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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

CULPAS FAMILIARES, PUNIÇÃO E IMOLAÇÃO




Eu estava num palácio com decoração de sorvete de creme com passas (tudo era pintado de amarelo com manchas pretas) quando saí e fui para casa. O caminho era escuro e já estava chegando quando esbarrei com um bêbado e ele quebrou uma garrafa vazia sobre mim. Para me defender usei a mão direita e notei que ficou um hematoma de sangue coagulado na extremidade da mesma. Então eu corri dele e tranquei-me dentro de casa. Indo para o quarto tranquei-me dentro deste também, mas enquanto dava a segunda volta na chave e tirava-a da fechadura, notei que aquilo era uma armadilha, pois eu não tinha costume de deixar a chave do lado de dentro. Já abrindo apressada para sair dali, notei que havia alguém dentro do quarto e era uma mulher. Ao abrir a porta para fugir me deparei com um homem e dois jovens que pareciam ser seus filhos. Eu estava cercada. A mulher disse que era para eu tomar o veneno e nisso notei que o homem tirava de uma botija um liquido colocando-o para me servir. Tive vontade de revidar e dizer que se eu tomasse aquilo e morresse ela nunca mais teria sossego na existência dela, mas acabei escolhendo me humilhar e pedi-a para me perdoar. (Como posso ter tanta facilidade para pedir desculpa nos sonhos?) Ela parecia inflexível. Dentro do contexto eles pareceram ser espíritos obsessores. Disse-lhe que se eu estava viva tendo uma nova chance era porque Deus já me perdoara e insisti para que ela fizesse o mesmo e não o fizesse por mim, mas por ela, pois eu já estava pagando pelos meus atos desajustados (não sei o que eu lhe fizera, mas sei que assumia minha culpa). Disse-lhe que ainda queria nos ver de bem e que ainda os poderia ajudar muito (não disse como, mas pensei que o faria através de um centro espírita). Abracei-a sem importar-me com seu jeito esquivo e notei que ela ficara balançada. Ele comentou que eu estava querendo fazer a cabeça dela apenas para que ela desistisse de me dar o veneno. Isso não era verdade. Minhas intenções era realmente de reconciliação. Senti que tudo ia ficar bem e, por mais que quisesse continuar o sonho, acordei nesse exato momento.

Ψ

Palácio de sorvete é palácio de fantasia, construção da ilusão para acolher a Princesa do Creme com Passas. Ilusão. Fragilidade. Dessa forma a psique te introduz aprisionando o seu foco de atenção: através da ilusão da gostosura. Te seduz pela oralidade, polarização gerada pela ansiedade do afeto que conforta e protege. O afeto que compensa o seio materno. É também a energia densa e paralisada que precisa ser acionada para ser dissolvida ou para entrar em movimento.

Aí... de volta para casa o choque com a realidade. O caminho sombrio do real, o bêbado, a ameaça e a agressão.

A casa é refúgio, defesa, proteção, resistência. Mas o suporte da proteção doméstica já não existe. Há a dificuldade de defender-se, sem apoio. Insegurança? Fragilidade? Medo?

É bom ficar atenta, a defesa pode ser a armadilha que aprisiona ou que esconde o risco. Quando o individuo se defende em excesso a "suposta" proteção serve para proteger a ameaça, para camuflar o perigo.

Medo de ser devastada. Qual a culpa? Você se sente culpada? Que erro cometeu para ser condenada à morte?

Você não se sente uma pessoa merecedora. Precisa pagar, mesmo que já tenha pago, mesmo não tendo o que pagar. Mas essa é uma característica da natureza feminina. Cobrará pela eternidade do homem, que para ela, errou. Pobre do homem que não atender à expectativa feminina, será empurrado eternamente para o cadafalso da punição, eternamente condenado. E assim as mulheres fazem consigo mesmo. Mesmo que tenham dificuldades em aceitar que cometem erros, se punem com a culpa pela eternidade. Estão sempre culpadas, pelos filhos, pela família, pelos amigos, e... Por estranhos.Triste sina! carregar a cruz da culpa pelos caminhos da vida.

Neste aspecto a Cruz não é a horizontalidade da calmaria nem a verticalidade da ascensão mas a  encruzilhada do destino, o conflito sem saida. O medo de arriscar e se deparar com o inferno, o medo de acertar o caminho e não suportar as delícias do paraíso sabendo do sofrimento dos que vivem no purgatório.
*****
Existem vários tipos de medo, mas o medo de morte é um medo especial, porque antes de ser egóico é resultante do instinto de preservação do sistema, da vida, de sobrevivência. Muitas vezes mascara a angústia ou o senso de não ter cumprido em vida o que devia ter sido realizado ou vivido. Esconde expectativas do não vivido.

