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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MASCULINO FEMININO

da peça Eqqus, montagem Inglesa

Carla158

Sonhei que estava nua junto de um homem também nu. Estávamos em pé e ele estava atrás de mim, de forma que nossos corpos estavam encostados um no outro. Andamos de um cômodo para outro sendo que eu estava com meus pés apoiados em cima dos pés dele, ou seja, eu andei com ele ou através dele. No que paramos no outro cômodo ele foi me acariciando e beijando-me de uma forma muito agradável. Eu me sentia muito entregue e tranquila. Creio que também o acariciei e o beijei e esse dar provocou-me os mesmo arrepios do receber. Não lembro muito bem, mas sei que o foco das lembranças está mais no primeiro momento, enquanto ele me proporcionava prazer e eu aprovava o seu comportamento (meu senso de análise crítica não dá trégua). Depois eu já estava vestida numa camisola longa, de seda, cor de pêssego, quando ele pegou-me no colo e carregou-me até o quarto. Não lembro o resto.

OBSERVAÇÕES

Você já referiu-se às mulheres de sua família como mulheres Yang. Relembremos seu feeed back:

“Sim, existe essa preferência e fui criada numa família assim, donde existe a predominância do feminino sobre o masculino, ao menos nos relacionamentos conjugais externos. Minha avó mandava no meu avô, minhas tias em meus tios, minha mãe em meu pai e até minha irmã fala mais alto que meu cunhado. Dizem que o masculino sobrepõe ao feminino, mas isso parece contradizer o que sempre vivenciei em minha família, donde os homens parecem ser os submissos na história. Da minha parte, apesar dessa preferência, sempre existiu uma outra vontade que é àquela ligada a busca ilusória de um homem que tem poder, que pode proteger, enfim, isso já foi bem visível nos sonhos. É como se existisse um desejo de ser comodamente submissa (de ser a frágil) e uma postura de autoridade oculta. Isso parece uma contradição que não sei explicar. O fato do meu animus ser submisso ocasiona esse tipo de preferência por homens mais femininos?”

Esse feminino predominando sobre o masculino no comportamento manifesto não indica a força do feminino, mas a força do masculino sobre o feminino. É isto que chamo de Feminino Yang. O individuo é contaminado pela força do masculino que carrega. Esta força aparece ou pela repressão do masculino que o leva a se manifestar de forma imperativa contaminando a natureza do individuo. Isto ocorre em homens em forma de homens Yin, que manifestam características femininas estereotipadas em seus comportamentos. Diferentemente de homens submissos, que nem sempre indicam homens femininos, já que são inúmeras as variáveis que podem levar um individuo a se permitir submisso diante de mulheres.

A mulher fálica, castradora que aflora na sociedade cada vez com mais força vem para entrar no mundo dos homens se utilizando da forma masculina de interagir com a realidade e tendem a ser mais dominadoras, tirânicas, castradoras e distanciadas que os homens. Naturalmente aquelas que não têm essa disposição de postura vivem conflitos, n ao porque não tenham a capacidade de responder imperativamente, mas porque são confrontadas com essa forma máscula e se querem abandonar a forma feminina de ser. Não são castradoras explicitas, mas disfarçadas.

A tendência evolutiva indica que o caminho não é o escolhido pela mulher castradora nem aquele escolhido pelo homem submisso aos seus desejos, mas um caminho onde se pratique o respeito, no sentido latu da palavra.

O SONHO

Tradicionalmente, se vê na nudez a tendência de vaidade e a necessidade do sujeito se expor ao coletivo, uma tendência exibicionista. Mesmo que estes conteúdos estejam chamando atenção para si, minha tendência é enveredar por outra vertente.

Geralmente, pela proximidade, se mistura vaidade com narcisismo, ainda que aparentemente o narcisismo nasça da vaidade, ou que a vaidade supostamente nasça do narcisismo, eu diferencio essas naturezas como significativamente distantes.

Por isso, mesmo que essa nudez onírica apareça contaminada por vaidade, prefiro pensá-la como uma manifestação narcísica, que caracteriza um momento especial, ainda em um estágio primário, de construção de sua singularidade como Individualidade, como um individuo maduro.

