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quinta-feira, 29 de julho de 2010

PALCO E VAIDADE



Carla 128

Como estou trabalhando e com isso acordando cedo, meus sonhos acabam sendo interrompidos de maneira um pouco drástica. Entretanto, hoje acordei com duas lembranças na cabeça.

No primeiro sonho eu encontrei ao acaso três sujeitos conhecidos. Um deles era aquele citado no sonho do dia 10, (Noia, Fantasia e Caprichos) o qual me desprezou enquanto mulher. Dessa vez eu tive a reação de fazer um monte de perguntas quando fui cumprimentá-los. Enquanto eu enchia o primeiro de questionamentos nem dando tempo dele responder, o rapaz do sonho anterior foi ao meu encontro e disse que precisava falar comigo em particular. Entregue a emoção do momento, aceitei de irmos conversar numa sala de escritório próxima. Como se quisesse descartar aquela distância e frieza que mantivéramos um do outro no sonho anterior, abracei-o enternecida como se estivesse agradecendo-o por querer falar-me. Ele retribui meu abraço de forma carinhosa como se desde muito tempo estivesse com saudade minha. Fiquei desconfiada de muitas coisas, mas estava disposta de ver o que ia acontecer. O escritório estava cheio de incensos e coisas místicas. Nisso notei que haveria uma apresentação teatral e eu seria uma personagem também, mas eu nada sabia, nenhuma fala ou gesto. Senti como se ele quisesse compor uma história com a naturalidade do nosso encontro. Não lembro o resto.

Fica evidente sua ansiedade, quando centro de atenções, e claro, ela transparece na fala, uma característica bem desenvolvida na mulher. A mulher desanda a falar como que descompensada, “descontrolada”. O sonho compensa essa necessidade de atenção e a carência. O foco fica mais evidente quando a “estória” de vocês será encenada. Você e ele como personagens de um drama de amor, encontro e desencontro. A realidade se mistura à fantasia para compensar sua forma dramática de viver.

A mudança de postura me indica uma transformação positiva, não mais a menina acanhada esperando o movimento do outro. Já existe uma indicação de pulsão, de intenção de movimento. O comportamento, a fala e a ansiedade, “descontrolada”, citada anteriormente, neste caso se mostra uma reação absolutamente natural para quem, no passado, não conseguia se mover. Parece pouco, mas não o é. É uma pequena ação: ir ao encontro da dificuldade, e se expressar, ainda que com ansiedade. Mas me parece uma conquista Fantástica!

Outra coisa que chama a atenção é uma brecha, um portal, que você abre quando atendida na sua carência. É preciso mais cautela. Você se entrega e se deixa ser conduzida de forma muito fácil. O perigo disso, é você ser conduzida pro inferno e só descobrir depois de ser possuída, consumida.

Essa carência, que pode leva-la a se entregar com facilidade, pode representar uma armadilha perigosa na sua vida. O primeiro esperto que perceber essa fragilidade pode usar como instrumento de manipulação e para fazê-la objeto e isso poderá significar um longo caminho de dificuldades e sofrimentos. Muitas resistências e defesas são impeditivos, mas a ausência de defesas significa se expor demasiadamente ao perigo, coisa de ingênuas e de mulheres abusadas.
A armadilha da carência é a insaciabilidade,
o da vítima é a manipulação,
e da vaidade é a exposição excessiva.

A indicação na sequência do sonho é que você pode ser conduzida a uma vida de personagens, ainda que seja representando seu drama.

Aproveito para indicar-lhe a série de post

“Porque elas Amam Sociopatas”

terça-feira, 20 de abril de 2010

SONHOS e REFLEXÕES II

 CH52

Interessante a recorrência dos risos.



