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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CAPIM E AUTOESTIMA


 
Sonhei que me arrastava sobre capim seco no escuro total. Eu estava com medo do capim pegar fogo. Não tenho muitas lembranças, mas não foi um sonho muito agradável. De repente percebi que estava dentro de uma jaula, mas haviam alguns buracos e eu podia sair dela se quisesse. Depois sonhei que minha irmã tinha ido a uma psicologa para saber algumas coisas a respeito da educação da minha sobrinha e o primeiro conselho era de não enfatizar os aspectos ou pontos negativos da criança. Então comentei que durante vinte anos haviam cometido esse erro comigo. Lembro apenas disso.

Capim é gramínea, tanto quanto pode significar dinheiro, é parente da palha. No indicador temático, Palha pode representar a cobertura, ou o poder inflamável, “dar uma palha” é dar uma canja, trabalhar um pouco,etc.

A vegetação ao nível da Terra, unindo a terra mãe ao principio ativo masculino, realidade, representado pela possibilidade do fogo.

Muitas comparam o poder do fogo rápido, ao homem e o aquecimento lento à mulher. Você nadando, se arrastando no capim com medo do fogo, pode estar relacionado ao medo de mergulhar no fogo da sexualidade ou no principio ativo do elemento masculino, a realidade. A jaula é a repressão, a severidade crítica e a condenação a que se sujeitava, pagando no aprisionamento. Agora já existem possibilidades de fuga ou de libertação, as defesas vêm sendo superadas, as grades esburacadas já permitem o caminho de escape rumo à liberdade.

Seus processos de elaboração das vivências infantis e juvenis estão em desenvolvimento. Assim, aos poucos você vem elaborando, ordenando os fatos, os acontecimentos, compreendendo, tomando consciência, dos processos a que esteve envolvida, das intervenções e atuações de figuras de autoridade em sua história.

Muitos são os que sofrem a devastação de dinâmicas educativas baseadas na negação, na negatividade, no reforço negativo. As intenções podem ser boas, originadas de pessoas bens intencionadas tentando ajudar, focam o negativo para que o outro prove o contrário. Acreditam que realçando o negativo estimulam o outro a enfrentar os desafios e a superá-los. Desacreditam o sujeito na intenção esperançosa de que ele possa se supere.

Mesmo que este método funcione com alguns, e isso depende da natureza de cada um, na maioria o esquema funciona destruindo a Autoestima, minando a segurança, desqualificando as conquistas e os passos dados pelo sujeito que recebe a intervenção.

Sofrer este tipo de estímulo educacional, o negativo funcionando como sombra e ameaça, pode ser emocionalmente devastador e promotor de núcleos e de complexo de inferioridade.

Durante vinte anos cometeram esse equivoco com você. Sei que não serve de compensação, e nem gostaria que o fosse, mas coletivamente, para mim, o grande problema da sociedade brasileira é a Auto Estima. O brasileiro padece coletivamente de um grave problema de Inferioridade e de Baixa Estima.

Aqui neste espaço já percebemos que você vem reconstruindo essa Estima, e já lhe disse que a solução não é compensar se afirmando para todos : “Eu me amo; eu me adoro”. E preciso encontrar o seu tamanho, o tamanho da dignidade de ser humano. Nem mais, nem menos, o tamanho de sua consciência como Ser, como existência.

A mensagem pode estar associando a importância da reconstituição pessoal de sua autoestima para que possa redescobrir e encarar, a realidade, o fogo da sexualidade e da paixão, a afetividade plena como manifestação explicita do afeto, sem medo de sair queimada.

Na verdade esse mergulho absolutamente seguro não existe. Este é um mergulho que precisamos dar para que possamos superar o desafio de abandonar o estado do tolo e incauto, característico de crianças e de jovens. Assim conquistamos a segurança, como prêmio, depois de arriscar a cabeça, sofrendo ou não sofrendo, apanhando, aprendendo e descobrindo que se pode lidar com o afeto, com a sexualidade de forma mais natural e consistente, sem neuras, possessividade, compulsões ou dor. Mas... Essencialmente livres.

