sábado, 12 de junho de 2010

PAI

Pai
Fábio Jr.

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo / Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos / Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta / Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta / Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem / Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo / Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo / Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor / Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa / Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida / Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança / Que eu não sou mais
Aquela criança / Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo / Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito / Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa / E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar / Ah! Ah! Ah!...
Pai!
Você foi meu herói meu bandido / Hoje é mais
Muito mais que um amigo / Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho / Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SOBRE A AUTOESTIMA

imagem modificada do Blog Jornada da Alma
links no pé do post

Em geral podemos pensar a autoestima como a Resultante de um conteúdo Vivo que determina o formato, a Gestalt, de resposta que apresentamos às exigências da realidade. Mas não se deve esquecer que esse conteúdo foi formado a partir da relação com o mundo e determinada pela força do impacto que a realidade desse mundo exerce sobre nós. A realidade não favorece ou não alivia a pressão que aplica sobre o individuo, mas seu cenário pode favorecer ou desfavorecer o sujeito.

Quando deixamos de lado os fatores externos pode-se detectar a baixa estima como um fenômeno apenas intrínseco e originário do sujeito ou resultante de conteúdos que se configuraram a partir de eventos internos determinando sua história e sua formação na inferioridade.

Sempre se considerou o nascimento, e o parto, como determinante para o desenvolvimento sadio da criança. Eu acrescento que a mudança de um meio onde o feto está protegido pelo corpo da mulher e por uma bolsa preenchida com líquido, para um meio onde ela de cara já recebe o impacto da Deformação do Espaço já pode ser definitivo na separação e determinação da realidade do sujeito. Sem considerar o antes, Volume do líquido da bolsa, impactos sofridos nesse ambiente, (sonoros, mecânicos, de incidência de luz, etc.).
O que quero salientar é que estas variáveis são definitivas na formação da autoestima, ou dos conteúdos que definirão a forma como o sujeito se relacionará com a realidade.

O fator externo pela pressão que exerce no sujeito pode ser determinante na criação do sujeito subjugado, essa incapacitação que o individuo apresenta como resposta à realidade. Este fator externo, quando o cenário não favorece o individuo, obriga-o a um esforço muito maior do que o que seria de se esperar. O sujeito inserido num cenário de pressão elevada diferentemente de outro, inserido num cenário de proteção que amortece as pressões, vai ser obrigado a desenvolver mais esforço para superar dificuldades e para realizar conquistas do que aquele que encontrou o cenário mais favorável. A pressão do mundo é igual para todos, mas a realidade do cenário em que estamos inseridos pode ser positiva ou negativa. Quando positivo, fortalece o individuo, favorece e estimula a formação de respostas diante de ameaças da realidade. Mas se negativo, obriga-o à formação defensiva, não estimula respostas, mas obriga-o ao recuo e consequentemente exige-lhe mais esforço.
Infelizmente, para o individuo superar, dissolver e integrar esses conteúdos que ao longo dos anos serviram-lhe como defesa, para lhe proteger das ameaças, para aplacar a força do mundo nos seus ombros, é necessário paciência e fortalecimento do limiar de resistência à frustração.

É preciso romper com o prazer da dor. Dor e sofrimento também propiciam prazer compulsivo.

É preciso romper com a necessidade de ser foco de atenção pelo aspecto negativo, como vítima.

É preciso encontrar forças para superar as dificuldades que mantêm o sujeito passivo, o que aumenta o impacto devastador da realidade sobre ele.

E acreditar... Que nós merecemos o melhor da vida, não como vítimas, mas como Guerreiros que todos somos.

VEJA ACRÉSCIMO:      

VAGINA EM FOGO


CH 84
Essa noite acordei várias vezes e sempre com a cabeça cheia de lembranças oníricas. Tive sonhos bons, outros que não lembro e um que me pareceu uma extrema aberração, mas já estou achando todos os sonhos muito válidos, pois analisando-os compreendo que o importante é o que eles têm a dizer e não a sensação em si que me provocam.

Vou começar por esse que pareceu uma aberração: eu queria acordar e não conseguia. Só que não foi um daqueles sonhos de costume donde tenho a sensação de que quero acordar de verdade e inclusive acordo no final. Em tal sonho era como se eu também estivesse dormindo noutra dimensão e fosse apenas nela que eu quisesse acordar (e não na dimensão da realidade, pois nesta eu não sabia conscientemente que estava sonhando). No meio do meu desespero para acordar, veio alguém e me mandou beber água enquanto eu passei a achar que estava falecendo ou que ainda iria de fato morrer. Eu bebia e tentava arrotar como se estivesse inchada de ar. Meu coração batia tão forte que eu me sentia um tambor sendo utilizado e, uma vez sem camisa, sentindo pela mão o peito pular, nitidamente dava para constatar que eu era um homem ou estava num corpo masculino. Era como se eu estivesse sofrendo um ataque tipo convulsão ou sei lá o que poderia ser. Nisso eu desisti da ideia de acordar (já que não adiantava a mera vontade) e fui obrigada a vencer o temor da morte. Tinha momentos que eu parecia não conseguir respirar direito e pouco conseguia mover os membros superiores. Fiquei me contorcendo inteira sobre a cama até que peguei no sono outra vez. Nisso sonhei (já não é a primeira vez que tenho sonho dentro de sonho) o que jamais poderia supor que um dia sonharia: veio um cachorro (eu não o vi, mas podia senti-lo) e eu subi em cima dele e praticamente o ataquei sexualmente. Nessa parte eu já era mulher normalmente e só não pareceu um estupro canino porque ele parecia gostar também. Ao acabar o ato, não sei se eu também fui acordando do sonho ou não, consegui visualizar o cachorro: era um rottweiler preto. Ainda esfregando as partes intimas do animal, mandei-o ir chamar seu pai, pois eu estava precisando dele também e pensei comigo 'o material dele é bem melhor do que o seu'. Eu não me referia ao pai cão biológico, mas sim ao seu dono que no sonho pareceu ser meu marido, o qual estava chegando com as compras e, embora sem ver, eu sabia ser um homem malhado e tão forte quanto o porte do cachorro.

Embora seja super esquisito, no sonho eu me sentia potente e gostava daquele prazer que não estava envolvido pela minha dose natural de carolice. Não sei por que, mas vendo o sonho por fora dele, essa sensação de domínio um tanto agradável parece estar sobre uma base de indiferença para com os sentimentos alheios, o que me espanta e talvez me bloqueie. Em verdade sempre admirei e desprezei ao mesmo tempo essa postura autoritária de quem decide, ordena e realiza a liderança. Estou com conflitos nisso? Será que eu tenho essa fome sexual e não sei por não me permitir ou por não assumir conscientemente? Por que no sonho eu deixei vir à tona minha parte de mulher líder, insaciável e libidinosa?

Devido à complexidade do sonho focarei apenas alguns aspectos para evitar equivocos e o simplismo, considerarei em “tese”, e não afirmativamente.

