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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

LEMBRANÇAS PICADAS



CICLOS, TRANSIÇÃO E DIFERENCIAÇÃO


Por fim eu estava lendo um livro e ficou gravado em mim apenas o seguinte trecho: “...levei nove anos para diferenciar doutrina de religião, mistério (misticismo) de fé...”

O que existe de importante nessas lembranças?



Livro da vida, registro, memória, padrão de configuração conceitual, tempo cíclico, formação e consolidação de conceito, tempo e resistência

Nove pode ser uma data que faz referência a ciclo pessoal, à sua idade aos nove anos ou a indicação simbólica do nove.

O NOVE –triplo do triplo, dos três mundos –Matéria/corpo, mente, espírito. Fim de ciclo e retorno ao principio, reinício, novo ciclo. Representa a síntese dos três mundos e a reordenação da cada plano.

Não se assuste com os nove anos, tem gente que nunca diferencia. O sonho fala de seu ciclo de aprendizagem anuncia a finalização e indica um novo ciclo em sua vida a partir de parâmetros constituídos no conhecimento, na intelectualidade e na formação de consciência.

O sonho reafirma conteúdos já detectados e significados em sonhos anteriores e mostra que a dinâmica de transformações se processa com a tomada de consciência.

O saber é assim

Ψ

domingo, 9 de janeiro de 2011

CICLOS E PASSAGENS

RoseWindow


Esta reflexão completa leitura do próximo sonho: Lembranças Picadas - Ciclos, Transição e Diferenciação.

Já foi falado, cada um possui seu o seu ciclo, que pode ser ditado por imposição de origem, de natureza e pelo “time” de funcionamento do corpo definido pelos ritmos e ciclos e capacidade de resposta de cada um.

Dessa forma a diferença entre os indivíduos define a diferença de ciclos. Uns são mais acelerados, afoitos, e outros mais lentos e cautelosos, Uns mais resistentes às mudanças e outros mais abertos às transformações. Na mistura das variáveis se define o ciclo de cada um: 1;3;5;7;9... Sendo que as transformações operadas podem ocasionar mudanças de tempo de ciclo. Por exemplo: se este último ciclo durou nove anos o próximo pode durar 1;3;5;7. Nessa ordem de possibilidades. O que definirá o tempo será a sua nova forma de responder à realidade, associada à sua condição de resposta interior, e à sua capacidade de blindagem do seu sistema.

Como tendo a acreditar num tempo original que foi alterado, diminuído ou alongado, a tendência é de que um tempo alongado, finalizado, poderá indicar um novo ciclo curto e rápido, de forma a compensar o alongamento ou o retorno ao tempo original da natureza de sua matéria. Assim, pessoas que evitam transformar o que lhe é exigido transformar, são levadas a novos ciclos que compensem o alongamento e consequentemente podem passar por experiências intensas de confronto e de mudanças, sendo mais exigidas e sendo obrigadas a passar por desafios seguidos para que superem e transformem aquilo que evitaram. Muitos nestes cenarios se protegem criando carapaças  e resistindo às mudanças com heroismo, mas acabam derrotas e devastadas, descobrem tardiamente que lutam com o fluxo da vida.
C. G Jung havia nos alertou para um estado de mudança arquetípico especial entre os 28 e os 35 anos de idade, quando um arquétipo abre espaço no comando do individuo para outro arquétipo. O que comanda a primeira etapa da vida abre espaço para o que comandará a segunda metade. O Puer Aeternus entrega o poder para o Senex.

Isto é claro dentro de um desenvolvimento natural, já que muitos eventos podem definir alterações, impedir, resistir a essa mudança de dinâmica.

Nos anos de atuação clínica sempre fui acometidos de dúvidas ao ver indivíduos antecipando este estágio de transição na inicialização (27 anos) ou na finalização (33/34 anos). Outras vezes detectei o alongamento da transição (até os 36/37 anos), ou “ad infinutu”

Levei anos para juntar as peças desse mosaico. O tempo de transição, como um ciclo especial, serve como um regulador do tempo de outros ciclos, permitindo e favorecendo ao corpo regular seu sistema: assim, ciclos que foram antecipados, ou alongados na primeira fase da vida (até os 28 anos) podem ser compensados nesse período de transição. Indivíduos que entram com mais idade, atrasados, no ciclo de transição, podem viver um curto período de transição para novos comandos arquetípicos. Indivíduos com sistemas lentificados podem viver transições alongadas que lhes permitam tempo de elaboração e adaptação de seus sistemas.



