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domingo, 10 de janeiro de 2010

O JULGAMENTO



Estou curiosa em saber mais do meu processo de transformação atraves de outro sonho que tive: Sonhei que minha irmã estava fazendo a cabeça de minha mãe contra mim sobre algo relacionado ao quintal. De tempos em tempos costumo ter algum pesadelo familiar desse tipo. O diferencial da realidade é que, na maioria dos sonhos, eu exponho o que penso e sinto, enfrentando os outros até mesmo com gritos quando meu nervosismo é grande. Nesse sonho nós estávamos dentro de um ônibus quando eu combati minha irmã com uma fala que todos que estavam dentro do veículo silenciaram e nos olharam, não porque eu houvesse gritado, mas por ter dito algo um tanto chocante. Eu havia dito ‘Quero ver quando ela – a mãe - ficar doente e alguém tiver de cuidar dela. Quem vai estar com ela nessa hora? Eu sei que tudo é dela, mas quem cuida sou eu, porque ela já está idosa – disse isso querendo mostrar que eu cumpria meus deveres e exigia meus direitos de ter ou fazer algo do meu agrado como uma troca justa. - Quem está morando com ela sou eu...’ e fui falando todas as minhas justificativas e argumentações. Conseqüente a essa discussão nós fomos parar num tribunal. Eu entrei pelo local e parecia ter permissão para adentrar em todas as salas. Depois de passar numa sala donde estava sendo feita uma reunião eu fui para a sala donde seria julgada. Estava super tranqüila e fiquei ainda mais quando o juiz cumprimentou-me num aperto de mão e disse que ia ser fácil deferir meu ponto de vista, trabalhar em tal causa e ficar a favor de uma mulher como eu. Agradeci-o enquanto ele beijava minha mão e em gesto de gratidão beijei a mão dele também. Não nos conhecíamos, mas fiz isso como se fossemos grandes amigos. Esse ponto do sonho também demonstra uma atitude que difere muito da realidade, tanto da parte do juiz quanto da minha em retribuir beijando-lhe a mão. Seria me desconhecer muito se tivesse tal tipo de atitude na vida real. Porque os sonhos apresentam esses contrastes de personalidade?
Na seqüência eu já estava numa sala donde íamos assistir a repetição de um filme infantil ou algo do gênero. Tirando as crianças, todos os demais eram casais, de forma que a única pessoa não acompanhada era eu. Achei aquilo estranho e fiquei meio que esperando, como se eu tivesse um acompanhante que ainda não estava ali e que de um momento para outro fosse chegar.
De repente apareceu um homem malvado e disse que queria a mulher que estivesse sozinha. Eu saí correndo e subi numa espécie de mirante de madeira ainda em construção. Eu pensei que o homem mal não fosse me encontrar ou conseguir chegar lá em cima, mas magicamente ele foi se aproximando e subindo na rampa feita com taboas de madeira. Nisso eu bravamente peguei uma comprida lasca de madeira e tentei empurrá-lo. Ele segurava uma espécie de lâmina de barbear e aquilo parecia um instrumento tão pequeno que não tive medo, mas quando ele encostou-a no pedaço de madeira, este se desintegrou como se estivesse podre. Entretanto, não sei ao certo se ele desequilibrou ou o quê aconteceu, mas logo em seguida ele caiu do local, o qual era alto o suficiente para fazê-lo desfalecer.