Seu caminho já está traçado.

Dois detalhes:

1.Fica evidente uma indicação crítica de que sua sobrinha venha a sofrer o mesmo processo que você sofreu. Ela é a filha da irmã que se apresentou como sua irmã. Não sofre pelo destino possível de sua sobrinha. As realidades são diferentes, sua irmã pode ter aprendido com a experiência de te controlar. Mas se essa preocupação existir aproveite para mostrar para ela os erros que você diagnostica na conduta dela, o que te fez sofrer e apenas isso o destino de formação da filha dela cabe a ela como mãe e formadora.

2.Mesmo que focalize a sua irmã como a origem de certas questões pessoais mal resolvidas, não se esqueça de contextualizar a sua experiência. Pode ser que essa tenha sido a alternativa que tenha mudado o seu destino, mas pode ter sido a alternativa que te salvou de dinâmicas piores.

O importante e que agora tem a sua vida em tuas mãos e pode fazer as suas escolhes com independência e autonomia.

Ψ

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O OLHAR



          

Sonhei que procurava olhar nos olhos das pessoas e o fazia não só com dificuldade, mas com curiosidade, algo a mais do que o sentimento inicial que sempre me inibiu de encarar as pessoas olho no olho. No sonho esse contato pareceu mais fácil e eu brinquei com isso. Ao olhar para um jovem levantei as sobrancelhas e ele fez o mesmo como se fosse um espelho. Vi o outro sendo um reflexo não por se parecer comigo, nem por me imitar, mas por ser um ser humano como eu, alguém que, por mais que diferenciasse nas características pessoais, não deixaria de ter sido feito e criado exatamente como eu, do mesmo princípio e para o mesmo fim. Lembrei da história dos bebês que sorriem quando alguém lhe olha nos olhos, pois eles se “refletem” no outro.

O olhar é portal que nos permite passagem para contato e conexão com o exterior, o scaniamento, identificação e registro do observável. Mas também é portal para que o “outro” possa penetrar e me “VER”.

Esse Penetrar é interessante, pois várias são as formas que o mundo nos penetra para que possamos incorpora-lo; Os sons nos penetram e nos tocam com as ondas sonoras; As imagens vislumbradas, incorporamos, espelhamos, reproduzimos e registramos; Os aromas nos penetram pelas moléculas que identificamos quando as capturamos; Os sabores incorporamos depois das reações químicas que sofremos; E a sensibilidade nos favorece identificar energias, campos suaves, densos, vibracionais, etc.

O olhar é revelador. Nos leva ao longe, nos transporta e desnuda aquilo que que se revela, mas abre as possibilidades para que sejamos vasculhados pelo olhar do observador.
Para mim a consciência passa pelo olhar e pelo olhar retemos a consciência e apreendemos o mundo. Pelo olhar no situamos no presente ou o abandonamos. Pelo olhar nos protegemos de ser arrastados para o passado dissolvido ou para o não acontecido, o futuro, fantasias e ilusões.

Ou seja, o olha definindo o presente, define o Tempo, o momento, a forma de estar ao mundo e no mundo. Conecta o individuo com as realidades que o envolvem, e o lança de consciência amplificada de si mesmo e em si mesmo na ralidade que nos contem.

Para olhar é preciso primeiro estar no presente. É preciso que a autoestima esteja fortalecida para que se possa experenciar o confronto que o olhar do outro representar, a cobrança, a criticidade, o julgamento.

Para o individuo enfraquecido o olhar se abaixa, por que se submete à força da presença do outro, ao poder externo. A realidade passa a representar ameaça e a exigir mais do que o sujeito é capaz de dar. Assim o sujeito se entrega como quem não apresenta estatura ou postura para o encontro.

