Mostrando postagens com marcador seios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador seios. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SEIS – O MATRIMÔNIO PERFEITO




Eu estava num castelo enorme e procurava por um banheiro. Ao caminhar por um dos longos corredores topei com três meninos que me pediram para tirar uma foto deles. Enquanto um dos garotos foi colocar o filme fotográfico (a máquina não era digital), outro muito travesso colocou a mão nas minhas costas, dentro da blusa, e desabotoou meu sutiã. Eu poderia me sentir envergonhada e depois de tirar a foto fazer de conta que nada acontecera, mas eu tive atitude, me voltei para ele e ordenei-lhe que abotoasse novamente o meu sutiã. Assim ele fez e quando me voltei para trás era uma menina que ali estava. Admirada e feliz eu abracei-a levantando-a nos meus braços e dei-lhe vários beijos no rosto deixando marcas do meu batom preto em suas bochechas. Enquanto voltava a colocá-la no chão, comentei sobre a marca e perguntei se ela queria que eu apagasse, mas ela quis ficar com as mesmas. Então expliquei-lhe sobre a cor preta. Disse-lhe que cansara das cores tradicionais básicas e suaves. Daí o fato de estar com unhas pretas e usar batom tão escuro também. Era como se eu quisesse explicar-lhe que eu era grande e podia usar algo que ela (enquanto criança e não cansada como eu do tradicional) não podia. Nisso resolvi levá-la em casa e o fiz dirigindo um veículo, mas não lembro muito bem dessa parte, pois meu foco estava na paisagem: passávamos entremeio a muitos castelos (parecia estar dentro do cenário de um vídeo-game). Consegui deixá-la próximo a sua moradia sem correr perigo de seu bravo pai ver que ela havia saído e estava até então com uma presença masculina. Sim, eu acabara de me transformar em um jovem rapaz muito apaixonado. Nisso fui pego de surpresa quando vi seu pai saindo de uma casa (talvez fosse um castelo mais simples) bem atrás de mim. Minha reação pareceu surpreendente: eu corajosamente disse que desejava falar com ele e então fui recebido em sua casa. Minha avó estava deitada lá dentro. Nos sentamos e minha avó se transformou numa mulher bem mais nova. Então eu revelei para ambos que eu ia me casar com a filha deles (creio que disse o nome da jovem), mesmo que isso fosse a última coisa que eu fizesse em vida. Falei mais alguma coisa, mas não recordo. Enquanto eu falava a mulher, que parecia muito minha amiga, falava junto comigo como se entoássemos o verso de um poema. Ela claramente aprovava o casamento. Não fiz nenhum pedido ao pai dela, eu simplesmente comuniquei minha intenção de casamento e expressei meu amor. Eu realmente estava disposto a tudo pelas minhas boas intenções. Ao final eu chorava emocionada e havia me transformado no ator Nelson Xavier. Nisso a mulher comentou que eu não havia seguido o conselho dos seis, mas havia interpretado a informação de cinco (isso foi algo que não entendi). Logo em seguida eu acordei.

*****

CASTELO, DEFESAS E ANDRÓGINOS
Seios – símbolo de proteção e de medida. Medida de líquido (leite), medida de comprimento. Associado ao princípio feminino, à medida no sentido de limite em oposição ao princípio masculino sem medida, sem limites limite, sem medida. É a manifestação suprema da maternidade, como proteção, recursos e afeto. O lugar do repouso ligado à fecundidade realizada, origem do primeiro alimento, associado à intimidade, à oferenda, dádiva fecundante de vida e refúgio.

Castelo - É o símbolo de proteção, de poder e de segurança no mais alto grau. Localizado no alto dos morros possui acesso difícil por isso pode ser considerado como uma “ilha” de proteção e de isolamento.

O castelo negro é o castelo perdido, o desejo condenado à insaciedade eterna, imagem do destino marcado, do inferno e do lugar da alma penada e solitária. O castelo branco representa o oposta é símbolo da realização.

