Antes de explorar o local, caminhei até uma espécie de galpão donde estava tendo uma palestra. Comecei a andar entre eles na intenção de achar alguém. Estava um pouco escuro e sem os óculos eu tinha de me aproximar para tentar enxergar as pessoas melhor, mas ao fazer isso uma mulher tirou seus pertences do banco achando que eu queria sentar. Disse-lhe que não precisava e retirei-me indo mais para frente. A mulher índia tinha o semblante sério, mas não pensei que fosse por minha causa. Aquele por certo era o jeito dela. Entretanto, senti que poderia estava atrapalhando, porém precisava encontrar alguém conhecido e continuei procurando.

Estava nessa procura quando acordei.
*****

Faltam informações sobre suas atitudes afetivas, mas a introdução sonho revela a ausência de defesa e resistência afetiva frente a recém-nascidos, a compensação de sua atitude afetiva defensiva frente a outras pessoas ou o nascimento, a formação, de conteúdos psíquicos, que recebem foco de atenção que canalizam energias afetivas. O acontecimento pode ter influencia decisiva na reconstrução de sua auto estima.

Há também a possibilidade de conteúdos arquetípicos ligados à sua natureza maternal sendo compensados e direcionando a atenção e mobilizando sua disposição para este aspecto decisivo da natureza feminina a maternidade, e/ou sinalização de mudanças orgânicas de ciclos femininos (ovulação, menstruação, período fértil).

Filho de gato, gato é. A transformação pode ser indicativa de atitudes afetivas sendo projetadas em focos que permitam a sua realização como Intento. A maternidade não realizada é compensada no papel de mãe de um gato onde você pode projetar a sua afetividade compensando o sentido original da energia.

Cabelo – manifestação energética, de forças superiores, sentido de fertilidade. Força primitiva, símbolo solar. Representação da força viral, e da alegria de viver, ligada a vontade focada no Triunfo. Correspondem ao elemento Fogo.

“Estava nessa procura quando acordei.”

Quem procura, busca. Quem acha, acorda!

O sonho relata uma característica que vem se repetindo a forma com dissolve sua força em decorrência de não definir seus propósitos. Possivelmente já tenha me manifestado sobre o equivoco que há entre aqueles que acreditam que deixando se levar encontram a forma segura de aceitar os desígnios da vida.

Poucos podem desta forma obter resultados satisfatórios, a maioria se perde num mar de ilusões e de dispersão.

Em sonho anterior escrevi sobre o caminho entre a Ação e a Não-Ação. Quando nos deixamos levar pelas ondas do mar do inconsciente podemos dar num porto seguro tanto quanto dar num quebra mar rochoso, numa praia paradisíaca ou num mar de lugar nenhum. A Não-Ação é tão fundamental quanto a Ação. É fundamental se situar no seu cenário de vida, bem observá-lo para saber a hora em que se deve agir, atuar, e a hora em que se deve se deixar levar.

O sujeito que apenas age, acredita na presunção de um poder que não possui. O sujeito que apenas se deixa levar, se entrega ao sabor das ondas sem saber onde pode parar.

O inconsciente anseia evolução e para isso necessita da consciência que ajuda a construir e de onde espera ajuda para se ordenar. Necessita rumo ainda que possa se referendar em princípios resultantes de conteúdos arquetípicos que espelhem o conhecimento das gerações ancestrais que o norteiam.

Quando o sujeito se deixa apenas ser levado se entrega ao sabor de uma noção sem rumo, sem norte que precisa se referendar nos limites de uma realidade que funciona como Porto Seguro.

Você tem uma leve (ou profunda?) tendência de se deixar levar. Abre mão de referências lógicas, racionais, em nome do prazer ou de sensações que lhe servem de guia para se conduzir.

A intuição é um poder magnífico que quando bem utilizado nos permite caminhos seguros e acertados. Mas para se guiar pela intuição é fundamental se “Ouvir” e... Refletir, avaliar, diagnosticar, escolher. Quando mal utilizada por desconhecimento do mecanismo, ela pode se tornar uma armadilha conduzida por conteúdos que atuam para paralisar, travar e boicotar o sujeito.

Você se deixa conduzir, se entrega em mãos de aprendizes, justificada na bondade ou por oportunismo, conforto ou simplismo.

Sua Força Vital possui uma dona, uma Rainha: Você. Nada pode justificar a conduta de se entregar ao destino acreditando na magia de ser protegida ou guiada para um paraíso. É preciso trabalho duro. Montar o lombo do cavalo selvagem e domá-lo. Assim podemos nos comprometer com a vida que nos foi dada, ou que conquistamos.

Os óculos são instrumentos de ampliação da visão, consciência ampliada, ou descanso – óculos de sol-.

