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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ALMA ENFERMA, ESPÍRITO QUE PADECE





Sonhei que estava fazendo uma regressão e encontrei-me num local abandonado. Caminhei pelos cômodos vazios e indo até o portão deparei-me com o nome do local: CEEW – Centro Espiritualista Esperança de... O ultimo dizer estava apagado e não consegui ler. Senti que eu já houvera estado internada naquele local, o qual era uma espécie de manicômio religioso. Continuei sonhando, mas só recordo disso.

A atitude regredida detectada no sonho anterior aparece como foco neste sonho. Bom indício de que caminhamos em sintonia para decifrar a mensagem. O abandono do local também reaparece de forma explicita. Mas agora parece-me um sonho indicativo de grande significado.

Quando você chegou a este Blog pareceu-me que buscava socorro. Confusa, angustiada, agressiva, abandonada, se sentindo marginalizada, internamente atormentada por pesadelos, etc. E apesar do pouco tempo, que muitas vezes pode parecer uma eternidade, há indícios de que os piores momentos foram deixados para trás. Você se mostrou humilde para empreender essa viagem interior através dos sonhos, rever a sua forma de pensar e de agir no mundo, repensar suas relações, atitudes e partir em busca de reconstituir sua jornada.

Neste sentido, o sonho parece-me falar de uma doença do espírito que foi abandonada e deixada no passado. O hospital

Pensei que o W, do C E E W, poderia ser o W de Word,  de Wide, de Web, ou se incorporaria os três: www. Neste caso simbolicamente o Blog “A Linguagem dos Sonhos” pode ter representado um espaço de acolhimento e de tratamento que a ajudou a recuperar a sua saúde espiritual, a sua alma. Estas associações são apenas indagações, que devem ser consideradas como possibilidades.

As regressões são momentos que em dificuldades se mostram naturais, lembre-se da Arte da Guerra:

O melhor General é aquele que não coloca seu exército em risco desnecessário. Se o avanço indica riscos de aniquilamento, o recuo oferece a segurança para o fortalecimento.

A regressão pode indicar descompasso como pode indicar recuo estratégico.

Se o cenário é de dificuldades, não se permita chegar aos seu limites e se colocar em risco, melhor recuar para avançar com segurança mais à frente. È estratégico o recuo.

O sonho pode fazer referência ao passado ou ao futuro. Se ao passado indica que o perigo passou. Se ao futuro, indica que o perigo se prenuncia.

Em certos momentos... Melhor a cautela que não coloca em risco os ganhos realizados. Ou o esforço aplicado. Quem aprende com o passado não se repete no futuro.

domingo, 13 de junho de 2010

AVANÇO E REGRESSÃO - PARALISIA

 sandália, chinelo, calçado, revestimento dos pés

CH 87

Mais sonhos: Primeiro eu estava em um shopping com uma criança que por certo era minha filha. Eu fui levá-la ao banheiro e lá havia três homens de cara muito maldosa e com um tufo alaranjado na boca. Uma mulher pegou a criança na intenção de colocá-la no vaso infantil e deixei-a fazer isso. Nisso a criança se transformou num bebê (novamente essa recorrência) e conforme fui saindo do banheiro, o bebê minúsculo sumiu. Notei que todas as pessoas estavam com o tufo alaranjado na boca. Era como se fosse uma proteção contra alguma epidemia. Aquilo me assustou. No que fui sair do shopping, e para tal tinha que pegar um elevador, me vi numa cadeira de rodas e foi com dificuldade que consegui manobrar aquilo para entrar no pequeno elevador que só coube eu e uma mulher. Pedi para ela me ajudar a sair do elevador quando chegássemos ao andar de baixo. O elevador demorou bastante descendo e fazia um rangido muito grande. Não sei ao certo como foi para sair dele, pois depois disso eu levantei da cadeira de rodas e comecei a andar pelo estacionamento a procura do meu chinelo que se perdera. Comentei o fato com uns rapazes e um deles me ofereceu carona. Achando bom e surpresa por ter conseguido uma carona, mas ainda preocupada com o chinelo, voltei para o interior do estacionamento e catei vários pares de chinelos velhos e rebentados que lá estavam. Nisso o rapaz da carona foi me buscar dizendo que já colocara minha mochila no carro. Ele me pediu um beijo, mas veio uma moto acelerada com o farol bem alto e disse-lhe que ali era perigoso para ficarmos aos beijos. O local estava escuro e deserto. No que saí junto dele, havia uma multidão de jovens e em seguida acordei.

