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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

CAÇANDO BEIJOS, PESCANDO AFETO







Depois sonhei que eu estava vendo um rapaz que beijava uma jovem no pescoço e a abraçava. Embora distante eu podia sentir aquele afeto em mim, mas parecia pouco senti-lo apenas vendo a cena. Consciente de que estava sonhando e pensando que aqueles dois deveriam ser uma representação ou projeção de mim mesma, eu fui até eles, joguei a jovem longe com toda a minha força, para vê-la morta mesmo, e tomei-lhe seu lugar dizendo a ele que aquela era apenas uma parte de mim, mas que eu resolvera tomar meu lugar por completo. Ele aceitou e, abraçados, trocamos vários beijos no pescoço e nos ombros.

Eis um sonho que evidencia a sua mudança de atitude de Agente Passivo Submisso para Agente Pró Ativo.

Duas observações:

1. Há transformação em sua dinâmica psíquica. Mudança na dinâmica que rege sua singularidade diante do mundo, na atitude, na postura e comportamento. Não importa a justificativa que a leva a desencadear o seu movimento. A intenção se realiza.

2. Altera-se o padrão psíquico. O movimento anterior era para o interior, recuado e... Protegido no papel de vítima, carente e rejeitada.

Mesmo que, a princípio, a força para realizar o movimento possa ter sido excessiva, é preciso compreender que para romper a inércia, do submisso carente e recuado para o dinâmico proativo exige-se um processo de adequação para o movimento. Assim, a pulsão inicial pode ser "sem medida", excessiva por ter que colocar o corpo onírico em ação.

 Esse corpo onírico necessitada de sutileza, energia edominada, e a psique pode tê-lo acionado com uma pulsão que usa para despertar o corpo, promovendo a reação além dos limites.

Importante é que há o Intento. A energia é desbloqueada e liberada para a ação. O sujeito rompe as travas e realiza a intenção.

O RESULTADO:

A Tensão eleva-se rompendo com padrões e limites, até então, aceitáveis e o sujeito busca a realização do seu desejo.

Se anteriormente usava-se a manipulação do meio como vitima abandonada, e pobre coitada, para a realização do desejo, a dinâmica agora coloca o sujeito como responsável pela sua satisfação assumindo todos os riscos pela escolha que faz.

O sonho confrontando-a com a condição de abandonada e colocando apenas como assistente mobiliza a sua capacidade de responder, dando-lhe a oportunidade de escolher outras formas de respostas.

Mas para isso foi necessário romper com as defesas, conceitos morais, assumir o desejo e correr atrás de sua satisfação. Este é o primeiro movimento decorrente de suas transformações pessoais.

Naturalmente este ímpeto, essa tendência de movimento será projetado na sua realidade dando-lhe a chance de experimentar novas formas de responder aos acontecimentos no seu entorno.

Pessoalmente acredito numa grande mudança. Você se assumindo como mulher. Mulher adulta capaz de buscar a realização de seus desejos, sua satisfação. Seu prazer, suas necessidades.

Pode-se pensar que é apenas um sonho compensatório onde você compensa a incapacidade de realizar a ação assumindo posições mais positivas. É Possível.

Prefiro considerar que mudanças tão significativas tendem a correr primeiramente no interior para posteriormente serem projetadas na realidade, incorporando-se ao comportamento manifesto.

Há indicação de risco na indiferenciação: O estimulo lhe induz a reação, sua suscetibilidade está elevada. Mas essa indiferenciação pode estar associada a necessidade de satisfação do desejo, do encontro com o outro, sua necessidade de trocar carícias e atender à sua sexualidade de mulher adulta. Beijar na boca, abraçar, saciando a oralidade, a necessidade de carícias que o corpo nos exige e quem sabe chegar aos prazeres dos múltiplos orgasmos.



O Poder Feminino 
espelhado pelas poderosas, famintas e atormentadas
mulheres de New York
em Sex and the City


Nosso destino se realiza a partir de nossas escolhas e decisões. Certas questões na sociedade moderna exigem novos padrões de comportamento, não podem apenas serem desejadas, precisam ser caçadas, conquistas.

A mulher conquistou o direito de caçar, ir de encontro ao masculino, exercitar a “corte” tanto quanto o homem. Essa já não é mais uma questão fechada, exclusiva da masculinidade, é uma questão de direito pessoal, o direito de escolher, buscar, de se permitir ir de encontro à realização dos desejos pessoais.

Se no passado a posição feminina era a de esperar a corte, o presente exige que a mulher manifeste a sua intenção, o seu desejo, a sua escolha. São novos os rituais antropomórficos no estabelecimento das relações humanas. Os novos tempos abrem essa possibilidade de igualdade.

Estes são apenas jogos iniciais de um complexo envolvimento e entrelaçamento das vidas do masculino e do feminino, que definem os relacionamentos. Nada parecido ocorreu antes. Neste momento a vida exige essa maleabilidade para os que sentem a estranheza nas mudanças dos costumes e dos padrões de envolvimento entre homens e mulheres. Os novos tempos exigem novas formas na busca das interações e no estabelecimento de relações afeto-emocionais-econômicas. Os mais flexíveis e astutos se adaptarão com menos sofrimento.