Tradicionalmente pode-se pensar no desejo da morte. Há o desejo mascarado de morrer? Há o medo de ser envenenada? De servir como sacrificada?

Uma fala pode esclarecer:

Disse-lhe que se eu estava viva tendo uma nova chance era porque Deus já me perdoara e insisti para que ela fizesse o mesmo e não o fizesse por mim, mas por ela, pois eu já estava pagando pelos meus atos desajustados (não sei o que eu lhe fizera, mas sei que assumia minha culpa).

Mas se Deus a perdoou e se você já pagava pela prática dos “atos desajustados”, seus pecados, quem a condena?

Você se culpa. Mergulhada na culpabilidade se condena, e se oferece ao sacrifício não por amor como a Julieta, que perde o sentido da vida por acreditar no seu Romeu morto, mas por culpa de ter, em algum tempo, em algum lugar, cometido os erros ou de não ter atendido à expectativa do outro, de ser aquilo que esperavam de você. A tendência é de sacrificar-se, punir-se, fazer-se de vítima à espera da santificação ou da salvação.

Quanta severidade. Quanto sofrimento. Quanto perfeccionismo. O caminho não é bom!
Tudo bem que o palácio de sorvete seja ilusão, seu refúgio, compensador da carência, energia gelada, mas em nome de que tanta condenação?

Seria essa mulher a sua irmã? Aquela que a pune, que a condena? Seria a culpa por não perdoá-la?

Há mistura: a mulher que te condena é você que condena a irmã pelos erros cometidos ao te colocar numa camisa de força. Mas essa mulher também pode ser sua irmã te condenando.

Essa mulher pode representar o medo de ser punida pela irmã em decorrência do sentimento cultivado por ela, e a possibilidade da reconciliação, a mudança que precisa realizar, abandonando o passado de mágoas e resentimentos? O pedido de desculpas poderia ser a sua necessidade de ver sua irmã se desculpando, mas espelha a culpa que sentes pelos sentimentos negativos dos quais não consegue se libertar.

Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa! Antes de tudo você precisa se perdoar, ter compaixão por si mesmo e compreender que é chegada a hora de reconciliar-se consigo mesmo e com aqueles que estão dentro de um passado que precisa ser passado a limpo.

O veneno destilado a ser tomado pode esconder a verdadeira ameaça: a submissão. Cercada por 4 ou por cem, qual a diferença? A dignidade da autonomia. Ninguém pode tirá-la a não ser você mesmo.

Você continua funcionando sendo comandada por estranhos, ainda que na ameaça, e o que a leva a implorar, e a tentar seduzir o outro é o medo de ter que fazer o que o outro obriga. Abrir mão da autonomia é entregar ao outro o direito de te comandar. Você ainda funciona comandada pelo outro.

Não adianta fugir de seu dever consigo mesmo. É fundamental aceitar a realidade de seus limites ou se verá obrigada a ceder ao controle do outro. É preciso abandonar a fantasia e aprender a se proteger sem se aprisionar nas armadilhas do simplismo. Desenvolva e amplie o repertório de respostas para não ficar perdida no passado de ressentimentos e mágoas.

Ah!
O PIOR DE NOSSOS ERROS APARECE
QUANDO NOS VEMOS OBRIGADOS
 A PROVAR O PRÓPRIO VENENO.

Implorar e suplicar e se desculpar pode ser um ótimo curativo, mas o melhor é interromper e superar os equivocos.

Ψ

sábado, 28 de agosto de 2010

EVA E MAÇAS ENVENENADAS


Carla 152

Tenho dormido menos quantidade de horas por noite e isso, como já disse outrora, faz-me ter um sono pesado e com menos lembranças oníricas. Entretanto, 'por acaso', tive uma ajudinha hoje pela manhã e minha mente clareou-se:

