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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PÃO E ESPÍRITO

   Cesto de pão - Antes a Morte Que a Mácula
   Corbeille de pain - Plutôt la mort que la souillure
Salvador Dali 1945


Sonhei que eu estava no quintal de uma casa que era minha e, com o desmatamento da região próxima, dois tucanos lá estavam a se abrigar. O tucano menor que parecia filhote tinha a penugem de uma coruja, enquanto o maior tinha penas verdes como de um papagaio. Por vezes eu levantava a mão e o tucano maior, que por certo seria a mãe, vinha pousar no meu braço. De leve ele bicava-me como a dizer que estava com fome e eu o alimentava com pedaços de pão. Foi um sonho muito bom, pois era como se eu pudesse dar não apenas abrigo e comida, mas também consolo àqueles animais. Eu senti os tucanos desolados por terem perdido o habitat natural, por estarem emocionalmente machucados com a realidade de se sentirem inadaptados à existência e ao todo, exatamente como geralmente me sinto, por sentirem falta dos seus amigos iguais de espécie.

Os sonhos são assim, às vezes se revestem de múltiplos conteúdos que dificultam a sua compreensão, ou espelham o momento pelo qual passamos, momentos confusos e atormentantes... Sonhos inquietantes. Outras vezes os sonhos se mostram límpidos e transparentes, e a leitura é imediata e a compreensão instantânea. Essa é a graça que se pode receber quando focamos o olhar no interior, quando consideramos o eixo interior que nos guia. Ficamos mais próximos de nosso espírito e o diálogo se faz natural.

A leitura já compreendida por você é direta e transparente, sua identidade com os excluídos, com os marginalizados, com os sofredores, perdidos, isolados, lançados no desolamento. Encontrando-se no abandono. Mas este é apenas uma face do conteúdo.

EU LHE APRESENTO OUTRA FACE DESSA MOEDA.

Você no quintal de sua casa – seu interior, sua vida, seu templo, sua alma.

O pássaro é o espírito – seu espírito santo, livre. O filhote é o espírito renovado. O pássaro adulto e o velho espírito que se transforma com o tempo.

A fome do pássaro é saciada com o pão – Assim como o pão é o alimento do espírito. Símbolo do alimento essencial. “Nem só de pão vive o Homem”, Pão é o nome que se dá ao alimento espiritual. Símbolo do corpo de cristo na eucaristia, “o pão da vida”. O Pão combina com a vida ativa, mas também se relaciona com os mistérios da consagração.

A fome do espírito é saciada com o alimento espiritualizado, com o Sagrado, Consagrado.

O trigo debulhado, a matéria bruta, é refinada e assim unida a água e ao princípio ativo, o fermento, o conteúdo que dá liga, aciona a alquimia, a conjunção dos elementos. Assim se metamorfoseia a matéria, e ela cresce como que fecundada, se transforma em repouso.

E no momento seguinte ao milagre da transformação ainda se faz necessário a união com o Fogo. o calor da vida, a vibração Elemental que aquece e mais uma vez transforma a matéria e finalmente realiza o milagre do pão.

O alimento está pronto, para o corpo e para o espírito. O pássaro se aproxima e pousa no seu braço, não tem medo de você. Solicita-lhe o alimento e você o alimenta, alimenta o seu espírito. Dá-lhe vida com o alimento sagrado. Abriga o seu espírito no templo consagrado.

Não há porque focar o negativo, o abandono, a tristeza. Quando estamos sintonizados como o nosso espírito, estamos juntos ao eixo do mundo, ao eixo da vida, estamos unidos, em conexão com o Divino. Olhe para frente e abandone o olhar do passado. Você está chegando em casa.

