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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O OLHAR

  

Continuação...

Achei estranho o sonho conter esse foco:

seria alguma mudança acontecendo dentro de mim?

Demostra algo mais do que a vontade de realizar isso na vida real?

É como se eu quisesse enxergar o outro e, ao mesmo tempo, pudesse me ver refletida nesse outro.

É como se eu, pelo olhar, exigisse o direito de ser eu mesma, única, com minhas características pessoais e, ao mesmo tempo, demonstrasse, pelo olhar, aceitação e respeito ao direito do outro de ser quem ele é, também único tanto quanto eu.

A sensação contida no sonho pareceu-me enigmática, pois embora houvesse um certo constrangimento (era como se eu estivesse olhando nos olhos dos outros pela primeira vez), também havia naturalidade, como se fosse uma brincadeira, uma postura de auto-aceitação, de auto-respeito, bem como de aceitação e respeito ao outro.

Era como se eu quisesse entrar dentro do outro usando o olho como porta. Era como se eu estivesse adentrando num mundo mágico e positivamente ou permitidamente vicioso.



Não há o que estranhar. Nada há de estranho. Como lhe disse no post anterior, definitivamente são mudanças se processando na configuração PSY, na forma como você responde ao mundo. E são mudanças resultantes de um processo iniciado por você anteriormente.

Em post anterior anunciei a possibilidade que temos de nos reconfigurar diante de nós mesmos e diante da vida.

A psiquê anuncia a necessidade dessa mudança, nos alerta através de pensamentos, sentimentos, emoções, flash, insights ou sonhos. Quando levamos em consideração esses sinais, iniciamos um processo que pode induzir essa transformação.

A transformação acontece a partir de algumas possíveis intervenções:

  • Mudanças de conceitos – O sujeito se reprograma conceitualmente realizando um processo de readaptação, se reposicionando no cenário em que está inserido através da resignificação de princípios, valores, etc.;
  • Mudanças de atitudes – O sujeito usando a consciência reprograma e altera seus padrões de escolha produzindo novas respostas diante das exigências da realidade;
  • Mudança do Tempo Psy – O sujeito altera o seu Tempo de processamento e de resposta frente aos acontecimentos e consequentemente impõe-se avaliação mais criteriosa de realidades e respostas mais estratégicas que favoreçam mais sucesso nos objetivos e propósitos.

Essas e outras possibilidades nascem a partir do individuo que mobiliza o seu poder de se transformar através da interferência de sua Vontade.

Estes Imputs de mudanças são incorporados e podem inclusive realizar alterações de configurações arquetípicas, naqueles arquétipos flexíveis que suportam alterações de programação.

Nos arquétipos coletivos essas mudanças não são possíveis porque demandam transformações de inconsciente coletivo que constituem a psiquê, envolvendo, portanto, transformações mais genéricas e de padrões da espécie.

Em noções básicas é o que acontece, portanto não são apenas mudanças. É reconfiguração que transformação a sua relação consigo mesma e com o mundo.


ADENDO:

As conquistas pessoais  permitem ao sujeito usufruir melhor qualidade na sua vida pessoal, melhor capacidade de adaptação ao meio competitivo  e aos cenários de mudanças que promovem inquietações e desconforto. E o melhor permite aos descendentes que avancem  em seus processos de aprimoramento favorecedo-lhes melhores condições de sucesso diante de realidades em que estão inseridos.





quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O OLHAR



          

Sonhei que procurava olhar nos olhos das pessoas e o fazia não só com dificuldade, mas com curiosidade, algo a mais do que o sentimento inicial que sempre me inibiu de encarar as pessoas olho no olho. No sonho esse contato pareceu mais fácil e eu brinquei com isso. Ao olhar para um jovem levantei as sobrancelhas e ele fez o mesmo como se fosse um espelho. Vi o outro sendo um reflexo não por se parecer comigo, nem por me imitar, mas por ser um ser humano como eu, alguém que, por mais que diferenciasse nas características pessoais, não deixaria de ter sido feito e criado exatamente como eu, do mesmo princípio e para o mesmo fim. Lembrei da história dos bebês que sorriem quando alguém lhe olha nos olhos, pois eles se “refletem” no outro.

O olhar é portal que nos permite passagem para contato e conexão com o exterior, o scaniamento, identificação e registro do observável. Mas também é portal para que o “outro” possa penetrar e me “VER”.