A tribo indígena pode ser a referência à postura dos guerreiros que sobrevivem em território ameaçador, indicação de força primitiva e ancestral.

Encontrar suas mãos no sonho é um acontecimento especial, mas isso fica para outra oportunidade.

Ψ

domingo, 15 de agosto de 2010

FACE E CABELOS




Carla145


Por fim, num quinto sonho, eu estava num quarto estilo de bebê. Ele era pequeno, havia duas camas de solteiro e no meio delas um berço. Tudo estava enfeitado com temas infantis e haviam muitos brinquedos. Várias crianças brincavam surpresas e felizes naquele ambiente como se fosse a primeira vez que estivessem entrando no quarto. Enquanto isso eu estava tendo meus cabelos penteados, mas não estava gostando, pois quem remexia neles parecia não ter delicadeza suficiente. Haviam mais duas pessoas cujos cabelos estavam sendo tratados. Uma delas estava tendo o cabelo escovado e outra tinha o cabelo sobre uma mesa donde passam nele um rolo metálico chamado Skin Cooler, um acessório de beleza que em verdade é usado no rosto, pois fecha os poros e clareia as olheiras. Eu não tenho esse instrumento, mas achei muito interessante sonhar com isso, pois desde alguns dias que venho tratando melhor do meu rosto e colocando rodelas de pepino geladas sobre os olhos. Eu já vira esse acessório ser utilizado em canais de novela, mas não sabia nada sobre ele. Pesquisei e descobri que o mesmo é guardado no congelador e tirado apenas na hora de ser deslizado no rosto, pois a superfície gelada faz os vasos sob a pele se contraírem. No sonho o rolo era passado sobre um enorme cabelo liso e volumoso e eu não via a hora de receber aquele tratamento específico.

O que me diz de tais sonhos? Você disse que eu poderia dar nome para facilitar a identificação dos personagens internos, mas como diferenciar os arquétipos dos personagens que apenas apresentam traços arquetípicos?

A psyquê utiliza o que acontece em nosso dia a dia para se articular na sua dinâmica de atualização. Um dado que salta ao olhar é a proximidade daquilo que acontece no dia com o que acontece no sonho. Este fato para mim sinaliza uma proximidade de tempo e de intenções e é claro que evidência o quê antecede o quê. Se a intenção do Incs. Antecede a consciência a direciona em sua ação.

Vejamos: a sua atitude premente é a de cuidar do seu rosto. Você promove a ação. Mas sonha sobre o tema que focaliza o cabelo. Bem... Não sabemos s o que antecede a ação de cuidado, se o filtro da pulsão de Incs. Ou se a necessidade do ego. O sonho precede sua ação na realidade ou ele apenas reforça a mobilização de sua conduta?

Eu lhe digo:

O Incs. mobiliza seus cuidados pessoais e o sonho lhe indica a importância de ficar atenta a este cuidado. Precisaria investigar sua atitudes mas parece-me que se você cuida da pele do seu rosto é necessária saber porque realiza este cuidado e se está cuidando da coisa certa.

Você Pinta, tinge, seus cabelos?

Seus cabelos são secos ou oleosos?

Qual tipo de química você utiliza para cuidar dos seus cabelos?

Estes produtos podem esta produzindo alguma reação na sua pele facial?

Possivelmente cuidar deste rosto sem saber se o que vem de cima, do cabelo, não o compromete, pouco pode valer!

Avalie!

O que me diz de tais sonhos? Você disse que eu poderia dar nome para facilitar a identificação dos personagens internos, mas como diferenciar os arquétipos dos personagens que apenas apresentam traços arquetípicos?


Se você conseguir localizar o Arquétipo saberá distinguir o que é traço!

sábado, 7 de agosto de 2010

ORNAMENTO DIVINO

  imagem da BBCBrasil.com
CARLA 137


Essa noite sonhei com um homem que queria cortar meu cabelo. Corri dele e subi numa árvore. Nisso caiu um livro que eu segurava e meus documentos estavam dentro do mesmo. Gritei muito enquanto ele tentava puxar pelo meu pé e remexia nos meus documentos. Depois disso continuei a fuga até que pulei o muro e consegui entrar pelo teto num barraco (espécie de depósito). Interessante que todas as portas de madeira do mesmo estavam trancadas com cadeados do lado de dentro, mas imaginei que seria fácil arrombar uma daquelas portas quando eu pudesse fugir. Olhando por uma fresta da lona lateral percebi que naquele momento eu não ia poder sair dali, pois do outro lado havia uma mulher fazendo algo num enorme caldeirão. Ela olhou para onde eu me escondia como se houvesse escutado ou sentido algo diferente e murmurou 'que Deus proteja meu barraco'. Ali senti-me tranquila, pois ninguém jamais me encontraria.