Em casa não existe solidão. A solidão é o sofrimento gerado pela expectativa não vivida. O sofrimento é imagem do desconforto por não participar do que se credita essêncial. Já nascemos na solidão, mas quanto mais nos aproximamos do eixo mais nos afastamos desse desconforto.
Ah!  abandone o seu isolamento ao invés de lamentar abandono alheio. Corra atrás de sua TCHURMA!    Sua tribo!   Encontre uma. Confie em sua natureza. Confie em sua vida. Se dê uma chance de conviver, aceitando o outro e permitindo ao outro que a aceite como és. Nada há a se perder!



  photo do Blog Jornada Alma -  acesso restrito

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

METAMORFOSES



No sonho seguinte eu me encontrava sozinha dentro de um carro dirigindo-o como se soubesse dirigir. Estava levemente tensa por ter de manobrar o veículo em ruas com um tráfego grande, parecia até estar nas avenidas de São Paulo. Daí o carro se transformou numa moto e depois eu estava numa bicicleta de criança um tanto apertada e cujo guidom saia. Se eu não o encaixasse ficava apenas com a parte do pedal, igual aquelas bicicletas de circo. Nisso apareceu um homem e uma mulher. Não lembro direito, mas por fim estávamos caminhando em cima de um muro. Eu ia na frente enquanto a mulher e o homem se transformaram em minha mãe e pai, os quais, nessa ordem, seguiam atrás de mim. Em cima desse muro eu andava dançando totalmente despreocupada e um tanto exibicionista. Comentávamos sobre a construção de algo muito grande, creio que um hospital, dentro do parque que fica próximo da minha casa. Eu não concordava, pois achava desinteressante o projeto de colocarem um hospital num local de lazer e esporte. Entretanto, se não havia mais local na cidade para a construção, o jeito era aceitar e encarar a mudança que a mesma geraria no local. Por fim eu estava novamente com um homem. Estávamos nus abraçados na cama e eu sentia-me muito bem enquanto acariciava suas costas sentindo seu corpo tão junto do meu. Era quase como se fôssemos nos tornar um só. Entretanto, depois de trocarmos três beijos ele reduziu de tamanho e transformou-se numa criança de aparentemente uns três a quatro anos. Novamente a mesma situação.

Como libertar o lado feminino desta compensação maternal e desenvolver meu animus? Como integrar esses conteúdos opostos?

Você avança no sentido de dirigir sua vida. Conduz com suas mãos o volante de sua vida,  mas o sonho pode indicar a necessidade de cuidados nessa direção para que não regrida a estágios de infantilidade onde os limites são maiores e o esforço mais exigido, o que pode representar retrocesso. 

O carro, já signifiquei, é o seu corpo, seu veículo, o que lhe permite transitar pelo espaço na vida moderna como uma pessoa adulta que se conduz. Assumir a direção da vida lhe exige esforço, atenção e gera tensão. E você terá que enfrentar imprevistos e mudanças. Mas o corpo muda, o veículo se transforma, mais precário ou mais sofisticado, assim como se transforma a forma com que o conduzimos, como adultos ou como criança, com facilidades ou embaraços. E nós precisamos de esforço, técnica, destreza nos equilibrar frente às exigência da vida.

A imagem em cima do muro me parece o domínio pessoal em caminhar com destreza entre duas margens e à frente dos pais. Não há o que se esperar deles, a condução se torna pessoal. Você se conduz, se equilibra e... se coloca em risco. Em cima do muro precisamos estar alinhados e no eixo, para não cair.

A sabedoria popular indica “estar em cima do muro” às pessoas, ou grupos, que evitam fazer escolhas para não se comprometerem. Reavalie se suas posições se são apenas diplomáticas como defesa ou usa o mecanismo para escapar de posições mais assertivas.

Você é exibida? E despreocupada? Se bem identifico, você é exibida, mas tensa, neste caso a despreocupação compensa a tensão.

Esse exibicionismo chama a atenção, pois parece um lado lúdico e criança de alguém que fortalece sua confiança diante do mundo e se permite dançar sem se preocupar com qualquer risco, sem o medo e sem defesas repressoras. O que também pode indicar compensação. Por outro lado pode ser associado com a figura do Tarô: “O Louco”. Estar em perigo sem perceber o risco. O louco caminha olhando para o céu, ao lado de um cachorro desperado que tenta alertar o dono para o perigo que se apresenta. E o louco, olhando pro céu, dá um passo em direção ao abismo. Se ligue.

