sábado, 14 de novembro de 2009

ATITUDE IDEALIZADA



S.Dali -Medianimic-Paranoiac Image


Os Sonhos talvez sejam a experiência mais direta que temos com estados diferenciados de nossa realidade. Neste aspecto eles são um portal que nos conecta com uma dimensão onde as inteções do Sonho se superpõe à intenção do Sonhador. O poder de apreensão da consciência é reduzido, não se tem controle de deslocamento no espaço (o espaço é desconhecido), a realidade vívida e o que a constituí é diferente de nossa realidade, e o poder de consciência é absolutamente restrito. Por isso mesmo quando ultrapassamos a barreira básica de aprimoramento a ocorrência de sonhos de confronto diminuem para que novas experiências oníricas venham a se apresentar em nossas vidas, oinverso é verdadeiro: Se regredimos nos aspectros básicos da formação conceitual e de princípios, a ocorrência dos sonhos de confronto aumentam para tentar nos conduzir ao eixo de onde naõ devemos nos afastar, para não correr o risco de nos colocar  permanentemente em zona de ameaças à estabilidade psiquica.
Tentano ser mais claro: Como estamos em uma dimensão especial, sem controle dos princípios e regras físicas, do espaço, do tempo ou da grande maioria das coisas (não temos controle de nada ou quase nada, excluo os sonhos criativos onde se trabalha o poder da consciencia dentro dos sonhos) a psiquê, ICs, tenta se referendar nos conceitos que construimos em nosso processo de desenvolvimento e formação.
Uma tendência do homem moderno é construir uma personalidade idealizada conceitualmente enquanto desenvolve atitudes diferenciadas da idealizada. Assim começa a nascer uma tendência coletiva de Bipersonalidade (Vejam que não chamo de dupla personalidade que é resultado de processo patológico diferenciado onde uma personalidade não tem consciência da outra, remenber: Psicose de hitchcock). Eu falo em um momento coletivo de formação de uma personalidade idealizada dissociada e diferenciada de uma formação conceitual de princípios e de conduta. O sujetio se idealiza conceitualmente de acordo com os princípios socio-culturais, tem consciência do certo e do errado, mas suas atitudes são decorrentes das oportunidades que a realidade se apresenta. Ele passa a ter uma maleabilidade na formação de respostas e atitudes, que não são criadas apenas baseadas nos principios éticos morais, religiosos, socio-culturais, étnicos, mas  na oportunidade de viver a realização de desejos reprimidos, compensando frustrações e se adequando aos princípios da sociedade moderna selvagemente competitiS. Dali

Se por um lado esta realidade coletiva vem favorecendo o homem moderno em sua dinâmica e sobrevivência, por outro lado  impõe uma nova condição à estrutura psiquica arcáica que ainda não conseguiu incorporar, introjetar essas inovações e transformações evolutivas (e não sei se nesta queda de braço se incorporará).  A evolução humana sempre foi um processo lento e gradual e incorporado através das gerações. As mudanças ocorriam, geravam novas ordenações e configurações incorporadas pelas novas gerações, num processo que poderia demorar séculos. Na modernidade, as transformações ocorrem numa rapidez tão acelerada que parece impor ao organismo transformações  de configurações paralelamente enquanto ocorrem. O tempo de processamento foi alterado, as mudanças imperativas. Não há escape.
Se nos focarmos nas transformações ocorridas no último século, entenderemos que as dificuldades das gerações mais velhas de aceitar o novo foi apenas a antecipação do processo psiquico que agora vivenciamos. Assim temos uma psiquê atordoada que se refugia em principios seguros e que passa a se definir a partir da construção do básico. Isto vem se tornando claro nos sonhos quando a psiquê vem tentando mostrar de forma coletiva que ocorre uma dissociação entre os principios conceituais e as atitudes praticadas. E que esta unidade é fundamental para ultrapassar o básico dos mecanismos de confronto que vem sendo anunciados. É como se coletivamente nos anunciasse: Há alguma coisa de errada, de esquisito, podemos ser modernos mas não precisamos ser dissociados.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

CORPO FÍSICO


Olá, tenho sonhado muito ultimamente, mas sao sonhos picados que parecem estar relacionado com a minha vivencia do dia-a-dia. por exemplo: vou ter que dormir umas noites na casa da minha avó porque ela está doente e daí sonhei que estava dormindo na casa da minha prima. diferente disso eu tive um sonho que nao soube entender ao que ele estava relacionado: sonhei que mancava e sentia dor na perna direita, na area da bacia e descia até o joelho. disse para alguém que nao aguentava mais ficar tomando aqueles remedios que nao estavam fazendo efeito direito e que nao via a hora da perna curar logo. acordei preocupada.

o que pode ser isso? dentro do sonho eu me sentia triste e irritada, mas também confiante de que ia ficar boa, só nao sabia como (já que os remédios nao estavam fazendo efeito) e quando e isso me angustiava. ah, também sonhei que várias pessoas estavam me mandando bilhetes escritos, mas eu nao li nenhum, pois o faria depois quando estivesse com todos na mao. esse também foi um sonho sem sentido para mim. o que pode representar?
Olá! É bom ver você identificando e relatando sensações, sentimentos, emoções. Você faz uso de algum medicamento? Essa dor existe ou foi só no sonho? Você dorme em colchão apropriado? Mola ou espuma? Se espuma, qual a densidade? A espuma ainda possui resistência ou já venceu o tempo de uso? A relação peso/densidade está correta? Qual a posição em que dorme? No dia a dia você usa bolsa caída no ombro? Mantém atitude de postura ergonômica adequada no trabalho (relação postura, posição do corpo, movimentos e móveis)? Faz uso de salto alto? Quantas horas por dia? Algum problema de retenção urinária? Algum atraso no ciclo menstrual? Seu ciclo é regular? Toma hormônios? Anticoncepcionais? Faz uso de álcool? A irritabilidade e a tristeza podem ser sinais de cansaço, ou de que está chegando ao limite do esforço em que submete seu corpo. Pode até mesmo referendar atitudes reativas. Parece-me que você funciona com pré-requisitos, e isto pode te levar a adiar atitudes que deveriam ser tomadas. Pois é dependendo das respostas... Ah! Você tem tomado água? Se não ocorre correspondência física avancemos para o emocional: Você pode esta capengando, com dificuldades de marcha, sentindo dores e está fazendo escolhas inadequadas (remédios) para curar seus males. Os remédios que você esta se utilizando para corrigir os problemas de sua caminhada, são inadequados para os seus propósitos. Neste caso reaparece a ansiedade, a impaciência, a insatisfação, a urgência em resolver logo seus conflitos ou dificuldades (o que é muito natural nesta idade).

O TRONO


Foi muito bom o que escreveu sobre o sonho, pois faz sentido com outro que tive essa noite. De toda forma prefiro que você comente o que acha, pois a primeira parte das lembrancas eu nao soube analisar e é meio nojenta, mas dentro do sonho foi algo natural do qual não tive pudor ou vergonha. Eu estava chegando numa festa quando quis ir ao banheiro e alguém tirou uma privada de dentro do carro e colocou na calçada, no meio dos convidados da festa. Eu sentei nela e fiz o que tinha de fazer. Quando levantei a privada tinha se transformado numa cadeira estilo de balanço. Olhei para as fezes e visualizei grãos de milho inteiros nela. Sem entender como foi possível, dei descarga e a água escorreu fazendo as fezes desintegrarem-se, cair e rolar pela rua afora. Foi desconfortável ter que fazer isso, pois estavam chegando mais pessoas e elas perceberam que obrigatoriamente iam ter que pisar numa água de fezes para entrar no local. Entretanto tais pessoas não reclamaram. Depois eu entrei para comer e notei que haviam alugado um restaurante só para isso. A segunda lembrança foi mais tranqüila e divertida. Eu estava numa degustação de bebidas exóticas com vários amigos, pessoas só conhecidas no sonho, e acompanhada de dois homens. Um deles estava com ciúme do outro, mas expliquei-lhe que ia escolher aquele com o qual me identificasse mais, já que gostava de ambos da mesma maneira e, era por isso que estava aceitando tudo sem declarar minhas preferências. Nisso saí com um abraçado na minha cintura e ao passar pelo outro, o que manifestara ciúmes, lhe segurei na mão dando a entender que não estava desprezando-o. Estar com dois homens, embora tivesse a difícil tarefa de escolher apenas um, realmente fez-me sentir muito bem. O da cintura era mais musculoso, tinha charme e beleza de ator de cinema. O da mão me pareceu um conhecido de infância, claro que isso só dentro do sonho, cuja amizade sempre fora mais do que especial. Caminhei com ambos até um refeitório com muita comida. Embora não fosse em casa o refeitório, minha mãe estava lá e estranhou eu estar com dois namorados. O homem que me era um conhecido de infância reclamou dizendo que já não era o preferido do meu coração, mas garantiu que não ia desistir fácil de mim. Foi um sonho encantador!

