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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PÁSSARO AZUL




Sonhei que estava com Albert Einstein em um galpão de experimentos em sua casa. Ele estava sendo desafiado a descobrir ou inventar algo e eu estava aprendendo e ajudando-o. Ele estava criando (reproduzindo) cobras e jacarés em seu laboratório caseiro. Creio que as cobras e os jacarés eram geneticamente modificados. Interessante que, se não me engano, ele criava os jacarés para alimentar as cobras. Houve um momento em que ele me pediu para segurar uma bandeja de barro cheia de cobrinhas com cerca de uns quinze centímetros. Eu sabia que elas eram inofensíveis, pois ainda eram praticamente larvas. Só que em questão de instantes elas começaram a sair da bandeja (o ninho) e esparramarem-se subindo e descendo em meu corpo. Devolvendo a bandeja para ele, já agoniada com aquilo, retirei com cuidado cada uma das cobrinhas devolvendo-as. Notei que elas grudavam umas as outras e onde elas haviam passado no meu corpo estava babando como se elas soutassem uma gosma. Não achei nojento e nem tive medo, apenas não esperava que as cobras fossem ter aquela reação. Era legal conquistar jeito para lidar com aquilo e tive o cuidado de retirar todas devolvendo-as intactas. Então Albert me explicou que eu só podia estar com cheiro de carne e isso era perigoso. Estranhei, pois além de ser vegetariana eu não mexera com carne alguma. (1)

Nisso ele se retirou para fazer uma receita de um bolo com farinha de milho e eu estava recolhendo uma das vasinhas de farinha com leite que caíra do nada no chão quando apareceram três pessoas conhecidas que me levaram até um parque. Logo na entrada havia uma piscina muito grande e funda que estavam enchendo de água. Embora fosse feita apenas de cimento, a água refletia o céu num azul límpido. Na parte mais funda havia uma grande escada de ondas e várias pessoas sentadas no ultimo degrau. Fiquei a pensar que se aquelas pessoas escorregassem da escada e não soubessem nadar para a parte rasa, provavelmente afogariam de imediato. Então entrei por uma rampa na lateral e fiquei olhando lá de cima para a piscina. Só que foram subindo mais pessoas e fui aos poucos meio que empurrada para o fim da rampa donde adentrava-se numa espécie de túnel-piscina-labirinto. Como se estivesse numa boia dentro de num amplo tobogã coberto (haviam mais pessoas comigo), fui deslizando e já estava achando que ia me sentir sufocada ali dentro quando saí num local completamente diferente. Levantando e saindo da boia, caminhei por uma espécie de mesquita. Percebendo que nada daquilo estava normal, perguntei para uma jovem que lugar era aquele. Sem saber me explicar direito ela respondeu que era um parque onde tinha algumas praças. Que era um parque eu já sabia, mas não estava achando que fosse um parque qualquer. Então perguntei para ela se não achava perigoso estar num local que não sabia exatamente o quê era e onde ficava. Senti-a confusa, mas ela definitivamente parecia não se importar. (2)

Foi então que dei-me conta de estar sonhando. Fiquei maravilhada por ter consciência do fato. Explorei o local olhando para o exterior. De uma janela enxerguei vastas dunas de areia com pessoas passeando de elefante, camelo, dromedário e cavalos. Achei muito divertido estar ali.(3)

Caminhei para um jardim (ou seria uma praça?) dentro da construção. Havia na parede alguns andares abertos (estilo pé direito) e num destes haviam dois homens reunidos descansando sobre almofadas, conversando e dividindo uma shisha (ou narguilé - descobri o nome através da internet). Como não havia escada, supus que eles só poderiam ter chegado lá voando e constatando que realmente era apenas um sonho, comecei a voar e isso era muito divertido. O local era encantador e fui ver um pequeno pássaro que estava preso numa gaiola num dos cantos. Enquanto eu voava o pequeno e belo animal estava preso. Comecei a conversar com ele carinhosamente quando notei que a comida dele estava mofada. Indignada com aquilo notei que ele estava quieto de mais e olhando bem para sua penugem azul brilhante, dei-me conta de que ele também começava a mofar e por certo deveria estar morto. Então comentei com a jovem, a qual ficara me observando, que aquele local estava precisando de funcionários melhores. Chocada com o fato me retirei do ambiente e nisso acordei.(4)

Ψ


EM 4 TEMPOS

PRIMEIRO TEMPO

No post, que pode ser revisto, Serpente e kundaline, no link


ou no indicador temático "kundalini" ou "serpente", o leitor poderá encontrar conteúdo relacionado, de onde pincei o seguinte trecho de sonho anteriormente relatado do mesmo sonhador:

“...e então deparei com um jacaré fino e comprido, parecia um filhote. Comentei que aquilo não era uma cobra e então me disseram que logo eu veria a cobra. Realmente, logo depois uma cobra de cor verde claro começou a sair de dentro do jacaré como se este tivesse uma bolsa nas costas.”

O relato acima se contrapõe ao atual onde as cobras se alimentam de jacarés.

No primeiro a cobra sai de dentro do jacaré neste o jacaré penetra a cobra.

A associação que me vem é imediata.

No post indicado escrevi que: “O Jacaré ocupa o terreno de mediador entre os elementos Terra e Água. O que faz dele o elemento que simboliza as contradições. Possui o mesmo simbolismo do Dragão, daí a força negativa de sua presença, agressividade, ameaça originária do inconsciente coletivo.”