Essa criança que carrega nos sonho pode ter duas representações ou dois sentidos: a criança infantil que representa o comportamento regredido que por vezes se apodera de você e uma nova criança, novas características de personalidade que nascem dentro de você. É possível que também haja a indicação do momento de suscetibilidade para gravidez. Neste caso envolve a sua natureza e capacidade de procriação.

Essa imagem de homens ameaçadores, mesmo que seja recorrência mostram modificação na relação de ameaça, mesmo que ela agora surja em forma de perigo à saúde.

Dois aspectos merecem consideração: Como Cadeirante é possível que seja indicação de esforço próprio, considerável, mesmo que ainda ocorra a presença de significativo grau de dependência em relação à realidade e ao coletivo. É possível também que a indicação de perigo e de ameaça esteja relacionada à essa dependência ou de que essa dependência e perigosa para você. Se você não se liberta e conquista sua independência, momento chegará em que será obrigada, à força, a fazer o que deveria ter feito em situação mais confortável.

Como cadeirante há a presença de significativo esforço pessoal, independente da perda de mobilidade. Este esforço é conquista pessoal sua. Mas a presença de dependência bloqueia suas saídas e seus movimentos, sua mobilidade te colocando em situação de risco e de perigo. Você avança, mas o que avança regride.

O chinelo entre outros significados, neste caso, pode representar o apoio, a defesa necessária na sua caminhada, a proteção que precisa mas que se torna insuficiente frente aos riscos que se impõe.


Obs.O post  anterior, Sobre a Criança em nós, são comentários originados neste sonho.