Em princípio podemos didaticamente dividir o sonho em duas fazes: A chegada e a Festa.
A Chegada envolve o constrangimento de realizar suas necessidade em ambiente público. Neste momento me vem a lembrança de ouvir um comentário feito pelo Colunista Social Ibrahim Sued há mais de 30 anos atrás. Ele foi um profissional muito amado e muito criticado por uma elite que se considerava intelectual e acima dos mortais comuns. Em uma entrevista próximo à data de casamento de sua filha, ele foi perguntado sobre o conselho que ele havia dado a ela para que tivesse um casamento bem sucedido, e respondeu, se bem me lembro: “ Eu a aconselhei a nunca fazer suas necessidades frente ao marido. Que não permitisse a marido assistir tal momento intimo e pessoal”. Agora me passa que a história no passado descreve a realeza européia fazendo suas necessidade em público. O rei sentava-se num trono especial onde, assistido por todos que tinha acesso ao salão real, realizava suas necessidades. A grande maioria dos seres vivos realizam suas necessidades sem constrangimento onde melhor os apetece. Poucos são os seres que realizam essas necessidades com a sofisticação humana, agora que lembre apenas os gatos têm a “consciência” de escolher o local e acondicionar suas fezes.
Os excrementos “segundo Freud em sua experiência psicológica, com frequência associa-se o mais desprovido de valor ao mais valioso”. Considerados como receptáculo de Força, eles simbolizam uma potencia biológica sagrada que reside no homem, é produzida por ele e mesmo depois de descartada ainda pode ser aproveitada. Na fase do desenvolvimento humano desempenha fator da mais alta relevância na constituição de caracteres da personalidade que podem definir toda a história de uma pessoa pela vida.

E a relação do primeiro momento para o segundo pode estar na conduta em que envolve a suas relações sociais, afetivas e de envolvimento sexual. A festa é encantadora você envolvida e ladeada por dois homens. Uma variante de grande importância é a sinalização de vaidade contida no sonho. Seja pela conquista de dois machos, seja investindo muito na vaidade. Ou seja os dois homens podem não contar o que conta é o preço que se paga pela vaidade que se cultua. Pessoalmente penso que a grande sacada deste sonho pode estar no trono em Público e o constrangimento que aparece pela situação aparentemente invasiva, esconde o desejo de se expor, pela coragem, pela vaidade.  Chama a atenção o valor ambíguo das fezes, como dejeto e símbolo de sorte e fortuna, e daí surge a  primeira questão: Será que você vem gastando demais? Vem jogando suas riquezas na rua? Está desenvolvendo hábitos onde se exponha ao público de forma excessiva e inconveniente ou que posteriormente lhe cause mal estar, culpa e constrangimento? Reavalie suas condutas sociais para saber se socialmente você não vem se expondo mais do que devia. É possível que está exposição seja decorrente da manifestação da vaidade, reforçada pela conquista bisexual (dois homens). Um não satisfaz dois encanta e realiza. Reflita.
Se a vaidade estiver em evidência, resta um alerta: Cuidado com as armadilhas da vaidade, muitas vezes o preço que se paga é maior do que o prazer e satisfação e o retorno social. A Vaidade é insaciável.



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tempo



Tem como saber se meus sonhos continuam naquele mesmo patamar de antes? eu queria ter sonhos diferentes, mais interessantes talvez, ou que demonstrassem algo positivo, que representasse um crescimento pessoal ou algo assim... Tentarei lhe responder mas se você me disser sua idade eu tenho mais uma dado para responder.


Eu preciso saber o que seriam sonhos mais interessantes? Como Diferentes? Isto significa expectativas adjetivas. Pessoalmente, sempre penso em sonhos como enigmas intrigantes, uma conexão com o Divino, um mecanismo fenomenal da natureza para se atualizar, atualizar as funções da psique e as funções orgânicas. Como um mecanismo auto-regulador. Uma máquina que se recupera dos impactos da realidade reordenando as funções e os mecanismos. Este é para mim um processo fantástico de readaptação, um instrumental fenomenal que nos permite uma sobrevida. Possivelmente sem este mecanismo sucumbiríamos com pouco tempo de vida, e este mecanismo consegue alongar o nosso tempo de sobrevivência.

Digo isto pensando numa certeza: os desafios são tantos e tão significativos que uma vida parece pouco para o tanto que precisamos caminhar. Com um agravante: nem sempre podemos caminhar com o nosso tempo, mas caminhamos inevitavelmente com o tempo do cosmos, com o ritmo do universo. Isto quer dizer que não adianta correr. Há de se esperar e ter paciência. Você agora, por exemplo: com mais dois/três anos, fechará um ciclo, uma estação, e entrará em nova fase, novo momento. Esta nova fase será possivelmente um ciclo mediador, de transição, que independente de suas intervenções promoverá uma adequação orgânica e psíquica para a sua 2ª metade de vida, onde novos instrumentos serão incorporados à sua dinâmica para que possa avançar em seus processos como indivíduo adulto. Assim passos que damos agora só mostrarão as consequências à frente. Talvez por isso muitos adiem o crescimento como se lá na frente pudessem recuperar o tempo perdido. Mas a vida não funciona assim. As etapas são “um contínuo” onde mesmo que não vejamos as mudanças já usufruímos do “estado”, ou do retrocesso e se não as realizamos pagamos o preço e as consequências de nossas escolhas. Você está em tempo de plantar, semear, promover a mudança, atenta, plugada, fazendo o que tem que ser feito, cumprindo o seu dever. E não tenha dúvidas os resultados você não demorará a colher, poderá não vê-los, mas eles são promovidos, criados e mesmo que custe a vê-los materializados, eles já estarão atuando na sua dinâmica de vida, eles já existem desde o momento da criação. Eles são o resultado de nossas buscas, de nossa jornada, de nossas ações. Neste momento em que você se prepara para entrar nessa etapa de transições sua mente já incorpora os sinais da maturação, faça o que precisa ser feito, pois quando assustar já terá 50 anos. O tempo voará, não mais será longo como para crianças, mas num piscar as décadas terão passado.
Sonhos podem anunciar o bom como podem enunciar pesadêlos. Antecipar acontecimentos futuros, antecipar consequências de escolhas que iremos fazer. Mas tendo a acreditar que eles tendem a corrigir rumos, nos puxar para o eixo, mas se estamos no"eixo" do mundo, em sintonia com a vida, sincronizados com o universo, aí estamos no fluxo natural do rio da vida, ssó temos que navegar. Captou?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ARANHA










Aranha – animal Lunar ,. Demiurgo podem representar três sentidos simbólicos: O poder criador de tecedora: O poder agressivo e ardiloso; O poder da criação da criatura, a Teia, a trama, a armadilha. A aranha em sua teia é um símbolo do Centro do Mundo. Na Índia é considerada com Maia (ilusão), a eterna tecedora do véu das ilusões. Para Scheineider a ação construtiva e desconstrutiva simboliza a inversão contínua da qual se mantém em equilíbrio a vida no cosmo. O sacrifício contínuo, que impõe ao homem a transformação permanente durante sua existência.
Como considero os símbolos passíveis de construção e modificação prefiro ver na aranha o poder criativo e de sobrevivência excepcional, neste aspecto ela reproduz a inteligência da matéria a construir com habilidade a trama que lhe transforma em uma caçadora fenomenal. Exercita a criação, o trabalho, e pratica a paciência, a espera para sobreviver com maestria. Talvez por isso se considere a aranha símbolo da introversão e do narcisismo, a absorção do ser pelo seu próprio centro.