A realidade exigi-nos certa dose de agressividade para enfrenta-la. Precisa ser uma pulsão focalizada para transpor os limites que não estão na realidade mas em nós. O primeiro desafio é superar as próprias dificuldades.

No passado a realeza impedia o olhar do outro. Essa realeza não se submetia à criticidade dos que consideravam inferiores. Tinham muito a esconder. E escondiam pelo subjugo

Essa força do outro necessariamente não é a força que ele tem ou apresenta, mas o poder que “projetamos” nele, o nosso temor.

***

O sonho indica o fortalecimento de sua autoestima, ou a construção dessa estima que lhe faltava para sustentar a sua relação com o mundo.

A curiosidade que antes aparecia quando o encantamento lhe assombrava, acontecimentos excepcionais, agora encontra espaço na redescoberta do mundo, em acontecimentos naturais. O extraordinário abre espaço para o extraordinário do natural, da descoberta do mundo ao redor. Aquilo que o julgamento crítico definia como banal, insignificante.

É assim que a coisa funciona , o extraordinário é o que vivemos, não o que vive o outro.

E a descoberta do mundo é assim lúdica, nos permitimos experimentar, sentir, descortinar mistérios, igualdades.

O grande ego inflacionado diminui, porque não é tão grande, e o pequeno cresce, porque não é insignificante. A percepção se transforma, a forma de perceber o outro se aproxima mais de uma realidade comum, de um senso comum. Ninguém é mais do que qualquer outro.

A inferioridade, em forma de complexo, inicia seu processo de dissolução. Essa a desconstrução fundamental que precisamos realizar. Enfrentar nossas dificuldades, superar aquilo que depende de apenas de nós, romper os obstáculos que impedem a nossa expressão maior. Fechar cada etapa para que sejamos mais livres, confiantes, seguros. Antes que as dificuldades existam no mundo elas existem dentro de nós.

O sonho é isto; sua configuração mental se consolida e você começa a descobrir o seu verdadeiro tamanho, nem mais, nem menos qualquer outra pessoa, o seu tamanho diante do mundo.

E isso é BÁRBARO!

Sem conhecer o seu tamanho, você não tem tamanho.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SOBRE A AUTOESTIMA

imagem modificada do Blog Jornada da Alma
links no pé do post

Em geral podemos pensar a autoestima como a Resultante de um conteúdo Vivo que determina o formato, a Gestalt, de resposta que apresentamos às exigências da realidade. Mas não se deve esquecer que esse conteúdo foi formado a partir da relação com o mundo e determinada pela força do impacto que a realidade desse mundo exerce sobre nós. A realidade não favorece ou não alivia a pressão que aplica sobre o individuo, mas seu cenário pode favorecer ou desfavorecer o sujeito.

Quando deixamos de lado os fatores externos pode-se detectar a baixa estima como um fenômeno apenas intrínseco e originário do sujeito ou resultante de conteúdos que se configuraram a partir de eventos internos determinando sua história e sua formação na inferioridade.

Sempre se considerou o nascimento, e o parto, como determinante para o desenvolvimento sadio da criança. Eu acrescento que a mudança de um meio onde o feto está protegido pelo corpo da mulher e por uma bolsa preenchida com líquido, para um meio onde ela de cara já recebe o impacto da Deformação do Espaço já pode ser definitivo na separação e determinação da realidade do sujeito. Sem considerar o antes, Volume do líquido da bolsa, impactos sofridos nesse ambiente, (sonoros, mecânicos, de incidência de luz, etc.).
O que quero salientar é que estas variáveis são definitivas na formação da autoestima, ou dos conteúdos que definirão a forma como o sujeito se relacionará com a realidade.

