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domingo, 12 de dezembro de 2010

ALTA TENSÃO




Depois um vizinho apareceu desmontando os fios de eletricidade do padrão para ver como eles estavam ligados, pois na sua casa estava sem energia e provavelmente os fios deviam ter se soutado. Logo veio a mãe dele com uma conhecida e a filha. Essa conhecida ficou me interrogando sobre Portugal, se eu já fora muito lá e contando de suas constantes viagens ao exterior me fez sentir humilhada e triste com minha dupla nacionalidade que em nada me favorece, já que eu nem viajo para lá. Eu estava na casa dos fundos, a qual estava alugada, quando notei que havia na varanda da casa superior, a qual também estava alugada, cinco vacas na varanda e dois porcos. As vacas pulavam na porta de vidro como se fossem cachorros. Elas mal cabiam no espaço. Achei aquilo um absurdo e não entendia como minha mãe dera sua permissão para tal. Nisso um dos porcos filhotes pulou para baixo e começou a correr atrás de mim. Comecei a correr pedindo para que tirassem aquele porco de trás de mim, mas era só brincadeira, pois depois eu mesma agachei e passei a mão nele não me importando com seu corpo melecado de sujeira. Notei que dois ou três homens estavam tentando colocar uma caixa de correio no portão da garagem e já haviam retalhado (na minha visão estavam destruindo) o portão praticamente todo. Subi a escada que dá acesso ao sobrado e encontrei minha mãe e irmã dormindo, cada uma deitada para um lado e dividindo o mesmo sofá improvisado. Também sem local de ficar, elas estavam dormindo na casa superior junto com os inquilinos. Fechei a porta com cuidado para não acordá-las, e desci as escadas enquanto o tapete de retalho com figuras de mosaico que cobria toda a extensão da mesma escorregou e de péssimo humor recoloquei-o no lugar. Haviam uns cobertores que também rolaram escada abaixo e sem paciência apenas os joguei para cima. Eu queria desabafar, contar minhas tristezas para alguém, falar que estava detestando não dormir em casa, que era péssimo durante o dia ficar num local tão conturbado, mas ninguém podia me ouvir naquele momento. Não segurei as lágrias e chorei sozinha.

A vaca é a nutriz do mundo, símbolo da Terra Nutriz, ama de leite que amamenta tanto a sua cria como as crias humanas. Mas não alimenta apenas com o seu sumo, seu soro leite, mas é o animal que alimenta com sua carne, com o seu corpo a fome humana dos carnívoros.

Na índia é a vaca sagrada, e em muitos lugares é o símbolo da fertilidade, da riqueza, e da renovação. Mãe Celeste.

Animal pacífico, símbolo celeste e da iluminação representa a natureza humana e a sua capacidade de aprimoramento e transformação.

O Porco simboliza a comilança, a voracidade, ele é um sorvedouro. È símbolo das tendências obscuras, ignorância, gula, luxúria e egoísmo. È libidinoso e a ingestão de sua carne representa a estimulação da sensualidade. O seu significado oposto em algumas sociedades é a representação da abundância e prosperidade. Porcos charfudam na lama.

Corra “Lola”, corra para que a bestialidade não se apodere de você.

Existem conexões energéticas que estão sendo refeitas, religadas. Neste sentido a imagem e auspiciosa. Conexões de rede sendo plugadas podem sinalizar amadurecimento neurogenético e consequente liberação energética. Você pode precisar de energia.

Em contraposição, a falta pode ser sinal de que está gastando mais do que possuis. Se isto acontece pode ser indicação de sintomas de angústias ou depressão aflorando. Se observe no seu funcionamento para ver se não está se levando ao limite do desgaste.

O desgaste pode favorecer o afloramento de conteúdos e pulsões incontroláveis (o porco), já que caracteriza a suscetibilidade e quebra de filtros de defesa e proteção.

A sequencia do sonhos mostra que há tensão elevada. Severidade consigo mesma. Elevado grau de exigência e tentativa de controle do seu entorno. E preciso diminuir esta tensão, pelo gasto de energia, pela tensão que ocasiona, pelo desgaste do corpo e da saúde.

Uma caixa de correio é uma boa indicação de comunicação, mas na atual circunstâncias ainda pode ser pouco. Se faz necessário avançar nesta comunicação, se abrir para o mundo, abrir possibilidades de descoberta e de cotatos, sair do isolamento e se entregar ao envolvimento social, para que realize o destino coletivo que anseia se comtemplar.

E uma questão importante:

“Eu queria desabafar, contar minhas tristezas para alguém, falar que estava detestando não dormir em casa, que era péssimo durante o dia ficar num local tão conturbado, mas ninguém podia me ouvir naquele momento. Não segurei as lágrias e chorei sozinha.”

Indica que o sonho é catártico, que a tensão está elevada, que o choro regula o equilíbrio, mas que a resposta pode ser de autocomiseração.

