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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

MORTE, MÁSCARA E RENASCIMENTO



Acordei assustada no meio da noite. Não lembro o sonho em si, mas o aviso dele ficou nítido na minha cabeça: a morte estava chegando. Como já foi dito outrora, creio ser a morte simbólica dos meus pais interiores.

Quando voltei a dormir tive um sonho bem bizarro. Eu estava com uma jovem e ela perguntou se eu queria viajar com ela para outro país. Era pegar ou largar exatamente naquele momento e, tresloucadamente (ao menos perante a vida real) aceitei. Eu carregava uma mochila. Não sei o que havia nela, mas sei que não levava absolutamente nenhum dinheiro. No aeroporto estava tendo um baile e dancei com um sujeito desconhecido bastante simpático. Depois de embarcarmos na viagem e termos um voo levemente turbulento, desembarcamos no outro país. Disse para ela que eu ia ter de arrumar um emprego e aguentar gostando ou não, pois eu não tinha nenhum dinheiro. Ela disse que isso era fácil e logo eu me acertaria de tais questões. Senti vontade de tirar foto, mas não tinha uma máquina fotográfica e comentei que seria o primeiro objeto que compraria. Além disso estava sentindo falta de um caderno de anotações para registrar a vivência inusitada. Pouco depois ela pegou a maquina fotográfica dela para tirar uma foto minha e toda contente busquei me posicionar frente a bela paisagem litorânea. Só que ao invés de bater a foto, ela preparou a câmera e abriu uma espécie de computador donde ligou um microfone e apresentou-se para todos os transeuntes e moradores que estavam sentados na causada de suas casas e lojas na rua da vila. Depois ela passou o microfone para mim e eu fiz o mesmo apresentando-me as pessoas, mesmo percebendo que elas não estavam nem aí para aquela cena um tanto tola. Ao menos para mim pareceu uma tolice da qual não entendi o fundamento.

Será que tal microfone tem recorrência, embora diferenciada, com o microfone do sonho de outrora?

Apresentando-me com tranquilidade eu anunciei que era mineira e brinquei dizendo que meu sotaque cantado acompanhado da gíria 'uai' ou 'ué' não negava minha origem. Comentei que estava gostando da viagem e que tinha certeza de que, igualmente, também iria gostar daquela cidade. Ao terminar devolvi o microfone para que ela guardasse sua engenhoca a fim de seguirmos a caminhada. Não sei que país ou cidade era aquela, mas parecia uma cidade pacata, tranquila e bela de se morar. Logo na sequencia eu estava sozinha e como já sabia, teria de contar apenas comigo mesma para me virar. O mais impressionante (e que provavelmente não ocorreria na vida real) é que eu, completamente só no sentido de ter que ser auto-suficiente, sentia-me livre, cheia de disposição e serena enquanto percorria as ruas desconhecidas.



A morte no sonho pode indicar processo, encaminhamento ou finalização de um período, um ciclo, um momento ou dinâmica psíquica, de um estado ou configuração gestaltica psy, a dissolução de conteúdo autônomo, a reconfiguração de significado simbólico, o prenúncio de um acontecimento, a manifestação premonitória de uma morte anunciada.

Em principio, mesmo que o possa ser, não me parece uma indicação de morte de alguém, ou premonição. Mas parece-me indicação de morte de condição, de “estado”, sinalizando consequentemente, mudanças, transformações, renascimento, alterações significativas de configurações psíquicas e de conteúdos.

Na sequência a viagem reafirma as transformações, agora projetadas nas mudanças de cenários, paisagens, ou de meio no qual está inserida. Mas essas mudanças passam pelo estágio do vôo e da fantasia, em dois tempos:

1. Aeroporto --- avião --- vôo turbulento = fantasia, elevação, voação, ilusão;

2. Chegada --- desembarque --- outro cenário, outra condição.

Assim surgem duas possibilidades:

1. A fantasia pode favorecer a turbulência ou criar um vácuo entre as duas realidades, entre o antes e o depois, o velho e o novo, uma suspensão que sustenta a transição e adia a transformação.

2. O novo estado, a nova condição continua sendo preparada para o momento em que esteja plenamente preparada para dar adeus ao passado.

Será que tal microfone tem recorrência, embora diferenciada, com o microfone do sonho de outrora?

Se você fala como símbolo fálico, sim! Mas diferentemente do sonho anterior a conotação pode ser no sentido de potência, força, energia que lhe será exigida. Tendo a pensar que para realizar a sua integração dentro deste novo cenário você precisará usar a sua condição de mulher corajosa e de forte presença, (seria a condição de mulher fálica?) prefiro não classificar essa condição. Usar potencialidades que lhe são naturais e que superam a Persona criada para intermediar a sua relação com a realidade.

Novos cenários exigem-nos adaptação e apresentação. Portanto também não vejo, mesmo que possa sinalizar indícios de vaidade e narcisismo.

