Mostrando postagens com marcador escape. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escape. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

VOAR... VOAR...VOAR...



 
Depois que voltei a dormir sonhei com uma jovem que ia cantar numa competição e ela já era bem afamada. Eles colocaram a música e, ainda nos bastidores, ela verificava que a plateia cantava aguardando sua entrada no palco. Sentindo-se a estrela do momento, ela começou a cantar indo em direção ao palco, mas quando lá chegou, para sua surpresa, já havia uma outra moça cantando. Não entendi se a outra moça fazia uma espécie de duble ou se o microfone da jovem que estava nos bastidores foi desligado. De todo modo percebi sua decepção quando ela me entregou o microfone e simplesmente se retirou do local. Embora ela tenha me dado apenas um microfone, logo depois eu segurava um em cada mão. Não sei por quanto tempo segurei aquilo, mas sei que em sequência comecei a voar. Primeiro voava sobre um gramado e depois já estava voando dentro de casa. Todos me olhavam como se eu estivesse fazendo algo perigoso ao subir nos móveis e mergulhar no ar, mas eu conseguia, embora com dificuldade, voar até o teto. Isso é o que lembro.

Existe em você uma ânsia de fama? Um desejo de ser famosa? Uma liderança latente que anseia um palco para dirigir e comandar multidões? E, se existe essa moça, porque ela não aparece para realizar o seu sonho? Existe ainda a necessidade de palco para exibir-se? há angústia pela falta de oportunidade de mostrar ao outro sua capacidade?

Há anseio, expectativa e frustração. O microfone pode representar grandes “Phallós”, membro viril, símbolo da fecundidade e do poder de penetração . Neste aspecto poderia pensar na minimização da força do masculino castrador e repressora e no fortalecimento do feminino e da sensibilidade representada pela musicalidade. Ou seja a mulher com grande phallós, masculina, castradora, perde força e cresce a presença da mulher feminina, sensível, encantadora, que procura o seu espaço para expressar-se.

Veja: falo como dinâmica. Há a intenção do canto, manifestação da sensibilidade, encantamento pela musicalidade e há a frustração representada pelo microfone não utilizado, entregue, objeto de renúncia, o amplificador da potencia de penetração, em suas mãos, onde controla o phallós.

Fora essaS variações podemos pensar na presença da vaidade e da força narcísica. Mas ainda a mistura, indiferenciação. A individualidade precisa ser fortalecida.

Em relação ao Vôo podemos pensar em:

1. Fuga e escape, fantasia ou compensação da inferioridade, diante da expectativa frustrada;

2. Aumento de tensões e conflitos que levam a compensação através da leveza do corpo, na elevação da condição fantasiosa;

3. Aumento da relação lúdica diante de uma realidade frustrante;

4. Aumento da confiança diante da realidade;

5. Aumento da necessidade de se expor ao outro;

6. Crescimento da necessidade de ser visível ao outro;

7. Necessidade de ariscar-se mais, de se lançar e mergulhar naquilo que lhe agrada.

Aí fico pensando: você segurando o microfone nas mãos, tendo o poder de controlar a ação lhe leva a níveis elevados de fantasia? Ou a condição de fantasiosa fica possível em decorrência da necessidade de compensar o estado de frustração que lhe impacta?

Por hora ficam essas possibilidade para refletir.

quarta-feira, 17 de março de 2010

TORMENTOS II




Charlot36

Desastre,
 “enormes carretas foram literalmente passando por cima de todos os carros” Foi um massacre total e me deram como morta.” “eu não havia morrido, mas ela não acreditou que eu fosse eu.”... Fiquei desesperada...  Tinha de fazer algo. Perguntei a preta velha se era verdade que eu morrera... Eu ainda não havia morrido. Pedi ajuda.
Um acontecimento que ronda a fantasia de muita gente, é morrer e ser enterrado vivo. Ou seja, morrer para os outros, ter a consciência de estar vivo, mas ser considerado como morto. Não é apenas morrer, mas morrer sabendo que morreu sem morrer. No caso de ser enterrado o desespero aumenta porque o enterro define a impossibilidade de escape da situação, o que implicará em ter que morrer novamente, o que pode significar muita punição. No seu sonho é morrer sem ter morrido. O que nos remete a morte em vida. Esse o grande risco que corremos: estarmos vivos, mas simbolicamente não representarmos mais do que uma lembrança para os outros, e principalmente, independente do outro, viver sabendo que na vida estamos mortos, que a nossa dinâmica está paralisada, que pouco representamos, pouco realizamos, que nada somos. Vivos mortos, mortos vivos.
Veja que interessante: Após o “Grande Desastre” nas imagens iniciais do sonho, ocorre uma pausa e a mensagem parece clara: “Fiquei OBSERVANDO para meus pés que estavam calçados com algo improvisado...”.