A primeira parte do sonho parece sinalizar conteúdo de origem histérica, uma convulsão histérica. Apesar de você não apresentar um quadro clássico de neurose histérica, há núcleos, existem núcleos já detectados em sonhos anteriores, que ainda podem existir, ou que não tendo sido pulverizados ou integrados ainda se manifestam numa tentativa de se manterem vivos como núcleos autônomos com poder de interferência na personalidade.

Em segundo lugar, pode ser um movimento excepcional do inconsciente de reordenação mostrando que existe uma força de conteúdo masculino na sua origem, que independente de seu poder de controle, limitado, ocupará seu espaço devido, e realizará seu movimento para se manifestar. Já vimos anteriormente essa indicação. Mas nesta parte do sonho essa força obsessão, como que incorpora e ocupa o comando do corpo independente de suas fugas, sua evitação, seus escapes, suas artimanhas. Esse poder, essa força supera os orgulhos, a moralidade excessiva, os limites da repressão, a moral religiosa, a sociabilidade padrão, os princípios legais e sociais. Incorpora o corpo e assume o poder de seu comando.

Já lhe indiquei que possivelmente se realiza a repressão de seus desejos sexuais você tenta bloquear uma força poderosa, que, se manifesta, será projetada de forma incontrolável ou provocando desvios de comportamento não tão padronizados ou aceitáveis.

O seu poder de controle falha, quando supostamente “desiste” do comando. A força da natureza não pode e não deve ser subestimada. Se não desiste do combate você sucumbe, será reduzida, subjugada.

No momento seguinte o masculino incorporado se manifesta na explosão do desejo sexual incontrolável, ainda que no corpo de mulher.

O cão é historicamente associado à morte (como guia dos mortos), aos infernos, ao mundo subterrâneo, aos impérios regidos pelas divindades Ctonianas ou Selênicas. Está ligado aos elementos terra e água, tem significação sexual, divinatória e a conteúdos arquetípicos de inconsciente. Alem de guia dos mortos na noite escura, é intercessor entre as múltiplas dimensões, entre os múltiplos mundos inferiores e superiores. Símbolo da potência sexual, sedução e do apetite sexual é notório animal compulsivo sexual.

A imagem é a de que sua força sexual subjuga a força potente do “Canis Lupus” e a supera. Neste caso se você subjuga sua força, ela aflora como pulsão Yang, masculina e “descontrolada”, já que projetada de forma “animal”.

Há novamente evidência de dificuldades para lidar com essa sua natureza.

Você não fez referência, mas houve orgasmo? Ou foi só a manifestação do Fogo?

“Será que eu tenho essa fome sexual e não sei por não me permitir ou por não assumir conscientemente?”

Voce merece se responder. Eu tenho a imagem, você possui o corpo.

“Por que no sonho eu deixei vir à tona minha parte de mulher líder, insaciável e libidinosa?”

Ela está dentro de você. Você pensa que tem esse poder de deixar ou não vir à tona essa mulher poderosa. Você não o tem. Aprenda a administrar essa força sexual, a força do seu desejo, para aprender a ter domínio sobre si mesmo. Mas, principalmente,

APRENDA A SACIAR SEU DESEJO

PARA PODER CONHECER SUA FOME.


VAGINA GELADA



CH85
II- No segundo sonho eu estava chegando num local de neve e, como nunca estive num local desses, fiquei admirada e feliz. Eu ia fazer umas fotografias profissionais e estava numa especie de turnê. Do local donde eu estava, o qual parecia a sacada de uma construção subterrânea coberta de neve, eu podia ter uma vista linda e também teria boa parte do dia de folga para passear pelo local.

O tema se contrapõe à fornalha sexual do sonho anterior. Pode ser referência a uma noite fria ou à repressão e contenção sexual. Se o sonho foi sequência do anterior, uma baixa de pressão, tipo hibernação, após a força do sonho anterior, o esfôrço, o gasto energético é significativo. Tendo a considerar apenas o universo sensorial determinando as sensações e a vivência.

III - No terceiro eu e minha mãe havíamos ido a um local de umbanda, mas não ia ter atendimento naquele dia e, voltando para casa, reclamei dizendo: 'está vendo por que não gosto desse lugar, é desorganizado, não havia as coisas com antecedência. Já pensou se eu houvesse trazido os materiais? Até o dia de atendimento já teriam se estragado e eu teria de trazer tudo outra vez'.

Neste sonho você pontua sua mãe, cobra dela mais atenção, organização. Mostra-se atenta às exigências da realidade e aos compromissos. É a sua postura? Ou voce se corrige e se compensa? A postura é ativa e não mais a passiva que gosta de ser conduzida, mas é castradora e exigente. Papéis trocados, a filha fazendo o papel da mãe e a mãe fazendo o papel de filha. Você cobra de sua mãe um comportamento que não é capaz de praticar? Ou essa é somente sua forma de conduzir sua mãe? Reflita sobre a relação e sobre sua conduta.

IV - No quarto sonho, minha sobrinha adotiva era minha filha e alguém comentou que eu poderia ter tido ela sem me lembrar. Interessante que a minha irmã nem apareceu no sonho. Pensei na possibilidade da minha gravidez, uma vez que eu a sentia de fato como minha filha, mas como eu iria ter um surto de esquecimento de nove meses ou mais? Estariam todos escondendo isso de mim ou todos teriam tido o mesmo surto de amnesia do passado?

Avalie a relação com sua sobrinha e as consequências em você da gravidez de sua irmã. Você a invejou? Como viveu a gravidez dela? Você a critica, ou a julga, enquanto mãe? Ou você realiza a maternidade na maternidade de sua irmã? Essa é uma forma de compensar aquilo que não consegue realizar.

V - No quinto eu estava num local donde iam tirar minha medida corporal (não sei exatamente para quê). Nisso a mulher mediu e disse que eu tinha corpo de dezesseis anos. Confessei que eu me sentia bem mais nova do que a minha idade natural e, por certo, isso tinha reflexos no corpo em si também. Pensei que essa deveria ser a minha idade de maturação interior. Daí comecei a dançar com um senhor e não recordo o resto.

È essa a sua idade mental? Você se comporta como uma adolescente nessa idade? Já vimos em sonhos anteriores dessa fixação na adolescência quando optou renunciar à libertação evitando seu amadurecimento, ficando na barra da saia da mamãe. O corpo já não é de uma menina, a idade é inevitável, dançando com o mais velho o corpo mostra que se equivale. A personalidade não amadurece, mas o corpo envelhece. Quando o individuo escapa de sua maturação resta a personalidade infantil no corpo envelhecido. Escolha infeliz.

VI - No sexto eu andava por umas ruas desertas na noite escura e tocava um instrumento que parecia um bumbo. Eu parecia saber tocar aquilo e me divertia nas modalidades de sons que os batidos diferentes produziam. Eu estava bem tranquila quando apareceu um militar e me deu fuga de um monte de indígenas (ou talvez alienígenas) que foram aparecendo por causa do barulho. Deixei de tocar o instrumento e andei rápido toda receosa. Fui para um barraco que parecia ser minha moradia e a todo momento conferia na rua se não havia nenhum dos seres estranhos vindo atrás de mim.