Sinto que a nova dinâmica lhe exigirá: presença; coragem de se expor; coragem de arriscar, por a cara à mostra. E naturalmente para isto é preciso “peito”, força, coragem, que necessariamente não são atributos de homens, mas conteúdos de masculino que se impõe como principio de realidade e que projetam a condição de guerreiros que precisamos para atravessar essa selva de perigos que é a vida, para seguir nessa jornada de vida e morte.

Ser fraco. submisso, frágil, dependente é opção que todos temos mas é opção de quem não tem noção do significado de viver. 

Daí não dar importância a conteúdos que apareçam implícitos e que mascarados se projetem e traduzam a vaidade ou suas características narcísicas, que em geral são atributos de segunda categoria e que servem de armadilha para aprisionar os tolos e incautos.

  Vaidade e Narcisismo são funções e atributos auxiliares,
de segunda categoria, armadilha para tolos e incautos.

Minha tendência parece ser confirmada na sequência: você se desfaz do microfone e tem o felling:

Logo na sequencia eu estava sozinha e como já sabia, teria de contar apenas comigo mesma para me virar.

Essa a dinâmica da mensagem; No novo mundo, novo país, novo estado, nova margem, nova condição só lhe resta a INDEPENDÊNCIA, tomar conta de si, aprender a se cuidar, assumir e tomar conta de sua vida e assim se apresentar. Para completar a transição é necessário superar a armadilha dos perdidos: A fantasia. E na outra margem de consciência, do outro lado, encontrarás a singularidade.

A PERSONA SE SUPERA E ENCONTRA O SEU CRIADOR.

domingo, 26 de setembro de 2010

AETERNUS FAMÍLIA



 
Em segundo estava com minha mãe em Portugal, numa casa que supostamente deveria ser do meu pai. Minha mãe havia feito comida e estávamos prestes a nos alimentar, mas meus dois irmãos por parte de pai não estavam, pois não era período de férias deles. Pensei que a viagem ia ficar perdida uma vez que deveríamos ter ido nas férias deles. Daí lembrei que também não estava nas minhas férias e tentei imaginar se as minhas férias coincidiria com a deles, e se até lá teria condições de refazer a viagem. Não lembro mais nada desse sonho.

Em seu processo interior, iniciado em passado recente, de reconciliação de conteúdos internos, conteúdos de oposição, em dinâmica de conflitos, dissociados (diferentes de autônomos), de polarização para atualização de equilíbrio psíquico, a dinâmica de atualização permanece, atuando a favor de integração e de sua harmonia psíquica. Vejamos:

Não conheço sua história familiar, mas mesmo que não tenha ancestrais portugueses, simbolicamente Portugal é a nossa Terra Ancestral. Na miscigenação brasileira, ou na constituição do povo Brasilis, nossa origem ancestral se mostra geralmente múltipla, com ou sem predominância genética, temos no sangue a historia de três ou mais origens.

Eu por exemplo tenho origens alemã, portuguesa, e africana e possivelmente origem em Povos Originários da Terra Brasilis (indígenas).

No sonho, Portugal pode estar aparecendo como indicativo de origem ancestral ou simbolicamente como origem de terra mãe. Nestes casos o encontro de ordem arquetípica é de origem de inconsciente coletivo associado à constituição familiar e à reunião da família: Pai X Mãe X Filhos.

O alimento é origem de nutrição afetiva. Neste caso a família reunida para se alimentar nutre-se de afeto, ou alimenta sua base afetiva, sua constituição, realizando a conexão do passado com o seu presente e a referencia de que este encontro inevitável com os irmãos te liga do passado ao futuro, entre ferias e trabalho, entre tensões opostas de baixo nível (férias) e alta pressão ( trabalho).

A viagem que geralmente é indicativo de fantasia, neste caso parece-me indicativo de transição, de passagem de estados, da dinâmica de mudanças ou de permanencia de conflito entre uma tendencia de reunião e outra de separação.

Pode haver frustração pelo encontro irrealizado. Não se encontra o acordo tônico na família.

Daí considerá-lo, o sonho, como continuidade do processo de reencontro com seu eixo de origem, a família. O que nos liga à nossas origens aos compromissos que não devemos nos furtar com a evolução da estirpe, que indica o nosso futuro ou a continuidade de nossos descendentes.
A pergunta que aflora: o que impede o verdadeiro encontro, reunião, desta familia? o descompromisso das férias? Sua postura de descomprometimento?
Reflita.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

VIAGEM A PARIS


PARIS
CARLA 149

Em segundo sonhei que minha irmã havia me dado uma viagem para Paris. Nós duas íamos para lá. Eu estava muito feliz como se estivesse vivendo um sonho... e era apenas um sonho.