O SONHO

A sua natureza mental continua a focalizar a necessidade de registro da imagem vivida. É preciso aliviar essa tensão resultante de necessidade de registro e aumentar a confiança interna de sua natureza seletiva e memorizadora. Essa característica pode ser compensadora de sua dificuldade em renunciar a lembranças “negativas” registradas na história de sua vida. É preciso abrir mão, não das lembranças, mas das mágoas e ressentimentos originadas no passado.

O inconsciente te desafia mostrando-lhe que é portadora de seios, portanto de natureza maternal e feminina mas você teima em se apresentar como homem belicoso e poderoso justificada em sentimentos, afetos e em passionalidade.

A dinâmica psíquica por outro lado indica que o movimento é de integração dos opostos, ou da necessidade de realizar essa integração entre masculino e feminino.

“Eu realmente estava disposto a tudo pelas minhas boas intenções. Ao final eu chorava emocionada e havia me transformado no ator Nelson Xavier.”

O choro compensa e alivia a tensão das elevadas polarizações internas, ou conflitos, mas as boas intenções não justificam os equívocos que determinam o destino e encaminham o sujeito para o inferno. E o inferno está cheio de bem intencionados. Por isso cuidado com as “bandeiras”, empunhar Porta Estandarte pode ser apenas mais um equívoco de boas intenções que escondem atuações teatrais, fantasiosas e representação e intenções disfarçadas, em geral espelho de vaidades.

A mensagem pode estar ao final do sonho

“... a mulher comentou que eu não havia seguido o conselho dos seis, mas havia interpretado a informação de cinco (isso foi algo que não entendi).”

Uma coisa seria o “Conselho dos Seis” e outra seria o “Conselho do Seis”

Cinco – Símbolo do homem, da saúde e do amor, da vida manifesta. A quintessência atuando sobre a matéria. Os quatros membro regidos pelo quinto, a cabeça. União do principio celeste (3) com a Magna Mater (2). Número da existência material e objetiva. Número da individualidade, exprime a ação, o ato e não o estado. Símbolo da ordem e da perfeição da vontade divina. O espírito domina os elementos.

Seis – representa a oposição da criatura ao criador, em um equilíbrio indefinido. Essa oposição pode indicar apenas uma pequena distinção que se transformará na origem de ambivalências. União do fogo e da água. Para os gregos representa o número hermafrodita. Número do término do movimento. Na bíblia, em apocalipse é citado como o número do pecado. Para alguns analistas ele é o número do homem físico sem o seu elemento salvador, sem seu lado supremo que o conecta com o divino. Na idade média era consagrado à Vênus/Afrodite, deusa do amor físico. O número mediador entre o princípio e a manifestação.

A indicação sequencial mostra que há etapas na dinâmica psíquica que estão sendo pontuadas dentro de ciclo predefinido. Você atinge o nível cinco, meio do caminho, tempo de construção da individualidade, mas precisa romper o sexto estágio que ainda não foi compreendido ou considerado.

Ao considerar a simbologia do seis pode-se pensar no confronto dos opostos, etapa de conflito e de ambivalência entre naturezas que precisam ser superadas. Então é o estado dos conflitos que solicita a síntese, a integração para romper a polarização. Por isso simboliza o equilíbrio, representa o dogma da analogia, o axioma gravado por Hermes em “A Tábua de Esmeralda” “O que está em cima é como o que está em baixo”.

Este é o estado em que não superou. A compreensão da dualidade, do bem e do mal. Após a chegada do filho de Deus é hora de superar a dualidade e atingir o Matrimônio Perfeito.



Ψ

sábado, 25 de setembro de 2010

LEITE SAGRADO SEIOS PROFANOS




Mais sacrifício...
Sonhei primeiro que estava com um homem, mas daí ele reduziu de tamanho e tornou-se um bebê. Deitei e coloquei-o de bruços sobre meu peito. Acariciava seu corpo sendo que estávamos ambos nus. Ele começou a sugar em meus seios e rindo comentei que daquele jeito ia acabar saindo leite.