Tudo bem! Existem momentos em que o choro é livre, que uma angústia pode tomar conta e choramos nossa solidão, porque somos pequenos diante do universo, por que somos sós, porque o esforço é excessivo, porque a vida muito nos exige, e nem sempre os projetos se realizam e ficamos impacientes, esperneamos... Mas a vida é isso e mais um pouco.

Precisamos permanentemente ir de encontro aos nossos propósitos, e nem sempre somos fortes, ou quase sempre somos frágeis, delicados e também precisamos de colo. E... se cada um está envolvido com sua vida, porque cada um tem o seu momento, e esse é o seu tempo de se descobrir cansada.

Abandone a auto piedade, seu momento de ficar com pena de si mesma passou... É hora de levantar a cabeça e seguir porque assim é o nosso destino. E mesmo que não pareça... Tenha a certeza, nós não estamos sós, há sempre um caminho ou algo para partilhar com alguém que vive ou que já viveu este mesmo momento. Porque isto independe de nós, isto faz parte das forças poderosas que nos envolvem este universo e nos tocam para que amaciemos nossa arrogância, para que possamos no amanhã sermos um pouco melhor do que conseguimos ser no hoje.





quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

MORTE E VIDA




Morte e Vida - Gustav Klimt
- Sammlung Rudolf Leonard

Sonhei que tanto eu quanto minha mãe havíamos tido um pressentimento sobre a morte da minha tia mais velha. Abracei minha mãe e disse que estava com medo. Minha própria tia havia predito sua morte e senti mais medo de possuir a informação da morte com antecedência do que da hipótese de morte em si. Ela sofreria uma morte trágica e acordei bastante assustada no meio da noite.

Pessoas próximas, familiares ou não, envolvem representações fundamentais na vida de um individuo e, portanto, possuem representações associadas à sua pessoalidade. Como não enviou dados, proximidade, histórico de relação, de acontecimentos, envolvimento afetivo, etc. sobre sua tia, considerarei apenas o tema central sem a especificidade ou associações.

O tema envolve questões básicas e fundamentais, a morte, perdas, tragédia e separação, aceitação ou a dificuldade, o poder  do premonitório, custos e responsabilidades, medos e angústias.

Se o sonho é premonitório, não tenho como falar, mas você o saberá. A questão que me chama mais atenção não é a premonição em si, mas as consequências do conhecimento e da consciência do futuro.

De certa forma estamos blindados no presente, tendo acesso ao passado, com o qual podemos aprender para não ressuscitá-lo no inferno do Sansara. Temos acesso restrito ao futuro, o bastante que nos permita a cautela e a prevenção de erros e dissabores, coisa que a transcendência humana nos permite. E nunca se pensa que a premonição antes de ser uma dádiva pode ser uma tempestade antecipada de dores e sofrimentos. A carga de quem “Vê” o futuro pode ser uma pesada mão do destino colocando, nas costas do indivíduo, a carga da tragédia e do drama humano. Muitos podem enxergar uma aura de magia e poder na premonição desconsiderando as implicações e responsabilidades que isto possa implicar.

Chama-me a atenção a ocorrência dos medos.

Numa análise tradicional a morte da tia poderia ser traduzida como o desejo de sua morte, ou por deslocamento, o desejo de morte da mãe. Pessoalmente não me sinto atraído por essa vertente de compreensão e análise.

Penso mais na morte de representação familiar, um lado que representa a família que chega ao limite da existência, que caminha para a dissolução em decorrência das transformações operadas por você. Neste aspecto prefiro pensar nas mais significativas identidades, ou parecenças, com sua tia, que você repete na sua vida e que agora podem ficar reservadas ao passado.

É importante que também entenda a necessidade de trabalhar o desligamento de sua mãe, porque sendo a morte definitiva, hora chegará de sua despedida nesta dimensão.

Há também a necessidade de trabalhar e de aprimorar o sentido natural de trânsito entre essas dimensões transpessoais no tempo, principalmente no preparo para lidar com o conhecimento antecipado dos fatos nesta vida.

Não é tarefa fácil. “Antever” e “prever” são apenas variações da sensibilidade aprimorada do “VER”, estado em que o Presente é referência e onde Passado e Futuro se encontram. Quanto mais estiver preparada menos sofrimento viverá e o seu destino mais tranquilamente se realizará.

Já lhe disse: frente ao nosso destino só nos resta realizá-lo, cumpri-lo, e sofrimento, medos, angústias, desesperos existem quando não há compreensão nem aceitação da impermanência da vida.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

NASCIMENTO E ANGÚSTIA

 Imagem do Blog Aeternus Femininus

Carla 108 NASCIMENTO


Primeiro sonhei que segurava um bebê. Não era meu filho, mas ele sorria muito para mim enquanto eu brincava com ele.

Podemos pensar na compensação de ter um filho, é possível, a realização da maternidade. Mas não podemos desconsiderar o simbolismo do nascimento interior, a formação de conteúdos que representam o renascimento da criança em você, no sentido de espontaneidade, naturalidade e alegria de viver.

Cuide dessa criança que vem se anunciando, ame-a, eduque-a e forme-a uma mulher plena, corajosa, integra e digna.