O fator externo pela pressão que exerce no sujeito pode ser determinante na criação do sujeito subjugado, essa incapacitação que o individuo apresenta como resposta à realidade. Este fator externo, quando o cenário não favorece o individuo, obriga-o a um esforço muito maior do que o que seria de se esperar. O sujeito inserido num cenário de pressão elevada diferentemente de outro, inserido num cenário de proteção que amortece as pressões, vai ser obrigado a desenvolver mais esforço para superar dificuldades e para realizar conquistas do que aquele que encontrou o cenário mais favorável. A pressão do mundo é igual para todos, mas a realidade do cenário em que estamos inseridos pode ser positiva ou negativa. Quando positivo, fortalece o individuo, favorece e estimula a formação de respostas diante de ameaças da realidade. Mas se negativo, obriga-o à formação defensiva, não estimula respostas, mas obriga-o ao recuo e consequentemente exige-lhe mais esforço.
Infelizmente, para o individuo superar, dissolver e integrar esses conteúdos que ao longo dos anos serviram-lhe como defesa, para lhe proteger das ameaças, para aplacar a força do mundo nos seus ombros, é necessário paciência e fortalecimento do limiar de resistência à frustração.

É preciso romper com o prazer da dor. Dor e sofrimento também propiciam prazer compulsivo.

É preciso romper com a necessidade de ser foco de atenção pelo aspecto negativo, como vítima.

É preciso encontrar forças para superar as dificuldades que mantêm o sujeito passivo, o que aumenta o impacto devastador da realidade sobre ele.

E acreditar... Que nós merecemos o melhor da vida, não como vítimas, mas como Guerreiros que todos somos.

VEJA ACRÉSCIMO:      

MELANCOLIA PÓS SEXO


CH86

VII - No sétimo eu estava num local com várias piscinas que ficavam a muitos metros abaixo do nível donde eu pisava. Havia uma moça e alguém tentava pegar a cabeça dela por uma espécie de pinça gigante. Só que, de repente, ela resolveu pular e todos ficaram preocupados e bravos, pois não era para ela ter feito aquilo. Nisso eu passei por uma espécie de portal e fui para outra parte de piscinas. Sentei-me numa janela redonda cujo vidro estava vedado e lá fiquei encostada nesse vidro. O local era levemente escuro e eu parecia muito triste, mas não sei por qual motivo. Nisso apareceram os cantores Zezé de Camargo e Luciano que passaram pelo portal vindo em minha direção. Pensei comigo que eles deveriam estar procurando pela moça que havia se jogado na piscina. Fiquei surpresa quando eles pareceram preocupados comigo e me tiraram daquele local como se estivessem fazendo um resgate. Por que eles? - Eu me perguntava como se não merecesse tamanha honra. Será que eles ainda não perceberam que eu não sou aquela moça? - eu parecia não entender o que de fato acontecia. Eu me sentia muito abatida. Eles me levaram para um local mais seguro e observaram que eu tinha comigo uma tesoura metálica pequena e uma garrafa com um conteúdo verde escuro que parecia venenoso. Eles começaram a falar que aquilo deveria ser coisa de um terceiro sujeito (um homem), mas antes que eles saíssem pensando em acerto de contas, eu reagi colocando-me na frente deles e dizendo que esse tal sujeito não tinha nada a ver com o caso e que a culpa fora toda minha. Eles diziam como se esse sujeito (não lembro o nome e nem me veio à mente nenhuma imagem física) houvesse me induzido a querer um suicídio, mas eu assumia a responsabilidade dizendo que eu estava ali por minha conta própria. Além do mais, eu não associava tudo aquilo com um suicídio, mas com algum grande sofrimento do qual eu estava naturalmente tendo de superar. Foi um sonho muito distante, tanto que eu parecia uma outra de mim que nada tivesse em comum comigo mesma, entende?

Há a indicação de “tristesse”, angústia, melancolia, autocomiseração. A pobre menina, digna de dó, sendo salva, resgatada pelos heróis que a protegem do mundo ameaçador. É como se vivesse na fronteira onde num lado mora o desejo de ser salva e de ser descoberta pelo príncipe (cantador de multidões) e no outro mora a mulher que supera a baixa estima enquanto mira seu alvo com ânsia participar do mundo.

