sexta-feira, 30 de outubro de 2009

JULGAMENTO


Olá, sou eu outra vez. Vamos aos meus sonhos: Primeiro sonhei que havia ido numa aula experimental de natação, mas além de achar a piscina muito pequena, a professora estava demorando muito para chegar, de forma que deitei num dos bancos e comecei a dormir. Quando a professora chegou, eu estava com muito sono e nenhuma vontade de fazer a aula. Mesmo assim acordei, mas fiquei apenas olhando e, meio zonza, perguntei a mim mesma se por acaso havia levado o biquíni e parecia não saber a resposta. Enquanto faziam alongamento dentro da água, uma mulher prometeu ser a ultima vez e deu um pulo dentro da piscina de roupa e logo em seguida saiu. Fiquei sem entender que bobeira era aquela da mulher de mergulhar a toa como se quisesse apenas molhar os trajes. Em segundo eu fui levada presa, mas a prisão era numa espécie de praça na beira da praia, sendo que eu tinha de ficar sentada virada de costas para o mar e de frente para o calçadão. Eu estava lendo um manuscrito e atrás de mim havia uma moça sentada. Nisso passou um carro e parecia ser a mãe dessa moça. As duas conversaram algo e, quando o carro foi embora, tentei puxar conversa com a moça e disse inclusive que ela não me era estranha, mas ela não quis de jeito nenhum conversar comigo. Na seqüência apareceu um guarda com mais dois prisioneiros e eu também os conhecia, pois já os vira preso na outra extremidade da praça. Mas numa tentativa de comunicar-me com alguém, perguntei ao guarda se aqueles eram os dois presos que haviam estado lá anteriormente e, conforme já sabia, a resposta foi sim. Nisso a moça que estava emburrada começou a reclamar dizendo que era inocente e comentei que eu também era, mas que não adiantava ficar dizendo isso. O guarda então me questionou: ‘se você é mesmo inocente, porque aceitou tão facilmente estar presa aqui?’ Respondi-lhe que não tinha medo de nada, exatamente por ser inocente. Além disso, acreditava que se estava ali deveria haver um propósito maior e melhor decorrente de tudo o que estava me acontecendo, pois não há sofrimento eterno e a justiça sempre é feita para quem acredita nela. Disse que não me importava de forma alguma o fato de estar presa, pois tudo em minha vida era aprendizado e ali continuaria sendo, independente de não ter feito nada de errado. Além disso, pensei sem dizer: ‘e ficar presa num lugar desses não é sacrifício nenhum’. Assim ficou a conversa e depois eu fui levada para uma espécie de casa com acabamento externo inacabado, mas num local muito bonito que parecia um parque. Novamente ia ficar presa num local maravilhoso. Ali eu não tinha que ficar sentada, podia andar por todo o local desde que não saísse da propriedade. Enquanto andava observei a enorme construção com a calçada ainda faltando uma parte para ser terminada. A piscina estava vazia e a pérgula ao lado estava enfeitada com algumas cabaças penduradas, de forma que olhando de longe pareciam abóboras. Havia vários vasos de plantas bonitas e, na frente, vários carros estacionados. No que fui andando para a parte da entrada da casa, que poderia ser um escritório ou até mesmo uma delegacia, fiquei receosa ao topar com um homem que saia dela, pois não sabia se podia andar tão próximo da casa, e fui logo disfarçando com a pergunta ‘onde tem um banheiro?’ O homem me respondeu indicando com o dedo que ficava lá adiante, atrás de algumas árvores. Enquanto me respondia ele jogou um molho de chaves para um pessoal que estava dentro de um carro cor de vinho e continuou procurando algo que imaginei ser a chave do seu próprio carro. Nisso o carro vinho que estava saindo deu uma pendida numa vala do chão quando foram fazer a virada, mas apesar do susto, conseguiram sair depois. Era uma vala comprida que por certo serviria para passar algum cano de esgoto. Fiquei me questionando quem seriam aquelas pessoas e qual deveria realmente ser o propósito de estar ali. Depois disso não lembro mais nada. o que me diz a respeito

Carlotinha, na escola aprendendo a nadar e fazendo alongamento. “Fiquei sem entender que bobeira era aquela da mulher de mergulhar a toa como se quisesse apenas molhar os trajes”. A associação que faço está relacionada ao batismo, não importa como o batizado está trajado, ou como ele se joga, mas o mergulho pode estar relacionado ao simbolismo do mergulho nas águas primordiais, o retorno do filho às origens cósmicas, ao divino. Naturalmente se olho com o olhar dessacralizado, ou profano, posso sentir como bobagem, até mesmo com criticidade e posso não enxergar a dimensão do evento. Você procura a roupa adequada (o biquíni), a adequação para o seu propósito e esquece que o propósito alheio tem suas próprias razões. Isso pode significar “não julgue”, não incorra no erro de julgar pelas aparências, cuidado com os eventos que nos rodeiam, muitas vezes a ilusão nos engana, ou podem nos direcionar a conclusões equivocadas.
A sequência do sonho reforça essa ideia com o diferencial da troca de papéis, você passa a assumir a condição de “julgada”. Está presa, detida, e tenta se explicar, mostrar que é inocente. Está tranquila, se sente tranquila porque se sabe inocente mas sofre a ação da injustiça, da incompreensão, da ação alheia. Sua resposta é positiva, sua atitude é construtiva você se percebe: “não tinha medo de nada, exatamente por ser inocente. Além disso, acreditava que se estava ali deveria haver um propósito maior e melhor decorrente de tudo o que estava me acontecendo, pois não há sofrimento eterno e a justiça sempre é feita para quem acredita nela.”. Saber isso é saber que passamos ou passaremos por situações inevitáveis, e que toda a trama faz parte dessa possibilidade que a vida nos dá de aprimoramento. Mas isso não é o bastante. Porque se podemos suportar os desígnios da vida temos que além disso não aplicar a mão severa do julgamento no desígnio alheio. É necessário aplicar para o outro aquilo que consideremos o ideal para nós, e escapar da armadilha de ter dois pesos e duas medidas, um para nós e um para o “outro”. O que quero dizer-lhe é que quando aplicamos a “idealização” em nossa vida, no dia a dia, aprendemos a escapar dessas armadilhas que em geral aprisiona a todos, por que a maioria assim escorrega. E a terceira parte, a conclusão, ainda me parece associada à questão do “não julgamento” ela me parece associada ao desastre, ao “acidente”, que pode ser o fechamento da mensagem as consequências dos nossos atos, escorregar na vala comum dos esgotos escondidas sob a terra. Que lhe parece? Quanto às figuras a associação que faço é com o principio masculino, o princípio de realidade, as referências que você tem na realidade. Deixo de avaliar símbolos que aparecem (chave, banheiro,etc.) e ficar, a princípio, apenas na idéia central. Se não achar sentido, me comunique para que possamos avançar na busca.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

