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sexta-feira, 30 de abril de 2010

SONHO E CONFRONTOS I

  

CH56

Sonhos dessa noite: Havia uma competição em equipe da qual eu tinha de participar, mas o líder eliminava três pessoas do grupo a cada etapa. Os critérios estavam em competência e afinidade. Presenciei uma eliminação e achei aquilo injusto, mas não era eu quem ditava as regras. Eu estava dentro de um carro com meu grupo quando o veículo entrou no túnel que dava inicio a competição. Parecia um estacionamento de supermercado subterrâneo bem estreito e escuro. Ao descer do carro eu imediatamente me vi sozinha e o primeiro desafio era me jogar no espaço escuro. Isso aconteceu não lembro exatamente se por conta de coragem própria ou empurrão surpreso do próprio processo de competição, mas o que aconteceu em seguida foi impressionante: eu era resistente à força gravitacional e não caía. Foi então que apareceu um homem malvado e me disse que na vida eu não conseguia nada porque era daquele jeito: me jogava e não me permitia cair, pois ficava presa a superfície, ao passado, ao medo, às mágoas. Fiquei muito mal ao escutar ele dizendo aquilo e tentei fazer força emocional para desvencilhar-me de tudo. Num tranco comecei a cair de uma vez, mas depois o impacto da queda me chocou e controlei-a tentando cair numa velocidade agradável. Não lembro do resto. Embora eu tenha forçado a queda e conseguido, o sonho pareceu tenebroso e ruim exatamente por estar a cair num vão completamente escuro após ser aconselhada por um sujeito que era mais medonho do que parceiro ou amigo. Parece interessante tal sonho, mas que significado posso atribuir a ele? A mensagem do homem tem veracidade? Também tenho a pequena lembrança de beijar o corpo de um homem e decepcionada constatar que ele não conseguia ficar ereto. Para mim isso transparece sentimento de incapacidade perante algo da vida, não necessariamente ligado a sexo. Faz sentido? É impressão minha ou estou tendo uma recaída onírica? Bem, não foi uma boa noite de sonhos...

SONHO E CONFRONTOS II


    
O sonho lhe propõe um desafio coletivo: Competir. Competir é ação natural, retrato da sociedade moderna; retrato da presença humana na escala de evolução, na teoria evolucionista, retrato do mundo animal. Somos bem sucedidos como espécie porque a natureza nos brindou com uma capacidade competitiva que nos fez vitoriosos. Os princípios do teste, em equipe, são indicados: competência e afinidade.

Como exige afinidade posso pensar em suas relações sociais e possivelmente familiares. Entrar no túnel, já vimos, é ritual de passagem, transição, mudança de margem, de estado de consciência. SUPERMERCADO é mercado, relações sociais. Participação social, coletividade. Seu carro é você. Você está só... SÓ... Conta com você,

Primeiro desafio:
SE LANÇAR NO ESPAÇO!

AVENTURAR-SE!

Se jogar no espaço escuro. Não me parece que seja se jogar no espaço de seu lado escuro, isto você já faz, jogando luz no seu lado sombrio, no escuro. Tambem não parece-me que seja voar, como fuga. Se voar pode estar relacionado com fantasias e suspensão, se jogar poderia parecer intento de suicídio, coisa que não acredito. Parece-me mais o espaço desconhecido, arriscar-se no escuro, onde não tens controle da situação: A vida! Assim o sonho te confronta com seus limites, suas reistências.

VOCE RESISTE! Aparece sua resistência, suas defesas, seus medos, seus bloqueios. A força da resistência atua eliminando a GRAVIDADE, te segura, trava, impede seus movimentos, sua autonomia, suas escolhas. Lhe impede o risco, arriscar-se.

E a mensagem é clara:

“Foi então que apareceu um homem malvado e me disse que na vida eu não conseguia nada porque era daquele jeito: me jogava e não me permitia cair, pois ficava presa a superfície, ao passado, ao medo, às mágoas. Fiquei muito mal ao escutar ele dizendo aquilo e tentei fazer força emocional para desvencilhar-me de tudo.”

Sua consciência, sua lógica, representada pela figura masculina, princípio de realidade lhe traduz os acontecimentos, você reage e mobiliza energia para mudar a passividade, os limites, a incapacidade de mover-se. Busca forças para romper sua resistência.

Você rompe as amarras, se lança, supera seus limites e se lança no espaço e aí...:

Você abre mão do controle e encontra o domínio sobre si-mesma. Supera o medo de morrer e se descobre mais viva do que nunca, tendo o domínio em um cenário, em um meio que além do seu poder o AR e dentro de uma realidade que antes lhe era desconhecida. Voce se descobre nadando, no ar, ou voando, ou descobrindo um novo plasma no espaço que antes assustava mas que agora domina.

