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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

NATUREZA DOS OPOSTOS



DINÃMICA DOS CONTRÁRIOS


Em terceiro eu estava numa casa com meu pai e havia várias garrafas de água enfileiradas numa prateleira acima da pia e na quina da parede. Tomei água de duas destas garrafas e notei que as mesmas estavam levemente geladas, mesmo permanecendo no ambiente natural. Ademais, uma vez recolocadas na prateleira, as mesmas se auto-completavam de água novamente. Era como se houvesse algum truque mágico, o qual não consegui identificar. Depois de aliviar a sede, sentei-me para desenhar e também tentava assistir a dois filmes que passavam em duas televisões. Num dado momento escutei cantarem as músicas religiosas iniciais de um trabalho de um centro espírita no qual ficara de visitar. Então chamei outra mulher que saiu na minha frente mostrando-me o caminho. Comentei que na pressa esquecera de pegar as chaves de casa e duas coisas poderiam me acontecer: uma seria meu pai deixar a porta aberta e eu entrar normalmente, outra seria meu pai não perceber meu esquecimento e fechar a porta. Nesse caso, para não acordá-lo, comentei que talvez precisasse dormir na casa dela. A princípio estávamos andando, mas depois começamos a ir muito rápido e notei que flutuava. Logo depois eu já passava pelos cômodos do local religioso estando pouco abaixo do teto, de forma que observava tudo do alto. Mas conforme fui me dando conta do que fazia, conforme o ampliar da consciência, passei a ter dificuldade de atravessar as paredes e cortinas. Então escutei uma voz me alertar da sutileza. Treinei até combinar o ponto exato de consciência e sutileza e, conseguindo penetrar a cabeça na parede que dava para o exterior do prédio, olhei naturalmente para baixo: era como se eu estivesse na varanda de um ultimo andar. Achei a vista maravilhosa, bem como a capacidade de estar fazendo aquilo. Havia várias pessoas na entrada lá embaixo e eu podia ver tudo transpondo a cabeça pela parede.

Resolvi descer para o piso daquele andar e notei os trabalhos de cura que ali eram realizados. Alguns médiuns demonstravam que me viam e então percebi que mentalmente e sutilmente eu podia ajudá-los. A sensação era fascinante. Eu podia mandar carinho aos pacientes mesmo permanecendo a certa distância. Já na saída do local vi um casal de japoneses irmãos. Então acenei para a jovem um beijo e apontei para o irmão dela que não podia me ver. Ela não entendeu direito e como se estranhasse o fato de seu irmão ser um conhecido meu, olhou-me com cara de dúvida enquanto recepcionava outra pessoa que não percebia o que se passava. Novamente beijei a ponta dos dedos e mandando o mesmo apontei para o irmão dela, o qual, trabalhando, se retirou apressado para outro cômodo depois de pegar alguns papeis. Sentindo que ela compreendera o recado, retirei-me de lá e instantaneamente já estava noutro local donde comentava com duas pessoas tudo o que acontecera, o quanto fora engraçados e fascinantes as experiências e aprendizados que tivera. Interessante que nesse momento eu me sentia mais homem do que mulher. Era como se eu não fosse nem uma coisa e nem outra, ou melhor, era como se eu fosse as duas coisas podendo, de acordo com os sentimentos, sentir-me mais feminina ou mais masculina.

Já foquei a questão dessa sede noturna, e a possibilidade da excessiva presença de sal em sua alimentação. Mas na falta de informações, continuo considerando a possibilidade de dificuldade respiratória, apneia, alergia a materiais sintéticos (fronhas, lençol, carpetes, etc.) e consequentemente bloqueio de vias aéreas que levem à inspiração pela boca causando ressecamento. Se houver uma das possibilidades acima procure um médico para aprofundar diagnóstico. Observe e verifique.

A sequência é interessante, e parece-me  manifestação de opostos.

Em dois tempos:

Há forte indicação de divisão, desvio consciência, de atenção, de objetivos, de presença, que a leva a perder o foco e a fortalecer a tendência à dispersão.

Tomei água de duas destas garrafas...

sentei-me para desenhar e...

também tentava assistir a dois filmes...

que passavam em duas televisões...

A seguir há a menção ao caminho indicado e o retorno pelo esquecimento, passado e futuro, e menção às “chaves de casa” e duas coisas poderiam acontecer. Porta aberta ou porta fechada.

Todas as indicações são de opostos, paradoxo, ambivalência, ambiguidade, conflito e divisão. E quando este tipo de funcionamento é reforçado o resultado é a dispersão, a perda do foco, dos objetivos, da força da ação que se pode empreender em sua vida.

A dualidade leva à um divisão do poder que o sujeito tem para empreender suas ações.

A consciência dividida é mais facilmente dispersiva, pouco focalizada; E o sonho lhe mostra isso: Mas conforme fui me dando conta do que fazia, conforme o ampliar da consciência, passei a ter dificuldade de atravessar as paredes e cortinas.

A divisão fragiliza, enfraquece, tira do sujeito a possibilidade de focar seus propósito e de realizar aquilo que se propõe. As barreiras ficam mais difíceis de serem rompidas, não porque os bloqueios estão mais fortes, mas porque a consciência está mais fraca, dividida.

Naturalmente não falo em fragmentação de consciência que é processo patológico, mas indico um mecanismo que atinge muitos em nosso tempo.

Um processo de divisão muito comum com a introdução da telefonia celular pode dar a noção de como as pessoas se induzem a estados de divisão: A pessoa que dirige um veicula e que fala através de um telefone celular produz uma divisão de consciência que eleva o nível de desgaste do organismo e o coloca em risco de acidente. Mas as pessoas se superestimam e subestimam o perigo. Num caso assim o individuo e capaz de se deslocar por centenas de metros e até quilômetros como se estivesse se deslocando sem campo de visão.

Hoje em dia as mulheres se superestimam desempenhando diversas atividades ao mesmo tempo, como se tivessem múltiplas consciências que lhes permitissem múltiplas ações, e aquilo que é um diferencial feminino na capacidade de atenção se fragmenta e se torna uma característica de desclassificação. O diferencial positivo se transforma em diferencial negativo.

Cuidado! Não se superestima. Foco o seus objetivos. Não se divida em múltiplas ações.

O fechamento do sonho indica outra tendência que é de manifestar o afeto dentro de condições de segurança sem precisar se arriscar. Mas, pelo menos Há o exercício de expressão do afeto.

A modernidade exige-nos esse tipo de atitude diante do mundo:

 “Interessante que nesse momento eu me sentia mais homem do que mulher. Era como se eu não fosse nem uma coisa e nem outra, ou melhor, era como se eu fosse as duas coisas podendo, de acordo com os sentimentos, sentir-me mais feminina ou mais masculina.”