Esse Penetrar é interessante, pois várias são as formas que o mundo nos penetra para que possamos incorpora-lo; Os sons nos penetram e nos tocam com as ondas sonoras; As imagens vislumbradas, incorporamos, espelhamos, reproduzimos e registramos; Os aromas nos penetram pelas moléculas que identificamos quando as capturamos; Os sabores incorporamos depois das reações químicas que sofremos; E a sensibilidade nos favorece identificar energias, campos suaves, densos, vibracionais, etc.

O olhar é revelador. Nos leva ao longe, nos transporta e desnuda aquilo que que se revela, mas abre as possibilidades para que sejamos vasculhados pelo olhar do observador.
Para mim a consciência passa pelo olhar e pelo olhar retemos a consciência e apreendemos o mundo. Pelo olhar no situamos no presente ou o abandonamos. Pelo olhar nos protegemos de ser arrastados para o passado dissolvido ou para o não acontecido, o futuro, fantasias e ilusões.

Ou seja, o olha definindo o presente, define o Tempo, o momento, a forma de estar ao mundo e no mundo. Conecta o individuo com as realidades que o envolvem, e o lança de consciência amplificada de si mesmo e em si mesmo na ralidade que nos contem.

Para olhar é preciso primeiro estar no presente. É preciso que a autoestima esteja fortalecida para que se possa experenciar o confronto que o olhar do outro representar, a cobrança, a criticidade, o julgamento.

Para o individuo enfraquecido o olhar se abaixa, por que se submete à força da presença do outro, ao poder externo. A realidade passa a representar ameaça e a exigir mais do que o sujeito é capaz de dar. Assim o sujeito se entrega como quem não apresenta estatura ou postura para o encontro.

A realidade exigi-nos certa dose de agressividade para enfrenta-la. Precisa ser uma pulsão focalizada para transpor os limites que não estão na realidade mas em nós. O primeiro desafio é superar as próprias dificuldades.

No passado a realeza impedia o olhar do outro. Essa realeza não se submetia à criticidade dos que consideravam inferiores. Tinham muito a esconder. E escondiam pelo subjugo

Essa força do outro necessariamente não é a força que ele tem ou apresenta, mas o poder que “projetamos” nele, o nosso temor.

***

O sonho indica o fortalecimento de sua autoestima, ou a construção dessa estima que lhe faltava para sustentar a sua relação com o mundo.

A curiosidade que antes aparecia quando o encantamento lhe assombrava, acontecimentos excepcionais, agora encontra espaço na redescoberta do mundo, em acontecimentos naturais. O extraordinário abre espaço para o extraordinário do natural, da descoberta do mundo ao redor. Aquilo que o julgamento crítico definia como banal, insignificante.

É assim que a coisa funciona , o extraordinário é o que vivemos, não o que vive o outro.

E a descoberta do mundo é assim lúdica, nos permitimos experimentar, sentir, descortinar mistérios, igualdades.

O grande ego inflacionado diminui, porque não é tão grande, e o pequeno cresce, porque não é insignificante. A percepção se transforma, a forma de perceber o outro se aproxima mais de uma realidade comum, de um senso comum. Ninguém é mais do que qualquer outro.

A inferioridade, em forma de complexo, inicia seu processo de dissolução. Essa a desconstrução fundamental que precisamos realizar. Enfrentar nossas dificuldades, superar aquilo que depende de apenas de nós, romper os obstáculos que impedem a nossa expressão maior. Fechar cada etapa para que sejamos mais livres, confiantes, seguros. Antes que as dificuldades existam no mundo elas existem dentro de nós.

O sonho é isto; sua configuração mental se consolida e você começa a descobrir o seu verdadeiro tamanho, nem mais, nem menos qualquer outra pessoa, o seu tamanho diante do mundo.

E isso é BÁRBARO!

Sem conhecer o seu tamanho, você não tem tamanho.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ESPELHO, ESPELHO MEU






Sonhei que me olhava no espelho e meu rosto estava inchado, perto da região ocular havia muitas erupções bem vermelhas, mas as mesmas não coçavam e nem doíam. Eu enxergava normalmente, mas não conseguia ver os meus olhos no reflexo, pois dentro deles havia uma grande quantidade de remela preta parecendo piche. Fiquei nervosa e disse a mim mesma que trabalhar na área da saúde estava me trazendo muitas complicações.