Portanto, a dinâmica da psique pode estar indicando que seus centro energéticos incorporam, assimilam, atualizam, energias acumulativas voltadas para respostas reativas de defesa e de ataque contra o meio ameaçador.

O encontro com A. Einstein e a ocupação de assistente, pode ser referência da presença de ordenação de conteúdos masculinos agora comandados pelo pensamento lógico, pela elaboração de conteúdos e raciocínios, observação e o desenvolvimento de atitudes menos impulsivas e mais trabalhadas em objetivos.

Duas observações:

1. As cobras subindo e descendo podem indicar fluxo de energia que rompe os estados de maior densidade e paralisia para estados energéticos mais dinâmicos.

Quando as energias são densas ficam localizadas em estado mais profundos do corpo, consequentemente para serem acionadas exigem maior polarização e grande diferença de potencial elétrico, daí a presença de comportamentos mais explosivos e agressivos. A energia para ser acionada precisa de reações poderosas que quando atingidas resultam em explosões emocionais reativas e descontroladas. Há ausência de controle emotivo e de domínio de pulsões.

A introdução da consciência disciplinada, e analítica favorece o reordenamento dessas energias densas e que escapavam ao poder de controle do indivíduo;

2. A dinâmica da Kundalini se apresenta-se circulando pelo corpo. E a sua atitude é de domínio, e controle pegando cada fluxo e colocando-o no lugar devido, devolvendo-o ao controle do mestre do pensamento físico.

Você pode não se alimentar de carne, mas é constituída como carne. O cheiro é cheiro de vida, de desejos, de mulher carnal, sexual que atrai a “cobra” masculina.

As energias liberadas, liberam o poder de atração feminino. Se prepare para o assédio masculino.


A imagem acima e a anterior é uma singela lembrança e homenagem a Antoine de Saint- Exupéry

SEGUNDO TEMPO

Voce bem percebeu:

“Percebendo que nada daquilo estava normal,...”

A construção parece-me uma atualização psíquica que quebra a rigidez de seu controle perceptivo. Sua forma de funcionar, não escapa ao padrão coletivo, ordenando a percepção para uma classificação do cenário que está inserida para obter controle e eliminar a ameaças que coloquem em risco o seu entendimento do mundo. Você se refugia na construção de um mundo que lhe seja mais confortável mentalmente.

O sonho quebra esse padrão, e já vem fazendo isso a um longo tempo, para compensar sua rigidez mental e para prepará-la para poder avançar para outros estágios de percepção e de compreensão da realidade do mundo. A fase continua sendo de preparação e transição. Se antes você aprendeu a nadar, agora já possui instrumento, boia, para flutuar. E transpor o túnel, a transição.



TERCEIRO TEMPO

O estado de consciência é conquistado. A consciencia do Presente. A visão do SER

“Foi então que dei-me conta de estar sonhando. Fiquei maravilhada por ter consciência do fato. Explorei o local olhando para o exterior. De uma janela enxerguei vastas dunas de areia com pessoas passeando de elefante, camelo, dromedário e cavalos. Achei muito divertido estar ali.”

Elefante – símbolo do poder real, Xiva, prosperidade, estabilidade, força, longevidade e capacidade destrutiva quando descontrolado e pulsional;

Camelo (Camelus bactrianus, duas corcovas no dorso), Dromedário (Camelus dromedarius, com uma só corcova no dorso) – simbolo da sobriedade e do caráter difícil. Atributo da Temperança, a capacidade de resistência, o aliado na travessia do deserto.

Cavalo – símbolo do psiquismo inconsciente. A sublimação do instinto, a força domesticada a serviço do ser humano. Ver indicador temático.

A consciência pode não estar consolidada, mas já é experimentada, sentida, vivida. Se conquista a observação. Inicia-se a exploração e descoberta do mundo.

O Deserto se mostra rico e esplêndido, cheio de vida, o humour é agradável. Há harmonia e o equilíbrio é positivo. O individuo se aprimora, amadurece, a consciência se amplia.


QUARTO TEMPO

O pássaro é o símbolo da Alma, a representação da alma que se liberta do corpo.

Símbolo celeste e dos estados espirituais, o estado superior, representa a personalidade do sonhador.

No sonho você adquire a capacidade de romper com as barreiras e forças que a puxam para baixo, e subindo encontra seu pássaro azul aprisionado, seu espírito azul brilhante aobrevivendo às custas de alimentos estragados.

Olhando por esse prisma a imagem é infeliz, mas ao contrário do que parece, considero o encontro auspicioso, porque o que encontras e vês pode ser o estado do espírito que sofria o impacto do aprisionamento e agora podes ter o domínio para realizar as ações que levem à libertação deste espírito aprisionado.

Bem, em princípio é isso. Penso que pode favorecer sua reflexão e entendimento de seu momento. Outros acréscimos poderiam ser feitos, mas por hora é o que a situação me permite.