 Duas possibilidades:
            1. Insatisfação pessoal. Você gostaria de estar calçada (diante da realidade) com outro calçado. Sua realidade é precária e te deixa insatisfeita. Seu foco é estético e não é funcional, te faltando pragmatismo, objetividade, pés na realidade;
            2. Há ocorrência de inadequação entre suas atitudes e os instrumentos que você utiliza para  se apresentar dentro do que lhe exige a realidade. Você observa, “O Olhar” para sua realidade, “seus pés”, e se percebe usando instrumental improvisado.

“... e relatou-me que para algumas festas era convidado, mas para outras, como a daquela noite, infelizmente o convite não era feito.” 
Lembre-se da música de Cazuza: “Não me covidaram para essa festa pobre que os homens armaram para me convencer... quero ver quem paga prá gente ficar assim”. A festa tá rolando e você não foi covidada, não se Sente covidada a participar. Eu pressinto mudanças de autoestima frente a este confronto: A necessidade de festas como demanda para aliviar seu elevado nível de tensão (ocorrências em sonhos anteriores) deixa de ser o foco e você independente dos fatos consegue manter-se diferenciada continuando o diálogo amigavelmente.
E aí, volta a confusão:
“...eu estava andando pela rua normalmente quando começou a acontecer um verdadeiro caos. Explosões, tiros, um enorme avião que foi decolar e caiu”
A mudança é que você apresenta postura, e PRONTIDÃO, iniciativa, se mobiliza para a sua proteção corre, se esconde, se protege. Mas... Sonhos são assim... Enquanto não nos diferenciamos em consciência a profusão dos acontecimentos nos envolvem de forma tão avassaladora que passamos para um estágio em que não sabemos o que fazemos, nem porque fazemos. Perdemos o fio da meada. Ocorre relação com a realidade? Sim, na vida, no dia a dia é assim, se não nos diferenciamos e se não mantemos nossas referências, os acontecimentos podem ser tão avassaladores que esquecemos a razão de nossas respostas, perdemos o fio da meada, perdemos a compreensão para o sentido de nossas respostas. Passamos a agir e a responder sem saber por que assim fazemos, sem termos a conexão com o fato determinante. Nos perdemos na profusão dos acontecimentos, passamos a ser apenas a reatividade, a resposta sem conexão com o evento desencadeador.
Você Foge. De que Foge? Porque foge? Você apenas foge para se proteger de uma ameaça abstrata, de uma realidade desfavorável. Foge para evitar ter que se mostrar, para não encarar o que você realmente é, e não sua idealização. Foge para se esconder na idealização do que quer parecer.
“Nisso a jovem que estava comigo deu-me cobertura e falou para me esconder embaixo do banco no qual ela estava sentada e assim, escondeu-me com sua saia rodada. Continuaram na procura e eu não cabia totalmente em baixo do banco.” Você se esconde por debaixo na barra da saia de uma mulher jovem. Frágil e ameaçada. Mas você é confronta até o seu limite de angústia e descoberta, desmascarada.
“Achei que eu fosse ser levada presa ou até que fossem me matar, mas unicamente avisaram que eu ia ser deportada.” Esse o seu medo: Se mostrar e ser marginalizada, excluída do meio, condenada, deportada para o desterro, lugar ermo, solitário, solidão. Condenada sem crime, culpada, submissa e escapista por medo de sofrer o degredo.
O aprisionamento em seguida dá mostra de que nem aprisionada você se livra do confronto e da ameaça.