Essa noite sonhei que estava dentro de uma padaria, não sei se sozinha ou acompanhando alguém. Não sei bem o que fora comprar, mas enquanto aguardava na fila do caixa, reorganizei um punhado de ramos de alecrim bem viçoso que segurava na mão esquerda e que, pelo visto, já carregava comigo antes de entrar naquele local. Nisso uma mulher da fila olhou para os ramos, não me importei. Aproximando do balcão, o atendente ao invés de registrar minha compra, perguntou o que eu fazia com alecrim. Disse-lhe que podia fazer banho e todos riram. Nesse momento já não era mais uma fila, pois as pessoas haviam se espalhado ao redor do balcão. Disse que dava para fazer chá e foi mais uma gargalhada geral. Eu não me incomodei com os risos e achei legar estar sendo engraçada, embora nao identificasse o que teria de cômico naquela cena tão banal. Disse que dava para fazer emplasto, essência, defumação, qualquer coisa que se quisesse. Daí o atendente pegou o molho de alecrim e começou a fazer uma espécie de ilusionismo, mas não lembro direito. Sei que eu comentei que já tentara muito fazer aquilo também com o alecrim, mas ainda não conseguira. Daí os risos cessaram, a atenção voltou-se para o homem tentando improvisar seu ‘show’ e as lembranças ficaram apenas nisso. O que um sonho desses pode representar?

Nos últimos sonhos é perceptível uma atualização e regulação dos níveis de tensão intrapsiquicos. Isto quer dizer que o Inconsciente apesar de compensar seu elevado nível de tensão, aproveita o momento para liberar energias bloqueadas pela rigidez de personalidade e pelos limites impostos pela repressão ao longo de seu desenvolvimento. Parece-me tambem exercícios de reeducação na sua relação com o mundo, e principalmente mudanças na sua auto estima, ou suscetibilidades que a faziam defensiva, regredida e inferiorizada. O grau de importancia diminui, diminuição de caprichos e vaidade que deformam o amor próprio, enquanto consolida uma relação mais natural com o seu entorno. BELEZA PURA!

O Alecrim, é uma planta que aquece e estimula o cérebro e o corpo, é ótimo como cardiotônico, estimulante, antirreumático, resolve rapidamente dores de estômago e asias, restitui a energia dos estressados por muito esforço mental. É bom para tosses, bronquites, e problemas respiratórios. Usado externamente limpa feridas de pessoas que tem dificuldades de cicatrização. E reconstitui rapidamente a energia perdida, fortalece a estrutura mental, é uma das ervas que diminui sintomas de depressão e neurastenia.

Favorece os que têm  emocional passivo, submisso, aos indivíduos que não respondem de forma concreta às agressões da vida. Aumenta a capacidade de aprendizado. É a planta chave da falta de autoestima. Atua nos desconfiados, nos que não acreditam em si mesmos, nos que não têm coragem de se lançar em novos projetos. É a erva da coragem.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O TRONO


Foi muito bom o que escreveu sobre o sonho, pois faz sentido com outro que tive essa noite. De toda forma prefiro que você comente o que acha, pois a primeira parte das lembrancas eu nao soube analisar e é meio nojenta, mas dentro do sonho foi algo natural do qual não tive pudor ou vergonha. Eu estava chegando numa festa quando quis ir ao banheiro e alguém tirou uma privada de dentro do carro e colocou na calçada, no meio dos convidados da festa. Eu sentei nela e fiz o que tinha de fazer. Quando levantei a privada tinha se transformado numa cadeira estilo de balanço. Olhei para as fezes e visualizei grãos de milho inteiros nela. Sem entender como foi possível, dei descarga e a água escorreu fazendo as fezes desintegrarem-se, cair e rolar pela rua afora. Foi desconfortável ter que fazer isso, pois estavam chegando mais pessoas e elas perceberam que obrigatoriamente iam ter que pisar numa água de fezes para entrar no local. Entretanto tais pessoas não reclamaram. Depois eu entrei para comer e notei que haviam alugado um restaurante só para isso. A segunda lembrança foi mais tranqüila e divertida. Eu estava numa degustação de bebidas exóticas com vários amigos, pessoas só conhecidas no sonho, e acompanhada de dois homens. Um deles estava com ciúme do outro, mas expliquei-lhe que ia escolher aquele com o qual me identificasse mais, já que gostava de ambos da mesma maneira e, era por isso que estava aceitando tudo sem declarar minhas preferências. Nisso saí com um abraçado na minha cintura e ao passar pelo outro, o que manifestara ciúmes, lhe segurei na mão dando a entender que não estava desprezando-o. Estar com dois homens, embora tivesse a difícil tarefa de escolher apenas um, realmente fez-me sentir muito bem. O da cintura era mais musculoso, tinha charme e beleza de ator de cinema. O da mão me pareceu um conhecido de infância, claro que isso só dentro do sonho, cuja amizade sempre fora mais do que especial. Caminhei com ambos até um refeitório com muita comida. Embora não fosse em casa o refeitório, minha mãe estava lá e estranhou eu estar com dois namorados. O homem que me era um conhecido de infância reclamou dizendo que já não era o preferido do meu coração, mas garantiu que não ia desistir fácil de mim. Foi um sonho encantador!