Uma visão popular associa teia de aranha ao desuso, coisa velha, esquecida. Mulher que não faz uso do sexo, máquina que não se usa. Como pode perceber essa aranha acima da cabeça pode significar um mundo de coisas.

Simone 1





Por favor, pode falar-me algo desses sonhos? Primeiramente sonhei que estava comendo na casa de alguma amiga, e além de mim havia mais uma convidada, ambas só conhecidas no sonho. Quando terminamos a refeição ela ofereceu mais suco de uva. Eu já houvera provado e não queria mais, porém elas insistiram.
Fiz um discurso dizendo que não era acostumada a tomar suco com as refeições, pois minha mãe sempre tivera enjôo de estomago ao tomar liquido no meio das refeições e eu crescera achando isso um habito ruim que passei a evitar também.
Logo depois fomos para a sobremesa. Havia um pequeno pedaço de bolo de castanha com coco que foi dividido p/ nós três. Eu raspei o prato achando aquilo um nada. Justo o bolo que estava tão bom e que gosto tanto, eu não tinha como comer a vontade.
O mais interessante nesse momento é que elas estavam falando em inglês e senti-me num país de tal língua. Embora entendesse e soubesse falar um pouco da língua, sentia dificuldades de comunicar-me como anteriormente. De todo modo, eu estava tranquila, pois não sentia obrigatoriedade de falar nada.

O Fruto é símbolo de abundância que transborda na Cornucópia da deusa da fertilidade ou das taças nos banquetes dos deuses. Os frutos dependendo de cada um podem simbolizar desejos sexuais, imortalidade e prosperidade, felicidade.

No caso do suco de Uva, que é o néctar da fruta, sua significação além da fertilidade ou do momento de abundância, está associada, ao vinho, à embriaguês, ao sangue plasma vital, à renovação, ao sacrifício. A tônica do sonho parece-me a ambivalência do tema e do comportamento: A recusa ao que lhe é oferecido como abundante e a frustração da satisfação do desejo daquilo que é escasso. Há um desacerto de comportamento, falta de sintonia com a realidade do cenário. Quero o que não tem e não quero o que abunda. Como desconheço a sua realidade e dos seus hábitos, não há como afirmar, mas o inconsciente pode estar te chamando a atenção para as justificativas que você apresenta para recusar o que lhe é recomendado e a ânsia de consumir o que pode lhe fazer mal. Mais interessante é que a uva é bom redutor de radicais livres que são produzidos pelo consumo de guloseimas ou alimentos originado de produtos processados e refinados. Neste aspecto suas escolhas são desfavoráveis a você já evita o que deve ser consumido e quer consumir o que deve ser evitado. A linguagem estrangeira pode falar da dificuldade de comunicação entre o que o seu ICS pode estar querendo lhe comunicar e a sua dificuldade de compreender evitando se inteirar, ficando alheia, fugindo, se distanciando da sua dinâmica. Ou pode falar da sua dificuldade de participar dentro da realidade dos cenáriosa que se apresentação, neste caso falta-lhe integração com o meio, possivelmente pela sua timidez, ou pelo distanciamento que você impõe às pessoas. Reavalie as escolhas que faz na sua vida e evite ser simplista nas suas justificativas. Trabalhe a ampliação dos diálogos.

Cornucópia- sf (lat cornucopia) 1 Vaso, em forma de corno, cheio de flores e frutos, e que antigamente era o símbolo mitológico da fortuna ou abundância e hoje simboliza a agricultura e o comércio; corno da abundância, corno de Amaltéia. 2 Qualquer fonte de riqueza ou felicidade

Simone 2





Depois disso eu não lembro a continuação, mas recordo que tive outro sonho que me deixou preocupada. Eu estava num local desconhecido com mais algumas pessoas e havia uma boneca respondona que me causava medo. Daí ela correr e senti-me na obrigação de ir atrás como se ela fosse uma criança arteira.


Na seqüência eu estava no quintal de casa vendo algo, que não lembro o que era, quando percebi que acima de minha cabeça tinha um monte de teia de aranha com minúsculas aranhas.
Instantaneamente senti meus tornozelos pinicarem e, embora não houvesse aranha neles, havia vermelhões como se fossem manchas de queimado transformando em bolhas sobre a pele. Eu queria continuar investigando se por acaso fora picada por alguma aranha, mas daí começou a cair uns pingos grossos de chuva e tive que me retirar do local e entrar em casa. Nisso comecei a sentir zonza e fui beber água. Daí eu percebi que minhas mãos estavam inchando e ficando enorme. Tive a sensação de que todo o meu corpo estava crescendo e agigantando-se. Fiquei desesperada pensando que ia sofrer algo ou até morrer. Por alivio minha mãe, a qual dormia dentro do sonho, acordou. Imediatamente fui mostrar para ela, mas inacreditavelmente eu desinchei e, embora tremula, ela não acreditou que houvesse me ocorrido algo estranho. Sentindo-me perturbada vi quando minha mãe abriu a porta e o sonho deu seguimento de uma forma totalmente fora do contesto da realidade.

Minha mãe sentou-se ao lado de um sujeito todo enrolado de panos grossos aparecendo apenas uma faixa livre nos olhos, mas ainda assim ele estava com óculos de sol. Vi que uma mulher vinha trazendo café já nos copinhos descartáveis e disse para minha mãe que não ia tomar café algum, pois poderiam estar envenenados. Ia passando reto quando desconfiei que minha mãe ia contar-lhe tudo o que se passara comigo. Logicamente não julgava isso bom, pois ele não era de confiança. Sentia como se ele fosse o culpado, ou seja, o sonho me parece estranho nesse ponto.

Ao perceber que minha mãe realmente estava lhe contando sobre o fato de eu ter ficado inchada, dei meia-volta e encarei o homem de frente olhando em seus olhos a uma distancia de um palmo enquanto cumprimentava-o e ironicamente perguntava se estava tudo bem com ele. Queria olhar nos olhos dele para descobrir se fora ele quem armara algo para me matar, mas era impossível. Ele me cumprimentou e eu perguntei porque ele não deixava de se esconder como se fosse um árabe. Nisso lembrei que ele era descendente de árabe, mas mesmo assim achava estranho uma vez que ele não estava no país de origem e não precisava ficar vestido daquela forma. Antes de ele falar qualquer coisa minha mãe lembrou-me que no dia seguinte ele estaria viajando e indo embora. Senti ainda mais desconfiança. Nesse ponto eu acordei.

Apesar de ter ficado com medo do inchaço desproporcional das mãos e corpo, acho que fui muito corajosa de encarar tal homem e demonstrar que achava errado e desconfiava da sua postura de nunca se revelar ou se mostrar fisicamente. De todo modo, não sei porque eu achava que aquele homem era alguém mal a ponto de querer me matar. Obviamente isso não era pelos trajes, embora eu achasse estranho e desconfiasse do fato dele ser um viajante árabe. Queria muito entender que sentido tem esse sonho tão estranho para mim.