Uma associação imediata:

1. Você sofre algum tipo de Infecção das Vias Aéreas superiores, como por exemplo: Laringite; Faringite; Faringoamigdalite; Sinusite aguda, Rinofaringite, ou qualquer tipo de problema nas suas vias respiratórias? Infecção virótica?

2. Algum risco de intoxicação? Faz uso de rímel, delineadores para realçar os olhos? Se maquia? Os produtos que utiliza para maquilagem são produtos de procedência reconhecida? Observou se os produtos, que utiliza para se maquiar, estão dentro do prazo de validade?

Excluída a possibilidade corpórea. Avaliemos a simbólica.

Os olhos são uma janela para o mundo, ainda que existam outras portas e janelas que nos permitam “sentir” o mundo e receber o mundo dentro de nós.

Se não existem problemas físicos o sonho pode ser indicação de que essa janela pode estar embaçada, fechada, congestionada. Alterando sua percepção ou impedindo a interação mais plena com o mundo

Sempre penso em remela, como escória, lixo e toxina que o corpo tenta eliminar para desobstruir seu funcionamento ou ameaças que o corpo detecta e expulsa para fora do sistema.

A visão não está obstruída, mas o olho não é visível, está escondido. Pode ser defesa pessoal para que não seja vista pelo mundo como deveria. Ou sua percepção é alterada deixando de vero mundo com o instrumento adequado para vê-lo, deixando de perceber a realidade, a verdade.

Outra possibilidade está no espelho, que é instrumento, que reflete a imagem. Pode haver dificuldade em se ver no mundo, em ver o mundo como reflexo de sua imagem. Já que a imagem que possui de si mesma é deformada. O que pode ser indicativo de transformação de conteúdos narcísicos ou de uma autoestima que não consegue ver o que espelha, mas o que pensa que reflete.

Veja: a visão não está obstruída, mas os olhos não são visíveis, são visíveis as remelas. A percepção está alterada ou falta o revestimento do olhar. Como a visão existe, a visão vem de um olho interno e pessoal que ou deforma a imagem pessoal, ou acusa o problema instrumental.

O rosto só é visível através do seu reflexo, só pode ser conhecido pelo possuidor através da imagem. Por isso diz-se que o rosto é para o outro.

O rosto simboliza a evolução do ser vivo, das trevas à luz. E a sua irradiação que determina e diferencia o rosto do mal (endemoniado) e o rosto do bem (angelical).

O rosto simboliza o divino, ou sua ausência, as sombras, a maldade, ele expressa a bondade, indica o ausente e o perdido ou o reencontrado, o mascarado, o dissimulado e o irradiante.

E se o olhar é o espelho da alma, pode ser que você se esconda atrás de máscaras que impeçam o brilho dos seus olhos.



quarta-feira, 8 de setembro de 2010

INDIVIDUALIDADE E PRIVACIDADE


Carla

Na sequência eu estava com minha irmã, que estava grávida, meu cunhado e sobrinha. Estávamos num local de muita neve e procurávamos um restaurante para comer. Nisso comentei que esquecera a máquina fotográfica e separei-me deles para ir buscá-la. Embora parecesse vantajoso estar com eles, eu preferia estar sozinha. Pensei comigo que na próxima viagem eu ia pensar melhor entre ir só ou ir com eles. Houve um momento no meio desse sonho, cujas lembranças parecem vagas, donde entrei num ônibus com um monte de mochilas. Do lado de fora havia muita neve e embora estivesse atenta a tudo, sumiram duas de minhas mochilas. Comentei com o motorista sobre o possível roubo e disse que o endereço para donde ia, meus documentos e todo o meu dinheiro estava numa das mochilas que sumira. Embora preocupada, eu não estava tensa, pois sentia que a situação não ia ficar por isso mesmo, ou seja, tinha comigo a certeza de que há males que vem para bem. Ele disse que ia desviar a rota, mas não entendi em que isso poderia ser útil. Desconfiei de três homens que estavam dentro do ônibus, pois eles me olharam com jeito desafiador. Notei que eles deveriam ser os malandros e fui falar pessoalmente com eles. Primeiro aproximei de um que parecia coreano e comentei que a vida dele poderia mudar totalmente se suas atitudes mudassem. Ele pareceu entender o recado, disse que ia pegar um voo para algum outro local e começar vida nova. Enquanto isso, um dos outros dois quis saber que intimidade verbal era aquela e comentei que quando ele estivesse a altura de entender-me, eu passaria o recado. De certa forma eu já não estava preocupada com as minhas mochilas, pois sabia que estava cumprindo meu dever e que o roubo das mesmas fora providencial para algo além da minha racionalidade. Infelizmente só lembro até aí.