Os cabelos, localizados na cabeça, simbolizam a força superior e pessoal, a manifestação energética, as linhas de força de sua vida. A força vital, a alegria, poder e determinação pessoal. Mas hoje, o cabelo cada vez mais supera o seu significado simbólico, como força mística, para se transformar num símbolo do narcisismo e da vaidade, como ornamento de um cérebro encantado consigo mesmo.

O ornamento se torna mais importante que o cérebro, na busca por uma imagem que satisfaça as expectativas do outro funcionando como instrumento para sobressair como sujeito. O ornamento se torna mais poderoso que o criador. A criação supera o seu criador. Ornamentar o corpo sempre foi um forma humana de ritualizar e simbolizar a sedução, mas hoje é a propria sedução.

Compensa-se a eliminação  dos pelos pubianos para exibir os orgãos sexuais com a valorização dos cabelos localizados no nível superior do corpo. Mas ainda somos os mesmos primitivos do passado com poucas e raras diferenças.
Seus fantasmas continuam a lhe assombrar. O sonho é de confronto, surge como ameaça para tirar-lhe a força pessoal, castrar sua vontade, seu poder, sua energia, seus movimentos. Naturalmente a castração de sua força implica na perda da identidade tanto como a perda da identidade, dos documentos simboliza a perda de suas referências pessoais, de individualidade, pessoalidade, como singularidade.

Mas veja:

A árvore é a matriz, a raiz, o lado feminino plantado no chão, a fecundidade que se fertiliza com a chuva, a árvore da vida, a referência de suas origens como mulher. Eva colhe o fruto e o oferece a adão, o fruto do pecado, a consciência do pecado. Neste caso a árvore significou a origem do fruto do confronto, a árvore do conhecimento, que ambos por simplismo experimentaram, não porque o conhecimento não era bom, mas por que experimentá-lo significou transgredir a determinação divina, antecipar o desígnio divino. O tempo da ação precisa ser administrado, a espera é exercício, o respeito à lei comum é fundamental.

Aqui neste BLOG você está simbolicamente num galhinho dessa arvore. Experimenta o sabor de se repensar, uma dose do sabor da árvore do saber. Toma consciência de seus pecados e de suas transgressões, e naturalmente constrói ou reconstrói novas referências de identidade. Novos conceitos são incorporados e novos frutos te alimentam e naturalmente, internamente, a psyquê reconfigura-se.

Frente às ameaças você se socorre subindo na árvore da vida, na árvore onde se dá adeus à velha Carla e abre espaço para a nova Carla. Você sobe a arvore com o livro, símbolo do conhecimento que contem sua identidade. Ele cai da mão como o fruto cai da árvore, na terra onde pisamos na realidade. Mas ele puxa teus pés, pés que pisam a realidade e remexe seus documentos, remexe em você.

E você continua a fugir, do homem, da ameaça do homem, com medo de que? De morrer? Da realidade? Da castração? Da autoridade a que não quer se submeter? Do apego, do Orgulho? Daquilo que se faz imprescindível? Pense!

Para budistas, e zen budistas, e outros mais, o corte do cabelo é o símbolo de renúncia da vaidade. Corta-se o cabelo como ato de humildade e renúncia. Se bem lembro, e se não me engano, há no candomblé um ritual de corte do cabelo para oferecimento do corpo desnudo no seu nível superior (a cabeça raspada) à divindade, como símbolo de humildade.

   imagem do filme "O segrêdo"

Foges, corres ou tenta evitar o inevitável? Enfrentar as mudanças que se fazem necessárias!

Você pula o muro e... Encontra refúgio, proteção, na “humildade” de um barraco. Ali você encontra a tranquilidade, naquela humildade.

Na casa do Senhor, ou da Mãe Divina, o mal não nos encontra, pois ficamos blindados com sua proteção. Ela olha e roga “que Deus proteja meu barraco”, minha vida.

Nessa jornada da vida, que muitas vezes se mostra penosa, quanto mais leve seguimos mais longe chegamos. Torna-se imprescindível abandonar os excessos, aquilo que pesa, a mala sem alça, os caprichos, a vaidade, os orgulhos, a arrogância, os medos, a petulância, a violência, a auto importância e tudo aquilo que se mostrar inútil. Seguir com humildade, mesmo que com os cabelos em desalinho, ou sem eles.

Por isso, por todos nós, o rogo:

Que Deus proteja nosso barraco.