Se bem entendi, o sonho parece-me de compensação: A psique atualiza os mecanismos descompensados aplicando as atitudes que você precisa aplicar, desenvolver e não o faz. Como você não responde na realidade, em sonho sua falta de atitude é compensado com a presença de atitude.
O inconsciente vai mais longe e antecipa o seu julgamento e lhe dá mostras referenciais do acerto da atitude. Podemos considerar o “Juiz” como uma estrutura interna do psiquismo que atua como um interventor, autoridade referenciado em regras e leis. Este interventor lhe alivia a tensão é indica o acerto da atitude. Naturalmente se somos omissos pagamos o preço da omissão, mas se não somos omissos pagamos o preço de ter que nos responsabilizarmos por nossas atitudes. Não há escape. Se responder, paga. Se não responder também paga. A questão é: na omissão pagamos um preço que a princípio parece-me maior do que não sendo omisso. E porque? Sendo omissos, impedimos a dinâmica de equilíbrio no universo externo. Optamos por uma intervenção simplista não intervindo, evitamos o conflito que precisa ser solucionado. Pode-se até mesmo acreditar que o conflito poderá ser resolvido de forma mais fácil pela omissão, ou não aumentando o nível de tensão. Mas se assim fosse seria realmente mais fácil. Não o é. Quando se coloca pano quente no conflito, ele cresce como massa de pão. O conflito é fermentado. Estimula-se a prepotência alheia, a arrogância, a vaidade, o autoritarismo, o crescimento do monstro.
Ser omisso não é deixar  rolar para ver como é que  fica. Ser Omisso esconde uma ação: estimular o crescimento do conflito. O bonzinho, estimula o outro a se acreditar maior, não mostra-lhe que limites precisam ser considerados e respeitados. Naturalmente se optamos por não intervir, criamos internamente um  conflito. Então, além de aumentar o conflito externo ainda criamos um conflito interno, já que impedimos através da evitação que a dinâmica pudesse chegar a um ponto de solução.
Veja a equação: deixar de enfrentar um conflito pode significar aumentá-lo externamente e internamente. Enfrenta-lo é dar chance para que ele se realize cumprindo sua função.
A função do conflito é solucionar o desequilíbrio do sistema. Muitos podem pensar que o conflito é a geração do desequilíbrio. Para mim ele é a consequência de um desequilíbrio no cenário, nas relações, que já existe e que vem sendo evitado.

O beija mão parece-me manifestação do afeto. É claro que existe beijão mão de puxa saquismo, babação. Mas este me parece conciliação, entre masculino e feminino, conteúdos de super-ego e ego, e manifestação de afeto, expressão de afeto. Em principio a conciliação de afeto prenuncia a projeção amorosa no cenário externo. Que pode ser sinal de que seu crescimento pessoal favorecerá a afetividade, autenticidade, amorosidade em suas relações. Ser verdadeiro significa isso, a possibilidade de se expressar sem medo, de realizar seu INTENTO interno e pessoal.
E o homem malvado é uma consequência. O lado sombra precisa ser confrontado, encarado, transformado, iluminado, morto. Se o foco, anteriormente, era a solidão: A menina solitária e abandonada. Agora não pode mais ser isso, É necessário crescer para abandonar e superar as carências, o sofrimento, a dor. Este é o prêmio. Fortalecidos, abandonamos a autocomiseração e enfrentamos os desafios que são inerentes à jornada da vida. Conquistamos a LIBERDADE. Este é o seu desafio!