109   ANGÚSTIA
 
Em segundo, sonhei que havia uma jovem chorando (essa jovem é a filha do primeiro casamento do meu cunhado), dizendo que os pais dela iriam expulsá-la de casa. Havia uma outra jovem com ela que estava calada. Eu aproximei-me e compreendendo sua tristeza comecei a chorar perguntando se o que ela sentia era uma dor imensa no peito. Ela afirmou com a cabeça. Nisso os pais dela apareceram e deram-lhe opção de uns cinco tipos de comprimidos para ela tomar. Ela escolheu o maior deles e engoliu. Eu sabia exatamente o que ela estava sentindo: um pré-abandono desesperado e medroso daqueles que corrói a pessoa por dentro.

Pode ser catártico e de atualização. Frente a tensões e enfrentamentos o sonho reequilibra as funções musculares promovendo um relaxamento que compense a tensão da angústia.

Diminui a angústia mascarada e Aumenta o limiar de resistência, renovando a capacidade de resposta orgânica frente a cenários e novos eventos de tensão e fonte de angústia. Sua identidade transparece que a dor vivida pelo outro é projeção de seu desconforto, e o apoio familiar compensa sua necessidade de proteção.

O momento parece de angústia, ou há angústia mascarada, seu desejo é de ser cuidada. Frágil aceita até uma dosagem elevada de amortecedor. E a psiquê cuida de reequilibrar seus mecanismos descompensados.

No sonho a imagem do abandono, rejeição e punição, realça a condição precária decorrência da dependência do outro. O mecanismo toca no ponto de fragilidade (medo de rejeição) para mobilizar e compensar a angústia ou a elevada tensão do momento. E também é possível que a mobilização seja para aumentar o limiar de resistência, diminuindo a suscetibilidade do sujeito frente à condições emocionais adversas.

terça-feira, 25 de maio de 2010

ANSIEDADE



CH 75
Segunda sensação: eu estava numa escola enorme, numa parte que parecia um museu cheio de tapetes, cortinas e moveis de madeira escura repletos de relíquias (bonequinhos de cerâmica) que num pequeno esbarrar poderiam se quebrar aos montes. Eu estava com pressa e quase deixei quebrar alguns. Eu não deveria estar transitando por ali. Entretanto, por mais que eu conhecesse toda a escola, fiquei perdida, pois estava escuro e eu não conseguia encontrar a saída que dava acesso à outra parte do local. Fui ficando muito aflita, pois eu estava atrasada e acabaria perdendo a prova. Seria um bom sonho, por causa do local interessante, se não fosse minha agonia para conseguir sair dele e chegar na sala de aula.

Sonhos bons para você são apenas os sonhos agradáveis, em locais ordenados, que lhe dão prazer. Quem dera a vida fosse de orgasmos e êxtases. Neste conceito pode existir um vício e uma suscetibilidade que a fazem focar apenas o agradável.

A vida exige cuidado, cautela, atenção, foco, rumo, norte para que em momentos de necessidade saibamos como sair das situações que nos exigem atitudes positivas.

A angústia permanece, tensão presente, a ansiedade parece instalada e o desconforto te confronta. As cobranças se fazem mais permanentes, testes, confrontos e... agonia, aflição.

Desassossego, ausência de sincronia entre o que você vive e a forma de lidar com as exigências da realidade. Severidade, tensão, cobranças, atraso, presente inquietante, voce perde seu eixo, o meio determina seu foco, sua ansiedade determina seu mal estar.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

ABANDONO I


CH 65


Essa noite sonhei que minha mãe passava mal e minha irmã extremamente ágil pegou o carro para irmos fazer umas compras para ela. Mal tive tempo de apagar a luz e a televisão que ela deixara ligada. Mamãe ia ficar sozinha a vomitar no banheiro. Minha irmã pareceu tão apressada que eu nem tive tempo de raciocinar o que estava acontecendo. Alguém comentou que melancia era boa para aquele enjôo. Eu não entendia aquela pressa, pois mamãe vomitava, mas isso não significava que ela estivesse correndo risco de vida e nem entendia por que aquela urgência de comprar frutas exatamente naquele instante em que deveríamos ficar lá, ao lado dela. Fiquei receosa dela estar com alguma complicação séria.

Quando fui entrar no carro notei que havia uma conhecida de minha irmã no banco da frente e então tive que entrar atrás. As duas conversavam cochichando e eu só entendia o que falavam por fazer uma leitura labial de ambas através dos vidros do carro que estavam fechados e as refletiam. Entretanto não lembro da conversa e sim que minha irmã corria muito e receosa coloquei o cinto de segurança mesmo sabendo que já estávamos praticamente chegando ao supermercado. Entretanto minha irmã não foi a nenhum supermercado e sim a uma loja de artigos para bebês. Nesse momento desconfiei que minha mãe estava grávida (isso é incabível com a realidade). Fiquei muito chocada sentindo enorme melancolia e pensando que eu não seria mais a caçula e teria de dividir tudo o que era (ou seria) meu com essa outra criança. Seria apenas mais uma pessoa no mundo para me criticar e não gostar de mim. Eu não queria ter de sofrer tudo isso outra vez (confesso que senti esse medo de ser desprezada com relação a minha sobrinha adotiva, pensando comigo que ela seria apenas mais uma na família para me esnobar). Eu não estava irritava, apenas pesarosa e triste, mas fazendo força para pensar de maneira positiva. Eu sabia que tudo o que estava pensando e sentindo era um monte de bobeiras, mas ainda assim era real dentro de mim. Eu precisaria de um tempo para sentir o oposto e buscava me autoconceder essa precisão.