NIKITA EXPLODITA



Olá, gostaria que verificasse o seguinte sonho: Eu agachei-me para um padre não me ver. Escondi perto de duas moças que pareciam presas até que, repentinamente, mais duas mulheres saíram da porta dos fundos de uma igreja cuja missa estava acabando. Ali parecia um espaço grande com várias igrejas e eu parecia estar num serviço secreto. Eu fiz sinal de silêncio para as moças presas e elas ficaram caladas, porém, depois que o padre passou sem me ver, as outras duas mulheres que haviam saído da missa disseram que também iam me encobertar, mas eu ia ter meu tempo de fuga e nisso soltaram uma espécie de gás explosivo. Sai correndo como se voasse no ar e fui obrigada a entrar numa igreja cujo interior era gigantesco, tudo em cor prata metálico como se fosse uma construção de inox e cheio de pessoas que pareciam trabalhar. O local não lembrava em nada uma igreja: parecia mais uma empresa de escravidão e não sei por que tive essa impressão. Conforme corria ligeira via o fogo surgir atrás de mim como se estivesse num filme de ficção. Eu olhava para as pessoas e, uma vez que elas não sabiam que tal gás havia sido solto, pensava em quantas delas morreriam explodidas após contaminarem-se respirando o ar tóxico que rapidamente entrava em processo de combustão e se transformava em fogo. Entretanto eu não podia fazer nada além de fugir super rápido. Vi-me correndo dentro de uma espécie de túnel quadrangular muito comprido e também metálico brilhante. No final desse túnel saí noutro ambiente. Era um lugar requintado de alta sociedade, mas não sei se era uma feira ou uma festa, só sei que comecei a dançar a cerca de dois metros suspensa do chão. Dançar no ar era muito gostoso pois parecia dar leveza nos movimentos, mas acho que eu era a única que dançava. Estava com um vestido rodado e leve que ia até o joelho e algumas pessoas me observavam encantadas. Eu dancei um pouco, despedi de alguém e me retirei, pois sentia incomodada com o ambiente. Em seguida eu acordei.

Vou me referenciar a você como NIKITA Explodita.

A representação de Padre, Pater, Pai, é sinal de princípio de realidade, autoridade, moral, e consequências como repressão limites, poder. Representa a igreja, o mundo dos mandamentos e princípios morais religiosos que se contrapõe às pulsões instintivas. O sonho é de confronto, envolve alto nível de tensão e possivelmente angústia. O Símbolo Pai como princípio masculino está associado aos elementos ativos, Ar e Fogo. O mesmo elemento que reaparece como figura masculina e em forma explosiva de gás (ar). Evidência de situação delicada e perigosa, destrutiva, ameaçadora. O Túnel é via de comunicação, transição, passagem, une, liga dois estados diferenciados. Passagem subterrânea, canal, espaço de ar envolvido pela força do elemento Terra. Passagem para nova realidade que envolve descontração, entretenimento, confraternização social, ambiente coletivo. Nós temos três momentos:

1º na Igreja, de um lado do túnel, numa margem;

2º por uma passagem (dentro do túnel);

3º na saída, no novo espaço, novo ambiente, requintado, “hight Society”, dançava suspensa, pessoas encantadas, sentia-me incomodada.

No primeiro momento, você aparece disfarçada, dissimulada, escondendo-se. A situação de incômodo, repressão e moralidade evidencia conflito moral e possivelmente espiritual. Há conflito de conduta que você procura evitar, esconder, mas que pode se afigurar como medo de perda da liberdade. A realidade se mostra ambivalente mostra-se libertadora, mas aprisiona ou sua leitura dessa realidade é equivocada, e você não percebe seu aprisionamento ou seu medo de se comprometer e se aprisionar. A ambivalência reaparece na dificuldade de vincular a imagem à igreja ou ao trabalho, à empresa. Hora de reavaliar a realidade, não basta apenas fugir, fingir ou voar.
O segundo momento é transição e passagem para um novo momento. E momentos de mudanças em geral podem ser angustiantes como túnel, nascimento (passagem pelo túnel uterino), renascimento e exige esforço, superação para vencer obstáculos.
O terceiro momento é compensador da angústia, da tensão e da transição mesmo que ainda represente o novo estado a nova configuração. Após a tempestade de fogo a bonança. Esta compensação pode estar associada à sua dimensão egóica e narcísica, já que sua satisfação não é apenas a dança mas o encantamento das pessoas. Reavalie se você esta compensando em excesso algum sentimento de inferioridade, ou pressão superior, suportado em ambiente de trabalho ou em situação de envolvimento religioso. Às vezes relações competitivas e selvagens podem descompensar e paga-se preço alto para a satisfação de desejos, inclusive abrindo mão de princípios que nos são valiosos.

VARIANTE:  Um cuidado! Considere uma avaliação alimentar para possibilidade de presença ou carência de metais. Se há referencia a "prata metálica" e inox (C, MN, Cr, S, P,Si,Cr,Ni), a presença em excesso por exemplo de ferro pode aumentar o nível de estados de angústia, proximidade de mega campos eletromagnéticos formados por rede elétrica de alta tensâo ou ferro de estrutras. Assim como a ausencia na alimentação pode indicar perda de oxigenação no transporte, indicação de rigidez arterial ou muscular. Uso de bijouterias constituídas de aço ou outros metais. Chama-me atenção os indicios metálicos nas imagens.

sábado, 24 de outubro de 2009

RELEXÕES SOBRE O SIGNIFICADO DE BANHEIRO















 

                                      Capa e Contracapa do Suplemento Literário de    Minas de Abril/2009

O sonho de Aline chega em uma boa hora para que possa avançar na significação do simbolismo de banheiro. Naturalmente podemos falar em dois tipos de banheiro o banheiro masculino e o banheiro feminino. Apesar de possuírem pontos comuns, o significado feminino difere substancialmente do masculino. Para ser mais claro, O espaço para as mulheres é significativamente mais rico, diversificado e complexo do que o masculino. E como homem posso ter vislumbres e algumas "fantasias" desta representação feminina à medida que só posso conhecê-lo, indiretamente, a partir de relatos femininos e do olhar feminino. Estou fazendo o uso da imagem de banheiro, veiculada em abril no Suplemento Literário de Minas pelo sincronismo já que ontem me chegou às mãos esta publicação reconhecida pela intelectualidade mineira, e utilizei a capa e contracapa exatamente para iniciar a diferenciação entre os dois universos (masculino e feminino). Não tenho idéia dos pressupostos da utilização da imagem no conceito do Suplemento e nem tomei conhecimento do conteúdo interno. Apenaspelo sincronismo e pela diferencia~ção optei pela utilização pelos conceitos que posso extrair ientificaos com minha reflexão. Penso que não haverá dificuldade para detectar um diferencial de banheiros masculino e feminino. Vamos pensar didaticamente. Na origem o banheiro pode estar diferenciado apenas no conceito da intervenção mas faço uso da intervenção para diferenciar a natureza, à medida em que podem representar bem uma natureza feminina do outro. Nem penso em organização e ocupação já que as qualidades podem ser características de ambos os sexos. Eu até penso que ambos poderiam ser um ou outro, mas a lingerie pendurada no lugar da toalha evidencia a ação feminina e a importância que este “instrumento” tem para a mulher na atualidade. Ambas, toalha de rosto/mãos e calcinha têm importância fundamental na higiene diária, mas a lingerie envolve um universo simbólico mais rico por acondicionar, proteger e adornar o órgão feminino. Para a Psicanálise de 100 anos atrás (e para muitos até os nossos dias) a mulher sofria de um recalque em decorrência de não possuir Pênis, chamado de complexo de Castração. Mas hoje, se vivo Freud estivesse não tenho dúvidas e que mudaria o seus conceitos em relação a essa característica feminina. Diria que psicologicamente incorreremos em erro histórico ao falar de castração feminina. E mesmo que no passado este complexo se manifestasse, já poderíamos falar que as mulheres avançaram de uma forma tão fantástica que podemos pensar no desenvolvimento de um poder simbólico e real do órgão feminino. Se por ventura houver, entre os que acompanham o blog, estudiosos da área, já gostaria de esclarecer: só observo o desenvolvimento humano. Eu só posso acreditar na psicologia, na intervenção psicológica se formos capazes de favorecer a mudança e se os indivíduos se transformam o coletivo também se transforma. Para mim, frente ao comportamento feminino na atualidade, o complexo de castração estabelecido por Sig. Freud, foi superado pelas mulheres. A autoestima feminina vem superando o poder fálico masculino. As mulheres já exercitam o poder do “falus ausente”, se fazem fálicas sem a necessidade do poder físico do falo. A metamorfose coletiva se faz. Mas... voltemos à significação de Banheiro. As mulheres transformaram o banheiro em um espaço onde elas se recompõem na transformação que operam, o espaço de higienização se fez espaço de pausa, interregno, distância do masculino, conchavo feminino, fortalecimento, recuo estratégico. Sair de cena causa o impacto do controle, do domínio da situação, para o reservado, para o “Claustro”, de onde se avalia atitudes, conduta. Local para refazer a imagem construída para impactar o outro, para o relax da tensão exigida pela disciplina, para a conquista. Lugar de se exibir e poder ver as “outras”, competidoras, avaliá-las, diagnosticá-las e conhecê-las. O espaço reservado protege o tesouro que são as próprias mulheres e seu instrumental de poder, seu corpo fecundante gerador dos prazeres carnais, do prazer reprodutor consubstanciado como matrix, geratrix da espécie. Isso é muito, é tudo na existência. Serve também para um importante papel de diferenciador o masculino e do feminino. Considerando a androgenia, e a multiplicidade sexual da atualidade, me referenciar apenas no masculino e no feminino é considerar a dinâmica original sem a interferêcia da época de transição e o processo de massificação da atualidade que mistura as naturezas e produz tanto homens-femininos quanto mulheres-masculinas, redireciona o individual  para a compensação de sua natureza. daí o banheiro feminino passa a representar um reduto do Elemento Feminino. Este fenômeno têm menos força para o masculino na significação de banheiro, já que o Elemento Masculino encontra na Sociedade Machista m,ais possibilidades de compensar esta identidade. Estou pensando na sociedades   brasileira que passa por uma metamorfose fenomenal (cultural, social, moral) mas mantêm arraigado a natureza conservadora, em que se escora para suportar a pressão das transformações. A sociedade européia já convive a décadas com banheiros comuns a homens e mulheres, está em outro estágio.