Ψ

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PÃO E ESPÍRITO

   Cesto de pão - Antes a Morte Que a Mácula
   Corbeille de pain - Plutôt la mort que la souillure
Salvador Dali 1945


Sonhei que eu estava no quintal de uma casa que era minha e, com o desmatamento da região próxima, dois tucanos lá estavam a se abrigar. O tucano menor que parecia filhote tinha a penugem de uma coruja, enquanto o maior tinha penas verdes como de um papagaio. Por vezes eu levantava a mão e o tucano maior, que por certo seria a mãe, vinha pousar no meu braço. De leve ele bicava-me como a dizer que estava com fome e eu o alimentava com pedaços de pão. Foi um sonho muito bom, pois era como se eu pudesse dar não apenas abrigo e comida, mas também consolo àqueles animais. Eu senti os tucanos desolados por terem perdido o habitat natural, por estarem emocionalmente machucados com a realidade de se sentirem inadaptados à existência e ao todo, exatamente como geralmente me sinto, por sentirem falta dos seus amigos iguais de espécie.

Os sonhos são assim, às vezes se revestem de múltiplos conteúdos que dificultam a sua compreensão, ou espelham o momento pelo qual passamos, momentos confusos e atormentantes... Sonhos inquietantes. Outras vezes os sonhos se mostram límpidos e transparentes, e a leitura é imediata e a compreensão instantânea. Essa é a graça que se pode receber quando focamos o olhar no interior, quando consideramos o eixo interior que nos guia. Ficamos mais próximos de nosso espírito e o diálogo se faz natural.

A leitura já compreendida por você é direta e transparente, sua identidade com os excluídos, com os marginalizados, com os sofredores, perdidos, isolados, lançados no desolamento. Encontrando-se no abandono. Mas este é apenas uma face do conteúdo.

EU LHE APRESENTO OUTRA FACE DESSA MOEDA.

Você no quintal de sua casa – seu interior, sua vida, seu templo, sua alma.

O pássaro é o espírito – seu espírito santo, livre. O filhote é o espírito renovado. O pássaro adulto e o velho espírito que se transforma com o tempo.

A fome do pássaro é saciada com o pão – Assim como o pão é o alimento do espírito. Símbolo do alimento essencial. “Nem só de pão vive o Homem”, Pão é o nome que se dá ao alimento espiritual. Símbolo do corpo de cristo na eucaristia, “o pão da vida”. O Pão combina com a vida ativa, mas também se relaciona com os mistérios da consagração.

A fome do espírito é saciada com o alimento espiritualizado, com o Sagrado, Consagrado.

O trigo debulhado, a matéria bruta, é refinada e assim unida a água e ao princípio ativo, o fermento, o conteúdo que dá liga, aciona a alquimia, a conjunção dos elementos. Assim se metamorfoseia a matéria, e ela cresce como que fecundada, se transforma em repouso.

E no momento seguinte ao milagre da transformação ainda se faz necessário a união com o Fogo. o calor da vida, a vibração Elemental que aquece e mais uma vez transforma a matéria e finalmente realiza o milagre do pão.

O alimento está pronto, para o corpo e para o espírito. O pássaro se aproxima e pousa no seu braço, não tem medo de você. Solicita-lhe o alimento e você o alimenta, alimenta o seu espírito. Dá-lhe vida com o alimento sagrado. Abriga o seu espírito no templo consagrado.

Não há porque focar o negativo, o abandono, a tristeza. Quando estamos sintonizados como o nosso espírito, estamos juntos ao eixo do mundo, ao eixo da vida, estamos unidos, em conexão com o Divino. Olhe para frente e abandone o olhar do passado. Você está chegando em casa.

Em casa não existe solidão. A solidão é o sofrimento gerado pela expectativa não vivida. O sofrimento é imagem do desconforto por não participar do que se credita essêncial. Já nascemos na solidão, mas quanto mais nos aproximamos do eixo mais nos afastamos desse desconforto.
Ah!  abandone o seu isolamento ao invés de lamentar abandono alheio. Corra atrás de sua TCHURMA!    Sua tribo!   Encontre uma. Confie em sua natureza. Confie em sua vida. Se dê uma chance de conviver, aceitando o outro e permitindo ao outro que a aceite como és. Nada há a se perder!



  photo do Blog Jornada Alma -  acesso restrito

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ALMA ENFERMA, ESPÍRITO QUE PADECE





Sonhei que estava fazendo uma regressão e encontrei-me num local abandonado. Caminhei pelos cômodos vazios e indo até o portão deparei-me com o nome do local: CEEW – Centro Espiritualista Esperança de... O ultimo dizer estava apagado e não consegui ler. Senti que eu já houvera estado internada naquele local, o qual era uma espécie de manicômio religioso. Continuei sonhando, mas só recordo disso.

A atitude regredida detectada no sonho anterior aparece como foco neste sonho. Bom indício de que caminhamos em sintonia para decifrar a mensagem. O abandono do local também reaparece de forma explicita. Mas agora parece-me um sonho indicativo de grande significado.

Quando você chegou a este Blog pareceu-me que buscava socorro. Confusa, angustiada, agressiva, abandonada, se sentindo marginalizada, internamente atormentada por pesadelos, etc. E apesar do pouco tempo, que muitas vezes pode parecer uma eternidade, há indícios de que os piores momentos foram deixados para trás. Você se mostrou humilde para empreender essa viagem interior através dos sonhos, rever a sua forma de pensar e de agir no mundo, repensar suas relações, atitudes e partir em busca de reconstituir sua jornada.