Uma visão popular associa teia de aranha ao desuso, coisa velha, esquecida. Mulher que não faz uso do sexo, máquina que não se usa. Como pode perceber essa aranha acima da cabeça pode significar um mundo de coisas.
Poderíamos separar o sonho em três momentos:

1. A aranha. O corpo pinica; vermelhão; inchaço; desespero; medo de morrer;

2. Insegurança, distúrbio paranóide (desconfiança, medo, pensamento persecutórios de traição, vítima, conspiração);

3. Confronto.

1- A aranha é entre outras coisas apenas um símbolo desencadeador da dinâmica reativa que se segue no sonho. Avalie qual a sua reação frente ao aracnídeo e a sua reatividade frente ao significado. Vejamos. Eu não sei o que representa a aranha para você ou se há identificação de simbologia, (comportamento de aranha, trama, rede, teia, controle, atitude predadora frente aos homens ou às pessoas, atitude defensiva, agressiva, etc.).
A reação corporal pode ser avaliada como uma reação alérgica à “trama” do tecido que envolve o seu corpo no sono; Algum tipo de intoxicação alimentar ou picada de inseto na noite (pulga, pernilongo) que tenha desencadeado o “prurido”. Se esses eventos forem descartados ficará apenas a reatividade emocional. Angustia, ansiedade, apego, fobias, insegurança, fragilidade emocional.

2- As manifestações reativas sinalizam a insegurança, um nível de defesa elevado a ser verificado, desconfiança, medo de se expor, por ameaça ou por receio de ser invadida. Se o meio é ameaçador a necessidade de defesa aumenta, ou o meio não é ameaçador, mas o elevado nível de defesa interfere numa relação mais harmoniosa das relações afetivas e sociais. Você pode passar por momento  defensivo e reativo. Naturalmente a vivência onírica pode apenas sinalizar fragilidades que evidenciem a necessidade do desenvolvimento de novas respostas ou do fortalecimento da personalidade para que não tenha que realizar compensações ou atualizações que protejam o organismo. Por exemplo: se o momento é de angustia a fragilidade pode evidenciar inseguranças, fobias e paranoias; Pessoas que fazem uso de drogas tendem, pelo esgotamento que provocam no organismo, a desenvolver os núcleos paranóides. Se o organismo está frágil, a ameaça orgânica se manifesta na fragilidade emocional, o corpo recua para se resguardar.

3- Como você diz: “Apesar de ter ficado com medo do inchaço desproporcional das mãos e corpo, acho que fui muito corajosa de encarar tal homem e demonstrar que achava errado e desconfiava da sua postura de nunca se revelar ou se mostrar fisicamente”. Também gosto desta postura no sonho, da coragem, e até acredito que precisamos ser corajosos para enfrentar desafios e medos. Mas na situação você pode ter se superestimado. Frente ao nível de desconforto causado pela tensão em que você foi colocada, você foi induzida a realizar este confronto. Parece-me que o nível de tensão desencadeia a liberação de uma energia, de uma força extra e positiva para você, mas esta energia aprisionada que foi liberada pode ser uma energia que você utiliza pra se esconder e se disfarçar. Quero lhe dizer que há um lado seu que se esconde, camufla. Este confronto é entre você e você. Você é sua adversária. Pode ser indício de conflito. Há um lado que se esconde, e que te incomoda, lhe provoca tensão. Neste caso sua energia é utilizada nas suas defesas, o que gera alto nivel de tensão, e para liberá-la isso exige muito esforço pessoal, que possivelmente eleva ou o comportamento reprimido ou comportamentos agressivos reativos. De qualquer forma trabalhe a redução de seus níveis de tensão (se eles estivem altos).

Um detalhe importante é sua mãe associada a essa figura ameaçadora. Como estamos investigando... a pergunta: Ela no sonho te protege e se associa com a ameaça, ela é ambivalente, dúbia, protege e ameaça, é mãe aranha? A figura ameaçadora é masculina seu principio repressor. Como você lida com o seu lado masculino? Realizando confrontos? Reprimindo-o ou sendo reprimida? E seu Pai? Onde ele está na sua vida, e na sua história, na sua formação? Há dificuldade de comunicação? Ficam as questões para a sua reflexão. Abrimos a Diálogo, a leitura é dinâmica, fique atenta para outros sonhos que possam complemntar a mensagem.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

BEIJO


Tenho aqui mais um sonho: Não lembro o que sonhei inicialmente, mas pouco antes de acordar eu estava numa casa bonita, mas bem diferente. Não sei de quem era, mas eu parecia tranqüila lá dentro até o momento em que entrei por uma espécie de cômodos secretos cujas portas de levantar estavam um pouco emperradas e eu tinha que agachar para passar. Achei interessante aquilo e não me importei, mas na volta, quando estava indo embora, percebi que a passagem da escada, a qual impressionantemente era feita de tecido, estava despregando a costura e não dava para pular, de forma que eu fiquei presa sem ter como sair. Mas eu estava disposta a dar um jeito e sair dali de qualquer maneira. Não seio que sucedeu, mas depois disso eu estava noutro cômodo, não sei se na mesma casa, e troquei vários beijos com um homem de uma forma muito intensa e até lasciva. Senti inveja de mim mesma naquele beijo como se soubesse que aquilo era só um sonho. Havia outro casal que se preparava para tomar banho e eu me sentia bastante natural e à vontade. Quando o homem com quem eu trocava beijos foi embora ou foi buscar algo, não sei, eu procurei água para beber, mas daí eu notei que só havia um ultimo copo de água filtrada. Não quis tomar, pois eu me sentia como uma visitante e não tinha tal liberdade. Também não sei o que aconteceu nesse meio tempo de sonho, mas na seqüência eu fui à padaria acompanhando alguma pessoa que não sei definir quem era. Essa pessoa, que era uma mulher, comprou algumas quitandas e na volta ofereceu-me um café e eu aceitei. O café ali saia da maquina de graça e por isso, muitas pessoas faziam o lanche no próprio lugar. Apesar de termos tomado o café, ela disse que iríamos comer em casa. No que terminei de tomar meu café percebi que havia perdido um pé do meu chinelo e já era o segundo par que perdia ali, sinal de que era a segunda vez que ia naquela padaria. Nisso ela me mostrou uma caixa de achados e perdidos e lá encontrei tanto o pé do chinelo com que estava quanto o outro par perdido outrora. Fiquei feliz por encontrá-los e poder pegá-los de volta, só que, enquanto tentava guardar o chinelo que perdera outrora na bolsa e me retirava da padaria, a mulher que estava comigo já havia ido embora e, apesar de saber que já tinha ido ali outra vez, não lembrava o caminho de volta para a casa dela. Fiquei olhando para a rua inclinada. Tinha impressão que o caminho era descendo, mas também tinha a sensação de que deveria ser subindo e não conseguia de forma alguma saber para onde ir e nem entender porque ela não me esperara. Nisso acordei.

Neste sonho aparecem alguns sinais interessantes, mesmo que possam sinalizar representações aparentemente simples. A casa parece-me o reencontro com sua casa, mesmo que ainda não a identifique como sua, mas já surgem sinais de afeto (reconciliação afetiva com o masculino, ainda que a aproximação seja carregada de energia sexual). Tudo bem, o beijo você o sente como excepcional, e mesmo que ele seja compensatório de carência (afetiva, emocional ou sexual), ou compensação por estar, na realidade, beijando alguém que não faz a sua cabeça, ele sinaliza uma reconciliação com o masculino que transpassa a distância, a resistência e defesas anunciada anteriormente em sonhos. Outro sinal afetivo: partilha de alimentos. Associo o encontro do chinelo com o reencontro do caminho da humildade. Foi perdido e parece-me que está sendo rencontrado, ou a necessidade de reencontrar esse caminho para calçar e proteger sua caminhada. Como o momento é de transição, nada mais natural poder descer como poder subir, mesmo que a passagem, a escada, a transição, ainda seja um caminho delicado e frágil. O movimento esta sendo feito e a dinâmica favorece a volta para casa, para você mesma.