Essa parece a sua tônica, quando encontra o prazer se vê obrigada a se refugiar para escapar das ameaças advindas da consequência do que pratica realiza. O medo reaparece associado ao seu desejo de prazer. A justificativa para a defesa é a ameaça alienígena, indígena, estrangeira. O militar neste caso é a figura da autoridade que protege, ou que reprime? A cobrança surge disfarçada de autoridade para lhe proteger das ameaças, e você se refugia, temerosa, recolhida em sua casa.


MELANCOLIA PÓS SEXO


CH86

VII - No sétimo eu estava num local com várias piscinas que ficavam a muitos metros abaixo do nível donde eu pisava. Havia uma moça e alguém tentava pegar a cabeça dela por uma espécie de pinça gigante. Só que, de repente, ela resolveu pular e todos ficaram preocupados e bravos, pois não era para ela ter feito aquilo. Nisso eu passei por uma espécie de portal e fui para outra parte de piscinas. Sentei-me numa janela redonda cujo vidro estava vedado e lá fiquei encostada nesse vidro. O local era levemente escuro e eu parecia muito triste, mas não sei por qual motivo. Nisso apareceram os cantores Zezé de Camargo e Luciano que passaram pelo portal vindo em minha direção. Pensei comigo que eles deveriam estar procurando pela moça que havia se jogado na piscina. Fiquei surpresa quando eles pareceram preocupados comigo e me tiraram daquele local como se estivessem fazendo um resgate. Por que eles? - Eu me perguntava como se não merecesse tamanha honra. Será que eles ainda não perceberam que eu não sou aquela moça? - eu parecia não entender o que de fato acontecia. Eu me sentia muito abatida. Eles me levaram para um local mais seguro e observaram que eu tinha comigo uma tesoura metálica pequena e uma garrafa com um conteúdo verde escuro que parecia venenoso. Eles começaram a falar que aquilo deveria ser coisa de um terceiro sujeito (um homem), mas antes que eles saíssem pensando em acerto de contas, eu reagi colocando-me na frente deles e dizendo que esse tal sujeito não tinha nada a ver com o caso e que a culpa fora toda minha. Eles diziam como se esse sujeito (não lembro o nome e nem me veio à mente nenhuma imagem física) houvesse me induzido a querer um suicídio, mas eu assumia a responsabilidade dizendo que eu estava ali por minha conta própria. Além do mais, eu não associava tudo aquilo com um suicídio, mas com algum grande sofrimento do qual eu estava naturalmente tendo de superar. Foi um sonho muito distante, tanto que eu parecia uma outra de mim que nada tivesse em comum comigo mesma, entende?

Há a indicação de “tristesse”, angústia, melancolia, autocomiseração. A pobre menina, digna de dó, sendo salva, resgatada pelos heróis que a protegem do mundo ameaçador. É como se vivesse na fronteira onde num lado mora o desejo de ser salva e de ser descoberta pelo príncipe (cantador de multidões) e no outro mora a mulher que supera a baixa estima enquanto mira seu alvo com ânsia participar do mundo.

Não percebo tendências autodestrutivas, mesmo que todos as tenhamos. Mas se pensar no aniquilamento de sua individualidade ao evitar sua maturação, podemos considerar o boicote como uma forma de suicídio.

A baixa estima, O poder e a força do mundo, ou dessa realidade, continuam a te subjugar.

VIII - No oitavo eu estava assistindo uma apresentação da Sheila Carvalho e do Tony Sales. Eles dançavam acrobaticamente dentro de um bloco transparente feito com diversos tipos de espelhos que refletiam várias cores formando um espetáculo incrível. Acho que tal bloco era cheio de água gelatinosa.

Precisaria saber o que essas pessoas representam para você. A Sheila Carvalho parece uma mulher determinada que conquistou seu espaço e superou as barreiras para o sucesso se tornando uma Sex Simbol. Mas tem-se que considerar o que eles representam para você para extrair algum significado. Fama? Visibilidade? Sucesso? Poder de atração e sedução? Fantasia sexual? Dinheiro? Prosperidade? Determinação? Coragem? Força? Segurança? Avalie, reflita.

Por que ando sonhando com artistas de televisão? pelo sonho com Sandy e Junior sei que isso tem relevância. qual seria nesse caso? Só você para me ajudar a entender tudo isso. É o que lembro por momento.

Veja o comentário sobre Autoestima, e se quiser siga os links para avançar no tema. Bye


quarta-feira, 9 de junho de 2010

CASAMENTO


CH83
Sonhei que eu estava chegando em casa e vi meu marido abrindo o portão. Como eu estava sem chave aproximei-me rápido. Nisso conversamos alguma coisa que não lembro e eu passei a mão com carinho no rosto negro dele, dizendo que, embora não fossemos realmente marido e mulher, gostava muito de tê-lo como meu companheiro. Ele me perguntou se eu estava dizendo aquilo só por não termos envolvimento sexual. A resposta era sim, mas nem cheguei a responder, pois fiquei admirada ao perceber que ele realmente se considerava meu esposo ainda que não tivéssemos maiores intimidades. Eu não me considerava de fato casada, pois para mim o nosso casamento era apenas de aparência e houvera sido feito por conveniência de ambos. Entretanto, para ele, o casamento era real e verdadeiro independente de sexo, talvez por existir total respeito e cumplicidade. Fiquei indecisa sem saber até que ponto eu realmente era ou não uma mulher casada.

Não sei por que sonhei com isso, mas dias atrás estive me questionando até que ponto é ou não é traição um homem casado ter amizade com uma terceira mulher e só não se envolverem sexualmente por recusa dela. Parece que tanto no sonho como na vida real eu não sei até que ponto o sexo é indicativo de matrimonio ou de traição.


O SONHO
A dinâmica de inconsciente parece indicar movimentos de incorporação de conteúdos opostos, masculino e feminino. Essa incorporação, agregação não se dá de imediato e completamente na extensão dos conteúdos, eles vão se ajustando, e agregando, à medida que são acionados, ou que o sujeito é exigido. O processo é uma MetaMorfose delicada e longa. Configurações ou códigos são reescritos e novas ordenações se constroem. Neste aspecto a imagem da vivencia de casamento pode indicar essa tendência à integração de conceitos e conteúdos, a partir de mudanças de sua conduta, de sua reavaliação conceitual e de novas respostas que o individuo passa a apresentar. A realização desse encontro, masculino e feminino, é essencial para um equilíbrio emocional. Um não prepondera ou se sobressai ao outro, participam de um mesmo projeto alquimico: Você.

E como sonho compensatório o casamento, a união, realiza seus anseios, de integração, acasalamento e de vida afetiva a dois.

COMENTÁRIOS EXTRAS

As relações humanas na modernidade se definem e se redesenham em alta velocidade, um flash, ou num suspiro de interesses e desejos. Transformando a sociedade em um sistema instável, em estado de transição. Podemos ter a certeza de onde viemos, mas nunca para onde iremos parar. Por isso, os conceitos e princípios parecem relativos, mesmo que não o sejam. Relativos são apenas os nossos interesses, a forma como lidamos com essa realidade, com a sociedade em transição, em mutação. Relativa é a nossa capacidade que nos permite sermos flexíveis e desenvolvermos respostas adequadas para as exigências dessa realidade social sem sofrermos o impacto das transformações, sem que nos desarticulemos.

