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terça-feira, 26 de outubro de 2010

CEMITÉRIO, DESERTO E CALANGOS



Depois sonhei com uma menina que caminhava e todas as vezes que passava perto de um boeiro caia sobre ele. Verifiquei que a mãe dela entrou numa espécie de esgoto e fui investigar o que estava acontecendo. Não lembro direito o porquê daquela situação incomum, apenas recordo de jogar ervas curtidas sobre um cachorro e com isso espantei o espírito maligno que estava com ele. Também recordo de estar num local parecido com um cemitério no meio de um deserto de areias firmes a ver um casal de enormes calangos de cor verde e amarela. Infelizmente não lembro com nitidez. Continuei tendo vários outros sonhos estranhos e interessantes, mas as lembranças são muito vagas.

Essa menina é representação de um lado seu. E a indicação é de que ela corre risco. Pode ser uma característica pessoal de infância que ainda carrega na vida adulta: Dispersão, falta de atenção, descuido, excesso de fantasia. Não deixa de ser uma representação do “louco” no Taro, caminha olhando para o céu, como aquele que não se foca onde pisa e cai em armadilha, ou nos buracos da vida.

A mãe é representação de proteção mas também de distanciamento.

O esgoto pode dizer respeito a uma natureza animal que carregamos que não pode ser negada. Somos seres simbólicos constituídos dentro de uma materialidade finita, definida, limitada.

Esgoto é derivação de Esgotar, findar. Características dos momentos em que abrimos mão de coisas para receber outras. É o processo natural das transformações.

O princípio de realidade é incorporado quando a criança descobre que os excrementos que produz precisam ser eliminados. No princípio elas (as crianças) se tornam retensivas, possessivas com estes produtos corporais, mas só avançam na maturação quando aprendem a administrar adequadamente a dinâmica corporal na retenção e na eliminação dos dejetos, renunciando ao “tesouro” que produziram.

Aqueles que não se libertam, ou que não aprendem este princípio básico acabam se transformando em pessoas retensivas, possessivas, miseráveis, materiais e afetivos. Tendem a se transformar num buraco negro, que tudo sugam. Um vazio que nunca é preenchido.

Neste aspecto, para conquistarmos a maturidade precisamos abrir mão das respostas infantes, abrir mão das proteções que nos circundam, do conforto de ser "filho" para conquistar a autonomia. Renunciar para poder ganhar.

O cachorro foi afastado, penso no sonho anterior, na força mobilizada para domar o Touro, e agora com o simples domínio dos ramos afasta o mal. Mas... o cachorro é psicopompo, guia dos vivos no caminho dos mortos. E da morte a gente se afasta mas...  não se livra.

Seus ramos lembraram-me o Domingo de Ramos. É com ramos que o povo proclama, como diz São Paulo: ‘“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’. Significa crer no mistério da fé, crer na vida que vence a morte. É vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente.

Se a leitura estiver próxima da mensagem do inconsciente, significa que a dinâmica toma rumo em direção às provações e às tentações que se aproximam.

Corporalmente, avalie suas funções digestivas. Se houver algum distúrbio digestivo, reavalie hábitos alimentares e principalmente o hábito de beber água.






 
ADENDO : É necessário reforçar  a última observação.
O Deserto surge após a referência ao bueiro e ao esgoto,
isto pode ser uma indicação de ressecamento intestinal.
Em decorrencia de alimentação, medicação ou pouca hidratação,
neste caso aumente o consumo de água.
 
 
 
 

quinta-feira, 10 de junho de 2010

VAGINA EM FOGO


CH 84
Essa noite acordei várias vezes e sempre com a cabeça cheia de lembranças oníricas. Tive sonhos bons, outros que não lembro e um que me pareceu uma extrema aberração, mas já estou achando todos os sonhos muito válidos, pois analisando-os compreendo que o importante é o que eles têm a dizer e não a sensação em si que me provocam.