Mesmo que você tenha a intenção de não repetir as características de domínio das mulheres da família você as repete de forma disfarçada. Esse conteúdo anímico masculino, como um “encosto” te conduz nos seus movimentos e você mantém essa relação através da erotização, (fonte de energia).


Como no passado foi visível uma necessidade de reconciliação com o seu masculino, o conflito era mais presente, o cenário mais confuso, agora o sonho pode indicar que a configuração de sua natureza se refaz. Ou seja, a dinâmica de reconciliação permite que a natureza se exponha e você passa a ter a possibilidade de avançar alem do conflito do passado. Agora vivendo o estágio da repetição das mulheres terá a chance de superá-las não se colocando como submissa â força desse homem interno, mas incorporando esse masculino ao seu feminino de forma a transformar a configuração do passado num estágio mais pleno união dos opostos, integrando-os no seu processo.



Continua...

quarta-feira, 24 de março de 2010

NUDEZ


Retrato de Marjorie Ferry -1932
Tamara de Lempicka   

CH 37
Nas ultimas noites tenho a sensação de não estar sonhando e, quando sei que sonhei, não consigo ter lembranças claras.
Essa noite teve um pedaço que guardei em mente: eu estava numa casa que era da minha irmã (nada a ver com o apartamento no qual ela reside). Primeiro eu carregava a bolsa dela para verificar se as duas passagens aéreas estavam em sua carteira. Ela e meu cunhado iam viajar e fui atender o seu pedido de verificar se as passagens estavam guardadas. Eu passei pelo jardim que, ao invés de plantas, tinha pedras lisas e pretas bem grandes (batiam no joelho) e a bolsa dela estava muito pesada (devia pesar de seis para sete quilos). Eu não podia deixar a bolsa no jardim, pois facilmente algum ladrão poderia pegar. Não suportando o peso pedi ajuda para minha mãe e entreguei-lhe a bolsa para ela colocar dentro da casa. Nisso eu fui tomar banho e já estava despida quando vi vultos passando pelo jardim. Fiquei preocupada com a bolsa da minha irmã, mas não podia sair correndo nua. Chamei a atenção da minha mãe e depois minha irmã reconheceu que eram dois sujeitos que ela chamara para verificar algo que não escutei exatamente o que era. Todos já haviam tomado banho e eu ficara por ultimo, de modo que estava apressada em fazê-lo e, assim, despreocupei-me com o resto, ou seja, com o que estaria acontecendo fora do banheiro.
No que me despi e abri o chuveiro, a água estava praticamente fervendo de tão quente e, de repente, apareceram dois homens (um jovem e outro velho) para conservar o chuveiro. Enquanto isso meu cunhado dava auxilio de conserto olhando por cima (era como se ao invés de teto houvesse uma parte superior de madeira, algo que nem sei explicar). Constrangida me cobri com a cortina que separava o boxe, mas ela era praticamente transparente. Ao mesmo tempo eu tentava não ligar muito para o fato de verem o meu corpo desnudo (eu me sentia a vítima e isso me tranqüilizava), mas queria retirar-me do local para que eles não aproveitassem da situação a fim de ficarem me observando (eu não queria ficar apenas como vítima). Eu estava interiormente acanhada por não saber como reagir e irritada por eles terem entrado de supetão no banheiro e invadido minha privacidade. Sem alternativa eu saí de trás da cortina e, agindo com naturalidade (um tanto forçada), peguei meu roupão e vesti. Depois me vi vestida com um vestido por baixo do roupão e parecia ter dado o banho por encerrado. Creio que já ficara indisposta a ter que voltar para o chuveiro que estava tão difícil de ser consertado.
Continuação
Depois de finalmente consertarem o chuveiro, os dois homens e eu começamos a conversar. Não sei exatamente como foi esse inicio de conversa, mas sei que eu estava
olhando fixo para os olhos ora de um e depois do outro quando me detive examinando a boca do homem mais velho. Ele tinha os dentes tortos e uma barba meio grisalha com partes ainda pretas e outras já completamente brancas. Comecei a pensar que ele mais parecia um mendigo do que um encanador quando ele, julgando de maneira errada o meu olhar, se aproximou segurando no meu braço em procura de mais intimidade. Mandei ele largar o meu braço e dava tapas na mão com que ele que me segurava, mas estes batiam nele de leve como se eu não tivesse a mínima força física para o movimento. Depois de três fracos tapas eu resolvi usar a entonação de voz e sendo completamente imperativa ordenei que ele me largasse enquanto fuzilava ele com um olhar direto. Imediatamente ele me soltou e, pelas minhas costas, disse numa tentativa de me amedrontar: ‘Você vai ver’. Era como se ele quisesse dizer ‘você ainda me paga por me recusar’. Muito corajosa eu voltei a encará-lo e perguntei muito séria e num tom mais nervoso: ‘Eu vou ver o quê? Você está me ameaçando?’ Ele pareceu assustado e nada falou. Voltei a insistir: ‘Fala homem, o que é que eu vou ver? Acha que eu tenho medo de você?’ Eu não podia saber ao certo se ele estava sem graça ou irado com minha reação, mas vendo que ele não tinha o que responder, eu fui para o quarto guardar o roupão. Minha irmã me olhava de lado com cara de reprovação e eu não entendia como tivera tanta liberdade para me defender daquela maneira ali, na frente dela. Neste momento me dei conta de que não eram apenas dois homens contratados para consertar o chuveiro, pois por certo, deveriam ser também dois conhecidos ou amigos dela e do meu cunhado que, inclusive, iam ficar para o jantar. De toda forma isso não mudava minha opinião de que o sujeito mais velho fora abusado tentando me agarrar em pleno corredor. Quando voltei percebi que todos já estavam na mesa jantando e, outra vez, estava eu ficando por último (assim como acontecera com o banho). Eu não estava com fome, mas sabia que precisava comer para depois não ter dor de cabeça (isso me aconteceu durante o dia). Quando ia entrar na copa o sujeito com o qual eu discutira veio me pedir desculpas. Disse-lhe com sinceridade que tudo bem, pois por mim nada acontecera e daria o caso por encerrado. Contentei-me pela possibilidade do entendimento, entretanto, bastante amuado, ele passou para o quarto e sem acender a luz, sentou-se na cama. Eu não sabia se ele estava se fazendo de coitado, mas aquilo não me agradou e disse-lhe: ‘Você não precisa ficar aí deprimido com o que aconteceu se auto-culpando, é só entender que não gostei da sua atitude e ter capacidade de assumir quais foram suas intenções sem joguinho de vingança’. Apesar da minha fala, ele continuou cabisbaixo como se quisesse que eu me sentisse culpada pelo seu estado de tristeza. Saí de perto dele demonstrando que não ia ficar acalentando ou consolando seu mal-estar. Longe de sentir culpa, pensei que ele ainda podia resolver se vingar de verdade e somente então tive uma ponta de medo, mas interiormente eu estava tranqüila comigo mesma e essa era minha força de coragem. Exatamente nesse ponto eu acordei.
Parece um sonho tão longe da realidade, mas ao mesmo tempo provoca em mim um estado de animo feroz em busca dessa coragem de equilíbrio para agir com naturalidade e reagir com maturidade tendo pulso firme em minha própria defesa. Será que foi um bom sonho?