Neste sentido, o sonho parece-me falar de uma doença do espírito que foi abandonada e deixada no passado. O hospital

Pensei que o W, do C E E W, poderia ser o W de Word,  de Wide, de Web, ou se incorporaria os três: www. Neste caso simbolicamente o Blog “A Linguagem dos Sonhos” pode ter representado um espaço de acolhimento e de tratamento que a ajudou a recuperar a sua saúde espiritual, a sua alma. Estas associações são apenas indagações, que devem ser consideradas como possibilidades.

As regressões são momentos que em dificuldades se mostram naturais, lembre-se da Arte da Guerra:

O melhor General é aquele que não coloca seu exército em risco desnecessário. Se o avanço indica riscos de aniquilamento, o recuo oferece a segurança para o fortalecimento.

A regressão pode indicar descompasso como pode indicar recuo estratégico.

Se o cenário é de dificuldades, não se permita chegar aos seu limites e se colocar em risco, melhor recuar para avançar com segurança mais à frente. È estratégico o recuo.

O sonho pode fazer referência ao passado ou ao futuro. Se ao passado indica que o perigo passou. Se ao futuro, indica que o perigo se prenuncia.

Em certos momentos... Melhor a cautela que não coloca em risco os ganhos realizados. Ou o esforço aplicado. Quem aprende com o passado não se repete no futuro.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ESPÍRITO DE CORPO



CARLA140

Essa noite sonhei com a mesma jovem do sonho de outrora, aquela que apanhara no rosto. Estávamos no meio de uma turma de 'amigos' e ela começou a chorar ao conversar com um rapaz dizendo que ele não quisera dançar com ela. Ele respondeu alguma coisa se justificando (algo que não recordo) e ela comentou que a 'Fulana' inclusive ficara chateada com ela por causa de alguma coisa que também não está lúcido em minha mente agora. Isso me pareceu uma sequencia ou explicação do sonho anterior, mas acabou ficando um tanto vago. Parece que havíamos acabado de sair de um local de dança, estilo boate, e eu inclusive nem gostara do mesmo. Achei a reação dela exageradamente carente, pidona e melosa, mas ao mesmo tempo sincera, expressiva e espontânea. Eu conservava apenas uma certa insatisfação, pois preferiria ter tido a chance de ter ido a outro local dançante que era mais do meu agrado, entretanto, me vira sem opção de carona e quisera experimentar de sair com tais 'amigas', ou seja, me ariscara ao desconhecido.

Depois disso eu já estava com uma mulher, a qual segurava uma criança que ia fazer um ano de idade e um homem, pai do menino. De repente ela entregou a criança para mim dizendo 'vai com sua mãe'. De certo modo eu sabia que o filho era meu, mas ao mesmo tempo era como se não fosse, pois eu sentia nossa ligação distante. Interessante que a mulher que o segurava era tia dele, mas não era a minha irmã. Talvez fosse uma babá e daí ser considerada uma 'tia' também. Peguei-o no colo e comecei a conversar com ele sobre sua festa de aniversário, se ele ia querer bexiga e o que mais ele ia querer. Ele respondeu que ia querer bexiga, mas estava um tanto disperso e pareceu não se agradar muito do meu colo. Também não existia da minha parte o sentimento terno da maternidade: era como se apenas naquele momento eu me desse conta daquela realidade de ter um marido e um filho, algo que me deixou confusa.

Por fim, ao menos das minhas lembranças, também sonhei que arrastavam alguns corpos que pareciam embalsamados com uma substancia amarelada. Os olhos estavam arregalados, os punhos e tornozelos atados com fita branca. Quem os carregava segurava-os atrás das costas (igual alguém algemado) nos punhos atados do cadáver. Assim os cadáveres eram carregados meio dependurados. Vi passar por mim dois corpos e alguém me disse que eram um casal de jovens, dando-me todas as características e informações de ambos. Eles mantinham os olhos arregalados como se me olhassem, embora nem parecessem mais com olhos humanos. Eles foram jogados sobre um monte de outros corpos já preparados. Acordei logo em seguida. Não foi um sonho tenso, mas muito intrigante. Eu não tive medo e nem senti pena, apenas fiquei curiosa para entender o que realmente era aquilo e por que motivo eu estava presenciando aquilo. Que simbolismo tais sonhos me trazem?

Essa jovem parece com você? “Achei a reação dela exageradamente carente, pidona e melosa, mas ao mesmo tempo sincera, expressiva e espontânea.” Ela não parece, ela pode ser você! Ela pode ser o espelho desse seu lado. Agora mais diferenciado, onde você consegue distinguir essa sua característica de relacionar-se com a realidade de uma forma um tanto quanto birrenta. Natural que o lado negativo seja sustentado por conteúdos manifestos positivos, assim uma característica justifica a outra, mais, alimenta a outra, pois o positivo serve de dreno, captando a energia que alimenta a vaidade, para sustentar esses núcleos autônomos..

A relação com a criança no seu caso se torna significativa pelo exercício do afeto. Sua dificuldade de expressar afeto era mais evidente do que as incursões afetivas que agora você se permite. Por outro lado parece-me também o estabelecimento de relações mais harmônicas consigo mesmo, como se reestabelecesse uma conexão afetiva, resgatando seu lado afetivo, se reconciliando com a esperança, que é projeção do afeto.. E finalmente, essas crianças representam conteúdos infantis, carente e dependente de cuidados alheios. Você acolhendo seu lado infantil, dando mais assistência, favorecendo o seu desenvolvimento, cuidando de si mesmo, esta é uma forma da psiquê operar a transformação de conteúdos, através de reconciliação, .