Pode ser mais uma indicação da relação de opostos. Tanto as Mulheres quanto os Homens são exigidos não mais como modelos padrões de masculino e feminino, mas como pessoas capazes de se expressar com o melhor que possuem. O modelito padrão ficou para trás, no passado. O presente solicita homens masculinos que expressem o melhor de suas naturezas femininas herdadas de mulheres marcantes, e solicita mulheres femininas que expressem o melhor de suas naturezas masculinas. Homens fortes e ativos que tenham sensibilidade sem medo de expressar afetos e mulheres femininas que aprendam com suas naturezas masculinas a conquistarem a felicidade, a liberdade para que sejam plenas, seguras e independentes. Isso significa uma tendência coletiva no caminho de busca da síntese

FOQUE SEUS PROPÓSITOS

E ABANDONE A PRESUNÇÃO DA MULTIPLICIDADE, É ARMADILHA.

O sonho me leva à carta do Tarot O Enamorado, os comentadores sabem que essa lâmina remete à parábola de Hercules na encruzilhada entre o vício e a virtude, o caminho da alma que após o desencarne se defronta com a bifurcação entre o caminho da direita e da esquerda, sendo que este leva aos infernos e o outro conduz aos Campos Elíseos, o campo dos bem aventurados. Só existe um caminho que conduz ao equilíbrio e a harmonia, cabe a cada um fazer sua escolha.

Essa a questão fundamental, a síntese, a unificação, é a dialética fundamental de todo processo de aprimoramento da consciência se libertar dos conflitos, da dualidade para encontrar “o caminho”.

Ψ






quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

NATUREZA DOS OPOSTOS



OBSERVAÇÕES - este post antecede e completa a leitura do próximo sonho

A dualidade é estágio de desenvolvimento de consciência. A partir do nascimento da consciência a dualidade surge como referência Arquetipica, comparativa e associativa. A consciência se origina na dualidade. Mas a busca evolutiva é a busca da síntese da unificação. Nascemos da Mãe/Pai, com dois hemisférios cerebrais, duas naturezas Feminina/Masculina, nos alimentando em dois seios, num mundo do Dia/Noite, Dentro/Fora, Interior/exterior, Alto/Baixo, Frente/Costas, Direita/Esquerda, Sol/Lua, Razão/Emoção, Micro/Macro, Amor/Ódio, e dezenas de outras manifestações de duplicidade.

Jung abordou o tema: Os opostos são as inerradicáveis e indispensáveis precondições de toda a vida psíquica (CW14, p206). Consciente e Inconsciente tendem ao equilíbrio e à harmonia no dinamismo psíquico tanto quanto no universo os sistemas buscam o equilíbrio das forças.

Quando a força de um dos lados prepondera gerando alteração de configuração e definindo o desequilíbrio, a natureza se adapta. Quando o sistema não consegue reencontra o equilíbrio em sua configuração original ele o encontrará na nova formatação, se equilibrará no desequilíbrio.

Para mim a doença é o sinal de que o corpo se adapta ao desequilíbrio, estabelecendo novas relações de harmonização. Naturalmente que o sujeito quando desconsidera esse equilíbrio promovendo ou impondo novos estados de adequação do corpo, se infligirá estados que podem ser significativamente desconfortáveis.

Quando ocorre a preponderância de um determinado conteúdo promovendo o desequilíbrio e a desarmonia, o distúrbio, a atualização se faz necessária através de compensação do sistema. O sistema se autoregula, se compensa promovendo equilíbrio no estado desequilibrado.

Na dinâmica de confronto entre os opostos, quando o elevado nível de tensão se torna insuportável, a natureza altera a configuração ou apresenta uma nova alteranativa, uma nova configuração. Uma solução para o conflito. Inicialmente surge a reconciliação e posteriormente a síntese, que transcende a dimensão da lógica e da escolha.

Isto fica claro no zen budimo. O mestre apresenta ao discípulo questões conflitantes que geram confronto mental produzindo uma elevação do nível de tensão cuja solução liberta o sujeito do aprisionamento mental. Veja um exemplo no link jornada da alma


O pensamento de Hermes Trimegistos expressado na Tábua de Esmeralda, vemos a lucidez de quem detectou essa característica da natureza dos opostos.
Click no link e veja o post no Jornada D’Alma


Ficar na dualidade é se perder nos limites das diferenças. É preciso buscar a síntese, a unificação dos contrários, para realizar a união dos opostos. Assim podemos encontrar a unicidade da individuação. E este é uma ardua batalha, é preciso seguir o caminho do equilibrio, trabalhar principios e harmonia, a verdade, o aprimoramento, para eliminar os vázios de consciência para que no tempo deciso a psique complete a alquimia  das trasmutações realizando a plenitude da individuação.


 Ψ

terça-feira, 10 de agosto de 2010

NATUREZAS OPOSTAS – FACES DE UMA MOEDA


Carla 139 - II

Diferente disso lembro que estava num local aguardando alguma coisa e haviam várias pessoas que não sei ao certo se eram conhecidas ou desconhecidas. Sei que haviam duas amigas minhas que por duas vezes começaram a se agredir. Houve um momento que uma delas puxou a outra pelo braço e depois de levá-la para um canto deu-lhe dois tapas tão fortes no rosto que fiquei chocada com aquilo. Era muita agressividade e humilhação, independente de quais fossem os motivos daquela briga. A que apanhava não se colocava como vítima e nem revidava, era como se ela entendesse a revolta e raiva da outra, mesmo que não fosse justo aquela reação tão pesada. Embora sem defender-se, ela parecia muito segura de si encarando a outra de frente, enquanto eu, na posição de espectadora, parecia sentir medo por ela, pois a outra poderia machucá-la muito daquele jeito ou até mesmo matá-la de repente. A postura da que apanhava parecia dizer por si mesma: 'a verdade é essa e estou aqui para encarar os fatos, mesmo que seja sendo agredida fisicamente'. Era como se ela assumisse não a culpa dos fatos, mas a culpa da irritabilidade provocada na outra. Fiquei observando a cena, achando aquilo uma insanidade e, ao mesmo tempo, curiosa, pensando no motivo que ocasionara tamanha agressividade. Era como se eu não pudesse acreditar que aquilo estivesse mesmo acontecendo.
Pouco depois fui chamada para comparecer numa sala e assim fiz junto de uma outra jovem (não lembro se entrou mais alguém). Haviam duas cadeiras: eu sentei numa delas e a jovem ao meu lado apoiou o joelho na outra cadeira ficando em pé. Em seguida entrou um homem e indiretamente demonstrou que queria sentar. Falei para ele usar a cadeira ao lado já que a jovem não estava sentada na mesma. Sendo mais direto ele disse que queria sentar no meu lugar. Então eu me levantei o ofereci o lugar para ele. Interessante que eu me senti um tanto honrada por isso. É como se ele não fosse um homem qualquer, ou como se a escolha dele valesse mais do que o mero interesse de sentar-se. Embora ele parecesse superior a mim de alguma forma, a cena do sonho o colocou num nível figurativamente abaixo e por vontade dele próprio. Ele não quis ficar lado a lado comigo em igualdade, mas quis tomar a minha frente, embora abaixo de mim. Ao menos essa foi a sensação que captei. Não sei qual assunto seria tratado ali, mas meu posicionamento de participação ficou diferente e não sei se isso significa algo bom ou mal. Se ele for uma representação interna talvez seja bom, mas se for externa, provavelmente seja ruim. Estou certa?
CONCEITOS PRIMÁRIOS, BÁSICOS,
SOBRE A ORIGEM DA VERDADE COMO ARQUÉTIPO,
ALÉM DO CONCEITO MORAL, RELIGIOSO OU ÉTICO.
O sonho sinaliza conflito entre dois conteúdos distintos ou princípio diviso em unificação, um conteúdo bipolarizado. Um conteúdo que não se unifica tem a tendência de manter uma tensão de quebra ou fragmentação, são eles:

  •  A verdade (a pulsão transformada); 

  •  A Força (a pulsão primária, instintiva).
A verdade como formação de principio nasce na configuração genética, como arquétipo já que é conteúdo que a partir do inconsciente serve de referência para vários outros princípios entre eles aquele que define a relação com a realidade. Quando o individuo não fortalece o "Principio", e em geral isso acontece quando por medo, necessidade de sobreviver em ambiente hostil, ou tendo que compensar desequilíbrios internos decorrentes da existência de figuras ou imagens ameaçadoras, desenvolve respostas de evitação, ele enfraquece o 'principio' e abre espaço para que a força, a configuração energética que sustenta o arquétipo promova a deformação de sua configuração, e isso acontece na geração de respostas instintivas e agressivas, geradas por conta da desestabilização do sistema.

O sistema enquanto não unificado é impermanente, portanto oscila, a variação da oscilação ou da instabilidade pode ocasionar a divisão, a perda da configuração original, obrigando a psiquê a se reordenar, a se rearranjar na forma que for possível, e pode levar o individuo a perder o rumo de seu eixo.
Alguma coisa assim, quando o sujeito sai de uma referência, uma linha reta, por um centimento em quilometros isso poderá significar um grande afastamento do eixo. Como enquanto vivo ele continua conectado, isto significará uma vida psiquica de muita instabilidade e pouca harmonia. A oscilação será de alta variação.

                                                 Variação harmônia e instável, fora do eixo


É importante que se entenda que “a verdade” é mais do que questão ética, moral ou religiosa. Ela é o arquétipo que referencia a relação saudável do sujeito frente à duas realidades: a realidade externa e a realidade interna.
  •  A realidade externa, o mundo, exigi-nos uma configuração de compreensão, compressão, que permite seu enquadramento dentro de parâmetros aceitáveis pela fragilidade psíquica para aprender a ver essa realidade de uma forma ordenada que a permita construir “um mundo” em que possa circular com certa segurança.
Daí nossos limites e filtros sensoriais como limite auditivo, frequência sonora, visual, limite do espectro de luz, Tátil, codificado entre o prazer e a dor, olfativo, codificado entre os aromas de prazer e de repulsão e Gustavo, acrescidos pelo sabor textura, etc.
Lembro-me agora do filme “Quem Somos Nós” quando o selvagem olha para o mar e não vê o navio, e o Paxá consegue distingui-lo no horizonte. O sujeito comum fica aprisionado na segurança da percepção do conhecido, enquanto o sujeito mais afeito ao desconhecido possui uma configuração que amplia a sua capacidade de percepção e o permite “Ver” além do comum.

  • A realidade interna representada pelo inconsciente que é um conteúdo complexo, infinito e desconhecido. Se o externo se caracteriza pela expansão infinita para o macro, o interno pela expansão infinita para o microcosmo. E nos no meio, sem nem sabermos que somos nós.
Se não há distinção ou limites para o perceptível, a realidade externa se confunde com a interna produzindo um ser esquizofrênicos, psicótico, resultado de infinitos fragmentos de que não se associando, não permitem o surgimento de um núcleo composto que faça a conexão entre esses dois universos, distinguindo a realidade externa e a interna.
Isto tudo para dizer que a Verdade é princípio de configuração que nos permite dentro deste múltiplo universo, uma referência para distinguir de maneira segura a realidade, aumentando as nossas possibilidades de sobrevivência neste mundo.
Quando deixamos de nos referendar neste princípio, nesta “verdade” abrir como que uma caixa de Pandora onde a consequência imediata, mesmo que não perceptível, é a perda da ordenação e a reconstrução de realidades psicóticas, dissociadas, fragmentadas, dissolúveis, desconstruídas, e imaginária; a doença. Inicialmente como neurose que avança para estados mais complexos de distúrbios e dissociação.
Nossa natureza permitiu a existência de dois hemisférios cerebrais, mas nós somos quem os unifica.
Obs.: Esses conceitos não são Junguianos, eles são Pós-Junguianos. Quando os divulgo é para favorecer a comprensão de um sistema que precisa  de luz sobre ele. perdoe-me se não consigo torná-lo mais compreensível
O SONHO
Surge o confronto entre um conteúdo diviso que busca sistema em equilíbrio e integração, se o princípio que fortalece a conexão com a realidade fica frágil, a força prevalece ao simbólico.
A verdade aparece frágil, em processo de desenvolvimento, constituindo formação de configuração mental (referências de princípios de conduta constituídos na sociabilização e transformação de conteúdos de inconsciente).
A força aparece de forma reativa, como pulsão primitiva, agressiva, castradora. Principio destrutivo, núcleos de desconstrução, polarização e divisão; resistência; ausência de codificação social; Figura de autoridade imposta; transgressão.
No conflito entre opostos de mesma natureza de conteúdo, ou de natureza de conteúdos opostos, vemos a postura passiva e a atitude ativa, reativa. Você surge como mediadora observadora. Em princípio omissa. Observa as naturezas antagônicas. Percebe a irracionalidade, a insanidade, a força destrutiva dos conteúdos não desenvolvidos ou não amadurecidos.
A verdade frágil sofre impacto, apanha, se permite firme no propósito, aparenta resistência, mas se deixa vulnerável frente à força da pulsão destrutiva que ameaça sua integridade.
A pulsão sinaliza o fortalecimento reativo a partir da irritabilidade. Lembre-se que no sonho anterior falei do desgaste e do sintoma de irritabilidade que poderia aflorar. Esta irritabilidade, seja decorrente da liberação ou formação de conteúdos autônomos ou como sintoma da descompensação energética do corpo, tende a desestabilizar as funções psíquicas em decorrência de polarizações que é capaz de gerar (polarizações de sub- campos eletromagnéticos que passam a interferir na configuração cerebral).
Para compreender: Com a descompensação energética o cérebro tenta equilibrar suas funções liberando energias ou abrindo filtros de resistências e bloqueios mentais que estavam sob controle. As condições cerebrais propícias permitem que estes núcleos autônomos passem a circular e a ter poder de se manifestar. A consequência pode ser uma energia que o sujeito ainda não tem o poder de controlar e que se manifesta promovendo ações musculares, reação de alarme que alteram as funções orgânicas através da liberação de adrenalina, impostação de voz decorrente das alterações circulatórias e respiratórias, e em caso extremo, reações comportamentais agressivas projetadas no exterior como ação destrutivo-defensiva.
A força não tem razão, é uma energia que quando é liberada no corpo, precisa de um estímulo que a acione. O acontecimento aciona a resposta do individuo que promove a mobilização do comportamento.
No sonho o conflito pode ser entre o novo conteúdo (referência de princípios) que reordena as configurações conceituais, os limites, as atitudes, e os velhos conteúdos (atitudes defensivas, impulsivas, reativas) que anseiam por transformação, mas que precisam ser reeducados, reformados, transformados. Lados de uma mesma moeda.
Internamente não adianta se permitir ser conduzida. E mais sensato que não deixe de se conduzir, que interfira nas suas pulsões, faça escolhas sensatas, utilizando o “bom senso”e comande a sua vida aceitando riscos, pagando o preço e as consequências pelos seus atos.
É necessário que se referende em princípios, não importa qual, se moral, ético, religioso, científico, filosófico, ideológico. Mas tenha-o como referência. E seja firme no seu propósito. Quem não os tem são como tábuas abandonadas ao mar, levadas pelas correntes e forças marítimas, nunca sabem onde vão dar.
É de direito desconsiderar a referência interna, os sinais internos, de um sistema que busca estabilidade, mas o preço pode ser elevado. Existem processos, que promovem sofrimentos e lamentos desconfortáveis, que após serem desencadeados não permitem reconstruções.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