O que tais sonhos querem me dizer?

O seu movimento, a sua ação, ou suas escolhas, podem indicar uma dinâmica de fortalecimento de sua individualidade, um processo de desgarramento e de libertação.

Quando o sujeito fortalece sua individualidade, aprende a conviver consigo mesmo. O que parece uma coisa natural, saber conviver com si mesmo, se mostra uma conquista de poucos. Em geral elas pensam que se amam, que se adoram, que se bastam, mas vivem apenas a idealização deste desejo. Elas não sabem estar só, consigo mesmo, envolvidas em projetos pessoais, envolvidas em suas dinâmicas de aprimoramento, estudos e desenvolvimento. Na verdade vivem uma profunda solidão inseridas em contextos sociais turbulentos e cheios de movimentos, dessa forma elas conseguem aplacar a dificuldade de terem de conviver consigo mesmo.

Este é um dos grandes males da vida moderna. O externo chama em excesso, é sedutor e envolvente e quando nos entregamos a essa babilônia pós-moderna abre-se mão da privacidade, das buscas pessoais, do prazer de viver consigo mesmo, na ilusão de preencher o buraco existencial. Só que este buraco permanece presente, como um buraco negro, que “come tudo”, que a cada dia mais matéria exige, mais esforço. E o individuo já sem a riqueza da pessoalidade, sem saber conviver consigo mesmo é enredado na trama da armadilha que construiu para si mesmo. E acaba consumido pelo coletivo.

O coletivo é essencial, mas não é tudo. É preciso trabalhar a pessoalidade, nossa singularidade para que encontremos em nos o sentido da existencial, caso contrário podemos passar pela vida como perdidos, que se “acham”, mas que não se encontram. Perdidos de si mesmo, na ilusão de um universo fantástico, mas sutilmente ardiloso, se não agirmos como guerreiros.

Naturalmente, ninguém se basta, mas cada um nessa vida tem um encontro marcado com a existência. Um encontro que não pode ser relevado. E para este encontro precisamos nos preparar. Hoje infelizmente, o simplismos leva a maioria à buscas que apenas lhes dão o conforto de estarem fazendo alguma coisa. No fundo sabem que pouco ou quase nada estão fazendo para se preparar para este encontro fatal com o destino.

Na sequência do sonho aquela velha forma de focar suas obsessões reaparece: O medo de ser lesada, roubada, enganada, o medo de perder, o medo da perda da referência do poder e da representação de sua imagem. Mas em seguida a nova mulher reaparece com novas respostas, com uma nova forma de lidar e responder aos desafios da realidade, E agora não mais como aquela que apenas sofre as consequências das mudanças inoportunas, da imprevisibilidade, mas como um sujeito que tem escolha e atua, intervém, indica o erro, o descompromisso, sem o medo do subjugado.

Essa é a conquista, sua vitória que aparece: A mudança do padrão de resposta. Não mais como a menina vítima, mas como mulher, como Sujeito, individuo que faz escolhas e interfere na construção da realidade, de sua realidade.

Você diz:

“eu já não estava preocupada com as minhas mochilas, pois sabia que estava cumprindo meu dever e que o roubo das mesmas fora providencial para algo além”.

Este é o espírito da coisa. Não se pode focalizar a força no que é pouco importante, é preciso cumprir o dever, o dever pessoal, e entender que existem forças superiores que nos propõem desafios que precisam ser superados e que geralmente à frente poderemos compreender um pouco melhor os desígnios para nossa vida.

Quando nos damos mais importância do que ao divino, damos importância às ilusões de tirania e poder que ansiamos e projetamos, assim fortalecemos a vaidade, o narcisismo, e deixamos de aperceber e apreender os sinais divinos que indicam o sentido de nossa existência. Quando caminhamos em sintonia com os desígnios da vida a providencia divina nos ampara, no guia, nos protege e nos encaminha para aquilo que é nosso dever realizar: o pleno sentido da existência.

Os sinais são claros,
o caminho que segues é um bom caminho.