A FUGA APENAS ADIA O ENCONTRO INEVITÁVEL COM O DESTINO



sexta-feira, 28 de agosto de 2009

VOAR












 
Terceiro sonho: este foi pouco antes de levantar. Eu estava com um grupo religioso e cantávamos uma musica suave e alegre. Atravessamos uma ponte muito comprida toda de madeira. Passamos por ela com velocidade voando na vertical, era como se estivéssemos deslizando levitados. O rio ficava a uma profundidade bem grande abaixo da ponte, a qual estava no nível do solo. Olhar para o rio era como olhar para um abismo e passei olhando apenas para frente. Depois de atravessá-la continuamos o trajeto andando calmamente. Verifiquei que estava descalça e com um vestido longo branco. Havia muita paz e harmonia em tudo. em sequencia estava em casa quando as luzes apagaram e observando pelo portão da garagem avistei uma enorme nave de extraterrestres. Era um disco voador brilhoso e iluminava fortemente por onde passava. Ele desceu na rua de casa e corri para os fundos. Vi um dos alienígenas andando pelo quintal. Ele era ou estava vestido como um astronauta todo de branco amarelado, da mesma cor da nave. No sonho fiquei com muito medo, pois achei que eu fosse ser levada embora. Enquanto isso minha mãe fazia deboche. Logo depois eu estava numa espécie de universidade e aguardava numa fila de pessoas que pareciam ser conhecidas, mas não lembro ao certo quem eram. A maioria era mulher e estavam bem vestidas, alias pareciam vestidas de noiva. Enquanto isso eu estava de biquíni, mas me sentia bonita no meu traje e não importei do contraste. Não sabia ao certo o que fazia naquela fila e a mulher que estava atrás de mim disse para eu escolher fazer o curso com a Ana. Mas eu não sabia quem era essa tal de Ana. Quando fui dar meu nome completo o homem custou muito para entendê-lo e tive que repetir inúmeras vezes. Diferente das demais eu não pude dizer com quem desejava fazer o curso, pois ao dizer que desejava uma instrutora mulher, uma das auxiliares já informou que eu ia fazê-lo com a turma da Juliana. Também não conheço nenhuma pessoa com esse nome, nem em realidade como também no sonho. No que me uni à turma, perguntei se aquilo era uma espécie de curso. Ela me explicou rapidamente que sim, era um curso para sermos voluntárias em hospitais. Achei que íamos ser levadas a algum laboratório, mas nos encaminharam a um local estranhíssimo. Inicialmente um galpão enorme e vazio coberto com lona azul. Ao final desse galpão havia um terreno muito inclinado e cuja terra coberta de grama ressecada era toda de morrinho. No meio das plantas havia uma vala que cortava toda a extremidade do terreno, mas não soube se aquilo era uma nascente ou apenas um buraco cavado para passar cano ou algo de gênero. Ao longe eu avistei duas pessoas remexendo com uma massa que parecia cimento, mas tudo era muito sem sentindo e ali fiquei esperando junto à turma sem entender nada. Por fim eu estava vendo a área de lazer de um presídio e fiquei espantada ao ver a piscina no meio do jardim bem tratado. Pensei comigo mesma: ‘não sabia que existia cadeia com interior desse tipo, parece mais um hotel’. Isso foi tudo o que lembrei. Porque sonho tantas coisas distintas e misturadas? Será que alguma coisa disso tudo pode ser destacado com algum significado importante? A impressão que tenho ao escrever tanto sonho é que vivo mais dormindo do que acordada, pois a vida real é uma rotina e os sonhos sao sempre cheios de aventuras, misterios e situacoes jamais ousadas de serem vivenciadas no dia-a-dia. Desde já obrigada.

Você oscila entre a necessidade de relaxar, e a de fugir (iludir-se, fantasiar) e a conturbação. Novamente o sonho de vôo agora acrescido de nave espacial. Na recorrência de seus vôos aparece como uma necessidade de libertar-se da gravitação, da realidade na qual se arrasta, da rotina que já não te alimenta. Neste aspecto o rio fluxo da vida sinaliza uma tentativa apenas no imaginário de mudança de margem, de mudança de consciência, de mudança de estado de consciência. No entanto a mudança apenas no idealizado obriga-te a cair no “no sense”, no sem sentido de uma dia a dia onde você é empurrada para ações que pouco têm a ver com sua natureza e sensibilidade. E você perplexa sem nada entender, empurrada, só encontra alento quando envolvida na idealização. Você está misturada, indiferenciada e conturbada de informações e fantasias. Muitos prisioneiros encontram justificativas que os façam permanecer prisioneiros, até mesmo acreditar que a prisão é um hotel, outros acreditam que na profusão de sensações e informações encontram a satisfação quando apenas encontram inquietação. Há sinais de que você se deixa levar, ser conduzida, sem entender muito “o que” acontece, como se quisesse se desobrigar da responsabilidade de se conduzir, como se cansada até mesmo de se ouvir. Seu inconsciente vem dando mostras de conturbação e sinalizando com símbolos de preservação da psique, por outro lado a alegria e o prazer encontrados na religiosidade sinalizam a possibilidade da prática religiosa favorecer o conforto. A ponte longa sinaliza a grande distância as margens. Margens distanciadas; estados distanciados; distância entre o que você é e o que você pensa que é? Isto produz dissociação. Pratique mais o que você idealiza. Aquiete sua mente, seus pensamentos, para redirecionar sua vida. Venho tentando fazer essa leitura para sabermos com mais segurança o que seu inconsciente vem tentando te dizer. Neste cenário, há limites para leituras já que o diálogo é limitado. Por hora Reflexão e paciência!