SANDY E JÚNIOR I



CH79 SANDY e JUNIOR


Tentei enviar esse sonho antes, mas a internet caiu e como não fiquei sabendo se foi postado ou não, estou enviando novamente: Sonhei que estava saindo com mamãe quando ela me apresentou um amigo seu que queria muito me conhecer. Moro numa rua que tem um posto de gasolina na esquina e além da lojinha de conveniência há um salão de cabeleireiro e uma pâtissière (confeitaria afrancesada). Embora nunca tenha ido em nenhum dos dois locais, no sonho era o cabeleireiro desconhecido que estava sentado numa das mesas da confeitaria. Ele usava um enorme óculos de sol e achei que o mesmo não lhe ficara bem. Novamente a recorrência de um homossexual. Simpaticamente abracei o homem e de cara percebi seu jeito afeminado. Apesar disso ele revelou-se de cara que era apaixonado por mim há muito tempo. Como vi que minha mãe continuara caminhando e já estava quase chegando ao ponto de ônibus, tentei me desvencilhar dizendo que outra hora apareceria por ali para conversar com ele, mas que tinha de alcançar minha mãe. Apresada fui atrás de mamãe e, não se conformando, ele foi comigo. Achava muito estranho um gay assumir tanto interesse por mim. Entretanto, naquele momento eu nem tinha condições de analisar nada, pois o ônibus vinha e minha mãe entrou nele, mas mesmo correndo, eu não consegui chegar a tempo. Comentei que estava sem dinheiro (geralmente é minha mãe quem paga a passagem para mim), perguntei se ele poderia me emprestar e ele mesmo fez questão de pagar dando o dinheiro ao cobrador pela janela do ônibus. Só que teve um problema: o degrau de entrada do ônibus era muito alto e tive de ir dependurada segurando na porta de entrada (sonhos tem cada uma!).

Há dificuldades ou impedimentos de ascensão, de transposição de degrau, dificuldade de mudança de nível, Bloqueio para subida, degrau não superado. E pode ser o medo de ser amada, de se permitir amada, de viver o prazer do afeto. Entrar no ônibus para viver a viagem de sua vida, e não a viagem de sua mãe.

Cheguei num local que tinha dois portões e um gigantesco muro. Parecia não existir nada do outro lado e então fiz como as demais pessoas que ali chegavam: atravessei uma pilastra de parede. Enquanto atravessava observei que o concreto da mesma parecia flocos de gelo condensado que fazia pressão para dentro e para fora. Para entrar era preciso coincidir com a pressão para dentro e sair era ainda mais fácil sentindo lá dentro a pressão para sair. Foi uma sensação muito intrigante e divertida mergulhar no interior da pilastra.

Do outro lado fui imediatamente recepcionada pela cantora Sandy. Era um local simples e estava tendo uma festa. Nos abraçamos com ternura e começamos de imediato a dançar um tango. Nisso o irmão dela, o Junior, veio me cumprimentar. Deixei-o com a mão esticada e disse que queria era um abraço. Ficamos abraçados um bom tempo e depois abracei-o do outro lado (colocando a cabeça do lado esquerdo da sua). Fiquei assim até me julgar satisfeita do afeto masculino e então brinquei dizendo que tomá-lo-ia para mim, se não fosse como homem, que fosse enquanto irmão. Voltei a abraçá-lo apenas para amenizar a brincadeira. No sonho eu tive a ousadia de abraçá-lo tantas vezes repetidamente não por ter proximidade com ele, mas por ter intimidade com ela.

Sonhos com abraços sempre me fazem sentir bem, entretanto, nesse sonho abracei três pessoas com sexualidades distintas e me indago o que isso pode significar. Isso é outro sonho com o mesmo tema do anterior ou seria apenas uma espécie de continuação?

SANDY E JÚNIOR III




Voltemos ao sonho:
No seu caso parece-me outra a mensagem do sonho. Você pode ser sensível e afetiva, mas apresenta dificuldade de manifestação e expressão de sua afetividade. O sonho compensa a sua necessidade de afeto e de manifestação do afeto fazendo viver à experiência que deveria ser natural na sua vida. O Ics. apresenta no sonho Sandy e Junior a representação de dois irmãos sabidamente afetuosos, unidos, no trabalho, no ganho, na família, e que, ultimamente, na vida adulta buscam caminhos diferentes, em decorrência de destinos e individualidades diferenciadas, e, além disso, mostra-lhe que é possível haver convivência afetiva independente das diferenças entre irmãos ou entre sexos.

Por outro lado seu desejo afetivo pode sinalizar uma abertura interna, uma disponibilidade interior para vivenciar o afeto. Este sinal já apareceu em sonhos anteriores.

O abraço afetuoso é para mim uma grande manifestação da expressão afetiva, uma das maiores. Dois seres, dois corpos que se tocam, sem o interesse de sexo, mas de expressar e comungar o carinho, o prazer, o gostar, o amor que um sente pelo outro.

Na dinâmica pessoal pode ser sinal de que você vem sendo mais afetuosa consigo mesma, gostando mais de você e pode significar alteração na configuração de sua auto estima. Reflita sobre a representação de Sandy e Júnior em sua vida para compreender o significado de suas presenças.

Essa é a ousadia que você precisa. No sonho anterior falei-lhe da necessidade de atitudes mais atrevidas para romper com as dificuldade de expressar seu prazer e seu afeto pelos que te cercam. Isto é saúde.

Qual a normalidade e significação de uma pessoa que se crê heterossexual ficar sonhando com homossexuais? Temos nos dedicado a essa investigação para responder a essa questão. Por que tanta recorrência? Já é possível excluir algumas possibilidades, mas ainda não compreendemos a chave. Hoje, a seguir, levanto mais algumas considerações.

Não me julgo uma pessoa preconceituosa. Tais sonhos poderiam aparentar indício de bissexualidade?

Quem pode lhe responder sobre a possibilidade de sua bissexualidade é você. Há interesse ou desejos de relações com pessoas de ambos os sexos? Sente o mesmo tesão por homens e mulheres? Tem curiosidade? Sente-se atraída por homens e por mulheres?

Sei que já manifestou sua convicção heterossexual, e se além das convicções e dos desejos, não existem desejos reprimidos, ou se não há conflitos, fique tranquila com a sua opção, se observe e evite confusão mental e emocional. Cheguei, anteriormente, a considerar a possibilidade de preconceito, que você agora diz que não existe, então fique tranquila.