Você terá sucesso na empreitada.
 Mas não se esqueça:
O Presente está no olhar.
sua máquina de apreensão e de foco na vida
O olhar abre a porta da percepção.
A percepção só existe com a consciência.

domingo, 13 de junho de 2010

SOBRE A CRIANÇA EM NÓS



Independente da representação simbólica da criança, minha tendência é de incorporar ao significado do símbolo a representação de conteúdo que apareça como infantil  ou relacionado ao infantil, e à dinâmica do do que seria conteúdo de inconsciente recém-formado. Para tentar esclarecer o conceito e constructo teórico, conidere: 

Como o Inconsciente não é um reservatório pré-arranjado, mas uma Zona Viva, desconhecida, com dinâmica própria, onde conteúdos se formam, se deformam, se dissolvem, nascem, cresce, são incorporados, integrados, enquanto se transformam permanentemente. A imagem da criança me remete a conteúdos, arkhaios, arcaicos, ou recente dentro da dinâmica de inconsciente se Aglutinaram formando uma configuração passível de ser incorporada como conteúdo ou como fonte energética à consciência.

Assim a imagem é mais do símbolo é símbolo de transformação. Pois conteúdos autônomos, ou resíduos de conteúdos que foram dissolvidos, ou partes de conteúdos arraigados que se desprenderam, e todos juntos formando novas polaridades não conseguindo se unirem a velhos conteúdos, se agregam em novo formato e configuração em processo de serem integrados à consciência.

Para dar uma ideia do processo: visualize conteúdos arcaicos formando uma massa única de força e polaridade e protegidos por filtros intransponíveis, quando partes desses conteúdos são desintegrados eles se depreendem da massa compacta, se dissolvendo, pulverizados e ultrapassam os filtros de polarização, no desprendimento e posteriormente como que assume novos formados não sendo reincorporado, assim podem se agregar com conteúdos de frequência e mesma vibração formando novos conteúdos de inconsciente, mas agora, em novos níveis prontos para serem transformados e incorporados à consciência.

Quando incorporados à consciência, esta se transforma ficando mais consistente, mais completa, menos suscetível ou fragilizada definindo acréscimos à personalidade do individuo e ascendendo a níveis mais elevados de percepção, e de apreensão da realidade.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O OLHAR NO MAR

 
CH63


Dois sonhos dessa noite:
No primeiro sonho eu estava com minha mãe na sacada de um apartamento que dava vista para o mar. Entretanto a maré estava muito alta de forma que houvera coberto toda à parte de areia e as ondas estavam quebrando direto nas pedras que ficavam ao contorno da praia, depois da facha de areia. Eu queria entrar na praia e minha mãe perguntou por que eu não colocava o biquíni e ia para lá. Disse que não e expliquei que era muito perigoso entrar com aquela maré alta, pois se a onda forte me arrastasse para trás, eu não ia me ralar na areia e sim me chocar fatalmente contra as pedras. Inclusive estava achando um absurdo às pessoas entrarem no mar daquele jeito, principalmente os idosos. Não sei ao certo, mas parece que meu pai era um dos idosos que houvera entrado no mar e preocupada fiquei atenta como se eu fosse um salva vidas a olhar a cena com total distância.

O mar é representação e símbolo das águas primordiais e do inconsciente. Você defronte ao seu inconsciente observando e vivendo a cautela necessária para lidar e se aprofundar nestas águas. Cautela, cuidado, noção e senso do perigo frente ao momento delicado da maré alta. È necessário certa distância para observarmos a nós mesmos, quanto mais mantemos essa distância mais imparciais nos permitimos ser, menos misturados podemos olhar o nosso “mar”.

O pai? olhe abaixo a sequência do sonho (64).  A maré alta pode ser indicativo de conteúdos de inconsciente a aflorar, movimento na dinâmica do inconsciente por influência de Lua ou outro evento fora do  controle pessoal.

Observemos...

domingo, 25 de abril de 2010

UMA ALQUIMIA II

François Boucher - 1747 -The Rape of Europe
Paris - Musée du Louvre 

Eis mais um sonho desafiador. Poderia neste momento levantar varias significações possíveis para o sonho mas focarei, independente de sua vasta simbologia, aqueles que considero como dois pontos mais significativos e relevantes:


  • A espada como ornamento passivo sendo transformada em instrumento de ameaça, arma para cumprir sua função real;

  • A transformação da ameaça em instrumento que abre portas ou portais: a chave.
Por partes:

1-O PRINCÍPIO:

este parece-me a entrada no intento do inconsciente: te leva por bosques harmoniosos equilibrando suas energias psíquicas, atualizando-as e lhe introduzindo num cenário onde suas emoções são mobilizadas a partir de um foco seletivo e de interesse pessoal, pela psiquê.