sábado, 17 de outubro de 2009

BRANCA FLOR 2

Retenção/disfarce/dissimulação/Tensão/Gula/Avidez/Carência de Açúcar/ Desejo/Olhar de Criança/ Dificuldade de abandonar o que não mais quer, Rigidez/ Culpa pelo Desperdício/ Justificativa/ seragem, restos, carbono, intestino preso?/ força de três homens, trabalho pesado/ situação inapropriada.
Encontro um pouco de tudo isso em mim, parece que metaforicamente foi refletido ou projetado no sonho. quanto a questao fisica é dificil analisar. Costumo evitar doces, mas parece que sou compensada nos sonhos, pois de tempo em tempo sonho que estou diante de muitas tortas ou coisas doces e posso comer de tudo. Em sonho é mais facil se permitir comer ou fazer outras coisas. dizem que isso acontece porque no sonho o subconsciente ou inconsciente atua sem a interferência do consciente. é isso mesmo? nao creio ter nada de errado no meu modo de alimentar, ou na mastigação e nem sinto ter problemas intestinais. em verdade, creio que se o sonho fosse uma situacao real, teria reagido em tudo do mesmo modo. é como se o sonho fosse uma experimentacao do que sou de uma outra forma, ao menos de uma forma impropria de acontecer na realidade.