Muitos se refugiam na rigidez dos preceitos morais para se defender das mudanças de costumes, perdem as possibilidades de acompanha-las de forma mais tranquila e sem sofrimento. É preciso aprender a lidar com a impermanência, aceitar que as mudanças são inevitáveis e sem perder o moral, participar quando possível e saber se distanciar quando necessário. O Nosso tempo não foi o ontem nem será o amanhã, é o hoje que podemos viver, escolhendo como viver.

Assim princípios de formação da sociedade podem, e devem permanecer como referências significativas onde possamos nos remeter em situações críticas ou duvidosas.

Mas os costumes mudam com tanta rapidez que se não ficarmos atentos deixamos de reconstruir conceitos que nos norteiam apenas como referências relativas.

Definitivos devem ser os princípios básicos, que nos permitem viver em sociedade: Os princípios éticos; Os preceitos jurídicos que nos dão a referência de leis que definem deveres e direitos; Os princípios religiosos que nos acrescentam respeito ao subjetivo e ao divino, e às origens; O saber científico que pode pautar melhores escolhas a partir do conhecimento, etc.

Quanto à conduta sexual. O leque se abriu de tal forma, que há espaço para as mais variadas manifestações. Vivemos uma sociedade multidiferenciada. O que não impede o sucesso de muitos nessa areia movediça ou que outros acabem por se afogar na falta de cautela, na rigidez dos pré conceitos ou nos mal entendidos dos precipitados. Antes de tudo é preciso cautela, e bom senso para pautar sua conduta. Ir contra princípios pode ser perigoso, mas não romper o conforto da tradição pode significar inadequação à essa realidade que muito nos exige. Por isso converse e escute outras pessoas que te cercam. Apresente suas dúvidas, avalie os conceitos que emitem e cuidado com aqueles que têm muita certeza, duvide, e... Nunca deixe seu bom senso, nunca abandone sua capacidade de refletir com profundidade sobre os temas inquietantes. Evite posições apressadas. Aprenda a desenvolver seus pensamentos, seus conceitos e faça escolhas que a afastem da inflexibilidade, o caminho do meio pode ser mais sensato. Mas, atenção, isso não é ficar em cima do muro.
PS.: Os comentários em itálico são apenas para diferenciar da leitura específica do sonho.


terça-feira, 8 de junho de 2010

FRAGMENTOS I

Santuário do Caraça - MG
Visão da ala do Internato

CH 82


Gostaria que esse blog nunca chegasse ao fim... mas compreendo. Enquanto isso vou postando meus sonhos...

Hoje a noite foi longa. Embora eu não me sinta vitoriosas com relação às mudanças que pretendo realizar na minha personalidade podem dizer que meus sonhos já não são os mesmos.

Obrigado pela confiança e pela generosidade.
Seria interessante saber: Porque, para você, “seus sonhos” já não são os mesmos?

Novamente vou relatar por lembranças:
I
Na primeira eu estava participando de uma reunião num local que parecia uma escola. Estava chovendo e no momento de ir embora calcei minha meia e tênis que estavam ensopados. Não tinha como eu ir embora descalça e o jeito era ficar com o pé molhado. Como a chuva não cessava, fui conversar com a professora de educação física para passar o tempo até acabar a aula de uma colega que poderia me dar carona. Falei com a professora sobre as mudanças tidas, pois antes os alunos tinham aula de natação ou esporte, mas em tal momento, estavam tendo apenas aula de artes. Eu não considerava que artes fosse educação física e comentei que gostava da natação. Não me lembro dos detalhes da conversa, mas depois de algum tempo fui procurar pela suposta colega. No que saí por um corredor, verifiquei que não havia salas de aulas, mas sim quartos. Notei que ali era um internato e não apenas uma escola. Nisso foram aparecendo vários adolescentes e me senti perdida no local enquanto lembrava de que, quando jovem, tivera vontade de estudar num colégio interno. O local me pareceu bem interessante.

O sonho remete possivelmente a esse tempo em que aflora sua vontade ou intenção de estudar em um internato. Como foi esse tempo em sua vida? o que aconteceu de significativo? Se estivesse em um processo psicoterapêutico esse poderia ser um alvo da investigação. Pode ter sido um momento marcante que define a sua relação com o coletivo. Porque a escolha de se enclausurar, ou seria a fantasia de viver coletivamente com outros iguais que sofresse a mesma pressão, o mesmo isolamento, o mesmo cenário. Considerando esses detalhes é possível que essa vontade compensasse já naquele momento a pressão que sofria e o internato pudesse ser a busca de relações de igualdade.

II

Na segunda eu caminhava por uma feira de pássaros e tinha um passarinho amarado a uma coleira (como se fosse um cachorro). Nisso tive que passar por uma checagem de pontos e alguém disse que eu houvera sido desclassificada e não participaria da festa. Não aceitei aquilo e disse que eu pagara pela festa e ninguém me falara sobre regras de classificação. Falei várias vezes sobre a exigência dos direitos que eu tinha já com a certeza de ganhar a causa e participar da festa. Algumas pessoas do estabelecimento concordavam comigo, mas não lembro o restante.

Passarinho na coleira é elemento fora de sua natureza, passarinho fazendo papel de cachorro. Passarim que  não canta mas que late. Desconhecimento de identidade, espírito aprisionado e não identificado. Como sonho de confronto te expõe ao desafio de ter que defender seus direitos, há mudanças nessa dinâmica, na sua forma de responder, deixa de ser a agressiva brigona, ou o espírito aprisionado na corda guia para ser o sujeito que se utiliza das armas da lógica para fazer valer seus direitos. A dinâmica indica  mudança.

FRAGMENTOS II


CH 82
III
Na terceira meu pai me trouxe duas rolinhas que havia conseguido pegar no quintal. Segurei-as cada uma numa mão, mas elas queriam escapar e meu pai, junto a outras pessoas que estavam pertos, acho que minha mãe e não sei quem mais, começaram a dizer que eu não sabia segurar direito e a darem palpite. Meu pai me chamou de parva repetindo a maneira como eu deveria segurá-las. Achei chato todos quererem impor um jeito ideal e correto de segurar as rolinhas, pois, estando com as duas mãos ocupadas, ficava difícil segurá-las de outra forma. Enquanto eu pelejava para segurar da maneira como eles queriam, vi as rolinhas transformarem-se em dois grandes ratos. Continuei segurando-os com cuidado e encantada com os mesmos, ou seja, no sonho os dois ratos me pareceram tão interessantes quando as rolinhas.

A metamorfose da rolinha Franciscana em Rato. Possivelmente foi mais apropriado, adequado, em seu comportamento defensivo, ser fugidia como um rato do que ser prisioneira como um pássaro. De qualquer forma esquecendo a transformação, prefiro focar o rato nas mãos: que pode ser indício de ter em mãos sob o seu controle esse animal símbolo do submundo, da sarjeta, das sombras, pestilento, e o mais importante na situação: Defensivo; Desconfiado; Esperto; Oportunista.