Eu penso que a partir do momento em que você se sentiu “totalmente fascinada” e encantada pelo acontecimento, você foi direcionada através da atenção Visual a viver e participar de um processo de transformação e de metamorfose. Esses momentos de transformação são como uma mobilização pelo fascínio, onde o eu é submetido a uma condição inexorável de mudança energética.

Essa vivências podem ser consideradas excepcionais pois de forma suave, enquanto nos preparam, processam em nós uma alquimia de transformação da libido.

2-A DINÂMICA:

O momento CRUCIAL é, o que parece-me, essa dinâmica, você inserida num cenário inesperado é levada a acompanhar, a interagir e a responder aos acontecimentos. Participa de um ritual (você o percebe) de imolação, flagelação, sacrifício involuntário, sem consciência de causa e propósito. Em geral quando a pessoa sofre de algum desarranjo emocional ou psíquico não sabe nem mesmo que sofre imolação ou que se flagela como consequência do desequilíbrio, sabe apenas que sofre sem saber por quê. Você tem consciência no sonho e diagnostica o sofrimento, o flagelo e a relação com o distúbio mental.

A espada, ornamento passivo, é mobilizada - pela consciência, pela ação humana, pelo conhecimento - é apossada, colocada em ação -se põe em movimento - é transformada em instrumento do ritual de mudança. Aparece como ameaça, arma para cumprir sua função real, e assusta. Mas usada com maestria e poder , O SABER, se transforma em mediador da transformação.

Primeiramente opera como bisturi,  ativando o centro de poder energético, acionando energias vitais, colocando em movimento a energia estagnada  pela rede do corpo. Neste caso a energia desce para acionar centros inferiores, sensoriais, sensacional (de sensações) que necessitam ser acionados (posteriormente, um dia, subirão já para acionar centros superiores ou chackas de energia) e parece-me que reconectando o corpo de cima com o corpo de baixo, integrando, unificando, o seu universo sensorial e o fluxo de energia de seu sistema nervoso.

“Nisso um tremendo bem-estar percorreu todo meu corpo. Um forte arrepio desceu a me envolver feito uma descarga de energia.”
“Sorrimos alegres.”



“Nisso a espada transformou-se numa chave gigante”

A transformação da espada no instrumento que abre as portas e portais; a chave. A espada já era chave antes de se mostrar. Mas o seu uso instrumental , cumprindo as etapas de devidas aciona a sua transformação, e a transformação se faz visível. A chave abre as portas para novos momentos em sua vida, novas formas de se relacionar com o mundo. Pelo menos internamente a dinâmica de mudança se anuncia.

“e outras jovens apareceram. Não sei por que, mas eu me senti uma deusa no meio de ninfas.”

3-A CONCLUSÃO

A festa, os festejos são indícios de celebração e conclusão do feito. O sonho fala por si, o significado salta para fora do sonho e se faz visível:

“O medo foi tomado pelo SENTIMENTO DE IMENSO PRAZER, ALIVIO E COMPLETUDE. Foi algo rápido e percebi a tolice do medo que houvera sentido, mas o qual irrefutavelmente tinha de existir e ser enfrentado. Percebi claramente no sonho que não há problema em ter medo, pois em verdade, o problema está em não ter coragem para enfrentá-lo.”

“Fiquei perto dos dois... masculinos... lindos, serenos e carismáticos por natureza, lembrei-me do meu jardim de infância. O TÃO GOSTOSO MOMENTO...”

A atualização concluida, a resignificação Afetiva é ativada na relação com o mundo, há indicios de reconstrução no estabelecimento de novas referências na relação de confiança com o meio, a energia liberada aflora em forma de sentimento e de elação. Os sinais são auspiciosos.

Obs.: considerando a espada como símbolo moderno de bissexualidade, prefiro não focar este lado, principalmente porque, em passado recente, você manifestou o desinteresses homossexual, e portanto não precisa ser focalizado. Prefiro pensar em dinâmica de integração de conteúdos femininos, e considerar a imagem da Deusa rodeada de Ninfas como projeção da imagem curativa de sua saude e reconstrução de equilibrio e harmonios entre naturezas múltiplas.
Se voce  colocar o I Ching a mensagem poderia ser:
O CAMINHO, É UM BOM CAMINHO.

BYE.