domingo, 1 de novembro de 2009

ANÔNIMO



"Gostaria que falasse sobre o seguinte sonho: Eu estava com minha mãe e irmã, que dirigia o carro, andando por ruas confusas e por todos os lados que olhávamos era só acidentes e colisões. Para desviar minha irmã foi obrigada a entrar num túnel que fui sair no estacionamento subterrâneo de um supermercado. Ela havia aranhado a lateral do carro e reclamou que só teria dinheiro para o concerto na outra semana. Em vista da aflição de termos conseguido passar por tantos automóveis colidindo, explodindo e saindo das ruas como numa ficção, era milagre minha irmã ter apenas aranhado a lateral do carro. Até um trem estava tombando da linha e foi ele que impediu a passagem, fazendo minha irmã virar no túnel que também parecia ser uma ponte, ou melhor, parecia um túnel aberto por cima. Uma vez saindo do estacionamento, minha irmã chamou o elevador e tudo pareceu ser a recepção de um hotel. Nisso minha irmã encontrou-se com um homem que não era meu cunhado e achei super estranho. Em seqüência eu estava numa casa e enquanto comia melancia entrou ladrões nela, mas só eu sabia que um deles tinha uma arma por baixo da camisa. Eu não estava sozinha, tinha um monte de pessoas na cena, mas não lembro quem eram. Depois eu passei para um sonho melhor: estava namorando um homem e ele elogiou meu perfume de forma que duas mulheres que pareciam ser nossas amigas me cheiraram e aprovaram meu perfume. Eu me sentia muito à vontade e parecíamos muito bem com o relacionamento. De tão bom que estava eu acordei dando fim ao namoro.

Eu também gostaria...infelizmente pela narrativa do sonho posso até deduzir quer você seja uma mulher, mas posso incorrer em erro pela suposição, já que os dados  não me indicam com exatidão nem a sexualidade, os outros dados podem favorecer a leitura pela compreensão da dinâmica do "momentun". Na narrativa não há indicação de ações, reações, sentimentos, emoções ou quaisquer outros indícios que me levem a construir um perfil sobre o momento pessoal. Envie-me os dados caso queira para que eu possa  completar a postagem.

sábado, 31 de outubro de 2009

JULGAMENTO

most pierced woman elained

"É bastante válido o que falou sobre o sonho e os julgamentos. Sou flexível para me julgar, mas quanto aos outros nem sempre é assim. É dificil aceitar aos que pensam e agem diferente, pois mais que se deseje respeitar tais pessoas, no fundo no minimo acabo achando-as tolas como na mulher do sonho que entra na piscina de roupa".


Isso é julgar. Dar valor, subestimar, classificar. E fazendo isso você se superestima. É o que poderia ser chamado de inflação do ego, um crescimento sem sustento, sem valor, já que não privilegia as diferenças, a riqueza das diferenças, já que não realiza o principio básico do respeito, fortalece e origina o Preconceito. Este estágio pode ser considerado um pré-estágio que antecipa um processo de maturação da personalidade, você cria uma dinâmica de diferenciação estabelecendo e classificando comportamentos como os que você valoriza e os que você desconsidera, assim se as pessoas agem de acordo com as expectativas que estipulou como de “valor” e com as quais se identifica você aprova como uma autoridade (lembra-se da característica castradora e repressora?) e se os outros não atendem às suas expectativas você as desclassifica. Agindo dessa forma você mesma se coloca uma mordaça, e realiza um processo de auto repressão (já apareceu em sonhos anteriores, lembra-se?) e auto castração vivendo como que engessada dentro de limites que se impõe e que lhe tiram as possibilidades de experimentação e descobertas. Uma boa referencia é trabalhar mais a aceitação de si-mesma, dos seus erros, ser mais humana e menos perfeccionista, menos exigente e menos severa, e se referenciar nos princípios básicos de moralidade, na verdade incondicional, no respeito, no aumento da tolerância (sua e do outro), no exercício da compaixão. Assim terá mais possibilidades de se divertir com as diferenças e poderá descobrir a riqueza da multiplicidade de vivermos num país multirracial, multicultural e numa modernidade fenomenal que favorece a todos a possibilidade de se realizar como uma individualidade plena, exercitando a busca desta plenitude. A vida é uma experiência única, mas muito rápida, e se ficarmos no conforto de vivermos apenas dentro do que classificamos como “bom”, acabamos por sermos obrigados a fechar os olhos para não viver o desconforto das diferenças. As diferenças são ótimas e são elas que enriquecem o processo evolutivo da humanidade. Os princípio devem ser as referências, se as temos não precisamos temer as diferenças entre os seres. Aceitar o outro é trabalhar a própria aceitação de nossas esquisitices. Comece a rir de si própria. Vou te contar uma coisa: Eu me tornei um homem muito sério. Tão sério que desaprendi a sorrir. Só recuperei minha alegria depois que descobri como eu era ridículo, aí eu comecei a rir de mim mesmo, sem vergonha, e posso te afirmar: Eu me tornei uma pessoa muito melhor do que aquela que se achava “tão importante”. Espero que tenha entendido que o que foi falado não é para te criticar, mas para te acrescentar. Só podemos nos realizar se exercitarmos esse processo constante de nos reavaliarmos. Assim nos transformamos em sintonia com o universo.

"tem como saber se meus sonhos continuam naquele mesmo patamar de antes? eu queria ter sonhos diferentes, mais interessantes talvez, ou que demonstrassem algo positivo, que representasse um crescimento pessoal ou algo assim..."
Tentarei lhe responder mas se você me disser sua idade eu tenho mais uma dado para responder.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

JULGAMENTO


Olá, sou eu outra vez. Vamos aos meus sonhos: Primeiro sonhei que havia ido numa aula experimental de natação, mas além de achar a piscina muito pequena, a professora estava demorando muito para chegar, de forma que deitei num dos bancos e comecei a dormir. Quando a professora chegou, eu estava com muito sono e nenhuma vontade de fazer a aula. Mesmo assim acordei, mas fiquei apenas olhando e, meio zonza, perguntei a mim mesma se por acaso havia levado o biquíni e parecia não saber a resposta. Enquanto faziam alongamento dentro da água, uma mulher prometeu ser a ultima vez e deu um pulo dentro da piscina de roupa e logo em seguida saiu. Fiquei sem entender que bobeira era aquela da mulher de mergulhar a toa como se quisesse apenas molhar os trajes. Em segundo eu fui levada presa, mas a prisão era numa espécie de praça na beira da praia, sendo que eu tinha de ficar sentada virada de costas para o mar e de frente para o calçadão. Eu estava lendo um manuscrito e atrás de mim havia uma moça sentada. Nisso passou um carro e parecia ser a mãe dessa moça. As duas conversaram algo e, quando o carro foi embora, tentei puxar conversa com a moça e disse inclusive que ela não me era estranha, mas ela não quis de jeito nenhum conversar comigo. Na seqüência apareceu um guarda com mais dois prisioneiros e eu também os conhecia, pois já os vira preso na outra extremidade da praça. Mas numa tentativa de comunicar-me com alguém, perguntei ao guarda se aqueles eram os dois presos que haviam estado lá anteriormente e, conforme já sabia, a resposta foi sim. Nisso a moça que estava emburrada começou a reclamar dizendo que era inocente e comentei que eu também era, mas que não adiantava ficar dizendo isso. O guarda então me questionou: ‘se você é mesmo inocente, porque aceitou tão facilmente estar presa aqui?’ Respondi-lhe que não tinha medo de nada, exatamente por ser inocente. Além disso, acreditava que se estava ali deveria haver um propósito maior e melhor decorrente de tudo o que estava me acontecendo, pois não há sofrimento eterno e a justiça sempre é feita para quem acredita nela. Disse que não me importava de forma alguma o fato de estar presa, pois tudo em minha vida era aprendizado e ali continuaria sendo, independente de não ter feito nada de errado. Além disso, pensei sem dizer: ‘e ficar presa num lugar desses não é sacrifício nenhum’. Assim ficou a conversa e depois eu fui levada para uma espécie de casa com acabamento externo inacabado, mas num local muito bonito que parecia um parque. Novamente ia ficar presa num local maravilhoso. Ali eu não tinha que ficar sentada, podia andar por todo o local desde que não saísse da propriedade. Enquanto andava observei a enorme construção com a calçada ainda faltando uma parte para ser terminada. A piscina estava vazia e a pérgula ao lado estava enfeitada com algumas cabaças penduradas, de forma que olhando de longe pareciam abóboras. Havia vários vasos de plantas bonitas e, na frente, vários carros estacionados. No que fui andando para a parte da entrada da casa, que poderia ser um escritório ou até mesmo uma delegacia, fiquei receosa ao topar com um homem que saia dela, pois não sabia se podia andar tão próximo da casa, e fui logo disfarçando com a pergunta ‘onde tem um banheiro?’ O homem me respondeu indicando com o dedo que ficava lá adiante, atrás de algumas árvores. Enquanto me respondia ele jogou um molho de chaves para um pessoal que estava dentro de um carro cor de vinho e continuou procurando algo que imaginei ser a chave do seu próprio carro. Nisso o carro vinho que estava saindo deu uma pendida numa vala do chão quando foram fazer a virada, mas apesar do susto, conseguiram sair depois. Era uma vala comprida que por certo serviria para passar algum cano de esgoto. Fiquei me questionando quem seriam aquelas pessoas e qual deveria realmente ser o propósito de estar ali. Depois disso não lembro mais nada. o que me diz a respeito