O sonho indica relações que merecem ser compreendidas. A associação imediata poderia ser a relação entre sua baixa estima e a redução da representação masculina ao estágio do período de amamentação. Naturalmente reduzindo o homem e crescendo o poder da mulher como seio da vida, se assume diante da vida uma relação de maternidade e proteção onde a estima se compensa através da redução do outro.

Tão importante na mulher quanto a natureza de matriz da vida é a capacidade de nutrir a vida no outro através da alimentação no seio sagrado.

Muitos podem ter dificuldades de compreender que essa relação santificada envolva uma natureza erótica. Mesmo para o recém-nascido que obtém conforto e o consequente prazer ao eliminar a dor e o desconforto causado pela fome, o seio se torna objeto de satisfação erótico que determinará e definirá a relação afetiva do sujeito com o mundo.

PEQUENA REFLEXÂO CONCEITUAL

Já disse anteriormente que este momento é crucial da definição da Personalidade Afetiva do individuo.

Penso que deixando de lado classificações tradicionais, podemos até definir dois Biótipos básicos de formação da Personalidade:

O Biótipo Afetivo e o Biótipo Não Afetivo.

• O primeiro aquele que resulta de relações onde o sujeito obtém prazer, saciação e satisfação na relação Oralidade-Seio materno;

• O segundo tipo, aquele que sendo frustrado na conquista do prazer e formado na insaciação estabelece com o mundo uma relação de culpa e de ressentimento e reatividade projetada de forma agressiva e no não estabelecimento de vínculos relacionais afetivos.

O segundo biótipo define a formação das Sociopatias modernas e os desvios sexuais e compulsivos.

O SONHO

Sabemos que existe a tendência familiar de repressão aos conteúdos de origem Arquetípicos de Animus e a consequente presença destes conteúdos se manifestando em forma da definição de personalidade das mulheres como dominadoras e castradoras. Mas agora podemos introduzir um acréscimo a essa visão:

Entenda que a natureza da psiquê é dinâmica com tendência a instabilidade, Uma instabilidade decorrente do processo de impermanência da natureza e de forças de expansão do universo. A estabilidade é resultado do individuo que a conquista passando a determinar a relação entre o seu sistema e o mundo.

Digo isso porque, mesmo que a dinâmica seja: A repressão do animus... A sua manifestação imperativa determinando o domínio da personalidade feminina visível na geração da mulher dominadora e castradora. Mas, como nenhum sistema se mantém permanentemente estável, nos momentos em que ocorram variações e instabilidades nessa dinâmica de contaminação do Animus na personalidade feminina, afloram as tendência naturais do feminino, neste caso a necessidade de proteção, a maternidade, a afeição e essencialmente a relação do feminino com a sua natureza e corporalidade.

No sonho a representação arquetípica do animus é reduzida ao estágio da dependência feminina, ao estágio da relação de Simbiose Filho X Mãe e o sonho surge como compensatório pois reequilibra a contaminação do animus sobre a personalidade da mulher dando-lhe a satisfação de super estima reduzindo o animus ao nível da dependência nutricional.

Por outro lado fica claro que este conteúdo Arquetípico (Animus) necessita se desenvolver, se libertar deste estágio de simbiose, e sua natureza feminina precisa se libertar desta compensação maternal.

Não há como ocorrer desenvolvimento e evolução se o indivíduo (no caso a mulher) não integrar os conteúdos opostos à sua personalidade, deixando de ser refém destes conteúdos e vivendo na necessidade de compensação para saborear um pouco de sua natureza feminina.

Ainda que nesta relação exista um alimento erótico, consigo mesmo. Um alimento que nutre apenas o erotismo narcísico de uma personalidade aprisionada em si-mesmo, nas suas próprias armadilhas.