Vou começar por esse que pareceu uma aberração: eu queria acordar e não conseguia. Só que não foi um daqueles sonhos de costume donde tenho a sensação de que quero acordar de verdade e inclusive acordo no final. Em tal sonho era como se eu também estivesse dormindo noutra dimensão e fosse apenas nela que eu quisesse acordar (e não na dimensão da realidade, pois nesta eu não sabia conscientemente que estava sonhando). No meio do meu desespero para acordar, veio alguém e me mandou beber água enquanto eu passei a achar que estava falecendo ou que ainda iria de fato morrer. Eu bebia e tentava arrotar como se estivesse inchada de ar. Meu coração batia tão forte que eu me sentia um tambor sendo utilizado e, uma vez sem camisa, sentindo pela mão o peito pular, nitidamente dava para constatar que eu era um homem ou estava num corpo masculino. Era como se eu estivesse sofrendo um ataque tipo convulsão ou sei lá o que poderia ser. Nisso eu desisti da ideia de acordar (já que não adiantava a mera vontade) e fui obrigada a vencer o temor da morte. Tinha momentos que eu parecia não conseguir respirar direito e pouco conseguia mover os membros superiores. Fiquei me contorcendo inteira sobre a cama até que peguei no sono outra vez. Nisso sonhei (já não é a primeira vez que tenho sonho dentro de sonho) o que jamais poderia supor que um dia sonharia: veio um cachorro (eu não o vi, mas podia senti-lo) e eu subi em cima dele e praticamente o ataquei sexualmente. Nessa parte eu já era mulher normalmente e só não pareceu um estupro canino porque ele parecia gostar também. Ao acabar o ato, não sei se eu também fui acordando do sonho ou não, consegui visualizar o cachorro: era um rottweiler preto. Ainda esfregando as partes intimas do animal, mandei-o ir chamar seu pai, pois eu estava precisando dele também e pensei comigo 'o material dele é bem melhor do que o seu'. Eu não me referia ao pai cão biológico, mas sim ao seu dono que no sonho pareceu ser meu marido, o qual estava chegando com as compras e, embora sem ver, eu sabia ser um homem malhado e tão forte quanto o porte do cachorro.

Embora seja super esquisito, no sonho eu me sentia potente e gostava daquele prazer que não estava envolvido pela minha dose natural de carolice. Não sei por que, mas vendo o sonho por fora dele, essa sensação de domínio um tanto agradável parece estar sobre uma base de indiferença para com os sentimentos alheios, o que me espanta e talvez me bloqueie. Em verdade sempre admirei e desprezei ao mesmo tempo essa postura autoritária de quem decide, ordena e realiza a liderança. Estou com conflitos nisso? Será que eu tenho essa fome sexual e não sei por não me permitir ou por não assumir conscientemente? Por que no sonho eu deixei vir à tona minha parte de mulher líder, insaciável e libidinosa?

Devido à complexidade do sonho focarei apenas alguns aspectos para evitar equivocos e o simplismo, considerarei em “tese”, e não afirmativamente.

A primeira parte do sonho parece sinalizar conteúdo de origem histérica, uma convulsão histérica. Apesar de você não apresentar um quadro clássico de neurose histérica, há núcleos, existem núcleos já detectados em sonhos anteriores, que ainda podem existir, ou que não tendo sido pulverizados ou integrados ainda se manifestam numa tentativa de se manterem vivos como núcleos autônomos com poder de interferência na personalidade.

Em segundo lugar, pode ser um movimento excepcional do inconsciente de reordenação mostrando que existe uma força de conteúdo masculino na sua origem, que independente de seu poder de controle, limitado, ocupará seu espaço devido, e realizará seu movimento para se manifestar. Já vimos anteriormente essa indicação. Mas nesta parte do sonho essa força obsessão, como que incorpora e ocupa o comando do corpo independente de suas fugas, sua evitação, seus escapes, suas artimanhas. Esse poder, essa força supera os orgulhos, a moralidade excessiva, os limites da repressão, a moral religiosa, a sociabilidade padrão, os princípios legais e sociais. Incorpora o corpo e assume o poder de seu comando.

Já lhe indiquei que possivelmente se realiza a repressão de seus desejos sexuais você tenta bloquear uma força poderosa, que, se manifesta, será projetada de forma incontrolável ou provocando desvios de comportamento não tão padronizados ou aceitáveis.

O seu poder de controle falha, quando supostamente “desiste” do comando. A força da natureza não pode e não deve ser subestimada. Se não desiste do combate você sucumbe, será reduzida, subjugada.

No momento seguinte o masculino incorporado se manifesta na explosão do desejo sexual incontrolável, ainda que no corpo de mulher.

O cão é historicamente associado à morte (como guia dos mortos), aos infernos, ao mundo subterrâneo, aos impérios regidos pelas divindades Ctonianas ou Selênicas. Está ligado aos elementos terra e água, tem significação sexual, divinatória e a conteúdos arquetípicos de inconsciente. Alem de guia dos mortos na noite escura, é intercessor entre as múltiplas dimensões, entre os múltiplos mundos inferiores e superiores. Símbolo da potência sexual, sedução e do apetite sexual é notório animal compulsivo sexual.