ALINE




Andei lendo alguns sonhos referentes a banheiros. Tenho sonhado constantemente com banheiro. Essa noite eu sonhei que estava entrando em um banheiro que ficava dentro de uma espécie de biblioteca de faculdade, mas quando fui entrar fiquei em duvida se aquele era o feminino, pois os desenhos indicativos nas portas estavam muito confusos. Fiquei olhando para o desenho até notar que ele estava confuso porque era uma mulher grávida. Achei estranho e, embora não houvesse ninguém olhando, fui procurar outro, pois eu não estava grávida. Nisso achei outro banheiro e, pior do que o anterior, ali era um banheiro de homens e mulheres. No que entrei um homem entrou atrás de mim. Embora achando estranho não me importei, mas depois, quando fui fechar a porta, eu não cabia no espaço, de forma que para fechá-la eu ia ter que subir em cima da privada. Sem pensar ou tentar duas vezes eu sai do banheiro e fui procurar outro. O terceiro banheiro que encontrei também não estava propício para uso, pois havia uma mulher lavando-o. Saí na tentativa de encontrar um quarto banheiro, mas daí eu já não lembro o que sucedeu. Estou ficando incomodada de sonhar com banheiro quase todas as vezes que durmo. Tem alguma dica para mudar isso?
Aline, comecemos avaliando possibilidades de significação nas funções fisiológicas do corpo, lhe pergunto: Você tem retenção urinária? Ou será possível que você realiza algum tipo de retenção em decorrência de dificuldades para encontrar um toalete adequado? Seu grau de exigência aumentou? Há alguma fobia quanto a ser contaminada em banheiro público? A água que você ingere tem muito cloro? Se isto ocorrer, está na hora de mudar e consumir água mais saudável. Cloro em excesso pode ocasionar alterações metabólicas. No sonho você identificou alguma necessidade a ser satisfeita, alguma sensação de aperto, ansiedade, tensão, angústia. Seu sono está tranquilo ou inquieto? Acorda quantas vezes à noite? Toma líquidos antes de dormir? Qual o tipo? Quanto? Sua alimentação está mais salgada? Qual a sua idade?
A recorrência nos sonhos é sinal de que a mensagem do ICS ainda não foi compreendida. “entrando em um banheiro que ficava dentro de uma espécie de biblioteca de faculdade”; O banheiro assume a condição de arquivo de lugar do “saber” equiparado à biblioteca em grau de importância, centro de estudo e pesquisa; “fiquei em dúvida se aquele era o feminino”. Dúvida fatal, mais do que moral, entrar no banheiro do outro é entrar no covil dos lobos, é perder a proteção. Ocorre dificuldade de identidade pessoal quanto a sua localização nesta realidade? Há o desejo real de entrar no espaço masculino ou existe dificuldade de decodificação, identificação do seu lugar, símbolos confusos, conflito interno; “ele (o símbolo) estava confuso porque era uma mulher grávida”. A imagem da mulher grávida lhe remete à sua condição primordial de poder fertilizante, fecundador; “eu não estava grávida”. Você distingue mulheres grávidas de mulheres não grávidas, estados diferentes de mesma natureza. Avalie a sua condição maternal. Lhe falta maternidade? Natureza maternal? Ou você já não suporta esta condição? Há algum problema de fertilidade? Há impedimento de gravidez? Você se Pune? Há algum conflito quanto a escolhas que envolvam sua natureza procriadora?A distinção ocorre ao ponto de haver uma separação especial do espaço destinado às grávidas que não lhe dá o direito de uso. 2º Banheiro: “e pior...ali era um banheiro de homens e mulheres”, “homem entrou atrás de mim” “ter que subir em cima da privada”. A inadequação aparece no seu desconforto, na sua escolha, na entrada do masculino ( não é a sua, você precisa de adaptação para fazer o básico. 3º Banheiro “O terceiro...também não estava propício” Tinha uma mulher limpando, O banheiro próprio para o seu uso estava fechado para você, você não podia utiliza-lo, você busca alternativa. Há algum problema de adaptação ao seu meio? 4º banheiro: “... tentativa de encontrar um quarto banheiro”. Lembrei-me do Mito de Sísifo (condenado pelos Deuses à tarefa eterna de empurrar uma rocha até o topo, sem nunca conseguir fechar a punição). A Tônica permanente é: Impedimentos; Inadequação; Desconforto. Posso pensar em mais esse tipo de recorrência, além dos sonhos intermitentes com banheiros, é a repetição do impedimento através das 4 tentativas seguidas para encontrar o lugar adequado para que você obtenha o espaço para realizar suas necessidade ou para ter a privacidade mínima necessária. Ocorre essa dificuldade na sua vida? Seus movimentos, suas escolhas sofrem, boicotes, impedimentos que lhe exigem pertinência? Determinação? Você vem sofrendo frustração em seus projetos? Eu abri o leque de possibilidades para que possamos identificar o nó (dificuldade). E finalmente uma última questão; Você vem se repetindo na sua vida? Atitudes, comportamentos, escolhas inadequadas, equívocos, dificuldades, que a impeça de se desfazer dos seus restos, dejetos, que a impeça de deixar para traz o que precisa ser eliminado?
Antes de dormir pergunte para o seu inconsciente: “O que você quer dizer? Qual a mensagem que eu preciso entender? Me ajude com imagens mais claras!” Se as questões levantadas não esclarecer o possível significado, me envie as respostas para ver se posso lhe dizer mais alguma coisa, ou espere a resposta do inconsciente quanto a essas considerações iniciais.