QUE DEUS NOS PROTEJA DE NÓS MESMOS

 
    imagem do filme "O Segrêdo"
             
 

terça-feira, 6 de julho de 2010

MITO DE SI MESMO


CARLA102


Sonhei que havia uma moça indígena que dormia um sono gostoso quando sua mãe foi acordá-la. A irmã dela também estava na cena e havia uma outra jovem que pareceu ser uma colega minha da época de faculdade. Nisso essa colega comentou do cabelo da jovem que dormia e a mãe dela ajeitou-lhe a volumosa cabeleira lisa, preta, bela e muito comprida, tanto que arrastava pela cama abaixo (devia ter uns três metros). Fiquei impressionada. Minha antiga colega tirou várias fotos e perguntei se ela ia colocar no orkut, pois assim eu poderia posteriormente conseguir cópias das fotos. Ela disse que sim e essa parte do sonho ficou nisso. Depois sonhei que havia um rapaz e falaram-me que ele estava interessado em mim. Aproximei-me dele, mas ele não demonstrou nada. Ele fazia umas bolachas de forno moldando-as numa pia de mármore, mas a massa estava grudando. Então falei que minha avó fazia daquela mesma bolacha, mas colocava na fôrma de maneira diferente. Expliquei que ela deixava a massa mais mole e colocava na fôrma com uma colher e nem fazia diferença depois de assada, pois a massa mais mole esparramava com o calor e a bolacha ficava fina e redonda como se houvesse sido achatada conforme ele estava fazendo. Ao deixá-lo na cozinha terminando de fazer as bolachas, saí para a área e comentei com uma amiga que ele não estava afim de mim como todos haviam suposto. Ela comentou que talvez ele estivesse tímido. Respondi: 'Só se ele nunca se relacionou com mulher alguma'. Ela opinou que eu devia me declarar, mas eu não estava tão interessada nele a ponto disso. Fiquei a lembrar de mim mesma antes de perder a virgindade: eu interessava, mas não demonstrava e ainda fugia por vergonha e medo da minha inexperiência. Acho que até hoje ainda sou um pouco assim e, por isso, creio que este é mais um daqueles sonhos projetivos, estou certa?

Os cabelos representam uma manifestação energética. A grande cabeleira simboliza forças superiores, cortar cabelo é renúncia e crescê-los acúmulo de poder. Nessa modernidade, a representação avança para a vaidade, como símbolo de beleza e saúde, sexualidade, poder atrativo feminino, acessório de sedução, joia. As mulheres crescem os cabelos e cortam os pêlos. O cabelo é o fio da trama da vida, trama humana, mais feminina que masculina, assim como o fio de seda, o cabelo fia a trama, a rede que envolve a trama das relações, amorosas, sexuais e afetivas.

O cabelo envolve sua vaidade e seu foco de atenção voltado para a sedução. Parece-me que esse potencial de sedução está ligado ao elevado nível de carência e ainda da baixa estima presente. Tanto que sua atenção fica voltada para o objeto, quando há a indicação de alguém que se interessa por você. O que define a seletividade dos seus filtros de escolha, os estímulos que definem o foco de seu interesse, é o interesse voltado para o outro. Neste aspecto você se torna presa fácil daqueles que percebem sua fragilidade, ou essa necessidade de se projetar no outro. Você não escolhe. Só se interessa quando é escolhida. Naturalmente essa é uma característica pessoal para se proteger, ou de não se comprometer com sua escolha ou de ter que enfrentar a rejeição do outro. Quando escolhida você evita a rejeição, se o outro a escolhe você pode se fazer de fácil ou de difícil, sem precisar expor sua insegurança, seu desencanto, sua inferioridade.

É preciso superar esse orgulho, esse falso amor próprio, que a blinda numa redoma, como uma princesa à espera de um príncipe que descubra sua beleza. Romper com esses paradigmas, enfrentar o mêdo à rejeição, superar a idealização de perfeição. Cair na vida. Desta forma se arriscando, não tenha dúvidas de que muitos não a desejarão, mas outros a experimentarão, e assim você se permite a chance de alguém se apaixonar pelo seu sabor. No passado, as escolhas podiam ser feitas à distância hoje se faz no encontro próximo.

O amor, nas relações modernas se faz assim, precisamos nos permitir a chance de experimentá-lo para saboreá-lo. Sair da idealização da romântica aprisionada na torre de marfim. Neste aspecto, para descobrir o sagrado é preciso viver o profano. Dar a cara à tapa. E ser rejeitada pelo outro nada mais é do que o direito do outro de escolher sua fonte de prazer, aquilo que mais se aproxima de sua fantasia ou do seu sonho de prazer. Querer ser para todos o objeto de desejo é direito dos narcisos, dos encantadores de serpentes,. Ser divino, fonte de vida... melhor ser humano, e saciar a fome afetiva no encontro com um ou com outro, não somos mito mas encontramos a chama do amor. 

É preciso romper com esse padrão:

DEIXAR DE SER UM MITO DE SI MESMO.