Mostrando postagens com marcador modernidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador modernidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de novembro de 2010

SÃO JORGE, DRAGÕES E MODERNIDADE.

A Luta de São Jorge contra o Dragão
Peter Paul Rubens
Museu do Prado, Madri


A FORMAÇÃO DO ARQUÉTIPO A PARTIR DO DESENVOLVIMENTO HUMANO



Este post completa o anterior “Ramalhete”. Deixei de escrever no post “Ramalhete” sobre as possibilidades do significado planta Espada de São Jorge, por acreditar na força dessa imagem e na significância de sua presença já que pode ser indicativo ou referência de Arquétipo Fundamental.

No alto da pagina, abrindo este Blog, a imagem do Guerreiro Medieval combatendo o Dragão nos remete à conteúdos arquetípicos primordiais que favoreceram a humanidade na elaboração simbólica de sua saída do tempo das trevas da inconsciência e da ignorância a que estava inserida no passado.

A representação pode ser do soldado guerreiro santificado, do herói primordial que salva a princesa ou a coletividade, a princesa que precisa ser protegida como o último espécime feminino que nos salva da extinção como espécie, pela sua capacidade reprodutiva, o símbolo da união entre o masculino e feminino, o encontro do amor, a perpetuação do coletivo, ou a vitoria do Bem sobre o Mal, entre outros.

 
Essa representação simbólica de São Jorge como arquétipo, é para mim a maior e possivelmente uma das mais importantes representações que a sociedade humana conseguiu configurar no inconsciente coletivo e incorpora toda a passagem, transformação e conquista humana no seu processo de contrução da civilidade e de aprimoramento da estrutura psíquica, pelo menos no mundo ocidental.

É a representação do homem social civilizado superando as adversidades e as ameaças primitivas da ancestralidade de homens das cavernas que carregamos. Independente de questões religiosas, ainda que a religiosidade ocidental tenha sido fundamental nesse processo de integração e formação de uma sociedade mais integrada e constituída em princípios coletivos. Ou seja, Assim como a a formação da mitologia religiosa ocidental, fundamental em nosso processo de construção social, houve um desenvolvimento psíquico sincronizado aos acontecimentos externos realizando a construção

Quando escolhi a imagem de São Jorge para ilustrar a cara deste Blog o fiz em decorrência de acreditar na importância coletiva que ele sua representação incorporou.A minha formação foi constituída dentro do mundo católico e por uma pequena alteração em meus caminhos, deixei de me tornar um Frade Franciscano, ainda que não tenha nunca abandonado essa referência em minha vida e hoje professe uma religiosidade mais Holística e plural já que tendo a congregar aquilo que considero o melhor de minha formação advinda de múltiplas origens religiosas. Tendo a me considerar com mais identidade franciscana mesmo tendo a consciência de que a representação de São Jorge possui configuração arquetípica.

No trabalho de ordenação dos conteúdos de inconsciente, dentro de uma funcionalidade conceitual, ao que Jung denominou o Arquétipo Sombra eu acrescento o desafio de transformação e integração desse arquétipo coletivo na vivência pessoal. Isto é: existe a manifestação do lado oposto, de sombras que se contrapõe ao lado da luz e da consciência.

Ordenação Funcional é a integração destes opostos e em decorrência desta tendência da natureza psíquica o desafio de realizar esta tarefa fundamental de integração é o encontro entre o mundo da luz e o das sombras representado pela batalha entre o santo guerreiro e o dragão originário das trevas da caverna do mundo primitivo.

Neste aspecto o São Jorge representa esta contenda, esta busca de superação, de Vitória do bem contra o mal, de preponderância da luz sobre as sombras.

Naturalmente, a modernidade não escapa a essa representação. E mesmo sendo ela genérica e coletiva, a batalha é pessoal. Cada um realiza a sua, e o Dragão é Camaleão possui denominações múltiplas, faces variadas, e diferentes tamanhos, cores, cheiros, força, poder.

No nosso tempo os dragões rodam a vida de todos. Não mais como fantasias e medos e assombrações de um mundo desconhecido, mas revestidos de tentações, seduções, encantamentos, prazeres, sabores, ilusões desejos fantasiosos. Podem aparecer transvestidos na sexualidade como mulheres libidinosas, promessas de prazeres inesgotáveis, prosperidade, materialismo, conforto, vícios, compulsões, poder, etc.

E se parece que o exterior é a fonte dos tormentos, se enganam. Os tormentos afloram do interior e projetados encontram suas identidades. As ameaças nascem no interior e se projetam para o exterior, com desejos incontroláveis, pulsões selvagens e animais, caprichos, tendências compulsivas, tormentos.