Um alerta!
Para as pessoas que sobem em vasos sanitários eu indico uma visitinha ao site abaixo, para aqueles que não suportam imagens chocantes, não vejam.
http://www.picarelli.com.br/clipping/clip23092003a.htm

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

SEMNOME 5



Só tenho a agradecer o esclarecimento dado e me impressiona, em todas as fases dos sonhos (1,2,3,e 4), a coerência que existe na interpretação entre o real que vivo, o hoje, e o que está no meu inconsciente alertado. Muita coisa no final das contas para serem digeridas! Mas fico feliz com o esclarecimento. Muito Obrigada Eduardo!


Com certeza existe a necessidade dessa reconstrução... Desta tomada de rédeas. São os próximos passos que serão dados e acredito mais ainda agora que absolutamente nada me impedirá. Estou pronta pra iniciar essa nova fase... Obrigada mais uma vez pelo esclarecimento!

O que vc quis dizer exatamente com: "Que você construa uma relação que possa servir de esteio que lhe dê forças para seus projetos, mas a força deste homem tem que Ter o Limite da Sua Força"?

A força do Instinto de Sobrevivência e Preservação da espécie já nos direciona inevitavelmente para a procura do outro. Esta busca já nasce na interação entre conteúdos de origens paterna e materna. O corpo se forma, se constitui estrutura com toda a complexidade de nossa espécie integrando conteúdos  opostos e complementares. Após a formação do Ser temos o nascimento da consciência, consciência de si mesmo e do mundo e inicia-se a dinâmica do segundo movimento (terceiro nascimento) a integração dos conteúdos opostos que nos deram a origem. O corpo se utiliza de mecanismos como a projeção para realizar esta tarefa. Assim a partir do nascimento passamos pela fase da simbiose com a mãe que é a integração com o corpo da mãe como extensão de nós mesmos. Depois temos a relação edípica que é a integração com o nosso oposto. Na sequência vamos viver na adolescência esta impulsão em direção ao “outro” que nos alimenta afetivamente ( já na evolução simbólica, não mais como no alimento materno que nos matinha vivos) e aí iniciamos a escalada da dinâmica de integração com o sexo oposto vivendo  a PAIXÃO com o objeto externo, e internamente o que Jung qualificou de “Union Coniunctions”. O Sentindo da vida nos empurra para o outro, assim realizamos a pulsão básica de sobrevivência enquanto internamente realizamos a busca da integração dos opostos em nossa origem de opostos (homem/mulher).
A função fantástica da vida se realiza em nós nos permitindo recriar a espécie evoluindo, e nos permitindo avançar com aprimoramento individual. Por isso a presença do outro em nossas vidas não deve nunca nos subjugar. O “outro” deve existir para nos acrescentar e nos favorecer na escala de desenvolvimento e nunca para subjugar e anular este processo. Se a presença ou força do “Outro” supera seus limites, inevitavelmente, você sucumbirá como individualidade e deixará de realizar o projeto coletivo em você. Para evitar isso as pulsões internas acabarão promovendo relações transferênciais negativas que levem a dupla a um processo natural de desligamento, ou seja, a relação naturalmente fracassará, em questão de tempo, ou se manterá agregada em vínculos neuróticos e destrutivos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

IVANI FARIA



Olá Eduardo... Ontem eu acordei muito cedo e por volta de umas dez horas me bateu um sono muito forte. Costumo ter esses repentes de sonolência. Eu deitei e apaguei na mesma hora. Quando meu marido me chamou eu acordei assustada, tinha cochilado meia hora, mas acordei achando que havia dormido o dia todo, à noite e já estivesse amanhecendo noutro dia. Nesse intervalo de sono eu sonhei com muita perfeição que levava uma maca com uma pessoa inconsciente. Essa pessoa, que eu sabia ser um homem, estava todo coberto com tecido não-tecido levemente azul como se fosse um cadáver, mas eu sabia que ele estava vivo e sua cabeça fora coberta para poupar os demais pacientes do hospital de ver a situação daquele doente que tinha um tubo indo da boca, passando pela traquéia e indo até os pulmões. Havia alguém me acompanhando e conversávamos enquanto eu empurrava a maca. Eu disse: Ainda bem que o paciente não é obeso, senão teríamos que ter chamado o corpo de bombeiros. Nisso fui virar o corredor e pedi auxilio para essa pessoa que estava comigo para retirar uma senhora que estava numa cadeira de rodas, pois do outro lado havia mais um paciente numa maca e não dava espaço para passar pelo corredor com ambos ali. Foi nessa hora que meu marido me chamou e acordei. Foi um sonho muito real e eu levava aquele enfermo com muita naturalidade como se fosse uma médica acostumada àquilo. Não tinha nada a ver com a pessoa que sou hoje, que raras vezes teve contato com hospital ou pessoa doente. Será que motivo me levou a sonhar com isso?

A primeira associação que faço é com a figura arquetípica do Animus ( O conteúdo é complexo mas de maneira sintética posso dizer que é a sua alma masculina e representa certos princípios associados a representação simbólica do homem, na condução de sua vida, tais como, princípio de realidade, força, capacidade de enfrentamento, energia ativa, Yang, inteligência prática, poder de proteção, seu lado oposto masculino originado de conteúdos herdados de pai, do masculino da mãe). Mas pode também ser uma indicação de algum homem de sua convivência na realidade. Consideremos a primeira alternativa: Você conduz sua parte masculina para o hospital, ele está passivo, ainda vivo e entubado, apresenta problema pulmonar, recebendo abertura respiratória forçada, imprevistos acontecem, aumentam os níveis e tensão, dificuldade de passagem, de maca e de ar. Considerações: a sua sonolência ocorre porque? Baixa de pressão (hipotensão arterial)? Dificuldade respiratória (respiração curta, rápida)? Perda da capacidade aeróbica? Vida sedentária? Apneia obstrutiva do sono? Há quanto tempo não faz um check-up? Sonolência= paciente entubado até o pulmão; dificuldades de movimentos e circulação.
Segunda alternativa: o sonho envolve o inconsciente coletivo e a figura masculina tem a ver com alguém do seu círculo que passará por alguma dificuldade de saúde, neste caso o sonho é apenas um sonho premonitório. Resta-lhe tentar identificar esse desconhecido ( alguém que fuma ou fumou; pessoa não obesa, que gosta da cor azul, que apresenta problemas respiratórios,etc).
De qualquer maneira seria bom você procurar um médico para avaliar a sua condição respiratória, tendo a considerar mais a 1ª alternativa. Se cuide!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