Naturalmente seu foco de atenção e de escolhas prioriza mais o lazer e o esporte.

A parte final do sonho, em seu relato não ficou claro se é continuação do mesmo ou se é um outro sonho. Mas, indica duas possibilidades:

A metamorfose do homem em criança, que repete a metamorfose do carro em velocípede, também é regressiva e pode ser referência de diminuição da presença do conteúdo masculino, ou sua tendência pessoal de tratar os homens de forma regredida. Se isto acontece, ela mostra a tendência de subestimar a figura masculina, internamente e na sua relação com a realidade. É mais do que apenas uma postura maternal, mas postura quea compensa a força do masculino sobre sua personalidade.

sábado, 15 de maio de 2010

A DANÇA DO TEMPO II


CH 66


Sonhei que algumas pessoas me explicavam sobre o sono e numa de suas fases, exatamente a do sonho, o individuo era levado a um compartimento redondo com infinitas super dimensões que atraiam situações difíceis que visavam à superação, bem como situações fáceis e agradáveis que serviam de prêmio e conforto meritório perante as superações virtualmente adquiridas. Assim aquela câmara individual interagia com a pessoa que nela entrava para viver os fatos, os quais posteriormente poderiam ser vagamente lembrados em forma de sonhos. Explicaram-me que a função ali era ganhar tempo de superação e interagir com fatos benéficos ao desenvolvimento pessoal (mesmos que sob forma de pesadelos). Os fatos eram divididos em três categorias:

1. Os improváveis de ocorrer na realidade da pessoa;

2. Os prováveis de acontecer futuramente, fosse de forma parecida ou idêntica (este último ligado a pessoas com dons especiais de premonição); e

3. Os impossíveis de se tornarem reais (por irem além das leis físicas).

Seria como viver uma semana de condicionamento emocional e psíquico a cada noite bem interagida naquele compartimento. Ali o tempo se tornava elástico e as projeções multidimensionais vivenciadas eram completamente especificas a cada individuo. Ali era possível sentir dor sem estar de fato ferido, sentir frio sem de fato estar na neve, sentir a água sem de fato estar molhado, etc. mesmo podendo crer piamente estar ferido, na neve ou na água da chuva. A interatividade manipulava a pessoa de forma a fazê-la vivenciar o irreal como sobrenaturalmente real. O esquecimento do que se passava lá dentro ocorria pela grande quantidade de ‘vivência’ tida numa simultaneidade complexa de ser entendida, a qual exigia muita concentração no desenrolar dos fatos, fazendo os mesmos serem rapidamente armazenados após a automação irreal vivenciada, surgindo assim a dificuldade da lembrança consciente.

Sei que passei por muitos sonhos (vivências) dentro da tal câmera ou compartimento redondo e lembro vagamente o conteúdo dos sentimentos aflorados. Acho que a raiva (sensação de estar sendo afrontada) foi à emoção mais sentida, porém não lembro das experiências em si, apenas a última que veio como um desfecho:

eu estava numa esquina segurando um papel que continha a escrita de uma declaração de amor. Do outro lado da rua havia um local de música. Senti vontade de dançar, mas eu estava sozinha e pensei que os homens daquele local (provavelmente um bar dançante) deveriam estar bêbados e os sóbrios deveriam estar acompanhados. A minha melancolia misturou-se ao ambiente que era escuro com a leve penumbra de uma noite de luar. Nisso a cantora saiu na porta e vieram cinco homens com trajes sociais pretos e gravatas em tons de prata, dourado e cobre vindo em minha direção. Eram todos lindos e eu senti-me lisonjeada. Eles atravessaram a rua estando três à frente e dois atrás, andando com classe, ao ritmo da musica. Da mesma calçada donde eu estava, vieram mais dois homens no mesmo estilo. Não houve disputa como se todos soubessem que teriam sua chance de dançar comigo. O que chegou primeiro, por coincidência o mais belo de todos os sete incrivelmente belos, estendeu-me a mão com galanteria e imergidos em profunda magia começamos a dançar. Notei que ele não parecia bêbado, mas dançava de uma forma completamente diferente. Tentava acompanhá-lo e aprender aquele jeito novo e inédito para mim de dança de salão. Não senti constrangida e nem ele pareceu se atrapalhar ou ficar impaciente pelo fato de eu não conseguir seguir seus passos. Era como se nós sentíssemos extremamente honrados em dançar um com o outro, independente da dança em si. Os demais sorriam numa alegria contagiante como se estivessem aguardando cada um o seu momento de glória. Minha auto-estima parecia reluzir interiormente.