Não percebo tendências autodestrutivas, mesmo que todos as tenhamos. Mas se pensar no aniquilamento de sua individualidade ao evitar sua maturação, podemos considerar o boicote como uma forma de suicídio.

A baixa estima, O poder e a força do mundo, ou dessa realidade, continuam a te subjugar.

VIII - No oitavo eu estava assistindo uma apresentação da Sheila Carvalho e do Tony Sales. Eles dançavam acrobaticamente dentro de um bloco transparente feito com diversos tipos de espelhos que refletiam várias cores formando um espetáculo incrível. Acho que tal bloco era cheio de água gelatinosa.

Precisaria saber o que essas pessoas representam para você. A Sheila Carvalho parece uma mulher determinada que conquistou seu espaço e superou as barreiras para o sucesso se tornando uma Sex Simbol. Mas tem-se que considerar o que eles representam para você para extrair algum significado. Fama? Visibilidade? Sucesso? Poder de atração e sedução? Fantasia sexual? Dinheiro? Prosperidade? Determinação? Coragem? Força? Segurança? Avalie, reflita.

Por que ando sonhando com artistas de televisão? pelo sonho com Sandy e Junior sei que isso tem relevância. qual seria nesse caso? Só você para me ajudar a entender tudo isso. É o que lembro por momento.

Veja o comentário sobre Autoestima, e se quiser siga os links para avançar no tema. Bye


terça-feira, 20 de abril de 2010

SONHOS e REFLEXÕES II

 CH52

Interessante a recorrência dos risos.



Essa noite sonhei que estava dentro de uma padaria, não sei se sozinha ou acompanhando alguém. Não sei bem o que fora comprar, mas enquanto aguardava na fila do caixa, reorganizei um punhado de ramos de alecrim bem viçoso que segurava na mão esquerda e que, pelo visto, já carregava comigo antes de entrar naquele local. Nisso uma mulher da fila olhou para os ramos, não me importei. Aproximando do balcão, o atendente ao invés de registrar minha compra, perguntou o que eu fazia com alecrim. Disse-lhe que podia fazer banho e todos riram. Nesse momento já não era mais uma fila, pois as pessoas haviam se espalhado ao redor do balcão. Disse que dava para fazer chá e foi mais uma gargalhada geral. Eu não me incomodei com os risos e achei legar estar sendo engraçada, embora nao identificasse o que teria de cômico naquela cena tão banal. Disse que dava para fazer emplasto, essência, defumação, qualquer coisa que se quisesse. Daí o atendente pegou o molho de alecrim e começou a fazer uma espécie de ilusionismo, mas não lembro direito. Sei que eu comentei que já tentara muito fazer aquilo também com o alecrim, mas ainda não conseguira. Daí os risos cessaram, a atenção voltou-se para o homem tentando improvisar seu ‘show’ e as lembranças ficaram apenas nisso. O que um sonho desses pode representar?

Nos últimos sonhos é perceptível uma atualização e regulação dos níveis de tensão intrapsiquicos. Isto quer dizer que o Inconsciente apesar de compensar seu elevado nível de tensão, aproveita o momento para liberar energias bloqueadas pela rigidez de personalidade e pelos limites impostos pela repressão ao longo de seu desenvolvimento. Parece-me tambem exercícios de reeducação na sua relação com o mundo, e principalmente mudanças na sua auto estima, ou suscetibilidades que a faziam defensiva, regredida e inferiorizada. O grau de importancia diminui, diminuição de caprichos e vaidade que deformam o amor próprio, enquanto consolida uma relação mais natural com o seu entorno. BELEZA PURA!