O espírito jovem e ingênuo da rolinha se transforma no rato, amargo e sombrio. O rato que agora passa a ter sob o seu controle, em suas mãos, para dar a esses conteúdos o destino que escolher. Por enquanto o encanto da vitória e da descoberta.
                                                                             
IV

Na quarta eu fazia parte de uma comissão organizadora de formatura da escola e, depois de nos reunirmos para planejar várias coisas, fomos para a sala de aula. Lá foi sorteado alguns potes de sorvete e acho que isso já fazia parte de uma rifa para arrecadação de dinheiro. Havia três potes de sorvete de chocolate, que foram distribuídos primeiro, e vários de creme. O engraçado e inédito foi que um dos rapazes que ganhou comeu um pouco e depois me deu o restante. Alguém comentou que não entendia por que ele havia dado o restante justamente para mim. Eu também fiquei surpresa e feliz. Quando fui comer percebi que o sorvete em verdade era ou parecia um arroz doce de chocolate. Era gostoso, mas um tanto enjoativo. Comi um pouco e deixei com que as colegas mais próximas saboreassem do mesmo também, até que me senti satisfeita e deixei para elas. Foi um sonho muito agradável onde eu me senti prestigiada e exerci a generosidade da partilha. Embora fosse um sorteio, havia um clima de desprendimento, amizade e confraternização muito agradável. Por fim lembro-me de alguém sugerir que os dinheiros arrecadados deveriam ser empregados na Petrobras até que chegasse a organização prática da formatura em si.

Parece-me que com o crescimento e com a transformação ocorrem a descoberta e a libertação. A libertação do aprisionamento na fantasia. A criança encantada com doce, quando satisfaz o desejo se liberta porque percebe a saturação do paladar.

O desejo enquanto fantasia aprisiona, mas vivido pode ser libertador. Assim quando vivemos na época certa a satisfação de nossos desejos nos libertamos para poder buscar novas realizações, assim fica mais fácil partilhar e permitir que outros possam também experimentar para se libertar satisfazendo seus desejos.

Quando esses desejos ficam camuflados eles se agigantam e podem se tornar desvios desastrosos na vida de um individuo.

FRAGMENTOS III



CH 82
  V

Na quinta eu estava em uma festa que acontecia numa casa que era minha, embora não fosse a atual donde moro. Num determinado momento dividiram-se várias turmas para atividades separadas. Embora nenhuma das atividades me agradasse, fiquei com um casal que estavam jogando peteca. Por várias vezes a peteca casualmente vinha em minha direção e eu a devolvia não estando a fim de jogar. Pensei de ir dormir já que, enquanto residente no local, poderia ter essa vantagem. De todo modo fiquei por ali mais um pouco a observar o bate e rebate da peteca. Pouco depois eles cansaram de jogar e comecei a conversar com o jovem. Não me lembro do assunto, mas eu sentia uma sensação muito boa de domínio e fascinação sobre ele. Por fim, começamos a conversar muito próximo e a ultima frase que me lembro de dizer num sussurro próximo do ouvido dele foi: 'você tem algum mistério'. Eu estava maravilhada com a minha sensação de poder e, principalmente, por constatar que conseguira tão facilmente fazê-lo me admirar e se interessar profundamente por mim. Interessante que não era ele quem me transmitia essa sensação, mas era eu quem tinha certeza disso por mim mesma. Eu parecia estar envolta de magia, como se fosse uma feiticeira ou cigana, e isso me fazia ficar num estado elevado de autoestima. Foi um sonho impressionante.

Todos os cenários construídos nesses sonhos envolvem sua relação com o coletivo. Você enquanto indivíduo inserido no contexto coletivo. Neste último aparece você fazendo prevalecer sua vontade, sua escolha. Lembro-me de sonhos anteriores onde a recorrência era de ser conduzida. Você sempre sendo conduzida, mas agora aparece de forma clara a você fazendo uma escolha. Não que não possamos nos permitir ser conduzidos, mas a vida única que vivemos cobra isso de nós, precisamos nos conduzir, fazer nossas escolhas, nos comprometer com nossos propósitos.

E na sequência o aumento do seu poder pessoal, da sua sedução, da iniciativa, da sua manifestação sem medo da crítica ou do julgamento, permitindo aflorar o seu poder de mulher feiticeira, aquela que enfeitiça, deixando vir a tona a sua cigana, mulher forte que vive em você, que canta, dança, encanta e é livre para ir e vir e realizar suas escolhas e definir destinos lendo as pessoas, mas principalmente, responsável e comprometida com aquilo que provoca no mundo.

OBS.: Como já pode ter observado existem sonhos que possuem significados míticos, que ultrapassam a nossa noção de tempo, e outros que são como que corriqueiros. Não se engane. Viver apenas de caviar poderia ser enjoativo e cansativo. Muitas vezes o caviar vem numa hóstia como alimento eucarístico, verdadeira graça, como o pão do dia a ser degustado. É preciso calma e paciência, às vezes o rico e grandioso fica escondido, na aparência de banal. E mesmo que sejam apenas sonhos de atualização, rotineiros, são significativos para que possamos acompanhar a dinâmica do inconsciênte e seus processos.

Bye

segunda-feira, 7 de junho de 2010

VÍTIMA DE SI MESMO

Acuada e Sofrida
Imagem do filme Atração Fatal
         
CH81
Sei que tive muitos sonhos, mas só recordo o tido anterior ao despertar. Eu estava com um pessoal adolescente e todos estavam brigados (e ainda brigando) com uma jovem que estava sentada na calçada de sua casa. Percebi que ela desprezava a classe social inferior dos ex-amigos a fim de se vingar pelo desprezo que sentia dos mesmos para consigo. Ela se fazia de vítima e/ou era carente de atenção exagerada. Tive a impressão de que ela queria aparecer e fazer vontade nos demais, pois tinha de um lado uma bandeja com balas (percebi que no fundo havia grãos de feijão) e do outro lado um pote de sorvete cor de rosa (provavelmente de morango). Entretanto ela não comia, pois estava escovando os dentes. Eu era conhecida de alguém do pessoal adolescente que fazia pouco caso da jovem que se dizia desprezada, a qual eu pouco conhecia. Nisso ela olhou para mim e magoada perguntou porque eu não houvera conversado com ela e ficara apenas lhe olhando. Muito sincera disse que eu era tímida e nunca conversava com ninguém. Enfatizei que o problema não era com ela, pois poderia ser Jesus ali no lugar dela e ainda assim eu provavelmente ficaria só olhando e analisando sem ter nada para dizer. Nisso ela me deu uma abraço muito apertado dizendo que me desculpava e pedindo meu perdão também. Embora eu não a conhecesse direito, desvinculei-me do outro pessoal e tornei-me a melhor amiga dela. De certa forma era como se já fossemos amigas há anos.

Isso seria eu mesma me aceitando melhor da forma como sou ou me percebo sendo?

Faz sentido! Com certeza o sonho é seu, e apesar da referência tribal, envolve sua dinâmica pessoal. Há identidade. Há tomada de consciência, inclusão, aceitação, incorporação.