A imagem é a de que sua força sexual subjuga a força potente do “Canis Lupus” e a supera. Neste caso se você subjuga sua força, ela aflora como pulsão Yang, masculina e “descontrolada”, já que projetada de forma “animal”.

Há novamente evidência de dificuldades para lidar com essa sua natureza.

Você não fez referência, mas houve orgasmo? Ou foi só a manifestação do Fogo?

“Será que eu tenho essa fome sexual e não sei por não me permitir ou por não assumir conscientemente?”

Voce merece se responder. Eu tenho a imagem, você possui o corpo.

“Por que no sonho eu deixei vir à tona minha parte de mulher líder, insaciável e libidinosa?”

Ela está dentro de você. Você pensa que tem esse poder de deixar ou não vir à tona essa mulher poderosa. Você não o tem. Aprenda a administrar essa força sexual, a força do seu desejo, para aprender a ter domínio sobre si mesmo. Mas, principalmente,

APRENDA A SACIAR SEU DESEJO

PARA PODER CONHECER SUA FOME.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

CORNUCÓPIA I



     
CH52

Essa noite sonhei outra vez com um cachorro labrador branco. Havia dois homens no cenário: um rapaz que era o dono do cachorro e outro que estava perdido e pediu ajuda. Entretanto o rapaz disse que estava indo à casa de sua namorada e só poderia ajudar o homem depois. Para completar convidou o homem para ir também até a casa de sua namorada. Ambos usariam o ‘dom’ do cachorro de farejar até chegar ao local desejado. Portanto, era o cachorro que guiava e os homens apenas iam atrás. Não sei se o dono do cachorro era cego, mas mediante o contexto isso até faria sentido. Logo na seqüência eu estava noutro local com minha mãe quando minha irmã chegou com um cachorro poodle preto no colo. Incrível essa permanência repetitiva de cachorro nos sonhos! Ao soltar o animal ele correu até mim e subiu na cama. Fiz-lhe carinho e ele deitou levantando as patinhas. Fiquei acariciando sua barriga e ele ficou quietinho como se houvesse morrido. Nisso minha irmã comentou que ele estava muito preguiçoso e ele se levantou e sentou-se num banquinho. Estávamos distraídas conversando quando ela notou que o cachorro estava chorando e nesse choro ele se transformou no meu cunhado. Acho tão legal essas fantasias e mutações dos sonhos! Com dó de sua cara manhosa, minha irmã o pegou no colo (de forma que ele ficou sentado com as pernas cruzadas em sua cintura) e o levou para a sala (só em sonho mesmo para ela ter tanta força!). Fui atrás e ele falou que estava planejando um emprego autônomo para mim donde eu ia tirar minhas autofotos, estilo modelo, mas também responsável pela arte fotográfica, para fazer propaganda de roupas, adereços, sapatos, etc. Eu queria saber mais, pois o assunto me interessou, porém senti que ele nada ia me adiantar antes de ter tudo acertado e garantido. Parece que ele estava arrumando esse tipo de trabalho para mais alguém. O assunto minguou e retirei-me indo até o espelho. Nisso assustei-me muito: meus olhos estavam tampados de remela e cada pupila estava num canto do olho. Saí desesperada em busca de um banheiro para lavar os olhos e não encontrava. Nesse momento o local parecia uma escola, pois tinha grandes salas de aula, professores, alunos, mas também duas escadas rolantes e a que descia estragara de forma que os degraus estavam desmontando-se no final da mesma. Percebi que eu não era a única agoniada naquele momento. O cenário foi me parecendo caótico como se tudo fosse começar a desmontar. Algumas pessoas pareciam agitadas e outras nem se preocupavam mantendo uma tranqüilidade quase mórbida como se estivessem acostumadas a situações conturbadas. Eu enxergava tudo de maneira normal e não sentia nada diferente nos olhos, mas preocupada com o que vira, ia de um lado para outro a procura de um banheiro para lavar o rosto. Minha respiração estava ofegante e alta como se eu estivesse tendo um ataque asmático ou fosse desmaiar a qualquer momento. Acho que foi isso que chamou a atenção de uma jovem que me seguiu