Carlotinha, na escola aprendendo a nadar e fazendo alongamento. “Fiquei sem entender que bobeira era aquela da mulher de mergulhar a toa como se quisesse apenas molhar os trajes”. A associação que faço está relacionada ao batismo, não importa como o batizado está trajado, ou como ele se joga, mas o mergulho pode estar relacionado ao simbolismo do mergulho nas águas primordiais, o retorno do filho às origens cósmicas, ao divino. Naturalmente se olho com o olhar dessacralizado, ou profano, posso sentir como bobagem, até mesmo com criticidade e posso não enxergar a dimensão do evento. Você procura a roupa adequada (o biquíni), a adequação para o seu propósito e esquece que o propósito alheio tem suas próprias razões. Isso pode significar “não julgue”, não incorra no erro de julgar pelas aparências, cuidado com os eventos que nos rodeiam, muitas vezes a ilusão nos engana, ou podem nos direcionar a conclusões equivocadas.
A sequência do sonho reforça essa ideia com o diferencial da troca de papéis, você passa a assumir a condição de “julgada”. Está presa, detida, e tenta se explicar, mostrar que é inocente. Está tranquila, se sente tranquila porque se sabe inocente mas sofre a ação da injustiça, da incompreensão, da ação alheia. Sua resposta é positiva, sua atitude é construtiva você se percebe: “não tinha medo de nada, exatamente por ser inocente. Além disso, acreditava que se estava ali deveria haver um propósito maior e melhor decorrente de tudo o que estava me acontecendo, pois não há sofrimento eterno e a justiça sempre é feita para quem acredita nela.”. Saber isso é saber que passamos ou passaremos por situações inevitáveis, e que toda a trama faz parte dessa possibilidade que a vida nos dá de aprimoramento. Mas isso não é o bastante. Porque se podemos suportar os desígnios da vida temos que além disso não aplicar a mão severa do julgamento no desígnio alheio. É necessário aplicar para o outro aquilo que consideremos o ideal para nós, e escapar da armadilha de ter dois pesos e duas medidas, um para nós e um para o “outro”. O que quero dizer-lhe é que quando aplicamos a “idealização” em nossa vida, no dia a dia, aprendemos a escapar dessas armadilhas que em geral aprisiona a todos, por que a maioria assim escorrega. E a terceira parte, a conclusão, ainda me parece associada à questão do “não julgamento” ela me parece associada ao desastre, ao “acidente”, que pode ser o fechamento da mensagem as consequências dos nossos atos, escorregar na vala comum dos esgotos escondidas sob a terra. Que lhe parece? Quanto às figuras a associação que faço é com o principio masculino, o princípio de realidade, as referências que você tem na realidade. Deixo de avaliar símbolos que aparecem (chave, banheiro,etc.) e ficar, a princípio, apenas na idéia central. Se não achar sentido, me comunique para que possamos avançar na busca.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

NIKITA EXPLODITA



Olá, gostaria que verificasse o seguinte sonho: Eu agachei-me para um padre não me ver. Escondi perto de duas moças que pareciam presas até que, repentinamente, mais duas mulheres saíram da porta dos fundos de uma igreja cuja missa estava acabando. Ali parecia um espaço grande com várias igrejas e eu parecia estar num serviço secreto. Eu fiz sinal de silêncio para as moças presas e elas ficaram caladas, porém, depois que o padre passou sem me ver, as outras duas mulheres que haviam saído da missa disseram que também iam me encobertar, mas eu ia ter meu tempo de fuga e nisso soltaram uma espécie de gás explosivo. Sai correndo como se voasse no ar e fui obrigada a entrar numa igreja cujo interior era gigantesco, tudo em cor prata metálico como se fosse uma construção de inox e cheio de pessoas que pareciam trabalhar. O local não lembrava em nada uma igreja: parecia mais uma empresa de escravidão e não sei por que tive essa impressão. Conforme corria ligeira via o fogo surgir atrás de mim como se estivesse num filme de ficção. Eu olhava para as pessoas e, uma vez que elas não sabiam que tal gás havia sido solto, pensava em quantas delas morreriam explodidas após contaminarem-se respirando o ar tóxico que rapidamente entrava em processo de combustão e se transformava em fogo. Entretanto eu não podia fazer nada além de fugir super rápido. Vi-me correndo dentro de uma espécie de túnel quadrangular muito comprido e também metálico brilhante. No final desse túnel saí noutro ambiente. Era um lugar requintado de alta sociedade, mas não sei se era uma feira ou uma festa, só sei que comecei a dançar a cerca de dois metros suspensa do chão. Dançar no ar era muito gostoso pois parecia dar leveza nos movimentos, mas acho que eu era a única que dançava. Estava com um vestido rodado e leve que ia até o joelho e algumas pessoas me observavam encantadas. Eu dancei um pouco, despedi de alguém e me retirei, pois sentia incomodada com o ambiente. Em seguida eu acordei.

Vou me referenciar a você como NIKITA Explodita.

A representação de Padre, Pater, Pai, é sinal de princípio de realidade, autoridade, moral, e consequências como repressão limites, poder. Representa a igreja, o mundo dos mandamentos e princípios morais religiosos que se contrapõe às pulsões instintivas. O sonho é de confronto, envolve alto nível de tensão e possivelmente angústia. O Símbolo Pai como princípio masculino está associado aos elementos ativos, Ar e Fogo. O mesmo elemento que reaparece como figura masculina e em forma explosiva de gás (ar). Evidência de situação delicada e perigosa, destrutiva, ameaçadora. O Túnel é via de comunicação, transição, passagem, une, liga dois estados diferenciados. Passagem subterrânea, canal, espaço de ar envolvido pela força do elemento Terra. Passagem para nova realidade que envolve descontração, entretenimento, confraternização social, ambiente coletivo. Nós temos três momentos:

1º na Igreja, de um lado do túnel, numa margem;

2º por uma passagem (dentro do túnel);

3º na saída, no novo espaço, novo ambiente, requintado, “hight Society”, dançava suspensa, pessoas encantadas, sentia-me incomodada.