MARINA 2




Eis um dos últimos sonhos que tive algum tempo atrás: 1. Eu estava num banheiro (de uma escola que estudei quando era criança) urinando quando entrou a mulher da limpeza e começou a limpar o chão esfregando agachada. Tanto antes quanto depois de entrar no banheiro eu bebi água, mas os bebedores eram um problema: uns saiam um jato muito forte e outros muito fracos. 2. Antes de ir ao banheiro eu estava numa sala de aula e me estressei saindo dela porque a professora conversava com alguém ao invés de dar aula. Todos nós alunos vestíamos um uniforme que era um vestido branco bem rodado que ia até o rumo dos joelhos. 3. Antes de estar nessa sala de aula, eu havia chegado de carro num local muito cheio de mato e branco de neblina, mas parecia ser um sitio muito interessante de conhecer (como se fosse um vale encantado). Passar pelo portão de entrada desse sítio foi horrível, pois senti receios de um acidente. O que aconteceu foi que, minha tia que dirigia o carro desceu para abrir o portão e minha mãe encaminhou o carro segurando no volante e no freio de mão, mas sem nenhum acesso aos pedais. Enquanto entravamos passou outro carro do nosso lado com toda velocidade e foi uma entrada tensa para mim. Embora eu quisesse conhecer aquele local, saímos andando dele e fomos parar na casa de minha avó (que não tem nada a ver com a real donde ela reside). Ao chegar lá minha mãe acordou minha irmã e esta foi tomar banho. Havia mais um monte de gente na casa que não identifiquei, talvez fosse minhas primas, cunhado, sobrinhos e alguém mais que eu nem conhecesse. Sob a pia da cozinha havia duas bananas e meia goiaba branca. No que entendi, a casa de minha avó ficava perto desse lugar diferente cheio de neblina, que por sua vez ficava ao lado da escola. 4. Depois que eu sai do banheiro, no que fui voltando para a sala de aula, o cenário foi mudando e me vi num campo donde haveria uma prova de corrida, entretanto eu estava sozinha no local de chegada e fui procurar o restante do pessoal no ponto de largada. Daí eu acordei. Depois que voltei a dormir tive muitos outros sonhos, mas só me lembro de estar arrumando os livros de uma biblioteca que ficava em casa mesmo. Cada sonho é um caso diferente? Como poderia entender esse?

Olha existem sonhos que “sinto” o que ele quer dizer, outros que parecem-me impenetráveis, é como estar num deserto escuro, e ainda outros que só podemos vislumbrar o que podem significar. Por isso a sequência auxilia na compreensão lógica da mensagem, e o relato me introduz na dinâmica. Muitos podem entender que os sonhos são ilógicos, mas não, eles podem ter uma lógica que ainda não entendemos mas os sonhos como a natureza da matéria possuem uma ordem, um ordenamento.
Se bem entendi a sequência do seu sonho é 3;2;1;4.? Se não o for, desconsidere a leitura, já que a mensagem foi sequencialmente desconsiderada e a sequencia precisa ser repensada.

Se estiver na sequência, o sonho inicia-se com sua passagem pelo portal. E isto significa transição, mudança, transformação. (para o futuro? Ou retorno ao passado?). A imagem indica transição, mudança por ser portal, mas há referências a entes ancestrais e à sua infância. Repetição e ciclo? Possivelmente!  E não há como afirmar, para afirmar precisaria saber sua idade, você pode estar em fase de fechamento de ciclo e abertura de novo ciclo, ou em fase de repetição de alguma característica incorporada no seu passado. Nuvens, névoa, (ver glossário). Nuvens relacionam-se com a névoa, com o mundo intermediário entre o formal e o informal, fenômenos em metamorfose que camuflam a identidade da verdade superior; e representa o oceano das águas superiores, o mar acima da cabeça, o mar em que podemos respirar. Reino de Netuno, símbolo da fertilidade e relacionado com tudo aquilo cujo destino seja dar fecundidade. Veja que existe relação entre o portal e a nuvem: metamorfose, transformação. Há indícios de dificuldades para realizar essas mudanças, medo, angustia, tensão, que podem estar bloqueando e tirando-lhe o controle da situação, neste caso os acontecimentos passarão por você. Mudanças são assim se resistimos temos de aceitá-las na marra. Pode ser que por isso sua mãe acorda sua irmã ( ela é mais velha ou mais nova?)está à frente ou na retaguarda?. E parece-me que há mistura no significado de escola em sua vida, tensão, alguma dificuldade, para aparecer a imagem de limpeza e excreção, daí no retorno ao sono, o sonho com a imagem de biblioteca: ordenação, classificação, conteúdo, organização, disciplina, adequação de local. Mas veja que a quarta parte está relacionada à competição e á representação do processo de desenvolvimento. Neste aspecto não sei se sua atitude dentro da escola é competitiva ao extremo, ou se a competitividade na escola lhe incomoda e lhe produz resistência prejudicando o seu processo de formação. Temos também que considerar que a escola representa o princípio de realidade, e vivemos dentro de uma realidade de competição selvagem, então avalie suas posturas competitivas.
Cada sonho é um caso diferente? Assim de imediato é o que entendemos, considerando que a consciencia não é contínua, para convivermos com essa descontinuidade, esses vázios, procuramos e nos habituamos a iniciar e fechar os acontecimentos de nossas vidas. Assim, a cada noite sonhamos  sonhos. Mas a realidade mostra que muitas vezes os sonhos continuam nas noites sequencias, ou se repetem. Isto porque o ICS quando não tem sua mensagem compreendida ou a repete ou a reformula com outras imagens para se fazer entendido.
Como poderia entender esse? Começamos a buscar este entendimento, às vezes a leitura se fecha outras vezes ela continua, fique ligada para os sonhos seguintes que podem completar a compreensão.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

SEMNOME 1ªpart



Eu, dentro de um ônibus, sentada na parte mais próxima a porta de entrada dele. Via a rua lá fora pela porta. Duas meninas, que reconheci como amigas, me sinalizavam, abanando as mãos, dizendo que era pra eu descer. Eu, achando aquilo meio estranho, fiz cara de quem não estava entendendo. Ela diziam: "Como? Mas como vc acha que vai a algum lugar de ônibus? Não está vendo a confusão lá fora? Vc tem que descer!!!" Quando eu desci, me vi numa grande avenida, como se eu estive tendo uma visão de quem está quase no cruzamento dela, meio na esquina de uma rua, junto delas (amigas) e lá longe, via milhares de cabecinhas de pessoas, como se fosse uma procissão de pessoas, uma multidão. Lá é que elas indicavam o perigo. Diziam que não podíamos ir naquela direção, que tínhamos que procurar outro caminho, pois onde aquela multidão passava, tudo pegava fogo. Fomos então andando pela rua que eu disse que era a esquina que eu me encontrava após descer do ônibus. Ia andando rápido com elas, não sentia medo, estava apenas atenta. Olhava envolta e via uma rua comum, como se fosse do centro de Belo Horizonte, plana, arborizada. Só tínhamos nós andando por ali. Parecia que o dia já estava caindo e quando olhei para o alto, tive um alerta de uma delas: "cuidado, o fogo!" Quando olhei de novo, o fogo se aproximava pelo alto das árvores, causando curto nos fios de lata tensão. Elas se separaram, cada uma correu para um lado. Eu fiquei relativamente calma. Vi o fogo passando forte, imenso pelas copas das árvores, ma não chegava ao chão. Os fios de telefonia se arrebentavam, chamuscavam e suas pontas passavam próximas às meninas que fugiram. Eu não sentia medo. O fogo não me pegou, os fios tb não. Apenas ficava muito atenta para que isso acontecesse. Segui.
Fogo: Assim como o sol pelos seus raios, o fogo simboliza por suas chamas a ação fecundante, purificadora e iluminadora.

A relação imediata que faço é abandono do movimento dinâmico para a movimentação dinâmica de sua vida com seu próprio esforço. Entendeu? Associação: você deixa o ônibus, força mecânica e coletiva e passa a andar com suas próprias pernas. Multidão= coletivo; Massa=coletivo; ônibus=coletivo. Você abandona a dinâmica coletiva e inicia o movimento pessoal com seu próprio esforço. Existe uma força coletiva em você que mobiliza a sua energia. O fogo quando sob controle trás benefícios quando incontrolado promove destruição. Força construtiva e destrutiva, o coletivo é primordial e precisamos aprender a tirar o melhor proveito dele, mas ele pode ser gerador de indiferenciação, mistura. Melhor ter a energia, mobilizar sua dinâmica pessoal e participar do coletivo diferenciada e não indiferenciadamente. Fogo e ar, fogo celeste. Para quem sai da água estagnada é um grande avanço, Lembra-se?