O Alecrim, é uma planta que aquece e estimula o cérebro e o corpo, é ótimo como cardiotônico, estimulante, antirreumático, resolve rapidamente dores de estômago e asias, restitui a energia dos estressados por muito esforço mental. É bom para tosses, bronquites, e problemas respiratórios. Usado externamente limpa feridas de pessoas que tem dificuldades de cicatrização. E reconstitui rapidamente a energia perdida, fortalece a estrutura mental, é uma das ervas que diminui sintomas de depressão e neurastenia.

Favorece os que têm  emocional passivo, submisso, aos indivíduos que não respondem de forma concreta às agressões da vida. Aumenta a capacidade de aprendizado. É a planta chave da falta de autoestima. Atua nos desconfiados, nos que não acreditam em si mesmos, nos que não têm coragem de se lançar em novos projetos. É a erva da coragem.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A BRUXA DO BEM

Louis Maurice Boutet de Monvel , 1880,
A Aula Antes do Sabá
Castelo Nemours 

CH45

Sei que estou deixando muitos sonhos aqui, mas não precisa pressa para responder. É que a cada sonho me interesso mais em desvendar meu inconsciente. Dos sonhos dessa noite, o primeiro foi assim:
Eu estava na cozinha de uma casa e havia uma televisão do outro lado da mesa. Era uma cozinha apertada e a mesa ficava praticamente encostada ao fogão. Minha irmã ajudava um homem a fazer a comida (e não era meu cunhado). Na televisão começou a passar um filme infantil de um cavalo que contava a sua historia. Comecei a ver o filme sem muito interesse. De repente o cavalo entrou num túnel e se transformou numa senhora idosa que parecia uma bruxa do bem. Enquanto ela caminhava apareceram duas pessoas amigas ou assistentes (um homem e uma mulher ainda jovens) dentro daquele túnel de tijolinhos de barro com água escura parada que batia quase no joelho (parecia esgoto ou água misturada com piche). Ao chegarem na porta redonda da casa da senhora bruxa, a qual ficava nesse mesmo local subterrâneo, apareceram dois policiais e uma denunciante que começaram a revirar tudo, a bater na senhora e fazer muito deboche. Nisso a energia teve queda rápida por duas vezes apagando a televisão. Por fim minha irmã disse que eu não ia gostar daquilo e não entendi se ela se referia ao filme, a comida, a queda de energia ou a alguma outra coisa implícita que não captei do sonho. Quando fui perguntar ela falou: ‘Não faz mal. Não tem nada que aconteça que não seja bom para alguma coisa’. Acordei com essa frase tão nítida na cabeça como se eu inclusive houvesse-a dito enquanto sonhava.



Voltei a dormir depois de anotar algumas palavras chaves do sonho acima e voltei a sonhar novamente. Dessa vez eu estava numa sala de aula quando deu intervalo. Ao sairmos uma jovem começou a conversar comigo e pareceu encantar-se com algo meu, mas que não lembro o que era, de modo que ficou me dando atenção o tempo todo. Acho que ela era de outra sala, mas não tenho certeza. Quando acabou o intervalo, ela me deu alguma coisa dela e dei-lhe aquilo que ela havia interessado, mas não lembro praticamente nada dessa parte. As lembranças maiores se fizeram no momento em que voltei para a sala de aula. Minha carteira e meus pertences haviam sumido. Enquanto procurava alguém me deu dois cadernos, um não era meu e o outro, embora fosse, estava cheio de escritas que não eram minhas. Um jovem arrumou-me uma cadeira de braço e sentei para acompanhar a aula inicialmente não querendo atrapalhá-la, mas eu precisava dos meus óculos, das canetas e enfim, queria minhas coisas. Enquanto isso as meninas que estavam sentadas no lugar onde eu tinha minha carteira começaram a rir baixinho em tom debochado. Fiquei nervosa e interrompendo a aula pedi desculpas para a professora explicando a situação em voz alta e firme perante todos os alunos da sala. Por fim arrematei dizendo que se não aparecesse de volta todos os meus pertences eu ia mandar minha mãe chamar a polícia (eu ainda era menor de idade e, talvez por isso, tenha colocado a figura materna no meio).