Rituais fúnebres sempre são intrigantes. Neste caso duas considerações:

Mortos já não possuem o “Élan”, são corpos desespiritualizados, que não realizam a função de casa dos espíritos. Não possuem a ânima que os anima, a alma que os movimenta. Inertes como massa, matéria inerte, que retorna a terra para ser o que é pó.

Como confronto, sua resistência é positiva, sinaliza mais força, resiste ao drama do fim da vida, e você observa mais diferenciada. Aceita a realidade, sem drama;

Os olhos são a janela da alma, para o espírito. Você observa olhos esbugalhados sem visão porque não há janela para mais ninguém, o divino se foi. Esses corpos podem representar conteúdos internos mortos em processo de transformação, retornando à origem, sendo dissolvidos, dissociados.

Questões: Falta-lhe espírito, alma? Você se sente morta? Morrendo? Ou já se sentiu assim, em passado recente? Será que você se esquece dessa nossa realidade cruel, sermos finitos, quando valoriza em excesso o banal?

Retornamos a uma questão essencial; é fundamental sabermos priorizar o que é importante nessa vida. Na sociedade moderna, sociedade narcísica, caprichosa, vaidosa, etc, muitos se enriquecem vendendo para os tolos o que não tem valor, ouro de tolos. Os tolos ficam como que encantados dando importância ao insignificante.

É preciso aprender a distinguir o que é essencial e o que não é. Colocar cada coisa no seu devido lugar para não ser massa de manobra de grandes corporações que vendem ilusões como se fosse preciosidades. É preciso aprender a separar o Joio do Trigo, eliminar o lixo, abandonar o insignificante e focar o olhar naquilo que enriquece e aprimora o espírito. E possível ter bens que tornam nossa vida mais confortável, mas eles não precisam nos aprisionar e ditar nossa vida.

Quando escolhemos uma estrada para seguir precisamos saber que essa escolha definirá o conforto emocional no futuro. Quando investimos no desenvolvimento pessoal, acumulamos instrumentos que serão preciosos no amanhã, porque inevitavelmente eles serão necessários. Quando investimos no inconsistente, amanhã ele se mostrará insignificante.

CAIXÃO NÃO TEM GAVETA.

Mas o espírito pode ser leve, criar asas e aprender a voar.

Reflita.

terça-feira, 4 de maio de 2010

UMA FACE



CH 59

Segundo sonho - Tem recorrência com festa e espíritos, mas num contexto muito diferente. Eu estava sentada numa quina de muro a desenhar. Comigo estavam três espíritos (assim eu identifiquei inicialmente): uma mulher branca, um menino negro e o terceiro não recordo como era. Agora não lembro dos detalhes, mas sei que eles eram parentes da mulher dona daquela casa que estava dando aquela festa muito chique. Todos os três espíritos enquanto vivos haviam sido mortos por essa mulher a troco de interesses escusos. No sonho eu sabia da saga melhor, mas agora tudo é meio vago. Sei que a mulher branca ficou comigo e os outros dois adentraram na festa. Eu me sentia uma discriminada, rechaçada, desprezada. Eu me sentia uma insana, mas que tinha sanidade. Por vezes eu me sentia negra e não parecia ser eu com a minha atual aparência. Fiquei pensando no que estariam fazendo os outros dois espíritos lá dentro da casa. Eles não estavam ali para se divertirem e imaginei na hipótese deles se empolgarem com a festa e me esquecerem ali largada. Nisso a mulher da festa veio conversar comigo. Por certo ela foi influenciada pelos dois espíritos que haviam ido lá dentro. Eu sabia que ela era muito perigosa. Sentia medo, mas estava livre de julgamentos, pois fazia da humildade a minha força. Não recordo bem o inicio da conversa, mas sei que, ainda sentada no chão, encostei a cabeça no joelho dela e humildemente desabei a chorar e dizer que estava muito triste. Eu estava triste com ela, mas não cheguei a ser tão direta de início. Eu não tinha pretensão de convencê-la ou sensibilizá-la, queria apenas desabafar o que sentia com tanta força dentro de mim e dar a ela a oportunidade de se arrepender. Interiormente eu sentia que estava agindo por influencia espiritual da mulher que estava comigo. Era como se fosse ela quem estivesse chorando através de mim. Eu comecei a falar não lembro o quê e a mulher foi ficando histérica. Apesar de sentir medo eu parecia confiante. Embora ela tentasse não demonstrar sua ira, eu fui sentindo seus olhos ficarem agitados e sua mudança ficou nítida para mim. Percebi que corria perigo e quando ela fez venha de me matar na explosão de seus ímpetos instintivos de autoproteção, eu disse o nome dos três espíritos. Extremamente agitada pelo peso da própria culpa maligna que ninguém podia descobrir, ela começou a sentir-se sufocada e a ter um ataque dos nervos que a fez desmaiar (ou morrer, não sei). Eu sentia que todos da casa e conseqüentemente da festa me discriminavam como se eu fosse uma negra, mendiga ou louca, como se eu fosse a vilã mais repugnante do mundo, mas naquele momento isso não me importou, pois independente do que eu fosse, ainda assim eu tinha uma força poderosa dentro de mim que me protegia. Eu tinha a influência espiritual que não era mal, mas que buscava justiça, que queria esclarecer os fatos.
Na seqüência eu fui buscar ajuda e deixei o corpo da jovem, ou seja, em tal momento eu era o espírito. Não era meu próprio espírito desprendido do corpo, de forma que depois de acordar não entendi a cena. No interior da casa donde a festa acontecia, pedi socorro dizendo que houvera ocorrido um mal entendido fora da casa e duas pessoas precisavam de ajuda, mas ninguém me escutava. Eu não me sentia mal por ninguém me escutar, mas por não estar conseguindo a ajuda que tinha de ser urgente. Fui gritando até que um homem, provavelmente o marido dela, sentiu vontade de ir atrás da mesma. O outro homem que conversava com ele foi junto segurando seu copo de bebida. Eu acompanhei. Os dois homens ao ver que algo houvera acontecido foram socorrê-la imediatamente enquanto a jovem (que até então pensava ser eu) tremia rocha de frio encolhida e embrulhada numa coberta fina. Ela também estava muito mal a ponto de morrer, mas ninguém se preocupou com ela. Então me aproximei e acalentando-a senti que tudo ia ficar bem.
Nisso acordei assustada. Foi um sonho dramático, pesado, intrigante. A cena da mulher desprezada chorar humildemente prestes a falar de suas dores sentimentais para a dona da casa, a qual por um momento fez lembrar-me de minha irmã, parece refletir meu medo de ser injustiçada e agredida de uma maneira geral pelas pessoas incompreensíveis. De toda forma eu não compreendo o resto. Eu era uma espécie de médium e depois eu parecia ser apenas um espírito. Seria eu em verdade um pouco de cada personagem, inclusive da mulher que era dona da casa? O que tal sonho pode significar?