SEMNOME 2ªpart



A cena mudou, mas o cenário, a cidade, a visão da grande avenida, do asfalto, permaneceu:

Fred me dá a noticia (acho que por telefone) de que ele acabava de sair de um festival de design que acontecia ali por perto, ao ar livre, e que meu trabalho de graduação havia sido exposto num grande telão (como se fosse uma apresentação de vários trabalhos e o meu se incluía) e era exposto a todo público, inclusive recebendo críticas de pessoas variadas, todas anteriormente filmadas e apresentadas (falando no telão) para o público daquele momento. Disse assim (André):"eu sabia que era um bom trabalho no momento que vi. Sabia que a pessoa que o tinha feito sabia muito bem o que estava fazendo". Como se ele havia reconhecido de cara que o trabalho era meu. Eu fiquei tão feliz que a loucura toda do fogo não me tirou essa felicidade. Saí da cena do fogo e do André. Me vi numa outra avenida, dessa vez dentro de um carro em movimento. Do lado de fora avistei uma amigo de faculdade que é muito bem sucedido no design. Eu acenava de dentro do carro, com o vidro fechado. Abri o vidro e o gritei. Ele estava sentado no capô de um conversível antigo, com os cabelos ao vento, conversando com uma moça que dirigia. Ele disse:" Vi o projeto. Lindo!" Eu transbordava de felicidade e respondi: Minha área é gráfico! Segui e ele tb...
Rua, avenida, via, circulação. Tá na rua, tá na praça. Movimento, ação. Claro que o momento envolve uma trama delicada relacionada à sua baixa estima e o sonho compensa o seu esforço, sua tentativa de superar as dificuldades e as barreiras que você possa estar encontrando. Além de compensar sua ânsia de sair desta situação de pressão e de ter que provar dentro da realidade sua capacidade. Você sabe que é boa no que faz e que tem o Don, mas só saber não lhe tira das dificuldades e dos projetos que anseia realizar. Saia da idealização e caia na realidade. Mas a indicação: “minha área é gráfico” pode ser o indicativo de um caminho com o qual se identifica, um indicativo para não mais se perder nas múltiplas possibilidades que a profissão sinaliza.

SEMNOME 3ªpart



Eu, dentro de um carro. Gustavo ao lado no banco de trás. Entrávamos num condomínio que ele não conhecia. Eu mostrava as casas maravilhosas e dizia a ele o quanto achava aquilo bonito. A cena muda e ele não está mais. Vejo uma grande descida, larga, bem larga, com muiiiiita água envolta. Água doce, como se fosse a Lagoa de Furnas. Muito azul, muiiiito bonita, grande e ampla. Parecia até profunda. Águas agitadas, sem ondas. O caminho que a pessoa que dirigia cogitou em seguir esta tomado pela água. Eu disse que não havia jeito. Ele parou o carro, desceu e foi nadar. Uma terceira pessoa tb foi. Não sei o sexo nem quem. Ficaram nadando. Eu observei.


Lagoa azul céu de Brigadeiro. Tem momentos na vida que não há como seguir, só resta parar ou mudar o caminho, são momentos para observar. Nadar é domínio da água, apesar de sermos constituídos de água, nosso elemento não é água. Então nadar representa o domínio do elemento, flutuar, não se afogar. Fico pensando na relação descida e água, águas agitadas, movimento, inquietação. A imagem do lago sinaliza águas mais tranquilas mesmo que inquietas, diferentemente de oceano. Direção de águas sob controle, não tanta impulsividade. Me chama a atenção a sua alegria de manifestar-se, mostrar-se. Pensaria na reconstrução de individualidade. Para mostrar, mostro aquilo que diferencio. é Interessante o foco em casas, Casa é reconstrução, de volta à sua casa, e ainda a compensação de auto-estima, é claro você está no comando, conduzindo. Mas quem dirige? Não é você. No primeiro sonho o coletivo te leva, na sequência você continua se deixar levar, Há uma certa passividade complascente. Quando nos guiam, o outro escolhe o caminho, escolhe quando parar, o que fazer, e a dignidade só nos permite aceitar. Muitos esperneiam, mas não adianta fazer birra. É necessário tomar as rédeas de tua vida. Construir sua casa, a mais bela de todas, a que interessa, a casa da sua vida, para que possa ter o prazer e a felicidade de se apresentar aos outros.

SEMNOME 4ªpart



Eu andando numa rua do centro da cidade como se fosse uma manhã de domingo. Tudo muito calmo. Passei em frente a uma loja de biscoitos. Comércio comum. Varejo. Um homem mais velho vem na minha direção. Achei intuitivamente aquilo estranho. Fiquei atenta. quando ele passou por mim, passou a mão nos meus braços. Eram mãos mornas, os pêlos do braço dele eram claros, pele clara, algumas sardas. Ele as passava por todo ante braço como que num carinho firme, como se me roubasse energia. Foi embora. Segui em frente.Pronto. Foram estas as cenas! Se puder me ajudar a entender isso...
Este sonho avança na questão de suas relações afetivas com a figura masculina. Você bem sabe que o homem forte que você precisa não é o homem que você vai encontrar fora de você, mas o homem que está dentro de você. Tudo bem que não, devamos, não queiramos ou que não precisemos abrir mãos de relações afetivas, mas é muito diferente querer que a relação afetiva seja mais do que afetiva, que seja suporte psicológico para a sua viagem nesta vida. Que você construa uma relação que possa servir de esteio que lhe dê forças para seus projetos, mas a força deste homem tem que Ter o Limite da Sua Força. Neste aspecto a figura masculina no sonho remete à figura do Animus, aquele conteúdo anímico que não podes relevar, não pode subjugar ou dominar, mas que precisa integrar. Por enquanto ele lhe parece estranho, mais velho, você desconfia, aceita a proximidade com cautela. Ele é afetivo, carinhoso, mostra firmeza e segue. Voce se sente vampirizada, desconfiada. Voce pode desconfiar dos homens na realidade, mas precisa confiar no seu homem interno, este homem que é parte de suas origens, que te constituí. Se desconfiar de algum lado seu que precisa ser incorporado, perderá a oportunidade de trabalhar este conteúdo em voce, eliminando o que precisa ser eliminado e mantendo o que precisa ser mantido. A vida exige esta integração ou o resultado é o conflito. O casamento precisa ser interno.Uma hora seguirá com você. Localize este conteúdo dentro de você, distinga-o em si, deixe-o manifestar-se e agregue o conteúdo à sua vida. Agregue a força à sua vida. Hora de mudanças de arquétipos que te conduzem. Você passa por período de transição de mudanças arquetípicas e o homem mais velho se aproxima, o arquétipo do Senex, do Velho Sábio se aproxima. Hora de deixar a meninice de lado e se transformar numa verdadeira mulher. Forte sem perder a ternura, afetiva sem precisar ser dependente, submissa, ou prisioneira. Amadurecer exige de nós muitas mudanças . principalmente, que renunciemos ao passado, aos confortos das velhas escolhas. Não se esqueça: novos cenários exigem novas respostas.

Agradeço desde já a sua atenção tá?
Fico no aguardo!

MARINA



                                                              balões peilo mundo
Achei muito interessante ler este artigo aqui, pois costumo sonhar com doces e os sonhos também associam a imagem de querer ir ao banheiro ou ver um, ou ter alguem no sonho que vai num banheiro enquanto eu vou para a cozinha comer algo, enfim... no meu caso, quando sonho com algo do gênero já sei que terei sintomas de eructação e flatulência abdominal. É normal esses sonhos serem um aviso?