PEQUENAS CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS

Para compreender a leitura do sonho

Uma imagem possui uma representação, um significado ou uma simbologia específica. Mas a imagem é mais do que isso. Através das imagens oníricas somos conectados com o universo psíquico, nosso lado mais profundo e desconhecido, nossa origem, nossa alma. Pelas imagens somos, como seres visuais, sensíveis e perceptivos, conduzidos através do nosso foco de atenção para aquilo que o espírito interior define como o melhor para nós, somos mobilizados, lançados, conduzidos e resgatados para o eixo, para o ponto central que possuímos, aquilo que nos distingue como sujeitos.
Portanto, a imagem é essencial, para que o Intento Psíquico, o comando interior, possa se realizar e para que nós como seres simbólicos possamos nos referenciar nos significados, aproximando ou nos distanciando das experiências na realidade.

Cada imagem que é codificada possui uma carga energética, um conteúdo, uma polarização produzida pela psiquê, uma referência psíquica ou uma polarização produzida por nós a partir de nossa experiência na existência, no dia a dia, na vida. Digo produzido por nós quando definimos e elaboramos o significado ou como o resultado do processamento e dos acontecimentos naquele momento específico. Quando a imagem é arquetípica ela já vem codificada e polarizada da origem.

Não se pode também esquecer que quando herdamos o conteúdo, a configuração está codificada pela imagem. Temos de concordar que uma imagem vale mais do que mil palavras, sendo portanto mais sintético e mais sábio armazenar imagens do que conteúdos de imagem.A imagem define o conteúdo assim como um conteúdo pode ser sintetizado numa imagem.

Com o nascimento as imagens são resgatadas do arsenal herdado e recodificado quando necessário a partir do desenvolvimento do individuo. Quanto mais informações mais resgatamos conteúdos e mais podemos usufruir do conhecimento humano herdado.

Muitas vezes quando existem diferenças entre o conteúdo produzido pela psiquê e o conteúdo produzido pela experiência pessoal e incorporado nos centros psíquicos, essas diferenças podem indicar o surgimento de conflitos.

Quando não existem diferenças entre o conteúdo produzido pela psiquê e o seu similar, aquele que produzimos, os conteúdos se acoplam em representações mais significativas e consistentes.

Se os conteúdos não se integram é porque existem diferenças entre a significação arquetípica, e a significação produzida pelo sujeito a partir de percepções ou julgamentos equivocados.

Um exemplo, para tentar clarear na vida diária:

Em várias religiões a sabedoria, alerta:

NÃO JULGUES PARA NÃO SER JULGADO.

Desconsidere a questão religiosa. Quando o sujeito se arrisca a julgar o outro, ele produz um conteúdo que vai ser incorporado como definido, se a percepção for correta ela encontrará respaldo psíquico que incorporará a avaliação final, definindo as possibilidades de resposta do individuo frente às situações que forem originadas na realidade. Se o conteúdo for incorreto ele será incorporado, mas não se integrará ao seu espelho já construído anteriormente pela psiquê, e receberá uma polarização diferenciada para que possa ser distinguido quando este conteúdo for invocado pela consciência.

Assim pode ser a origem de um comportamento ambíguo e ou conflituoso, conteúdos de polarizações opostas.

Outro exemplo: Uma pessoa que mente se transforma em grande produtor de conteúdos que serão incorporados promovendo um grande desacerto psíquico. Na verdade promoverá a construção de uma realidade interna imaginária diferenciada e polarizada distintamente, em desacerto com os conteúdos referenciais da psiquê. Esses desacertos serão devastadores.

Outro exemplo: Há pouco tempo abordei no Blog aeternus femininus a questão da formação da Personalidade do Sociopata no desenvolvimento humano. Assim que nasce, a criança é indistinta da mãe. Se o biótipo materno é de uma Mãe Abandônica o comportamento distanciado, pouco afetivo, promoverá reatividade no individuo, se esta natureza reativa for acelerada, ressentida, agressiva ela gerará a formação de uma representação negativa da mãe como objeto promotor de desconforto.

Ora, o arquétipo da mãe é um arquétipo poderoso e fundamental na formação e no desenvolvimento humano, portanto o conteúdo introjetado conflitará com a imagem arquetípica da mãe como objeto protetor. O sujeito já nasce tendo que lidar com a rejeição, tendo que negar um lado seu que o frustrante. Neste caso, haverá a formação de conflito e consequentemente a formação de conteúdos autônomos de defesa. Como resposta o indivíduo desenvolverá respostas pouco ou nada afetivas, pragmáticas, manipuladoras, no sentido de obtenção de recompensas que o compensem de uma cisão psíquica entre a realidade negativa experimentada e o código herdado da imagem de mãe boa.

Isto tudo para dizer que:

Continua...