Ao fim de cada vivência o pessoal me passava uma espécie de relatório com meu desempenho ou a aprendizagem que eu devia captar, algo muitíssimo interessante.

Como só recordo dessa ultima vivência, a mensagem era: ‘Se você focar a diferença dos passos na dança dos relacionamentos, sentir-se-á inadequada e inferior, mas se souber relevar e aceitar isso (e o mesmo deve se dar por parte do outro), curtirá uma agradável dança, mesmo que cada um tenha seu modo conhecido e preferido de conduzir os passos. Muitos novos aprendizados são bons, mas não são obrigatórios, portanto, não os tema. Não se prive de estar a bailar por conta das diferenças, pois você pode surpreender-se com o que existe por trás das mesmas a lhe favorecer. Também não julgue todos separando entre bêbados ou acompanhados, pois a generalização apressada é sempre uma falsa indução. Sem dúvida, embora eu só recorde isso, acho que foi um dos sonhos mais maluco e maravilhoso que já experimentei de uma forma muito real e ao mesmo tempo conscientemente irreal.

Por que sonhei com isso?

A DANÇA DO TEMPO II


Fred e a gravata dourada, com Ginger

É uma excelente pergunta! Não sei se saberei responder o porquê, posso tentar, mas a mensagem está expressa, e isso é o que importa, essa é a riqueza do sonho. Sua psiquê lhe transmite uma mensagem como um input para que você se reeduque na forma de conduzir, de se relacionar com o mundo, consigo mesma e na forma de usar o filtro de seleção do interesse, suas defesas, resistências, e aprenda a responder de forma mais positiva ao que a vida lhe propõe e não na mesmice e no simplismo de sempre.

Diante de um sonho me coloco como um adolescente experimentando pela primeira vez a descoberta do amor. Para falar a verdade, tenho esta forma de lidar com a vida a cada dia, como um frescor que me predispõe, como uma experiência única, especial, que mesmo repetida nunca será a mesma, mas vivida de outra forma. É assim que estou me sentindo diante de seu sonho.

Alem da mensagem se mostra visível, e possível, outros conteúdos, e outros mais que pela significância, relevância e profundidade as limitações nos impedem tocar.

O sonho posso considerá-lo como um presente pela mensagem transmitida e por acrescentar e agregar saber sobre mecanismos, constituição de diálogo, e pela troca, retorno, ao mostrar a capacidade do inconsciente de interagir com o individuo, de construir um diálogo quando é considerado e respeitado.

Compartilho sua sensação de encanto, pois o percebo e recebo como feed back da dinâmica de seu inconsciente.

O sonho é construído em duas fases: a primeira lhe introduz numa dinâmica em que você se mostra suscetível e conduzível: sua curiosidade e seu interesse voltado para a descoberta do novo definem suas características de seleção e filtros de escolhas. Assim o inconsciente oferece mel para quem gosta de açúcar e carinho para quem demanda carência, carro para quem gosta de engenharia ou velocidade, e por aí. No seu caso parece-me que sua criticidade excessiva só enfraquece a sua resistência e defesa quando encontra o inusitado, o fantástico, o incrível. E a psiquê lhe oferece o fantástico para que sua resistência e defesas reduzidas possam permitir sua fixação de atenção, aumento da capacidade de memória e de fixação da memória, para que a segunda parte do sonho ocorra.

Ou seja, a primeira parte lhe prepara as condições biofísicas para que a segunda metade se realize dentro de condições que você esteja em condições de ser linkada e comunicada do intento do inconsciente.