Obrigado pela associação! Sim, é natural. Vou me permitir avançar um pouco mais neste tema. Vivemos entre dois mundos: um interno e outro externo. O externo é aparentemente tudo isto que aprendemos a decodificar com o mesmo mediador que identifica o interno. Nós. O EU. A consciência. Nossa capacidade é limitada, mesmo que tenhamos um instrumental fantástico (vemos, ouvimos, identificamos odores, sabores e sensações). Os instrumentos nos permitem identificar o mundo externo e sobreviver nele, da mesma forma que podemos identificar o mundo interno, com os  mesmos instrumentos: podemos ouvir nossos barulhos, sentir alterações, identificar irregularidades mas não podemos nos ver. Mas... não somos o único mediador entre o corpo, o mundo interno e o externo. O inconsciente, entre tantos mistérios, funciona como mediador entre a natureza funcional (este mundo interior e o mediador com o exterior -o Eu). Chego a pensar nos dois mediadores: um mediando com o exterior e o outro com o interior. Cada um com seus poderes. Cada um interferindo no mundo do outro. Daí a importância de nos mantermos atentos para essa dimensão interior e para o seu mediador.

O inconsciente entre tantas outras características possui algumas interessantes, ele se manifesta em nossa câmara do pensamento como “pensamento” assim pode nos guiar, alertar, direcionar, comandar, proteger, confrontar, nos tornar ausentes. Ele em geral se utiliza do poder que possui de administrar as funções interiores para interferir no comando do corpo selecionando o foco visual, o auditivo, etc. Nos comunicando com pensamentos, sensações e imagens nos sonhos, carregadas de mensagens

No seu caso, além de ter sido perspicaz na avaliação do que ocorre com voce, penso que ainda lhe falta (se não o fez) descobrir quais alimentos lhe causam a formação de gazes: pães, ovos, repolho, feijão (a casca do feijão é fatal), alimentos que fermentam e que produzem os gazes, ou se a causa e a ingestão rápida de alimentos, ja que isto pode causar dores incômodas, mal estar, constrangimento entre outras coisas.
Quanto aos doces, eles muitas vezes altera o sistema metabolico de forma tão determinante que diabéticos têm problemas de retenção de urina.

sábado, 17 de outubro de 2009

BRANCA FLOR 3


Eu gostaria ainda de solicitar-lhe uma atenção especial: Sonhos nem sempre terminam. A noite finda ao raiar do dia para nascer ao fim do dia, e assim os sonhos continuam. Como a consciência não é contínua, tendemos a pensar o contínuo como forma de configurar a realidade. Mas o contínuo do Tempo/Espaço é ilusório por ser formado de processos em dinâmica de permanente impermanência. Assim, sonhos não terminam e os novos nem sempre são novos, podem ser apenas novas formas do inconsciente nos comunicar aquilo que ainda não percebemos, e uma leitura se inicia e continua no diálogo com as novas imagens oníricas. Às vezes percebemos a continuidade e outras não as percebemos.Observe os sonhos seguintes para saber se novas indicações aparecem para que voce possa compreender melhor o que seu inconsciente está querendo lhe dizer.

BRANCA FLOR 2

Retenção/disfarce/dissimulação/Tensão/Gula/Avidez/Carência de Açúcar/ Desejo/Olhar de Criança/ Dificuldade de abandonar o que não mais quer, Rigidez/ Culpa pelo Desperdício/ Justificativa/ seragem, restos, carbono, intestino preso?/ força de três homens, trabalho pesado/ situação inapropriada.
Encontro um pouco de tudo isso em mim, parece que metaforicamente foi refletido ou projetado no sonho. quanto a questao fisica é dificil analisar. Costumo evitar doces, mas parece que sou compensada nos sonhos, pois de tempo em tempo sonho que estou diante de muitas tortas ou coisas doces e posso comer de tudo. Em sonho é mais facil se permitir comer ou fazer outras coisas. dizem que isso acontece porque no sonho o subconsciente ou inconsciente atua sem a interferência do consciente. é isso mesmo? nao creio ter nada de errado no meu modo de alimentar, ou na mastigação e nem sinto ter problemas intestinais. em verdade, creio que se o sonho fosse uma situacao real, teria reagido em tudo do mesmo modo. é como se o sonho fosse uma experimentacao do que sou de uma outra forma, ao menos de uma forma impropria de acontecer na realidade.

Obrigado!
Agradeço-lhe as informações, pois me referenciam na busca de um entendimento melhor dos mecanismos oníricos e dessa linguagem. Você acrescenta: ...Inconsciente atua sem a interferência do consciente. Em “sonhos” Conscientes você pode mudar a dinâmica do sonho quando desenvolve o poder de intervir e de fazer escolhas, mas geralmente esta dinâmica, o poder, o comando é do inconsciente, da outra forma é necessário aumentar o grau de consciência nos sonhos e isto se faz com técnicas específicas para isto. Ótimo que sua alimentação seja adequada a uma boa saúde, que você tenha um bom processo digestivo e que não tenha problemas intestinais. Excluímos assim a dinâmica fisiológica e a inadequação de hábitos. Um detalhe: o tempo do inconsciente é diferente do nosso tempo e ele pode antecipar cenários futuros como se já existissem. E partimos para a segunda vertente. Resta-nos olhar a dinâmica psicológica. Sinceramente continuo encafifado: Se a retenção não é fisiológica então ela é fixação retensiva manifestada primariamente na fase de desenvolvimento da 1ª infância. Apego e defesa, controle, e domínio, e envolve a dinâmica do desenvolvimento de sua personalidade, a sua relação comsigo mesma e com a realidade.

Você afirma que é assim, nada diferente. Só que na realidade você exerce um processo de repreensão e o inconsciente compensa o excesso de limite imposto vivendo sonhos compensatórios. Se entendi bem você pode viver numa camisa de força aprisionando seus desejos. Faz sentido. Neste aspecto o desejo dos doces e do consumo é apenas compensado. Mas e o resto?

Se dividirmos o sonho em três partes seqüenciais: Os doces; Os homens; A pia; É possível que a força da repressão em si manifeste o domínio sobre a força masculina. Mas não sendo homens quaisquer, ao contrário, figuras familiares, carregadas de sentido, podemos considerar o seu domínio, mas temos que considerar a força simbólica destes representantes familiares nus. Jung sempre considerou de grande importância o sonho com entes queridos falecidos. Para ele se essas pessoas ( mortos) enquanto vivos evoluíram, acenderiam na escala evolutiva em dimensões mais elevadas e caso contrário involuiriam para dimensões inferiores à espera de que seus descendentes pudessem evoluir e favorer a transposições para dimensões mais avançadas. Assim, esses homens não seriam apenas representação mas seus familiares, a representação do trabalho duro poderia ser o trabalho do aprimoramento. Mas ficaria ainda a terceira parte: o trabalho realizado “Haviam montado a pia... haviam ficado muito baixas” o trabalho que eles realizam dificulta o seu uso, mesmo que: ...mas não me importei, pois não seria eu quem lidaria na cozinha” Como se você se excluísse das responsabilidades, e do foco das conseqüências. Esta relação de arbítrio não é tão arbitrária, ela envolve uma responsabilidade com os antepassados e com os descendentes (se os houver) e consigo mesma.
O simbolismo do nu indica duas direções: A da pureza física, moral, intelectual, espiritual e a da vaidade lasciva, provocante, desarmando o espírito em benefício da matéria e dos sentidos. Naturalmente, você o disse, a nudez não lhe constrangeu e podemos associá-la à natureza da pureza e da naturalidade, mesmo que ela possa ser associada ao universo dos sentidos, ao universo das sensações tanto quanto a alimentação e os doces.
Em síntese, se considerarmos as características manifestas: Retenção; disfarce; dissimulação; Tensão; Gula; Avidez; Carência; Desejo; Dificuldade de abandonar o que não mais quer; Rigidez; Culpa pelo Desperdício; Justificativas; Você tem um belo trabalho de alquimia para fazer. Em termos de glicemia, é prudente avaliá-la já que as compensações podem também sinalizar disfunções em processo, desta forma evita-se o pior, mantendo-se no equilíbrio e não nos extremos onde os riscos são sempre maiores.