ADENDO

Quem leu a reflexão até aqui merece esta observação: Ontem à noite fiz a leitura do sonho e realizei  a reflexão acima, nesta noite sonhei com uma  mulher que estava sentada, com uma saia rodada, acolhendo em seu colo diamantes e pérolas, e eu  ajoelhado catava, no colo dessa mulher os pequenos diamantes, aproximadamente 100 pedrinhas, e as pérolas, apenas duas. acordei pensando que tinha a ver com a reflexão acima que, para mim, enriqueceu-me a compreensão, realizá-la.

VIAGEM A PARIS II

  PARIS
A LEITURA DO SONHO

No sonho se a imagem incorporada de sua irmã, no real, é negativa, a compensação surge para regular a dissociação entre aquilo que sua irmã realmente é e aquilo que você “pintou” que ela é. Neste caso trabalhe suas dificuldades e resignifique o significado de sua irmã, para que se processe a sua reconciliação interna e este resultado possa ser projetado nas transformações que você busca dentro de sua realidade. O sonho é indicação de uma tendência de proximidade ou de caminho a ser seguido.

O significado de irmandade se apoia nos laços consanguíneos, mas estes não bastam, porque na vida adulta a irmandade o significado se amplia da família para o coletivo levando-nos à compreender que a irmandade supera o sanguíneo e nos aproxima da unidade coletiva, e essa passagem é dinâmica de amadurecimento e de transcendência. Neste momento se os laços familiares se fortalecem no afeto, na confiança, no partilhamento, as relações se consolidam e seguem em laços mais fortes. O momento portanto, é propício para esta proximidade, mas para isso é preciso resignificar seus conceitos de irmandade.

Se considerarmos a representação de Paris como cidade Luz, o sinal é de que você caminha, ou voa, para cidade das luzes, reconciliada com a sua irmã. Claro que junto da sua irmã pode ser prenúncio de amadurecimento da relação, a eliminação das arestas que possam impedir o aprofundamento da relação. A indicação de viagem das duas é sinal de aproximação entre você e a representação. A relação se resolve inicialmente dentro de você, na proximidade que acontece com os conteúdos, entre as duas irmãs.

Não há como pensar Paris sem pensar em Torre que pode ser um dado a acrescentar. Se pensar em torre de Babel é a vaidade e a ganância gerando distanciamentos no diálogo. Se pensar na tradição cristã é o símbolo de vigilância e ascensão. Mas como a torre não apareceu pode ser que o conflito solucionado promova o seu aparecimento. Portanto cuidado com as diferenças de linguagem, porque essas diferenças criam abismos, distâncias e o silêncio forma torres que nos aproximam da ascensão que nos leva a Deus.

No caso da viagem ela surge também como compensação, fuga da realidade, necessidade de mudança interior, desejo de transformação, compensação de anseios e desejos, espelho de insatisfações com a sua realidade.  E  a generosidade da sua irmã, lhe dando a viagem, compensa o conceito dela ou sinaliza a sua expectativa de que ela satisfaça seus sonhos... como dever de irmã.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