Quando fomos passar no caixa uma jovem negra (não sei se tem importância, mas era a atriz Aparecida Petrowky) comentou que fizera os exames de gravidez e descobrira que perdera o filho homem ficando apenas com a menina. Embora não houvesse dito, ficou claro que até então ela estava esperando filhos gêmeos. Ela falou com alívio, achando o fato bom. Estranhei aquela postura materna e pensei que talvez ela não tivesse condições financeiras favoráveis para dois filhos de uma vez. Na hora em que estávamos indo embora eu tive de retornar para pegar meus óculos que esquecera na loja. Minha irmã bastante apressada já estava chegando no carro e eu ia logo atrás, dando passos largos, acompanhando a outra mulher que fora conosco. Foi para ela que comuniquei a precisão de voltar à loja, pedindo a ela que pedisse para minha irmã me esperar. Com tamanha pressa eu tinha quase certeza de que não seria esperada e continuava a não entender aquela correria, bem como o que minha irmã tinha em mente. Ao chegar de volta na loja a mesma já havia fechado, mas daí um senhor que trabalhava nela e conversava com uns amigos na calçada comentou que podia ir lá dentro pegá-lo para mim. Fiquei na espera e depois eu já estava era nas ruas de São Paulo. Eu peguei um ônibus qualquer e queria ir para a casa da minha irmã, mas não conseguia lembrar nem mesmo do bairro que ela morava. Nisso me veio o nome Tabajaras na cabeça (minha irmã reside no Tatuapé) e perguntei a uma das senhoras que estava sentada se aquele ônibus ia para lá. Ela estranhou como se não existisse tal bairro e respondeu que não, perguntando para a cobradora depois. Como eu estava um pouco distante, resolvi passar na roleta e assim falaria melhor com a mesma. Questionei se o ônibus chegaria a um ponto final ou terminal, pois embora dispusesse de mais dinheiro, não estava disposta a pagar outra passagem de ônibus, ou seja, eu queria sair daquele ônibus e pegar o certo independente da baldeação, mas contando que o passeio não saísse caro. Eu não estava preocupada de me perder, pois além de estar encarando aquilo como um passeio, tinha dinheiro suficiente para dormir em um hotel e, ademais, se eu conseguisse chegar nas proximidades do bairro da minha irmã, poderia ligar para ela me buscar de carro. Nisso a cobradora não quis me devolver o troco todo, dizendo que ia ficar com uma moeda para ela em troca do serviço prestado de informação. Embora parecesse justo, não gostei da ousadia dela. Pouco depois o ônibus chegou ao seu ponto final e fiquei dentro do veículo a esperar que ele fizesse o trajeto de volta para um suposto terminal. Eu nem sei como funciona os ônibus de São Paulo, mas aqui em Uberlândia é assim.

Nesse ínterim, a cobradora começou a se debater e logo incorporou vindo para o meu lado. Eu sabia que ‘aquilo’ seria comigo. Eu estava sentada e ao meu lado estava o motorista e uma fiscal. Nesse momento já não parecíamos estar dentro de um ônibus, mas de toda forma não dei atenção ao local em si. Ela aproximou-se e fiquei me indagando se ela estaria mesmo incorporada ou apenas fingindo aquilo tudo por algum motivo pessoal que não saberia deduzir. Perguntei quem era ele e de forma imprecisa a resposta foi: ‘Pode ser um caboclo’. Seus modos aparentemente discretos não se enquadravam no perfil de um caboclo e a resposta não me foi convincente. Ele perguntou se eu lembrava o que ele avisara da outra vez e a pergunta me soou com ar de cobrança, reprovação e advertência. Perguntei por parte de quem era o aviso, pois dentro do sonho eu vagamente poderia lembrar de muitos avisos, mas não sabia qual caboclo era ele e, logo, não tinha como saber de qual aviso ele se referia. O mais interessante é que eu não me senti intimidada e sabia que nem teria motivo para tal, mesmo que eu estivesse ali na condição de devedora ou de alguém desobediente que não cumprira algo. Senti que na verdade eu não tinha costume de dar importância suficiente àquelas comunicações. Tenho a sensação de que comentei sobre não gostar de gastar dinheiro com entidades. Infelizmente não lembro o resto. outra vez um sonho com caboclo...

ABANDONO II



Atitudes de submissão favorecem a omissão. Omissos se fazem de submissos e submissos em geral são omissos, entregam a responsabilidade de ações, iniciativas, intervenções ao outro, desta forma ficam à parte da tomada de decisões importantes e são levados por aqueles que se responsabilizam, se comprometem e não se omitem, por proteção ou por medo, em ações e escolhas de posicões.