Este é um detalhe arquetípico do sonho. Ele transcende o pessoal porque espelha a Mulher do nosso tempo. A mulher que busca seu espaço, conquista seu lugar e tem o direito de reivindicar o amor o direito à sexualidade plena, por que antes de tudo ela é dona de seu corpo, do seu destino e de suas escolhas.

As contradições, os malentendidos, os sofrimentos advindos desta busca, é uma outra questão, que só sera resolvida quando

 As mulheres romperem com os padrões históricos de submissão ao masculino.

E com o padrão masculino

De domínio do "outro".

Aquele padrãozinho machista

que elas não gostam de ver neles, mas adoram repetir.

Aí, estaremos mais preparados para viver o "poder" da Igualdade.

E neste aspecto, sinto dizer às meninas,

 uma linhagem masculina moderna,

Já está à frente no tempo e à frente das garotas.

Mas este é um outro papo.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SÚPLICA E CONQUISTA






CARLA134

Sonhei que o filho da inquilina ia dormir na minha casa. Nisso eu deixei o que estava fazendo e fui dar atenção para ele. No que cheguei perto ele pediu-me num tom de imploração para que eu não pegasse os brinquedos dele. Disse-lhe que não ia mexer em nada e acaricie-lhe os braços. Ele agradeceu-me de uma maneira tão afetuosa que estranhei. Ele não aparentava ter apenas três anos, pois sua postura era muito madura, inteligente e educada. Eu sabia que com a mãe ele era super manhoso, mas comigo ele pareceu um verdadeiro, embora pequeno fisicamente, ser iluminado. Pensei comigo que tal idade só poderia ser a representação de Deus na Terra por causa da simplicidade, meiguice e espontaneidade tão pura e transbordante. Nisso ele foi dormir no sofá vendo televisão e deitei ao lado. Quando deixei de ver a televisão para conferir se ele dormira, era minha mãe quem estava deitada no lugar dele e estranhei como ela o carregara para a cama e ali se deitara sem eu nada perceber. Essa foi a única lembrança que conservei.

Como já me expressei anteriormente, há limites nesta leitura, porque me faltam dados de suas relações pessoais ou da dinâmica de suas relações afetivas mais próximas.

Chama-me a atenção o comportamento do menino, a atitude de subjugo frente à imagem de poder ou ao medo de perder o que possui. Posse, Apego? Angústia pelo não vivido. Seria este o menino inferiorizado, possessivo e angustiado que habita sua morada? Como inquilino ele aparece dentro de sua casa. Ele pode ser meigo e espontâneo, mas é frágil, e manhoso e defensivo e sofrido e necessita do abrigo alheio para se proteger.Qual o preço que o inquilino paga? Sem dúvida, o preço pode ser alto.

Mas essa criança se transmutando em sua mãe pode ser a chave para entender de onde vem a sua baixa estima, apego, Manha (astúcia) e seu lado regredido... pode vir de sua mãe, ou nascida na relação com a ela.

Outro detalhe é a sua atenção voltada para um foco que lhe tira a consciência do seu entorno, a ponto de não perceber mudanças significativas. Pode ser interessante que você avalie seu grau de dispersão, fuga ou ausência.

Poderia pensar nessa representação do menino iluminado, mas este pode ser apenas a projeção que aprisiona sua atenção, sua maternidade e seu lado afetivo, que deve ser avaliado para que possa entender se não é compensação frente a um comportamento distanciado na realidade.

É relevante considerando que a criança, possa ser uma imagem resultante da construção ou configuração psíquica de novas formas que nascem e se desenvolvem para o reestabelecimento de sua relação com o mundo. Neste caso a criança é apenas seu espelho como pessoa defensiva, cheia de medo, mas astuciosa.

Para finalizar pensando na atualização psíquica é possível a construção dessa realidade para focar sua atenção na necessidade de estabelecer com o mundo novas formas de se relacionar com o mundo, relações mais afetivas e criteriosas, que possuam compaixão pelos que se angustiam frente à realidades desfavoráveis. E principalmente tendo paciência consigo mesma com suas limitações, suas dificuldades. Quando aceitamos nossos limites podemos melhor compreender os limites alheios e a aceitá-los. Naturalmente você repete comportamentos de sua infância, mas é preciso superá-los romper com esses padrões de repetição para encontrar novas atitudes e respostas mais maduras.

“Ele não aparentava ter apenas três anos, pois sua postura era muito madura, inteligente e educada.” Não adianta aparentar mais que a idade, ser mais maduro, Inteligente, e educado, se mantivermos o comportamento de criança suplicante, a atitude de súplica diante da vida. Há o momento de pedir e há o momento de conquistar. Quando peço entrego a minha satisfação ao poder de escolha do outro. Quando conquisto, faço-o por mérito, postura, coragem. Supero os desafios a partir do empenho, da dedicação, do esforço, de meus propósitos, da força aplicada ao meu trabalho.

Essa a conquista, a vitória.