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

PARLAMENTO


Depois disso eu já estava no Parlamento Britânico acompanhada de minha mãe, irmã, cunhado e sobrinha. A visita ao parlamento era vigiada por câmeras, de forma que após a visitação os turistas podiam pedir a gravação de si no local. Havia uma máquina na recepção própria para selecionar e retirar a filmagem. Achei aquilo muito diferente e bom. Depois disso passamos numa loja de fotos donde meu cunhado mandou revelar algumas. Havia uma maquininha própria que era só encaixar a maquina fotográfica e as fotos saiam impressas numa tira corrida. Não precisava nem de atendente, pois o dinheiro era colocado direto na máquina, a qual era pequena, do tamanho de um livro. Eu estava de salto e o chão escorregava muito, de forma que comecei a ficar para trás quando todos saíram da loja. Ao sair dela, correndo para alcançar o pessoal, comentei que ali parecia a França por causa das ruas de cascalho e as casas suspensas. Não conheço a França e muito menos o Parlamento Britânico e nisso o sonho assemelha-se ao anterior das campânulas e os Cânions. As casas não ficavam no chão e é difícil descrevê-las. Pareciam taperas bem conservadas feitas de madeira com barro pintado e para entrar nelas tinha de subir em escadas que ficavam suspensas. Algumas tinham escadas com degraus normais praticamente dependurados na porta, mas outras escadas de madeira eram completamente na vertical e fiquei pensando como as pessoas se adaptavam àquilo. Eu me sentia muito tranqüila por ali, ou seja, não me sentia uma turista passeando. Eu conhecia muito bem aquele local, sabia o que tinha depois daquele povoado, tanto de um lado quanto do outro. Nessa parte do sonho minha mãe subiu nos dois pequenos degraus que davam a soleira de uma casinha que ficava no bico de uma ruela e perguntou a uma senhora que apareceu na janela se a Dona Luzia já chegara. Não sei que Luzia era essa e na vida real também não conheço nenhuma pessoa com tal nome. Não me lembro mais nada. Enfim, são sonhos que não parecem ter nada a ver com meu cotidiano ou realidade de momento.

“sm (ingl parliament) 1 Dir Câmara ou conjunto das duas câmaras (o Senado e a Câmara dos Deputados) que na maioria dos países constitucionais exercem o Poder Legislativo; congresso nacional. 2 Antiga assembléia dos Grandes, na França.

adj (parlamento+ário) 1 Que parlamenta ou é próprio para parlamentar. 2 Que é próprio de um parlamentário. sm 1 Aquele que parlamenta. 2 Veículo que conduz quem vai parlamentar com o inimigo.”

Manifesto duas associações, que me passam:

• O sonho sinaliza sua entrada em espaço de conciliação de conflitos, debates e redefinição de leis, regras, referencias, conceitos, pode significar avanço nas relações familiares;

• O sonho compensa aquilo que não existe e sinaliza o caminho e a necessidade de romper com parâmetros de relações que favorecem conflitos te colocando no espaço (parla) do debate para que você possa buscar soluções que favoreçam a administração dos conflitos familiares  através da tolerância, diálogo e compreensão, generosidade, amorosidade, entendimento. Avance em comportamentos mais tolerantes e menos reativos.

Neste aspecto a França complementa e enriquece a imagem onírica, ela pode representar o Renascimento, dos princípios de Fraternidade, Igualdade e Liberdade. A escada é a ascensão, aprimoramento e o avanço necessário , a mudança de estágio e dona Luzia pode representa o DOM de LUZIR, o dom de iluminar. Interessante é que não podemos esquecer que o Renascimento tambem é chamado de... Iluminismo, tempo de luz.

Se considerarmos o sonho como compensatório, penso que uma mudança de atitude, de comportamento poderá significar para você e para a sua familia uma mudança de vida e  momentos de encontro com a dona Luz ia. Procurar e colocar a dona Luzia na sua vida deve ser seu propósito. Sem luz, falta energia para seguir.

Adendo: Esta segunda parte complementa a primeira por um detalhe: se nos aproximamos do sentido de Dona Luzia, a procura da mulher que trás luz pode estar associada à conciliação entre opostos, masculino e feminino ( tônica da primeira parte).

“Luzir - (lat lucere) vint 1 Emitir luz, espalhar ou irradiar luz: Luzem as estrelas. vint 2 Refletir a luz: As areias luziam como cristais. vint 3 Brilhar: ...luzia estranhamente qualquer coisa, com claridade quase cor de enxofre (Valdomiro Silveira). vtd 4 Fazer brilhar, irradiar: O amanhecer luzia as primeiras claridades. Unipessoal no sentido próprio; no figurado, conjuga-se em todas as pessoas: Não luzo pela riqueza. Luzimos por Cristo. Luzir o buraco, pop: raiar o dia. Luzir o olho: abrir demasiadamente os olhos, em sinal de desejo por uma coisa.”

 Fique com essas reflexões para realizar a tua. Bye