A OUTRA FACE



Para Jung os espíritos vistos pela ótica da psicologia “seriam complexos autônomos inconscientes que aparecem como projeções porque não estão associados ao ego” (CW9i, p285), para ele as intervenções dos chamados espíritos parecem corresponder a necessidades de ampliação da consciência. Para ele as aparições de espíritos evidenciam a existência de um nível elevado de tensão entre os mundos materiais e imateriais, fenômenos que existem na fronteira destes mundos e que querem aflorar e ganhar existência.

Ainda em Jung, para ele, sonhos e visões são um dos fenômenos de grande importância e evidência da existência de um reino diferente do reino material e corpóreo, seja relatado pelos primitivos ou pelo homem ocidental. Ele se usava do termo “espírito” para referir-se ao aspecto não material de uma pessoa viva (Intento, Pensamentos,) bem como a um ser incorpóreo desligado do corpo (fantasma, sombra, espectro, alma ancestral). Concebe o espírito como o oposto da matéria, conteúdo que não pode ser descrito ou definido, infinito. Sem forma, aflora sem controle ou solicitação e provoca uma resposta afetiva positiva ou negativa. Sua obra sobre os fundamentos psicológicos da crença do homem em espíritos chamava a atenção para a necessidade humana de um relacionamento consciente com o “Espírito”.

Recorro a alguns conceitos de Jung para indicar minha identidade com sua cosmovisão, ainda que hoje possamos ter uma compreensão mais completa desta relação do homem com o seu mundo, universo externo e interno. E esta imagem de um “Espírito” que sobrevive em todos simboliza um evento de conexão do indivíduo com o universo. Não precisamos entrar em nenhum conceito religioso, de qualquer lugar ou de qualquer tempo, para sabermos que, como seres vivos, participamos de uma rede universal conectada, interligados. Portanto não somos ilha, fragmentos de vida, esquizo fragmentos, e possuímos mecanismos que nos mantêm, como estrutura micro universal, unidos ao “Grande Espírito Santo do Universo”, ou como se queira nominar. Visto isto...

No sonho há confronto, compensação e catarse. Mas mais importante, vejo dois fenômenos singulares que merecem referência:

1. Você se defronta com a mulher maligna, sua sombra, agressiva, irritada, atacada, nervosa, histérica, possessa, possuída, agitada, impulsiva, descontrolada, e com a humildade necessária, independente do medo, enfrenta o embate e derruba o Dragão;

2. Você busca socorro para seu lado que sucumbe, por compaixão.

O sonho retrada a sequência de sua jornada. É preciso descer ao fundo do mundo das sombras para enfrentar nossos próprios demônios, criados e relevados por nossos ancestrais, revelado para nós em vida para que superemos aquilo que eles não deram contra de superar. Neste caso os espíritos funcionam para lhe servir, pra ir buscar, aonde você não tem acesso, aquilo com que você precisa se defrontar. Você só consegue entrar naquele espaço que não tinha acesso quando a compaixão a faz superar suas dificuldades, sua inferioridade.

Seu choro é catártico e ocorre em decorrência da bipolarização energética no contato com as forças de inconsciente. Isto é fenomenal. Estou pensando no mecanismo que o inconsciente nos mostra neste momento. Você é levada a um condição de tensa, o choro, que prepara-a e a coloca em um nível vibracional ajustável para que possa sintonizar uma vibração específica do corpo etéreo, psíquico,que a leve ao encontro com conteúdos de inconsciente sem que sucumba à força destes conteúdos, em decorrência de desajuste de sintonia e que permite à construção o inconsciente não se dissolver frente à força da tensão em que funciona psiquicamente. Fantástico!