Ψ



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

NAVEGAR NO MAR DA VIDA


   
Lembro apenas de dois dos sonhos que tive essa noite. No primeiro eu segurava algo nas mãos, acho que era uma foto ou algo parecido, e nisso me transportei mentalmente para o ambiente da mesma. Sei que existe um nome para esse tipo de fenômeno, mas não recordo agora. Acho que eu estava ajudando a investigar sobre alguém ou recorrente a algum fato acontecido. Fui parar dentro de um quarto de um navio. O quarto era muito pequeno, a cama mais parecia um berço e a janelinha era minúscula. Pensei comigo como a pessoa teria conseguido ficar ali dentro. Não sabia ao certo se ela estivera ali fazendo uma viagem conforme era de se imaginar, pois aquele navio não oferecia nenhum conforto com cabines tão apertadas. Arredei a cortina que tampava a janela e então vi que o navio se afastava do cais. Nesse momento pude trazer para mim ou ligar-me as sensações e sentimentos que a suposta pessoa ali sentira. Eu me sentia eufórica como se fosse fazer a primeira viagem dos sonhos. Lá fora um homem acenava para o navio e parecia dizer varias coisas. Tive a sensação de que ele estava acenando tanto para o comandante do navio quanto para mim, mas estaria ele me vendo ali naquela pequeníssima janela? Fiquei confusa e tentei identificar o que ele falava, mas não consegui. Por fim deduzi que ele deveria estar apenas se despedindo, pois mandou-me beijos. Eu sabia, não sei como, que era comigo aqueles gestos, ou melhor, com a pessoa que ali estivera outrora. Assim devolvi-lhe o beijo como se estivesse repetindo exatamente o que a pessoa investigada fizera. Conforme o navio foi se afastando do cais e as águas foram se movimentando atrás daquela janelinha, o local foi se transformando e logo em seguida o navio ganhou rodas e a água se tornou em ruas sólidas. Foi muito estranho e não recordo o que sucedeu depois.

REPRESENTAÇÃO, CONTEÚDOS E SIMBOLOGIA.

O sonho me dá uma oportunidade singular de esclarecer conceitos como representação, conteúdo e símbolo, de forma simples, objetiva, veja porque:

Foto é registro de imagem do passado. Mas não apenas da imagem, porque ela não se esgota na representação de um tempo, de um espaço ou de um cenário registrado.

Quando vista pela primeira vez uma imagem permite a sua caracterização e o registro associado aos conteúdos que desperta. Essa caracterização poderá, dependendo do tipo de resposta do individuo se fazer fechada ou aberta. Quando fechada o registro se torna inviolável e não atualizado. Quando aberto, o sujeito se permite a possibilidade de ampliar os seus significados ou até preservar o primeiro registro e criar imagens associadas, advindas da imagem original, registradas com outros sentidos, significados, decorrentes de novas emoções, sentimentos e sensações.

Como escrevi acima, a imagem do sonho não é apenas uma imagem, uma representação, uma cópia de um cenário, imaginário ou real. Essa imagem é simbólica, pois contem conteúdos, indica conteúdos, sejam eles, emoções, sentimentos, sensações, registro de memória arquetípica, impressões, interação.

O SONHO

Independe a denominação do fenômeno que a transporta para dentro da imagem, já que denominação varia com a abordagem, mas a imagem te captura e esse é um evento significativo.

O que pode indicar suscetibilidade imaginária, tendência de se deixar-se prender a fantasias já num nível diferenciado da suscetibilidade do “encantamento” frente a um objeto.

Quando ocorria o encantamento por um acontecimento, paisagem, objeto, ou pessoa, a relação direta a envolvia de forma indiferenciada, sua resposta ocorria em decorrência de uma fantasia pré-existente, de uma predisposição em decorrência de fantasia, produzindo um universo de sentimento e sensações que atendia às suas expectativas de uma realidade mais interessante ou excitante.

No sonho acima, diferentemente, a sua captura pela imagem ainda pode decorrer de padrões estéticos ou de anseios juvenis, mas independem de um encantamento, mesmo que possa indicar forte tendência ainda existência de se deixar levar por pensamentos, imagens, fantasias, ou seja, de se deixar levar pelo imaginário.

voce diz: “acho que era uma foto ou algo parecido, e nisso me transportei mentalmente para o ambiente da mesma.” Me transportei. Você conduz. A nisso uma condição sutil de aumento do poder pessoal de focar e intervir na realidade onírica. Essa é, aliás, uma das possibilidades que temos de alterar a realidade de um sonho transformando-os em sonhos lúcidos, com consciência pessoal capaz de realizar alterações em sua dinâmica e resultante do aumento do poder pessoal de consciência.

Na dimensão simbólica, você se transporta para a sua Nau. Você está sobre as águas, navegando no oceano primordial, não nada, ou flutua, mas navega em um navio.