Estava terminando minha corrida no parque quando vi um carro estacionado e haviam várias maçãs dentro dele, bem no para-brisa. Brinquei comigo mesma dizendo: hum que delícia, quero uma! Achei estranho alguém ter deixado cerca de uma dúzia de maças daquele jeito largado dentro do carro, mas nisso veio um lampejo na minha mente e, sincronicamente, lembrei de um sonho lúcido que tive durante a noite. Eu estava no meio de um campo amplo quando deparei-me com uma macieira carregada de belas maçãs. Como nunca estive diante de uma macieira, senti que aquilo era um sonho. Temendo que o mesmo pudesse acabar, colhi uma maça e fiquei observando o que acontecia, mas nada aconteceu. Dei uma mordida, esperei, e tudo continuou calmo. Então colhi outra maça e nada aconteceu. Dei uma mordida na outra maça e tudo permaneceu normal. Feliz como se estivesse recebendo uma bençãos do céu, talvez a benção de comer aquela divina fruta sem ser arrebatada do paraíso interno que aquele meio externo me proporcionava, colhi outra fruta e conscientemente fiz questão de apanhar quatro maçãs, pois lembrei que o número quatro é o representante da perfeição (interessante que sempre fui atraída pelo três, mas no sonho eu ultrapassei o misticismo do três). Pensei dentro do sonho que, quando acordasse e fosse analisar o mesmo, o fato de ter tido concedimento e intenção de pegar quatro frutas faria diferença. A suculenta fruta me fez ter a sensação de estar recebendo uma dádiva indescritível, mas não recordo nada além disso. Ah, enquanto apanhava a primeira maça eu lembrei dos sonhos anteriores com frutas e, uma vez consciente, fiz questão de provar a maçã. Embora estivesse cautelosa pensando que algo trágico pudesse ocorrer, ainda assim o fiz e com bom apetite. Eu queria ter a certeza de que estava sendo agraciada, de que podia suprir meu desejo e sentir-me abençoada exatamente por me permitir saborear o prazer daquela bela fruta.

O que um sonho desse pode dizer de fato?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CAMPOS VERDEJANTES



    

CH 51

Mais um pequeno sonho...

Durante a noite sonhei que estava num campo donde a vastidão de verde era infinita, muito bela e agradável. Havia uma plantação de cana recente que batia no rumo da cintura e ao longe era possível avistar um trator numa lavoura e boa quantidade de vacas (ou talvez ovelhas) espalhadas. Eu caminhava com um cachorro labrador branco e, no meio do trajeto, encontrei um formigueiro. Parece que eu e minha mãe estavam de fato procurando por formigueiros para jogar veneno a fim das mesmas não picarem as plantas (isso foi um fato real que ocorreu na chácara na ultima vez em que lá estive, há cinco dias atrás). No sonho minha irmã estava também, mas eu não sei dizer o que ela fazia no contexto, uma vez que ela não gosta do espaço rural. Na concepção da minha irmã, uma vida simples é sinónimo de uma vida medíocre e é isso que ela pensa de quem prefere o campo à cidade.
Eram formigas cabeçudas e eu comentei que não sabia como aquelas formigas conseguiam equilibrar-se e locomover tendo a cabeça maior do que o corpo. “Ao invés de arrastarem o rabo elas arrastam a cabeça” – eu disse em tom de brincadeira. Foi apenas isso o que eu me lembro, mas conservei em mim a sensação de tranqüilidade natural que aquele local campestre me transmitia. O cachorro, as vacas ou ovelhas e as formigas parecem ser elementos oníricos novos (mesmo que talvez não sejam inéditos). O local do sonho me era desconhecido da vida real e, inicialmente, eu me divertia correndo com o cachorro como se fosse uma criança. Vale esclarecer que gosto de todos os animais, mas entre os domésticos, sempre preferi os felinos aos caninos. Ainda assim não tenho vontade de ter nenhum dos dois e me satisfaz cuidar apenas dos passarinhos do quintal que livremente entoam seus cantos agradáveis enquanto tomam água adocicada e ‘fazem a festa’ comendo migalhas de pão ou arroz cru que lhes proporciono. Se isso reflete a minha personalidade, posso dizer que primeiro vem à liberdade e alegria, depois a introspecção e independência (que tem um forte fundo de egoísmo), ficando por fim a amizade e o companheirismo afetuoso. Talvez essa ordem não seja boa ou benéfica, mas que sou assim eu assumo que sou. Eu não estive rememorando os formigueiros da chácara que estavam picando os pés de laranjeira e carambola, daí presumir que deve existir uma significação além da sincronia com o fato vivido dias atrás. Formiga para mim representa trabalho. Enfim, o que tal sonho num contexto geral pode significar?