PASSAGENS



Depois do sonho com a cobra amarela que postei antes, tive mais um estranho sonho essa noite! Sonhei que estava passando por uma parte de um aeroporto donde havia um avião-jato fazendo propaganda de um avião, o qual estava dento do tal avião-jato, que por sua vez estava preso numa espécie de guindaste que parecia um brinquedo de parque de diversões. Olhando do chão aquele avião rodando ao redor do eixo hora baixo e depois alto, via-se dois pilotos, não dando para perceber qual era o verdadeiro e qual era o falso. Eu ali estava porque ia embarcar numa viagem de avião e medrosa daquela ‘propaganda viva’ despencar, entrei logo no aeroporto, mas para fazer o embarque tinha de passar por um túnel de segurança que parecia um brinquedo infantil, estilo uma toca. Eu não queria ter que entrar por aquilo, pois era muito justo e eu imaginava que ficaria sem ar e agoniada sem ter saída dentro daquele túnel que tinha muitas voltas. Era como se fosse uma rede de labirinto subterrânea. Sem alternativa eu enfrentei o processo, mas uma vez lá dentro comecei a ver animais com propaganda de produtos de pet shop nas curvas. Era muito estreito e se ao principio senti-me sufocada e medrosa de ter um ataque de pânico dentro daquela situação donde só podia ir para frente sem espaço para esticar nenhum membro, ao deparar-me com os animais fui me distraindo e sentindo-me entusiasmada e encorajada para ir adiante mais rápido. Se os animais ali estavam tranqüilamente, eu que apenas estava passando por eles conseguiria sair do labirinto de túnel sem maiores problemas.
Quando me livrei do gigantesco emaranhado de túnel, constatei que estava de fato num pet shop e havia ganhado um bônus prêmio pela pontuação que fizera. Perguntei a moça o que aquilo significava. Ela explicou que a minha maneira de passar por cada animal recebia uma pontuação de acordo com a reação do próprio animal comigo. Não foi preciso perguntar o motivo daquilo tudo, pois já percebera que se tratava unicamente de uma maneira de expor os produtos ali vendidos e fazer assim uma propaganda divertida dos mesmos. Ao sair da loja eu segui por uma rua coberta, ou seja, ainda tinha a impressão de estar num túnel, embora bem maior. A rua estava movimentada com pessoas indo e vindo, enquanto eu parecia procurando algo ou estando meio perdida.
Caminhei até o final do mesmo e, de repente, apareceu meu pai já falecido e um amigo dele desconhecido. Eles estavam com pressa e queriam me mostrar à casa que esse amigo dele ai alugar ou comprar, não lembro ao certo. Estávamos num local diferente e imaginei que deveria ser em Portugal. Enquanto andávamos observei que havia uma caçamba de entulhos e havia vários galhos de roseira recém podados que ainda tinham lindas flores cor de rosa na ponta dos mesmos. Eu mostrei a eles as rosas pensando de pegar umas mudas, mas eles estavam apressados e apenas olharam as rosas sem me dar muita atenção. Também apressada para segui-los lembrei que estava muito longe de casa, provavelmente noutro pais, e desisti da idéia. Sem andar muito eles pararam na frente de um terreno cujo muro estava quase caindo. Por um buraco pude observar que no fundo do terreno havia as duas paredes laterais feitas de tijolos de uma casa cuja construção iniciada fora abandonada. O amigo do meu pai disse que estava na hora de se colocar o alicerce com forro de gesso e depois o telhado. Não entendi como seria possível se havia apenas duas paredes e pensei que o restante por certo seria feito de madeira como visualizava nas demais construções ao redor. De toda forma aprovei a escolha por gostar do estilo de construção com telhado bem inclinado, parecendo chalé, típico de regiões frias donde cai neve. O sonho continuou, mas como sempre, minhas lembranças findaram-se aqui. o que acha desse sonho?
Penso que é  elucidador.  É sempre interessante apreender o sonho como o resultado de um processo. Os seus sonhos estão me parecendo reforçar o caminho que estamos percorrendo, já que trazem evidencias de transformação e de que você avança na sua jornada. Vejamos:
Seus sonhos são sempre muito ricos em imagens e ao longo das leituras isto pode ter ficado claro para você, e este não é diferente  mas ele trás alguns pontos que podemos considerar como chaves. A riqueza dos detalhes só favorece a percepção do foco.
Inicialmente, parece-me um conflito básico entre dois caminhos. O avião preso a um eixo remete a limites de voo, você só pode girar ao redor do seu umbigo. Para um universo infantil, onde  a criança está presa à descoberta do mundo, às sensações, e limites de desenvolvimento, um brinquedo assim pode ser uma viagem, mas para um adulto é se contentar com o mínimo que a vida pode oferecer.
Isto acontece muito, as pessoas se aprisionam em determinados estágios, aí têm o conforto e a segurança de um certo “controle” da realidade mas pagam um preço alto pela parada na estação do “Não Cresço”. Para sair disso é necessário renascer a cada dia. Morre e nascer. Aprender, Desenvolver novas formas de responder às exigências da realidade. Quando nascemos, precisamos abandonar “o conforto” do mundo uterino, passar pelo túnel assustador do canal vaginal e cair num mundo irreconhecível, numa profusão de luz e sons e sensações e respirar. Antes nem este esforço se fazia necessário. Nesta vida podemos ficar no casulo da casa materna, como num útero. Deixar a mãe comandar, nos alimentar,  dizer o que precisa ser feito. Desta forma se obtém certo conforto e evita-se romper as amarras da prisão, transpor a estação de transição que nos separa de assumir nossas vidas. Evitamos entrar no túnel assustador que nos colocará numa nova realidade, que nos desvendará um novo universo. Isso se chama Crescer, amadurecer. Abre-se mão de “GANHOS” E GANHA-SE MAIS. Ganhamos a experiência fantástica de realizarmos a nossa vida e abandonamos o conforto de viver a vida do “outro”.
Você enfrenta: Falso ou Verdadeiro? Tem horas que não temos que pensar, temos que agir. Pegar o avião e seguir, superar medos, romper barreiras e limites que nos impomos, e... “Voar”, porque a liberdade é direito, inalienável, humano. Este não é um vôo do imaginário, da fantasia, da ilusão. É um voo real que precisamos realizar para escapar do passado, da doença, dos limites. E assim você enfrenta o túnel e encara seus desafios. Medos? Todos nós os temos. Precisamos superá-los para que eles não se tornem amarras que nos aprisionem.
Assim seguimos a vida e de estágios, o túnel apertado se alarga, conquistamos novos espaços. Superamos o sufoco, as angústias, os medos, e a estrada se alarga.
E olha que interessante você encontra seu pai. Você contata seu lado masculino, seu guia masculino (senso, razão, lógica). Sonhos com Entes falecidos podem remeter a dimensões coletivas ou podem estar relacionados apenas a conteúdo arquetípico pessoal (Seu). Neste caso parece-me reabertura de conexão com sua gênese, com o eixo, conexão com conteúdos pessoais que podiam estar perdidos, esquecidos, no universo psíquico. Encontrar a rosa pode significar um reforço dessa ideia de reconexão. A rosa é símbolo de regeneração, taça da vida, alma, coração, amor. Centro místico. E a casa naturalmente está associada a reconstrução de sua casa pessoal.
A reflexão seguinte é o propósito. Você internamente está realizando movimentos de superação e transformação. Só mudamos nossa realidade externa quando nos transformamos. O sonho é de confronto e você o utiliza para superar desafios e medos, mesmo que ainda exista angústia e dificuldades para focar no que precisa ser focado, ou desvios que chamem sua atenção. Mas os indícios são de superação, e mudanças na sua relação com o que essencial, a sua relação consigo mesma e com a realidade.