O sentimento de vingança pode surgir como reação ao acordo Tônico fracassado. Como bem dizia o francês André Lapierre. Faces de uma mesma moeda, o mesmo afeto. Quando o acordo tônico não se realiza, a integração, o encontro, a resposta é reativa e oposta: a agressividade, a vingança pela rejeição.

Você se encontra com seu lado carente, com conteúdos que mobilizam, ou mobilizavam, e lhe fazia responder diante dos acontecimentos da vida, como:

Vítima; Rejeitada; Desprezada; Carente; Sofrida;

Vingativa; Agressiva; Ressentida; Magoada; Excluída.

Mas surge duas novas características nessa dinâmica, você:

Descobre e se aceita como Tímida;

Transforma-se em observadora de Si mesma.

Muitos são os que consideram a timidez como problema menor, ou pouco significativo, e de fácil transformação. Os tímidos sabem que isso não é verdade. A timidez é resultado de um processo ameaçador na vida de uma pessoa, ainda mais em uma sociedade selvagemente competitiva que não abre espaços para os introvertidos.

Seja resultado da formação de um complexo de inferioridade, ou de outras naturezas, o processo vivido pelo individuo pode ser, e em geral o é, devastador em sua vida. E principalmente, fonte e origem para uma série de consequências impossibilitadoras dentro dessa sociedade selvagem.

Quando detectada pelo indivíduo que passa a perceber seus bloqueios e dificuldades, aquilo que surge como incapacitante pode ser transformado em qualidade e diferencial, em características fonte de riquezas.

O Tímido que se supera, característica de introspectivos que sofreram o impacto da realidade de forma ameaçadora, passa a utilizar o que aparentemente aparecia como negativo em pontos forte que sevem para acrescentar e enriquecer o mundo. Eles têm o que em geral, os outros só passam a ter como conquista, o que eles possuem como Nato, o poder de ser centrados, forte poder de concentração, de foco e facilidade para lidar como a imaginação, característica  que pode levá-los apenas à compensação e às fugas no imaginário.

Voltando ao sonho: Como observadora, você abandona a postura passiva de vítima para incorporar o sujeito que se observa e observa o mundo. Primeira atitude  fundamental para mudar sua vida.

O sujeito só pode ser agente de sua mudança quando se descobre como um sujeito que participa do mundo, que está inserido neste mundo, onde é ação e resultado do que ele é capaz de produzir, criar e transformar, em si mesmo e “ao mundo”.

 O tímido sempre será um Tímido. Mesmo quando se superando consiga enfrentar um auditório 2000 olhares focado nele. Mas seu desafio é este enfrentar aquilo que o subjuga sua angústia, seus medos, a agressividade, o olhar inquietante dos extrovertidos desassossegados e o olhar crítico dos invejosos desconstrutores.

DESEJOS E PECADOS


CH 80
Sonho dessa noite: Eu subia uma rua levemente inclinada e tinha uma longa parte toda coberta com um pé de maracujá cheio de frutos. Não resisti a tentação de querer levar uns para casa, mas parei na espera da rua ficar vazia. Fiquei sem graça pensando que alguém poderia me chamar a atenção. Embora houvesse muitos frutos, eu não sabia de quem exatamente eles pertenciam. Entretanto, como a rua nunca diminuía seu intenso movimento de pedestres passando nas calçadas, arrisquei-me e colhi três maracujás. Eles estavam grandes, compridos, pesados e variavam entre o tom bem amarelo para os mais lisos e um amarelo beje para os enrugado. Eu fiquei com as mãos um pouco cheias e pensei que seria muito bom se encontrasse ou conseguisse uma sacola. Eu já carregava um caderno e um envelope. Também estava com uma garrafa de água, mas no que fui apanhar os maracujás eu perdi-a. Não lembro o resto. Noutra parte de sonho eu fui encontrar com minha prima jornalista que está fora do Brasil num Au Pair. Parece que nós íamos ensaiar umas músicas para cantar em grupo ou algo do gênero. Ela estava terminando uma reunião com um monte de pessoas aparentemente importantes e que rapidamente me foram apresentadas. No que estávamos indo para sua sala, passamos por um grupo de crianças, provavelmente de cinco a seis anos, que pintavam auto-retratos perfeitos e me senti rebaixada em minhas capacidades artísticas. Aquele lugar que me era desconhecido parecia um grande núcleo encantado de artes variadas como música, dança, pintura, artesanato, etc. Infelizmente não lembro mais nada.

A fruta é símbolo do desejo, da satisfação do instinto de sobrevivência, o alimento da fome carnal, o alimento da carne e dos desejos da carne.

A imagem do seu desejo lembra-me o pecado original: Eva colhendo o fruto, experimentando o desejo, indo na busca de sua satisfação. A diferença? Eva colhe a maçã e você quer colher o maracujá.

Mas para cometer o pecado, você preocupada com a indiscrição e olhares alheios, não se arrisca. Se reprime, castra o desejo com medo da condenação coletiva. Mas a força do desejo pulsa e você consegue romper o bloqueio, o medo de ser descoberta pecando, e cata as frutas. Mas...

SURPRESA!!!

Suas mãos estão carregadas de coisas, são tantas que seu prazer é castrado. Carregadas de quê? Caderno e envelope; Conceitos escritos, principios registrados, linguagem e abertura ou fechamento. Envelope pode ser associado com virgindade. Possivelmente você não é mais uma virgem casta, já experimentou o sabor da “fruta”, o envelope, porta do pecado, foi aberto, mas... Faz-se virgem e casta, ou se comporta como uma. Pode também ser a origem do desejo do casamento (sonho anterior), já que no casamento o pecado é “permitido”.

A sequência do sonho te leva para a questão ainda em evidência de sua baixa estima. Associado, à sua dificuldade de realizar o prazer, podemos pensar que sua atitude, repressiva e castradora, reduz sua autoestima. E a questão das artes sinaliza sua dificuldade de sublimar seus desejos, ou seja, você não vem conseguindo sucesso na sublimação de seus desejos, ao contrário, se sente fracassada e inferiorizada.

A quantas anda sua questão sexual? está em dia? tem dificuldades de satisfazer seus desejos? Reflita.

O que me impressiona nesse sonho é a capacidade do inconsciente de construir a mensagem. Bela é a construção do seu sonho, não a leitura.

Ah! E a rua é a subida, o acesso à questões mais amplas, que merecem um olhar, consciência acrescida, ascensão, relação entre o indivídual e o coletivo.


sábado, 5 de junho de 2010

SOBRE O ARBÍTRIO E A CONSCIÊNCIA

  Spiritus Sanctus

Avanço um pouco mais em algumas questões levantadas no post anterior.

O inconsciente independente do sujeito amplia a imagem, ou inverte o mecanismo de percepção do sujeito, como consciencia, produzindo a sensação de aumento da imagem e criando um bloqueio na ação do sujeito com o objetivo de paralizá-lo. Neste último caso o controle total e de tudo completamente nos subjuga e a consciência é apenas um ramo desta força maior sem um mínimo de árbitrio.

Eu sempre tendo a acreditar que o arbitrio é relativo mas existe, e temos uma única possibilidade: a de fazer algum tipo de escolha, o que determina, em nós, a existência de uma individualidade, como sujeito, menos subjugada na rede da vida, no universo.