Neste aspecto o sonho te confronta com suas atitudes de dominada e submissa já que realçam sua impotência e a condução de sua vida em momentos chaves pelo “outro”. No caso sua irmã. Assim aquela que acusa de abandono, sua mãe, é abandonada por você.

Muitas vezes em comportamentos manipulativos deixamos que o outro faça o que gostaríamos de fazer. Assim não colocamos a cara na frente, ficamos protegidos e deixamos o outro se expor e carregar a pecha daquilo que evitamos. Assim é mais fácil condenar o outro, julgar o outro e ficar escondido atrás do muro.

A realidade nos exige que saíamos detrás das máscaras, das defesas neuróticas, e que nos exponhamos aos impactos e acontecimentos da vida, já que não dá para ficar escondido dentro de casa e a realidade exige-nos posicionamento e maturação. Que curtamos a pele de cordeiro no sol da realidade.

O sonho anuncia ansiedade, angústia, tensão e fuga. E o grande risco de que possa estar agindo da forma como condena nos outros, abandonando-os. Esta implícito que o maior abandono é o que comete com os seus propósitos, com a condução da sua vida, mas este abandono é projetado no outro em forma de carência pessoal e julgamento e criticidade.

A segunda parte já se mostra a vinculação neurada de sua dependência afetiva. Crescer significa abandonar a pele velha para deixar a nova nos revestir. Morrer o velho para permitir o nascimento do novo. E mesmo que conceitualmente você já saiba que é irracional se sentir ameaçada pelo nascimento de uma criança, a atitude infantilóide é competitiva, resultante de quem se recusa a se assumir como adulto, se escondendo na necessidade de se manter criança, mesmo que como filha mal amada. Desta forma busca manter a dependência de sua mãe mantendo a culpa e a responsabilidade dela nos seus cuidados.

Entendeu? Mantendo-se criança, dependente, submissa, carente, frágil, você encontra a justificativa para aprisionar a mãe como objeto de seu domínio.

O momento em que você se “desliga” de sua irmã é o momento em que você tem que recuar para resgatar seus óculos. Este resgate, a busca, é o regaste do seu ponto de vista, da sua forma de olhar o mundo, do instrumento que lhe permite olhar a realidade com os seus olhos. Abandonando a cegueira. Assim você toma atitude e... Sai da proteção familiar. Ainda que esqueça a sua mãe ou a necessidade dela, justificativa pra ficar vinculada na simbiose, você se lança no mundo.

No inicio é assim, o individuo se lança no mundo e se descobre perdido, sem rumo. Paradoxalmente, neste momento começa a jornada de retorno à casa. O bom filho a casa torna. Precisamos encontrar o caminho de volta para casa. Voltar para a nossa CASA. É o resgate do pessoal, da referência pessoal. Já não mais como a casa da criança dependente, mas a casa do adulto que encontrou parte do seu destino, sua individualidade, sua pessoalidade.



No sonho 56, Sonhos e Confrontos, aparece o seguinte: “Foi então que apareceu um homem malvado e me disse que na vida eu não conseguia nada porque era daquele jeito: me jogava e não me permitia cair, pois ficava presa a superfície, ao passado, ao medo, às mágoas. Fiquei muito mal ao escutar ele dizendo aquilo e tentei fazer força emocional para desvencilhar-me de tudo.”

Não sei se a referência do aviso é o acima ou se houve outro aviso. Mas pode ter a ver com o risco que precisa correr, de se lançar na sua jornada pessoal. O cabloco neste caso entre outras significações possíveis tem a ver com conteúdos de inconsciente que estão tentando focar sua atenção no seu compromisso de realizar as mudanças que se fazem necessárias, na sua vida, para que possa realizar plenamente sua maturação.

sábado, 17 de abril de 2010

CARÊNCIAS

  
CH50


No segundo sonho eu estava na casa de alguém sentada num sofá. Eu estava triste, parece que até escondendo ou segurando um choro, quando uma criança de óculos, provavelmente com uns três anos, veio me alentar. Primeiro era um menino com feições também tristes, mas depois já era uma menina loirinha sorridente.

Quando criança meus cabelos eram loiros e lisos, mas ficaram castanhos e cacheados com o passar do tempo. Entretanto eu só vim a necessitar de óculos na adolescência. A menina não era eu quando pequena, mas talvez ambos possam ser uma representação minha. Não lembro muito ao certo o que se passava.

Na seqüência, ainda no mesmo local, foi servido um banquete. Haviam duas enormes mesas rodeadas de pessoas comendo quando apareceram alguns mendigos pedindo comida. Não sei se alguém lhes negou ou como foi, mas num repente os mendigos começaram a invadir a mesa para pegar comida. Nisso um homem da outra mesa pareceu irritar-se e jogou no mendigo uma travessa de feijão. Começou uma guerra de comida e horrorizada com aquela cena, não querendo me sujar com aquela baderna, agachei-me num canto até que todos começaram a sair do local e, já por ultimo, fiz o mesmo. Parece que todos ficaram com medo dos mendigos e confesso que eu também, embora houvesse por trás outro tipo de medo: o de chegar na condição daqueles mendigos.