É exatamente essa a experiência que experimentamos quando nascemos, passamos por um túnel e ao invés de morrer nascemos num novo mundo. Também é assim que vivenciamos a ansiedade de aprender a andar, ainda bebês. E assim aprendemos a andar de bicicleta. Etc. Superar limites é sempre um desafio, é ter que superar nossas dificuldades e o despreparo pessoal.

Essa é a vida para romper com o passado,

precisamos nos arriscar no presente

e nos descobrimos transformados no futuro.

Nunca mais seremos os mesmos.

Eu me lembro de Kierkegaard:

“Arriscar-se causa ansiedade, mas deixar de arriscar é começar a morrer.”

A vida é assim!
Permanentemente nos exige.
 E quanto mais buscamos o conforto,
para fugir do desconforto, de ter que enfrentar os confrontos,
 mais nos matamos e nos anulamos.

Ah! um detalhe: todos nós estamos viajando no espaço, só não percebemos isso por estar limitados à realidade da terra e aos nossos filtros que nos protegem de um universo sensorial inimaginável. A psiquê tambem usa de atualização nesta relação do individuo com o seu espaço para regular as mudanças originárias a partir do sujeito. Neste caso, é como se o seu ponto de vista em mudança levasse a psiquê a refazer suas coanfigurações mentais para se adequar à novas referências de estado de consciencia. É como se um paraplégico voltasse a andar e a psiquê não se adequando continuasse a considerá-lo paraplégico.



SONHO E CONFRONTOS III

                

Parece interessante tal sonho, mas que significado posso atribuir a ele?

O Sonho espelha seu momento de mudanças, e transição. E a mensagem parece-me a indicação da sua necessidade de arriscar-se mais, romper com as amarras, se permitir experiências novas sem medo de ser feliz, ainda que isto lhe exija superar medos. Romper com parâmetros tradicionais. Se lançar no espaço é mergulhar em novo cenário sem as referências conhecidas e sob seu controle. É abrir espaço para novas realidades, superar a mesmice.

A mensagem do homem tem veracidade?

Parece-me bem articulado pela psiquê e resultado de forças internas que a confrontam e lhe mostram seus limites, e a necessidade de superá-los para avançar na sua realização. Este homem é parte de conteúdos masculinos de sua origem, fonte de energia, referencia e exigência de realidade, que você conceitua como “malvado”, um lado desconhecido por você, portanto,sombrio. Mas sua mensagem parece fortalecer uma mobilização de energia que a impulsione a ação e que lhe mostra a origem de seus fracassos.

Também tenho a pequena lembrança de beijar o corpo de um homem e decepcionada constatar que ele não conseguia ficar ereto.

Isso pode ser resultado de baixa estima, ou do medo de não eriçar o prazer de um homem. Em geral essa é uma fantasia de homens e mulheres que temem não satisfazer seus parceiros. Se seu parceiro não tem ereção o problema é apenas dele, relacionado ao desejo dele, ou à uma disfunção erétil nele. Cuide de satisfazer seu tesão e deixe que seu parceiro cuide do dele. O que eu falei antes é questão do seu conceito que forma sua atitude diante do mundo. No sonho o acontecimento, além do conceito, pode ter relação com seu medo de despertar o desejo do outro, se responsabilizar pelas consequências do que pode provocar, ou sua dificuldade de excitar-se, brincar ludicamente nesta área de laser, suas dificuldades com sua sexualidade e o que pode representar.

Se há o medo não ser o bastante para excitar o macho, há também o medo de não se sentir excitada, de não conseguir romper a sua frieza sexual, de não coseguir fazer erecto o seu falus.
Para mim isso transparece sentimento de incapacidade perante algo da vida, não necessariamente ligado a sexo. Faz sentido?

Faz sentido. A dimensão sexual pode ser apenas uma entre outras variáveis. Uma variante de sua dificuldade de se relacionar afetivamente com outras pessoas. E suas dificuldades envolvem outras áreas pessoais, outros limites que não o sexo, mesmo que essa “sexualidade” conceitualmente possa ser muito mais do que a dificuldade sexual, já que envolve, como um todo, a energia da vida.

É impressão minha ou estou tendo uma recaída onírica? Bem, não foi uma boa noite de sonhos...