Obrigado!
Agradeço-lhe as informações, pois me referenciam na busca de um entendimento melhor dos mecanismos oníricos e dessa linguagem. Você acrescenta: ...Inconsciente atua sem a interferência do consciente. Em “sonhos” Conscientes você pode mudar a dinâmica do sonho quando desenvolve o poder de intervir e de fazer escolhas, mas geralmente esta dinâmica, o poder, o comando é do inconsciente, da outra forma é necessário aumentar o grau de consciência nos sonhos e isto se faz com técnicas específicas para isto. Ótimo que sua alimentação seja adequada a uma boa saúde, que você tenha um bom processo digestivo e que não tenha problemas intestinais. Excluímos assim a dinâmica fisiológica e a inadequação de hábitos. Um detalhe: o tempo do inconsciente é diferente do nosso tempo e ele pode antecipar cenários futuros como se já existissem. E partimos para a segunda vertente. Resta-nos olhar a dinâmica psicológica. Sinceramente continuo encafifado: Se a retenção não é fisiológica então ela é fixação retensiva manifestada primariamente na fase de desenvolvimento da 1ª infância. Apego e defesa, controle, e domínio, e envolve a dinâmica do desenvolvimento de sua personalidade, a sua relação comsigo mesma e com a realidade.

Você afirma que é assim, nada diferente. Só que na realidade você exerce um processo de repreensão e o inconsciente compensa o excesso de limite imposto vivendo sonhos compensatórios. Se entendi bem você pode viver numa camisa de força aprisionando seus desejos. Faz sentido. Neste aspecto o desejo dos doces e do consumo é apenas compensado. Mas e o resto?

Se dividirmos o sonho em três partes seqüenciais: Os doces; Os homens; A pia; É possível que a força da repressão em si manifeste o domínio sobre a força masculina. Mas não sendo homens quaisquer, ao contrário, figuras familiares, carregadas de sentido, podemos considerar o seu domínio, mas temos que considerar a força simbólica destes representantes familiares nus. Jung sempre considerou de grande importância o sonho com entes queridos falecidos. Para ele se essas pessoas ( mortos) enquanto vivos evoluíram, acenderiam na escala evolutiva em dimensões mais elevadas e caso contrário involuiriam para dimensões inferiores à espera de que seus descendentes pudessem evoluir e favorer a transposições para dimensões mais avançadas. Assim, esses homens não seriam apenas representação mas seus familiares, a representação do trabalho duro poderia ser o trabalho do aprimoramento. Mas ficaria ainda a terceira parte: o trabalho realizado “Haviam montado a pia... haviam ficado muito baixas” o trabalho que eles realizam dificulta o seu uso, mesmo que: ...mas não me importei, pois não seria eu quem lidaria na cozinha” Como se você se excluísse das responsabilidades, e do foco das conseqüências. Esta relação de arbítrio não é tão arbitrária, ela envolve uma responsabilidade com os antepassados e com os descendentes (se os houver) e consigo mesma.
O simbolismo do nu indica duas direções: A da pureza física, moral, intelectual, espiritual e a da vaidade lasciva, provocante, desarmando o espírito em benefício da matéria e dos sentidos. Naturalmente, você o disse, a nudez não lhe constrangeu e podemos associá-la à natureza da pureza e da naturalidade, mesmo que ela possa ser associada ao universo dos sentidos, ao universo das sensações tanto quanto a alimentação e os doces.
Em síntese, se considerarmos as características manifestas: Retenção; disfarce; dissimulação; Tensão; Gula; Avidez; Carência; Desejo; Dificuldade de abandonar o que não mais quer; Rigidez; Culpa pelo Desperdício; Justificativas; Você tem um belo trabalho de alquimia para fazer. Em termos de glicemia, é prudente avaliá-la já que as compensações podem também sinalizar disfunções em processo, desta forma evita-se o pior, mantendo-se no equilíbrio e não nos extremos onde os riscos são sempre maiores.