Achei interessante o contraste entre a fartura de comida (banquete) e a falta dela (mendigos). Sei que parece uma coisa absurda, mas um dos maiores medos que já tive e, cuja explicação não tenho para dar por nunca ter sofrido disso, é a possibilidade de passar fome e não ter onde morar, ou seja, me tornar uma mendiga. No sonho isso pareceu explicito no meio do contraste dos que têm muito com aqueles que nada têm, mas que violentamente agem na intenção de sobreviver. Os sonhos me pareceram reveladores por indicar que talvez eu ainda tenha problema com os dois tipos de contextos. Será isso? Que mensagem eles podem me passar?

Veja o insólito: Há fartura, há fome, mas as pessoas não saciam suas necessidades, elas jogam fora o alimento sagrado. Ter fome, ter o que comer, mas se submeter à força da irracionalidade, impulsividade, agressividade e à vingança. O insano permite que aflore a insanidade e desperdiça a chance de saciar a fome. A dele e a do outro. Assim são as respostas impulsivas. A perda do foco, a satisfação da necessidade, em função da competição.

Quando a competição é “sem Limites” o jogo deixa de ser jogo para se transformar numa “batalha”, perde-se a possibilidade de interação e leveza do momento para se produzir o confronto, a guerra.

Se perdermos o foco no que é essencial, abandonamos a referência do eixo da vida para orbitar o “no sense”. E qual é o eixo? O sentimento, a fome de afeto, a relação natural com o universo de emoções que nos envolvem.

“Eu estava triste, parece que até escondendo ou segurando um choro, quando uma criança de óculos, provavelmente com uns três anos, veio me alentar. Primeiro era um menino com feições também tristes, mas depois já era uma menina loirinha sorridente”.

Há uma tensão no ar, uma angústia mascarada, escondida, reprimida. Alguém que sofre calado, escondido, inseguro, abandonado (para receber alento de outra criança, o adulto é ausente). Há angústia no feminino e no masculino, a compensação surge na menina loirinha sorridente que reequilibra as polaridades. Neste aspecto o sonho expressa uma manifestação catártica que alivia a tensão. O quadro é redesenhado com a fome dos mendigos, a fome de comida (afeto) e a resposta reativa e agressiva do confronto. Nessa linha podemos pensar num comportamento reativo que expressa o descontentamento pela carência do afeto.

O afeto não alimentado não saciado se transforma no gesto impulsivo, agressivo e irracional. Quando o indivíduo não se sente compreendido em sua expectativa emocional, sua resposta tende à reatividade. A libertação do nó é a expressão autêntica do afeto, do sentimento, da necessidade. Não esconder o desejo ou a necessidade como em geral se faz, mas expressá-la, projetá-la no espaço.

Um detalhe é a incorporação do comportamento de vítima que envolve a situação. O incompreendido e carente faz o papel de vítima do mundo. O vitimizado. Assim pode responsabilizar o outro pela insatisfação de não ter suas necessidades satisfeitas, características dos indivíduos que se fazem passivos e submissos quando o que querem é submeter o outro aos caprichos dissimulados que orbitam a fantasia dos mal amados.

Grite sua fome, expresse suas necessidades, busque a satisfação dos seus desejos e principalmente, liberte-se de si mesma e das amarras que se impõe criando expectativas de fazer o mundo girar ao redor do seu umbigo. Quando fortalecemos nossa individualidade nos tornamos mais consistentes e abandonamos as necessidades que passamos a carregar e na infância perdida. A carência é o vazio que criamos quando projetamos no outro a satisfação de nossas necessidades. A ausência da carência é o resultado da consciência de sermos seremos únicos e singulares neste universo infinito.

A diferença entre os dois sonhos sequências são variações de um mesmo tema, de uma mesma necessidade.

           Bye.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

BETÂNIA


Desenho de Don Rosa

Uma amiga havia sonhado com roubo e estava numa casa que não era a sua atual. A sensação foi de desespero e agonia por ver o ladrão roubando e não poder fazer muita coisa para se livrar rápido da situação. De tempos em tempos ela costuma ter tal tipo de sonho.

o que pode significar sonhar com roubo? É medo de isso acontecer na realidade ou será um aviso para prestar atenção para que isso nao aconteça?