sábado, 28 de novembro de 2009

VIAGEM


Ganesha se encontra com o marido no aeroporto. Ambos têm uma passagem de avião nas mãos, de repente eles se perdem e ela vê o avião se preparando para levantar vôo desesperada procurada o marido e o vê na janela do avião, que levanta vôo. Ela fica revoltada e exige que o avião a espere para que possa embarcar. O funcionário anuncia que não haveria mais vôo e da impossibilidade dela viajar.


Realidade; mulher jovem de 28 anos, viúva, perdeu o marido aos vinte e dois anos e desde então vive a angústia e a revolta por essa perda.

Leitura: o sonho cristalino evidência à sonhadora a presença da revolta e a necessidade do desenvolvimento de respostas mais adequada para aceitação da realidade. A viagem do marido, refere-se à sua morte, e essa viagem transcendental diz respeito ao marido e não à sonhadora. Que o seu tempo não chegou. E mesmo que ela tenha atitudes de Luto e Morte, sua vida está na Terra e precisa ser vivida em terra. A idade da sonhadora é indicativo da fase de transição e de mudanças arquetípicas que se iniciam. A viagem da sonhadora é outra a ser cumprida.

domingo, 11 de outubro de 2009

AMANDA 1ªpart



Primeiro sonhei que ia viajar com minha irmã e já estávamos atrasados quando ela quis que eu vestisse uma roupa que ela houvera me dado. Quando eu vesti percebi que a roupa estava toda picada de traça e nem daria para vesti-la. Era uma calça jeans com uma camiseta vermelha e tinha mais buraco do que tecido. Fiquei desconsolada com aquela situação e preocupada com o restante das minhas roupas. Nisso fomos viajar e tanto eu quanto minha tia entramos no porta-mala do carro. Estava muito apertado e fiquei pensando se suportaria aquilo a viajem toda. Não sei para onde íamos.
Primeiro sonhei que ia viajar com minha irmã e já estávamos atrasados “ A viagem exprime um desejo profundo de mudança interior, uma necessidade de experiências novas, mais do que um deslocamento físico, indica uma insatisfação que leva à busca e à descoberta de novos horizontes”(Jung) Para ele essa viagem é a busca pela “Mãe perdida” a mãe divina, a sua relação com o eixo, consigo mesma. Ou paradoxalmente, a fuga desta mãe, a fuga do centro. Atraso-Ansiedade-angústia. Você está atrasada no seu destino. O vestido é sua roupa, sua pele. Você passa por algum problema dermatológico? É alérgica a picada de inseto? Na noite do sono você se alimentou de algo que lhe causa alergia? Intoxicação? Como é sua roupa de dormir. Qual a roupa que você usou para dormir? É confortável? É de algodão ou de tecido sintético? Se sintético você pode ser alérgica à química sem saber, (tenha preferência por fibras vegetais). Se vegetal, a roupa é confortável ou apertava o corpo? Prefira roupas mais leves ou não as use e mantenha um Peignoir ao lado da cama para se agasalhar em caso de se levantar à noite. A roupa usada estava guardada a mais tempo ou protegida de ácaros? Essas respostas são importantes já que as possibilidades de agentes externos interferindo no sono e no sonho precisam ser eliminadas. Muitas vezes este tipo de estímulo pode determinar a diferença entre uma boa ou uma má noite de sono e sonhos e ainda definem sonhos pelo esforço ou desconforto a que o corpo possa estar submetido.