Em princípio podemos didaticamente dividir o sonho em duas fazes: A chegada e a Festa.
A Chegada envolve o constrangimento de realizar suas necessidade em ambiente público. Neste momento me vem a lembrança de ouvir um comentário feito pelo Colunista Social Ibrahim Sued há mais de 30 anos atrás. Ele foi um profissional muito amado e muito criticado por uma elite que se considerava intelectual e acima dos mortais comuns. Em uma entrevista próximo à data de casamento de sua filha, ele foi perguntado sobre o conselho que ele havia dado a ela para que tivesse um casamento bem sucedido, e respondeu, se bem me lembro: “ Eu a aconselhei a nunca fazer suas necessidades frente ao marido. Que não permitisse a marido assistir tal momento intimo e pessoal”. Agora me passa que a história no passado descreve a realeza européia fazendo suas necessidade em público. O rei sentava-se num trono especial onde, assistido por todos que tinha acesso ao salão real, realizava suas necessidades. A grande maioria dos seres vivos realizam suas necessidades sem constrangimento onde melhor os apetece. Poucos são os seres que realizam essas necessidades com a sofisticação humana, agora que lembre apenas os gatos têm a “consciência” de escolher o local e acondicionar suas fezes.
Os excrementos “segundo Freud em sua experiência psicológica, com frequência associa-se o mais desprovido de valor ao mais valioso”. Considerados como receptáculo de Força, eles simbolizam uma potencia biológica sagrada que reside no homem, é produzida por ele e mesmo depois de descartada ainda pode ser aproveitada. Na fase do desenvolvimento humano desempenha fator da mais alta relevância na constituição de caracteres da personalidade que podem definir toda a história de uma pessoa pela vida.

E a relação do primeiro momento para o segundo pode estar na conduta em que envolve a suas relações sociais, afetivas e de envolvimento sexual. A festa é encantadora você envolvida e ladeada por dois homens. Uma variante de grande importância é a sinalização de vaidade contida no sonho. Seja pela conquista de dois machos, seja investindo muito na vaidade. Ou seja os dois homens podem não contar o que conta é o preço que se paga pela vaidade que se cultua. Pessoalmente penso que a grande sacada deste sonho pode estar no trono em Público e o constrangimento que aparece pela situação aparentemente invasiva, esconde o desejo de se expor, pela coragem, pela vaidade.  Chama a atenção o valor ambíguo das fezes, como dejeto e símbolo de sorte e fortuna, e daí surge a  primeira questão: Será que você vem gastando demais? Vem jogando suas riquezas na rua? Está desenvolvendo hábitos onde se exponha ao público de forma excessiva e inconveniente ou que posteriormente lhe cause mal estar, culpa e constrangimento? Reavalie suas condutas sociais para saber se socialmente você não vem se expondo mais do que devia. É possível que está exposição seja decorrente da manifestação da vaidade, reforçada pela conquista bisexual (dois homens). Um não satisfaz dois encanta e realiza. Reflita.
Se a vaidade estiver em evidência, resta um alerta: Cuidado com as armadilhas da vaidade, muitas vezes o preço que se paga é maior do que o prazer e satisfação e o retorno social. A Vaidade é insaciável.