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ADÃO E EVA
















No terceiro sonho eu estava saindo com minha mãe quando peguei minha chave. Fomos à casa de um casal conhecido nosso e que há muito tempo não sabemos notícia. Eles davam um curso aqui perto de casa. As duas filhas do casal também participavam do estudo e no sonho encontrei-as dormindo. Lembro que ficamos um tempo conversando na sala, mas não sei nada da conversa em si e nem das pessoas que realmente ali estavam. Só lembro que, quando fomos embora do local, as meninas acordaram para dar um recado à mãe sobre a escola na qual ela estava esperando uma vaga para lecionar. De fato essa mulher é professora. Em seqüência foram as duas que saíram, pois a mais nova ia à natação. No sonho, tanto uma quanto a outra estavam cerca de uns cinco anos mais jovens. Em verdade nem sei por que sei que aquelas pessoas eram as que eu conheço na realidade, pois dentro do sonho a aparência era diferente em todos. No que fui sair verifiquei que estava com dois molhos de chaves iguais. Ganhei meu chaveiro de uma tia quando me formei e ele tem meu nome grafado. Achei estranho ver outro chaveiro idêntico ao meu, mas soube diferenciá-los pela quantidade de chaves. Um deles, o que certamente não era o meu, havia uma chave a menos. Fiquei sem entender aquela confusão e imaginando de quem seria o outro molho de chaves. No que saí com minha mãe ela quis passar em um supermercado e então me dei conta de que estava nua. Era como se ela não houvesse me aguardado vestir a roupa. Embora constrangida eu reagia normalmente, pois em todos os sonhos de nudez, sempre penso dentro deles que existe de fato pessoas que culturalmente adotam esse estilo de vida ‘sem roupa’ e, sendo assim, o problema seria dos outros se me achassem uma louca, despudorada, esdrúxula, etc. De tempos em tempos sonho que estou em locais públicos e me encontro nua, por vezes enrolada num cobertor ou toalha, ora só com a parte superior ou inferior e, até mesmo, só com peças intimas. Por mais chato que isso possa ser, nos sonhos eu sempre me forço a agir normalmente como se isso de fato fosse super normal. Parece que o pensamento influencia em sentir mais ou menos vergonha. Sei que sonhei mais coisas, porém novamente as lembranças ficaram apenas nisso. Ah, e quanto ao sonho das lesmas que comentei outrora?O simbolismo da nudez pode ser relacionado em dois aspectos que estão intrínsecos no mito cristão da criação. A nudez pura de Eva e Adão se transformam na ponte para o pecado, na descoberta do prazer a partir da transgressão e do rompimento das fronteiras do conhecimento. Pode-se pensar que este aspecto religioso se afigura como distante de nossas vidas, mas veja bem: Quando criança experimenta-se a nudez com naturalidade e espírito desarmado, puro, inocente, sem “maldade”, mas a partir da adolescência, bebemos da árvore do conhecimento e somos relançados no universo do prazer originado nas carícias táteis, gustativas, olfativas, com o “outro”. Nasce o pecado, o proibido, a vergonha (mesmo que no processo de desenvolvimento a repreensão cultural já tenha se manifestado). Daí a duplicidade de significados: o natural, o encontro, o amor, a troca e a vaidade, as paixões, o realce dos sentidos, o corpo sedutor que atrai os olhares e os desejos. O corpo que aprende a seduzir para manipular, dominar, que instiga o desejo do outro, as compulsões, as fragilidades, as carências, o sonho do prazer, da comunhão, da integração para tomar posse do outro. Mas também para saciar sua sede de prazer arquetípica, já que somos mobilizados por pulsões e compulsões instintivas registradas na Matrix de nossas origens. Acrescenta-se a necessidade de se exibir, o que é manifesto natural na sociedade Narcisa-conservadora, que não deixa de ser ambivalente e cínica: abre as portas para os exibidos mas responde com dubialidade cobrando, execrando, exaltando, consumindo, desejando e repudiando moralmente.


sábado, 5 de setembro de 2009

GLOSSÁRIO

ARROZ: é Simbolo que representa a riqueza, a abundancia, a pureza, fecundidade e felicidade. Possui origem divina e sua cultura laboriosa é consecutiva à ruptuta das relações entre o Céu e a Terra.