às vezes quando os conteúdos não nos permitem compreende-los, por incapacidade, a psiquê manda mais sinais, e os conteúdos podem ser melhor compreendidos. na dúvida de significados as manifestações recorrentes podem ter ocorridos para clarear seus significados.

A partir desse sonho foco meu olhar em um detalhe: A questão não parece indicar homossexualidade, ou bissexualidade, mas contaminação de conteúdos autênticos. Esclareço: A questão pode não ser o foco no sexual, mas de manifestação de conteúdos masculinos contaminados por conteúdos de origem femininos. Se o conteúdo não é puro e se aparece contaminado de feminilidade pode significar que o seu lado, seus conteúdos, sua força masculina seja contaminado por conteúdos femininos.

Originados de pai e mãe trazemos a dupla origem e convivemos com essa dupla natureza em busca de integração dos opostos em um único “Ser”.

No sonho a indicação não é de comportamento homossexual, mas a presença de um conteúdo masculino afeminado. A reflexão: Você reduz a representação da figura masculina a ponto de subjugá-lo, com sua força castradora, e a levá-lo à contaminação pelo feminino? Ou seja, você está castrando a força masculina que reside em você submetendo-a ao formato do feminino? Se for esse o caminho, se você não abrir espaço para o seu “animus”, ocorrerão conflitos. E esse conteúdo poderá aflorar e interferir na sua consciência. Estaria você se comportando como um gay? Como um homem afeminado?

Preste atenção em seus conteúdos masculinos. Observe-se, escute-o manifestar-se na sua consciência, veja-o no seu comportamento, abra espaço para essa escuta, trabalhe sua racionalidade, sua lógica, sua disciplina, seu vigor físico, evite que apenas o feminino te comande e te guie, ele já pode ser muito forte, objetive seus propósitos, seja mais determinada, trabalhe sua independência, sua individualidade, suas conquistas, expresse sua sensibilidade, sua intuição, se escute, seja mais positiva. Mais sol, mais dia, e tente harmonizar seus opostos abrindo espaços para as suas naturezas opostas.

quarta-feira, 31 de março de 2010

BEIJO NA BOCA



    
CH40
Também lembro de ter sonhado algo bom. Eu estava acordando cedo para ir à escola e me perguntava como fora optar por isso. Só fui amante de acordar cedo em situações esporádicas e sofria na época da escola para levantar cedo da cama todo dia. Uma vez já formada em nível superior não entendia como voltara a estudar na parte da manhã, ou melhor, como tivera coragem para tal. Entretanto, depois de estar no local, acho que era uma universidade, já estava bem e feliz com os estudos. Eu tinha uma apostila bem grossa e enquanto o professor anotava alguns tópicos dela no quadro para prosseguir com a aula, eu lia um livro de literatura. Dois dos meus maiores prazeres sempre foram ler e estudar algo que seja do meu interesse. Ali eu estava fazendo as duas coisas juntas. A aula era sobre os olhos e verificávamos toda a estrutura da visão. Quando chegou o intervalo eu estava na sala dos professores e conversava com o professor cuja aula acabara de ter. Não lembro bem da conversa, mas com sinceridade eu procurava dizer tudo o que ele gostaria de escutar. Disse que ele precisava fazer o que fosse melhor para sua felicidade, mesmo que isso fosse deixar saudade em vários corações. Eu sabia que ele queria mudar da cidade, mas estava tendo dificuldades de conseguir transferência ou, talvez, houvesse algum outro motivo não revelado a segurá-lo ali. Ele me perguntou se eu mudaria mesmo de cidade se estivesse no lugar dele. Percebi que ele queria saber de maneira geral e não apenas se eu estivesse no lugar dele. Respondi que sim, que mudaria e residiria em qualquer cidade que eu viesse a gostar e donde eu pudesse me sentir mais feliz. Se ele não estava feliz em tal cidade, ele tinha sim que ir para onde se sentisse melhor. Transferindo isso para minha realidade: eu gosto muito do lugar donde morro e dou para trás todas as vezes que minha mãe fala de mudar de cidade. Ela muito já cogitou em morar em ............ e só ainda não foi por causa da minha avó que também mora aqui em.... Minha irmã fica falando da possibilidade de eu ir morar em São Paulo de futuro para ficar perto dela, mas eu detesto cidade muito grande e, além do mais, tenho minha amada chácara por aqui me esperando. No sonho eu fui clara em dizer que não tinha problema com uma mudança de cidade pois o contexto era de insinuação. Eu dizia sobre mudança deixando implícito, ao menos para mim mesma, que a faria com ou por alguém como ele. Ali eu não estava respondendo por base na minha vida real, mas com relação ao contexto onírico em si. Eu folheava um jornal tentando distrair-me e também para disfarçar meu olhar que se focava no professor remexendo em seus materiais. Ele devia ter uns trinta anos, com aparência entre jovial e madura. Tinha os cabelos curtos atrás, mas soltos em mechas na frente, dando um ar entre esportivo e despojado. De repente ele aproximou-se e me beijou. Embora eu estivesse com uma postura super simpática por causa de interesses ocultos, subestimei minhas capacidades de conseguir ter alguma chance de uma intimidade maior com aquele homem. Eu queria o beijo, mas pensava que não deveria aceitar aquilo, pois estaria entregando meus sentimentos. Eu queria fazer o charme dando uma de difícil, mas eu estava contente de mais para esquivar-me do beijo. Aquilo fora completamente além dos meus planos e eu fora pega de surpresa, mas estava adorando. Tentei sim me desvencilhar dele, até porque estávamos na sala dos professores e mais gente podia chegar a qualquer momento. Ali não era lugar para envolvimentos, muitíssimo menos de um professor com uma aluna. Quando ele parou de me beijar eu lhe pedi desculpas pelo acontecido, dizendo que agira imprudentemente aceitando aquele beijo ali, algo que poderia prejudicá-lo, mas expliquei que não conseguira resistir. Para contra-gosto eu acordei.
Tal sonho parece apenas uma porta de auto-conhecimento para mim. Não sei porque sempre subestimei tanto minha real pessoa. Muitos já se surpreenderam comigo e, de certa forma, eu também. Sou daquelas que joga verde para colher maduro nunca achando que vai conseguir de fato colher algo maduro quando a colheita é relacionada com relações humanas. Sou a moda mineira: comendo pelas beiradas... mas em geral acho que posso fome. Não tenho facilidade para conseguir as coisas, mas as consigo sempre que meu querer é motivador.
Para as coisas que o querer não impera eu me deixo levar sem muito forçar ou rejeitar, apenas crendo no dito popular: O QUE TIVER DE SER, ASSIM SERÁ.
O que você acha de tais sonhos?