As jornadas externas foram consolidadas, não existem mais fronteiras desconhecidas no planeta que faça aflorar aventureiros e heróis míticos. A jornada para o desconhecido que se anuncia é a jornada para o interior de nós mesmos. Uma viagem inevitável.

Uma viagem que ainda quando o individuo se nega a realizar, continua a acontecer, a desafiá-lo, a exigir-lhe o seu melhor. E negar esse destino inevitável é fechar os olhos para os dragões que estão sedentos confrontando todos em armadilhas com as fraquezas humanas.

SÃO JORGE, DRAGÕES E MODERNIDADE.




São jorge e o Dragão - Uccello (Paolo di Dono)
National Gallery , Londres


A LENDA


Contam Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dá-lo à luz e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge possuia três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Sylén, uma cidade da Líbia.

Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.

Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa. Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.

O dragão, ao ver Jorge, sai da caverna, esbaforando alto como se o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egito não queria ver sua filha casada com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.

****

OUTRA VERSÃO

Jorge acampou com sua armada romana próximo a Salone, na Líbia. Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta. Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas. O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas. Com o intuito de manter a besta longe da cidade, a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas.

O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de quatorze anos. Vestida como se fosse para o seu próprio casamento, a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura. Jorge, o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou em seu cavalo branco e foi até o reino resgatá-la. Jorge foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súditos se converteriam ao cristianismo. Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do "dragão". Ao encontrar a fera, Jorge a atinge com sua lança, mas esta se despedaça ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge cai de seu cavalo. Ao cair, ele rola o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde fica protegido por ela do veneno do dragão até recuperar suas forças.

Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon. O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois. Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés. Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornam cristãs.

 
 
 

SÃO JORGE, DRAGÕES E MODERNIDADE.


  Arcanjo Miguel

São Miguel
Um correlato celeste de São Jorge, figura do guerreiro santificado, é o Arcanjo Miguel.

 No texto bíblico em Apocalipse 12:7

"Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com seus Anjos, mas foi derrotado, e não se encontrou mais um lugar para eles no céu."

A palavra Arcanjo é originário do latim archangé derivado do grego archánggelos composta de “arch” e “angel”.

O prefixo grego “arch” (ἀρχ) deriva de “arché” (ἀρχή) que se refere tanto a começo, ponto de partida, princípio, como suprema substância subjacente ou princípio supremo indemonstrável.

Arquétipo é modelo de seres criados, padrão, prototipo

Há relação entre esta cosntrução mítica do arcanjo que enfrenta os demônios e a representação humana do santo guerreiro que enfrenta o dragão, o mal, para como herói mítico libertar seu povo do aniquilamento e salvar o feminino subjugado.

O arcanjo, masculino e feminino, projetado é incorporado como arquétipo de imagem masculina, portanto derivação de animus, que surge para salvar o feminino, salvando o a constituição do ser.

Finalizando o sonho Ramalhete

O ramalhete que contem a espada de são jorge, pode simbólizar a conquista do instrumento que vem para consolidar o equilíbrio conquistado, a defesa. Mas não é apenas o instrumento mortal como espada, porque vem em forma de vegetal, de raiz, aspecto maternal, proteção, para blindar o indivíduo numa dimensão mais elaborada, menos reativa.





quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CAÇANDO BEIJOS, PESCANDO AFETO







Depois sonhei que eu estava vendo um rapaz que beijava uma jovem no pescoço e a abraçava. Embora distante eu podia sentir aquele afeto em mim, mas parecia pouco senti-lo apenas vendo a cena. Consciente de que estava sonhando e pensando que aqueles dois deveriam ser uma representação ou projeção de mim mesma, eu fui até eles, joguei a jovem longe com toda a minha força, para vê-la morta mesmo, e tomei-lhe seu lugar dizendo a ele que aquela era apenas uma parte de mim, mas que eu resolvera tomar meu lugar por completo. Ele aceitou e, abraçados, trocamos vários beijos no pescoço e nos ombros.

Eis um sonho que evidencia a sua mudança de atitude de Agente Passivo Submisso para Agente Pró Ativo.

Duas observações:

1. Há transformação em sua dinâmica psíquica. Mudança na dinâmica que rege sua singularidade diante do mundo, na atitude, na postura e comportamento. Não importa a justificativa que a leva a desencadear o seu movimento. A intenção se realiza.

2. Altera-se o padrão psíquico. O movimento anterior era para o interior, recuado e... Protegido no papel de vítima, carente e rejeitada.