na intenção de perguntar se eu precisava de ajuda. Disse-lhe que precisava urgentemente de água e ela levou-me até um bebedor dando-me um copo grosso de vidro. Tinha muitas pessoas com garrafas esperando para enchê-las e, ao colocar água no copo, fiquei sem jeito de lavar os olhos e acabei bebendo a água. Claramente noto que disfarcei o tempo todo o meu problema, mesmo que tenha expressado meu desespero. Ninguém me olhava de modo estranho por causa dos olhos ou comentava sobre tal, e isso me deixava ainda mais confusa. Ao olhar para o lado, a jovem que me dera o copo estava aos beijos com um menino que teria idade para ser seu filho. Estranhei aquilo por causa da diferença de idade, mas o ambiente estava tão tranqüilo que me portei como as demais pessoas, ou seja, sem reparar a cena como uma anormalidade. O menino parecia oriental com os olhos puxados (vale notar que meu foco foi o olhar por conta do problema dos meus próprios olhos) e, embora bastante jovem, tinha um semblante de conquistador convencido.
Nisso ela levantou o copo dela me mostrando e ofereceu-me a bebida fazendo gesto com a cabeça na direção do bebedor. No que olhei já não era um bebedor, mas um arranjo de umbigos de cacho de bananeira (ou algo parecido) enfeitado com minúsculas flores amarelas claras e, no meio dessa composição, havia uma espécie de tonel com saquê. Ao aproximar-me fui servida com cerca de um dedo da bebida e tomei-a num único gole, mas não lembro que gosto tinha, era como se eu estivesse com o paladar desligado. Na vida real nunca provei saquê e até então nunca me interessara em saber que tipo de bebida é. Tomar aquilo pareceu cerimonioso, além do que, é algo que nada tem a ver com o contexto real da minha vida, ainda mais com aquela evidente ligação oriental.
Semelhante a um fechamento onírico, veio-me um flash de tudo o que eu sonhara e senti a precisão de acordar para não esquecer os detalhes. Forcei para acordar. Vi-me numa cama e enquanto tentava acordar eu conseguia mexer-me da cintura para cima em movimento lateral para a direita entre pontos luminosos dourados que formavam uma nevoa. Aquilo me assustou e comecei a chamar minha mãe, clamando por socorro e gritando para ela me acordar, mas como essas tentativas de acordar já me são conhecidas, eu sabia que minha voz não estava saindo o suficiente para ela escutar e que a peleja ia ser em vão. Eu estava muito pesada, com total dificuldade para acordar e sabia que só o conseguiria se me acalmasse e deixasse isso acontecer de modo natural. Eu sabia que se não conseguisse acordar provavelmente não me lembraria de nada depois. Foi então que parei de gritar e me entregando ao risco de não conseguir acordar e esquecer tudo, inesperadamente eu inspirei e expirei rápido como se fosse um soluço e acordei assustada como se houvesse caído na cama em cima de mim mesma. Tal tipo de despertar sempre me foi agonizante, mas dessa vez eu me senti mais controlada e compreensiva sobre tal maneira específica de despertar em mim mesma, o qual é impossível de se dar de forma forçada, por mais que continue sendo abrupto esse acordar para a realidade de forma desejosa e consciente. Era como se meu inconsciente e consciente estivessem trabalhando em equipe. No momento do flash eu me tornei consciente de que tudo era um sonho e tive a sensação de que cada detalhe tinha grande importância. Conscientemente eu queria despertar para anotar tudo, mas era como se meu inconsciente ainda em trabalho me pedisse para confiar no processo como um todo. Além de um sonho, pareceu-me uma experiência bem diferente, pois o desfecho foi forçado, mas não deixou de ser natural ao mesmo tempo. Posso dizer que consegui acordar de maneira mais fácil, rápida e tranqüila do que em todas as demais vezes que passei por isso, mesmo que ainda me seja um processo estranho. Exatamente pela necessidade do despertar, tenho para mim que esses sonhos são importantes, mas não sei decifrá-los. O que essa seqüência onírica pode representar?