No primeiro momento, você aparece disfarçada, dissimulada, escondendo-se. A situação de incômodo, repressão e moralidade evidencia conflito moral e possivelmente espiritual. Há conflito de conduta que você procura evitar, esconder, mas que pode se afigurar como medo de perda da liberdade. A realidade se mostra ambivalente mostra-se libertadora, mas aprisiona ou sua leitura dessa realidade é equivocada, e você não percebe seu aprisionamento ou seu medo de se comprometer e se aprisionar. A ambivalência reaparece na dificuldade de vincular a imagem à igreja ou ao trabalho, à empresa. Hora de reavaliar a realidade, não basta apenas fugir, fingir ou voar.
O segundo momento é transição e passagem para um novo momento. E momentos de mudanças em geral podem ser angustiantes como túnel, nascimento (passagem pelo túnel uterino), renascimento e exige esforço, superação para vencer obstáculos.
O terceiro momento é compensador da angústia, da tensão e da transição mesmo que ainda represente o novo estado a nova configuração. Após a tempestade de fogo a bonança. Esta compensação pode estar associada à sua dimensão egóica e narcísica, já que sua satisfação não é apenas a dança mas o encantamento das pessoas. Reavalie se você esta compensando em excesso algum sentimento de inferioridade, ou pressão superior, suportado em ambiente de trabalho ou em situação de envolvimento religioso. Às vezes relações competitivas e selvagens podem descompensar e paga-se preço alto para a satisfação de desejos, inclusive abrindo mão de princípios que nos são valiosos.

VARIANTE:  Um cuidado! Considere uma avaliação alimentar para possibilidade de presença ou carência de metais. Se há referencia a "prata metálica" e inox (C, MN, Cr, S, P,Si,Cr,Ni), a presença em excesso por exemplo de ferro pode aumentar o nível de estados de angústia, proximidade de mega campos eletromagnéticos formados por rede elétrica de alta tensâo ou ferro de estrutras. Assim como a ausencia na alimentação pode indicar perda de oxigenação no transporte, indicação de rigidez arterial ou muscular. Uso de bijouterias constituídas de aço ou outros metais. Chama-me atenção os indicios metálicos nas imagens.

sábado, 24 de outubro de 2009

RELEXÕES SOBRE O SIGNIFICADO DE BANHEIRO















 

                                      Capa e Contracapa do Suplemento Literário de    Minas de Abril/2009

O sonho de Aline chega em uma boa hora para que possa avançar na significação do simbolismo de banheiro. Naturalmente podemos falar em dois tipos de banheiro o banheiro masculino e o banheiro feminino. Apesar de possuírem pontos comuns, o significado feminino difere substancialmente do masculino. Para ser mais claro, O espaço para as mulheres é significativamente mais rico, diversificado e complexo do que o masculino. E como homem posso ter vislumbres e algumas "fantasias" desta representação feminina à medida que só posso conhecê-lo, indiretamente, a partir de relatos femininos e do olhar feminino. Estou fazendo o uso da imagem de banheiro, veiculada em abril no Suplemento Literário de Minas pelo sincronismo já que ontem me chegou às mãos esta publicação reconhecida pela intelectualidade mineira, e utilizei a capa e contracapa exatamente para iniciar a diferenciação entre os dois universos (masculino e feminino). Não tenho idéia dos pressupostos da utilização da imagem no conceito do Suplemento e nem tomei conhecimento do conteúdo interno. Apenaspelo sincronismo e pela diferencia~ção optei pela utilização pelos conceitos que posso extrair ientificaos com minha reflexão. Penso que não haverá dificuldade para detectar um diferencial de banheiros masculino e feminino. Vamos pensar didaticamente. Na origem o banheiro pode estar diferenciado apenas no conceito da intervenção mas faço uso da intervenção para diferenciar a natureza, à medida em que podem representar bem uma natureza feminina do outro. Nem penso em organização e ocupação já que as qualidades podem ser características de ambos os sexos. Eu até penso que ambos poderiam ser um ou outro, mas a lingerie pendurada no lugar da toalha evidencia a ação feminina e a importância que este “instrumento” tem para a mulher na atualidade. Ambas, toalha de rosto/mãos e calcinha têm importância fundamental na higiene diária, mas a lingerie envolve um universo simbólico mais rico por acondicionar, proteger e adornar o órgão feminino. Para a Psicanálise de 100 anos atrás (e para muitos até os nossos dias) a mulher sofria de um recalque em decorrência de não possuir Pênis, chamado de complexo de Castração. Mas hoje, se vivo Freud estivesse não tenho dúvidas e que mudaria o seus conceitos em relação a essa característica feminina. Diria que psicologicamente incorreremos em erro histórico ao falar de castração feminina. E mesmo que no passado este complexo se manifestasse, já poderíamos falar que as mulheres avançaram de uma forma tão fantástica que podemos pensar no desenvolvimento de um poder simbólico e real do órgão feminino. Se por ventura houver, entre os que acompanham o blog, estudiosos da área, já gostaria de esclarecer: só observo o desenvolvimento humano. Eu só posso acreditar na psicologia, na intervenção psicológica se formos capazes de favorecer a mudança e se os indivíduos se transformam o coletivo também se transforma. Para mim, frente ao comportamento feminino na atualidade, o complexo de castração estabelecido por Sig. Freud, foi superado pelas mulheres. A autoestima feminina vem superando o poder fálico masculino. As mulheres já exercitam o poder do “falus ausente”, se fazem fálicas sem a necessidade do poder físico do falo. A metamorfose coletiva se faz. Mas... voltemos à significação de Banheiro. As mulheres transformaram o banheiro em um espaço onde elas se recompõem na transformação que operam, o espaço de higienização se fez espaço de pausa, interregno, distância do masculino, conchavo feminino, fortalecimento, recuo estratégico. Sair de cena causa o impacto do controle, do domínio da situação, para o reservado, para o “Claustro”, de onde se avalia atitudes, conduta. Local para refazer a imagem construída para impactar o outro, para o relax da tensão exigida pela disciplina, para a conquista. Lugar de se exibir e poder ver as “outras”, competidoras, avaliá-las, diagnosticá-las e conhecê-las. O espaço reservado protege o tesouro que são as próprias mulheres e seu instrumental de poder, seu corpo fecundante gerador dos prazeres carnais, do prazer reprodutor consubstanciado como matrix, geratrix da espécie. Isso é muito, é tudo na existência. Serve também para um importante papel de diferenciador o masculino e do feminino. Considerando a androgenia, e a multiplicidade sexual da atualidade, me referenciar apenas no masculino e no feminino é considerar a dinâmica original sem a interferêcia da época de transição e o processo de massificação da atualidade que mistura as naturezas e produz tanto homens-femininos quanto mulheres-masculinas, redireciona o individual  para a compensação de sua natureza. daí o banheiro feminino passa a representar um reduto do Elemento Feminino. Este fenômeno têm menos força para o masculino na significação de banheiro, já que o Elemento Masculino encontra na Sociedade Machista m,ais possibilidades de compensar esta identidade. Estou pensando na sociedades   brasileira que passa por uma metamorfose fenomenal (cultural, social, moral) mas mantêm arraigado a natureza conservadora, em que se escora para suportar a pressão das transformações. A sociedade européia já convive a décadas com banheiros comuns a homens e mulheres, está em outro estágio.