Na primeira possibilidade somos ingnificantes.

Na segunda possibilidade não somos tão insignificantes. Como depositários de uma natureza onde a matéria se manifesta em estado de consciência, somos significativos como banco de dados dessa matéria inteligente, mas também somos como a criatura do criador que se manifesta com vontade própria.
Em princípio somos como que impotentes diante dos caminhos da vida e da morte, ou até da continuidade da vida em nova forma. Mas esse dilema sempre inquietou a humanidade na relação do homem com as máquinas. O imaginário humano sempre foi invadido pela idéia da revolta das máquinas que criamos, contra nós seu criador.
No filme Blade Runner essa abordagem se sofistica e mostra a máquina (espelho humano) como um espelho do criador. No filme, aqueles seres excepcionais se revoltam contra o criador porque não aceitam o destino de ter que  morrer depois de terem experimentado o sabor da vida, e terem gostado do que provaram. Há similar biblico nesta metáfora.
Entre tantos aspectos significantes em Blade Runner, este como que salta do filme: As máquinas não são as máquinas insensíveis, mas máquinas que descobrem o amor, o sentimento, as emoções. Descobrem o amor pela vida! Mas terão que aceitar o destino trágico, a morte, (bem analisado pelo prêmio Pullitzer,Ernest Backer,  em A Negação da Morte, que aborda nosso destino trágico).
Como dizia, o que salta do filme é esta associação, as máquinas não são as máquinas, Somos nós. Nós que sentimos, que choramos, amamos, e...  temos o poder de sermos, entre outros seres possíveis existentes, testemunhas da magnitude fantástica deste universo.
E como máquinas, com tempo de funcionamento prédeterminado, variando um pouco para mais ou para menos, mas como depositários da consciencia da matéria podemos não apenas mudar o destino da vida quanto nosso próprio destino. Ainda que nossa possibilidade de intervenção seja ínfima.

No filme Blade Runner a pomba é a última imagem: O espírito sobrevive, em nossa esperança, ao defecho trágico, à morte, ao fim, e ascende livre, etérea, como espectro multidimensional.


sexta-feira, 4 de junho de 2010

OBSERVAÇÕES FENOMENOLÓGICAS I

  Ônibus Eco

A realidade onírica possui suas próprias leis físicas. Na tridimensionalidade somos como que prisioneiros vivendo dentro de determinados limites que tornam a vida até certo ponto muito confortável. Mas a condição de matéria do corpo nos aprisiona nos limites do corpo e são limites que protegem a estrutura de consciência dentro da capacidade limitada de processamento cerebral.

Assim, funcionamos com filtros auditivos, visuais, táteis e proprioceptivos que nos protegem de um colapso que poderia ser causado pelo excesso de estímulos dentro de intervalos de segundo inadequados pela capacidade cerebral.

No sonho anterior, CH79- Sandy e Júnior, dois fatos relatados merecem considerações, dois fenômenos são muito interessantes:

O PRIMEIRO

"Só que teve um problema: o degrau de entrada do ônibus era muito alto e tive de ir dependurada segurando na porta de entrada (sonhos tem cada uma!)."

Se pudermos falar num Intento de inconsciente, numa intenção a ser comunicada, diria inicialmente que a imagem é de bloqueio, uma intervenção de retenção, a realidade obrigando o sujeito a parar sua ação, uma intervenção que paralisa o movimento do sujeito.

Se pensarmos na ilusória linearidade e continuidade de nossa consciência, podemos ficar aprisionados à imagem construída do degrau gigantesco a ser superado, mas considerando os mecanismos psíquicos a imagem construída do sonho não muda, o que muda é o foco e a percepção do sujeito. Duas são as possibilidades:

1.Frente ao degrau, que é um obstáculo a ser rompido pela força muscular, o sujeito foca o degrau, a energia que poderia ser mobilizada no imaginário para romper o obstáculo é bloqueada, o esforço do sujeito aumenta, enquanto que a sua imagem como sujeito diminui, o que faz crescer o tamanho do degrau. Neste caso o degrau permanece do mesmo tamanho o sujeito é que se diminui frente à dificuldade;

2. O foco do olhar do sujeito amplia a imagem daquilo que ele precisa superar, ele coloca uma lente de aumento no suposto obstáculo que se apresenta e no esforço que realiza, portanto sua dificuldade cresce porque ele faz crescer o obstáculo ou a dificuldade que se apresenta. O sujeito permanece do mesmo tamanho, mas faz crescer seu esforço frente à dificuldade que ele ampliou. O Degrau se agiganta.

OBSERVAÇÕES FENOMENOLÓGICAS II



O SEGUNDO

“Cheguei num local que tinha dois portões e um gigantesco muro. Parecia não existir nada do outro lado e então fiz como as demais pessoas que ali chegavam: atravessei uma pilastra de parede. Enquanto atravessava observei que o concreto da mesma parecia flocos de gelo condensado que fazia pressão para dentro e para fora. Para entrar era preciso coincidir com a pressão para dentro e sair era ainda mais fácil sentindo lá dentro a pressão para sair. Foi uma sensação muito intrigante e divertida mergulhar no interior da pilastra.”

Neste “Momentun”, sequência do primeiro, ocorre o bloqueio, a retenção, O MURO, do outro lado o NADA, mas ela se referencia no que os outros fazem para superar o obstáculo, faz o impossível, atravessa o concreto, rompe o obstáculo.

Uma das técnicas de aprendizagem é aprender com a experiência alheia. Se o outro pode realizar eu também posso realizar. A experiência alheia se torna referência, modelo e desafio para aumentar os limites pessoais.

Em esporte especializados se sabe que quando o esportista ascendeu ao Top, e não tem ninguém mais a superar ele acaba sendo superado pelo sujeito que o persegue. É mais difícil se manter na vanguarda do que chegar a ela.

A postura do sonhador rompe com o obstáculo criado, não sei se pela construção psíquica ou pelo sujeito. Se anteriormente o sujeito define a existência do obstáculo (e não a psiquê), na continuidade ele define a construção do PORTÂO GRANDÃO.

Não sabemos se na elasticidade de voltar ao seu tamanho natural, aquele que temos de nós mesmo como referência interna, e que é fundamental para que o corpo calcule suas dimensões (imagem corporal) frente à realidade para que não sai por ai batendo a cabeça e esbarrando ou trombando nas coisas e pessoas. Como dizia: saindo da experiência do degrau deformado, a imagem onírica é alterada, neste caso o mecanismo onírico pode ter introduzido uma nova imagem (upload) como forma de finalizar a impossibilidade criada pelo sujeito no sonho. Toda a dinâmica do sonho foi alterada quando o sujeito interfere com sua dificuldade. A psiquê introduz a nova imagem, fecha a anterior e o travamento e reinicia seu intento. O sujeito mudando o foco para a nova imagem continua criando, vendo o obstáculo, o cenário intransponível, e a psique lhe dá a referência para aprender a romper com o obstáculo, focando o seu olhar no modelo que lhe é apresentado. E o sujeito realiza o imponderável: confiando em si atravessa a parede de concreto. Fenomenal.