Seu espaço ainda é “apertado”, e o navio não lhe oferece muito conforto. Você ainda está contida, limitada, mas... Navega dentro do seu quartinho. Seria o quarto o seu navio que lhe permite navegar pelo mundo?

Bem... Já você avança, afastou os véus e cortinas que escondiam seu olhar, já consegue ver ao seu redor, olhar e perceber o seu em torno. Até consegue se separar, afastar, se distanciar da margem de segurança do seu universo afetivo.

A libertação provoca uma excitação, a sensação de euforia. É a conquista pessoal da viagem pessoal, o amadurecimento.

A escotilha pequeníssima pode indicar, ainda, a pequena consciência conquistada, o reduzido grau de percepção ou a atitude diante do mundo, no sentido do retraimento, do recuo, do distanciamento.

O sonho reforça visão dada anteriormente sobre o momento de mudança de margem. E viagem é sinal de mudanças. Neste sonho o tema central é a saída, a partida o movimento de separação, o distanciamento da margem. Você navega para outra margem ou lugar, para a viagem de seus sonhos. Você viaja a viagem de sua vida, no seu movimento, na sua dinâmica, no seu processo de amadurecimento, de libertação e de encontro ao seu destino.


Para navegar nas ondas da vida basta nascer.
Para navegar em sintonia com nossos anseios
Precisamos crescer,
 Aprender a renunciar quando necessário
 e nos libertar de  "Portos Seguros"
 Para descobrir novos desafios, lugares, pessoas.


Enquanto vivos,

Somos como flexas lançadas,

Viajando, num espaço desconhecido e misterioso.

 Se não nos lançamos neste mar da vida

 Ficamos aprisionados na margem dos esquecidos.




sexta-feira, 30 de abril de 2010

SONHO E CONFRONTOS III

                

Parece interessante tal sonho, mas que significado posso atribuir a ele?

O Sonho espelha seu momento de mudanças, e transição. E a mensagem parece-me a indicação da sua necessidade de arriscar-se mais, romper com as amarras, se permitir experiências novas sem medo de ser feliz, ainda que isto lhe exija superar medos. Romper com parâmetros tradicionais. Se lançar no espaço é mergulhar em novo cenário sem as referências conhecidas e sob seu controle. É abrir espaço para novas realidades, superar a mesmice.

A mensagem do homem tem veracidade?

Parece-me bem articulado pela psiquê e resultado de forças internas que a confrontam e lhe mostram seus limites, e a necessidade de superá-los para avançar na sua realização. Este homem é parte de conteúdos masculinos de sua origem, fonte de energia, referencia e exigência de realidade, que você conceitua como “malvado”, um lado desconhecido por você, portanto,sombrio. Mas sua mensagem parece fortalecer uma mobilização de energia que a impulsione a ação e que lhe mostra a origem de seus fracassos.

Também tenho a pequena lembrança de beijar o corpo de um homem e decepcionada constatar que ele não conseguia ficar ereto.

Isso pode ser resultado de baixa estima, ou do medo de não eriçar o prazer de um homem. Em geral essa é uma fantasia de homens e mulheres que temem não satisfazer seus parceiros. Se seu parceiro não tem ereção o problema é apenas dele, relacionado ao desejo dele, ou à uma disfunção erétil nele. Cuide de satisfazer seu tesão e deixe que seu parceiro cuide do dele. O que eu falei antes é questão do seu conceito que forma sua atitude diante do mundo. No sonho o acontecimento, além do conceito, pode ter relação com seu medo de despertar o desejo do outro, se responsabilizar pelas consequências do que pode provocar, ou sua dificuldade de excitar-se, brincar ludicamente nesta área de laser, suas dificuldades com sua sexualidade e o que pode representar.

Se há o medo não ser o bastante para excitar o macho, há também o medo de não se sentir excitada, de não conseguir romper a sua frieza sexual, de não coseguir fazer erecto o seu falus.
Para mim isso transparece sentimento de incapacidade perante algo da vida, não necessariamente ligado a sexo. Faz sentido?

Faz sentido. A dimensão sexual pode ser apenas uma entre outras variáveis. Uma variante de sua dificuldade de se relacionar afetivamente com outras pessoas. E suas dificuldades envolvem outras áreas pessoais, outros limites que não o sexo, mesmo que essa “sexualidade” conceitualmente possa ser muito mais do que a dificuldade sexual, já que envolve, como um todo, a energia da vida.

É impressão minha ou estou tendo uma recaída onírica? Bem, não foi uma boa noite de sonhos...

Se bem entendi, não penso assim, muito antes pelo contrário. Não me parece uma regressão, ainda que estados de regressão possam também ser favoráveis em determinadas circunstâncias. O que não é o caso. Mesmo que tenha sido uma noite de pesadelos, eles vêm para impulsionar o sujeito à mudanças inevitáveis na vida.