O sonho pode ocorrer independente do sonhador, seja no processo de reajuste, alinhamento e atualização dos mecanismos biofísicos. Mas quando mudanças de atitude se fazem necessárias no seu comportamento, a partir de seu comando mental, você deixa de ser um objeto passível de mudanças para ser responsável pelos inputs que determinam essa mudança. Neste caso a psiquê precisa dialogar com você, lhe comunicar onde é necessário que você realize mudanças para que interrompa o processo de impedimento, desmobilização e boicote da psiquê na sua busca de transformação ou de realizar seu intento original, aquilo para o qual esta configurada a fazer.

O primeiro caminho que a psiquê utiliza são os sonhos. Quando esse caminho se mostra inviável por impedimento do diálogo, ocorrem as invasões no pensamento. Uma tentativa do inconsciente de interferir no seu comportamento independente da sua vontade, ou sobre o poder de sua vontade, isso ocorre com fluxos de pulsões de impulsos. Se o individuo continua se acreditando superior esta força impulsiva aumenta e invade com mais intensidade e determinação a consciência. E aí... Todo o tipo de desvios e de comportamentos podem aflorar, determinando novos estados de “equilíbrio” mental, de relação com o sujeito (interna) e na relação com o mundo.

Quando o individuo restabelece a conexão cosigo mesmo, abrindo espaço para compreender “o que é este interior”, seu “espírito”, sua “alma”, reabre o dialogo com seu fluxo interior, com essas forças desconhecidas e as invasões na Câmara do Pensamento e da Consciência diminuem reestabelecendo a construção do diálogo através dos sonhos.

Definitivamente, o mecanismo do sonho é de atualização quando só depende de si próprio, da psiquê, e de interação como referência de comando do corpo quando exige sua participação. Caso contrário o sonho como mecanismo não precisaria se realizar, se a psiquê não tivesse o intento de comunicar sua mensagem. Neste caso o sonho seria um mecanismo inútil. Como isso é tolo, não é assim que ocorre, ele precisa lhe preparar, biofísica e mentalmente, para que esteja em condições de participar deste diálogo, e não precise interferir no seu comando de consciência que lhe é primordial e sua única possibilidade de sai da escuridão do tempo, na morada da inconsciência, da prisão do desconhecido.

Deixando de lado o conteúdo como resultante do mecanismo e olhando-o apenas como conteúdo, diria que a primeira parte a psiquê lhe alerta para a importância de diferenciar o real do imaginário e insere uma dinâmica de transmutação e metamorfose da libido. Neste caso a energia acumulada em forma de raiva ou ira se transmuta e pode ser, ou o é, reabsorvida para ser aplicada em ações mais positivas, lúdicas, ou que favoreçam a interação e a inserção no ambiente coletivo, como, por exemplo, a Dança

A ideia do tempo elástico é fenomenal, já me manifestei sobre isto, se não o foi aqui, possivelmente no blog Jornada da alma. Venho escrevendo sobre este fenômeno e o creio magnífico, e para mim definem a forma saudável ou doentia com que nos relacionamos com o universo. Agora aqui não há como avançar neste tema. Mas é admirável esta dica do seu inconsciente. Pensando bem.... uma dica:

Em síntese: É preciso que repense sua relação com o mundo através da dinâmica do tempo, pode haver equívocos nesta dimensão, presença de ansiedade ou ausência daquela que se faz importante, que nos impulsiona para a ação. É necessário que se liberte da prisão do tempo, ou da rigidez que ele favorece. Em princípio reavalie essa sua relação.

Ah! Sonhos premonitórios são bons indicativos de acontecimentos, o que não faz todos os sonhos o serem, o diferencial é a referência de realidade, a fantasia e aprender a lidar com os eventos para desenvolver a habilidade de diferenciá-los, para que não se perca na ilusão do tempo, em Maia.

A dança sempre lhe aparece com uma possibilidade de interação, envolvimento. Ja fez Dança? Danças? gostas? Parece-me que pode ser um elemento forte  para lhe favorecer o equilibrio.
Um detalhe: a mensagem pode ser indicativo de que a forma como avalia seu cenário define o sucesso ou o fracasso de suas relações interpessoais.