Naturalmente, não sei dizer se este era o foco do sonho ou se este é o evento que surge decorrente de outro, a resposta do sujeito como evento fora de controle que interfere na dinâmica onírica, se colocando numa situação de impedimento. Mas a psiquê consegue atualizar o sujeito inclusive fazendo retomar sua referência de ordenação e tamanho, ainda que através da realização de uma ação “mágica”.

Quero dizer que essas reflexões são porque acredito numa dinâmica onírica construída a cada momento no sonho a partir da interação da consciência com o inconsciente. Muitos são os especialistas que acreditam na passividade da consciência, como sujeito que recebe a intervenção. Eu acredito que a consciência, como sujeito, recebe essa ação, essa intervenção e pela sua capacidade de resposta interfere na realidade onírica, pelo pensamento, pelas atitudes e a partir da interação vivida entre essas duas naturezas distintas e mediadoras: a consciência mediando a relação com a realidade e o inconsciente mediante a relação com o universo, mantendo viva a nossa conexão com esse universo.

FEED BACK 19

 Dart Vader - Guerra nas Estrelas
representação do arquétipo Sombra

A troca dos papeis do sonho demonstra que eu não me exponho para não estarrecer minha mãe. É isso? Se for é uma boa verdade. Não consigo me expor ao coletivo na presença materna. Por outro lado, independente da figura materna, eu busco a exposição pois gosto dela, faz bem ao meu ego que quer ser evidenciado, mas, ao mesmo tempo, tenho medo e provoco a fuga. A busca por um parceiro e o desejo de casamento também são reais.

Muito Bem, garota! Essa é a leitura.

O que significa além do perfeccionismo ter um lado sombra configurado em um rato?

O rato pode ser representação simbólica de conteúdos arquetípicos da Sombra. O que representa? Animal furtivo, fugidio, esperto, oportunista. Divindade maléfica no antigo Egito, pestilento. Na idade média era associado ao demônio.

O perfeccionismo tenta esconder o rato, mas o rato furtivo aflora para desinflar, reduzir o perfeccionismo, a idealização, que suga o sujeito da realidade, levando-o para a terra do nunca, onde o aniquila como sujeito. O rato vem para espelhar a realidade e mostrar: veja! Você não é essa maravilha toda, veja a realidade, a verdade da sua natureza, você tem um lado que anseia por luz e pela transformação, limpe sua sujeira, transforme suas deformações, aprimore-se ao invés de ficar se acreditando Deus. Somos o belo, mas também somos o feio. Quando me faço apenas belo, o feio surge para equilibrar a relação, mostrando que não sou tão belo, e se quiser sê-lo é preciso aprimoração e lapidação, um trabalho árduo de metamorfose das sombras para a iluminação.

Não esconder o lado sombra seria o mesmo que não esconder os defeitos e tendências negativas que temos ou seria evidenciá-los conscientemente?

Tai, fico refletindo sobre a tarefa de esconder o lado sombra. Não há como. Ele é parte da dinâmica da vida, aflora, e de uma ou outra forma ela aparece. Também sinto que a questão não é soltar os bichos, abrir a caixa, mas reconhecer esse nosso lado e transformá-lo em conteúdo mais positivo, reordenado, construtivo. Por isso essa integração dos opostos é uma grande jornada pela vida. Se você tentar aprisioná-lo ele aflorará com força redobrada, se soltá-lo você pode abrir espaço para uma força poderosa e destrutiva. Transforme-o em algo positivo e terás uma fonte de energia poderosa que te auxiliará na sua caminhada.

Negar a noite? Engrandecer o dia? Ambos constituem a vida, Quando aprendemos a conhecer nosso lado sombra, desenvolvemos a humildade para nos reconhecer limitados, mas esse reconhecimento e essa aceitação nos permite incorporar o desconhecido em nós, iluminar o escondido e quem sabe descobrir tesouros.
Muito válido pensar que deixo os outros tomarem decisões por mim, sejam de forma direta ou indireta. Muitas vezes sinto a vida cobrar escolhas que não sei fazer. Por mais responsável que queira ser perante minhas decisões e atitudes, fico muito indecisa exatamente por não querer agir de modo imoral, porém parece que o limite da imoralidade está mais na minha cabeça do que nos fatos em si. Mesmo que eu me posicione, ainda assim fico sem saber se fiz o certo ou se fui apenas uma tola. Creio que minha maior severidade está nesse não saber que teme ousar para vir, a saber, tarde demais. Daí viria as fugas para o mundo da fantasia. Acho sim que me conturbo demais nessa busca de saber como agir com a perfeita certeza de que faço o que é perfeitamente certo. Desvencilhar-me disso parece tão difícil quase impossível por ser muito autônomo.

Essa certeza pode ser impossível conquistá-la. Por isso o perfeccionismo, serve para esconder sua dificuldade de se lançar, se aventurar, se expor. Reavalie a rigidez de seus conceitos morais. O excesso de moralidade pode ser perverso ou a tentativa de esconder uma natureza que é original. Mas quando esse moralismo busca negar o seu lado supostamente imoral, você será severamente confrontada e aquilo que seria natural tenderá a aflora deformado e pervertido colocando em cheque sua moralidade. Quando se consegue, mesmo assim, segurar essa força, ela pode explodir em forma de neurose ou outras patologias. Você precisa encontrar um caminho para viver os seus desejos, aos poucos de maneira suave aprendemos a administrar o sagrado e o profano sem precisar tingir de dejetos nossos princípios. Quando existem princípios podemos administrar nossos desejos, e até transformá-los. O caminho é o amor, a autenticidade, a verdade, o afeto, a coragem, o respeito por nós e pelos outros. Quando descobrimos nossa animalidade pensamos que podemos trancafiá-la no armário. Impossível. Ela se transforma em um monstro fora de controle. Mas quando aceitamos essa nossa natureza imperfeita, temos a chance de transformá-la e de aplacar seu primitivismo. Assim a vida fica fácil e os nossos princípios deixam de serem clausuras de perfeição para se tornarem um ensaio ético da generosidade e do afeto onde podemos nos refugiar vivendo a harmonia e o prazer.

As exigências da realidade seriam criações minhas perante o que me desagrada na vida? Creio que na maioria das situações sou sim indiferente ao coletivo por puro egoismo e exacerbada preocupação. Como mudar isso?

Reconhecer essa natureza é o primeiro passo.

A partir do reconhecimento cada novo momento lhe dará a chance de fazer novas escolhas: ser egoísta ou renunciar ao egoísmo? Partilhar? Mas agora existe a consciência. Ser dirigido por ela ou pela direção do passado? Ser guiado pelo desconhecimento, pela ignorância? Fingir que não reconhece ou identifica o seu comportamento egoísta?

A partir de agora é seu o poder de escolher qual caminho seguir, qual atitude tomar, como se comportar.

Depois que tomamos do vinho, reconhecemos o sabor do prazer. Beber o sangue pode ser um grande dissabor. A consciência nos permite essa escolha. Escolher o melhor.

Brindemos... Às boas escolhas!