CORNUCÓPIA II




   
CH52 - leitura

Como já disse, o cachorro é o guia dos homens após a morte, psicopompo, guia dos que “não enxergam”, e aparece no sonho como uma solução alternativa para os que estão perdidos, mesmo que a escolha pareça ruim, levar o desconhecido para casa da namorada ao invés de deixá-lo seguir seu caminho, trazê-lo para dentro do caminho pessoal, ao invés de dizer não à interpelação, levá-lo para a intimidade agregando o desconhecido perdido. Arriscar-se por ingenuidade? Independente do dono ser “cego”, um está perdido e o outro não sabe onde ou se guia como “cego”.
Você transformar o cachorro no cunhado é como perceber seu cunhado como cachorro, não no sentido ou de forma pejorativa mas como o elemento submisso ao domínio do outro, de um dono.,e ele lhe arrumar um emprego é como compensar (possivelmente) sua visão crítica sobre o outro dando-lhe importância e relevância no encaminhamento de sua vida. A compensação amortece sua criticidade ou julgamento do outro te colocando na condição similar de desempregada subjugada. Não fixe o olhar critico da condição alheia sem olhar sua realidade, seu aleijão. O “emprego autônomo” é essa conquista da individualidade, da autonomia, superando o estado de submissão.
 “O assunto minguou e retirei-me indo até o espelho”. Singular, não! Ao se olhar no espelho você será capaz de se identificar como quem precisa superar o nível do cão, fiel mas submisso. Mas seus olhos estão cheios de remela:

VOCÊ NÃO ENXERGA E NÃO SE VÊ.

 Se percebe no meio do caos, sob controle, mas... no caos, e permanece na ambivalência. entre as necessidades pessoais de amadurecimento e o equivoco de avançar na linha de manutenção de uma imagem vendida para o outro, no moelito mediano da sociedade marketeira. Com vergonha não resolve o seu problema, lavar o rosto, mas disfarça, dissimula, se esconde bebendo a água da lavação, louvação.
“nem se preocupavam mantendo uma tranqüilidade quase mórbida como se estivessem acostumadas a situações conturbadas.” Fico pensando se isso é exatamente o que você faz.
Ao olhar para o lado, a jovem que me dera o copo estava aos beijos com um menino que teria idade para ser seu filho. Estranhei aquilo por causa da diferença de idade, mas o ambiente estava tão tranqüilo que me portei como as demais pessoas, ou seja, sem reparar a cena como uma anormalidade. ... (vale notar que meu foco foi o olhar por conta do problema dos meus próprios olhos) e, tinha um semblante de conquistador convencido.

Aqui fica mais evidente sua criticidade e seus pré conceitos, com a diferença de idade, com as escolhas do outro, e a justificativa de olhar para o outro apenas por conta de suas dificuldades. Essa “normalidade” “normal idade” “idade normal” adequada para que as coisas aconteçam não existe. Cada um tem o seu tempo e suas escolhas e isso é que precisa ser entendido e superado. Precisamos aceitar as diferenças e não nos esconder nelas. Você precisa trabalha esses conceitos.
O Buda faz da Bananeira o símbolo da fragilidade, da instabilidade das coisas e que não merecem por conta disso absorver o interesse... “as construções mentais assemelham-se a uma bananeira”. É o símbolo da impermanência e da imprevisibilidade da vida. Algumas possibilidades de significado por sair disso:
Somos indivíduos em transição em um universo transitório. Só posso nos conceber como um processo em andamento, uma dinâmica dentro da dinâmica da vida.  Como o umbigo da bananeira prenuncia o desenvolvimento da fruta, o bebedouro, Fonte, renovação, purificação, seu propósito original se transforma ou dá origem ao surgimento da fruta, regenera-se e aflora como fruta. À medida que suas mudanças pessoais mudarem o foco e sua vida “do outro” para si você se reconstrói, regenera-se, superará a cegueira causada pelos miasmas em forma de remela (escória) e deixara aflorar em você o nascimento do fruto carnudo, a cornucópia da vida. Mas não se esqueça:

    É preciso deixar de ser cão para se tornar banana,
melhor,
 amadurecer para  frutar

sf (lat cornucopia) 1 Vaso, em forma de corno, cheio de flores e frutos, e que antigamente era o símbolo mitológico da fortuna ou abundância e hoje simboliza a agricultura e o comércio; corno da abundância, corno de Amaltéia. 2 Qualquer fonte de riqueza ou felicidade. 3 Bot Planta solanácea (Datura cornucopia).

Adendo: Como suas atitudes vem sendo transformadas, sua relação com a natureza os seus fenomenos corporais caminha para se tornar mais harmoniosa. A mudançade seu "Pãnico" modifica o cenário do seu terror, a perda de controle, do medo da morte, da necessidade de acordar. Já que você vem aos poucos acordando de seu sono profundo de pouca consciência.

  Bye.