Voltemos ao sonho: “...quando ela quis...” A relação de ascendência de sua irmão sobre você aparece no sonho. Duas possibilidades: 1ª- Ela quis e você se submete ao querer dela. Pode ser a irmã mais velha ou mais segura ou mais poderosa, mais influente, que funciona como mãe e a dirige. Naturalmente toda relação de poder e domínio envolvem a mesma ideologia. Ah! É só uma questão de afeto. Tá bom, mas tem supremacia mesmo no acordo. E isto é importante porque a roupa podia não estar apertada mas o que te aperta é o poder do outro sobre você. 2º- Ou será que você é que sufoca a irmã? Define as roupas que ela vai usar, o que ela deve fazer, com quem sair, aonde ir, como gastar, o que comprar? Você é que faz o papel de mãe e o sonho te coloca como submissa para compensar a força do seu domínio dentro da realidade?
Daí que: “tanto eu quanto minha tia entramos no porta-malas do carro” Se essas relações de supremacias ocorrem, sua tia está identificada com você, na submissão ou no DOMÍNIO. E o ICS a identifica com você, e as duas como Malas. “Não sei para onde íamos”. Você novamente sendo submetida ao comando, desconectada do seu destino, sem controle da situação. Reavalie seu biótipo, para saber se você é uma mulher Dominadora-Castradora e se o ICS está te submetendo à uma tortura que você faz o outro viver, (os bandidos estão submetendo suas vítimas a seqüestro relâmpago colocando-os presos em porta-malas). Ou se você é a submissa. Vítima ou Algoz? De qualquer forma, o ICS esta querendo dizer que você pode estar se comportando como uma Mala. Pode ser difícil entender o que acabo e dizer. Mas não deixe a suscetibilidade te ferir

sábado, 5 de setembro de 2009

GLOSSÁRIO

ARROZ: é Simbolo que representa a riqueza, a abundancia, a pureza, fecundidade e felicidade. Possui origem divina e sua cultura laboriosa é consecutiva à ruptuta das relações entre o Céu e a Terra.

CÃO: a função mítica o cão é servir de guia na noite da morte (psicopompo). Heroi civilizador, ancestral mítico, simbolo de potencia sexual, símbolo de perenidade, sedutor, incontinente. No Islã o cão possui a imagem de ser VIL, símbolo de avidez, gula. Simbolo do divino e do satânico.

CALÇADO – Liberdade, sentido simbólico ligado ao dos pés; mediador do corpo com a terra, proteção, instrumento extensivo do corpo, vestimento e órgão de força.

CARRO - Na China o carro é o símbolo do mundo. Símbolo do Ego; o carro só existe em função do conjunto de peças que o formam; assim como o ego é apenas uma designação funcional. O conjunto das forças cósmicas e psíquicas a conduzir; o condutor é o espírito que o dirige; representa a natureza física do Homem, seus apetites, seu instinto de sobrevivência e de destrutividade, suas paixões inferiores, seus poderes de ordem material sobre aquilo que é material; Como o veículo de uma alma em experiência, ele transporta essa alma pelo tempo que dura uma encarnação.

No Tarô o carro é a sétima carta e está ligada ao homem que superou as oposições e unificou as tendências contrárias através de sua força vontade. Neste caso, estamos no domínio da ação pessoal situada no espaço e no tempo. A Fatalidade foi ultrapassada.


CHAVE: A chave simboliza Poder, o chefe, o senhor, o iniciador, aquele que detém o poder de decisões e a responsabilidade. É o instrumento que fecha e que abre. Que protege o guardado do desejo alheio. A chave é também símbolo do mistério a ser desvendado, e o instrumento que lhe permite avançar por etapas de transição entre o inicio e o propósito final.

COBRA – Pulsão. Energia vital, Kundaline.Encarna a psiquê inferior, o psiquismo obscuro, o raro, incompreensivo, misterioso. A serpente encarna um complexo arquetípico, ligado à noite, às sombras e aos subterrâneos de nossas origens”todas as serpentes formam juntas um conteúdo primordial, indivisível, que não cessa na aspiral da vida a dinâmica de nascer e morrer. Símbolo da energia da vida que serpenteia pelo universo.

ESCORPIÃO - Animal noturno, vive nas sombras, arisco, de natureza venenosa, pulsional, reativa e maternal. Instrumento de justiça e vingança, a capacidade de se sacrificar.

EXCREMENTO - “segundo Freud em sua experiência psicológica, com frequência associa-se o mais desprovido de valor ao mais valioso”. Considerados como receptáculo de Força, eles simbolizam uma potencia biológica sagrada que reside no homem, é produzida por ele e mesmo depois de descartada ainda pode ser aproveitada. Na fase do desenvolvimento humano desempenha fator da mais alta relevância na constituição de caracteres da personalidade que podem definir toda a história de uma pessoa pela vida. Ele é a síntese daquele que come e do que é comido.


FALO – Símbolo do poder gerador, enquanto princípio ativo. A representação não é necessariamente esotérica (Linga; Ônfalo) nem sexual ou erótica. Significa simplesmente a potência geradora. O falo representa um princípio equilibrador na dinâmica do homem e na ordem do mundo. Força criadora e origem da vida.