ALINE




Andei lendo alguns sonhos referentes a banheiros. Tenho sonhado constantemente com banheiro. Essa noite eu sonhei que estava entrando em um banheiro que ficava dentro de uma espécie de biblioteca de faculdade, mas quando fui entrar fiquei em duvida se aquele era o feminino, pois os desenhos indicativos nas portas estavam muito confusos. Fiquei olhando para o desenho até notar que ele estava confuso porque era uma mulher grávida. Achei estranho e, embora não houvesse ninguém olhando, fui procurar outro, pois eu não estava grávida. Nisso achei outro banheiro e, pior do que o anterior, ali era um banheiro de homens e mulheres. No que entrei um homem entrou atrás de mim. Embora achando estranho não me importei, mas depois, quando fui fechar a porta, eu não cabia no espaço, de forma que para fechá-la eu ia ter que subir em cima da privada. Sem pensar ou tentar duas vezes eu sai do banheiro e fui procurar outro. O terceiro banheiro que encontrei também não estava propício para uso, pois havia uma mulher lavando-o. Saí na tentativa de encontrar um quarto banheiro, mas daí eu já não lembro o que sucedeu. Estou ficando incomodada de sonhar com banheiro quase todas as vezes que durmo. Tem alguma dica para mudar isso?
Aline, comecemos avaliando possibilidades de significação nas funções fisiológicas do corpo, lhe pergunto: Você tem retenção urinária? Ou será possível que você realiza algum tipo de retenção em decorrência de dificuldades para encontrar um toalete adequado? Seu grau de exigência aumentou? Há alguma fobia quanto a ser contaminada em banheiro público? A água que você ingere tem muito cloro? Se isto ocorrer, está na hora de mudar e consumir água mais saudável. Cloro em excesso pode ocasionar alterações metabólicas. No sonho você identificou alguma necessidade a ser satisfeita, alguma sensação de aperto, ansiedade, tensão, angústia. Seu sono está tranquilo ou inquieto? Acorda quantas vezes à noite? Toma líquidos antes de dormir? Qual o tipo? Quanto? Sua alimentação está mais salgada? Qual a sua idade?
A recorrência nos sonhos é sinal de que a mensagem do ICS ainda não foi compreendida. “entrando em um banheiro que ficava dentro de uma espécie de biblioteca de faculdade”; O banheiro assume a condição de arquivo de lugar do “saber” equiparado à biblioteca em grau de importância, centro de estudo e pesquisa; “fiquei em dúvida se aquele era o feminino”. Dúvida fatal, mais do que moral, entrar no banheiro do outro é entrar no covil dos lobos, é perder a proteção. Ocorre dificuldade de identidade pessoal quanto a sua localização nesta realidade? Há o desejo real de entrar no espaço masculino ou existe dificuldade de decodificação, identificação do seu lugar, símbolos confusos, conflito interno; “ele (o símbolo) estava confuso porque era uma mulher grávida”. A imagem da mulher grávida lhe remete à sua condição primordial de poder fertilizante, fecundador; “eu não estava grávida”. Você distingue mulheres grávidas de mulheres não grávidas, estados diferentes de mesma natureza. Avalie a sua condição maternal. Lhe falta maternidade? Natureza maternal? Ou você já não suporta esta condição? Há algum problema de fertilidade? Há impedimento de gravidez? Você se Pune? Há algum conflito quanto a escolhas que envolvam sua natureza procriadora?A distinção ocorre ao ponto de haver uma separação especial do espaço destinado às grávidas que não lhe dá o direito de uso. 2º Banheiro: “e pior...ali era um banheiro de homens e mulheres”, “homem entrou atrás de mim” “ter que subir em cima da privada”. A inadequação aparece no seu desconforto, na sua escolha, na entrada do masculino ( não é a sua, você precisa de adaptação para fazer o básico. 3º Banheiro “O terceiro...também não estava propício” Tinha uma mulher limpando, O banheiro próprio para o seu uso estava fechado para você, você não podia utiliza-lo, você busca alternativa. Há algum problema de adaptação ao seu meio? 4º banheiro: “... tentativa de encontrar um quarto banheiro”. Lembrei-me do Mito de Sísifo (condenado pelos Deuses à tarefa eterna de empurrar uma rocha até o topo, sem nunca conseguir fechar a punição). A Tônica permanente é: Impedimentos; Inadequação; Desconforto. Posso pensar em mais esse tipo de recorrência, além dos sonhos intermitentes com banheiros, é a repetição do impedimento através das 4 tentativas seguidas para encontrar o lugar adequado para que você obtenha o espaço para realizar suas necessidade ou para ter a privacidade mínima necessária. Ocorre essa dificuldade na sua vida? Seus movimentos, suas escolhas sofrem, boicotes, impedimentos que lhe exigem pertinência? Determinação? Você vem sofrendo frustração em seus projetos? Eu abri o leque de possibilidades para que possamos identificar o nó (dificuldade). E finalmente uma última questão; Você vem se repetindo na sua vida? Atitudes, comportamentos, escolhas inadequadas, equívocos, dificuldades, que a impeça de se desfazer dos seus restos, dejetos, que a impeça de deixar para traz o que precisa ser eliminado?
Antes de dormir pergunte para o seu inconsciente: “O que você quer dizer? Qual a mensagem que eu preciso entender? Me ajude com imagens mais claras!” Se as questões levantadas não esclarecer o possível significado, me envie as respostas para ver se posso lhe dizer mais alguma coisa, ou espere a resposta do inconsciente quanto a essas considerações iniciais.

Um alerta!
Para as pessoas que sobem em vasos sanitários eu indico uma visitinha ao site abaixo, para aqueles que não suportam imagens chocantes, não vejam.
http://www.picarelli.com.br/clipping/clip23092003a.htm

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

SEMNOME 5



Só tenho a agradecer o esclarecimento dado e me impressiona, em todas as fases dos sonhos (1,2,3,e 4), a coerência que existe na interpretação entre o real que vivo, o hoje, e o que está no meu inconsciente alertado. Muita coisa no final das contas para serem digeridas! Mas fico feliz com o esclarecimento. Muito Obrigada Eduardo!


Com certeza existe a necessidade dessa reconstrução... Desta tomada de rédeas. São os próximos passos que serão dados e acredito mais ainda agora que absolutamente nada me impedirá. Estou pronta pra iniciar essa nova fase... Obrigada mais uma vez pelo esclarecimento!

O que vc quis dizer exatamente com: "Que você construa uma relação que possa servir de esteio que lhe dê forças para seus projetos, mas a força deste homem tem que Ter o Limite da Sua Força"?

A força do Instinto de Sobrevivência e Preservação da espécie já nos direciona inevitavelmente para a procura do outro. Esta busca já nasce na interação entre conteúdos de origens paterna e materna. O corpo se forma, se constitui estrutura com toda a complexidade de nossa espécie integrando conteúdos  opostos e complementares. Após a formação do Ser temos o nascimento da consciência, consciência de si mesmo e do mundo e inicia-se a dinâmica do segundo movimento (terceiro nascimento) a integração dos conteúdos opostos que nos deram a origem. O corpo se utiliza de mecanismos como a projeção para realizar esta tarefa. Assim a partir do nascimento passamos pela fase da simbiose com a mãe que é a integração com o corpo da mãe como extensão de nós mesmos. Depois temos a relação edípica que é a integração com o nosso oposto. Na sequência vamos viver na adolescência esta impulsão em direção ao “outro” que nos alimenta afetivamente ( já na evolução simbólica, não mais como no alimento materno que nos matinha vivos) e aí iniciamos a escalada da dinâmica de integração com o sexo oposto vivendo  a PAIXÃO com o objeto externo, e internamente o que Jung qualificou de “Union Coniunctions”. O Sentindo da vida nos empurra para o outro, assim realizamos a pulsão básica de sobrevivência enquanto internamente realizamos a busca da integração dos opostos em nossa origem de opostos (homem/mulher).
A função fantástica da vida se realiza em nós nos permitindo recriar a espécie evoluindo, e nos permitindo avançar com aprimoramento individual. Por isso a presença do outro em nossas vidas não deve nunca nos subjugar. O “outro” deve existir para nos acrescentar e nos favorecer na escala de desenvolvimento e nunca para subjugar e anular este processo. Se a presença ou força do “Outro” supera seus limites, inevitavelmente, você sucumbirá como individualidade e deixará de realizar o projeto coletivo em você. Para evitar isso as pulsões internas acabarão promovendo relações transferênciais negativas que levem a dupla a um processo natural de desligamento, ou seja, a relação naturalmente fracassará, em questão de tempo, ou se manterá agregada em vínculos neuróticos e destrutivos.