O verde é envolvente, tranquilizante e tonificante, símbolo da esperança, virtude, é feminino reflexivo, natureza. Sua vibração (frequência da cor) é essencial para a saúde assim como sua ausência pode sinalizar desequilíbrio e desarmonia. Com localização entre o azul e o amarelo, ele é o despertar das águas primordiais o despertar da vida. No sonho, se surge como compensação, indica a necessidade de proximidade a essas origens terapêuticas. Pode ser indicativo de equilíbrio para você ou de suas necessidades de ficar atenta para essa proximidade com a natureza como fonte de revitalização.
A função mítica do cão é a de Psicopompo após ser o fiel amigo na vida se faz guia na hora da morte. É o intercessor entre o mundo e o além. Herói civilizador e conquistador do fogo, símbolo da perenidade.
A formiga é símbolo da atividade laboriosa, organização, hierarquia, previdência.
A ovelha é o cordeiro de deus e a vaca simboliza a renovação, o renascimento, a esperança e é regente e corpo do céu.
A princípio penso o sonho como compensatório do nível de tensão, mas considero três vertentes:
  • - A proximidade com a natureza sinaliza reencontro com elementos básicos de sua origem que poderiam estar relegados;
  • -O veneno para matar as formigas pode indicar algum tipo de processo de intoxicação química corporal. Como não sei se faz uso de medicamentos ou de algum tipo de química corporal, ou de alimentos com grau de resíduos de agrotóxicos, é melhor ficar atenta, inclusive considerando a presença do Psicopompo como evidencia de algum tipo de morte;
  • - a frase: “Ao invés de arrastarem o rabo elas arrastam a cabeça”, pode ser evidência de presença de infestação por micro organismos, reforce hábitos de higiene preventivos; Por outro lado pode ser evidência da força do nível de tensão aplicado na cabeça, Hiperatividade mental, ao invés de aplicar a força em hábitos de saúde que envolva  a prática de esportes e  exercícios.     



Em principio é o que me passa neste momento. 





terça-feira, 23 de março de 2010

VENENO SUBLINGUAL

Para quem acompanha o BBB10...

 
"Acho que essa foi minha pior noite aqui no Big Brother", afirma Anamara. No corredor da Casa Luxo, Anamara revela a Dicesar:



"Tive pesadelos a noite inteira".


A baiana diz que sonhou que "coisas ruins" saíam de sua boca, “Eu to agoniada, uma dor bem aqui no estomago, teve uma hora que eu tive um sonho tão ruim, saia umas coisa da minha boca, eu engasgava, e eu sonheo que tava cuspindo e acordei cuspindo”. Muito ruim. Muito ruim. Muito, muito ruim..”


O maquiador prefere comentar o clipe que os brothers estão assistindo na TV.
“...Ainda na sala, Anamara comenta com Fernanda um pouco mais dos sonhos ruins que teve durante a noite. "No sonho, eu dizia:
"Mas Cadu, você sabe que só justificou seu voto dessa forma porque sua melhor amiga estava aqui dentro",
relembra a baiana.


"E ele ficava calado", completa,
 Fernanda sugere que as duas saiam da sala, e a dupla vai para o Quarto Tattoo.
"Eu quero evitar ao máximo falar as coisas perto do Dourado", explica a dentista.
A baiana continua desabafando e explicando seus pesadelos.
"Que golpe baixo”. “Muito feio”, repete a baiana, sobre a atitude de Cadu na brincadeira de ontem...”.


Quanto mais me dedico à comprensão dos mecanismos do inconsciente mais fico admirado com os mistérios que envolvem nossa existência na realidade e na dimensão dos sonhos.
Os trechos do sonho acima pinçado no Reality Show BBB10, retratam de forma admirável como o inconsciente nos alerta para os nossos erros, equivocos e cuidados que deveriamos ter com nosso comportamento.
A leitura imediata é simples e definitiva, a pessoa em questão, nos últimos dias se sentiu tão pressionada e ansiosa manifestou sua desconpensação no confinamento tentando através de palavras desqualificar os outros participantes  rivais e extrapolou na sua verborragia. A leitura é o que é:
no sonho de sua boca saem coisas, que a faz engasgar ou cuspir. Coisas desagradáveis ou nojentas ou incômodas:
 VENENO CUSPIDO.

O sonho tenta reequilibrar a função psiquica descompensada, sinalizando para o cuidado necessário com o que sai da boca e alertando o sonhador para disciplinar sua ação dentro da realidade.
Pedagógico!