Há nos dois relatos uma mesma linha que salta e se realça mais que outras evidências: Você indo na onda de um acontecimento que te confronta e que lhe exige uma resposta frente a sua passividade, que lhe exigem uma atitude mais presente, mais ativa. No primeiro momento você é apenas passiva e no segundo momento você consegue expressar sua frustração, seu desconforto, ainda que se escore na presença da mãe como força de autoridade.

Você se equivoca, não é porque a sua imagem de menor de idade recorre a figura materna. É o adulto que se porta como menor de idade (imaturo) e se reporta à mãe de forma regredida ou acordes ao seu estado de maturação

Chama-me a atenção como que seu intento é facilmente desviado. Parece-me uma fragilidade e uma suscetibilidade por onde mecanismos de inconsciente deslocam seu foco de atenção e te subjugam. Você se torna presa fácil. Mostra-se desinteressada, sem foco, mas se encanta facilmente pelo entorno, como que sendo levada e se deixando ser levada.

O cavalo é símbolo de força masculino e de suas pulsões de inconsciente, passa pelo túnel da transição e se transforma na senhora Bruxa idosa do bem. Essa velha bruxa pode nos remeter à mudanças arquetípicas que prenunciam novos comandos internos na psique. A velha bruxa do bem é símbolo da velha sábia “Senex” que vem para ocupar seu lugar na segunda metade de sua vida, substituindo o “Puer aeternus” no comando de sua vida. Sinal da ação que precisa ser realizada, de superação da imaturidade, a partir do momento em que assumes o comando e as escolhas de sua vida, rompendo com a tradição da infância omissa e do conforto de filha da mãe para a posição de mulher que assume os rumos de sua vida. As forças impulsivas caminham para a transformação arquetípica que se faz necessário neste momento a partir das ações que realiza dentro de sua mudança de conduta e de foco na realidade.

A ação de conteúdos impulsivos de origem agressiva, autônoma e masculina que ainda tentam impedir essa transição e transformação, essa conquista. Mas parece-me que ações psíquicas mais favoráveis já promovem o corte de energia, o enfraquecimento dessas pulsões, desmobilizam essas ações de boicote ao seu processo de amadurecimento.

  ‘Não faz mal.

  Não tem nada que aconteça

que não seja bom para alguma coisa’.

A frase é singular e excepcional. Excepcional porque retrata uma sintonia com os desígnios da vida. Não precisamos e não devemos nos esconder atrás de dramas. É necessário compreender esses desígnios para montar o mosaico do nosso destino. Nada é separado, tudo faz parte de uma mesma e infinita dinâmica. A nós cabe-nos aceitar esse destino, nos prepararmos para que nos momentos adequados, quando os portais se abram, possamos transformar nossas vidas e permitir que o universo realize em nós seu projeto divino.

O segundo momento reforça o primeiro no sentido de buscar uma ação mais ativa e de atitudes em sua escola da vida, sem ter que se socorrer na “mãe”, mas confiando em si, e aprimorando o instrumental necessário para que possa conquistar a sua realidade.

Ah! Comece rindo e debochando de si mesma, da importância que se dá. Desça de seu trono. E não foque a ação alheia, o que promovam e projetam , o escárnio, o deboche, o riso crítico, o julgamento. Você pode ficar muito defensiva com relação a esses comportamentos dos outros pela própria forma como criticamente julgava (julga e critica?) os outros. Deixando de fazê-lo avance para aceitar a miséria humana e o seu escárnio. É preciso ter humildade, antes de ver e aceitar no outro, aceitar que existe em nós e que precisamos dissolver. Comece rindo de suas bobagens, de como podes ser ridícula. Todos os somos.

Somos um mix de tragédia e comédia divina.


Precisamos perceber o quanto somos ridículos


  para aprender a rir de nós,

antes de rir dos outros.