GATO: símbolo com características opostas, variando entre, o bem e o mal, qualidades benéficas e maléficas. Predador Manso. Animal doméstico e impulsivo, com propósitos definidos enquanto animal. Dissimulado, fingido, agressivo, furtivo. Não confiável, no sentido em que aparente domesticidade, mas mantém a característica do animal felino e predador, a sua origem, a sua natureza (neste aspecto ele não é fingido mas é oportunista, se passa por doméstico na convivência mas mantém sua natureza como à espreita. Diferentemente do cão que sociabiliza sua natureza e aceita sua condição de submissão ao poder humano. Nas sociedades budistas é olhado com desconfiança por ter sido junto com a cobra os dois animais que não se comoveram com a morte de Buda. O que por outra lado evidencia o animal que mantém diferenciado e não se mistura na conturbação dos sentimento. Eu faço inclusive uma comparação de sua frieza com a dos PSICOPATAS ( animal frio, insensível, a não ser para satisfazer seus próprios desejos , interesses e propósitos). Na cabala, como no budismo o gato é associado à serpente, ao pecado, ao materialismo. Para índios americanos do norte o gato é símbolo de Sagacidade, engenhosidade, espreitador, malícia, e ponderado, realizando sempre seus propósitos.

LEÃO – Poder, soberano, símbolo solar e luminoso, rei os animais. Simboliza o pai que encantado com a própria força se torna tirano. Encarnação do poder e da justiça pode caracterizar o excesso, o orgulho, a petulância, a arrogância. A armadilha da Inflação.

MAR – “Símbolo da dinâmica da vida. “Tudo sai do mar e tudo retorna a ele; lugar dos nascimentos, das transformações e dos renascimentos”.

NUDEZ: A nudez pura de adão se transforma na ponte para o pecado, na descoberta do prazer a partir da transgressão e do rompimento das fronteiras do conhecimento. Duplicidade de significados: o natural, o encontro, o amor, a troca e a vaidade, as paixões, o realce dos sentidos, o corpo sedutor que atrai os olhares e os desejos. Representa o ser original , o ser antes da aculturação, o selvagem, o primordial.

ONDAS – “O mergulho indica mudança radical nas idéias, nas atitudes, no comportamento, na existência. Simbolismo que se aproxima da representação do Batismo em duas fases: Imersão e Ressurgência”;
- “As ondas levantadas pela tempestade foram comparadas aos dragões das profundezas. Simbolizam as súbitas irrupções do inconsciente, outra massa, de ordem psíquica, de uma inércia enganadora, impelida pelas pulsões instintivas a atacar o espírito, o ego dirigido pela razão”.

RAIO – “Símbolo da atividade celeste.O poder infinito do Deus supremo. Fogo celeste de força irresistível. Bipolar ele simboliza de modo geral o poder criador e destruidor da divindade. O raio gera e destrói ao mesmo tempo, ele é vida e é morte. A criação que surge do nada em estado caótico”.

RATO – Símbolo Ctônico. Esfomeado, noturno, prolífico, ágil, propagador de peste. Imagem da avareza e da cupidez.

TEMPESTADE- “Símbolo teofânico manifestando a temível onipotência de Deus. Enquanto a tormenta pode prenunciar revelação, a tempestade é uma manifestação da cólera divina e, às vezes, um castigo”.

TERRA- Princípio passivo em oposição ao princípio ativo, feminino em oposição ao masculino. Conteúdo feminino, materno, que fixa a árvore, que é fecundada pela chuva. Identificada com a mãe, símbolo da fecundidade e da capacidade de regeneração. Dá à luz todos os seres, alimenta-os, depois recolhe e acolhe o germe fecundo e transforma todos em pó, reabsorve o que formou. Matriz que concebe os minerais, os metais, a água, as fontes, a vida. Símbolo do consciente e de seus conflitos, dos desejos, da possibilidade de transformação, sublimação e perversão. Arena dos conflitos da consciência do ser humano.

TIGRE: Segundo E. Aeppli, "nos sonhos ele representa um conjunto de tendência que se tornaram completamente autônomas e que estão sempre prontas para nos atacar inesperadamente e para nos despedaçar. Sua poderosa natureza felina encarna um conjunto de forças instintivas, cujo encontro é tão inevitável quanto perigoso; essa natureza é astuciosa, menos cega do que a do Touro, mais feroz do que a do cão selvagem, apesar de igualmente inadaptada. Esses instintos mostram-se sob o seu mais agressivo aspecto, porque, presos na selva tornaram-se completamente desumanos. O Tigre fascina, no entanto: é grande e poderoso, embora não tenha a dignidade do Lewão. É um pérfido déspota que desconhece o perdão. Ver aparecer um tigre nos seus sonhos significa estar perigosamente exposto à bestialidade dos seus impulsos instintivos (Ernest Aeppli - Les Rêves et Leur Interprétation, Paris 1951)"

VIAGEM - “ A viagem exprime um desejo profundo de mudança interior, uma necessidade de experiências novas, mais do que um deslocamento físico, indica uma insatisfação que leva à busca e à descoberta de novos horizontes”(Jung)