Vejamos: “A sensação foi de desespero e agonia por ver o ladrão roubando e não poder fazer muita coisa para se livrar rápido da situação”. Primeiramente o que me chama a atenção é a impotência frente à situação e a angústia resultante, associada a ansiedade (livrar-se rápido). Desespero e agonia são apenas sintomas da angustia e da impotência associados ao medo. Se há medo, há evidência de que a pessoa está despreparada para o inesperado. E se isto acontece ela está mais próximo de um colapso do sistema (colapso nervoso, pânico), ou seja, ela poderá levar o sistema (o corpo) a um limite extremo de tensão e de stress, o que ocasionará inevitavelmente seqüelas neste sistema (alteração de ciclos biológicos, ameaça à integridade física, emocional, mental, ou aproximadamente 400 tipos possíveis de distúrbios ou doenças). O Ics pode estar avisando da necessidade da pessoa se preparar para o pior, se prevenir, fortalecer sua relação com a realidade para que o impacto devastador de uma situação semelhante (se acontecer) a pegue mais preparada. Neste aspecto o Ics já inicia este preparo confrontando a pessoa com a situação para que ela desenvolva respostas menos devastadoras. Isto pode acontecer se o medo estiver muito presente, ou se as situações de riscos aumentarem o nível de apreensão com a realidade. Pode estar acontecendo algum tipo de aumento de tensão na realidade que leve o organismo a tentar uma atualização catártica.

Algumas variantes analíticas poderiam ser: o desejo de ser assaltada, e de enfrentar este tipo de situação, para se colocar à prova; alguma dinâmica interior que aciona a pulsão de autodestruição, boicote ou coisa parecida. Há também evidências de um nível mais alto de defesas em decorrência de apego ou medo de ser lesada. Neste caso reforça-se a possibilidade do sonho ser de confronto. Realçando a necessidade dela ser mais despreendida nas relações com os bens materiais frente a imprevisibilidade da vida, a primeira lei do Budismo, a Impermanência. Ser muito apegado implica um controle intenso da realidade para não perder o controle da situação e mantê-la inalterada, mas isto são outro quinhentos...

Você está certa, o medo pode estar presente, e a tentativa de preparação também. Como existem realidades onde as probabilidades são crescentes, naturalmente precisamos nos Blindar mesmo que continuemos a correr riscos. Precisamosa nos preparar emocionalmente, inclusive, para que os “odores do medo” não atraiam os maledetos, aumentar a resistência mental e ser menos reativa para não sucumbir ao impacto da ameaça.