E tudo isso para permitir este encontro entre você e conteúdos de origem inconsciente que estão em fase de transformação em decorrência de mudanças de estados da consciência na sua relação com o mundo, que provoca um reajuste de conteúdos arquetípicos ou ancestrais em metamorfose.

É relevante a força espiritual e a busca de justiça. É necessário rever conceitos e não se esquecer de que é preciso ter compaixão, mas também é preciso aprender a aceitar o destino do mundo sem sucumbir por excesso de compaixão.

Preste atenção: não tenho dúvida da dramaticidade e da força de um sonho desta magnitude, Mas você superou a primeira batalha, isto significa que se o conteúdo foi dissolvido você o integrou. Se não o foi, novos encontros ocorrerão. Mantenha-se firme no seu propósito e mudanças. Transforme seu lado sombrio em iluminado, e para fazermos isso precisamos nos armar de humildade e coragem e olhar no espelho aquilo que renegamos, o que somos.

Por hora... relaxe.



Bye.

sexta-feira, 26 de março de 2010

PASSES PRÂNICOS I

 ilustração do livro "Medicina da Alma"


CH38

Olá, tenho mais um sonho (tive ele num cochilo que dei hoje depois do almoço):

Sonhei que eu estava em uma espécie de corredor cheio de pessoas sentadas de um lado e de outro quando eu incorporei de caboclo. Dancei rodopiando rápido e depois passei cumprimentando cada uma das pessoas com os braços (modo característico de cumprimento de caboclo). Minha voz ficou grossa e enrolada como de um homem estrangeiro falando português com certa dificuldade. Conforme a pessoa que atendia eu apenas benzia, perguntava se ela tinha algo para falar ou falava algo que me vinha espontaneamente saindo pela boca. Não sei se era uma incorporação de fato, pois isso nunca me aconteceu na vida real, entretanto, eu estava consciente de tudo numa espécie de meia autonomia. Primeiro veio os idosos, depois crianças e por último as pessoas normais. Havia um idoso que comentou sobre outro local donde ele havia ido e lá era a pessoa que tinha de ir até o médium incorporado, mas ele preferia a organização da entidade ir passando por cada pessoa. Comentei para minha cambone que aquele carismático idoso tinha uma luz intensa. Por certo eu devia estar falando de sua aura. Engraçado que eu não via luz nenhuma, mas sabia, como se pudesse sentir, que isso era de fato uma verdade. Passei benzendo as crianças e delonguei numa delas que estava mais carregada. Entoei umas preces de rima enquanto estalava os dedos fazendo o sinal de cruz a sua frente. Não sei por que eu sabia ou sentia a diferença de situação de umas pessoas para outras, fosse idoso ou criança. Depois passei a atender as pessoas adultas e uma mulher começou a falar de um retrato da estante de sua sala. Eu sabia que o problema dela não era com o retrato, pois de antemão eu já sentira que ela ia apenas me testar. Ela disse, na ponta do meu ouvido, como se fosse segredo, que seu marido andava lhe implicando por causa de um retrato que não queria na sala e, de tanta teimosia dela em querer o retrato lá, ele houvera escondido o retrato e ela queria que eu, ou melhor, o caboclo, lhe dissesse onde o mesmo estava escondido. Respondi para ela esquecer o retrato e ficar de bem com o marido. Interessante notar que, enquanto eu aconselhava-a, surgiu uma espécie de tela fluídica e eu não vi nada de retrato na imagem mental que a mulher projetava enquanto descrevia o fato, ou seja, era como se ela estivesse falando algo inventado. Seus pensamentos estavam voltados para algo que nada tinha a ver com o suposto retrato.

Depois eu já estava numa sala com várias pessoas da mesma faixa etária que eu e perguntei se o curso surgira com o grupo de juventude ou se todos ali eram jovens por mero acaso. Obtive a resposta de que era apenas acaso e comentei que era a primeira vez que eu participaria de um grupo de estudo, por vontade própria, o que exclui a época de escola, apenas com pessoas jovens da mesma faixa etária. Não sei ao certo, mas acho que ali estavam apenas os médiuns do local. Havia outros grupos de estudos, dos quais inclusive comentei participar também, mas os médiuns não eram atuantes, ao menos não em incorporações. Vale dizer que, embora tenha vinte e cinco anos, me considero uma jovem que somente agora está em inicio de maturidade real perante a vida. Sempre me senti sendo e tendo dois lados contrapostos: uma criançona arteira, sem malícia e meio dependente, mas, ao mesmo tempo, uma velha cansada, sistemática e conservadora, ou seja, sempre vivi em contrastes e, de pouco tempo para cá é que venho começando a me sentir uma pessoa meio-termo. Também vale dizer que nunca gostei de pessoas da mesma faixa etária que eu e sempre preferi os mais velhos por questão de pura afinidade, algo que nunca soube explicar nem mesmo para mim, a não ser pelo fato de ter sido criada junto a pais e pessoas bem mais velhas. Pois bem, embora não saiba o motivo de tal sonho, gostei de ter sonhado com isso exatamente por achar que nunca teria um sonho assim.


O que ele pode representar?