Você acha um bom sonho, eu o penso bom pela união entre masculino e feminino, você passeia nas sensações agradáveis ainda que apareçam confusões conceituais, morais, culpabilidade e de estratégia nesse encontro. Apesar da proximidade entre os opostos você ainda intervém de forma repressora. Você se referencia em “O QUE TIVER DE SER, ASSIM SERÁ”, forma em que constrói sua idealização para estabelecer a conexão, o vínculo, mas conduz a dinâmica de forma confusa, procura não se comprometer, evitando a exposição, como se isso fosse possível. Pode parecer confortável, você se esconde, brinca de esconde & esconde com o outro idealizando que a magia da relação acontecerá na sua omissão, no seu jogo, caindo do céu como um presente dos Deuses.
Garota, só por sorte! E mesmo que ela aconteça, não será o bastante para lhe permitir sustentar um relacionamento. Você inevitavelmente terá as portas abertas para a paixão mas lá dentro terá mais chances de se perder nas tramas do envolvimento.  “Sou daquelas que joga verde para colher maduro”; “comendo pelas beiradas... mas.. passo fome.” “subestimei minhas capacidades”.

O sonho fala em mudanças. Mudanças pessoais, de casa, de lugar, de cenário. “Respondi que sim, que mudaria e residiria em qualquer cidade que eu viesse a gostar e donde eu pudesse me sentir mais feliz.” Esta é a idéia: viver o que nos faz feliz. Esta é a referência pessoal.  Ao longo da vida podemos ter que adequar a realidade à necessidade pessoal no momento e com o que gostamos. Precisamos desta flexibilidade, mas o propósito de realizar o caminho pessoal não pode ser esquecido. Assim é básico escolher onde queremos morar, onde será a casa dos sonhos, aquele lugar que permita a felicidade acontecer, onde se respire felicidade.
Há pouco tempo atrás uma cliente se manifestava dizendo que se sentia feliz em New York, para poder descer à tarde e tomar um café na Broadway, e eu comentava que preferia ser feliz à beira de um lago silencioso, no alto das montanhas de Minas. Digo-lhe isto para que compreenda a importância de se comprometer com seus sonhos, seus propósitos, suas buscas e realizações, e as diferenças. Cada um no seu quadrado. Isto significa escolher. Escolher o que se quer viver, o que quer fazer e como fazer tudo isto no presente.

Agora... Você disse: “eu procurava dizer tudo o que ele gostaria de escutar.” Isto parece-me ser viver em cima da Idealização, daquilo que se considera o ideal, daquilo que satisfaz o anseio do outro. O que realmente pensas a respeito de mudanças e de realização de desejos? Você é capaz de promover mudanças para realizar sua felicidade? Pagas o preço? Arriscas?  Ou apenas diz para o outro o que ele quer ouvir, o que você idealiza como o ideal mas não realiza. E porque não parte para a realização? Pense!
O sonho fala nesta ambivalência entre a idealização e a realidade. E essa diferença é que produz um abismo te afastando de suas possibilidades de se realizar.
Tudo isto tem a ver também com o relacionamento a dois, homem X mulher. A ambivalência entre ser o que você é, expressando seus desejos, e a necessidade de seduzir e conquistar, se fazendo disponível para que o outro te descubra e te conquiste. Eu quero o outro, mas  demonstro que não tenho interesse, me escondo, para que ele  manifeste seu desejo para que possamos nos encontrar. Eu quero um beijo mas não posso aceitar, pois entrego o meus sentimentos Eu faço charme, me faço de difícil, tento me desvencilhar... mas estou adorando o beijo e ser beijada, domada.
STOP! Pare tudo! Vamos começar tudo de novo. Vamos abandonar os velhos hábitos, as velhas artimanhas, os joguinhos de esconde, de não quero quando quero. É hora de recomeçar. E recomeçar para quem não sabe como, é EXPERIMENTAR. Descobrir o caminho experimentando.
O mais fantástico da modernidade é a igualdade de direitos entre homens e mulheres. E neste mundo quando as mulheres funcionam como suas avós, a coisa tende a não funcionar. É quase como querer tocar CD em toca disco... Há inadequação. É necessário se permitir experimentar, reconhecer o mundo no qual vives, decodificar os códigos com os quais os jovens de seu tempo vivem, mas principalmente compreender que você pode ter uma atitude PRÓ ATIVA, responsável pela realização de seus desejos. Uma atitude de escolher a partir de seus desejos e se manifestar com clareza, transparência. Antes de valorizar o outro, você se valoriza como produto pessoal. Antes de correr atrás do coelho é despertar no outro o desejo como coelho de correr atrás de você. Assim você escolhe quem lhe interessar. Agora... se o outro é coelho e lhe interessa, mostre-se, experimente, exercite-se manifestando-se sem medo de ser renegada.

    ESCOLHA E... CORRA ATRÁS DA REALIZAÇÃO DE SEUS DESEJOS.

Minha cara, a vida passa muito rápido, não fique aprisionada em artimanhas, corra atrás de sua satisfação, de suas realizações.
E... Não se esqueça do básico:
COLHE,  QUEM PLANTA!

quarta-feira, 17 de março de 2010

TORMENTOS III



Something More -1989
 photo Tracey Moffatt - Austrália

“Novamente tive que enfrentar mais duas pessoas e, correndo risco de vida, mas sem matar nenhum dos dois, eu consegui rendê-los (também usando facas e facões) até a chegada da policia que, não sei como foi avisada, não demorou a cercar o local.”
Este acontecimento eu considero excepcional e absolutamente sutil: Nos sonhos o aumento da consciência na realidade favorece o aumento da consciência e do poder de resposta a desafios em sonho. Isso quer dizer que ganhamos em controle, disciplina, observação e resposta. Deixamos de ser apenas reativos para sermos também agentes. Quando ocorre uma energia mobilizada para nos confrontar ou quando o inconsciente mobiliza, aciona um FLUX de energia, (um Quantum ou Quanta) para determinar uma construção de realidade onírica (imagens sucessivas dentro do roteiro dos sonhos, às vezes completados com mobilização da memória dos sons), essa mobilização permanece dentro de um ciclo intermitente de repetição (como um redemoinho) e somente é desmobilizado quando uma tensão igual, contrária ou superior consegue dissolver essa mobilização.
Neste sonho, os desastres iniciais são fluxos constantes e poderosos de energia que mobilizados no inconsciente afluem aos sonhos e mostram sua desorganização e a necessidade de serem ordenados, para que deixem de interferir na condução de sua psykhé como conteúdos autônomos. Na sequência, eles pausam, como que favorecendo um refresco para a consciência pessoal (inserida no sonho), aliviam a tensão para não devastar essa consciência e retornam no ciclo de repetição do fluxo. Quando você encara e assume o confronto, você superar o desafio a que foi convocada e aí a tensão se desfaz. Neste momento uma parte dessa energia, ou toda ela, é incorporada pela consciência. Se toda essa energia for incorporada o individuo se prepara para novos desafios já que será blindado e fortalecido em sua estrutura. Se só uma parte, dessa energia, for incorporada você se livra temporariamente do confronto, já que parte da desordem permanece autônoma afluindo à consciência. E se o confronto não se realiza pela fuga empreendida pelo individuo ele será permanentemente atormentado e solicitado a agir, se posicionar, não se esconder na omissão para que a reconfiguração psíquica possa ser realizada.
Nesse sonho parece-me que quando você é desmascarada em seu esconderijo e enfrenta a ameaça, você supera a angústia, desmobiliza o nível elevado da tensão dos opostos, transforma e metamorfoseia a realidade psíquica. O fluxo é desmobilizado e reaparecem os sinais de reencontro com o eixo do mundo:
Depois disso eu caminhava com alguém que chamava de mãe, mas não se parecia com minha mãe, por um corredor cheio de variadas espécies de plantas. Tinha jeito de viveiro misturado com passagem de esconderijo secreto. No caminho, perto de uma parte que parecia uma gruta, encontramos dois sujeitos e um deles disse que me conhecia. Embora ele também me parecesse conhecido, eu tinha certeza de não conhecê-lo e desvencilhei-me com custo dele. Não estava nos planos encontrar ninguém ali e não sabia por que aqueles dois sujeitos passavam por ali. Ao final entramos numa espécie de laboratório de plantas e começamos misteriosamente a analisar e pegar algumas sementes. Entretanto, deixei minha mãe fazendo o serviço e fui analisar o local melhor. Saindo daqueles dois cômodos que eu conhecia bem, encontrei outros desconhecidos. Alguns cômodos pareciam abandonados, embora fossem amplos e de construção bem conservada, enquanto outros estavam bem mobiliados. O local era bonito e agradável, mas tudo ali parecia ser-me uma incógnita.
Já fora da tensão dos Opostos, do fluxo e da dinâmica caótica, você caminha com a “Mãe” por um corredor (passagem, transição) ornado com a força vida da natureza (plantas), origem variada (riqueza), passa pelo túnel, gruta, gênese e moradia ancestral, encontra dois homens, energia Yang (transmutada?) e segue para o laboratório de plantas, lugar de análise, origens, conhecimento, estudo e sementes (poder germinador, nascimento, renascimento, transformação, vida). E você navega pelos ambientes, descobrindo novos lugares, novos espaços, experimenta o agradável e o confortável sem ameaças, o belo e o desconhecido mistério da vida.
              Muito mais teríamos, mas... por hora ...                    Bye.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