domingo, 6 de setembro de 2009

MATEUS e sua AMIGA


Mateus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ANE": Minha amiga teve este sonho esta noite: Primeiro sonhou que estava num apartamento e este era de sua irmã em Campinas. Entretanto ela tinha uma reunião de faculdade (algo já concluído há quatro anos) para OBRA Frida Kahlo The Love embrace of the universe ir e esquecera a folha donde tinha anotado o endereço da casa da colega donde se reuniriam. Ela pensou de ligar para sua mãe a fim desta verificar-lhe o endereço, mas no apartamento ainda não tinha telefone. Sua sensação era um pouco desesperadora de ter urgência por algo e não poder fazer nada. Uma vez num local donde caracterizou como uma escola, perguntou a outra colega se esta tinha o endereço que ela queria, mas esta nem lhe deu importância ao assunto. ela comentou com outra jovem que dessa vez fora ela quem faltara a uma reunião e isso soou péssimo, pois nunca lhe acontecera. Nisso uma professora quis entender a
história e também demonstrou ficar abismada com a
situação dela, pois conhecia a dedicada aluna que ela era. Foi uma situação angustiante. Em seqüência foram para uma aula de tênis da qual ela queria muito participar, mas estava fazendo algumas anotações atrasadas e nem teve tempo de participar da aula, mas houvera gostado muito e os demais alunos também. Parece que era uma modalidade esportiva nova que o colégio ou faculdade havia adotado. No que a aula de tênis terminou, ela juntou suas folhas, mas estas eram tantas que estava difícil ordenar e caber tudo dentro do fichário. Em seqüência ela retornou para o apartamento de sua irmã e se viu brincando com sua sobrinha. Era um jogo de figurinhas donde cada uma tinha que imitar algo e descobrir o par da imitação. Entretanto o jogo teve de ser interrompido, pois chegara o momento de dar banho em sua sobrinha e esta só aceitava ela para tal. O apartamento nesse momento se fez enorme e havia inúmeros banheiros. Ela escolheu um, ligou o chuveiro e, no que começou a dar banho na menina, esta começou a encolher até se transformar num bebê assustado. ela abraçou aquela criança bebê que cabia sentada em sua mão e tentou lhe tirar o medo. Nisso a pequena começou a se transformar numa estátua que, com a água, imediatamente começou a enferrujar e a sumir até ficar uma peça bem pequena, com partes soltas e desajeitadas. ela enxugou a peça, colocou-a na mesa e ficou imaginando como contaria a todos que sua sobrinha havia se transformado naquilo. Ninguém ia acreditar e, se acreditassem, no mínimo iam lhe castigar pelo ocorrido. Logo depois ela já estava numa casa e esta era linda, muito agradável, pintada de um rosa muito mimoso e suave, toda enfeitada com vasos de flores e bastante arejada. Essa casa também era enorme como se fosse três em uma. ela não soube dizer de quem era a casa, mas a sentia como se fosse sua também e disse enfaticamente que não era a primeira vez que sonhava estando nela. Em verdade uma parte da casa parecia ser sua moradia e na outra era sua irmã quem morava. Mas de toda forma havia mais gente residindo ali que ela não soube dizer ao certo quem era. Talvez fosse a família de seu esposo, o qual sentiu ser o dono de todo o local. Obviamente um esposo encontrado apenas dentro do sonho, já que ela não é casada. ela se viu caminhando até chegar num dos recantos dessa casa, o qual parecia uma varanda lateral, quando suas primas chegaram. Como ela estava suada (e não soube dizer porque estava suada) elas passaram e, embora tenham dito algo, não a cumprimentaram com um beijo, como costumam fazer. Havia alguém com ela naquele recanto e parecia ser sua avó, mas ao mesmo tempo não era realmente sua avó. ela limpou o suor com as mãos, mas suas primas não retornaram para lhe beijar e tal situação lhe faz sentir rejeitada e inferior, embora tivesse compreensão do motivo. Suas lembranças interromperam-se aqui. o que pode significar?
O sonho parece-me um sonho de confronto. O inconsciente promove o sonho de Confronto para alertar para o nível de tensão e a necessidade de mudanças de atitudes, para conflitos morais e de princípios, para os conflitos entre desejos e repreensão, para os níveis elevados de defesa, severidade e perfeccionismo, etc. no caso do sonho acima a tônica é sempre angústia, ansiedade, defesa, desespero. Inadequação na interação com a realidade, com os cenários e com as pessoas com quem mantém ralações de afeto. Vamos dissecar: reunião é compromisso, dever, obrigação, trabalho, responsabilidade, nível de tensão elevado, ansiedade, adrenalina, cobranças. Esquecimento é descompromisso e relaxamento onde não deve haver, é não priorizar o que deve ser priorizado na hora certa, é relevar o importante, postergar. Inadequação entre o que devemos e a atitude que estamos praticando. Mas se o outro tem a noção disso ele pode se tornar muito severo consigo mesmo e até exigente e perfeccionista. Mas na cadeia de eventos existe um nó que define uma quebra que leva aos extremos. Todo o sonho ressalta o interrompido, o que não flui, as cobranças,os impedimentos, os limites, as dificuldades, os bloqueios, os medos. O resultado é angustia e ansiedade. Naturalmente tudo isso produz um sentimento de inadequação, de rejeição e atua na formação de um complexo de inferioridade. "Eu" dependo do afeto do outro, se sou negado eu sofro porque não sou suprida na minha necessidade. Na situação o complexo já existe e o ICS o realça para mostrar que ele existe e que vem sendo compensado. A relação com a criança é lúdica evidencia necessidade de relax, ou necessidade de regredir ao nível da forma como as crianças se relacionam com o mundo: brincando (compensação da tensão, fuga do real ou fragilidade emocional (a pessoa pode ser muito sensível e não dá conta das exigência da realidade). A criança que quando se lava (purificação) se metamorfosea em estátua, elemento Rígido, é bem adequado para à rigidez do exigente que essa pessoa pode ter se transformado. A criança dentro dela foi paralisada. Por outro lado na dimensão Biofísica dessa pessoa pode estar ocorrendo um processo de oxidação (presença excessiva de radicais livres no sangue) que alerta para a necessidade de reavaliar a alimentação que essa moça pratica ou possibilidade de desenvolvimento de um processo de rigidez nas juntas do corpo - reumatismos, rigidez muscular,etc. -, envelhecimento precoce ou alteração no processo de calcificação óssea, (essas observações não são afirmações, são possibilidades de comunicação da psique sobre eventos biofisicoquimicos). Outra possibilidade: a metamorfose da criança em estátua sinaliza para a transformação da carne, e da água, em pedra, enrijecimento, excluída a possibilidade física, fica a formação da pessoa refratária, que abre mão do espírito do leve, do lúdico, do espírito, para se tornar fria, rígida e refratária como são os refratários. Dificuldades para lidar com a figura de autoridade, o medo de ser castigada, o sentimento e rejeição e o complexo de inferioridade são evidências de que estes processos determinam um sofrimento incomum, dor e angústia. É necessário, buscar mudanças, buscar transformações para descobrir novas formas de se relacionar com a realidade. A vida pode estar exigindo novas formas de respostas do sujeito. Em relação ao suor é natural que secreções possam despertar sensações de desconforto e rejeição mas levanto duas questões: 1ª- é direito do outro reagir da maneira mais confortável para si. O inadequado e associar a rejeição ao evento, dentro do contexto, com a questão pessoal. “Isso pode evidenciar caprichos e melindres que podem tornar a pessoa muito “Sensível” com uma auto estima mal desenvolvida, imatura. Auto estima é resultado de processo de maturação da personalidade. Se amadureço sei do meu tamanho, se permaneço infantil não desenvolvo a estima, permaneço carente, dependente; 2ª possivelmente a ansiedade do sonhador tenha de tal forma gerado uma disfunção no seu equilíbrio térmico, excitação, super aquecimento que a tenha levado ao suar e ao fechamento do sonho com realce no sentimento de rejeição associado à sua imagem de descuido. Alerta! Fortaleça sua autonomia e individualidade e não sua aparência.