PASSES PRÂNICOS II


imagem do livro "Medicina da Alma" 

Pode representar mais, muito mais. Tenho, para mim, uma referência básica de cuidado no trato com os sonhos. Não me apego a conceitos definitivos, para não cair na armadilha de reduzir uma manifestação fenomenológica, como são os sonhos, apenas a um jogo classificatório de sentido pré-anunciado. Por isso compreenda esta leitura como uma busca de entendimento desse, que penso, fenômeno transpessoal vivido no seu sonho. Não considero em especial nenhum pressuposto conceitual ou teórico olhando-o como fenômeno.

O sonho parece-me que pode ser abordado por duas vertentes:

• A leitura simbólica;

     • A leitura do fenômeno.

- A primeira mantém uma sequência pertinente e evolutiva, em dinâmica de inconsciente, com os sonhos anteriores. O que credito como significativo pela riqueza que viemos sendo brindados pela continuidade e relativa "linearidade" de construção de mensagens. Podemos pensar numa comunicação de inconsciente para inconsciente, através de nossas consciências que funcionam como “mediadoras” deste diálogo.

A riqueza advém do que chamo pertinência da dinâmica evolutiva. Há um processo em pauta, o processo é dinâmico, portanto, transformador desta dinâmica interna, e essa transformação ocorre pontuada por certa linearidade evidenciada nas mensagens configuradas em seus sonhos.

No sonho você incorpora uma entidade, cede o controle de seus mecanismos, é possuída, ou vive uma possessão, “sob controle” e administrada, frente a um grupo multi representado, de todas as faixas etárias, crianças, adultos e idosos, que recebem os benefícios de sua transformação. Você, a partir da incorporação, conduz o que simbolicamente poderíamos chamar de Ato Ritual Coletivo de Purificação através da mediação entre as forças supremas e os seres mortais. Você se mantém consciente, funcionando como instrumento e tendo sua percepção extrassensorial elevada na percepção da realidade.

A possessão também indica a possibilidade de afloramento de forças  de inconsciente poderosas que querem se manifestar e não encontram canal para se realizar em decorrencia da repressão, medo ou despreparo pessoal.

Já no sonho, você se mostra ao coletivo e nesta manifestação sua expressão aparece como  Benção. É interessante que a incorporação seja de um "conteúdo", entidade anímica masculina de origem europeia. Em sonhos anteriores chegamos a detectar o processo de sua reconciliação com sua alma masculina. Neste sonho ele aparece como uma força poderosa que te transformação em curadora, xamã. Você reencontra suas origens (indígena, europeia, ou ambas). Considerando isto podemos pensar no idoso como manifestação de conteúdo arquetípico de origem ancestral. Pela idade, se mulher pensaríamos em “velha sábia”, mas como conteúdo masculino, considero apenas como guia ancestral associado a essa reconciliação com a origem masculina, representa força, luz, guia, ordenação, maturação, lógica, energia maturada, transformada pelo tempo.

A mulher do retrato reforça a ideia de reconciliação a partir de sua intenção de intervenção. Você dita o rumo: Abandone o retrato (RENUNCIA AO PASSADO); Reconcilie-se (integre, una). Quem se fixa no passado fica perdido no tempo (a mulher - você).

A mensagem parece clara; quando superamos o passado e renunciamos aos nossos caprichos, mágoas e ressentimentos, somos possuídos por uma poder extradimensional que abre a porta para que nos realizemos guiando e abençoando o coletivo.

“Você se Abençoa”

 Faz alguma coisa por si mesma, quando se permite ser.

PASSES PRÂNICOS III

Imagem do livro "Medicina da Alma" 
 Caderno de Bioenergética

- A segunda leitura pressinto como uma manifestação “Transpessoal”. Naturalmente envolvem metamorfose e transformação. Em sonho você Incorpora uma entidade e afloram poderes de imposição de mãos, percepção extrassensorial, aumento da sensibilidade transcendental. Você se transforma em “MEDIUM”, aquele que media, INTER-MEDIA a relação entre uma dimensão (supostamente onírica)  e uma supra dimensão ou sub dimensão  extra-real.

Há evidência de evolução nos seus mecanismos que mediam a sua relação com a realidade. O fenômeno da incorporação mediúnica ocorre a partir de uma predisposição natural ou do desenvolvimento da sensibilidade do individuo. Para que ocorram em sonhos, exigem pré-requisitos, ou pré-configurações que evidenciam a redução de defesas e da atitude egóíca, aumento dos níveis de consciência, vibração em frequência harmoniosa, integração enérgica pessoal, menor vacuidade, menores riscos de dissociação, menor nível de insegurança, menos medos, maior segurança pessoal, maior confiança.

Se considerarmos como significado, e devemos, a primeira e a segunda parte do sonho, a mensagem possível é de que o seu processo de aprimoramento e de estudos lhe abrirá as possibilidades de desenvolvimento de suas habilidades mediúnicas. Neste aspecto o sonho poder ser premonitório e anuncia vivências futuras, associadas à prática e postura religiosa (no sentido de aprimoramento e compromisso coletivo), evolução espiritual e realização de destino como guia espiritual, e de cura;

Se considerarmos como possibilidade de fenômeno real, você ascendeu a uma escala de realizar intemporalmente trabalhos espirituais através de desprendimento corporal;

Pode ser anúncio de grande força e poder para realizar cura Prânica, Reik, ou cura espiritual através de captação, imposição de mãos, magnetização e transformação de energia. Avance seus estudos na área, já que esse destino não lhe dá opção de não realizá-lo, sob pena de sofrer distúrbios ou desequilíbrios energéticos.

  Bye.