Bye

domingo, 6 de setembro de 2009

MATEUS e sua AMIGA


Mateus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ANE": Minha amiga teve este sonho esta noite: Primeiro sonhou que estava num apartamento e este era de sua irmã em Campinas. Entretanto ela tinha uma reunião de faculdade (algo já concluído há quatro anos) para OBRA Frida Kahlo The Love embrace of the universe ir e esquecera a folha donde tinha anotado o endereço da casa da colega donde se reuniriam. Ela pensou de ligar para sua mãe a fim desta verificar-lhe o endereço, mas no apartamento ainda não tinha telefone. Sua sensação era um pouco desesperadora de ter urgência por algo e não poder fazer nada. Uma vez num local donde caracterizou como uma escola, perguntou a outra colega se esta tinha o endereço que ela queria, mas esta nem lhe deu importância ao assunto. ela comentou com outra jovem que dessa vez fora ela quem faltara a uma reunião e isso soou péssimo, pois nunca lhe acontecera. Nisso uma professora quis entender a
história e também demonstrou ficar abismada com a
situação dela, pois conhecia a dedicada aluna que ela era. Foi uma situação angustiante. Em seqüência foram para uma aula de tênis da qual ela queria muito participar, mas estava fazendo algumas anotações atrasadas e nem teve tempo de participar da aula, mas houvera gostado muito e os demais alunos também. Parece que era uma modalidade esportiva nova que o colégio ou faculdade havia adotado. No que a aula de tênis terminou, ela juntou suas folhas, mas estas eram tantas que estava difícil ordenar e caber tudo dentro do fichário. Em seqüência ela retornou para o apartamento de sua irmã e se viu brincando com sua sobrinha. Era um jogo de figurinhas donde cada uma tinha que imitar algo e descobrir o par da imitação. Entretanto o jogo teve de ser interrompido, pois chegara o momento de dar banho em sua sobrinha e esta só aceitava ela para tal. O apartamento nesse momento se fez enorme e havia inúmeros banheiros. Ela escolheu um, ligou o chuveiro e, no que começou a dar banho na menina, esta começou a encolher até se transformar num bebê assustado. ela abraçou aquela criança bebê que cabia sentada em sua mão e tentou lhe tirar o medo. Nisso a pequena começou a se transformar numa estátua que, com a água, imediatamente começou a enferrujar e a sumir até ficar uma peça bem pequena, com partes soltas e desajeitadas. ela enxugou a peça, colocou-a na mesa e ficou imaginando como contaria a todos que sua sobrinha havia se transformado naquilo. Ninguém ia acreditar e, se acreditassem, no mínimo iam lhe castigar pelo ocorrido. Logo depois ela já estava numa casa e esta era linda, muito agradável, pintada de um rosa muito mimoso e suave, toda enfeitada com vasos de flores e bastante arejada. Essa casa também era enorme como se fosse três em uma. ela não soube dizer de quem era a casa, mas a sentia como se fosse sua também e disse enfaticamente que não era a primeira vez que sonhava estando nela. Em verdade uma parte da casa parecia ser sua moradia e na outra era sua irmã quem morava. Mas de toda forma havia mais gente residindo ali que ela não soube dizer ao certo quem era. Talvez fosse a família de seu esposo, o qual sentiu ser o dono de todo o local. Obviamente um esposo encontrado apenas dentro do sonho, já que ela não é casada. ela se viu caminhando até chegar num dos recantos dessa casa, o qual parecia uma varanda lateral, quando suas primas chegaram. Como ela estava suada (e não soube dizer porque estava suada) elas passaram e, embora tenham dito algo, não a cumprimentaram com um beijo, como costumam fazer. Havia alguém com ela naquele recanto e parecia ser sua avó, mas ao mesmo tempo não era realmente sua avó. ela limpou o suor com as mãos, mas suas primas não retornaram para lhe beijar e tal situação lhe faz sentir rejeitada e inferior, embora tivesse compreensão do motivo. Suas lembranças interromperam-se aqui. o que pode significar?