Se bem entendi, não penso assim, muito antes pelo contrário. Não me parece uma regressão, ainda que estados de regressão possam também ser favoráveis em determinadas circunstâncias. O que não é o caso. Mesmo que tenha sido uma noite de pesadelos, eles vêm para impulsionar o sujeito à mudanças inevitáveis na vida.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

RISPIDEZ 2

  
Carlot 28

Carlota eu gosto de ver sua reflexão, suas descobertas, este é o caminho... compreender, transformar, amadurecer. O caminho é árduo mas profundamente realizador e gratificante. Você esta certa é preciso ter cautela e equilíbrio perante as palavras e...cautela na postura ativa. As palavras podem ser profundamente, ferinas, ofensivas e violentas em situações que envolvem competição, diferenças e conflitos, elas em geral acabam sendo devastadoras. Toda a força agressiva é projetada no outro em forma de sons, e sons com formatos para destruir, dilacerar o “outro”. Eu percebo a agressividade como um produto defensivo, reativo e cumulativo, isto é, quanto mais você se utiliza desse mecanismo para relacionar-se, deste meio de defesa e ataque, desta maneira de se expressar-se, mais agressividade você será capaz de mobilizar. É como uma conquista, a cada vez maior será o poder de mobilizar essa força destrutiva. Mais força agressiva será acumulada e maior será sua capacidade, seu poder explosivo, sua tirania.
Ou seja, Caia fora desta fria. Não é por aí. A sociedade competitiva nos exige certa capacidade de mobilizar esse poder agressivo. O trânsito, por exemplo: se você não tiver essa disposição, o trânsito se fará assustador, você nem conseguirá circular dirigindo. Mas nem por isso você poderá sair por aí passando por cima dos outros, reagindo com seu cavalo de força, caso contrário acabará matando pessoas inocentes. A agressividade é uma força, um poder que precisa ser disciplinado a nosso favor, dominado e controlado dentro de certos limites do razoável e do aceitável.
No seu caso; Você reprime de maneira a se fazer passar por “boazinha”, e tem medo dessa força superar seu poder de controle. Ora, não há como engessar um vulcão. Uma hora a força reprimida, aprisionada é liberada e pode se manifestar de forma mais destrutiva. É preciso aprender a dosar esse veneno. Se for excessivo ele mata.  Somos recém-saídos das cavernas e ainda vivemos num mundo absolutamente selvagem, apesar de todo o verniz social conquistado.
Como dosar essa força? Primeiramente não a deixando se acumular; não promovendo “imputs” QUE PROMOVA O SEU CRESCIMENTO, que a  multiplique dentro de nós, canalizando-a para ações positivas e construtivas. Transformando e projetando esse poder de forma a promover e gerar retorno positivo.
Isto é um exercício excepcional. Quando você se diferencia do outro no seu processo de maturação, deixa de ser reativa ao que o “outro” faz. O “outro” deixa de mobilizar, a partir de suas ações, sua capacidade reativa, Ele não mais a atinge. Mas... se você estiver indiferenciada o espirro do outro fará cócegas no seu nariz, o drama alheio será devastador, o desequilíbrio do “outro” a sugará e a desequilibrará. Por isso o trabalho de aceitação do outro como ele é, é pré-requisito na diferenciação.
Eu acredito em “não ser omisso”. Em não permitir que o outro me bata na cara. Para quem se permite apanhar não sei dizer o que isso pode representar, cada realidade é uma. Muitos apanham e desenvolvem doenças fatais, muitos renunciam à vida se anulando, muitos viram santos, cada caso é um. A minha opção é não permitir que o outro “Me Bata”, isso não quer dizer que eu necessite bater, aprendi a manter o outro à uma certa distância para administrar minha força, e tenho trabalhado intensamente a compaixão que sinto pelo outro. A omissão promove a culpa no “outro” e resíduos reativos no sujeito. É fundamental avaliar a situação e responder ao que a realidade lhe exige. Para mim o caminho é o diálogo. Sempre o diálogo. Não permitir acumulo de ressentimentos e mágoas, amor próprio ofendido, orgulhos caprichos, vaidades essas misérias humanas que nos corroem como vermes.

O seu Sonho é claro, sua natureza é semelhante à natureza de sua irmã, sua irmã é você, e você sua irmã. Enquanto ela explode para fora, você explode para dentro. Ela faz mal ao “outro” destrói o “outro”, e você se destrói esperando que o outro se transforme. O bonzinho é tão mal quanto o mal, porque ele permite que o outro o destrua, ele se permite destruído para destruir o outro. O caminho pode ser não sendo ela e nem sendo o que você se tornou. Existe uma outra forma, um outro caminho, a firmeza, a autenticidade e isso não nasce como uma magia, é o resultado da transformação que processamos em nós. Manifeste-se. Experimente-se. Administre. Exercite-se.
O sonho é compensador mostrando-lhe suas semelhanças, e seus conflitos, sua capacidade de se colocar no lugar dela, seu julgamento e suas críticas, sua repressão seus desejos e suas identidades. Se ambas se assemelham, paradoxalmente se identificam, o crescimento não está no oposto mas na busca de transformação. Aprender a lidar com essa força e transformá-la a seu favor.