Mesmo que, a princípio, a força para realizar o movimento possa ter sido excessiva, é preciso compreender que para romper a inércia, do submisso carente e recuado para o dinâmico proativo exige-se um processo de adequação para o movimento. Assim, a pulsão inicial pode ser "sem medida", excessiva por ter que colocar o corpo onírico em ação.

 Esse corpo onírico necessitada de sutileza, energia edominada, e a psique pode tê-lo acionado com uma pulsão que usa para despertar o corpo, promovendo a reação além dos limites.

Importante é que há o Intento. A energia é desbloqueada e liberada para a ação. O sujeito rompe as travas e realiza a intenção.

O RESULTADO:

A Tensão eleva-se rompendo com padrões e limites, até então, aceitáveis e o sujeito busca a realização do seu desejo.

Se anteriormente usava-se a manipulação do meio como vitima abandonada, e pobre coitada, para a realização do desejo, a dinâmica agora coloca o sujeito como responsável pela sua satisfação assumindo todos os riscos pela escolha que faz.

O sonho confrontando-a com a condição de abandonada e colocando apenas como assistente mobiliza a sua capacidade de responder, dando-lhe a oportunidade de escolher outras formas de respostas.

Mas para isso foi necessário romper com as defesas, conceitos morais, assumir o desejo e correr atrás de sua satisfação. Este é o primeiro movimento decorrente de suas transformações pessoais.

Naturalmente este ímpeto, essa tendência de movimento será projetado na sua realidade dando-lhe a chance de experimentar novas formas de responder aos acontecimentos no seu entorno.

Pessoalmente acredito numa grande mudança. Você se assumindo como mulher. Mulher adulta capaz de buscar a realização de seus desejos, sua satisfação. Seu prazer, suas necessidades.

Pode-se pensar que é apenas um sonho compensatório onde você compensa a incapacidade de realizar a ação assumindo posições mais positivas. É Possível.

Prefiro considerar que mudanças tão significativas tendem a correr primeiramente no interior para posteriormente serem projetadas na realidade, incorporando-se ao comportamento manifesto.

Há indicação de risco na indiferenciação: O estimulo lhe induz a reação, sua suscetibilidade está elevada. Mas essa indiferenciação pode estar associada a necessidade de satisfação do desejo, do encontro com o outro, sua necessidade de trocar carícias e atender à sua sexualidade de mulher adulta. Beijar na boca, abraçar, saciando a oralidade, a necessidade de carícias que o corpo nos exige e quem sabe chegar aos prazeres dos múltiplos orgasmos.



O Poder Feminino 
espelhado pelas poderosas, famintas e atormentadas
mulheres de New York
em Sex and the City


Nosso destino se realiza a partir de nossas escolhas e decisões. Certas questões na sociedade moderna exigem novos padrões de comportamento, não podem apenas serem desejadas, precisam ser caçadas, conquistas.

A mulher conquistou o direito de caçar, ir de encontro ao masculino, exercitar a “corte” tanto quanto o homem. Essa já não é mais uma questão fechada, exclusiva da masculinidade, é uma questão de direito pessoal, o direito de escolher, buscar, de se permitir ir de encontro à realização dos desejos pessoais.

Se no passado a posição feminina era a de esperar a corte, o presente exige que a mulher manifeste a sua intenção, o seu desejo, a sua escolha. São novos os rituais antropomórficos no estabelecimento das relações humanas. Os novos tempos abrem essa possibilidade de igualdade.

Estes são apenas jogos iniciais de um complexo envolvimento e entrelaçamento das vidas do masculino e do feminino, que definem os relacionamentos. Nada parecido ocorreu antes. Neste momento a vida exige essa maleabilidade para os que sentem a estranheza nas mudanças dos costumes e dos padrões de envolvimento entre homens e mulheres. Os novos tempos exigem novas formas na busca das interações e no estabelecimento de relações afeto-emocionais-econômicas. Os mais flexíveis e astutos se adaptarão com menos sofrimento.

Este é um detalhe arquetípico do sonho. Ele transcende o pessoal porque espelha a Mulher do nosso tempo. A mulher que busca seu espaço, conquista seu lugar e tem o direito de reivindicar o amor o direito à sexualidade plena, por que antes de tudo ela é dona de seu corpo, do seu destino e de suas escolhas.

As contradições, os malentendidos, os sofrimentos advindos desta busca, é uma outra questão, que só sera resolvida quando

 As mulheres romperem com os padrões históricos de submissão ao masculino.

E com o padrão masculino

De domínio do "outro".

Aquele padrãozinho machista

que elas não gostam de ver neles, mas adoram repetir.

Aí, estaremos mais preparados para viver o "poder" da Igualdade.