O sonho parece-me um sonho de confronto. O inconsciente promove o sonho de Confronto para alertar para o nível de tensão e a necessidade de mudanças de atitudes, para conflitos morais e de princípios, para os conflitos entre desejos e repreensão, para os níveis elevados de defesa, severidade e perfeccionismo, etc. no caso do sonho acima a tônica é sempre angústia, ansiedade, defesa, desespero. Inadequação na interação com a realidade, com os cenários e com as pessoas com quem mantém ralações de afeto. Vamos dissecar: reunião é compromisso, dever, obrigação, trabalho, responsabilidade, nível de tensão elevado, ansiedade, adrenalina, cobranças. Esquecimento é descompromisso e relaxamento onde não deve haver, é não priorizar o que deve ser priorizado na hora certa, é relevar o importante, postergar. Inadequação entre o que devemos e a atitude que estamos praticando. Mas se o outro tem a noção disso ele pode se tornar muito severo consigo mesmo e até exigente e perfeccionista. Mas na cadeia de eventos existe um nó que define uma quebra que leva aos extremos. Todo o sonho ressalta o interrompido, o que não flui, as cobranças,os impedimentos, os limites, as dificuldades, os bloqueios, os medos. O resultado é angustia e ansiedade. Naturalmente tudo isso produz um sentimento de inadequação, de rejeição e atua na formação de um complexo de inferioridade. "Eu" dependo do afeto do outro, se sou negado eu sofro porque não sou suprida na minha necessidade. Na situação o complexo já existe e o ICS o realça para mostrar que ele existe e que vem sendo compensado. A relação com a criança é lúdica evidencia necessidade de relax, ou necessidade de regredir ao nível da forma como as crianças se relacionam com o mundo: brincando (compensação da tensão, fuga do real ou fragilidade emocional (a pessoa pode ser muito sensível e não dá conta das exigência da realidade). A criança que quando se lava (purificação) se metamorfosea em estátua, elemento Rígido, é bem adequado para à rigidez do exigente que essa pessoa pode ter se transformado. A criança dentro dela foi paralisada. Por outro lado na dimensão Biofísica dessa pessoa pode estar ocorrendo um processo de oxidação (presença excessiva de radicais livres no sangue) que alerta para a necessidade de reavaliar a alimentação que essa moça pratica ou possibilidade de desenvolvimento de um processo de rigidez nas juntas do corpo - reumatismos, rigidez muscular,etc. -, envelhecimento precoce ou alteração no processo de calcificação óssea, (essas observações não são afirmações, são possibilidades de comunicação da psique sobre eventos biofisicoquimicos). Outra possibilidade: a metamorfose da criança em estátua sinaliza para a transformação da carne, e da água, em pedra, enrijecimento, excluída a possibilidade física, fica a formação da pessoa refratária, que abre mão do espírito do leve, do lúdico, do espírito, para se tornar fria, rígida e refratária como são os refratários. Dificuldades para lidar com a figura de autoridade, o medo de ser castigada, o sentimento e rejeição e o complexo de inferioridade são evidências de que estes processos determinam um sofrimento incomum, dor e angústia. É necessário, buscar mudanças, buscar transformações para descobrir novas formas de se relacionar com a realidade. A vida pode estar exigindo novas formas de respostas do sujeito. Em relação ao suor é natural que secreções possam despertar sensações de desconforto e rejeição mas levanto duas questões: 1ª- é direito do outro reagir da maneira mais confortável para si. O inadequado e associar a rejeição ao evento, dentro do contexto, com a questão pessoal. “Isso pode evidenciar caprichos e melindres que podem tornar a pessoa muito “Sensível” com uma auto estima mal desenvolvida, imatura. Auto estima é resultado de processo de maturação da personalidade. Se amadureço sei do meu tamanho, se permaneço infantil não desenvolvo a estima, permaneço carente, dependente; 2ª possivelmente a ansiedade do sonhador tenha de tal forma gerado uma disfunção no seu equilíbrio térmico, excitação, super aquecimento que a tenha levado ao suar e ao fechamento do sonho com realce no sentimento de rejeição associado à sua imagem de descuido. Alerta! Fortaleça sua autonomia e individualidade e não sua aparência.