CONFLITOS

...eu estava conversando com uma mulher ainda jovem que foi me procurar querendo um conselho. Ela estava grávida do marido, mas eles estavam brigando muito e ela havia se apaixonado pelo médico que estava fazendo seu pré-natal. Ela queria saber se trancava a faculdade, pois estava tendo muita dificuldade de conciliar os estudos com a gravidez. Disse-lhe que naquele momento sua prioridade era a saúde sua e do bebê, aconselhando-a assim a trancar a faculdade.
Depois eu já estava com um rapaz que gostava muito de mim e estava tentando me conquistar. No sonho estávamos juntos não como namorados, mas como amigos bem íntimos. Daí ele me levou para almoçar. Ele era dono de um local que se dividia em um restaurante, uma lan house e um supermercado nessa exata ordem. Ele me explicou que o estabelecimento todo recebia o nome de lan house exatamente porque esta era a menor parte entre o restaurante e o supermercado. Quem passasse por ali não imaginaria o enorme restaurante e supermercado que havia por trás da fachada de uma lan house que parecia gigantesca e, em verdade, era bem pequena.

Vamos ler o sonho:

• Você escuta e aconselha uma mulher grávida que vive um conflito com o marido enquanto sonha com o “príncipe” e apresenta dificuldades para fazer suas escolhas, entre o que a realidade exige dela (cuidar da gestação) e o que ela tem de projeto para realizar(completar os estudos);

• Você é conduzida por um “amigo” “intimo”, apaixonado, bem situado na realidade prática da vida, que lhe apresenta suas conquistas e seu poder de realização.

Este primeiro item mostra uma postura madura como conselheira, objetiva, sabendo priorizar, bem postada na realidade, o conflito subjacente entre a tendência a se deixar  levar pelas fantasias amorosas, o conflito com a figura masculina e a dificuldade de definir escolhas que podem lhe ser favoráveis.

A tônica do sonho é absolutamente consistente: Escolher o afeto ou se comprometer com escolhas objetivas dentro da realidade?

Na novela Caminho das Índias, um tema muito interessante foi o conceito da união no casamento indiano. Eles privilegiam a união a partir de interesses, deixando que o afeto nasça na convivência e na intimidade do casal, enquanto que os ocidentais privilegiam inicialmente o romance (pagam prá ver) para posteriormente cuidarem das questões práticas. Para o ocidental nada mais natural do que fazer escolhas cuja referência sejam emocionais, conuzios pelo encantamento, pela ilusão, pelas pulsões do desejo, pelo “amor”, pela paixão.

A realidade mostra que se deixar se levado pelo encantamento pode ser absolutamente inebriante. O que define a escolha é o poder do outro de nos levar numa viagem alucinante no universo das sensações. Até aí tudo bem. Mas em geral pode ficar mais difícil conciliar os interesses, já que as cobranças podem ser avassaladoras. Enquanto que relações construídas inicialmente em vínculos de amizade em geral permitem menos mistura, pouca transferência (paixão pelo médico), menos despersonalização, menos submissão, menos domínio.

Sabemos que príncipes podem se metamorfosear em Sapos e Sapos podem realmente serem sapos, mas têm a possibilidade de se transformarem em príncipes. Pensando bem, já vi muitos príncipes e princesas, no dia a dia, se desnudando e mostrando que não passam de grandes farsantes.

Esta reflexão me remete a outra: O que você procura na vida? Amar ou ser amada? A tendência é querermos os dois, mas isso é resultado do crescimento e amadurecimento dos envolvidos na relação. O discurso amoroso muitas vezes é enganador. O amor pelo outro pode ser apenas “o amor que sentimos pela nossa capacidade de amar” , e nos permitir sermos amados é um duro trabalho de aprendizagem.

Neste sonho vejo um avanço nas relações entre conteúdos de origem masculina e feminina. Em sonhos anteriores localizamos conflitos dessa natureza, mas parece-me que ocorreu diminuição dos conflitos e aproximação de naturezas opostas.  O movimento e a paixão do amigo por você, e a dinâmica de paixão da mulher pelo médico. ( Ambos sinalizam movimentos de vinculos e de proximidade). Isto é importante para que possa ocorrer a integração de conteúdos de natureza opostas.
Seria interessante voce observar se os sonhos de gravidez (recorrentes) ocorrem no seu período de maior fertilidade mensal, ou  se antecedem este  período. Se o antecedem podem, significar alerta na prática sexual, proteção para não cometer erros de estratégia, ou podem sinalizar desejos e realizar esta sua natureza materna e insegurança por conta de relações instaveis.