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

BRANCA FLOR



Estou curiosa com o que sonhei. Não faço idéia do porque dos meus sonhos dessa noite. Eu estava num corredor comprido, cheio de portas de apartamentos e entrei numa que era do banheiro. Na comprida bancada do lavatório estavam várias bandejas cheias de doces secos. Fiquei muito encantada com aquilo e peguei uma cocada para experimentar, mas minha vontade já era pegar um doce de cada para provar. Nisso apareceu uma mulher na porta e tentando disfarçar perguntei a ela quem fazia aqueles doces. Pensei, certo de que era alguém querendo divulgar seus doces caseiros. Em verdade pouco me interessava saber quem era a doceira que os fizera, eu queria apenas dar a entender que não havia ido ali só para comer doce, mas que os vendo resolvera provar. Estava tentando disfarçar minha gulodice. A mulher não soube responder e para meu alivio se retirou logo em seguida. Fui adentrando para o banheiro e quanto mais andava, mais o lavatório se parecia com uma bancada de restaurante. Nisso vi pedaço de bolo, paçoca e fui ficando desesperada, pois queria provar de tudo, mas não conseguia acabar de comer a cocada que estava na minha mão. Parece que ela se refazia a cada mordida que eu dava. Pensei comigo de ir fazer as necessidades enquanto terminava de comer a cocada. Tinha me dispersado tanto que a vontade fisiológica até passara. No que continuei andando para ter acesso aos vasos sanitários, parece que o ambiente modificou-se e eu estava no meio da montagem de uma festa. Não lembro muito dessa parte, apenas recordo que eu procurava pelo banheiro quando passei por duas crianças que olharam para o doce que eu comia. Rapidamente perguntei se eles queriam, pois não via a hora de acabar com aquela cocada para provar as outras guloseimas que foram todas reportadas para o ambiente da festa. Como eles responderam que sim, aliviada dividi o pedaço da cocada e dei-os. Com as mãos livres eu deixei de ir procurar o banheiro e resolvi voltar para pegar outra coisa de comer. Parece que o sonho deu um pulo e me vi abrindo uma porta. O interior do local estava cheio de serragem. Havia três homens idosos trabalhando ali dentro e surpreendi deles já estarem firme no serviço, pois ainda era muito cedo e o dia nem clareara. Um deles pareceu ser meu pai, o outro um tio (ambos já falecidos) e o terceiro não sei quem era. Eles estavam nus por conta do calor do trabalho pesado e esse detalhe não foi constrangimento nem para eles e nem para mim. O primeiro cômodo que verifiquei foi à cozinha. Haviam montado a pia que era toda de mármore e acompanhava a quina da parede formando um L, mas as prateleiras também de mármore, e que eram mais largas do que à parte da pia, haviam ficado muito baixas de forma que seria preciso agachar em baixo das prateleiras para ter acesso a pia. Estava totalmente desapropriado para o uso, mas não me importei, pois não seria eu quem lidaria na cozinha. Depois disso acho que acordei. O que pode ser esses sonhos?

Retenção/disfarce/dissimulação/Tensão/Gula/Avidez/Carência de Açúcar/ Desejo/Olhar de Criança/ Dificuldade de abandonar o que não mais quer, Rigidez/ Culpa pelo Desperdício/ Justificativa/ seragem, restos, carbono, intestino preso?/ força de três homens, trabalho pesado/ situação inapropriada.

Sonhos que envolvem necessidades fisiológicas em geral estão associadas a essas necessidades; No caso acima considerarei dois Tempos, um de dimensão física e outro de dimensão psíquica, que descrevo a seguir:

1º Tempo: Considerando que o ato de comer e o de excreção são seqüenciais, um inicia a digestão e o outro a finaliza, cozinha e banheiro estão intimamente vinculados, as imagens oníricas fazem esta conexão, mostram isto (bancada com alimentos no banheiro) e seu comportamento também (Pensei comigo de ir fazer as necessidades enquanto terminava de comer a cocada).Este é o processo acelerado (comer, mastigar, digerir, processar, absorver,excretar). Neste aspecto a bancada comprida eu associaria com a jornada do alimento no seu tubo digestivo. Se há alimento em toda a extensão deste tubo três são as possibilidades: 1-Seu processo de digestão está lento (inadequação de movimentos peristálticos, dificuldade de digestão); 2-Você está se alimentando em excesso ou sem limites; 3- você não está se alimentando e seu corpo está reclamando. Neste aspecto a segunda parte do sonho: A força de três homens, o trabalho exaustivo, pode estar relacionado ao produto do bolo (fecal); serragem é o resto da madeira, o resíduo, assim como o bolo fecal, em geral constituídos de resíduos de carbono, resíduos de alimentos processados e absorvidos. Pode ser a evidência de fezes ressecadas e, portanto que exigem muito esforço do corpo para serem excretadas. Se isto for verdade, aumente o consumo de líquidos (2/3 litros) para auxiliar o corpo na expulsão dos dejetos. O Tempo do alimento na boca pode ser indicativo de: compulsão oral ou da necessidade de iniciar o trabalho de digestão na boca através da mastigação mais lenta e mais alongada. Se há indicativo de que você pode estar comendo rapidamente, sua mastigação está falha, você está iniciando o processo digestivo enviando alimentos que não estão bem envolvidos nas enzimas digestivas secretadas pela boca o que torna lento seu processo digestivo. Bom, você entra no banheiro para realizar sua higiene pessoal, mas ao invés disso se vê atraída para aquilo que mais lhe constipa a função digestiva, a fome. Talvez você não esteja fazendo a leitura adequada de suas sensações corporais, ou esteja sendo enganada pelo corpo com sinais ambivalentes: A sensação de retenção provoca excitação e desejo oral, ou a sensação de retenção anal se irradia até os órgãos superiores e você acaba identificando a irradiação/sensação como desejo de se alimentar. Frente ao nível de tensão que a constipação lhe provoca, sua tensão aumenta, sua ansiedade aumenta e você relaxa, se alivia ao se alimentar.

A atração pelo doce pode ser uma compensação destes níveis elevados de ansiedade ou da tensão provocada pelo aumento da compulsão oral. Mesmo assim você deveria fazer um exame para avaliar o seu índice de glicose no sangue.

O momento final do sonho também pode estar relacionado a inadequação, ao esforço para realizar tarefas mais elementares. Pia é local de limpeza (lavação) e eliminação de resíduos.

O Segundo Tempo eu não direi de imediato, já que envolve uma leitura que exige pressupostos, e ela não precisará ser mais aprofundada em caso desta primeira vertente estar alinhada. Assim gostaria que você pudesse me dar um feed back desta primeira parte, para saber da necessidade da segunda. Agradeço-lhe a compreensão.
OBS.: Se houver dados que não queira compartilhar, compreenderei.