CÃO: a função mítica o cão é servir de guia na noite da morte (psicopompo). Heroi civilizador, ancestral mítico, simbolo de potencia sexual, símbolo de perenidade, sedutor, incontinente. No Islã o cão possui a imagem de ser VIL, símbolo de avidez, gula. Simbolo do divino e do satânico.

CALÇADO – Liberdade, sentido simbólico ligado ao dos pés; mediador do corpo com a terra, proteção, instrumento extensivo do corpo, vestimento e órgão de força.

CARRO - Na China o carro é o símbolo do mundo. Símbolo do Ego; o carro só existe em função do conjunto de peças que o formam; assim como o ego é apenas uma designação funcional. O conjunto das forças cósmicas e psíquicas a conduzir; o condutor é o espírito que o dirige; representa a natureza física do Homem, seus apetites, seu instinto de sobrevivência e de destrutividade, suas paixões inferiores, seus poderes de ordem material sobre aquilo que é material; Como o veículo de uma alma em experiência, ele transporta essa alma pelo tempo que dura uma encarnação.

No Tarô o carro é a sétima carta e está ligada ao homem que superou as oposições e unificou as tendências contrárias através de sua força vontade. Neste caso, estamos no domínio da ação pessoal situada no espaço e no tempo. A Fatalidade foi ultrapassada.


CHAVE: A chave simboliza Poder, o chefe, o senhor, o iniciador, aquele que detém o poder de decisões e a responsabilidade. É o instrumento que fecha e que abre. Que protege o guardado do desejo alheio. A chave é também símbolo do mistério a ser desvendado, e o instrumento que lhe permite avançar por etapas de transição entre o inicio e o propósito final.

COBRA – Pulsão. Energia vital, Kundaline.Encarna a psiquê inferior, o psiquismo obscuro, o raro, incompreensivo, misterioso. A serpente encarna um complexo arquetípico, ligado à noite, às sombras e aos subterrâneos de nossas origens”todas as serpentes formam juntas um conteúdo primordial, indivisível, que não cessa na aspiral da vida a dinâmica de nascer e morrer. Símbolo da energia da vida que serpenteia pelo universo.

ESCORPIÃO - Animal noturno, vive nas sombras, arisco, de natureza venenosa, pulsional, reativa e maternal. Instrumento de justiça e vingança, a capacidade de se sacrificar.

EXCREMENTO - “segundo Freud em sua experiência psicológica, com frequência associa-se o mais desprovido de valor ao mais valioso”. Considerados como receptáculo de Força, eles simbolizam uma potencia biológica sagrada que reside no homem, é produzida por ele e mesmo depois de descartada ainda pode ser aproveitada. Na fase do desenvolvimento humano desempenha fator da mais alta relevância na constituição de caracteres da personalidade que podem definir toda a história de uma pessoa pela vida. Ele é a síntese daquele que come e do que é comido.


FALO – Símbolo do poder gerador, enquanto princípio ativo. A representação não é necessariamente esotérica (Linga; Ônfalo) nem sexual ou erótica. Significa simplesmente a potência geradora. O falo representa um princípio equilibrador na dinâmica do homem e na ordem do mundo. Força criadora e origem da vida.

GATO: símbolo com características opostas, variando entre, o bem e o mal, qualidades benéficas e maléficas. Predador Manso. Animal doméstico e impulsivo, com propósitos definidos enquanto animal. Dissimulado, fingido, agressivo, furtivo. Não confiável, no sentido em que aparente domesticidade, mas mantém a característica do animal felino e predador, a sua origem, a sua natureza (neste aspecto ele não é fingido mas é oportunista, se passa por doméstico na convivência mas mantém sua natureza como à espreita. Diferentemente do cão que sociabiliza sua natureza e aceita sua condição de submissão ao poder humano. Nas sociedades budistas é olhado com desconfiança por ter sido junto com a cobra os dois animais que não se comoveram com a morte de Buda. O que por outra lado evidencia o animal que mantém diferenciado e não se mistura na conturbação dos sentimento. Eu faço inclusive uma comparação de sua frieza com a dos PSICOPATAS ( animal frio, insensível, a não ser para satisfazer seus próprios desejos , interesses e propósitos). Na cabala, como no budismo o gato é associado à serpente, ao pecado, ao materialismo. Para índios americanos do norte o gato é símbolo de Sagacidade, engenhosidade, espreitador, malícia, e ponderado, realizando sempre seus propósitos.