terça-feira, 6 de abril de 2010

IMPREVISIBILIDADE II



fantasias - carnaval2010/Rio  

“Outra vez um sonho de regressão física com criança/bebê...” Não necessariamente regressão. A imagem da criança pode ser uma representação, mas não regressiva, mesmo porque não me parece que tenha ocorrência manifesta, expressa, de comportamento regredido. Prefiro pensar na criança, incorporando o significado, a representação, e o símbolo (uma imagem simboliza um objeto, mas pode representar uma sensação, um sentimento) como seu lado infantil, puro, ingênuo, lúdico.
O sonho evidência confronto, e nós temos a oportunidade de investigação do fenômeno. De imediato associo com um momento chave que existe entre o fato, o acontecimento (como estímulo), a sua percepção e o tipo de resposta que você emite. No sonho o fato é imediato e determinado na sua construção, vamos pontuar:
. Você surge com uma babá uma criança e um bebê.
. O bebê cai da cama (evento)
Você determina a queda do bebe pela sua pré-intenção? Receio, medo, cobrança, tensão?
O “incs.” determina a mobilização do acontecimento como pré-confronto a partir da sua intenção, ou o desenrolar dos acontecimentos já estavam determinados?
Muitos são os que acreditam que o sonho já está pré-construído, neste caso nós não definimos nenhum acontecimento no sonho.
Eu tendo a pensar no sonho como uma dinâmica viva, um fenômeno acontecendo, não apenas um filminho com mensagem que passa na noite escura da alma. Como dinâmica, nós, a partir de nossas ações e reações, determinamos, dentro de certos limites, e dentro dos limites individuais de consciência, o desenvolvimento ou fechamento da gestalt do sonho em que participamos.
Para mim somos, a cada noite, convidados a um desafio, desígnio. Solicitados a desvendar ou a contribuir para a dinâmica de desenvolvimento do nosso inconsciente, a partir de seu foco, onde o inconsciente tem algo a dizer e nós a responder ou a intervir. Somos como que chamados para uma relação em que, como indivíduos da dimensão do real, somos solicitados a participar e a contribuir na dinâmica de construção de um projeto de vida onde o alvo somos nós mesmos, a realização do nosso projeto.
Nós somos, enquanto sujeitos, aqueles que têm instrumental para associar, integrar e intervir de forma objetiva no nosso destino, realizar tudo isso dentro de uma dimensão de realidade palpável que nos permite referências concretas. O Inconsciente ao contrário tem conteúdo, histórico e arquetípico, mas não tem poder integrador, a força de associar e integrar, já que é o resultado, como reserva multi dimensional e instintiva, de uma memória da origem da espécie, e da nossa linhagem. Ele é como que resultado de múltiplos e inesgotáveis conteúdos dissociados e desintegrados que a nos cabe integrar, como seres com poder de intervir.
No sonho você ficou impressionada, lábios trêmulos. Sinal do impacto que o acontecimento lhe causa, do seu temor. Alguns pensariam em desejo. Como o desencadeador do fato. Eu não! Existe o temor, o medo, não necessariamente como desejo. Independente de termos desejos projetados como medos, ou medos que camuflam desejos, temos medos como projeção de instintos defensivos.
Neste sonho tenho limites para compreender o cenário dessa construção.  O sonho foi enviado em 30 de março de 2010, no dia 29/02/2008 ocorreu a morte de Isabela Nardoni e agora, dois anos após, o casal estava sendo julgado e condenado no dia 27/03/2010. São datas próximas de uma comoção que não sei como te mobilizou emocionalmente, os conceitos com os quais se relacionou com esses fatos podem ter sido decisivos, mas que parecem podem ter servido de estímulos para sua mobilização.
Chama-me atenção a presença de sua mãe e irmã, a presença do triângulo onde você se sente excluída. Como sua expectativa é a “atenção” que elas quase nunca focam em você (na intensidade em que quer), a morte do infante não é o bastante para mobilizá-las. Sua expectativa frustrada de afeto e atenção, sua carência e sua forma de responder se punindo e julgando-as por frustrarem suas expectativas.
Em outro aspecto sua expectativa voltada para o que os outros fazem não lhe favorece sua iniciativa, sua prontidão. Esse é o que considero o ponto chave do confronto, independente da pulsão que aciona o confronto. Sua imobilidade, a paralisia, a ausência de uma ação. Vemos apenas a lamentação, a surpresa e a imobilidade, você travada.
Neste aspecto o confronto mostra que a polarização de tensão ainda é significativa, e a ação assemelha-se a ação do individuo imaturo, dependente do “outro”.
A irritabilidade é sinal dessa energia apenas reativa que responde por pulsão e não sob sua intenção. Sua nudez exposta reaparece reafirmando a necessidade de se expor e do outro a de centralizar atenção, e sua ambivalência que aflora em forma de conceitos pré-concebidos, vergonha da fantasia, máscaras, do outro sem olhar para as suas próprias fantasias, produzindo a necessidade de reavaliar seus conceitos, se reeducar na sua forma de conduzir sua vida. Ao final o nível de tensão é diminuído abaixando a polarização através de relações afetivas, lúdicas e de lazer. As piscinas podem relacionar origem de nascimento, águas primordiais, conforto, prazer e equilíbrio das tensões. Que reaparecem levemente na sua necessidade de controle, domínio e julgamento do outro. É necessário a reeducação, reaprender ou desenvolver novas formas de se relacionara com o mundo e de lidar com suas energias, pulsões e impulsos, de forma lúdica e afetiva, permitindo que sua criança renasça. Focar sua maturação e correr atrás de seu prazer, abandonar a postura justiceira e corretiva, a repressão e relaxar... Nada é tão importante que mereça o ressentimento, a mágoa e a tensão, isso é andar prá frente olhando prá trás. Não vai dar certo.