PARLAMENTO


Depois disso eu já estava no Parlamento Britânico acompanhada de minha mãe, irmã, cunhado e sobrinha. A visita ao parlamento era vigiada por câmeras, de forma que após a visitação os turistas podiam pedir a gravação de si no local. Havia uma máquina na recepção própria para selecionar e retirar a filmagem. Achei aquilo muito diferente e bom. Depois disso passamos numa loja de fotos donde meu cunhado mandou revelar algumas. Havia uma maquininha própria que era só encaixar a maquina fotográfica e as fotos saiam impressas numa tira corrida. Não precisava nem de atendente, pois o dinheiro era colocado direto na máquina, a qual era pequena, do tamanho de um livro. Eu estava de salto e o chão escorregava muito, de forma que comecei a ficar para trás quando todos saíram da loja. Ao sair dela, correndo para alcançar o pessoal, comentei que ali parecia a França por causa das ruas de cascalho e as casas suspensas. Não conheço a França e muito menos o Parlamento Britânico e nisso o sonho assemelha-se ao anterior das campânulas e os Cânions. As casas não ficavam no chão e é difícil descrevê-las. Pareciam taperas bem conservadas feitas de madeira com barro pintado e para entrar nelas tinha de subir em escadas que ficavam suspensas. Algumas tinham escadas com degraus normais praticamente dependurados na porta, mas outras escadas de madeira eram completamente na vertical e fiquei pensando como as pessoas se adaptavam àquilo. Eu me sentia muito tranqüila por ali, ou seja, não me sentia uma turista passeando. Eu conhecia muito bem aquele local, sabia o que tinha depois daquele povoado, tanto de um lado quanto do outro. Nessa parte do sonho minha mãe subiu nos dois pequenos degraus que davam a soleira de uma casinha que ficava no bico de uma ruela e perguntou a uma senhora que apareceu na janela se a Dona Luzia já chegara. Não sei que Luzia era essa e na vida real também não conheço nenhuma pessoa com tal nome. Não me lembro mais nada. Enfim, são sonhos que não parecem ter nada a ver com meu cotidiano ou realidade de momento.

“sm (ingl parliament) 1 Dir Câmara ou conjunto das duas câmaras (o Senado e a Câmara dos Deputados) que na maioria dos países constitucionais exercem o Poder Legislativo; congresso nacional. 2 Antiga assembléia dos Grandes, na França.

adj (parlamento+ário) 1 Que parlamenta ou é próprio para parlamentar. 2 Que é próprio de um parlamentário. sm 1 Aquele que parlamenta. 2 Veículo que conduz quem vai parlamentar com o inimigo.”

Manifesto duas associações, que me passam:

• O sonho sinaliza sua entrada em espaço de conciliação de conflitos, debates e redefinição de leis, regras, referencias, conceitos, pode significar avanço nas relações familiares;

• O sonho compensa aquilo que não existe e sinaliza o caminho e a necessidade de romper com parâmetros de relações que favorecem conflitos te colocando no espaço (parla) do debate para que você possa buscar soluções que favoreçam a administração dos conflitos familiares  através da tolerância, diálogo e compreensão, generosidade, amorosidade, entendimento. Avance em comportamentos mais tolerantes e menos reativos.

Neste aspecto a França complementa e enriquece a imagem onírica, ela pode representar o Renascimento, dos princípios de Fraternidade, Igualdade e Liberdade. A escada é a ascensão, aprimoramento e o avanço necessário , a mudança de estágio e dona Luzia pode representa o DOM de LUZIR, o dom de iluminar. Interessante é que não podemos esquecer que o Renascimento tambem é chamado de... Iluminismo, tempo de luz.

Se considerarmos o sonho como compensatório, penso que uma mudança de atitude, de comportamento poderá significar para você e para a sua familia uma mudança de vida e  momentos de encontro com a dona Luz ia. Procurar e colocar a dona Luzia na sua vida deve ser seu propósito. Sem luz, falta energia para seguir.

Adendo: Esta segunda parte complementa a primeira por um detalhe: se nos aproximamos do sentido de Dona Luzia, a procura da mulher que trás luz pode estar associada à conciliação entre opostos, masculino e feminino ( tônica da primeira parte).

“Luzir - (lat lucere) vint 1 Emitir luz, espalhar ou irradiar luz: Luzem as estrelas. vint 2 Refletir a luz: As areias luziam como cristais. vint 3 Brilhar: ...luzia estranhamente qualquer coisa, com claridade quase cor de enxofre (Valdomiro Silveira). vtd 4 Fazer brilhar, irradiar: O amanhecer luzia as primeiras claridades. Unipessoal no sentido próprio; no figurado, conjuga-se em todas as pessoas: Não luzo pela riqueza. Luzimos por Cristo. Luzir o buraco, pop: raiar o dia. Luzir o olho: abrir demasiadamente os olhos, em sinal de desejo por uma coisa.”

 Fique com essas reflexões para realizar a tua. Bye

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

LUTAS E CONFLITOS


Andei anotando mais uns sonhos: No primeiro eu estava numa biblioteca donde havia dois homens e uma mulher, todos armados trocando tiros. Fiquei com medo de receber uma bala perdida. De repente a mulher que estava meio escondida na defensiva de um ataque deu de cara com um dos homens, tendo apenas o entremeio da prateleira de livros a separá-los. Ela deu vários disparos, mas havia acabado a munição e imediatamente o homem lhe atirou fatalmente. Foi uma cena chocante como se eu estivesse dentro de um filme. A mulher foi julgada e sua pena de morte sentenciada igual nos séculos passados por pratica de bruxaria, feitiçaria, magias, encantamentos, etc. Não sei o motivo, mas fiquei me sentindo como observadora e ao mesmo tempo ‘na pele’ daquela mulher, como se eu fosse duas em uma. Será que o homem matando a mulher reforça apenas o que você já me disse anteriormente da minha visão sobre o feminino X masculino?


Fatalmente! Não é apenas uma questão de visão, mas mais, muito mais! Envolve um domínio arquetípico, melhor... Uma busca de domínio entre conteúdos femininos e o masculinos (não podemos falar em um conteúdo purista feminino ou masculino já que não significa uma unidade, mas conteúdos que forma uma natureza). Esta disputa, este embate, que de forma genérica acontece em todos nós, pode evidenciar que conteúdos opostos que deveriam, no processo de maturação encontrar o caminho da unificação, se integrar, se ajustar num conjunto, continuam a agir autônomamente como naturezas distintas que tentam se sobrepor uma à outra, formando conflitos de supremacia e adiando a constituição de uma natureza integrada.

No primeiro sonho é interessante notar que em uma biblioteca, (do grego biblio – livro, derivado de bibliopoles- livreiro) lugar de conteúdos, intelecto, aprimoramento, estudo, desenvolvimento, ocorre uma troca de tiros. Uma batalha, disputa, contenda, entre pessoas. Me passa oposição entre energias focadas em atitudes de embate, agressivas que desconsideram a dimensão do lugar sagrado, lugar do aprimoramento e de formação da civilidade. Dualidade entre energias densas de embate que precisam ser trabalhadas, transformadas, metamorfoseadas, sublimadas, para que possam realizar a transposição de estágio de desenvolvimento. Neste caso, se são energias que já são manifestas, necessitam ser transformadas, se não expressas evidenciam que podem estar recalcadas, aprisionadas e precisam ser trabalhadas antes que explodam de forma reativa, impulsiva e conseqüentemente destrutiva, ou que ressurjam em forma de caprichos ou desvios de personalidade incômodos. A energia agressiva é cumulativa, assim se represada ela se fortalece tanto quanto quando expressa. Quanto mais manifestamos essa força agressiva, mais agressivos seremos em novas manifestações reativas. O que precisamos é transformar estas energias focando-as em objetivos construtivos, elaborando a reatividade, nos diferenciando do meio que nos mobilizam essas forças.