LEÃO – Poder, soberano, símbolo solar e luminoso, rei os animais. Simboliza o pai que encantado com a própria força se torna tirano. Encarnação do poder e da justiça pode caracterizar o excesso, o orgulho, a petulância, a arrogância. A armadilha da Inflação.

MAR – “Símbolo da dinâmica da vida. “Tudo sai do mar e tudo retorna a ele; lugar dos nascimentos, das transformações e dos renascimentos”.

NUDEZ: A nudez pura de adão se transforma na ponte para o pecado, na descoberta do prazer a partir da transgressão e do rompimento das fronteiras do conhecimento. Duplicidade de significados: o natural, o encontro, o amor, a troca e a vaidade, as paixões, o realce dos sentidos, o corpo sedutor que atrai os olhares e os desejos. Representa o ser original , o ser antes da aculturação, o selvagem, o primordial.

ONDAS – “O mergulho indica mudança radical nas idéias, nas atitudes, no comportamento, na existência. Simbolismo que se aproxima da representação do Batismo em duas fases: Imersão e Ressurgência”;
- “As ondas levantadas pela tempestade foram comparadas aos dragões das profundezas. Simbolizam as súbitas irrupções do inconsciente, outra massa, de ordem psíquica, de uma inércia enganadora, impelida pelas pulsões instintivas a atacar o espírito, o ego dirigido pela razão”.

RAIO – “Símbolo da atividade celeste.O poder infinito do Deus supremo. Fogo celeste de força irresistível. Bipolar ele simboliza de modo geral o poder criador e destruidor da divindade. O raio gera e destrói ao mesmo tempo, ele é vida e é morte. A criação que surge do nada em estado caótico”.

RATO – Símbolo Ctônico. Esfomeado, noturno, prolífico, ágil, propagador de peste. Imagem da avareza e da cupidez.

TEMPESTADE- “Símbolo teofânico manifestando a temível onipotência de Deus. Enquanto a tormenta pode prenunciar revelação, a tempestade é uma manifestação da cólera divina e, às vezes, um castigo”.

TERRA- Princípio passivo em oposição ao princípio ativo, feminino em oposição ao masculino. Conteúdo feminino, materno, que fixa a árvore, que é fecundada pela chuva. Identificada com a mãe, símbolo da fecundidade e da capacidade de regeneração. Dá à luz todos os seres, alimenta-os, depois recolhe e acolhe o germe fecundo e transforma todos em pó, reabsorve o que formou. Matriz que concebe os minerais, os metais, a água, as fontes, a vida. Símbolo do consciente e de seus conflitos, dos desejos, da possibilidade de transformação, sublimação e perversão. Arena dos conflitos da consciência do ser humano.

TIGRE: Segundo E. Aeppli, "nos sonhos ele representa um conjunto de tendência que se tornaram completamente autônomas e que estão sempre prontas para nos atacar inesperadamente e para nos despedaçar. Sua poderosa natureza felina encarna um conjunto de forças instintivas, cujo encontro é tão inevitável quanto perigoso; essa natureza é astuciosa, menos cega do que a do Touro, mais feroz do que a do cão selvagem, apesar de igualmente inadaptada. Esses instintos mostram-se sob o seu mais agressivo aspecto, porque, presos na selva tornaram-se completamente desumanos. O Tigre fascina, no entanto: é grande e poderoso, embora não tenha a dignidade do Lewão. É um pérfido déspota que desconhece o perdão. Ver aparecer um tigre nos seus sonhos significa estar perigosamente exposto à bestialidade dos seus impulsos instintivos (Ernest Aeppli - Les Rêves et Leur Interprétation, Paris 1951)"

VIAGEM - “ A viagem exprime um desejo profundo de mudança interior, uma necessidade de experiências novas, mais do que um deslocamento físico, indica uma insatisfação que leva à busca e à descoberta de novos horizontes”(Jung)