E neste aspecto, sinto dizer às meninas,

 uma linhagem masculina moderna,

Já está à frente no tempo e à frente das garotas.

Mas este é um outro papo.


domingo, 13 de dezembro de 2009

ANTÔNIA 3



Eis aqui mais algumas respostas: Costumo dormir entre dez e onze horas da noite. sempre tive muita insonia, mas daí uma amiga me ensinou a fazer respirar e espirar sem pausas e realmente isso passou a dar certo, pois parece que relaxa e assim além de nao pensar em nada por estar prestando atencao na respiração, também parece que é incrivel para dar sono. nunca apago quando deito, alias acho que isso nunca me aconteceu, mas quando faço esse exercicio de respiração antes de dormir eu consigo pegar no sono facilmente. nao sei porque acordo muitas vezes durante a noite, simplesmente desperto. algumas vezes acho que é para ir ao banheiro e consequentemente acabo tomando agua quando acordo e daí sempre que acordo aproveito para ir ao banheiro. acordo naturalmente alguns dias e noutros acordo mais cedo, dependendo das obrigacoes matutinas. acho que sou tanto pensante quanto intuitiva, nao sei dizer o que sou mais.




Hora boa de dormir. Parece-me que você além de pensante é Hiper Pensante, Superligada, não sei se hiperativa. Os exercícios respiratórios são ótimos para favorecer a entrada no sono. Em geral, as atividades pensantes intensas desencadeiam a compulsão mental e fica difícil paralisar o processo mental desencadeado. Os exercícios respiratórios favorecem essa parada. Você deveria realizá-los ao longo do dia, para produzir uma pausa nos pensamentos e despertar outras formas conscientes de viver, outros níveis de atenção que não seja apenas a função pensante. Esta, aliás, é para mim a grande causadora dos males deste início de século, favorecendo o desequilíbrio em todos os sistemas corpóreos. O PENSAMENTO DEVE SER UTILIZADO COM CAUTELA. Ele pode ser uma armadilha fatal. Pode ser que esta forma de funcionar a leve a um desgaste mental significativo, o que pode ser indicativo do corpo exigir mais repouso e não estar de prontidão ao seu comando. Você pode estar mentalmente levando seu corpo a um processo de exaustão mental.

Quanto ao sono interrompido pode ser outra forma do corpo não conseguir mais rapidamente realizar sua atualização, seu repouso. É hora de repensar a sua ingestão de líquido noturno. Existem pessoas que funcionam com ciclos de hidratação noturno e outras com ciclos diurnos. Provavelmente você não bebe água nem pela manhã ou à tarde e só começa a sentir sede no entardecer se isso ocorre pode ser por hábito ou ingestão excessiva de sal nas refeições e o corpo começa a recompor o equilíbrio do sistema após a digestão e você só identifica a sede após o limite. Avalie isto. Voce tem Pressão Arterial elevada?

Se necessário refaça seus ciclos:

• Diminua a Ingestão de sal;

• Diminua a ingestão de alimentos com alta concentração de sal;

• Aumente o consumo de frutas;

• Exclua carnes de sua dieta;

• Aumente o consumo de peixes.

• Aumente o consumo de água pela manhã e à tarde,
 para não precisar repor à noite,
nem ter que verter na madrugada;

Este aumento de consumo da água vai favorecer o seu equilíbrio e a sua saúde e diminuir a interrupção do sono, o que favorecerá o repouso do corpo.

BYE

quarta-feira, 29 de julho de 2009

MEMÓRIA DOS SONHOS




A modernidade, paradoxalmente, não simplificou a vida humana. Trouxe facilidades, conforto e mais, muito mais, complexidade. Mudanças de hábitos, de princípios, de moral, de religiosidade, são naturais... mas se os mecanismos corporais aceitam adequações o preço que se paga por elas podem ser devastadores. Um deles é tão marcante que não o vemos. Ao longo de quase Um Milhão de anos o ser humano acordou com o Sol e recolheu-se com o início da noite. E se ao longo do processo evolutivo ocorreram mudanças, estas não foram tão significativas como as que ocorreram nos últimos 100 anos. Uma implicação natural: O ser humano vem se transformando em um ser noturno, adiando o repouso para horas avançadas da noite, mesmo que muitas vezes não mantenha o tempo do repouso. O Homem comum já se recolhe após 22:00 horas. Consequências ? a alteração do ciclo sono/vigília que altera os ciclos circadianos e produz a insônia como sintoma; a diminuição do tempo de repouso (de dormida) e o desencadear do processo cumulativo de esgotamento. Continua....